1 de dez de 2017

‘Vira homem ou metemos bala! #Bolsonaro’: ameaças a um menino de 13 anos

Flávio Bolsonaro foi um dos que divulgou ilegalmente vídeo em que meninos se beijavam; polícia analisa o caso, mas não comenta se deputado será investigado

Deputado postou vídeo com adolescentes e pediu união de quem se revoltou

Dois garotos, de 13 e 14 anos, passaram a receber ofensas e ameaças de morte depois que um vídeo no qual os dois se beijavam, na festa de aniversário de um deles, foi divulgado ilegalmente nas redes sociais.

Uma postagem com o vídeo dos garotos que alcançou grande repercussão no Facebook foi a do deputado estadual fluminense Flávio Bolsonaro (PSC), que pediu para que os revoltados com as imagens se unissem “na luta contra a ideologia de gênero nas escolas” e chamou as cenas de “fim do mundo”.

Os revoltados expressaram discurso de ódio e intolerância nos comentários da publicação. A exposição dos garotos levou internautas a descobrirem os perfis dos adolescentes nas redes sociais, iniciando uma série de perseguições virtuais. Em uma das mensagens, enviada por Whatsapp, uma voz de homem jovem menciona o nome de Bolsonaro e ameaça “meter bala” no adolescente e no seu “namoradinho” se não “se converter e virar homem”:



Outras mensagens de texto chegaram por Facebook e Whatsapp: “Seu lixo merece apanhar viadinho de merda”; “Aí quando leva barra de ferro na cabeça vai reclamar”. Em estado de choque, os meninos acabaram apagando a maior parte delas.

No dia 24, com o apoio do advogado Ariel de Castro, coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa (Condepe), os garotos e a mãe do mais novo, Ana Maria, 38, foram até a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos e Intolerância (Decradi), para a realização de um boletim de ocorrência por incitação ao crime, injúria e ameaça.

Procurada pela Ponte, a CDN Comunicação, responsável pela assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do governo Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que o caso foi encaminhado do Decradi para a Delegacia de Polícia de Itapevi, na Grande SP, onde a família mora. A SSP se recusou a comentar se o inquérito vai investigar as ações do deputado Bolsonaro.

Além do inquérito que corre na Polícia Civil, Ariel de Castro também espera uma atitude da Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público do Estado de São Paulo, para quem o conselheiro do Condepe pretende encaminhar o boletim de ocorrência. “Faremos isso para que eles tomem medidas e acompanhem as investigações policiais. Os agressores precisam ser identificados e punidos, e esses adolescentes merecem receber um apoio de psicólogos e assistentes sociais, além do conselho tutelar de Itapevi”, disse.

“Deus ama a todos por igual”

O filho de Ana Maria completou 13 anos no dia 30 de outubro, mas decidiu comemorar a data em um sábado, 18 de novembro. A festa reuniu aproximadamente 60 pessoas em sua casa. O bolo era estampado com uma foto da cantora drag queen Pabllo Vittar.

A gravação do vídeo foi feita na hora de o menino apagar as velinhas. Segundo a mãe, por uma pessoa que não havia sido convidada. “As pessoas que eu convidei são confiáveis, eu não sei se quem divulgou o vídeo fez isso por brincadeira ou maldade, mas com certeza por falta de sabedoria”, diz.

A mãe acredita que o vídeo viralizou na internet por serem duas pessoas do mesmo sexo se beijando. “Foi isso que chamou a atenção, a idade não interfere em nada, tem adolescentes de 10 e 12 anos se beijando ou namorando com pessoas mais velhas e ninguém fala nada”, afirma.

O filho dela se descobriu homossexual em outubro deste ano e apresentou o primeiro namorado para a família em 2 de novembro. “Quando uma pessoa gosta da outra, nada pode interferir nisso, independente se elas são do mesmo sexo, Deus ama todos por igual”, destacou.

Incitação ao ódio

O ativista LGBT Agripino Magalhães conta que foi um dos primeiros a ter ciência do caso e que a postagem de Bolsonaro fez o vídeo com os meninos se espalhar nas redes. “Quando acontece algo relacionado aos direitos dessa população, geralmente as pessoas me marcam em diversas publicações nas redes sociais. Eu tive o maior cuidado para investigar se realmente eram dois adolescentes gays, mas o vídeo já havia viralizado na internet quando o Flávio Bolsonaro postou em sua página no Facebook incitando ódio, além de começar a falar sobre ideologia de gênero, algo que não tem nada a ver com isso”, explica.

