29 de jan de 2018

O que está por trás da campanha da Globo


Sei que deveria estar falando sobre o julgamento do ex-presidente Lula, mas vários articulistas brilhantes já expressaram quase tudo o que penso sobre a maior farsa patrocinada pela turma do Dellagnol e seus pares. Meu assunto aqui é outro, mas não menos relevante. Vocês já se deram conta do que está por trás da campanha da Rede Globo, pedindo para os cidadãos incautos enviarem vídeos dizendo "Qual o Brasil que queremos"? Vamos supor que 30 milhões de brasileiros atendam ao chamado insistente da emissora, em seus programas jornalísticos, e gravem imagens de 15 segundos com o celular na posição horizontal. A família Marinho não está interessada naquilo que você tem a dizer, está cagando para o ponto turístico que você escolheu como pano de fundo de sua mensagem, e posso garantir que ninguém vai prestar atenção nas suas palavras. O que interessa, nessa campanha, é o seu nome e o número do Whatsapp.

A Globo está montando o maior banco de dados a serviço do candidato a presidente que apoiará nas eleições de 2018. Simples assim. Seja o Luciano Huck, Bolsonaro, Alckmin ou Dória, o representante dos Marinhos terá em mãos uma poderosa ferramenta de persuasão eleitoral, para montar seu programa de governo e enviar mensagens dirigidas a cada participante dessa campanha imoral, falando exatamente aquilo que eles querem ouvir. Quem está por trás dessa estratégia de comunicação entende o poder das redes sociais, e pretende com isso preencher a lacuna deixada pela falta de credibilidade da mídia tradicional, que atingiu em cheio o jornalismo desmoralizado da Vênus Platinada.

Quem conhecia bem os estratagemas golpistas da Globo era o saudoso Leonel de Moura Brizola. Se vivo fosse, já teria denunciado aos quatro ventos essa manipulação descarada da família Marinho, assim como fez quando tentaram impedir sua eleição ao governo do estado do Rio de Janeiro, com o escandaloso caso Proconsult. Espero que o Partido dos Trabalhadores entre com uma representação na Justiça para impedir a construção desse banco de dados disfarçado de exercício de cidadania, que será usado para fins eleitoreiros em flagrante desvantagem aos postulantes ao Planalto, que não se afinam com os interesses da emissora do Jardim Botânico.

Sei que deveria estar falando sobre o julgamento do ex-presidente Lula, mas vários articulistas brilhantes já expressaram quase tudo o que penso sobre a maior farsa patrocinada pela turma do Dellagnol e seus pares. Meu assunto aqui é outro, mas não menos relevante. Vocês já se deram conta do que está por trás da campanha da Rede Globo, pedindo para os cidadãos incautos enviarem vídeos dizendo "Qual o Brasil que queremos"? Vamos supor que 30 milhões de brasileiros atendam ao chamado insistente da emissora, em seus programas jornalísticos, e gravem imagens de 15 segundos com o celular na posição horizontal. A família Marinho não está interessada naquilo que você tem a dizer, está cagando para o ponto turístico que você escolheu como pano de fundo de sua mensagem, e posso garantir que ninguém vai prestar atenção nas suas palavras. O que interessa, nessa campanha, é o seu nome e o número do Whatsapp.

A Globo está montando o maior banco de dados a serviço do candidato a presidente que apoiará nas eleições de 2018. Simples assim. Seja o Luciano Huck, Bolsonaro, Alckmin ou Dória, o representante dos Marinhos terá em mãos uma poderosa ferramenta de persuasão eleitoral, para montar seu programa de governo e enviar mensagens dirigidas a cada participante dessa campanha imoral, falando exatamente aquilo que eles querem ouvir. Quem está por trás dessa estratégia de comunicação entende o poder das redes sociais, e pretende com isso preencher a lacuna deixada pela falta de credibilidade da mídia tradicional, que atingiu em cheio o jornalismo desmoralizado da Vênus Platinada.

Quem conhecia bem os estratagemas golpistas da Globo era o saudoso Leonel de Moura Brizola. Se vivo fosse, já teria denunciado aos quatro ventos essa manipulação descarada da família Marinho, assim como fez quando tentaram impedir sua eleição ao governo do estado do Rio de Janeiro, com o escandaloso caso Proconsult. Espero que o Partido dos Trabalhadores entre com uma representação na Justiça para impedir a construção desse banco de dados disfarçado de exercício de cidadania, que será usado para fins eleitoreiros em flagrante desvantagem aos postulantes ao Planalto, que não se afinam com os interesses da emissora do Jardim Botânico.

Celso Raeder, jornalista
No 247

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