6 de dez de 2017

Brasil é 2º país mais alienado e ignorante do mundo


Brasil é 2º país com menos noção da própria realidade, aponta pesquisa

O Brasil é o segundo país do mundo em que as pessoas mais têm a percepção equivocada sobre a realidade.

Segundo pesquisa realizada em 38 nações para avaliar o conhecimento geral e a interpretação que as pessoas fazem sobre o país em que vivem, os brasileiros só ficaram à frente dos sul-africanos.

A informação faz parte da pesquisa "Os Perigos da Percepção", realizada pelo instituto Ipsos Mori e divulgada nesta quarta (6). O estudo apresentou aos entrevistados perguntas sobre a realidade de seus países e em seguida comparou a percepção das pessoas com dados oficiais.

O resultado indica que, por todo o mundo, há pouca familiaridade com temas de segurança, imigração, saúde, religião e mesmo tecnologia. Os países que lideram o chamado Índice de Percepção Equivocada são África do Sul, Brasil, Filipinas, Peru e Índia.

O ranking é o equivalente ao que, na mesma pesquisa realizada no ano passado, foi chamado de Índice de Ignorância, uma média computada a partir da diferença entre as respostas fornecidas pelos participantes do estudo (percepções) e os dados oficiais de cada país (realidade).

Naquela ocasião, o Brasil havia ficado em sexto lugar —por mais que não seja possível comparar diretamente os dois levantamentos, já que as perguntas eram diferentes.

Questionado pela Folha, o Ipsos Mori não apresentou justificativa para ter abandonado o termo usado no ano passado. Disse apenas que mudou o nome do ranking.


MUNDO EQUIVOCADO

"Em todos os 38 países analisados, cada população erra muito em sua percepção. Temos percepção mais equivocada em relação ao que é amplamente discutido pela mídia, como mortes por terrorismo, taxas de homicídios, imigração e gravidez de adolescentes", disse o diretor de pesquisas do Ipsos Mori, Bobby Duffy.

Em escala global, apenas 7% das pessoas acham que a taxa de homicídios em seus países é menor do que a registrada no ano 2000, por mais que a maioria dos países tenha reduzido a quantidade de mortes desse tipo e apesar do fato de que o total de assassinatos caiu 29% nos locais pesquisados.

No Brasil, 76% dos entrevistados disseram achar que a taxa de homicídios é mais alta hoje do que era no ano 2000, por mais que o Ipsos indique que a taxa atual seja a mesma daquele ano.

De forma semelhante, apenas 19% dos entrevistados de forma global disseram achar que o número de mortes por ataques terroristas foi menor nos últimos 15 anos do que nos 15 anos anteriores, por mais que esta rubrica também tenha registrado queda.

Internacionalmente, as pessoas superestimam a quantidade de imigrantes que estão presos em cada um dos países. A percepção média é de que 28% da população carcerária é formada por imigrantes, quando o número real nos países em que a pesquisa foi feita é de 15%.

Além de tratar de dados sobre segurança, a pesquisa também testou a percepção internacional a respeito de alguns comportamentos.

No Esquerda Caviar



http://www.balaiodokotscho.com.br/2017/12/06/que-pais-e-esse-o-brasileiros-nao-conhecem-o-brasil/

Que País é esse? Os brasileiros não conhecem o Brasil

Nas favelas, no Senado

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a Constituição

Mas todos acreditam no futuro da Nação

(Trecho da música “Que País é esse”, de Renato Russo, gravada pelo Legião Urbana).

O Brazil não conhece o Brasil

O Brasil nunca foi ao Brazil (…)

O Brazil não merece o Brasil

O Brazil tá matando o Brasil

(Trecho da letra da música  “Querelas do Brasil” na gravação imortalizada por Elis Regina).

* * *

Em pesquisa do Instituto Ipsus Mori feita em 38 países e divulgada nesta quarta-feira, o Brasil ficou em segundo lugar entre as nações que menos têm noção da própria realidade, à frente apenas da África do Sul no ranking do Índice de Percepção Equivocada.

O estudo foi feito na comparação entre o que os entrevistados responderam sobre a vida em seus países em comparação com os dados oficiais.

Dois exemplos:
  • os brasileiros acham que 85% da população já tem smartphone (na realidade, o índice é de 38%)
  • os brasileiros acham que 83% já dispõe de conta no Facebook (dados oficiais mostram que o índice é de 47%)
Estes números mostram a realidade de dois Brasis bem diferentes, que não se conhecem.

O das grandes cidades, onde a maioria já utiliza estes apetrechos tecnológicos cruzando a toda hora com pessoas digitando ou falando em celulares. Ou seja, se até eu tenho, todo mundo deve ter.

Não é bem assim no resto do Brasil, este desconhecido, dos grotões e das periferias onde a maioria apenas sobrevive, o progresso ainda não chegou e ainda confundem banda larga com bunda grande.

O abismo é tão grande dentro do mesmo país que 9 entre 10 brasileiros pensam estar entre os mais pobres, como mostra outra pesquisa, divulgada nesta quarta-feira pelo Datafolha em parceria com a ONG Oxfam Brasil, que entrevistou 2.025 pessoas para medir a percepção sobre a desigualdade no décimo país mais desigual do mundo, onde 1% da população fica com 50% da renda da metade mais pobre.

Mesmo entre aqueles considerados mais abonados que ganham pelo menos R$ 4.700 por mês, 68% se acham pobres.

“As pessoas não têm ideia de quanta gente vive com tão pouco. Quem ganha R$ 3 mil por mês, claro, não se acha rico. Existe aquela visão de que rico é o milionário. Na novela, eles têm vários empregados”, explica o economista Naércio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, em reportagem de Júlia Barbon, na Folha.

Quem menos conhece, ou finge que não vê a realidade brasileira, certamente, são os nossos representantes no Congresso e a casta de marajás dos três poderes encastelados em Brasília, preocupados apenas em defender seus próprios interesses, bem longe do Brasil real.

Prova disso é que a reprovação de deputados e senadores chegou ao índice recorde de 60%, segundo a pesquisa Datafolha feita no final de novembro. Só 5% dos entrevistados consideraram a atuação dos parlamentares boa ou ótima, o pior da série histórica.

O que estas três pesquisas demonstram é que há um descolamento cada vez maior entre o andar de cima e o de baixo da nossa sociedade, entre governantes e governados, representantes e representados, entre Brasília e o Brasil.

Como diz Marta Arretche, professora da USP e diretora do Centro de Estudos da Metrópole:

“É uma ilusão achar que, se combatermos a corrupção, a desigualdade vai diminuir. As causas são mais profundas: um atraso educacional imenso, desigualdade de oportunidades, discriminação racial e de gênero”.

Aquele Brasil das músicas de protesto de Aldir Blanc e Renato Russo podem parecer até cantigas de criança diante da brutalidade do atual cenário, em que se criou o “novo normal” da violência fora de controle e da compra de votos no Congresso, da desigualdade crescente e da perda de direitos, do aumento de privilégios e da impunidade seletiva para grandes sonegadores e corruptos em geral.

