5 de jan de 2018

Série histórica do Datafolha aponta que Lula pode ganhar em 2018

Levantamento considerando os anos anteriores às seis últimas eleições mostra que nome mais bem colocado um ano antes venceu em quatro pleitos


Um levantamento realizado pelo Datafolha considerando os anos anteriores às seis últimas eleições para Presidente, ou seja, de 1994 a 2014, mostra que o nome mais bem colocado cerca de um ano antes da disputa venceu em quatro eleições. A título de comparação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem despontado nos últimos meses como favorito nas intenções de voto. A matéria, publicada na Folha, é assinada por Marco Rodrigo Almeida. 

A eleição de 1994 está entre os dois casos em que o nome favorito um ano antes para se tornar presidente do país não venceu. No final de 1993, Fernando Henrique Cardoso aparecia em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, atrás de Lula (32%) e Paulo Maluf (13%). Naquele pleito, além de Maluf não ter saído como candidato, o sucesso do Plano Real colaborou para a viotória do ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco.

O outro caso em que o favorito nas pesquisas de intenção de voto não venceu foi em 2010. Um ano antes, José Serra despontava com 37%, contra Dilma Rousseff, com 23% as intenções. Mas a então ministra da Casa-Civil avançou nos meses finais do segundo mandato de Lula, beneficiada pelo forte crescimento econômico e pelo legado do ex-presidente. 

A pesquisa do Datafolha também revela que, em três das quatro eleições em que o nome mais bem colocado nas pesquisas um ano antes venceu, a disputa foi por um segundo mandato: 1998 (FHC), 2006 (Lula) e 2014 (Dilma). Portanto a reeleção tende a favorecer o mandatário. 

Quanto ao pleito de 2018, em dezembro de 2017 os dois nomes que se destacaram na pesquisa da Datafolha são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 34% a 37% das intenções de voto e do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), com 17% a 22%.

Mas a disputa neste ano traz um grau de imprevisibilidade diferente do hitórico das eleições anteriores. O primeiro deles é quanto a cadidatura de Lula, ameaçada pela Justiça da Lava Jato, e a segunda é quanto ao futuro de Bolsonaro, que ainda não apresentou um partido para concorrer, além disso corre o risco de ser deixado de canto com o fortalecimento da disputa entre PT e PSDB.

Em uma recente entrevista, divulgada nesta semana, o presidente licenciado do PSD e ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) disse acreditar que o PT continuará sendo forte nas eleições, com ou sem Lula na disputa. "O eleitor que vota no Lula dificilmente deixará de votar num candidato apoiado por ele. Não estou entre os que acham que, sem Lula, algo muda".

Kassab defende que o Planalto apoie a candidatura do ministro da Fazenda Henrique Meirelles (PSD), sem descartar a possibildiade de apoiar Geraldo Alckmin, contanto que os defensores das reformas do governo Michel Temer se unam em torno de uma única candidatura.

Quanto ao PSDB, o presidente da sigla e governador de São Paulo, Alckmin disse durante coletiva de imprensa concedida nessa quinta (4) que o partido "será protagonista" no processo de união do país. Fala divulgada dois dias depois do Estadão divulgar uma entrevista onde ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que pode apoiar outro nome na disputa presidencial se Alckmin não conseguir unir o centro.

Logo em seguida a divulgação da matéria, FHC soltou uma nota reforçando o apoio a Alckmin, por conta da repercussão negativa que a notícia teve entre os tucanos.

Lilian Milena
No GGN

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