De acordo com presidente do Grupo de Advogados da Diversidade Sexual e de Gênero, Paulo Iotti, o deputado Bolsonaro e outras pessoas que postaram o vídeo dos meninos podem ser processados. “Eles divulgaram esse conteúdo difamando e atacando os garotos. São obrigados a retirar o vídeo das suas páginas na rede social”, disse.

Segundo Iotti, em tese, os pais dos menores poderiam ser responsabilizados por permitir o namoro dos meninos, já que a lei federal 12.015, de 2009, passou a definir o crime de estupro de vulnerável, no artigo 217-A do Código Penal, como “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos” — e mesmo um beijo pode ser considerado um ato libidinoso. Mas, para o advogado, criminalizar a conduta dos pais não faz sentido. “A lei sobre atos libidinosos foi formulada para evitar o abuso de adultos com crianças, mas não se enquadra neste caso porque ambos possuem a mesma idade, além de namorarem sob fiscalização dos pais”, explica.

Mesmo após todas as ameaças, Ana Maria afirma que a rotina da família segue normal: “Meu filho também não está com medo, vem estudando, fazendo curso, acabou de se formar no Proerd [Programa Educacional de Resistência às Drogas[, vai se formar no ensino fundamental na semana que vem, ele está feliz”.

Para Ana, as famílias não podem desprezar os seus filhos pela sua orientação sexual. E dá uma dica aos pais: “Amem e lutem junto com eles, deem apoio independente do que ele for. O mundo lá fora já é preconceituoso, isso em casa se torna duas vezes pior”.

Outro lado

A Ponte procurou a assesssoria do deputado Flávio Bolsonaro na tarde desta sexta-feira por e-mail e telefone, mas o parlamentar não reapondeu.

Léo Martins
No Ponte
Leia Mais ►

Procuradoria admite que Pizzolato já cumpriu as exigências para estar solto

Ex-diretor do BB e réu do Mensalão, Pizzolato cumpriu, há meses, as exigências para ter direito ao livramento condicional. Mas o processo está no gabinete do ministro Luis Barroso, que demorou mais de um ano para transferir o italiano do regime fechado para o semiaberto - mesmo com ele já qualificado


A procuradora-geral da República Raquel Dodge enviou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, um ofício admitindo que o ex-diretor do Banco Brasil, Henrique Pizzolato, já cumpriu tempo suficiente de prisão para ter direito ao livramento condicional. A manifestação ocorreu em meio a um processo conturbado, no qual a defesa de Pizzolato reclama que Barroso tem demorado muito tempo para autorizar as progressões de pena.

Em novembro, o GGN publicou uma reportagem mostrando que Barroso levou mais de 1 ano para transferir Pizzolato do regime fechado para o semi-aberto, mesmo com o réu do Mensalão tendo preenchido todos os requisitos necessários para a progressão de pena. O caso foi denunciado pela Comissão de Diretos Humanos da Câmara à Embaixada da Itália e ao Ministério da Justiça.

A demora foi tanta que, no meio do processo, deu tempo de Pizzolato preencher o requisitos para progredir para o regime aberto. Em julho passado, Barroso recebeu um novo pedido para a progressão de pena. Mas negou dizendo que Barroso tem que permanecer um período no semiaberto.

Os parlamentares da Comissão de Direitos Humanos da Câmara avaliaram que Barroso está "exigindo o cumprimento de uma pena superior àquela a qual [Pizzolato] foi condenado, em claro desrespeito a seus direitos legais", (...) "constituindo-se em constrangimento ilegal a não observância da data em que o apenado efetivamente cumpriu o tempo da pena para a progressão de regime."

Agora, a defesa do ex-diretor do BB alega que Pizzolato já tem direito ao livramento condicional. O benefício não está vinculado às progressões de pena e pode ser solicitado quando o réu tem bom comportamento, foi condenado a mais de 2 anos de prisão (no caso de Pizzolato, foram mais de 12 anos anos), e já cumpriu 1/3 da pena. Na prática, trata-se da antecipação da liberdade do réu, uma etapa que prepara para a soltura plena.

