17 de nov. de 2017

Brasileiro gosta do Estado!

E viva as cotas raciais, Kamel!


Pesquisa sugere baixa adesão de brasileiros a teses conservadoras


Uma pesquisa recém-concluída pelo instituto Ideia Big Data sobre temas comportamentais e econômicos sugere, conforme os formuladores do levantamento, que as posições dos brasileiros são bem menos conservadoras do que tem aparecido nas análises políticas, nos discursos de parlamentares e em manifestações em redes sociais. 

O estudo mostrou, entre outras coisas, que há forte apoio dos brasileiros à atuação do Estado para garantir igualdade de oportunidades, proteção aos mais pobres, aposentadoria aos mais velhos e crescimento econômico do país. 

São majoritários também o apoio a cotas raciais em universidades públicas e a defesa de direitos de homossexuais. A formulação segundo a qual os direitos humanos "devem valer para todos, incluindo bandidos", supera com folga o entendimento de que deveria ser algo seletivo. E uma ampla maioria manifesta rejeição à ideia de punição criminal às mulheres que fazem aborto. 

Reprodução: Valor

(...) Para chegar a essas conclusões o Ideia Big Data ouviu 3 mil pessoas em todo o país entre os dias 1º e 10 de novembro. A pesquisa foi feita face a face e tem margem de erro de 2,5 pontos para mais ou para menos. 

O levantamento foi encomendado pelo chamado Movimento Agora!, um grupo criado há um ano para, segundo a própria definição, "impactar a agenda pública e a ação política" no país. Segundo o CEO do instituto, Maurício Moura, o estudo foi financiado pela própria empresa de pesquisa em colaboração com o Movimento Agora!. 

Composto por aproximadamente 90 pessoas, o Agora! reúne pesquisadores, empresários, ativistas, economistas, ongueiros, profissionais liberais e até um indígena entre os seus cofundadores e membros. (...) Cotado como possível candidato à Presidência da República em 2018, o apresentador de TV Luciano Huck (sem partido) é apresentado na mesma lista como "membro" do Agora!. (...)

No CAf
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FHC consegue mais R$ 2,5 milhões pela Lei Rouanet


O Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC) conseguiu emplacar mais um projeto pela Lei Rouanet. Desta vez, no valor total de R$ 2.514.087,00 para um objetivo meritório: celebrar as virtudes do governo FHC.

Segundo a justificativa:

Fazer a manutenção, a atualização de conteúdo e a renovação tecnológica da exposição permanente montada na sede da Fundação Fernando Henrique Cardoso, denominada Um plano real: a história da estabilização do Brasil (equipamento cultural que recria a experiência da crise de hiperinflação das décadas de 1980 e 1990 e mostra a retomada da estabilidade econômica com a implantação do Plano Real) e dotá-la de acessibilidade, visando diversificação de público.

Todo esse material já está disponível no Instituto. Os R$ 2,5 milhões se destinam a lhes dar acessibilidade. Isto é, torna-los acessíveis a pessoas com deficiência.


Luís Nassif
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PF de Sarney entra em ação


Com menos de uma semana da posse do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, o oligarca José Sarney já usou sua influência para mobilizar operação da PF em São Luís.

De olho na eleição de 2018, um dos objetivos de Sarney com a ação da PF seria o de macular a imagem da gestão do comunista Flávio Dino (PCdoB), principal adversário da sua filha, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), na corrida eleitoral do próximo ano.

A indicação de Segóvia na troca da chefia da PF é controversa. De acordo com a jornalista Andrea Sadi, do G1, Sarney teria feito lobby junto ao presidente Michel Temer (PMDB) para Segóvia assumir o comando da instituição.

Segóvia é aliado antigo do grupo Sarney. Ele foi superintendente da PF no Maranhão durante o governo Roseana. Com aliados no comando geral da PF, Sarney pode articular mudanças nos rumos das investigações da Lava Jato.

A “Operação Pegadores”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16), é na verdade um desdobramento da Operação Sermão ao Peixes, que apura supostas fraudes no sistema estadual de saúde iniciadas em 2012.

O secretário de Saúde da época, Ricardo Murad (PRP), cunhado de Roseana Sarney, ficou de fora desta etapa da operação. Murad foi citado pela PF como líder da organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 1,2 bilhão da saúde estadual.

