16 de dez de 2017

Sócio de empresa investigada pela PF repassou apartamento para mãe de Aécio


A Policia Federal está investigando uma transação considerada suspeita envolvendo o empresário José Antônio Fichtner, sócio de uma empresa investigada por corrupção no governo Sérgio Cabral, no Rio, e a família do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Suspeita envolve a compra, em 2010, de um apartamento feito por Fichtner em uma área nobre de Florianópolis, de um casal espanhol que exigiu que o pagamento fosse efetuado no exterior. Quatro anos depois, o empresário vendeu o imóvel para a mãe do senador por R$ 500 mil. Aécio foi chamado para prestar explicações acerca do negócio.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, transação foi descoberta durante uma ação de busca e apreensão feita por agentes federais em endereços ligados a Aécio Neves.Em meio a operação, os policiais encontraram o contrato de compra do imóvel em nome da mãe do parlamentar mineiro, Inês Maria. Na casa do senador, em Brasília, foi encontrada uma procuração dada por Fichtner a um advogado do escritório Andrade & Fichtner, que está sob investigação, para efetuar a compra do apartamento.

Agora, os investigadores querem desvendar a relação que Aécio teria com Fitchner para manter em sua residência a procuração usada na transação do imóvel que teria sido transferido para sua mãe quatro anos depois.

No 247
Leia Mais ►

Como descobrir e apagar as informações que o Google tem de você

É possível excluir dados de localização e até mesmo buscas armazenadas em seu smarthphone
Ele sabe o que você procura, o que te interessa e os lugares que você visita, entre muitas outras coisas. Esse é o Google, a ferramenta de busca mais usada do mundo.

"Quando o usuário usa nossos serviços, confia a nós informações dele".
É assim, de forma clara, que o gigante tecnológico se dirige a seus usuários logo na primeira linha dos termos e condições de privacidade.

Mas o que você provavelmente não sabe é que o Google oferece a possibilidade de excluir as informações armazenadas em um lugar chamado "Minha atividade" ou "My activity", em inglês.

Nós explicamos como fazer isso em alguns passos.

1. Excluir minha atividade

Cada vez que você faz uma pesquisa no Google, a empresa a salva e a associa à sua conta.

Ela também registra todos os movimentos que você faz, como preencher um formulário ou ler seu e-mail no Gmail.

Todos os dados são coletados em um site chamado "Atividade". É exatamente nesta área que você tem que ir para consultá-lo.


Você tem três opções na hora de excluir informações:

A primeira é usar a pesquisa para encontrar uma página específica para apagar.

Página mostra informações que o Google mantém sobre você

A segunda é limpar as buscas feitas no mesmo dia, escolhendo "Hoje" e depois clicando na opção "Excluir"

A terceira opção é eliminar toda a sua pesquisa. Para fazer isso, clique em "Excluir por" na lista à esquerda. Clique em "Excluir por data" e selecione "Todo o período". Se você tem certeza desta opção, clique em "Excluir".

Em todos os casos, aparecerá um aviso do Google sobre os possíveis impactos dessa decisão. Mas, na realidade, excluir o histórico de pesquisa do Google e a trilha de navegação não tem nenhuma consequência em relação à operação da sua conta do Google ou seus aplicativos.

2. Elimine toda a sua atividade no YouTube

O Google também mantém um registro de todas as suas pesquisas no YouTube.

Google permite que você veja e exclua suas informações de busca no YouTube

Mas isso é algo que você também pode excluir facilmente, apagando o histórico de pesquisa.

3. Como eliminar tudo que os anunciantes sabem sobre você

O Google não só sabe tudo sobre você, mas também repassa essa informação a anunciantes.

É por isso que ele é capaz de mostrar anúncios que combinam com o que você procura.

Mas é possível descobrir quais informações estão sendo transmitidas aos anunciantes.
Para isso, acesse sua conta do Google e depois "Informações pessoais e privacidade". Desta vez, o que interessa é a opção "Configurações de anúncio".

As configurações de privacidade permitem que o usuário impeça seus dados de serem repassados a anunciantes

Uma vez dentro, clique em "Gerenciar Configurações de Anúncio".

Na sequência, opte por "Controlar anúncios com sessão fechada". Se você clicar nessa opção, você pode escolher se deseja receber anúncios com seus interesses ativados ou desativados (a opção de não receber publicidade não está disponível).

O Google irá avisá-lo de que não se adequará a você porque você vai parar de ver anúncios relacionados aos seus interesses, mas cabe a você escolher.

4. Remover o histórico de localização do Google

Se você usa um dispositivo Android, o Google acompanha os locais que você visitou com seu dispositivo por meio de um recurso chamado Rotas.

Para apagar todas essas informações do Google Maps, você deve acessar essa página.

A função em questão é chamada de Rotas e a exclusão do rastreio é tão simples quanto clicar no botão da lixeira (na parte inferior direita da tela).

No BBC
Leia Mais ►

Fator Tacla Durán: quem barra depoimento bomba é tabelinha Moro-Eduardo Cunha!


– Casa caiu: advogado de Lula faz “live” bomba com Tacla Durán. E (pior!): Moro & “DD” já passaram recibo – “molhado”!

– Dr. Cristiano Zanin protocola recurso no TRF contra a mentira deslavada de Sergio Moro, que diz “desconhecer” o endereço de Tacla Duran na Espanha, para não o ouvir. Para “bombar” (literalmente!) esse recurso, Zanin anexa vídeo em que já toma o depoimento de Tacla Durán. E diante de um tabelião! Ui!

– Moro & “DD”, no desespero, passam recibo (das calças sujas) e vazam “denúncia” (fajuta!) contra Tacla, aos 47 do segundo tempo, à sua assessoria de comunicação. Digo, ao site “Anta-gonista”!

– Publicaram – às 22h de uma sexta-feira! – uma “denúncia” (rs) contra Tacla Durán. Escrita – e assinada! – pelos Procuradores da gangue do “DD” – na própria sexta-feira 15 de dezembro!!

– Entenderam? O desespero é tanto que até “DD” & Moro se viram forçados a parar de tentar tapar o sol com a peneira: eles mesmos contribuem agora, também, para a (gloriosa!) hashtag #TaclaFuraBolha, citando-o na “imprensa” (sic)!

– De novo: às 22h! De uma sexta-feira!

– A casa caiu em Curitiba! De vez!

– E mais: não se surpreendam se “DD” e Moro “esquecerem” toda a (mui!) rica “carreira” do notório Eduardo Cunha! Não se surpreendam, tampouco, se, como resultado disso, Cunha sair da “cadeia” (?)… e num futuro bem próximo!

– Explico: quem negociou, pessoalmente!, com o próprio Moro!, a retirada das referências ao “amigo pessoal” (sic) do “juiz” (?) Sergio Moro, Carlos Zucolotto, e a Tacla Durán, do Relatório final da CPMI da JBS foi o mesmo…

Tchan-tchan-tchan-tchan!

– … Eduardo Cunha! – o chefe da Lava Jato!

* * *

Esta sexta-feira, 15 de dezembro, foi o dia especial que a (sofrida) resistência democrática brasileira há muito merecia: uma coleção de vitórias táticas importantes. No seu conjunto, essas vitórias evidenciam a decisão estratégica de Lula de, ouvindo aquele conselho que o General de Gaulle lhe deu, ir para o ataque. E como se não houvesse amanhã!

Finalmente, Presidente!

Não tem exército – ainda mais guerrilheiro – sem General!

Eis o resumo – preparado com a ajuda de um leitor – dos diversos pontos marcados pela resistência em apenas 24h:

“Aquela sensação que ganhamos o dia:



– Moro teve que ouvir do Glaucos que ele é o dono do apartamento. O MPF que forçou a barra para que Glaucos mentisse.

– Requião assume de vez a defesa de Lula e com boas ideias: convoca um Fórum Social Mundial (extraordinário!), para que o mundo ocupe Porto Alegre – em defesa de Lula e da democracia brasileira.