Vale repetir o apelo patético de Aldir Blanc no final da canção “Querelas do Brasil”.

Do Brasil, S.O.S ao Brazil

Do Brasil, S.O.S ao Brasil

Vida que segue.

Ricardo Kotscho
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Cadê a Revolução que estava aqui?


Renegados e traidores: como a cúpula do Partido Comunista da Rússia entregou o país ao neoliberalismo

Menos de 70 metros separam a múmia do revolucionário Vladimir Ilich Lênin (1870 – 1924), artífice da primeira revolução proletária vitoriosa, de um shopping center luxuoso, em que se exibem as principais grifes do alto consumo planetário – Dior, Gucci, Louis Vuitton, Prada, Cartier, Tiffany, Bulgari, Moschino e outras tantas.

O cadáver insepulto de Lênin resplandece sob iluminação cenográfica, dentro de um sarcófago de cristal, que — por sua vez — está dentro de uma espécie de pirâmide colada à muralha do Krêmlin, na praça Vermelha, a principal de Moscou e de toda a Rússia. É o único a ter esse, digamos, “privilégio” de parecer um boneco empalhado por toda a eternidade.

Paradoxalmente, é uma sequela do derrame sofrido por Lênin em 1923, o único traço remanescente da humanidade perdida em mergulhos sucessivos em formol e recoberta por maquiagem pesada —para manter o rosto rosadinho. Morta há 97 anos, a mão direita do homem que soube “o que fazer” da Rússia czarista, permanece fechada, como é típico em pacientes que sofrem acidentes vasculares cerebrais. Pungente fraqueza do revolucionário irredutível.

Bem perto de Lênin estão os túmulos de burocratas do regime soviético, como Leonid Ilitch Brejnev (1906—1982), Iúri Vladmirovitch Andropov (1914—1984) e Konstantin Ustinovitch Chernenko (1911—1985), o do cosmonauta e herói Yuri Alekseievitch Gagarin (1934 —1968), o primeiro homem a ser lançado ao espaço e a voltar com vida. E também tem o jazigo dele, Iossif Vissariónovitch Djugashvili, Stálin para a História (1878/79—1953).

Antes do fim da União Soviética, o outro lado da Praça Vermelha era ocupado por um grande mercado socialista, conhecido pela sigla GUM, abreviação de “Gosudarstvennyi Universalnyi Magazin”, ou Loja de Departamentos do Estado. Ali, em filas quilométricas, os moscovitas compravam de tudo. De batatas a vitrolas, de roupas a livros –tudo sem marca, como convém a uma economia totalmente estatizada.

A privatização do GUM, no fim da era soviética, possibilitou o surgimento do primeiro centro de consumo “ostentação” desde o fuzilamento da família Romanoff, em 1919. Como a palavra “estatal” tornou-se amaldiçoada, obviamente, a sigla GUM precisou ser ressignificada. Passou a ser “Glávnyj Universalnyi Magazin”, ou “Principal Loja de Departamenos”.

É a Daslu de lá, o shopping Cidade Jardim, a Via Montenapoleone, de Milão, a Rue du Faubourg-Saint-Honoré, de Paris, ou a Bond Street, de Londres. Para os moscovitas endinheirados, trata-se do endereço certeiro das lojas de luxo.

Prada, no GUM

Neste momento, a decoração interna do GUM traz manequins, roupas, chapéus e ambientes rococós da época do Czar Nicolau 2º, com direito a um stand com a reprodução de seu manto e coroa imperial. Mais parece o castelo da Cinderela.

É claro que os ricos não comemorariam o centenário da tomada do poder pelos Soviets, mas eles não precisavam chegar ao ridículo desse banzo imperial pelo czar. Executada na noite de 16 para 17 de julho de 1918, a família real, composta por Nicolau 2º, a imperatriz, Alexandra Feodorovna, suas quatro filhas (Anastásia, Tatiana, Olga e Maria), o filho caçula, de apenas 13 anos, Alexei Nikolaevich, já tinha sido canonizada em 2000 pela Igreja Ortodoxa Russa, como neomártires.

Nicolau 2º: santo no parabrisa
Em 2017, rostos de Nicolau 2º são visíveis em chaveiros, pins, camisetas. E também como santinhos, desses que ficam pendurados nos retrovisores de ônibus e táxis – sim, admita-se, tem pobre sofrendo de saudades do czar. Aí é triste.

Foram pífias as comemorações dos 100 anos da Revolução Russa no país que a sediou. Equilibrando-se entre, de um lado, os neoliberais e os nacionalistas com forte influência da Igreja Ortodoxa, o presidente Vladimir Putin acabou com o feriado do dia 7 de novembro, que comemora o dia da Tomada do Poder pelos Soviets.

(A Revolução de Outubro foi, sim, em Novembro. A discrepância deve-se ao fato de os russos, então, usarem o calendário Juliano, diferente do Gregoriano que servia para a contagem do tempo no Ocidente. Depois da tomada do poder, os bolcheviques sincronizaram a Rússia com o Ocidente, e baniram o calendário Juliano.)

Cancelada aquela que era a principal festa nacional da extinta União Soviética, o que se viu no centenário da Revolução Russa de Outubro foram manifestações em São Petersburgo e Moscou que reuniram poucos milhares de militantes comunistas de todo o mundo – os chilenos eram, disparado, os mais animados, cantando hinos e gritando palavras de ordem, no meio de idosos heróis cansados de guerra.

Manifestação comunista nos 100 anos da Revolução Russa, em São Petersburgo
Contavam-se nos dedos os jovens presentes.

Como a Grande Revolução de Outubro, sucessora legítima da Revolução Francesa, o sonho de liberdade e igualdade ao alcance da mão, o céu tomado de assalto… como aquilo deu nisso?

O diretor do Centro de Documentação do Instituto de América Latina da Academia de Ciências da Rússia, Alexandr Jarlamenko, considera que desde os fins dos anos 80, início dos anos 90, o país vive um processo contra-revolucionário escancarado, tendo-se “aberto as eclusas da propaganda anticomunista e antissoviética”, que tratou de convencer as pessoas, os jovens principalmente, de que, em vez da “Abrir a Nova Era da História Universal”, a Revolução Russa representou a Grande Catástrofe, a perda de milhões de vidas, a repressão, os Gulags.



Diferentemente do que aconteceu nos países da Europa do Leste, sob influência soviética, em que a restauração do capitalismo implicou a derrubada (às vezes sangrenta) dos burocratas comunistas, para dar início à ordem neoliberal, na Rússia foram os altos dignitários do próprio PC que lideraram a retomada do capitalismo.

Alexandr Jarlamenko narra a luta clandestina feroz, com matizes terroristas, dentro do aparelho do Partido Comunista, que vitimou dezenas de altos dirigentes. Sobreviveram aqueles que ele denomina de “renegados”, Boris Ieltsin à frente.

Nesta primeira parte da entrevista com o intelectual comunista, pode-se entender por que a reação capitalista não logrou colocar o povo nas ruas em defesa de sua Revolução.