Será que a PF será usada politicamente para perseguir adversários da oligarquia Sarney, que luta para retomar o controle dos cofres do Estado?

Gilberto Lima
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Caso Sirotsky: Após 3 meses, polícia reconstitui atropelamento que matou jovem em Jurerê


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Primeiro transplante de cabeça está mais perto após experimento bem-sucedido em cadáver


Os resultados de um transplante de cabeça realizado em um cadáver humano indicam que a operação em seres humanos vivos pode ser possível, segundo declaração do cirurgião italiano que pretende ser o primeiro médico a realizar o feito na história.

O primeiro transplante de cabeça humana do mundo foi realizado com sucesso em um cadáver na China, sugerindo a possibilidade do procedimento ser realizado em uma pessoa viva, disse o médico italiano Sergio Canavero durante uma coletiva de imprensa em Viena nesta sexta-feira, de acordo com The Telegraph.

O transplante foi realizado por uma equipe liderada pelo Dr. Xiaoping Ren, na Universidade Médica de Harbin, em uma operação que durou 18 horas. Durante a operação, foi possível conectar a coluna vertebral, os nervos e os vasos sanguíneos. Canavero prometeu uma operação em um ser humano vivo em breve.

De acordo com o jornal, Canavero não forneceu nenhuma prova concreta de suas declarações, mas prometeu que um "artigo será divulgado em alguns dias".

"Todos disseram que era impossível. Mas a cirurgia foi bem-sucedida", acrescentou o cirurgião.

O especialista em computação russo, Valery Spiridonov, de 31 anos, que sofre de uma doença degenerativa incurável, se voluntariou para ser o primeiro paciente de Canavero.

Canavero planeja realizar a primeira operação de transplante de cabeça do mundo em dezembro, embora a data exata e o local ainda não tenham sido determinados.

No Spunik
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Globo vai se ferrar é no exterior


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Propina no futebol rende bilhões à Globo


O suposto esquema de pagamento de propina feito pela Globo a dirigentes do futebol para conseguir direitos de transmissão de jogos se revelou um negócio de altíssimo lucro para o grupo de mídia da família Marinho.

Conforme relata Bárbara Sacchitiello, em reportagem do portal Meio e Mensagem, só na temporada de 2018 de futebol, a Globo lançou pacotes comerciais aos patrocinadores que podem render receitas de R$ 2,460 bilhões.

A emissora criou um pacote comercial para as transmissões nacionais e internacionais e outro exclusivamente para a Copa do Mundo da Rússia. O pacote de Futebol 2018 – que engloba o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa Libertadores da América, Campeonatos Estaduais, Copa-Sulamericana e Amistosos da Seleção Brasileira – contém seis cotas de patrocínio, com valor de tabela de R$ 230 milhões cada. Têm prioridade os atuais patrocinadores do futebol da Globo: Banco Itaú, Ambev (Brahma), Chevrolet, Johnson & Johnson, Ricardo Eletro e Vivo.

Já para a Copa da Rússia, o plano comercial da Globo também contempla seis cotas de patrocínio, com valor de tabela de R$ 180 milhões cada.

Conforme delatou o empresário Alejandro Burzaco, a Globo é acusada de participar de um esquema de pagamento de propina de R$ 50 milhões para garantir direitos de exclusividade nas Copas do Mundo de 2026 e 2030.

Em seu depoimento, em que a Globo é citada 14 vezes, Burzaco detalha propinas pagas a José Maria Marin e Marco Polo del Nero, o ex e o atual presidente da CBF. Só na Copa América de 2015, o equivalente a R$ 10 milhões teria sido pago à dupla e a Ricardo Teixeira, que os antecedeu no cargo.

Leia a íntegra do depoimento de Aljandro Burzaco, obtido com exclusividade pelo 247.
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Lula ao ‘Nocaute’: MP invade minha casa mas não investiga a Globo?


Reproduzo o vídeo, ao final do post, e a transcrição da primeira parte da entrevista feita ontem com Lula  e veiculada hoje por Fernando Morais em seu blog Nocaute. Imperdível.