– Lula vai (finalmente) à guerra: Zanin faz live com Tacla Durán, que revela NOVA rodada de mentiras dos Procuradores e de Moro!

(e até com legendagem em inglês, que é para já seguir direto para a ONU!)”

* * *

Foi bem isso, mesmo. Vejam se não:

* * *

Como bem resumiu o Brasil 247:

247 – Em um depoimento à defesa do ex-presidente Lula, divulgado em vídeo no site Verdades de Lula, o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran afirma que o juiz Sergio Moro conhece, sim, o endereço dele na Espanha.

O argumento rebate o que apontou o próprio juiz de Curitiba no despacho em que nega pela terceira vez o pedido do advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, para que Tacla Duran fosse ouvido como testemunha no processo contra o ex-presidente.

“Com todo o respeito que o juízo merece, eu respondi a um processo de extradição, compareci a todos os atos, sempre eu fui localizado. Meu endereço na Espanha é o endereço da minha família há mais de 20 anos. Está no meu documento de identidade que o juiz de Curitiba com certeza tem cópia, e o Ministério Público também tem cópia”, diz Tacla Duran.

“Isso é tão estarrecedor que no dia 4 de dezembro, aqui em Madri, a Procuradoria do Paraná encaminhou um pedido para a Espanha para me ouvir, na qual os procuradores do Brasil se comprometiam a vir para Madri para tomar meu depoimento. Eu fui à audiência nacional para atender essa rogatória do Brasil na semana passada, entretanto os procuradores não vieram”, relatou ainda o advogado.

“Eu compareci e eles não compareceram”, comentou o ex-advogado da Odebrecht, sobre o pedido que os procuradores da Lava Jato provavelmente fizeram antes de saber o que Tacla Duran tinha a dizer.

Tacla Duran afirmou ainda que pode depor como testemunha na Lava Jato e que tem elementos para colaborar com a “verdade dos fatos”.

* * *

Acrescento mais alguns pontos, de especial destaque:

Fora mais um flagrante de mentira de Sergio Moro, desta vez quem foi pego (novamente!) foi “DD” e sua gangue. Isso porque os Procuradores bem conhecem o endereço de Tacla Durán na Espanha, certo?

Lembrete: os mesmos Procuradores que, no passado, tentaram vender (!) acordo de “delação camarada” a Tacla. Usaram, para tanto, o seu próprio email funcional no MPF (gênios!). E para fins de extorsão! Qualificada!

Pois “bem”. Desta vez, na transmissão “live” com o (competente!) advogado Cristiano Zanin, Tacla revela que os Procuradores pediram à Espanha para ouvi-lo em Madri! E no último dia 4 de dezembro!

Ora, como bem sabe qualquer pessoa de formação jurídica, tal pedido tramitou via Carta Rogatória, que é um pedido da Justiça brasileira de cooperação dirigido à Justiça de outro país, para que essa última realize, em seu território, diligências a pedido da primeira. No caso, ouvir Tacla Durán, que reside (legalmente!) na Espanha.

– Captaram a bomba – de nêutron??

Não??

Pois ajudo:

– Ora! Quem envia Carta Rogatória é o… Judiciário!

– E não os Procuradores!

– Se foi enviada Carta Rogatória para que os Procuradores (da gangue) de Curitiba ouvissem Tacla Durán na Espanha, esse documento partiu do próprio “Juiz” Sergio Fernando Moro!

– O mesmo que NEGOU à defesa de Lula exatamente o mesmo expediente: ouvir Tacla Durán na Espanha!

– Como sabemos todos, Moro negou o pedido de Lula, alegando “desconhecer” o endereço de Tacla, para a sua citação (um “convite” para que fosse ao tribunal espanhol depor).

– Uai! Como é que Moro “desconhece o endereço” (rs!) quando quem pede é Lula, mas

– … (bem!) o conhece quando quem pede é o… “DD”?!

– Percebem a gravidade?

– E o que isso implica?

– Explico: Moro e a gangue do “DD” estão mancomunados em fraudes processuais em série: em conjunto, ESCOLHEM quais depoimentos podem (ou não!) entrar no processo – como prova!

– Por óbvio, (só!) entrariam as perguntas feitas por “DD” (e gangue). E NÃO entrariam as feitas pelos advogados de Lula!

– Isso é um escândalo: Moro, “DD” (e gangue) devem ser IMEDIATAMENTE afastados!

– E mais: presos – cautelarmente! – por obstrução da Justiça!

– Com provas + convicção!

– Obs.: percebem que usei o futuro do pretérito como tempo verbal? “Entrariam as perguntas feitas por ‘DD’ (e gangue)”?

– Sim, “entrariam”…

– Isso porque, na hora H, os gangsters da venda de “delação camarada” não apareceram! Isso mesmo: pediram à Espanha para ouvir Tacla e não apareceram no tribunal!

– Por quê será, minha gente?

* * *

Bem… afeito a especulações tático-estratégicas (vocês sabem!), sugiro algumas alternativas. A escolha fica a gosto do freguês:

(i) “DD” e gangue deram-se conta de que, inevitavelmente, competente que é, a defesa de Lula fatalmente descobriria que – a “DD” (e a ele apenas!) – foi autorizada a oitiva de Tacla Durán!

Ora, mesmo que incompetente fosse a defesa: com o depoimento (unilateral!), acabaria por haver prova dessa oitiva no próprio processo!

Resultado: os Procuradores “saíram vazados” da Espanha!

Num constrangedor “João-sem-braço” jurídico –internacional!

Reparem: há, agora, prova de que há atos processuais “fantasma” nos processos contra Lula!

Duvido que essa viagem (clandestina?) à Espanha de “DD” e comparsas vá constar dos autos!

Que (nova!) bomba, Moro!

(ii) “DD” e gangue queriam, apenas, ver (in loco!) quais as provas que Tacla Durán tinha em seu poder. Estavam desesperados para saber o tamanho do míssil nuclear apontado para Curitiba lá da Península Ibérica.

Como, nesse meio tempo, os bravos Deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous conseguiram, a duras penas, trazer Tacla (virtualmente) à CPMI da JBS, e este apresentou as provas do que dizia (periciadas!), a “excursão (clandestina?) à Espanha” de “DD y amigos” perdeu o propósito!

O míssil já fora disparado!

– Ka-booooooom!

Obs.: aliás, difícil embarcar num avião rumo à Europa quando os fundilhos das calças se encontram todos borrados, não é, “DD”?

Arriscaria ser barrado na alfândega espanhola…

– … por “risco sanitário”!

– Ah-rá!

(iii) Hipótese James Bond (tabajara!):

“DD” e gangue nunca quiseram ouvir Tacla. Na realidade, o plano era alugar um caminhão e atropelá-lo na entrada do tribunal, em Madri!

Tacla, que já mostrou ser bastante precavido (prints, Zucolotto!), teria entrado pela porta lateral. E com horas de antecedência, para evitar um atentado made in Curitiba!

* * *

Seja qual for a hipótese verdadeira – que, reparem, não são mutuamente excludentes necessariamente! – aconselho a Tacla Durán, no caso de um futuro encontro com “DD”, a levar a água da própria casa.

– E numa garrafinha com canudinho acoplado!

Polônio – elemento químico letal com que assassinaram Yasser Arafat com um chazinho envenenado – é insípido, inodoro e incolor!

– Garrafinha, meu caro Tacla!

– Selada, de aço e com canudinho acoplado!

Tipo a suíça Sigg:


* * *


Disclaimer: Tenho, sou fã, mas não ganhei nada por esta publicidade da marca!

* * *

P.S.: Coitada da (grande!) franco-polonesa Marie Curie! Mal sabia ela que usariam o elemento químico que descobriu – e nomeou homenageando seu país natal – para assassinatos clandestinos. Em jogos de espiões internacionais!

* * *

Bem…

Talvez estejamos fantasiando demais, não é mesmo?

Isso porque…

– Duvido que “DD” conheça Marie Curie!

– Ou mesmo a Tabela Periódica, que seja!