No dia 20 de outubro, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal emitiu uma certidão informando que Pizzolato havia cumprido, àquela altura, 4 anos, 4 meses e 4 dias de pena, descontados 331 dias de remissão do total imposto na sentença do Mensalão, por conta de serviços prestados. "Dessa forma, [cumpriu] mais de 1/3 da reprimenda que lhe foi imposta."

Um mês depois, em 26 de setembro, Raquel Dodge escreveu a Barroso: "Com relação ao requisito temporal, a certidão do Juízo da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, de 20 de outubro de 2017, no sentido de que o executado preencheu tal requisito, com a demonstração analítica dos cálculos e a aplicação adequada da remição, descabe fazer maiores indagações a respeito. Este requisito, de fato, restou
atendido."

Mas, em relação ao parcelamento da multa, "ainda subsistem dúvidas", apontou.

A procuradora solicitou que a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal adotasse as medidas necessárias para incluir em Dívida Ativa da União a devida comprovação do parcelamento e, em caso afirmativo, que a Procuradoria da Fazenda Nacional fosse incitada a informar "sobre o estado atual do aventado parcelamento".

A multa de Pizzolato gira em torno de R$ 2 milhões e foi dividida em parcelas mensais de cerca de R$ 2 mil.

Um mês depois, em 28 de novembro, a juíza da Vara de Execuções Penais Leira Cury informou a Barroso que cumpriu com o pedido da PGR.

"A par de cumprimentá-lo, dirijo-me, respeitosamente, à ilustre presença de Vossa Excelência, em resposta ao Ofício nº 25102/2017, de 10/11/2017, para encaminhar cópia do Ofício nº 30388/2017, de  27/11/2017, que solicita à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional a inclusão da pena de multa imposta ao sentenciado HENRIQUE PIZZOLATO , filho de Odilla Annita Pizzolato na Dívida Ativa da União. Por oportuno, encaminho a Conta de Liquidação atualizada do apenado."

O processo retornou ao gabinete de Barroso nesta sexta-feira (1º) e aguarda decisão do ministro.


Arquivo

Leia Mais ►

Comandante do Exército "instiga" os entusiastas de um golpe militar




O comandante do Exército General Villas Boas publicou uma mensagem no Twitter indagando qual o limite da obediência das Forças Armadas ao Estado. Foi o suficiente para despertar a ansiedade de seguidores que imploraram por uma "intervenção" que "salve" o Brasil dos políticos corruptos.
Leia Mais ►

Quem censura quem?

Peixe de águas profundas

Há alguns anos o programa Canal Livre do grupo Bandeirantes entrevistou o Presidente Lula no Palácio do Planalto. Joelmir Beting ainda era vivo.

Na pauta, não lembro se o próprio Beting ou o Mitre perguntou ao Presidente Lula sobre algum projeto de controle da mídia que viesse a significar ou praticar censura.

Em uma fração de segundo, Lula retrucou: "quem faz a censura são vocês, que escolhem o tempo todo o que se publica e o que não se publica".

Não consigo esquecer das expressões de perplexidade dos entrevistadores, em especial a do Beting, que só faltou infartar ali mesmo.

Ontem a grande imprensa nos deu mais uma prova de sua prática sistemática de censura, ou melhor, tecnicamente, fraude.

O depoimento do Dr. Tacla Duran no congresso nacional foi ocultado por que produzia evidências contrárias à moralidade da Lava-a-Jato. Fosse uma testemunha crucial contra Lula, teríamos uma edição do JN que iria até meia-noite.

Nelson Nisenbaum
No Esquerda Caviar
Leia Mais ►

Atropelamento de pedestres em calçadão no Centro de Lages




Carro invade o calçadão Túlio Fiúza de Carvalho, no Centro de Lages, na Serra catarinense, na tarde desta sexta-feira (1º) e atropela pessoas. Conforme a Polícia Militar, há registro de feridos, ao menos dois graves. O motorista foi preso.

O caso foi registrado às 14h, conforme a Central de Emergências da Polícia Militar de Lages. Nas imagens de câmeras de segurança da PM, é registrado o momento em que o carro passa próximo às lojas no calçadão, atropelando pessoas. Ainda segundo a PM, o carro também passou pelo calçadão da Praça João Costa.

Segundo a PM, após os atropelamentos, o homem desceu do carro e foi cercado pela PM. Ele teria tentado ir em direção aos policiais com uma faca e foi baleado pela polícia.