Fernando Morais: Boa tarde, presidente Lula. É uma alegria estar aqui com o senhor. O presidente Lula nos deu a honra de ser o primeiro entrevistado aqui do estúdio, o nosso modesto estúdio do Nocaute. Vamos conversar um pouco sobre ele e sobre o Brasil. Antes, porém, eu queria que ele fizesse a gentileza de grudar ali do lado do Cassius Clay a nossa plaquinha.

Lula: Está inaugurado. Um pouco torto, mas está inaugurado.

Presidente, primeiro eu queria começar com as coisas mais suaves: caravana. O senhor tinha feito antes uma caravana para o Nordeste, mais demorada, que eu não pude ir. Mas eu fui na segunda, a de Minas Gerais e eu fiquei muito bem impressionado. Eu queria saber a sua impressão. Qual é o saldo que fica para o senhor dessas duas caravanas, que vão continuar semana que vem.

Primeiro eu pensei que você ia começar no dia dezesseis de novembro me perguntando da vitória do Corinthians ontem. Porque ontem o Corinthians antecipadamente se tornou pela sétima vez consecutiva campeão brasileiro, que não é pouca coisa. E como no Brasil nós temos duas coisas: um partido político é o PT e o resto é antipetista. E no futebol você tem o time de futebol que é o Corinthians, o resto é anticorintiano. Então, eu só posso estar feliz porque eu trabalho com muito palmeirense.

Você assustou na hora que o Fluminense fez o gol?

Me assustei. Te confesso que me assustei. Pensei: não é possível que vai dar urucubaca. Mas depois a gente mostrou que a gente estava em primeiro lugar porque o time tinha estabilidade emocional, tinha autocontrole. Porque o nosso time não é dos melhores. O Corinthians já teve time melhor, mas na draga que está o futebol brasileiro, o Corinthians mereceu esse título. Vamos pensar agora no terceiro título mundial.

Beleza! Deus te ouça.

A caravana.

A caravana. Primeiro a do Nordeste.

Fernando, a caravana teve como objetivo. Eu tinha duas coisas na cabeça quando pensei a caravana. Primeiro, fazer um reencontro com o Brasil. O Brasil é muito grande, muito heterogêneo, é uma diversidade cultural, econômica e social muito grande. E eu tinha noção do que nós tínhamos feito no período que governamos o Brasil e queria ver, nesse momento de desmonte do Brasil, o que estava acontecendo com os setores da sociedade que tinham sido os setores mais beneficiados com os programas de inclusão social.

Então, resolvi fazer esse reencontro com o Brasil e uma tentativa de fazer com que o PT recuperasse a sua imagem diante da sociedade brasileira, porque os meninos do Ministério Público resolveram criar a ideia de criminalizar o PT. A ponto de tentarem dizer que o PT é uma organização criminosa. Era preciso recuperar a moral da tropa, recuperar o PT, fazer o PT ir pra rua. E mostrar para o PT que ninguém vai defender o PT, a não ser o próprio PT. Ou seja, ou o PT se conscientiza que a acusação que se faz ao PT na perspectiva de criminalizá-lo e tirá-lo da legalidade política, como já fizeram com o Partido Comunista no auge do PC no Brasil, inventaram essa mentira do Power Point para tentar no fundo acabar com essa coisa que começou a ser conhecida pela sociedade que são as políticas de inclusão social. Fazer com que as pessoas possam subir um degrau na escala social. Que as pessoas possam comer melhor, trabalhar melhor, ganhar melhor. Sabe? Que as pessoas possam conquistar a cidadania. Então, era esse o objetivo. E o sucesso foi extraordinário.

A do Nordeste, eu sou suspeito porque eu sou nordestino, então o pessoal fala que eu gosto muito do nordeste e o nordeste gosta muito de mim. Eu tenho orgulho de ser nordestino e tentei fazer para o Nordeste, não uma política de privilégio, tentei fazer com que aquela distorção que vinha existindo desde que D. João VI chegou ao Brasil e foi para o Rio de Janeiro. Porque até então, Pernambuco era o estado rico do Brasil e começou a fazer com que os investimentos saíssem do Nordeste e viessem para o Sul e para o Sudeste. Nós queríamos fazer que o Nordeste tivesse um pouco mais de ajuda do estado brasileiro para que o Brasil se tornasse mais igual, mais equânime. Para que o desenvolvimento ficasse espraiado por todo o território nacional e não apenas no eixo Rio-São Paulo-Minas Gerais. E isto eu fiz com muito gosto. Tanto no campo da saúde, da educação, da ciência e tecnologia e no campo da geração de oportunidade. Então, foi extraordinária essa caravana. Eu acho que o resultado foi extraordinário.