Afinal…

– Ela não vem num PowerPoint!

– Ah-rá!

* * *

P.P.S.: diálogo – via Signal! – com um ardoroso entusiasta da Lava Jato curitibana:

[02:22, 12/16/2017] – (horário da Suíça!)


JJ: Rapaz, olha o cara para quem vcs estão dando espaço:

Confira a íntegra da denúncia contra Tacla Durán

(link pro Anta-agonista)

Os crimes de Tacla Durán & Cia

(outro link pro Anta-agonista)

[07:22, 12/16/2017]


Romulus: Hahaha

Eles estão se cagando mesmo, hein?

Anta-gonista é assessoria de comunicação da gangue de Curitiba!

🤣 “DD” PASSOU RECIBO!!

Lindamente!

De forma desesperada, MPF “vaza” (hoje!) denúncia fajuta (escrita também hoje!!) contra Tacla Durán!

Isso, logo DEPOIS de TACLA fazer live BOMBA (mais uma!) com o Dr. Zanin, revelando que no dia 4 de dezembro (agorinha!) os Procuradores pediram – via Carta Rogatória! – para ouvi-lo na Corte na Espanha!

Mas, na hora H…

– … não foram!

Ou seja: desmentindo Sérgio Moro, conhecem, sim, o endereço do (não!) “foragido” (sic!)!

Pior: estão escolhendo quem ouvir e – mais importante – quem NÃO deixar ouvir!

A casa caiu!

De vez!

Sai vazado, meu amigo!

[07:23, 12/16/2017]

Romulus: Serio, vc é mais inteligente que isso: “denúncia”, ainda mais dos CORRUPTOS de Curitiba!, não quer dizer absolutamente NADA!

O papel aceita tudo, uai!

Inclusive, podem aproveitar o (excesso de) papel e acusar o Tacla também de traficar…

– …  bebês de elefantes pigmeus albinos!

– E no Lado Escuro da Lua!

Tem mais chance de ser verdade!

🤣🤣🤣

[07:23, 12/16/2017]

Romulus: Mas o melhor de tudo: eles mesmos estão sendo obrigados a furar a bolha e falar de Tacla!

Mais do que nunca: #TaclaFuraBolha!

E com ajuda do “DD”!

🤣🤣🤣
[07:25, 12/16/2017]

Romulus: Mas…

Agradeço (enormemente!) por vc ter me alertado para essas postagens – desesperadas! – deles no Anta-gonista.

– Às 22h!

– De uma sexta-feira!

🤣🤣🤣
Revela o tamanho do desespero deles com a live que o Zanin fez com Tacla, que VIRALIZOU horas antes nas redes sociais!

Evidentemente, não fosse por vc, não teria chegado a esse “site”!

Sua contribuição vai ser fundamental para desmascarar a gangue de Curitiba de vez!

Aguanta aí que já tô escrevendo artigo-BOMBA!

Mas… não se acanhe!

Por favor, continue me informando o que se passa desse outro lado aí!

Ok??

* * *

Prints (sempre, né, Tacla?!):




* * *

– O pior é que esse mané, o Mainardi (o da peruca!), se acha malandro!

🤣🤣🤣
– Enquanto ele tá indo, nós já voltamos!

– E mais: já construímos casa e já até mandamos os filhos pra faculdade!

🤣🤣🤣

* * *

P.P.P.S.: o fator Eduardo Cunha – ele tem Moro no bolso!

Não se surpreendam se as acusações e a pena de Eduardo Cunha em Curitiba ficarem restritas aos tais “campos de petróleo vendidos subfaturados pelas Petrobras no Golfo do Benim”. Coisa pouca dentro da extensa “ficha corrida” de Cunha, não é mesmo?

Não se surpreendam se “DD” e Moro “esquecerem” – lá em Curitiba… – todo o restante da (mui!) rica “carreira” do notório Eduardo Cunha!

Não se surpreendam, tampouco, se, como resultado disso, Cunha sair da “cadeia” (?)… e num futuro bem próximo!

Explico: quem negociou, pessoalmente!, com o próprio Moro!, a retirada das referências ao “amigo pessoal” (sic) do “juiz” (?) Sergio Moro, Carlos Zucolotto, do Relatório final da CPMI da JBS foi o mesmo…

Tchan-tchan-tchan-tchan!

– … Eduardo Cunha!

Evidente: o Relator da CPMI, o Deputado Carlos Marun, sempre foi homem de Cunha!

Vai agora para o Ministério de Temer – indicado pelo (mesmo) chefão!

Para mim, quem faz acordo com bandido…

– … bandido também é, Moro!

É certo que, em troca do “favor” de esconder no Relatório as falcatruas do seu “amigo pessoal” (sic) – e também da Sra. Moro!, Moro – digo, o marido: Sérgio! – ofereceu algo em troca a Eduardo Cunha. Algo substancial… de seu interesse.

Aposto não apenas no redobramento da “tranquilidade” do seu “cárcere” (?), como também que o tempo de estadia será bastante reduzido.

Mas… calma lá! Nada muito novo: cumpre lembrar que Eduardo Cunha – e Senhora! – nunca foram molestados de verdade por Moro. Isso porque, ladino que só ele, Cunha adquiriu o suposto (?) “dossiê” que rola por aí sobre a (não?) atuação de Sérgio Moro no maior escândalo de corrupção de todos os tempos: o BANESTADO!

(Não?) atuação essa possivelmente (?) patrocinada…

– … pela banca!

Hmmmmm…

Eduardo Cunha há muito já “operava” na época do escândalo do BANESTADO – minha gente, o cara está aí “operando” desde o PC Farias! Portanto, Cunha conhecia o “esquema” de remessas clandestinas de dinheiro para o exterior melhor do que ninguém. Sabia, por certo, quando Moro bateu à sua porta, a quem se dirigir para pedir uma copiazinha do suposto (?) “dossiê”.

Repito: Eduardo Cunha – e também os EUA, pelo mesmo motivo! – têm Sergio Moro no bolso!

E agora, depois do “favor” na CPMI, ainda mais!

* * *

– KA-BOOOOOOOOOOOM!

* * *

Para fechar: a burrice de Moro e “DD”, que achavam que tinham marcado um “golaço” (comprado de Cunha!) na CPMI

Coitados de Moro, “DD” e demais comparsas…

Pensaram que tinham marcado um golaço na última quinta-feira, 14/12, ao, com essa “graça” de Cunha (que, no entanto, NÃO veio “de graça”!), excluírem Zucolotto e Tacla Durán do Relatório final da CMPI…

Mal sabiam eles que – muito mais esperto! – o Dr. Cristiano Zanin (sou fã!) já tinha tomado o depoimento de Tacla Durán 2 dias antes, em 12/12! Depoimento esse gravado, para posterior divulgação em 15/12 (ontem), logo após a protocolização do recurso de Zanin ao TRF-4 (epa!) contra a (terceira!) decisão de Moro tentando impedir a defesa de Lula de ouvir Tacla Durán na Espanha – dentro do processo!

Tarde demais: não só o depoimento já fora prestado de forma preliminar (e gravado), diante de um tabelião!, como o recurso – com o endereço de Tacla! – já estava em vias de ser entregue em Porto Alegre, para que (finalmente!) venha a Carta Rogatória a ser, necessariamente, expedida por Sergio Moro – e há tanto, por ele, “negada”.

* * *

Atenção: falo aí da Rogatória séria… a de Lula!

Não a clan-des-ti-na, advinda de Moro, “DD” e comparsas!

* * *

Pior!

Tacla (esse danado!) veio com mais essa novidade (bombástica!):

– A revelação de que Moro, “DD” e demais comparsas JÁ (!) tinham mandado uma Carta Rogatória – repito: clan-des-ti-na! – ao mesmo Tacla Durán! Isso quando alegavam NÃO poder fazer… EXATAMENTE isso! Por – alegadamente… mas por escrito na sua decisão, não é, Sergio Moro? – “desconhecer” o endereço de Tacla na Espanha!

