10 de mar de 2018

Se o STF ouvisse as ruas, Lula ficaria solto e seria candidato

O presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, comenta em sua coluna na revista Carta Capital desta semana os números da última pesquisa, feita no final de fevereiro a pedido da CUT, que revelam que a maioria da população brasileira reprova a guerra judicial movida contra Lula e que a minoria que aprova é formada pelas pessoas que dizem "detestar" (13%) ou "não gostar" do PT (20%).

O levantamento também mostra que 40% dos entrevistados avaliam que o Judiciário "não provou nada" ao condenar o ex-presidente em primeira instância no caso do triplex do Guarujá e 26% não sabiam se havia conseguido provar. "Um questionamento tão grande, em lugares normais, seria fonte de graves preocupações para os condutores do processo. Aqui dão de ombros", comenta Coimbra.

"A minoria antipetista, lavajatista e pró-Moro reduz-se a menos de um terço quando se pede às pessoas que digam se acham justo que qualquer um, Lula incluído, seja preso antes de esgotada a possibilidade de recursos a tribunais superiores", escreve. "Assim, com quatro anos de Lava Jato, depois do maior investimento dos oligopólios de mídia para formar opiniões e após seu esforço cotidiano para destruir a imagem de Lula e do PT, chegamos a este ponto: fundamentalmente, não convenceram ninguém", diz ele.

"Engraçado é que existe quem, no Supremo Tribunal Federal, se diga 'afinado com as ruas' e, por isso, deseje avançar na caçada contra Lula. Se querem mesmo 'afinar-se' com elas, que ouçam o que diz a maioria da sociedade, pois sua voz é clara. A menos que pretendam somente estar alinhados com a Rua Jardim Botânico, no Rio de Janeiro", diz ainda o colunista, numa provocação indireta à ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, que resiste a pautar a questão da prisão após condenação em segunda instância.

No 247

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