“O MOVIMENTO DE MASSAS ESTÁ EM GRANDE RECESSO, GRANDE ESTANCAMENTO E FRAQUEZA. A ESQUERDA FOI DESMORALIZADA MUITÍSSIMO POR ESSA REORIENTAÇÃO DA CÚPULA DO PC, DA ESQUERDA PARA A DIREITA. NEM SE PODE COMPARAR COM A BANCARROTA DA SEGUNDA INTERNACIONAL. É MUITO PIOR. PORQUE OS PARTIDOS SOCIAL-DEMOCRATAS NÃO ESTAVAM NO PODER. AGORA, O PROBLEMA NÃO É O PARTIDO APENAS, MAS O NÚCLEO DO SISTEMA POLÍTICO NA RÚSSIA… FOI A ESPINHA DORSAL DE TODO O SISTEMA POLÍTICO E SOCIAL. TUDO DE FATO ERA ORGANIZADO PELO PARTIDO. DENTRO DO PARTIDO SE TOMAVAM TODAS AS DECISÕES. E ESTE SUPER-APARATO PARTIDÁRIO, QUE UNIA EM SI O ESTADO E A SOCIEDADE CIVIL, ESSE ORGANISMO ÚNICO TRAIU SUA RAZÃO DE SER. ISSO DESMORALIZOU MILHÕES E MILHÕES DE PESSOAS.”

Nos próximos capítulos, Jarlamenko fará seus prognósticos sobre os horizontes da esquerda mundial e sobre o futuro da ex-União Soviética. Não perca!

Laura Capriglione e Lina Marinelli
No Jornalistas Livres
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Por que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima foi chamado de “raposa no galinheiro”

Raposa no galinheiro’: Carlos Fernando dos Santos Lima
O espetáculo midiático em que se transformou a condução coercitiva do ex-presidente Lula em março de 2016, apenas um dia após o “furo” da revista IstoÉ, finalmente deixou escancarado o que todos já sabiam: o alvo principal da Lava Jato sempre foi o maior líder popular do Brasil.

Se antes os procuradores que coordenam os trabalhos tergiversavam utilizando argumentos republicanos como o de que a operação não investiga pessoas mas fatos, a impressão que ficou na entrevista dada pelo MPF é que já nem mais investigam Lula, a sua culpa já foi decretada. Provas para os procuradores são detalhes insignificantes.

Aliás, chegou a ser emblemática a decepção do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima ao afirmar que os mandatos de busca e apreensão efetuados na casa de Lula e no seu Instituto teriam sido prejudicados justamente em função do vazamento da operação pela imprensa.

O que ele chama de “prejudicado” é o fato de basicamente não terem encontrado nada de relevante que amparasse o linchamento da mídia e a condenação prévia de seu seqüestrado.

Se a operação foi “prejudicada” por vazamentos ilegais de mandatos sigilosos divulgados na grande mídia, não seria o caso desses mesmos procuradores e do juiz Sérgio Moro abrirem inquérito para apurar os vazamentos? Imagina. Tolice.

Em se tratando de política e poder, quem acredita em coincidências acredita em fadas e duendes. Até o mais ingênuo dos “inocentes úteis” já sabe do escandaloso consórcio formado pela PF, MPF, Sérgio Moro e a grande imprensa brasileira.

Toda a operação seguiu um rigoroso esquema previamente combinado com os grandes veículos de informação dominados por meia dúzia de famílias. Incrível como quando o assunto é fama, dinheiro e um projeto de poder, as antigas “diferenças” entre a mídia familiar e suas vítimas, e vice-versa, são oportunamente esquecidas.

Ironia das ironias, a mesma revista IstoÉ que preparou o terreno para a grande atuação de Santos Lima e a força tarefa da Lava Jato, no passado não compartilhava da mesma admiração que hoje imputa a um dos atuais mosqueteiros no combate à corrupção.

Em setembro de 2003 a IstoÉ publicou uma matéria sobre Santos Lima cujo título é no mínimo inspirador: “Raposa no galinheiro”. O subtítulo emenda: “Procurador Santos Lima, casado com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas”.

A matéria assinada pelos jornalistas Amaury Ribeiro Jr. e Osmar de Freitas Jr. deixaria o mais ávido “paneleiro” decepcionado, isso se a sua causa realmente fosse o combate à corrupção.

A denúncia ocorreu quando uma comissão de autoridades brasileiras encarregadas de apurar o escândalo do Banestado foi até os EUA em busca de provas e documentos sobre lavagem de dinheiro e remessas ilegais de recursos para o exterior.

Segundo os jornalistas, o procurador Santos Lima tentou de todas as maneiras impedir que os “preciosos documentos” fossem entregues aos membros da CPI. A matéria conta que a atuação do procurador causou constrangimento tanto na delegação brasileira quanto nas autoridades dos Estados Unidos. Nas palavras de um dos americanos: “Foi insólito”.

Um trecho diz o seguinte:

Santos Lima, quando servia em Curitiba, foi quem recebeu e manteve engavetado, desde 1998, o dossiê detalhadíssimo sobre o caso Banestado e uma lista de 107 pessoas que figuram na queixa-crime sobre remessa de dólares via agência em Nova York. No episódio houve aquilo que em termos jurídicos se chama de “instituto da suspeição”, já que o procurador é parte interessada no caso. Sua esposa, Vera Lúcia dos Santos Lima, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas da filial do Banestado, em Foz do Iguaçu. Agora, na Big Apple, Santos Lima fez um tour de force para que a documentação da quebra de sigilo de várias contas, realizada pelo escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan, também não viesse à luz, enveredando por um labirinto burocrático que, como sempre, tem seu final em pizza.

Como sabemos, o caso Banestado nunca foi devidamente esclarecido. A grande imprensa na era FHC não se dedicava exatamente à investigação de suspeitas de corrupção no governo.

O que realmente sabemos é sob as rédeas de quem a operação Lava Jato está sendo conduzida.

Carlos Fernandes
No DCM
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Juiz não deveria agir como ombudsman do Supremo


Moro erra ao fazer “pedidos” a Temer e Meirelles

Numa democracia, é direito de todos emitir a sua opinião. No entanto, o juiz Sergio Moro abre a guarda para que seja questionada a sua imparcialidade quando faz “pedidos” ao presidente Michel Temer e ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Em evento ontem em São Paulo no qual era um dos homenageados, Moro solicitou a Temer que usasse sua influência para evitar que o Supremo Tribunal Federal mude o entendimento a respeito da prisão de condenados na segunda instância da Justiça. Só faltou dizer: “Fale com Gilmar Mendes e Dias Toffoli a respeito disso”.

Não faz sentido um juiz de primeira instância se comportar como ombudsman do STF. É o Supremo Tribunal Federal que toma decisões que guiam os julgamentos de outros magistrados.

O juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba também pediu ao ministro da Fazenda que fosse mais generoso ao tratar do orçamento da Polícia Federal. Moro ainda criticou o loteamento de cargos na administração pública e recomendou o fim do foro privilegiado, inclusive para ele.