Aí eu queria fazer uma no Sudeste. Eu resolvi fazer numa região que eu tenho verdadeira paixão que é aquela parte mais empobrecida da região, não que seja pobre, mas um pouco mais empobrecida de Minas Gerais que é o Vale do Jequitinhonha. Eu tenho uma admiração pela capacidade cultural daquele povo. Mesmo vivendo em adversidade social é um povo muito criativo. Resolvi estar perto e para mim foi uma surpresa agradável, foi uma emoção o companheirismo, a presença das pessoas. Terminei Minas Gerais, eu agora vou fazer uma outra pelo Espírito Santo e pelo Rio de Janeiro e deixar para depois do carnaval fazer os estados do Sudeste e do Sul, começar pelos estados do Sul. E depois fazer a caravana do Norte, a caravana do centro-oeste. Aí eu termino e vamos ver o que vai acontecer no Brasil.

O que eu espero em 2018 é que a gente tenha eleições livres e democráticas. E que vença quem tiver mais votos.

Dez entre dez brasileiros gostariam de saber o que é que o senhor acha que vai acontecer em 2018 no Brasil.

Primeiro um desejo pessoal: eu espero que o povo brasileiro esteja melhor, que tenha diminuído o número de pobres e aumentado o número de emprego, que as pessoas estejam comendo melhor, morando melhor e tendo mais expectativa de vida. E que a gente tenha eleições livres e democráticas. O que eu espero é que o jogo democrático no país que foi truncado durante tanto tempo na história do Brasil da forma mais vergonhosa possível, com uma mentira inventada de uma pedalada, desrespeitando 54 milhões de seres humanos que foram votar na Dilma. Fora aqueles que foram votar no Aécio e que, portanto, queriam democracia. Desrespeitaram mais de 100 milhões de votos para fazer com que uma pessoa que tenha assumido o cargo de deputado, sub judice, porque nem isso ele tinha eleito, assumisse a Presidência da República, para prestar serviço ao mercado e tentar desmontar toda a estrutura de desenvolvimento que o Brasil conseguiu construir ao longo de tantos anos. Espero que a gente chegue nas eleições, não importa quantos candidatos tenha, o importante é que as eleições sejam democráticas e que vença o que tiver mais votos e que respeitem o resultado das eleições como eu respeitei em 89, 94 e 98.

Então eu acho que eleição é feita para isso. Você fala a verdade, você conta mentira, faz o que você quiser, mas o importante é que tem o dia D que é o dia de abrir as urnas. Ali tem o resultado, o resultado tem que ser acatado e governo quem ganhou as eleições. Isso é consolidar a democracia no Brasil.

O senhor tem expectativa de que vão permitir que o senhor disputa as eleições?

Eu nem discuto isso. Porque se eu ficar discutindo: será que eles vão deixar, será que eu posso? Aí eu estou fazendo o jogo deles. Eu sei o que eles querem e eu sei o que eu quero. Eles não querem que eu seja candidato. Então, não tem nada melhor do que perguntar para o povo. O povo pode me condenar, ou o povo pode me eleger de novo presidente da República desse país. Eu só quero livremente provar a minha inocência, aliás eu já provei a minha inocência em cada processo. Eles que têm que encontrar provas de que eu sou culpado. E tentar tocar a vida e cuidar desse povo. Porque esse povo está precisando de cuidado. Esse povo não está precisando ser governado, esse povo está precisando de cuidado. E cuidado significa você cuidar da saúde, da educação, da segurança, da creche, universidade. Significa você cuidar do investimento em Ciência e Tecnologia, cuidar do emprego, cuidar das pessoas que ganham menos. Significa você respeitar o exercício da democracia e ao invés de tomar decisões palacianas com meio dúzia de pessoas. Voltar a fazer as conferências nacionais que eu fazia, voltar a fazer as políticas públicas que a sociedade quer que sejam implantadas. Fazer com que o Brasil seja respeitado na África, na Ásia, nos Estados Unidos. Porque respeito é bom. Eu gosto de receber e gosto de dar também. É isso que eu quero que aconteça no Brasil. E é por isso que eu tenho a firme convicção e muita vontade de concorrer nas eleições na expectativa de que o que nós fizemos é o passaporte para que esse povo nos dê mais uma autorização de uma viagem de 4 anos governando esse país. 