Um policial militar também ficou ferido na ocorrência, atropelado durante a perseguição ao veículo. A Polícia Civil não soube precisar quantas pessoas foram atingidas pelo carro.

O Hospital Nossa Senhora dos Prazeres confirmou que está recebendo as vítimas do atropelamente, mas não informou quantos e a gravidade dos pacientes.

Leia Mais ►

PF prende aliado de Bolsonaro por uso de mão de obra análoga à escravidão


A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (30), no Amapá, o pré-candidato de Jair Bolsonaro (PSC) para disputar uma vaga no Senado em 2018. O promotor Moisés Rivaldo foi alvo de um mandado por exploração ilegal de ouro, com uso de mão de obra análoga à escravidão.

O aliado de Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, foi promotor de Justiça e atualmente é secretário de Educação no Amapá. A Operação Minamata, que prendeu Rivaldo, cumpriu 6 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 8 de condução coercitiva, 30 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 113 milhões em bens móveis e imóveis, nos estados do Amapá, São Paulo e Rio de Janeiro.


Bolsonaro apoia promotor para vaga no Senado na eleição de 2018
Bolsonaro apoia promotor para vaga no Senado na eleição de 2018

A operação da PF, em conjunto com o Ministério Público Federal, tem como objetivo desarticular organização criminosa formada por empresários, políticos e agentes públicos responsáveis pela exploração depredatória de ouro e outros recursos naturais utilizando-se de mão de obra submetida a condições de trabalho análogas à de escravo. 

Dentre as empresas investigadas, estão Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários que atuam como intermediárias nos mercados financeiro e de capitais em todo país. 

Os empresários utilizaram uma cooperativa de garimpeiros que se instalou na área do Lourenço, o mais velho garimpo em atividade do país. A organização criminosa se aproveitava das políticas públicas, que fomentavam a inclusão social dessas comunidades de trabalhadores, para atuar de forma clandestina na extração de ouro, encobrindo propósitos de exploração em larga escala sob o argumento da pesquisa mineral e lavra artesanal de pequena monta. Os danos ambientais são incalculáveis. 

Os investigadores suspeitam que o grupo criminoso, com a finalidade de aumentar a exploração de ouro, tenha incentivado o uso em escala indiscriminada de substâncias tóxicas e metais pesados, como mercúrio e, até mesmo, cianeto, uma substância cujo contato pode ocasionar a morte de uma pessoa. Segundo os policiais pode ter havido, pelo menos, 24 mortes, em sua maioria por soterramento, decorrentes de condições precárias de trabalho. 

A operação, iniciada em 2016, conta com a colaboração do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego, IBAMA, Departamento Nacional de Produção Mineral, da Defensoria Pública da União e da Polícia Rodoviária Federal. A atuação conjunta dos órgãos tem por objetivo reprimir a ação criminosa de grupos contra o meio ambiente, impedindo que trabalhadores da região sejam explorados em condições subumanas. 

Os investigados responderão pelos crimes de redução à condição análoga a de escravo, corrupção passiva, prevaricação, usurpação de matéria prima da União, extração ilegal de substâncias minerais, lavra ou extração não autorizada, uso ilícito de mercúrio, crime contra a fauna aquática, posse de artefato explosivo, organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

O nome da operação é uma referência ao envenenamento de centenas de pessoas por mercúrio ocorrido na cidade de Minamata, no Japão, nas décadas de cinquenta e sessenta.

No Jornal do Brasil
Leia Mais ►

Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) participa de coletiva com blogueiros e mídias alternativas.


Leia Mais ►

Cientistas revelam história da misteriosa múmia de 1.900 anos com retrato


Cientistas norte-americanos examinaram a infame múmia Hibbard com uma máquina de raio-x de elevada energia para ver se conseguiam desvendar o mistério da amostra de 1.900 anos de idade.

Encontrada por arqueólogos em 1911 em Hawara, no Egito, a múmia de uma menina de 5 anos de idade, foi transferida na segunda-feira (27) para o laboratório Argonne National Laboratory, em Washington, EUA, por especialistas da Universidade Northwestern, que estão tentando "juntar as peças da história dela".

Embora ainda haja muita informação para analisar, os cientistas conseguiram determinar nos cálculos preliminares que a criança teria sido afetada por uma doença como varíola ou malária, pois não tem feridas visíveis.