Ora, faltou opinar sobre os supersalários da cúpula dos servidores, o desrespeito ao teto constitucional, a farra do auxílio-moradia para magistrados e integrantes do Ministério Público e o regime de Previdência camarada das altas castas do funcionalismo.

Se quer agir assim, melhor entrar para a política ou virar comentarista em veículo de comunicação. É um erro um magistrado ter esse tipo de atuação. Trata-se de uma ação indevida para quem ocupa a posição de Moro.




Kakay critica pedido de Moro a Temer para interferir no Judiciário

"Ontem durante o prêmio entregue pela Revista IstoÉ estavam presentes, dentre outras autoridades, o presidente Temer e o juiz Sergio Moro.

O juiz teve a ousadia de pedir em público a interferência do Presidente da República, do Executivo, junto ao Supremo Tribunal Federal, para impedir que no julgamento da ADC 43 a Corte mude o entendimento adotado por 6x 5 quando do julgamento da liminar.

A prevalência do principio da presunção de inocência, que tive a honra de defender no Pleno do Supremo, onde se discute a prisão em segundo grau de jurisdição será discutida pelo Supremo agora em julgamento de mérito. Imagine se eu, como advogado que assinei e sustentei a ADC, resolva escrever um artigo pedindo a interferência do Executivo, do Presidente da República, usando o enorme poder que tem a presidência - expressão usada pelo juiz - junto ao Judiciário, junto ao Supremo Tribunal Federal.

Seria certamente acusado de tentar obstruir a Justiça, de tentar influenciar indevidamente um julgamento junto ao Poder Judiciário. Não considero errado a manifestação do juiz, que na realidade age como parte, mas se a defesa faz o mesmo seria massacrada como se estivesse fazendo uma interferência abusiva e ilegal. O princípio da paridade de armas só existe no papel."

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay
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Nota à Imprensa — Dilma lamenta a espalhafatosa ação da PF na UFMG


“A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 6, mais uma operação espalhafatosa, dessa vez para apurar suspeitas sobre o Memorial da Anistia, obra da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) feita com recursos do governo federal.

Batizada perversamente de “Esperança equilibrista” – uma referência traiçoeira à imortal obra de Aldir Blanc e João Bosco que simboliza o Hino da Anistia – a operação da PF é uma bofetada nos anistiados e um desrespeito à memória dos torturados e dos que tombaram na luta contra a ditadura.

Isso ocorre meses depois da infundada operação desencadeada na Universidade Federal de Santa Catarina que provocou o suicídio do reitor Luiz Carlos Cancellier.

Novamente, de maneira injustificada, extrapola-se o limite do bom-senso e monta-se uma operação policial que joga para a plateia, ao envolver mais de 80 policiais para fazer conduções coercitivas.

É lamentável que a sombra do estado de exceção continue a se projetar sobre as instituições brasileiras”.

Dilma Rousseff
Presidenta Eleita do Brasil
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Moro se faz de desentendido e acaba desmontado pela defesa de Lula


Está recheado de ironias e perguntas desconcertantes o recurso que a defesa de Lula apresentou ao juiz Sergio Moro, nesta quarta (6), insistindo em colher o depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran na ação penal em que o ex-presidente é acusado de receber um imóvel para o Instituto Lula e um apartamento vizinho ao que habita, em São Bernardo do Campo (SP). 

Moro já rejeitou Tacla Duran como testemunha duas vezes. E descolou várias justificativas para isso.

Disse que não sabe onde Tacla Duran se encontra, já que está foragido na Espanha. O argumento é estranho, tendo em vista que o próprio juiz apontou o endereço com detalhes quando formulou uma ordem para que as autoridades brasileiras peçam cooperação jurídica internacional para processar o advogado em Curitiba.

Moro também disse que Duran não tem nada a acrescentar à defesa de Lula, já que não participou diretamente dos supostos fatos que fundamentam a denúncia. Se faz, no caso, de desentendido.

Homem-bomba

Tacla Duran deixou claro no depoimento à CPMI da JBS que tem potencial para minar não só a ação penal contra Lula, mas também todas as outras que foram apresentadas tendo como provas extratos do Meinl Bank e o Drousys (um sistema de comunicação que teria registro de propinas), ambos da Odebrecht.

O que o advogado explicou aos deputados, e que foi totalmente abafado pela grande mídia, é que dois os sistemas são de propriedade da Odebrecht e foram manipulados no decorrer da Lava Jato. Se o sistema foi fraudado em algumas oportunidades (ele citou especificamente a denúncia contra Michel Temer), quem garante que todas as provas não são viciadas? Ninguém. Por isso Duran declarou, com todas as letras, que tudo que está relacionado ao Drousys está viciado e deve ser descartado.

"A partir do momento em que o sistema foi manipulado antes, durante e depois do bloqueio, as provas, no meu entender, são viciadas. Todas as provas que saem daquele sistema, a partir daí, são viciadas", disse Duran.

As falas de Duran à CPMI foram anexadas pela defesa de Lula no recurso [em anexo] apresentado a Sergio Moro, para que rebater o argumento de que o ex-advogado da Odebrecht não teria importância para o julgamento do ex-presidente.

Criminoso sempre teve crédito

Os advogados de Lula ainda rebatem outra justificativa de Moro para não ouvir Duran: a de que o advogado seria um criminoso cuja palavra não merece crédito. 

Na visão de Moro, "o objetivo claro das declarações públicas de Rodrigo Tacla Duran são, como ele mesmo chegou a admitir, afastar este julgador, que decretou a sua prisão preventiva, do processo pelo qual responde, não sendo ele, no contexto e sem mínima corroboração, pessoa digna de qualquer credibilidade, com o que seu depoimento em nada contribuiria para a apuração dos fatos na presente ação penal, máxime quando, como adiantado, sequer participou dos fatos que constituem objeto da ação penal."

O juiz disse mais: "A palavra de pessoa envolvida, em cognição sumária, em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração não é digna de crédito, como tem reiteradamente decidido este Juízo e as demais Cortes de Justiça, ainda que possa receber momentâneo crédito por matérias jornalísticas descuidadas e invocadas pela Defesa."

A defesa de Lula ironizou as desculpas de Moro.

"Esse Juízo mesmo tem sido frequente em afirmar que 'crimes não acontecem no céu' (sic) e que, em certas circunstâncias somente pessoas partícipes dos fatos (ou correlatos e conexos) podem esclarecer a verdade, não é mesmo?"

"Assim não fosse", continuaram, "delações e depoimentos de aspirantes a delatores, ordinariamente desacompanhados de quaisquer elementos de corroboração, teriam de ser de plano descartados, o que não se pratica (muito ao contrário) nos casos que tramitam – ou já tramitaram – perante esta douta Vara Especializada."

Além disso, apesar da Lava Jato fingir que não, ainda está em vigor no Brasil o "princípio constitucional da presunção de inocência", o que desautoriza Moro a chamar Tacla Duran de "criminoso", um vez que sua ação penal ainda está em andamento. 