* * *

– KA-BOOOOOOOOOOOM!

* * *

Repeteco tenso:


* * *

– 21:54!

– De uma sexta-feira!

– T E N S O O O O, né, “DD”?!

– Sai vazado, rapá!

– Antes que os “gringos” tenham de “apagar” você e o Moro, por não terem entregado o combinado!


– E, é claro, como queima de arquivo!

– Aliás, como há muito revelou aquela fonte (quente!) do Wellington Calasans na comunidade de inteligência europeia!


– E não vai adiantar quererem pendurar o “acidente” que “vitimar” vocês dois no Lula: nós já avisamos – há mais de 1 mês! – quem será o mandante:

* * *

Para fechar (mesmo!), segue outra valiosa lição do General De Gaulle…

Aquele que, nos seus dias, deu muuuita dor de cabeça aos americanos:

– Em política – como na vida? – o adversário a abater primeiro é aquele da sua própria… família!



* * *

Aliás, tenho para mim (e não sou o único!) que o “Maio de 1968” em Paris, aquele do “é proibido proibir”… o que derrubou o General de Gaulle!, foi (em parte) a primeira “Primavera”…

A primeira “revolução colorida” – da estudantada! – made in

– … CIA!

Mas isso é outra história!

* * *

E olhem os memes pra contar pro “DD” e pro Moro que a gente sabe que ele sabe… que a gente sabe que ele sabe!





Momento cabotinismo – proporcionado pelo grande advogado (e amigo!) Rubens Francisco, o terror da meganhagem:


Romulus Maya
No Cafezinho
Leia Mais ►

Assim o jornalismo quer diminuir as mulheres

O tema mais mencionado foi o assédio sexual: 70,4% das 477 mulheres que responderam ao questionário admitiram já terem recebido cantadas que as deixaram desconfortáveis no exercício da profissão.
São Paulo, 1968. O movimento estudantil ferve nas ruas, e a repressão avança com a proximidade do AI-5. A Folha da Tarde é o único entre os jornais da grande imprensa que cobre as manifestações (1). Na redação, entre cerca de 40 homens, apenas três mulheres, muito jovens: Rose Nogueira, uma fotógrafa nipo-brasileira e eu, grávida.

Já não estávamos em 1930, quando nas redações mulher “circulava na área de serviço”, como relata José Hamilton Ribeiro em depoimento para pesquisa da USP (2). “Nem havia banheiro feminino. No Estadão, à noite, quando fervia o trabalho jornalístico, as mulheres não eram aceitas nem na mesa telefônica. Havia mulheres como telefonistas, mas só durante o dia. Mulher podia ser telefonista, faxineira ou servia para fazer o café: circulava na área de serviço”.

Mas a cena ainda era muito diferente da de hoje, quando as mulheres são mais de 60% entre os profissionais (ainda assim, no masculino) de jornalismo. Um crescimento geométrico: de 7% em 1950, passamos a 50,3% em 2003 (3).

Contudo, continuamos de certa forma confinadas. Divulgado no Rio de Janeiro semana passada, o estudo “Mulheres no Jornalismo Brasileiro” (5), uma realização da Gênero e Número em parceria com a Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, dá um panorama sobre a divisão de trabalho, a diferença salarial e o assédio nas redações brasileiras.

Aliando métodos quantitativos (questionário online) e qualitativos (grupos focais), a pesquisa ouviu mulheres de quatro cidades brasileiras (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e São Paulo) com o objetivo de mapear as desigualdades de gênero na mídia hegemônica brasileira. Os resultados mostram que a discriminação de gênero ocorre em todos os momentos da vida profissional das mulheres: contratação, demissão, promoção, definição de salário, direitos, distribuição de tarefas e oportunidades de crescimento profissional.

Num universo de 477 jornalistas, 53,4% afirmaram que em suas organizações as mulheres têm menos oportunidades que os homens de progredir na carreira. E 86,4% afirmaram já ter passado por pelo menos uma situação de discriminação de gênero no trabalho – a mais comum foi na distribuição de tarefas (57,7), seguida por promoção no emprego (39,4), oportunidade de trabalho (36,9) e obtenção de aumento (35,4).

“O gênero e os estereótipos de gênero colaboram para produzir desigualdades nos arranjos institucionais no interior das organizações jornalísticas, influenciando as relações, as redes profissionais, determinando formas de divisão do trabalho e influenciando processos de ascensão profissional e econômica de forma prejudicial às mulheres e favorável aos homens” – afirma a pesquisa.

Assédio sexual

O tema mais mencionado foi o assédio sexual: 70,4% das 477 mulheres que responderam ao questionário admitiram já terem recebido cantadas que as deixaram desconfortáveis no exercício da profissão. Assédios casuais ou contínuos, crescentes e intimidadores, de chefes, colegas e fontes – como o caso do assassinato, com dois tiros pelas costas, da editora de economia Sandra Gomide pelo chefe de redação do Estadão, Antonio Pimenta Neves – coincidentemente um dos editores da Folha da Tarde em 1968. Cometido em 2000, o assassinato foi julgado em 2006 e Pimenta Neves, condenado a 19 anos, só foi preso em 2011 – e já em 2016 passou a regime aberto.

O assédio sexual, revelam as participantes da pesquisa, pode ser uma iniciativa individual e escondida, numa sala fechada, por mensagens ou email. Ou também o que uma informante classificou de “assédio coletivo”, quando é usado por um grupo de homens como forma de interação entre si, às custas da dignidade das colegas.

“Esse último tipo de assédio estabelece um clima de tolerância, cumplicidade masculina e normalidade com relação aos comentários, piadas e outras formas de assédio sexual nas redações, o que torna a reação ou denúncia mais difícil e penosa, uma vez que o comportamento do(s) assediador(es) é validado pelo grupo.”

As jornalistas tentam se proteger do assédio das fontes restringindo o contato com seus informantes ao essencial e recusando convites para cafés e jantares, quando geralmente são feitas entrevistas e conversas. Isso é limitador à sua atuação como repórter, como bem resumiu uma informante: “Eu não janto com fonte, e isso já nos coloca atrás”.

A percepção das mulheres como objeto sexual é generalizada: 75,3% das jornalistas admitiram já ter ouvido comentário sobre suas roupas, corpo ou aparência que as deixaram desconfortáveis no exercício da profissão. Sugestões da chefia para usar decotes e roupas curtas em determinadas situações, por um lado, ou para não usar vestido ou sandália, por outro, são comuns. “Eu já fui retirada da primeira fileira [numa sessão da plenária do STF] por estar de saia, porque atrapalharia a TV Justiça e desconcentraria os ministros.” “E aí ele falava: ‘Olha, você não pode usar sapato aberto porque as pessoas podem reparar nos teus pés…’” “Um editor me falou ‘Ah, eu sugiro que você bote um decote bem caprichado e vá falar’”.

Segundo chefias e colegas, cabe a elas administrar os casos de assédio, seja sabendo “se impor”, seja reavaliando a própria conduta. “É bizarro, porque você sabe que tem um cara assim na redação e ao invés de irem falar com ele para parar, você diz ‘mulheres, tomem cuidado com esse homem’”.

Apesar de toda essa pressão, 46% das participantes da pesquisa disseram que as empresas em que trabalham não têm canais para receber e responder a denúncias de assédio e discriminação de gênero. Somente 30% delas disseram que as empresas têm esse tipo de canal, mas destas somente 30,8% os consideram eficazes. Não sem razão, apenas 15,1% das jornalistas afirmaram já ter denunciado os assédios sofridos.

Salário, gravidez, poder

A pesquisa mostra que as mulheres tendem a receber salários menores e ser excluídas dos cargos de maior prestígio e remuneração. O estudo da UFSC, que ouviu 2.731 jornalistas, revela que a maioria das jornalistas mulheres está na faixa salarial de até cinco salários mínimos, enquanto a maioria dos homens ganha acima de cinco.