Eu trabalho com a convicção e a certeza de que serei candidato a Presidente da República no ano que vem

Agora presidente, a perspectiva, a possibilidade de que a Justiça impeça o senhor de ser candidato já está permitindo muita gente, sorrateiramente, de querer tomar o seu legado de voto, de apoio popular. Como que o senhor vê essa mobilização? Porque a esquerda vai ter que ter candidato. Se não for o senhor, o que vai acontecer?

O povo não pode ser visto, tratado e pensado como gado, rebanho, que alguém é dono, que pode dizer “Vai pra lá, vai pra cá”. Não. Obviamente que, se eu puder ter influência num eleitor para votar em mim, eu vou ter. Se eu não for ser candidato, eu faria o que eu fiz a vida inteira: ser cabo eleitoral daquela pessoa que eu achar mais justo para concorrer. Eu trabalho com a seguinte ideia. Primeiro eu trabalho com a convicção e a certeza de que eu vou ser candidato à presidência da República. Se eu for candidato, eu tenho muita, mas muita certeza que as possibilidades de ganhar são enormes e eu confio muito que o povo vai compreender o que nós fizemos nesse país e o que ele pode esperar, porque vamos dizer às claras o que nós queremos fazer no Brasil. E esse país tem que voltar a crescer, o povo tem que voltar a ser feliz, o povo tem que acreditar no futuro, o povo tem que ter esperança. E o povo brasileiro sabe de uma coisa.

Se tem uma coisa que eu aprendi a fazer com o próprio povo foi a cuidar dele com carinho, a saber quem mais precisa, saber para quem o Estado tem que governar. Obviamente o Estado tem que ser de todos. Mas dentre esse “todos” você tem aqueles que precisam mais do que o outro. Você vai dar água para quem tem sede. Quem tem fartura de água vai ter que emprestar um pouco para quem tem sede. Você vai dar mais comida para quem tem fome. Quem tem muita comida vai ter que dar um pouco. É assim que a gente vai construir um mundo mais solidário, uma sociedade mais humanista. Um povo com uma concepção de solidariedade maior. Eu sonho.

Agora, o que está acontecendo? Eu acho que quem está numa encalacrado não sou eu. Eu acho que há uma perspectiva e uma tentativa de julgar os 12 anos do PT no governo. E para fazer esse julgamento eles construíram uma mentira monstruosa. Construíram uma mentira, criando a ideia e apresentando em rede nacional de que o PT era uma organização criminosa, de que o PT nasceu para ser uma quadrilha, que o PT pensou em ganhar para poder roubar. E que quando eu ganhei, montei para roubar.

Eles querem julgar porque eu indiquei, porque eu não escolhi você para ser secretário de comunicação, porque eu escolhi o Franklin Martins, porque que eu indiquei não sei quem. Como se alguma pessoa soubesse anteriormente que um cidadão vai roubar. Ninguém tem escrito na testa que é ladrão. Às vezes as pessoas mesmo sendo ladras elas parecem as mais honestas do planeta.

Eu estou sendo acusado de uma série de bobagens. Eu fico até irritado com os depoimentos porque são de uma cretinice sem tamanho. E como esse processo, tem coisas sérias nele. É importante aproveitar o Nocaute para dizer que eu não sou contra a Lava Jato, de combate à corrupção. Tem coisa muito importante. O povo brasileiro fica feliz de saber que rico está indo para a cadeia, de saber que, se o político roubou, vai para a cadeia. Porque antes só ia para a cadeia o cara que roubava um Melhoral na farmácia, o cara que roubava um pão, uma galinha. Esse coitado vai preso e passa 3 anos na cadeia e tem que ter um advogado que faça assistência pra ele. Então isso é importante. Mas é importante separar o joio do trigo. Todo processo, para rico e para pobre, ele tem que ter um determinado critério. As pessoas têm que ter direito à defesa. As pessoas não podem ser acusadas e condenadas pelos meios de comunicação. Porque no caso do PT, eu já apresentei todas as minhas defesas, todas as provas da minha inocência e eles até agora não apresentaram uma única prova de culpa.