Seletividade

Não satisfeita, a defesa de Lula atacou a seletividade de Moro em relação à imprensa: quando o "criminoso" delata a Lava Jato, as notícias, para o juiz, são falsas; mas quando o "criminoso" delata Lula, as reportagens são até usadas na sentença.

"Cabe recordar que este juízo deu grande valor a matérias jornalísticas quando da prolação da sentença condenatória [do caso triplex], por exemplo. Agora não mais?", questionaram os advogados de Lula.

Por fim, os advogados ainda disseram que se Moro não quer dar ou não possui o endereço de Tacla Duran para uma videoconferência, a solução é simples: basta pedir para a CPMI da JBS, que ouviu o advogado por meio deste mesmo recurso, na semana passada. "Como se vê, é fácil inquiri-la..."

"Que não interdite o caminho da verdade"

Se Moro não quer autorizar uma audiência com Duran com a desculpa de que oitivas de testemunhas que moram no exterior "são custosas e demoradas", que o juiz autorize, então, a juntada aos autos do depoimento do advogado à CPMI. Foi o que pediu a defesa de Lula. 

"Diante de tais declarações prestadas, envolvendo diretamente os documentos impugnados no âmbito deste procedimento incidental, como é possível se afirmar ser impertinente a oitiva do Sr. Rodrigo Tacla Duran nestes autos para a resolução do conflito? Só mesmo para quem não o quer, de modo algum!", disparou a banca.

"Em suma, o que se pede é que não se interdite o caminho para a descoberta de toda a verdade", acrescentou. 

Arquivo

Cíntia Alves
No GGN
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Imprensa internacional detona Moro e a Lava Jato

Brian Mier: Moro tem de ser tirado da Operação imediatamente!

Mier: Tacla Duran (foto) não é caso isolado na indústria da Lava Jato
A Real News Network, site fundado em 2007 pelo canadense Paul Jay e que presta inestimável serviço à Democracia, fez o que o PiG - daqui e de fora - se recusa a fazer: mostrou com detalhes como Tacla Duran apunhalou de uma só vez o "Judge Murrow" e a indústria das delações premiadíssimas.

Abaixo, o amigo navegante pode ler a íntegra de reportagem publicada pela Real News nesta quarta-feira, 6/XII, devidamente traduzida.

Nela, o inglês Brian Mier, editor da Brazil Wire que morou por mais de 20 anos no Brasil, mostra para o mundo o que é a Lava Jato:

O principal juiz do Brasil, Sergio Moro, que vem liderando uma grande investigação contra a corrupção, acabou ele mesmo envolvido em um escândalo de corrupção.

Na semana passada, Tacla Duran, um ex-advogado da Odebrecht, afirmou que um advogado que, por acaso, pertence ao mesmo escritório de advocacia da esposa de Sergio Moro, ofereceu a ele uma redução de sentença em troca de 2 milhões de dólares.

Esse depoimento levanta a questão: quão limpa é a investigação de Sergio Moro sobre a corrupção no Brasil?

A investigação sobre o escândalo de corrupção no Brasil começou em março de 2014, quando o Juiz Moro avançou sobre lavagem de dinheiro e propinas na Petrobras.

Desde então, a investigação e as acusações colocaram a construtora Odebrecht no centro da corrupção; ao mesmo tempo, entre 100 e 200 políticos, muitos deles senadores - incluindo Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados -, são acusados de receber milhões de dólares em propinas da Odebrecht.

Em julho, o ex-Presidente Lula da Silva também foi acusado e condenado como parte desta investigação contra a corrupção. Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão, mas segue em liberdade enquanto recorre da sentença. Ao mesmo tempo, ele iniciou a campanha para a eleição presidencial prevista para acontecer no fim de 2018.

A imprensa internacional tem se calado diante das mais novas revelações sobre a Lava Jato que implicam Sergio Moro. Uma fonte que noticiou esse caso em inglês é Brian Mier, para o site Brasil Wire. Ele é de Chicago (EUA), mas morou no Brasil por 22 anos e é editor da Brazil Wire. Ele também é autor do livro "Vozes da Esquerda Brasileira", cujo lançamento está previsto para 15 de dezembro.

[BRIAN MIER]: Ele [Moro] tem sido exaltado na mídia brasileira e na mídia norte-americana pelos últimos dois anos, como sendo um cruzado imparcial na luta contra a corrupção, mas o que veio à tona na semana passada... tem havido uma série de reservas quanto a ele desde o início, porque parece que ele tem como alvo um partido específico, o PT. E ele está não está avançando sobre casos de corrupção muito mais graves, que envolvem políticos de partidos conservadores, como o PSDB. As novas acusações são de que ele organizou um esquema de venda de redução de sentenças para pessoas que fazem "delações premiadas" como parte da Lava Jato. Há um membro da defesa nesse caso chamado Tacla Duran, um advogado da construtora Odebrecht. Ele foi acusado por lavagem de dinheiro e eles automaticamente entraram em contato com ele para fazer uma delação premiada, porque esse é o modo como eles estão reunindo evidências no caso: prendendo grandes empresários e permitindo que eles barganhem a sua saída da prisão, especialmente se eles testemunharem contra o ex-Presidente Lula.

No caso de Tacla Duran, ele foi acusado por lavagem de dinheiro e então o padrinho de casamento de Sergio Moro, que é sócio do escritório de advocacia da esposa de Moro, entrou em contato com Duran e ofereceu uma redução de sentença por 5 milhões de reais, a serem pagos por baixo dos panos, e essa redução de sentença faria com que ele não fosse para a cadeia, mas cumprisse prisão domiciliar. No dia seguinte, eles enviaram os termos do acordo de redução de sentença e ele decidiu não aceitá-los, porque o acordo previa que ele confessasse crimes que ele diz não ter cometido. Ele imediatamente viajou para a Espanha e se entregou para o Governo local como uma testemunha na investigação da Espanha sobre a corrupção na construtora Odebrecht. Sergio Moro tentou extraditá-lo, mas o Governo da Espanha recusou, sob a alegação de que ele não apresentou qualquer evidência. Então, na última quinta-feira, Tacla Duran depôs via vídeo-conferência ao Congresso Brasileiro sobre o escândalo de corrupção envolvendo a JBS. E durante o depoimento ele detalhou o convite à delação premiada que o sócio da esposa de Moro fez para ele por 5 milhões de reais em dinheiro vivo. Ele acusou a Operação Lava Jato de falsificar documentos - disse, por exemplo, que todas as planilhas e todas as informações sobre transações financeiras usadas pela Lava Jato contra a Odebrecht são falsos e que ele tem os originais.

E ele encerrou esse depoimento acusando os investigadores da Lava Jato de criarem uma indústria da delação premiada que envolve milhões de dólares e centenas de grandes executivos.