Trata-se da persistência, também no imaginário dessa categoria profissional, de que o trabalho feminino é “complementar” e “inferior” ao do homem, influenciando o valor dos salários e direitos do trabalho. “Eu tive um colega na mesma posição que eu, antes de eu ter o cargo de chefia, com o salário muito mais alto por ele ser o homem da família”, exemplificou uma participante.

No cálculo salarial entra ainda a possibilidade da jornalista engravidar e usufruir de licença maternidade, considerada um prejuízo à empresa. O assédio moral sofrido pelas jornalistas para que não engravidem foi muito mencionado pelas participantes. “…Eu tava fazendo três anos no [jornal X], estava fazendo uma pauta muito pesada e achei que o momento era ótimo [para pedir um aumento]. A resposta que eu tive foi: ‘Você veio me pedir um aumento com esse barrigão?’”.

O fato de 84,9% das participantes não terem filhos menores de 18 anos sugere que as pressões sobre o tempo, a imprevisibilidade de horários e as exigências de escala nos finais de semana desencorajam as mães de crianças – que ainda carregam o maior peso no cuidados com os filhos – a trabalhar nas redações.

As mulheres tendem também a ser excluídas dos cargos de maior prestígio e remuneração, tais como editores, coordenadores e diretores. Apenas 19,4% das entrevistadas apontaram haver igual proporção de homens e mulheres nessas posições, enquanto 65,4% alegaram haver mais homens em cargos de poder e somente 15% disseram haver mais mulheres.

“No tocante à cor ou raça, o quadro é dramaticamente desigual. Um total de 94,5% das respondentes disse haver mais pessoas brancas do que negras em seus veículos. Nos cargos de liderança, esse percentual foi de 95,6%” – revela a pesquisa.

As mulheres editoras estão concentradas nas áreas de turismo, moda, gastronomia e estilo de vida, enquanto os homens se concentram em esportes e tecnologia, sugerindo uma certa divisão do trabalho jornalístico conforme os antigos estereótipos de trabalho feminino e masculino. “Quando é pauta com criança é mulher fazendo, sempre!”.

No entanto, afirma o estudo, a forte presença de mulheres editoras em áreas como jornalismo econômico mostra que há mais nuances nesse quadro e que as mulheres têm conquistado posições antes consideradas domínios masculinos.

Violência

Também nas redações manifesta-se a violência contra as mulheres: 83,6% das jornalistas relataram já ter sofrido ao menos uma das situações de violência psicológica listadas no questionário. As formas mais comuns são abuso de poder ou autoridade, intimidação verbal, escrita ou física e insultos verbais, seja na relação com as chefias ou com as fontes.

Insultos verbais foram relatados por 44,2% das entrevistadas, humilhação em público por 40,5%, abuso de poder ou autoridade por 63,9%, intimidação verbal por 59,7% e tentativa de causar danos à reputação por 31,0%.

Agressões físicas no exercício da profissão foram sofridas por 17,3% (80 mulheres). Na metade dos casos (52,8%) a agressão veio de desconhecidos, mas os agressores foram também superiores hierárquicos (18%), colegas de trabalho (15%) e fontes (14%). Em 90,3% dos casos o gênero do agressor era masculino. Apesar disso, apenas 24,3% das mulheres responderam positivamente à pergunta: Você diria que a sua empresa adota medidas para proteger a sua segurança pessoal?.

Elas apontaram também formas mais sutis – ou veladas – de violência e discriminação de gênero. Como o questionamento frequente de sua competência, o tratamento com mais condescendência e menos seriedade, além de distribuição desigual do poder e da palavra, e invisibilidade ou mesmo apropriação do seu trabalho pelos colegas do gênero masculino. “Quando o colega homem fala, parece que tem mais garantia nisso. Quando a gente vai apresentar uma coisa tem que estar com todas as provas na mesa para mostrar que aquilo que a gente está dizendo é aquilo que a gente tá dizendo”.

Hegemonia masculina

Essa hegemonia masculina na grande imprensa – ainda importante na definição das pautas do debate público – traz consequências na escolha dos temas tratados e na forma de tratá-los.

As jornalistas queixam-se com frequência de que editores e colegas homens tendem a banalizar temas como violência doméstica, estupro, feminicídio, discriminação e machismo. “Algumas reclamaram da interferência de editores em suas matérias, apontando sua tendência a eufemizar os casos ou suavizar as matérias, incluindo trocadilhos ou brincadeiras nos títulos de textos que reportam casos de violência contra a mulher. Mais de uma jornalista se queixou de ter tido o título de uma matéria alterado e depois enfrentar a revolta das leitoras mulheres.”

Ocorre também de editores homens fazerem sugestões a pretexto de “equilibrar” o texto, colocando os homens em posição simétrica à das mulheres em casos de violência. Ou então são as fontes que tendem a tratar os casos de forma a descaracterizar os crimes contra as mulheres. “E aí teve uma vez que eu fiz uma matéria e era caso de feminicídio, eu coloquei que era feminicídio e alguém foi lá e trocou por crime passional.”

Muitas jornalistas têm se esforçado para modificar esse quadro: 71% delas afirmaram já ter publicado ao menos uma matéria sobre a questão de gênero envolvendo desigualdade, discriminação ou representatividade da mulher em espaços de poder. “Sempre tenho matérias que falem sobre a mulher e é sempre muito difícil emplacar.”

Tentam também diversificar as fontes e entrevistar mais mulheres, segundo 43,1% das participantes da pesquisa. Adotam estratégias como estreitar o contato entre jornalistas mulheres e leitoras. A pesquisa revela que, diante da demanda crescente, algumas empresas começam, finalmente, a apoiar a diversificação das fontes quanto a gênero e raça.

“A mídia é central na reprodução de um discurso que reforça lógicas identitárias de uma sociedade patriarcal e de consumo. Ao decidir quem fala, quem escreve e o que é importante o suficiente para ser reportado, a mídia forma nossa compreensão de quem somos e do que podemos ser.”

Notas

(1) “Até a véspera do Natal de 1968, a Folha da Tarde teve como editor-chefe Antônio Pimenta Neves. A redação de esquerda seria desmontada no início do ano seguinte. Em janeiro de 1969, Frei Betto cai na clandestinidade; em maio, Miranda Jordão, que se tornara peça importante no esquema de apoio a Marighella, e já fora do jornal, é demitido da empresa; e, em 4 de novembro, no mesmo dia em que o líder da ALN morre numa emboscada, Rose Nogueira é detida. Todo o grupo da organização subversiva que trabalhava na Folha da Tardeacaba sendo preso.”

http://www.editora3estrelas.folha.uol.com.br/primeiraleitura/16663-a-guinada-ideologica-da-br-ifolha-da-tarde-i.shtml

(2) “A inserção das mulheres no jornalismo e a imprensa alternativa: as primeiras experiências no final do século XIX”, de Eliza Bachega Casadei.

http://www.usp.br/alterjor/ojs/index.php/alterjor/article/viewArticle/aj3-d3

(3) “Quem é o jornalista brasileiro?”, lançada em maio de 2013 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em parceria com a FENAJ.

http://perfildojornalista.ufsc.br/files/2013/04/Perfil-do-jornalista-brasileiro-Sintese.pdf

(4) Idem

(5) http://mulheresnojornalismo.org.br

Inês Castilho
No Outras Palavras
Leia Mais ►

Resolução do Diretório Nacional do PT

“Defender Lula é defender a Justiça e a democracia”


Reunido nos dias 15 e 16 de dezembro de 2017, o Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores adotou a seguinte resolução:

1. O ano de 2017 foi marcado pela retomada da iniciativa política por parte dos setores populares e democráticos do País, e o PT desempenhou importante papel neste processo. Voltamos às ruas na defesa dos direitos dos trabalhadores e da soberania nacional em conjunto com movimentos sociais e frentes políticas. Nossas bancadas na Câmara e no Senado sustentaram com firmeza o combate às medidas do governo golpista. Realizamos com grande êxito as caravanas Lula Pelo Brasil, que mobilizaram multidões nos Estados do Nordeste, em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

2. Chegamos ao ano eleitoral de 2018 com a candidatura do Presidente Lula consolidada de tal forma que não pertence mais ao PT; pertence ao povo brasileiro. Cabe a nós defender a candidatura contra os ataques sistemáticos dos golpistas, que vão usar todos os meios para tentar impedir que o povo manifeste sua vontade nas eleições.

