24 de jan de 2018

Promotor mostra que julgamento é, sim, político


Não foi preciso mais que os primeiros discursos da acusação do promotor Maurício Gerum (foto) e do patético advogado do presidente da Petrobras, René Dotti, para que se prove  aquilo que os dois supõem não haver no julgamento do TRF-4: política.

Gerum partiu para o ataque aos políticos, fonte e origem, para ele, dos males do Brasil e afirmou, sem qualquer pudor, que promotores e juízes são um seleto clube de homens lúcidos, infalíveis e incontestáveis, separados de suas posições ideológica, sublimes “técnicos” da aplicação da lei.

Os juristas, os acadêmicos, as centenas que se manifestaram contra as deturpações do processo, para eles, são apenas lixo.

Contou uma história é toda de suposição, onde não há fato algum aprovar a propriedade, a posse ou mesmo a aceitação do triplex por Lula. Abusou da ideia do “domínio do fato”, serviu-se das acusações sem prova de Pedro Correa e fez sinal de culpa da “falta de provas da inocência”.

O senhor que usou indevidamente a representação da Petrobras para invocar razões em defesa do seu atual presidente, Pedro Parente, foi apenas patético, citando os defensores, como Lula, da Petrobras como ferramenta de desenvolvimento do Brasil como vilões e seus entreguistas como heróis.

Fernando Brito
No Tijolaço

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