Além disso, graças à tomografia computadorizada, os especialistas encontraram vários objetos embrulhados juntamente com a menina e até dentro de seu corpo.

Na cabeça da múmia, investigadores encontraram um objeto em forma de bola que, segundo eles, substituiu o cérebro durante o processo de mumificação. Eles também encontraram fios nos dentes da menina e cerca de duas dezenas de pinos enfiados em invólucros em torno de sua cabeça e pés.

Apesar de não serem capazes de identificar o objeto, especialistas detectaram no estômago algo parecido com uma pedra.

"Toda a informação que encontramos nos ajudará a enriquecer o contexto histórico da múmia desta menina e do período romano no Egito", afirmou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Ainda por cima, o estudo dos ossos da múmia poderia permitir aos pesquisadores prever melhor os riscos de fratura óssea.

"Eu queria comparar populações que tinham um estilo de vida ativo com nossas populações modernas com estilo sedentário", afirmou um dos cientistas, acrescentando que agora os especialistas podem prever riscos de fraturas corretamente em 80% dos casos, mas podem aumentar em até 95% este indicador.

A múmia Hibbard é especialmente notável por seu rosto. Em vez de ter uma máscara facial tridimensional de ouro, como a do faraó Tutancâmon, as múmias com retratos (Retratos de Faium) possuem uma pintura realista do seu rosto feita sobre um painel de madeira.

Leia Mais ►

Acampamento do MST em Chapecó deve sofrer ação de despejo a qualquer momento


A juíza federal de Chapecó concedeu a execução da liminar para despejar as famílias que vivem no Acampamento Marcelino Chiarello. O aparato militar esta sendo mobilizado para realizar despejo a qualquer momento. Trata-se de uma área pública que está em nome do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que a empresa Sementes Prezzotto havia tomado posse.

Há um ano e meio 180 famílias estão morando na área, que possui mais de 1.000 hectares. As famílias trabalham na área, plantam cerca de 200 ha. São alimentos voltados para subsistência: milho, feijão, hortaliças, além de animais. As crianças estão estudando na escola próxima, é final de ano escolar e correm o risco de perder o ano letivo.

As famílias buscam uma terra para morar e reproduzir suas vidas. O MST realizava pacificamente as negociações. A ordem de despejo vai no contra-fluxo das negociações sobre área, pois uma audiência para tratar do caso está agendada para o dia seis de dezembro em Brasília.

Nesta terça-feira (28/11) completaram-se seis anos da morte de Marcelino Chiarello, que dá nome ao acampamento. Nesse período de acirramento, a luta pela terra segue ainda mais dura e necessária, avaliam os coordenadores do Movimento.

Juliana Adriano
Do MST
Leia Mais ►

Mulher que escrachou Jucá explica seu ato: quis expor um criminoso


O vídeo do escracho ao senador Romero Jucá em um avião comercial em Brasília está bombando nas redes desde esta quinta.

A mulher, no caso, é Rúbia Sagaz, assistente social no Instituto Federal Catarinense, que aproveitou a presença do político para expor para todos(as) os(as) passageiros(as) que ali estava “um criminoso, um corrupto assumidamente criminoso”.

As imagens foram gravadas pela própria Rúbia, que perguntou ao político sobre uma gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, à Polícia Federal e divulgada no ano passado: “E aí, senador, conseguiu estancar a sangria?”. No áudio, Jucá afirma que é preciso “estancar a sangria” atribuída à Operação Lava Jato. Em resposta, no avião, o senador tenta retirar o celular da mão de Rúbia, mas não consegue.

“Meu objetivo era expor para todos que ali conosco viajava um criminoso, um corrupto assumidamente criminoso, e dizer, na verdade resgatar, através das próprias falas dele, as formas como ele costuma negociar os nossos direitos. Ele foi baixo, tentou me desestabilizar me chamando de petista, como se isso fosse o motivo para eu estar atacando-o. Tentou desmoralizar os meus argumentos e, agressivamente, tentou tirar o celular da minha mão. Achei que a reação dele foi digna do crápula que ele é e teria sido muito pior, caso as pessoas não tivessem saído em minha defesa”, relata Rúbia.