E isso é muito suspeito, especialmente porque, em primeiro lugar, há uma série de políticos conservadores no Brasil que seguem completamente intocados pela Lava Jato, apesar de muitas evidências em áudio e vídeo contra eles, incluindo o ex-candidato a Presidente Aécio Neves, que foi flagrado em áudio pedindo 20 milhões de dólares em propinas para a JBS, e sequer foi para a cadeia ou suspenso do Senado. E também há fotos dele rindo ao lado de Moro... aparentemente eles eram amigos. Então isso é problemático. E também é problemático quando você olha para o número de grandes executivos envolvidos no caso que tiveram suas sentenças drasticamente reduzidas nos últimos meses. O que nos leva a pensar que esse não é um caso isolado envolvendo Tacla Duran. Tem o exemplo de um dos maiores doleiros do Brasil, o Alberto Youssef. Ele é um milionário. Ele foi condenado a 122 anos de prisão pela Lava Jato e, em outubro, Sergio Moro reduziu sua pena para 4 anos de prisão domiciliar. E tem uma dúzia de casos parecidos. Então, todas essas evidências reforçam o que muitos críticos da Lava Jato vêm dizendo ao longo de dois anos: que essa não é uma investigação imparcial contra a corrupção, como tem sido retratado no New York Times, no Washington Post, no Guardian e em outros jornais como esses, mas, na verdade, é uma caça às bruxas na política, criada para destruir a candidatura de Lula no ano que vem.

Eu digo isso - e outras pessoas dizem isso - porque apesar de haver evidências de milhões e milhões de dólares em lavagem de dinheiro e propinas, Sergio Moro se recusou a implicar candidatos conservadores do PSDB. Ele condenou Lula a nove anos e meio de prisão, por supostamente aceitar reformas em um apartamento, mas Moro não conseguiu provas que Lula foi o dono ou sequer viveu nesse apartamento. Nos últimos dois anos ele [Moro] teve carta branca da mídia. Quando ele ilegalmente gravou conversas de telefone entre Lula e a então Presidenta, Dilma Rousseff, ele divulgou esse áudio para a imprensa, um crime pelo qual nunca foi punido. Mas nos últimos dias, com essas revelações, alguns dos grandes veículos parecem estar se voltando contra ele. A Globo, que é o maior grupo de mídia na América Latina, publicou um artigo em seu jornal na última sexta-feira dizendo que a máscara de Sergio Moro começa a cair, referindo-se a essas alegações de corrupção contra ele. Eu espero que essas acusações de corrupção sejam levadas adiante e que ele seja retirado do caso, já que todas as evidências apontam claramente para um conflito de interesses por causa de sua esposa, as relações dela com o PSDB (ela era conselheira jurídica do vice-Governador do Paraná, do PSDB) e o fato de que nenhum membro desse partido, que tem os maiores implicados nesse escândalo de corrupção, jamais foi preso.

A mais recente pesquisa eleitoral saiu na semana passada, e a liderança de Lula continua a crescer. Ele tem mais que o dobro de intenções de voto de seu mais próximo adversário, que é um neo-fascista, herança da ditadura, chamado Jair Bolsonaro. O fato de aparecerem essas suspeitas de corrupção contra o juiz que o condenou parece ser positivo para a sua candidatura no ano que vem. Exceto que no dia seguinte à divulgação desse escândalo, Moro anunciou novas acusações contra Lula. As últimas acusações não parecem ter qualquer evidência concreta, mas a imprensa está tentando impedir a candidatura de Lula, então nós realmente não sabemos o que vai acontecer.

É um momento de muita tensão no Brasil, porque parece que após Dilma Rousseff ser ilegalmente removida do cargo, em 2016, vivemos em um Estado de exceção, onde as leis não valem mais.

Então, há um sentimento de que, independentemente da culpa ou não de Lula, eles vão encontrar alguma forma de impedir que ele concorra. Se eles não conseguirem impedir que ele concorra, talvez tentem matá-lo, porque o Ministro da Suprema Corte responsável pela Lava Jato morreu em um misterioso acidente de avião um dia antes de ele divulgar resultados da investigação. Nas últimas eleições, o candidato à presidência Eduardo Campos morreu em um acidente aéreo duas semanas antes do pleito, impulsionando a candidatura de Marina Silva, que era a favorita de vários setores da elite norte-americana. Então, existe um sentimento geral de preocupação neste momento, de que, primeiro, Lula não poderá concorrer e, segundo, de que eles cancelem a eleição se a candidatura dele for mantida (ou que mudem o sistema para o parlamentarismo ou eleições indiretas, como eles tiveram em 1985).

No CAf
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Invasão da UFMG foi retaliação à evento da morte do reitor da UFSC


A cerimônia fúnebre e de protesto pela morte do reitor Luiz Carlos Cancelier, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tinha uma foto emblemática com um cartaz afixado: “Uma dor assim pungente não há de ser inutilmente”.

Hoje, a operação de invasão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) teve o nome significativo de “A Esperança Equilibrista”, que vem a ser a continuação da música símbolo da resistência à ditadura militar. E também do livro do professor Juarez Guimarães, da própria UFMG, sobre o governo Lula.

O Memorial da Anistia é uma obra complicada. Teve início em 2007, quando a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça sugeriu um lugar para depositar os documentos da repressão, a exemplo do que foi feito em diversos países que saíram do período ditatorial.

Decidiu-se pelo Coleginho, em Belo Horizonte. Depois, se constatou que seu telhado não comportaria peso em cima. Decidiu-se, então, construir um prédio ao lado, que está praticamente pronto, faltando apenas o acabamento.

Após o impeachment, o novo Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, praticamente extinguiu a Comissão de Anistia. Substituiu 18 dos membros originais, indicou para presidi-la o ex-deputado Almino Afonso, que logo depois pediu demissão por não ter nenhum acolhimento do lado do Ministério.

Ficou um jogo de empurra, com a Justiça achando que a Comissão deveria se subordinar ao Ministério dos Direitos Humanos. Com isso, o Memorial foi ficando para segundo plano, sem verbas para terminar.

Ao mesmo tempo, na Comissão de Anistia instaurou-se uma caça às bruxas, com um pente fino em todos os atos do ex-Secretário de Direitos Humanos Paulo Abrahão. Veio da Comissão de Anistia as denúncias que foram bater na Polícia Federal.

Segundo a denúncia, os desvios seriam da ordem de R$ 4 milhões e teriam ocorrido no fundo universitário da UFMG.

O diretor geral da PF, Fernando Segóvia, me disse há pouco que foi informado da operação pela superintendência da PF de Belo Horizonte. As explicações seriam dadas na coletiva do superintendente em Belo Horizonte.

Assim, ele não saberia dizer se as 8 conduções foram necessárias ou não, já que não cabe ao delegado geral intervir nas operações na ponta.

Mas garantiu que analisará a operação e, constatados abusos, assim como ocorreu no caso UFSC, será aberta uma sindicância para apurar o ocorrido.

Com a operação, além de retaliar a comunidade acadêmica, a PF e o Ministério da Justiça conseguirão comprometer uma obra importante, o Memorial da Anistia. Mas certamente escreverão um episódio relevante quando voltar a democracia e outros memoriais forem planejados, para se referir à ditadura  disfarçada atual.