3. A caçada judicial ao Presidente Lula tem o objetivo de impedir o povo de elegê-lo mais uma vez. Lula foi condenado sem provas, num processo em que sequer existe um crime, da mesma forma como ocorreu no golpe do impeachment da presidenta legítima Dilma Rousseff. A inédita celeridade com que o Tribunal Regional Federal da 4a. Região marcou o julgamento é mais um casuísmo imposto ao Presidente Lula por setores do sistema judicial. Se ousarem condenar Lula, estarão comprovando a natureza política de todo o processo.

4. O plano original dos golpistas – o governo usurpador, a maioria congressual e seus aliados na cúpula do judiciário e no interior das forças armadas, o oligopólio da mídia, o grande capital e seus sócios internacionais – era outro. Depois de quatro derrotas seguidas em eleições presidenciais, os golpistas imaginavam que conseguiriam eleger um dos seus em 2018, criando assim as condições para prosseguir no ataque aos direitos dos trabalhadores, às liberdades e à soberania nacional; no desmonte do Estado brasileiro.

5. Este programa antipopular inclui a Emenda Constitucional 95, que congela por vinte anos os investimentos sociais; a contrarreforma que acaba com os direitos trabalhistas e a tentativa até agora bloqueada de acabar com a Previdência; os ataques contra a Petrobrás e o regime de partilha no Pré-Sal, e a MP 795, que beneficia as petrolíferas estrangeiras, destrói a política de conteúdo nacional e ameaça os compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo do Clima de Paris. Inclui, também, ataques contra os direitos humanos, civis e culturais, como é o caso das tentativas de permitir o trabalho escravo, de rebaixar a legislação sobre o aborto, por meio da PEC 181, retrocedendo no direito das mulheres; o obscurantista projeto da “ Escola Sem Partido”; os retrocessos no SUS, com mudanças Política Nacional de Atenção Básica e na Política Nacional de Saúde Mental; a censura à produção artística e o ataque à presença da igualdade de gênero e diversidade sexual nas bases curriculares. O golpe é contra ideia de um país plural. Ele também se materializa nos ataques às universidades públicas e seus dirigentes, na criminalização dos movimentos sociais e no encarceramento e genocídio da juventude negra, no aumento do racismo, do feminicídio e da LGTBfobia.

6. Entretanto, a resistência popular contra todas e cada uma das medidas adotadas pelos golpistas, o retumbante fracasso econômico e social do governo usurpador, num cenário de agravamento da crise internacional, e, principalmente, o crescimento da aceitação popular de Lula e do PT acirram as contradições e causam crescentes dificuldades para as candidaturas golpistas.

7. Mantidas as liberdades democráticas, tudo indica que as elites serão novamente derrotadas nas eleições de 2018. Por isso, os que promoveram o golpe buscam impedir que a maior liderança popular do Brasil possa novamente concorrer à presidência da Republica. Eles não têm dúvida de que Lula é o único candidato da esquerda em condições de vencer as eleições e desarticular as bases materiais e institucionais do golpismo, interrompendo o desmonte, revogando as medidas, defendendo a Constituinte, a soberania nacional, as transformações estruturais em beneficio do povo, uma política de desenvolvimento que combine crescimento econômico com redução da desigualdade.

8. Para barrar Lula, os diferentes setores da coalizão golpista consideram várias opções: tentar construir uma candidatura que os unifique, impedir sua candidatura, interditar o PT, mudar o sistema político-eleitoral, instituir, sem consultar o povo, um regime “semipresidencialista”, que retire os poderes do presidente eleito, e até mesmo não realizar eleições. A única alternativa que os golpistas desconsideram é aceitar democraticamente a possibilidade de que Lula dispute, vença, tome posse e governe. O golpismo não tem nenhum limite, tampouco compromisso com a legalidade, com a justiça e com a democracia.

9. Impedir que Lula participe das eleições seria mais uma grave e radical afronta à democracia e à livre expressão da soberania popular. Reiteramos que eleição sem Lula é fraude. Para evita-la, é preciso que nosso presidente continue liderando as preferências populares, como demonstrado nas caravanas, é preciso que avance a organização e a mobilização do povo, e que deixemos claro que a escalada do arbítrio não apenas ampliará a crise e a instabilidade política, como também poderá resultar em rebeldia popular.

10. A luta pelo direito de Lula disputar as eleições não é apenas do PT. Setores de centro e de esquerda vinculados a outros partidos e candidaturas participam e apoiam esta luta. O Fora Temer, a defesa dos direitos ameaçados, a revogação das medidas golpistas e a convocação de uma Constituinte tampouco são bandeiras exclusivas do PT. A candidatura Lula também é apoiada por diversos setores e personalidades. Tomando como base as resoluções do 6º Congresso, nosso Partido terá de construir e participar de instrumentos e alianças que levem em conta tal pluralidade.

11. Construir uma solução democrática e popular para a crise política, econômica e social que vive o Brasil demandará uma luta prolongada e complexa. Esta luta já está em curso e passa por uma vitória da esquerda nas eleições presidenciais de 2018. Grande parte do povo já demonstra sua intenção de votar em Lula. Para reforçar e consolidar essa intenção, o Diretório Nacional do PT convoca cada petista a:

a) participar das lutas contra o golpismo e suas politicas, tanto em âmbito nacional, quanto em âmbito estadual e municipal. Os e as petistas devemos estar na linha de frente da luta contra as políticas antissociais, antidemocráticas e antinacionais, a começar pela luta contra a reforma da Previdência. Como já disseram a CUT e outras centrais sindicais: “Se botar para votar, o Brasil vai parar”;

b) promover a mobilização da juventude, denunciando o desemprego dos jovens, a perda de direitos, o desmonte da educação pública e o genocídio da juventude negra, numa agenda consonante com a Juventude do PT e a juventude representada nas organizações da Frente Brasil Popular;

c) contribuir na construção e implementação das resoluções da II Conferência da Frente Brasil Popular e demais organizações do povo, dos trabalhadores, juventudes, mulheres, negros e negras;

d) construir os Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula Ser Candidato a presidente, assim como o engajamento nas caravanas e demais atividades em defesa de sua candidatura;

e) tomar medidas contra a crescente agressividade da extrema-direita, que apela ao terrorismo contra os movimentos sociais, pratica atentados contra a vida de lideranças populares, além de alimentar alternativas eleitorais e não eleitorais de natureza fascista e ditatorial.

f) adotar uma tática eleitoral que permita eleger fortes bancadas parlamentares de esquerda, contribuindo assim para mudar o perfil majoritariamente conservador do Congresso Nacional;

g) debater com a população a necessidade de revogar as medidas dos golpistas, a necessidade de um programa que materialize o Brasil que o povo quer, mostrando como isto se articula com a necessidade de uma Constituinte;

h) convocar os diretórios do PT a transformar suas sedes em Comitês Populares Pró-Lula.

12. As atividades citadas anteriormente devem ter como preocupação permanente o envolvimento ativo dos mais amplos setores da população. Alertamos que as arbitrariedade do sistema judicial e as mentiras do oligopólio da mídia podem conduzir à desobediência civil;

13. A reconstrução das liberdades democráticas no Brasil passa pelas eleições. Mas — como demonstra o recente caso de Honduras – os golpistas, não apenas os abertamente fascistas e ditatoriais, inclusive os que tentam se apresentar como “democratas”, não consideram a possibilidade de respeitar a vontade popular. Contra o golpismo, decisiva será a força do povo, que se manifestará tanto nas ruas quanto nas urnas. Como em outras vezes em nossa história, nosso povo saberá defender a justiça e a democracia.