Elogiada por pessoas de todo o Brasil pela coragem e garra, ela está muito orgulhosa com a repercussão dos fatos: “estou emocionada com o retorno das pessoas. Eu quero dizer com esse vídeo que a gente não pode e não deve nunca perder a capacidade de se indignar. O nossa país está na lama e nós precisamos nos tornar protagonistas da nossa história. Chega de esperar que eles tenham piedade de nós, eles jamais terão. Essa luta é nossa e é todo dia! Quero aproveitar para fazer um chamado à Greve Geral do dia 05/12: vamos parar este país, não temos mais condições de continuar neste caminho. Avante!”.

A servidora pública, que é filiada ao SINASEFE, diz ainda que, para mudar a realidade tenebrosa a qual o Brasil está mergulhado, somente com a organização da classe trabalhadora. “Não há outra forma senão a de consciência de classe. É necessário também o protagonismo efetivo, chega dessa democracia que nunca nos representou”, finaliza a guerreira.



Considerações sobre Globo e escrachos

Duas observações sobre fatos de destaque do dia de ontem.

1 - O caso Globo e a Torneos y Competencia

A denúncia de que Marcelo Campos Pinto, o ex-executivo da Globo, recebeu US$ 1 milhão da Torneos y Competencia, mostra que, a exemplo de muitos casos do DOE (Departamento de Operações Estruturadas) da Odebrecht, os executivos também atuavam contra a empresa.

A cadeia produtiva da corrupção futebolística era assim:
  • A Confederação vende oficialmente por 100.
  • O Intermediário paga 200. 100 vão para o bolso dos cartolas.
  • O grupo de mídia paga 300. 100 é o lucro dos intermediários.
Os patrocinadores pagam 1.000.

No caso em questão, aparentemente Marcelo operou nas duas pontas: atuando para a Globo (no suborno às confederações através dos laranjas), mas atuando também para os laranjas (aumentando o valor pago pela Globo).

Portanto, tem razão o Jornal Nacional ao dizer que, no episódio em questão, Marcelo jogou contra a Globo. Vamos ver quando surgirem as evidências de que ele jogou para a Globo.

2 - O caso dos escrachos

Não se pode negar o prazer de ver um político como Romero Jucá sendo escrachado em pleno voo. Mas não se pode perder de vista a máxima: quem com escracho fere, com escracho será ferido.

O escracho tem sido a grande arma dos fomentadores de ódio. E fez bem o deputado Paulo Pimenta em mandar a agressora para a delegacia. Mas tratar como heroína escrachadora “do nosso lado”, significa dar salvo conduto para os escrachadores do lado de lá.

Luís Nassif



Jucá vai processar passageira que o hostilizou em voo, diz Veja

Romero Jucá já está tomando as medidas cabíveis para processar a mulher que o hostilizou em um voo de Brasília para São Paulo na última quarta-feira (29).

Com celular na mão, a mulher filmou o senador e citou a conversa do peemedebista com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado em que ele diz que é preciso “estancar a sangria”.

Irritado com a provocação, Jucá chegou a se levantar da cadeira para tomar o aparelho de sua mão.
Leia Mais ►

Movimentos do campo se unem contra ofensiva da bancada ruralista no Congresso


Os movimentos populares que integram a Via Campesina iniciaram uma campanha contra a ofensiva da bancada ruralista e do Executivo contra as políticas públicas para o campo.

As entidades elencaram 12 propostas consideradas prejudiciais para os camponeses. Entre os principais temas estão a permissão de venda de terras a estrangeiros e o corte no orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Para Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as medidas demonstram que o governo não está disposto a dialogar sobre a reforma agrária.

“Precisamos denunciar e o mundo precisa saber que, apesar do aumento dos conflitos agrários, o governo está dizendo que não vai mais desapropriar terras, que vai aumentar e intensificar os agrotóxicos no campo, e liberar mais transgênicos. Cada um destes pontos estão interligados, não estão separados no ataque aos camponeses e a agricultura familiar.”


As 12 propostas consideradas prejudiciais para os camponeses.

A avaliação conjunta das entidades que compõem a Via Campesina é de que as ações dos parlamentares ligados ao agronegócio, e do governo golpista de Michel Temer (PMDB) têm afetado, sobretudo, sem-terra, indígenas, quilombolas e pescadores.

Os movimentos populares planejam levar o documento à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em uma audiência pública.

Além disso, os movimentos do campo, das águas e das florestas que compõem o chamado campo unitário vão organizar uma série de seminários em conjunto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para articular ações conjuntas para o próximo ano.

