30 de jan de 2018

Defesa de Lula insiste a Moro para que Tacla Duran seja testemunha


A defesa de Lula protocolou na Vara Federal sob Sergio Moro, no dia 29, um pedido para que o juiz da Lava Jato em Curitiba volte atrás nas decisões em que rejeitou a oitiva de Rodrigo Tacla Duran como testemunha na ação penal que envolve suposta propina da Odebrecht.

"(...)  entende-se que o pedido de oitiva de Rodrigo Tacla Durán também deve ser reconsiderado, pois presentes os mesmos pressupostos que autorizaram a revisão do pedido de Glaucos da Costamarques", alegou a defesa.

A banca que defende Lula argumentou que se Moro reconsiderou um pedido da defesa de Glaucos para vasculhar as imagens de câmera de segurança do hospital Sírio Libanês, então também deve revisar a negativa em ouvir Duran.

Isso porque Moro decidiu atender a defesa de Glaucos apenas porque houve "insistência" por parte dos advogados, porque há a promessa de que a própria defesa produzirá a prova e porque "o deferimento seria prudente a fim de evitar alegação de cerceamento de defesa."

"A prevalecer o entendimento de Vossa Excelência, deve ele ser estendido aos requerimentos probatórios dos demais acusados, visando conferir igualdade de tratamento às Defesas", sustentou o advogado de Lula.

Moro rejeitou a oitiva de Tacla Duran duas vezes. Ele foi indicado pela defeda de Lula para falar da "idoneidade e integridade de provas documentais trazidas aos autos pelo colaborador Marcelo Odebrecht e pelo Ministério Público Federal."

Tacla Duran ganhou os holofotes da mídia após revelar um suposto esquema de cobrança de propina envolvendo os acordos de delação premiada em Curitiba. Ele acusou o amigo de Moro, Carlos Zucolotto, de cobrar uma "comissão por fora" para ajudar na negociação com os procuradores da equipe de Deltan Dallagnol.

O juiz da Lava Jato saiu em defesa do amigo e rejeitou as oitivas de Duran, alegando que ele é um criminoso que não "merece crédito".

Depois da segunda tentativa, a defesa de Lula entrou com um pedido para ouvir Duran, no TRF-4. Mas o desembargador João Gebran Neto, relator da Lava Jato, negou a liminar. Não há data para o julgamento do mérito; .

"De notar que, em vista da identidade dos requisitos autorizativos da revisão, a manutenção do indeferimento da oitiva da aludida testemunha implicará em inegável quebra da isonomia entre as Defesas", comentou a defesa de Lula.

Leia a íntegra do pedido em anexo.

Arquivo

Ícone application/pdf duran_terceira_tentativa.pdf

Cíntia Alves
No GGN

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