Lula 2018!
PLANO DE AÇÃO EM DEFESA DE LULA

Nas próximas semanas, tendo em vista especialmente o julgamento no TRF4 e a votação da reforma da Previdência, o Diretório Nacional do PT declara o Partido em processo de mobilização e vigilância militante permanente e estabelece um Plano de Ação para fazer frente ao arbítrio e à perseguição contra o Presidente Lula.

O Plano de Ação inclui as seguintes medidas:

I) estabelecer um plantão permanente de seus dirigentes na sede nacional e orientar que se faça o mesmo nas demais instâncias e sedes partidárias;

II) organizar força-tarefa coordenada por cada um dos 5 Vice-Presidentes, cada um deles encarregado das seguintes medidas:

*Jurídico: organizar ações de esclarecimento jurídico e denúncia dos atropelos processuais e legais, incluindo realizar vídeo-conferências, entrevistas e reuniões com juristas, entidades de advogados e dirigentes para divulgar a verdade dos fatos e a inocência do Lula;

*Mobilização: articular atos, eventos, vigílias, caminhadas e reuniões com a militância petista, sindicalistas, associações comunitárias, diretórios e grêmios estudantis. Apoiar as ações religiosas, vigílias, missas e cultos de solidariedade ao Lula, assim como as ações de cidadania promovidas por entidades civis e ONGs, adensando o clamor popular em solidariedade ao Presidente Lula, em vista do julgamento em Porto Alegre no dia 24 de janeiro;

*Artistas e cultura: organizar a mobilização e encontros de artistas e intelectuais nas diversas capitais para denuncia a perseguição e demonstrar solidariedade ao Lula;

*Parlamentares e partidos: articular a mobilização de parlamentares em defesa do direito à candidatura do presidente Lula e estabelecer com os Partidos de esquerda e progressistas um posicionamento conjunto, denunciando a perseguição movida contra Lula;

*Caravanas: manter o processo de organização das caravanas do Lula pelas regiões do País;

III) Incorporar a militância petista na agenda de atos e mobilizações proposta pela Frente Brasil Popular, pela CUT e outras iniciativas em defesa do Lula;

IV) convocar as Direções Municipais e Estaduais do PT a transformar as sedes e espaços do PT em Comitês Populares Pró-Lula;

V) organizar a produção massiva de adesivos de carros, bandeirolas e preguinhas, além de conteúdo de redes sociais para a campanha de Defesa do Direito do Lula Ser Candidato;

VI) apoiar decisivamente a aula pública “Direito e Democracia no Brasil: eleição sem Lula é golpe”, no dia 19/12, em Porto Alegre;

VII) fazer nas festividades natalinas momentos de solidariedade, como por exemplo “Natal com Lula” e “Ano Novo com Lula”;

VIII) fazer na Lavagem do Bonfim, dia 11/01 em Salvador, um grande ato em solidariedade ao Lula, articulando no cortejo a presença de parlamentares federais, governadores, prefeitos e dirigentes petistas;

IX) fazer no dia 13, em todo o Brasil, mobilizações preparatórias para a atividade de 24 de janeiro em Porto Alegre;

X) no dia 24 de janeiro de 2018, realizar o “Rumo a Porto Alegre, em defesa de Lula, da Democracia e da Justiça”, além de alinhar os atos e mobilizações nas capitais e muitas outras cidades do Brasil no mesmo dia;

XI) apoiar as mobilizações da CUT, Centrais Sindicais e movimentos populares contra a Reforma da Previdência: “Se botar pra votar, o Brasil vai parar”;

XII) organizar a denúncia e a mobilização internacional, envolvendo partidos, sindicatos, imprensa e entidades de direitos humanos, sobre o golpe e seus desdobramentos nefastos à democracia no Brasil. Por exemplo: no Fórum Social Mundial (Salvador, 13 a 17 de março de 2018), no Fórum Alternativo Mundial da Água (Brasília, 17 a 19 de março de 2018) e no processo de construção da Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo.

São Paulo, 16 de dezembro de 2017

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores
Leia Mais ►

Retaliação: Record demite mais de 20 jornalistas envolvidos em paralisação

Quinze dias depois da paralisação que tomou conta da redação do R7, Record TV alega reestruturação e demite jornalistas em massa

A redação do R7 tem, agora, 21 jornalistas a menos. Em reunião realizada no auditório do RH da Record TV na tarde desta sexta-feira, 15, a diretoria informou sobre a “reestruturação” que colocou fim no contrato de trabalho dos profissionais. Editores, repórteres e estagiários demitidos estavam presente na paralisação que questionou a empresa sobre a mudança no esquema de plantão. À época do movimento, a emissora já tinha cortado seis pessoas do time. Isso quer dizer que praticamente todos os envolvidos no ato foram desligados.

A reportagem do Portal Comunique-se apurou que nesta tarde a diretoria da Record TV, incluindo o chefe de redação André Caramante, reuniu toda a redação do R7 em reunião para informar que o esquema de plantão 2×1 (folga dois fins de semana e trabalha um) será aprovado em detrimento do atual modelo 3×1. No final da conversa, o time foi liberado para voltar ao trabalho, exceto 20 jornalistas, que foram demitidos. Os profissionais não foram desligados por justa causa e a empresa alegou que a medida se trata de reestruturação. Na tarde de quinta-feira, 14, um estagiário já havia sido dispensado. A apuração mostra que o jovem atuou como “porta-voz” no episódio da paralisação, levantando questões que precisariam melhorar na empresa.

O Comunique-se questionou a Record TV sobre a situação, mas a empresa informou que não vai comentar o assunto.

Paralisação e demissão no R7: entenda o caso

Na tarde de 30 de novembro, a redação do R7 resolveu paralisar as atividades depois de receber por e-mail comunicado que dava conta sobre as mudanças na escala de trabalho, que vai mudar a partir de janeiro de 2018. Atualmente, o time tem esquema de 3×1 (folga três fins de semana e trabalha um) e, no próximo ano, será 2×1. A proposta da Record TV em alterar o modelo não mencionou qualquer mudança no salário dos funcionários, apenas informou que a escala é adotada pelo jornalismo de televisão e que a novidade chega em razão da convergência entre as equipes.

Na ocasião, os jornalistas escreveram carta à direção explicando a paralisação e solicitando que a diretoria pudesse conversar com o grupo sobre a medida arbitrária. “Nós, da redação do R7, informamos que decidimos paralisar nossas atividades até às 16h de sexta-feira, 1° de dezembro, para manifestar nossa insatisfação com a decisão de instituir o plantão 2×1 em detrimento do plantão 3×1. Às 16h de sexta-feira, faremos assembleia para decidirmos o que fazer, se continuamos ou não paralisados. Pedimos que essa decisão seja revista”, dizia o texto.

No dia seguinte, 1° de dezembro, a empresa de comunicação demitiu 6 jornalistas – quatro editores, um repórter e um redator do ‘Hora-7’. Todos participavam da mobilização ao lado dos mais de 30 jornalistas dos times de notícias, entretenimento, esportes, home e mídias sociais do site.

A história ainda envolve o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, que esteve na Record TV, mas não foi recebido pela direção da empresa.

Nathália Carvalho
No Comunique-se
Leia Mais ►

O Segredo dos Deuses — 5/10 — Igreja Universal do Reino de Deus


Neste episódio conhecemos melhor a história de Fábio, que depois se torna Filipe. Alice Andrade adota formalmente Luís e Vera, que, já maiores de idade, regressam à família Macedo, deslumbrados com uma vida de luxo.


Assista também outros episódios:

1/102/103/104/106/107/108/109/1010/10
Leia Mais ►

Por que a mídia de direita ataca Gilmar Mendes

Notícia de jornal e de hebdomadários é que nem jabuti em árvore. Não chega sozinho lá. Alguém ali o coloca. Para entender noticiário é preciso conhecer a história por detrás dele. Há sempre uma razão para ter este ou aquele título, este ou aquele lead, esta ou aquela abordagem. Há uma intenção latente em cada palavra, em cada frase, em cada parágrafo. O comunicador profissional é um formador de opinião e usa de toda a técnica para atrair o leitor para seu conceito da realidade.