Selma dos Santos Dealdina, secretária-executiva da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), afirma que o momento pede a unificação das entidades camponesas.

“A questão quilombola também passa pela reforma agrária. Nossas pautas conversam porque é o campo que está sendo prejudicado. No momento em que estamos vivendo agora, precisamos nos unir. Ou o campo se une ou vamos nos dar muito mal.”

A Via Campesina Internacional é um movimento que articula diversas organizações do campo em todo mundo. No Brasil, entidades como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o Movimento Nacional pela Soberania Popular Frente à Mineração (MAM) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) integram a rede.

As entidades ligadas à Via Campesina também vão participar da greve geral convocada pelas centrais sindicais no dia 5 de dezembro contra a reforma da Previdência, uma das medidas criticadas pelos movimentos populares no documento.

No Sul21
Leia Mais ►

O Morro dos Cavalos pelos seus protagonistas


Hoje,a liderança indígena Cris Tupan traz a situação atual no Morro dos Cavalos explicada pelos seus protagonistas. #DesacatoIndígenas, sempre dando visibilidade às lutas dos povos originários.

Leia Mais ►

‘Ministro’ de Bolsonaro foi inventor do ‘candidato Huck’, diz Valor


A reportagem de Vanessa Adachi, na edição de hoje do Valor, não é uma piada, mas uma tenebrosa revelação de como se fabrica, nos “laboratórios’ dos executivos e marqueteiros, candidaturas e “programas” eleitorais, ciborgs da política, que modelam o organismo e o cérebro do candidato às necessidades do “mercado”.

É que Vanessa conta a história da criação do ex-futuro-quase candidato Luciano Huck com uma simplicidade que chega a ser chocante.

Um certa moça, Paula Guedes, “formada pela Universidade do Sul da Califórnia e com MBA em Wharton”, dona de um site de procura de empregos, fazendo pesquisas para um cliente, cuja identidade é - diz ela – protegida por cláusula de confidencialidade, encontrou chances para um candidato jovem, com perfil de empresário, bom comunicador, com forte presença em redes sociais e que fosse percebido como autêntico (!!!) e humano.

Então ela foi procurar o pai, Paulo Guedes, “liberal com formação em Chicago, um dos fundadores do banco Pactual ( hoje do famoso André Esteves) e agora cotado a ministro da Fazenda num eventual governo de Jair Bolsonaro”.

– Papai, papai, papai, olha só o que eu achei!

E a repórter narra:

Paula mostrou tais resultados ao pai e, juntos, os dois concluíram que o perfil correspondia ao do apresentador Luciano Huck. Quem fez a ponte para que Paulo Guedes chegasse a Huck pela primeira vez e contasse a ele sobre os achados de Paula foi o investidor Gilberto Sayão, um amigo em comum dos dois. A partir daí, Huck começou a fazer sua lição de casa. Paulo Guedes também continuou levando a ideia adiante em conversas com outras pessoas. Paula, sem interesse em envolver-se na política, deixou o assunto de lado. “O nome de Huck na verdade já estava colocado, por analogia, desde que Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos e João Doria foi eleito em São Paulo.

Como a direita foi ficando sem candidato, o “novo produto” começou a ganhar corpo do mercado de personagens disponíveis para engambelar o povo brasileiro. Até o sábio Fernando Henrique Cardoso desceu da Sorbonne para o caldeirão da trama  que só não funcionou porque as amizades comprometedores, o chamado do dinheiro e a falta de capacidade do “boneco” de ir além de platitudes do tipo “projeto social”.

Guedes deixou de lado a sua criatura e foi se juntar a outro ciborg, Bolsonaro, aquele que prova que a inteligência artificial ainda é algo rudimentar e está mais para “Exterminador do Futuro” do que para o “Eu, Robô” de Huck.

O fecho da matéria é sensacional, mostrando como esta camada de tecnocratas do marketing e dos negócios raciocina:

Paula Guedes concordou em dar algumas explicações genéricas sobre seu trabalho. “A Jobzi tem a missão de aprender a respeito do mundo do trabalho e fazê-lo avançar. Criamos algoritmos proprietários”, explicou. Segundo ela, a empresa tem mais de 140 trilhões de dados, o que a leva a ter um “entendimento holístico a respeito das ansiedades do brasileiro que busca trabalho”. De acordo com ela, esse perfil de brasileiro “se frustra com políticos que não compreendem a realidade que arquitetam e concretizam para 99% da população”. “Buscam um líder real”, completou.