Luís Nassif
No GGN
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Globo gravou Marin pedindo ajuda para receber propina


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Nota da Frente Brasil Popular sobre a operação da PF na UFMG


Em uma ação intolerável e inconstitucional na manhã desta quarta-feira, 6 de dezembro a Polícia Federal invadiu a UFMG. Na sequência conduziu coercitivamente os três últimos reitores e vice-reitores da universidade.

Em clara demonstração do avanço do estado de exceção a operação foi denominada “Esperança Equilibrista”, ocorrendo há menos de uma semana do lançamento do relatório da Comissão da Verdade em Minas Gerais e as vésperas da votação da Reforma da Previdência, como tem sido prática das forças do golpe.

A atual direção da Policia Federal indicada pelo governo do golpe preserva os corruptos e persegue os honestos. A atual operação, conduzida pela PF com apoio de Ministério e da CGU do atual governo federal, tem claro objetivo de desmoralizar a universidade pública, o pensamento crítico, a educação e a pesquisa acadêmica brasileira.

É preciso lembrar que após o impeachment o governo ilegítimo sequer nomeou novo presidente para a Comissão da Anistia responsável por lançar o projeto em 2008, paralisando os trabalhos.

Demonstra claro recado ideológico e ataca uma obra fundamental para defesa da democracia e a cultura democrática brasileira. O Memorial da Anistia visa dignificar os que lutaram contra o regime militar, assim como os memoriais existentes da Alemanha nazista, do apartheid na África do Sul, e da ditadura Pinochet de Allende.

Exigimos a imediata destituição do diretor da Policia Federal e a paralisação do processo tamanha a extensão da arbitrariedade.

Abaixo o estado de exceção e ao ativismo judicial e policial persecutório seletivo!

Ditadura nunca mais!

Em defesa da universidade pública, da autonomia universitária e do pensamento crítico!

Pelo direito a memória, a verdade e a justiça!

Frente Brasil Popular MG
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Advogado de Lula avisa: não adianta correr


Autor do parecer que definiu a estratégia de Lula para concorrer ao Planalto mesmo condenado em segunda instância, o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira diz que a tentativa de acelerar o julgamento do petista no TRF-4 “muda pouca coisa no cenário geral”.

Ainda que os desembargadores concluam o processo no primeiro semestre de 2018, virão os recursos. É improvável que todos sejam apreciados antes de agosto, quando o ex-presidente levará seu registro à Justiça eleitoral.

Pereira explica que, ainda que o TRF-4 analise todos os recursos em tempo recorde, Lula poderá apelar ao STJ e ao STF para tentar suspender o veredito dos desembargadores e levar a campanha até, no mínimo, 20 dias antes do primeiro turno.

Uma performance extremamente célere do TRF anularia apenas um dos caminhos sugeridos por ele ao ex-presidente: o que recomendava pedir ao Tribunal Superior Eleitoral a suspensão de qualquer análise sobre o registro da candidatura de Lula até que todos os recursos fossem esgotados na segunda instância.

O PT vai explorar a rapidez do Tribunal Regional Federal. Dirá que o “tratamento diferenciado” mostra que não há perseguição aos políticos, mas apenas ao petista.

No 247
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Vazador de vídeo de Waack volta à redação de telejornal e irrita a Globo

Sem ser notado, Diego Rocha retornou à emissora; Globo determinou uma devassa completa em câmeras de segurança na sua redação em São Paulo, na noite desta terça-feira (5).


Diego Rocha, ex-funcionário da emissora que admitiu ter gravado e vazado o vídeo que exibia William Waack fazendo um comentário racista antes de uma transmissão ao vivo no final do ano passado, voltou a entrar na redação da emissora sem ser notado. Por isso, a Globo determinou uma devassa completa em câmeras de segurança na sua redação em São Paulo, na noite desta terça-feira (5).

Ainda não se sabe com certeza em que dia ele entrou, mas a certeza é que a foto só pode ser recente. Debochado, ele não só entrou na redação como posou relaxado na bancada onde –aparentemente– é gravado o “Jornal Hoje” e algumas chamadas do “SPTV”. Ele ainda brincou colocando uma mensagem abaixo da foto: “O Que Acham?”, seguida das hashtags #didiconoplimplim #tvglobo #sechamareupenso

A foto escandalizou a redação e causou uma mistura de pânico e incredulidade quando se percebeu que poderia ter sido tirada na terça. Isso porque alguns jornalistas e outros funcionários que aparecem no fundo da foto parecem estar usando as mesmas roupas com que foram trabalhar no dia. Outra prova que a foto é recente é que a redação sofreu mudanças, com alteração no layout e disposição das mesas.

Segundo a coluna apurou, a Globo está fazendo uma varredura para descobrir quando e quanto tempo Diego ficou na emissora, por onde andou, quem facilitou ou autorizou sua entrada e, pior, quem foi que o fotografou dentro da redação posando na bancada.

Após a publicação do vídeo denunciando Waack, o jornalista foi afastado do “Jornal da Globo” e de seu programa “Painel”, na Globonews. Ambos estão sendo comandados por Renata Lo Prete. A Globo não informou se tomaria medidas judiciais contra Diego Rocha, que foi demitido da emissora no início do ano. O vídeo foi gravado em novembro de 2016 de um link em Washington, onde Waack cobria a eleição de Donald Trump.

No Fórum
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Lula fala com a Rádio Continental de Campos de Goytacazes


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A ditadura ataca agora a UFMG


A notícia, agora de manhã, de que a Polícia Federal invadiu a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) levando em condução coercitiva o reitor e a vice-reitora, em uma operação sintomaticamente denominado de “Esperança Equilibrista”, comprova o avanço político do estado de exceção.

A operação visa apurar desvios no Memorial da Anistia, construído pela UFMG.

Assim como no caso da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) repete-se a combinação de PF, Controladoria Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Há anos o Memorial padece de problemas burocráticos.

Problemas administrativos, que demandam análises administrativas, são transformados em casos policiais, para que se infunda o terror nas universidades, último reduto da liberdade de pensamento no país, depois que a Lava Jato se incumbiu de desmontar o PT e a reforma trabalhista investiu contra as centrais sindicais.

A história do Memorial é bonita.

Todo o país que passou por ditaduras tem movimentos emblemáticos representando a luta contra a repressão. O Brasil teve mais de 50 mil pessoas anistiadas, reconhecidas como perseguidas pela ditadura e não tinha nenhum monumento.

A Comissão de Anistia, quase dez anos atrás, lançou o projeto de Memorial da Anistia, com verbas do Ministério da Justiça e parceria com UFMG. A ideia seria reformar o Coleginho e ali fazer uma exposição permanente. E, ao lado, um prédio para ser o acervo da Comissão de Anistia.

Os problemas ocorreram quando se analisaram as condições do Coleginho, cuja estrutura, antiga, não suportaria as reformas. Foi planejado, então, a construção de um prédio ao lado, que abrigaria o acervo e a própria Comissão de Anistia.

Os valores, de R$ 19 milhões, eram perfeitamente compatíveis com a nova estrutura proposta. Foram abertas três sindicâncias, no Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e na própria UFMG apenas para apurar se houve imperícia no projeto para o Coleginho, que não levou em conta suas condições.

