6 de jan de 2018

O “Eurico” do “mito”


No final do ano, o PSL-Livres emitiu uma nota oficial dizendo que a filiação de Jair Bolsonaro era “absolutamente incompatível” com os “ideais” dos Livres “com o qual o PSL está integralmente comprometido”.

15 dias depois, o “integralmente comprometido” dono da sigla, Luciano Bivar, acertou a entrega do partido ao “mito”.

Bivar é o retrato da “moralidade” que prega Bolsonaro: a que vale só para os outros.

Na campanha de 2006, a repórter Marina Motomura, do UOL, contra que ele era conhecido como “Eurico Miranda do Nordeste”, por suas semelhanças com o dirigente do futebol vascaíno.

Bivar era presidente do Sport Club Recife e, sem qualquer vergonha, dizia ter pago para que um dos jogadores do clube fosse convocado para a Seleção, como você vê na imagem do Globo Esporte.

Segundo candidato a deputado federal  mais rico de Pernambuco, Bivar é empresário do ramo de seguros e sócio de empresas localizadas em Miami.

Mas é cuidadoso: no site “ConsultaSocio.com” aparece a seguinte mensagem: “Foi feito um pedido pela privacidade e não exibição dos dados de Luciano Caldas Bivar. Por esse motivo, essas informações não serão exibidas nesse site.”

Cuidadoro e rápido: em 2001, retirou em instantes sua assinatura do requerimento de uma “CPI da Corrupção” no Governo Fernando Henrique, diz ele que por “pressão das bases eleitorais”.

Coerência? Decência? Transparência?

É bom já ir se acostumando com a falta delas.



Ex-tucanos, agora ex-Livres, fizeram a cama para Bolsonaro


Como os leitores e leitoras acompanham na mídia, a toda hora surgem tucanos incomodados com os tucanos já não serem tão tucanos que procura um partideco para, com sua alta cultura, formar um grupo de iluminados.

Foi o caso da D. Elena Landau, 25 anos de PSDB, privatista até a medula, que capitaneou em novembro o “Manifesto Tucanista” de apoio a Tasso Jereissati e ficou pendurada no ar com o acordo de caciques do partido.

Landau e a “tchurma”, então, foram se juntar ao “Livres”, convescote de pessoas vindas do Instituto Liberal, presidido pelo “liberalíssimo” Rodrigo Constantino, o intelectual que posa para fotos com o Pateta da Disneylândia e é parceiro do notório Instituto Millenium.

O Livres, por sua vez, abrigava-se dentro do PSL, de Luciano Bivar, um ex-dirigente do Sport Recife que ficou famoso por dizer que pagou para um jogador do clube ser convocado para a Seleção brasileira, nos tempos do técnico Emerson Leão.

Agora, a azarada Landau e seus tucanos “legítimos” levaram uma pernada e viram o “seu” PSL ser entregue por Bivar – não se sabe se com os critérios que ele usa para patrocinar as convocações de jogadores de futebol – a Jair Bolsonaro, que já tinha dado outra pernada nos “ex-PEN”, que viraram “Patriotas” e viram o seu símbolo pátrio, o ex-capitão, ir pedir outra cidadania partidária.

Levaram água para o moinho de Bivar, que agora ensaca o joio de Bolsonaro. E como Fernando Henrique do seu outono invernal, vira renitente ajudante de palco de Luciano Huck.

Se a turma da D. Landau tem, na economia, metade da capacidade que exibem em política, fica mais fácil entender o que fizeram nas privatizações do Governo Fernando Henrique, das quais ela foi uma das comandantes.

Os patriotas se deram mal e os livres foram passados para trás.

Fernando Brito
No Tijolaço

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