Real, vejam só, real!

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

O massacre do casal Garotinho


Pouco sei da carreira política do casal Garotinho. Cada vez que escrevo sobre eles, amigos correm para sugerir cautela. Mas a perseguição que lhes é movida pelo sistema do Rio de Janeiro – Tribunal de Justiça, procuradores e Globo –, sob silêncio geral, é um massacre.

Garotinho é um político local que tentou um voo mais alto. Não conseguiu se transformar em um líder nacional, capaz de mntar alianças com os sistemas de poder – Judiciário, Congresso, mídia -, mas ficou grande demais para se abrigar nas asas de algum padrinho político, em partidos ou nos tribunais superiores. Não tem vinculação nem com esquerda, nem com direita, nem com intelectuais, nem com juristas. Não tem aliados nos partidos maiores, menos ainda na mídia.

Mesmo assim, é politicamente atrevido nos desafios que faz e fez. Já desafiou o Tribunal de Justiça do Rio, a Globo.

Com esse atrevimento – e essas vulnerabilidades - tornou-se um prato para esse pessoal. Podem aprontar o que quiser com seus direitos que não haverá gritos de revolta, manifestações dos órgãos de defesa dos direitos humanos, clamor dos juristas mais conhecidos ou a defesa do Gilmar Mendes. Não haverá manifestações internas, menos ainda as internacionais.

Leio, agora, que o bravo TJ-RJ tirou os direitos políticos de Rosinha Garotinho por 2 a 5 anos, pela acusação de ter usado recursos públicos para um anúncio no qual respondia a ataques a uma política que implementou em Campos. Seu advogado diz que é armação.

A prisão do casal Garotinho, a humilhação a que foram expostos por procuradores – que permitiram cenas da prisão no Fantástico -, a perseguição implacável da mídia, cobrando até a submissão de Rosinha às faxinas do presídio, mostram o Rio de Janeiro definitivamente como uma terra de ninguém.

É covardia dos eminentes magistrados, é covardia da Globo, é covardia de todos os que se calam, porque as vítimas não se enquadram em nenhum dos escaninhos do poder ou da oposição.

Defender Garotinho não enriquece currículos.

Por isso, mais do que os prisioneiros políticos da Lava Jato, a prisão do casal Garotinho é o maior desafio que os direitos individuais enfrentam nesse país sem leis.

Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►

Veja lança Alckmin como o novo candidato anti-Lula

Passado o “frisson” Doria e Huck e com Aécio descartado, a revista Veja resolveu, em sua capa desta semana, voltar a lançar o nome do bom e velho tucano conhecido da revista, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin


A revista Veja, em suas capas deste ano, já apostou até mesmo em Michel Temer, que hoje amarga nos menos de 3% de aprovação popular. Até ano passado, ainda tinha Aécio Neves (PSDB) como um nome forte para continuar sendo o anti-Lula, mesmo após a derrota para Dilma Rousseff em 2014. Este ano, no entanto, a revista da Editora Abril o descartou.

Sem dedicar capa exclusivamente a eles, a revista Veja parecia esperar que se passasse o “frisson” das possíveis candidaturas de João Doria (PSDB) e Luciano Huck para voltar ao seu habitat natural de apoio os tucanos tradicionais. E foi o que fez: com o apequenamento de Doria e a confirmação da “desistência” de Huck com relação a uma candidatura a presidência nesta semana, a Veja logo tratou de lançar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) como o novo (velho) candidato anti-Lula.

“Os tucanos finalmente avançaram algumas casas no tabuleiro”, diz o texto introdutório da matéria de capa, que considera um “avanço” o fato de Alckmin ter assumido, recentemente, a presidência do PSDB. Para a revista, tal cenário praticamente sacramenta o nome de Alckmin como o de candidato do PSDB à presidência em 2018.

“O voo dos tucanos: o governador Geraldo Alckmin assume o comando do PSDB e aproveita a desistência de Luciano Huck para fazer avançar sua candidatura ao Palácio do Planalto”, diz a chamada da capa da revista que vai às bancas nesta sexta-feira (1).
Leia Mais ►

Fifagate: documento mostra pagamento a Globo


Leia Mais ►