Com o impeachment, não houve sequer nomeação do novo presidente da Comissão de Anistia, e as obras foram paralisadas.

Este ano, foi realizada uma audiência pública em Belo Horizonte, na qual se solicitou à UFMG que terminasse o projeto. E foi recusado pela óbvia falta de verbas que assola as universidades federais.

A invasão da UFMG e a condução coercitiva de oito pessoas mostram três coisas.

A primeira, é que não há um fato apurado e um suspeito preso. Monta-se o velho circo de prender várias pessoas, infundir terror na comunidade, e obter confissões sabe-se lá por quais métodos. A segunda é que a morte do reitor da UFSC não mudou em nada os procedimento.

Têm-se uma PF incapaz de solucionar o caso do helicóptero transportando 500 quilos de cocaína, soltando o piloto e liberando o veículo em prazo recorde e, agora, a investida política contra a segunda universidade. A terceira, é que o nome dado à operação – “Esperança Equilibrista” – é claramente uma provocação aos setores de direitos humanos.

Esse monstro está sendo diretamente alimentado pelo Ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que se transformou no principal inspirador da segunda onda repressiva dos filhotes da Lava Jato.

Vamos ver quem são as vozes que se levantarão para denunciar mais esse ataque.

A força policial invadiu a sala da vice-reitora. Quando outros professores chegaram lá, aboletada na cadeira da vice-reitora estava uma corregedora da CGU, como se fosse a nova dona do pedaço.

Faltou uma foto para documentar a extensão do arbítrio.

Luís Nassif
No GGN
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Reitor e vice reitora da UFMG são sequestrados em operação da PF

A PF na reitoria da UFMG
O reitor e a vice-reitora da UFMG foram conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (6). Jaime Arturo Ramírez e Sandra Goulart Almeida foram alvo da operação Esperança Equilibrista, que apura a não execução e o desvio de recursos públicos para a construção e implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil. A informação ainda não foi confirmada pela assessoria da universidade. No entanto, professores e integrantes da comunidade acadêmica denunciam a ação por meio das redes sociais.

Idealizada em 2008, a fim de preservar e difundir a memória política dos períodos de repressão, a obra do Memorial foi financiada pelo Ministério da Justiça e executada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em nota, a PF informou que 84 policiais, 15 auditores da Controladoria-Geral da União e dois do Tribunal de Contas da União estão cumprindo oito mandados judiciais de condução coercitiva e 11 mandados de busca e apreensão.

A obra seria feita a partir da reforma do Coleginho, localizado no bairro de Santo Antônio, em BH. Nele seria instalada uma exposição de longa duração, com obras e materiais históricos. Estava prevista também a contrução de dois prédios anexos e uma praça de convivência.

De acordo com a PF, mais de R$ 19 milhões já teriam sido gastos na construção e em pesquisas de conteúdo para a exposição. No entanto, acrescenta a PF, até o momento apenas a obra referente a um dos prédios estaria sendo feita e, mesmo assim, estaria inacabada. Ainda segundo os investigadores, quase R$ 4 milhões teriam sido desviados por meio de fraudes em pagamentos feitos pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), que foi contratada para fazer os estudos de conteúdo e a produção de material para a exposição.

Os desvios já identificados ocorreram por meio do pagamento a fornecedores sem relação com o escopo do projeto e de bolsas de estágio e de extensão. Na nota, a PF informa haver a expectativa de que o montante desviado seja ainda maior, a partir das análises que serão feitas nos materiais apreendidos e dos interrogatórios a serem feitos com os suspeitos envolvidos.

O nome da operação foi inspirado no trecho da música “O Bêbado e o Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, que é considerada o hino dos anistiados.

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Dr. Moro, para fazer política, candidate-se


Sérgio Moro, de novo levado à ribalta pela revista-boletim do Palácio do Planalto, soltou, outra vez, seu espírito politiqueiro e sua veia autoritária ao pedir a Michel Temer, a seu lado no ato de premiação dos que a Istoé considera os “Brasileiros do ano”, que interfira nas decisões do Supremo Tribunal Federal”. como descreve a Folha:

“Moro também se dirigiu diretamente a Temer pedindo que o governo pressione o Supremo Tribunal Federal a não mudar o entendimento em relação à possibilidade da prisão de um condenado em segunda instância”.

É muito descaramento de um juiz de 1ª instância pedir ao Presidente da república, mesmo sendo um traste como Temer, que “o governo pressione o Supremo Tribunal Federal ” seja lá para o que for.

Aliás, está escrito na Lei Orgânica da Magistratura, em seu artigo 36, inciso III, que “é vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais”.

Mas a lei, com Moro, não vem ao caso.

Ele é o supremo juiz do Brasil e tem o direito de dizer como a lei deve ser interpretada.

Além do mais, fez uma enorme demagogia ao dizer que, por ele, dispensaria seu próprio foro privilegiado. É mais que uma bobagem, porque isso levaria a um conflito que nenhuma corporação poderia suportar: juiz de piso julgando juiz de piso é o mesmo que uma corte militar de soldados julgando um soldado. Pior ainda, juiz de piso julgando ministro ou desembargador é soldado julgando coronel, o que, evidentemente, não pode dar certo.

Pior ainda, porque Moro sabe que, com foro ou sem foro,  não será punido por qualquer arbitrariedade que faça, mesmo o grampo ilegal da então presidenta Dilma Rousseff, no qual, desautorizado pelo falecido Ministro Teori Zavascki, viu-se acobertado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região que, por 13 votos a um, considerou, como se disse antes, que a lei não vem ao caso quando se trata de Sérgio Moro.

É que, disse o relator do caso, Moro merece ” soluções inéditas”.

Moro é tão impune que não é difícil adivinhar que fim teria uma representação disciplinar contra ele por ter, de público, pedir que o Supremo seja “pressionado” pelo Governo em uma decisão judicial.

Ele tem o direito a esta opinião, mas não pode expressá-la, a menos que deixe de ser juiz e assuma-se político, submetendo-se ao julgamento popular.

Embora, no caso de Moro, este julgamento seja impossível, porque ninguém pode julgá-lo. Talvez só Deus e a História, mas só quando ele perder o “privilégio de foro” que tem como tiranete jurídico do Brasil.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Nomeação da delegada Marena subiu no telhado

Promoção depende de sindicância sobre morte do reitor

A delegada Marena foi promovida à superintendência da PF em Aracaju. Cuidado, sergipanos!
Da Época, a revista da Globo Overseas:

Nomeação de delegada da Lava Jato para chefiar a PF em Sergipe depende de conclusão de sindicância

A confirmação da delegada Érika Marena, que atuou na Lava Jato em Curitiba, no comando da Polícia Federal em Sergipe depende da conclusão de uma sindicância da Corregedoria da corporação. A apuração interna avalia a atuação da servidora na Operação Ouvidos Moucos. Deflagrada em setembro, a ação levou para a cadeia o ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancellier junto com outras seis pessoas, acusados de desviar recursos públicos. Cancellier cometeu suicídio do dia 2 de novembro. (...)

No CAf
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