19 de jan de 2018

Ministro da Justiça nega haver ameaças concretas a desembargadores que julgarão Lula

Em encontro com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores, na tarde desta sexta-feira (19), o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que nada de concreto foi apurado até agora sobre ameaças aos magistrados e ao tribunal que julgará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima quarta-feira (24). Nos últimos dias, veículos de imprensa vêm relatando que os desembargadores que julgarão o caso teriam sofrido ameaças e que o próprio presidente do TRF4 teria recorrido à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, para tratar do assunto.

“Existem muitas pessoas fazendo ameaças por fazer, protegidas pelo anonimato. Mas nada de concreto até agora foi apurado para que se tome alguma medida específica”, garantiu o ministro.

O Secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer, que também participou da reunião, chamou a atenção para a importância do acordo homologado judicialmente com os movimentos sociais. “Eles se comprometeram a respeitar os locais reservados para manifestação e a resguardar o patrimônio público e privado”.

Segundo o ministro, o encontro teve como objetivo garantir a cooperação entre as instituições para o andamento pacífico das manifestações referentes ao julgamento do dia 24. “Temos que proteger o patrimônio e a ordem pública. O Estado democrático de direito é de livre manifestação, desde que respeitados os princípios da boa convivência e obediência à Constituição e às leis”.

Também participaram do encontro o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), Carlos Alencastro, o diretor de Polícias Penais, Joel Amaral, o secretário nacional de Segurança Pública adjunto, Alexandre Mota, e o assessor de imprensa do Ministério da Justiça, Ugo Braga.

No Sul21

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