14 de mar de 2018

Patrimônio de Aécio e os “otários” da Globo

Após ser apoiado pela mídia golpista – tanto nas eleições presidenciais de 2014 como na cavalgada golpista que liderou para desestabilizar o país e depor Dilma Rousseff –, o grão-tucano Aécio Neves vai sendo jogado fora como bagaço. Ele não presta para mais nada, virou pó! Nesta terça-feira (13), o senador mineiro voltou à capa da Folha, que o acusou de triplicar o patrimônio nos dois últimos anos. O novo escândalo deve ter incomodado inúmeras “celebridades” midiáticas – principalmente da TV Globo – que fizeram campanha para o “ético” do PSDB e foram às ruas com suas camisetas amarelas da CBF para defender o golpe. Algumas delas já tinham confessado seu “arrependimento”, dizendo que foram “ingênuas” e “otárias”. Mas, pior do que isto, elas foram cúmplices. Sabiam da vida nababesca de Aécio Neves e até curtiram seus “jatinhos” e as badalações das noitadas.

Segundo a reportagem da Folha, assinada por Reynaldo Turollo e Rubens Valente, “documentos da Receita Federal revelam que o patrimônio declarado do senador Aécio Neves (PSDB-MG) triplicou após a eleição de 2014, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT). O salto foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016. O crescimento é resultado de uma operação financeira entre Aécio e sua irmã Andrea Neves envolvendo cotas que o senador detinha em uma rádio, a Arco Íris, da qual foi sócio durante seis anos. A quebra do sigilo fiscal do tucano foi ordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação cautelar que corre paralelamente ao inquérito que investiga o parlamentar por ter pedido R$ 2 milhões ao dono da empresa de carnes JBS, Joesley Batista”.

Em um novo vazamento sinistro, o jornal teve acesso aos documentos desta investigação. “Metade dos recursos foi rastreada pela Operação Patmos, um desdobramento da Lava Jato no STF, que levou à prisão de Andrea, braço direito de Aécio quando ele governou Minas Gerais (2003-2010). Ela foi solta em junho. Nas eleições de 2014, Aécio declarou ao TSE que suas cotas na Arco Íris, afiliada da Jovem Pan, valiam R$ 700 mil, na forma de uma dívida que mantinha com a antiga dona, a sua mãe. Por dois anos, em 2014 e 2015, o tucano também declarou à Receita R$ 700 mil, conforme as cópias das declarações de Imposto de Renda agora em poder do STF. Em setembro de 2016, Aécio decidiu vender suas cotas à outra sócia na rádio, Andrea. Ao realizar a operação, o senador declarou ao Fisco que elas valiam R$ 6,6 milhões, quase dez vezes mais do que um ano antes”.

A trama pode indicar que não houve apenas ocultação de patrimônio, mas lavagem de grana – o que caracterizaria um crime ainda mais grave. “Uma especialista em contabilidade ouvida pela Folha sob a condição de não ter o nome publicado disse que uma análise mais detalhada sobre o negócio na rádio impõe acesso aos balanços da emissora, para saber como se deu a grande valorização das cotas em tão pouco espaço de tempo. A Procuradoria-Geral da República não pediu a quebra do sigilo fiscal da emissora” – o que mostra, mais uma vez, o poder dos barões da mídia. A Folha ainda regista que “a saída do senador da empresa coincide com um crescente questionamento sobre a legalidade da propriedade de rádios e TVs por parlamentares federais” – o que também evidencia a promiscuidade existente entre os donos da mídia e os coronéis da política.

O “arrependimento” dos famosos da mídia

No ano passado, quando vazaram as conversas nada éticas entre Aécio Neves e Joesley Batista, várias celebridades midiáticas fizeram uma autocrítica marota e tímida do apoio ao tucano. Alegaram que foram “ingênuas”, que desconheciam as mutretas do cambaleante. Nada muito convincente! O apresentador Luciano Huck, que sempre manteve relações carnais com o político mineiro, lamentou: "É evidente a minha enorme decepção e tristeza com tudo o que veio à tona em relação não só a um amigo, mas a alguém que foi governador, senador e que recebeu mais de 51 milhões de votos numa eleição presidencial recente... Não vou renegar minha relação de amizade com ele, nem mesmo em um momento tão negativo da sua vida. Mas é importante que se diga que nunca misturei amizade com política ou negócios em nossa relação”. Haja cinismo!

Outro astro da Globo, o “humorista” Marcelo Madureira, perdeu o rebolado: “Vocês não imaginam o tamanho da minha decepção, da minha desilusão política. Eu fui iludido, fui enganado, eu gostaria de estar completamente equivocado. Pra mim é chocante ver o candidato que eu apoiei estar envolvido em negociatas”. Já o ator Márcio Garcia lamuriou: “Só agora a ficha caiu... Que vergonha para todos nós. Fomos enganados, iludidos por falsos discursos, apertos de ‘mãos grandes’ e promessas vazias”. Ronaldo, ex-jogador da seleção que tem cadeira cativa na emissora, também tentou tirar o corpo fora: “Em relação à vida política, o país vem sofrendo decepção atrás de decepção. O Brasil precisa de uma limpeza geral daqueles que não prestam”. Outros aecistas, como as vedetes Regina Duarte e Susana Vieira, preferiram o silêncio na ocasião.

Será que agora, com as revelações dos novos escândalos de Aécio Neves, eles voltarão a se pronunciar? Serão mais explícitos no pedido de desculpas para os seus fãs? Ou tudo é puro jogo de cena para seguir enganando os "midiotas"?

Altamiro Borges

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