O problema é que o leitor comum é desavisado, distraído. Toma a notícia por seu valor de face e, assim, não é difícil engambelá-lo. Engole qualquer coisa pelo argumento de autoridade: “se foi a Veja que disse, então é verdade”.

Pois bem. A tal revista Veja, do esgoto do jornalismo tupiniquim, que ajudou a desgastar o governo Lula, que trabalhou intensamente com Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira para lançar estrume no PT e com quem o Ministro Gilmar Mendes sempre pôde contar politicamente, resolveu atacá-lo, na contramão de sua linha editorial. Acusa-o de fazer negócios com o grupo JBS, através do IDP, faculdade de que é sócio. Foi seguida pela menor IstoÉ, apelidada no mercado editorial de QuantoÉ, que, nesta semana apôs a foto do magistrado em sua capa, para denunciar suposto escândalo que envolveria a venda de uma faculdade ao governo estadual, em Diamantino, sua cidade natal,  em Mato Grosso. Onde Veja vai, IstoÉ costuma ir atrás.

O noticiário contra Gilmar, embora cuide de graves denúncias, parece ser coisa articulada. Veio de modo bem concertado na mídia reacionária. Um jabuti colocado na coroa da árvore. Uma curiosidade que merece cuidadoso exame.

Não dá para dizer que Gilmar é um magistrado padrão. Sua atuação fortemente politizada não é um ponto fora da curva no STF. É uma curva torta, sem ponto. É corajoso e até temerário. Ninguém pode lhe tirar isso. Dá a cara a tapa e tem posições firmes na política partidária. Defende os seus com unhas e dentes e, se precisa para criar precedente, beneficia também os do outro lado. Por isso consegue, mesmo sendo na maioria das vezes implacável com o PT, tirar, aqui e acolá, uns gritinhos de apoio entusiasmado por seu “garantismo penal”, até do canto da esquerda política.

O Ministro Gilmar faz uso da imprensa. Tem seus fiéis escudeiros em jornais e blogs da direita empedernida. Aqueles que atacam a esquerda com discurso de raivosa falsa indignação. O pouco sério Antagonista, por exemplo. Usou-o para buscar instaurar investigação contra uma gráfica que prestara serviços à campanha de Dilma Rousseff. A notícia de que serviria de lavanderia de ativos logo se revelou insustentável e teve que amargar um despacho de arquivamento do Procurador-geral Eleitoral. Não se conformou. Gritou, berrou, deu pulinhos na cadeira do Plenário do TSE, mas fatos são fatos. A gráfica prestara serviços não só para Dilma, mas também para seu amigo Aécio Neves, para Marina Silva e até mesmo para o falecido Eduardo Campos.

Não pede perdão por seus erros. Demonstrar fraqueza não é com Gilmar. Nega-os até a morte, como o marido traidor encontrado pela esposa no motel. Por isso, coleciona uma vasta grei de desafetos.

E olha que Gilmar tem tudo para se impor como um jurista diferenciado no indigente cenário jurídico nacional. Em terra de cego, quem tem olho é rei. Tido como brilhante, consegue argumentar, é muito produtivo e aprendeu a boa retórica argumentativa alemã. Conseguiu transmitir seu conhecimento e sua cultura aos filhos e são poucos que conseguem competir com ele no debate doutrinário, quando o pratica com honestidade, o que é raro, pois prefere, na sua inteligência, usar a destreza para sofismar em favor deste ou daquele aliado.

A matéria da Veja

Cai em contradição, mas não se importa. Forçou o andamento de três ações do PSDB no TSE para a cassação da chapa Dilma-Temer. Rechaçou os fundamentos do voto da então corregedora-geral eleitoral, Ministra Maria Tereza, que demonstrou cabalmente a insustentabilidade das iniciativas do PSDB. Estas inovavam na causa de pedir, para incluir acusações desconhecidas à época da propositura das ações. Gilmar insistiu em que fossem consideradas delações da Operação Lava-Jato, obtidas muito depois. Queria porque queria a cassação da chapa para depor Dilma Rousseff.

Ocorre que Dilma foi vítima de sórdido golpe parlamentar protagonizado por seu vice de chapa, o Sr. Michel Temer. Gilmar tornou-se íntimo amigo do golpista e passou já a não ter mais interesse na cassação. Deu um cavalo de pau na Avenida Brasil às seis horas da tarde e passou a acolher a tese que antes rechaçara, da Ministra Maria Tereza. Deixou na mão o corregedor que a sucedeu, Ministro Herman Benjamin, que se esforçando por dar curso às ações do PSDB na linha anterior de Gilmar, ficou, ao final, com a brocha na mão. O TSE, por maioria, em apoio a seu presidente, julgou improcedentes as ações e preservou o golpista Temer no cargo usurpado de presidente da república.

Este é só um exemplo dos vários golpes de João-sem-braço do Ministro Gilmar.

Mas, ultimamente passou a adotar tom cada vez mais crítico ao Ministério Público Federal e seu festejado “Combate à Corrupção”. Sem dúvida, com razão. Não poupou ninguém acometido pela sanha corporativa de perseguição, nem mesmo o Procurador-geral da República, o trôpego Rodrigo Janot. Bateu com vontade e passou a ser generoso nos mandados de habeas corpus em favor de vários investigados, alguns desconhecidos seus; outras, pessoas de sua relação e, até, aliados e amigos. Reforçou a fama maledicente no ministério público de que era excelente laxante, pois relaxava até prisão de ventre.

Comprou briga com a turminha tagarela e desaforada de Curitiba. O esgrimista mais atrevido, o Dartagnan Carlos Fernando Lima, chegou a admoestá-lo de público por diversas vezes, em suas narcisistas entrevistas cotidianas jornais afora. E a turma da Lava-Jato, que foi essencial ao golpe parlamentar ao destruir a reputação do governo com publicação criminosa de interceptação telefônica ilegal da Presidenta da República, é a queridinha da mídia golpista.

Entre Gilmar e Dallagnol, Veja e Isto É parecem ter optado ficar com o último. Querem manter a Lava-Jato em fogo brando, sempre pronta a ser usada com este ou aquele escolhido para ser o crucificado da vez.

A Lava-Jato para a imprensa é “imexível”, já Gilmar parece que não mais. Este só foi acolhido enquanto fez a cara de mau que forçou no processo do chamado “Mensalão”. Atingindo o PT, o Ministro foi um ferrabrás implacável, no melhor estilo curitibano. E, depois, quando Janot direcionou a metralhadora contra o governo Dilma, contou com todo apoio de Gilmar.

Mas, ao decidir o procurador-geral, nas suas xambreganças com seus auxiliares, alvejar Aécio Neves e o golpista Temer – est’último, segundo dizem, para garantir a permanência de seu grupo à frente do ministério público – o magistrado se tornou crítico ferrenho da persecução penal destrambelhada e adotou discurso garantista. Confirmou-se inimigo do Ministério Público Federal, merecendo até notinhas de repúdio da Associação Nacional dos Procuradores da República.

E essa turma com quem passou a se atracar é muito midiática. São artistas da conspiração com uso de pós-verdades. Gilmar, com as matérias de Veja e IstoÉ, caiu na rede e virou o peixe da vez. Não pelo que fez de errado, mas pela correção, embora interesseira, de seu rumo que não se amolda à ação dos jovens procuradores ativistas e nem à linha editorial dos que os bajulam no noticiário.

O jabuti está no topo da árvore. Compete a Gilmar tirá-lo de lá e talvez aprenda que, quem com ferro fere, com ele será ferido. A mídia – jornais e hebdomadários – não é amiga de ninguém. Tem sua pauta  com dinâmica que não se confunde necessariamente com a desta ou daquela agenda de atores políticos. Nem do governo, nem do judiciário e nem do ministério público. Talvez esta lição também seja útil para o homilieiro e o esgrimista de Curitiba.

Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça
Leia Mais ►