Aliás, o promotor que é o chefe do PowerPoint nunca apareceu em nenhuma audiência. As audiências não são levadas em conta. Só para você ter ideia, essa audiência agora, no caso da Zelotes que fala dos caças, nada menos do que Dilma Rousseff foi testemunha, Nelson Jobim, que foi ministro da Defesa, companheiro Celso Amorim, foi ministro da Defesa também, o brigadeiro Saito e os militares responsáveis pela escolha técnica. Então eu não sei em que momento de loucura alguém imaginou: “Bom, o Lula teve influência na escolha dos caças”. E por aí vai.

Eu fui prestar depoimento sobre o estádio do Corinthians. Eles não leem jornal e só aqueles que eles querem ler, e não sabem que eu defendia que a Copa do Mundo fosse realizada no Morumbi. Que eu levei no Morumbi o Serra, o Kassab, o Alckmin, a Confederação Brasileira, que era para todo mundo ver: temos um estádio pronto, vamos fazer.

Eu defendia que São Paulo, como era o estado mais importante da federação, o mais rico, o que tem o melhor futebol, não poderia ficar de fora da abertura da Copa do Mundo. Era até uma coisa engraçada porque o Sergio Cabral falava: “Eu quero que o encerramento da Copa do Mundo seja no Rio de Janeiro”. E eu falava: “Sergio, o encerramento você não sabe se o Brasil vai estar. Na abertura você sabe, então é melhor você querer fazer a abertura no Maracanã”. O que aconteceu é que o Brasil nem jogou no Maracanã.

Essa acusação de corrupção praticada pela Globo, eu nem sei se é verdade. Mas alguém tem que investigar.

Então é por isso que eu tenho consciência de que eu vou ser candidato. Eu acho que em algum momento as coisas vão clarear. Acho que em algum momento as pessoas vão perceber alguma coisa errada nessa coisa contra o PT. E eu digo para todo mundo: se no PT tiver alguém culpado, se no PT tiver alguém que roubou, essa pessoa tem que pagar. Mas essa pessoa tem que ter um julgamento certo. Isso vale para mim, para você, para qualquer um. Ninguém está acima da lei. Eu quero que todo mundo seja tratado em igualdade de condições, sem mentira.

Eu não quero falar mal de ninguém aqui, acho que todo mundo é inocente até que prove o contrário. Mas eu não sei se o Jornal Nacional vai dar o mesmo destaque que deu a mim durante 30 horas, desde que começou a operação Lava Jato, à acusação desse empresário argentino que diz da corrupção praticada pela Globo. Eu nem sei se é verdade. Eu defendo que a Globo tenha direito de defesa, que seja apurado corretamente, e ela será inocente até que prove o contrário. Mas alguém tem que investigar. O que eu acho estranho é que o Ministério Público até agora, o mesmo MP que invadiu o Instituto Lula, que invadiu a minha vida, até agora não falou nem fez nada. Espero que faça para a gente descobrir se é verdade que teve influência de um canal de televisão que deteve o monopólio seja na Copa das Confederações, seja na Copa do Mundo, seja no Sul-Americano, seja na Copa Brasil. O que é importante é que o futebol é uma paixão nacional e eu acho que está na hora dos jogos serem transmitidos ao vivo em todos os canais para todo mundo que possa ver e não só para quem possa pagar uma TV a cabo.

Sinceramente, eu poderia estar mais nervoso, mas estou tranquilo. Estou tranquilo porque tenho consciência do que eles querem, do que eu fiz, do que eu posso fazer por esse país, e quero jogar. E, com todo respeito aos demais candidatos, não sou contra ninguém que seja de direta, de centro, extrema direita, extrema esquerda, tem espaço para todo mundo, e o povo será o nosso juiz.







Fernando Brito
No Tijolaço
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Lula continua ganhando de todos, aponta última rodada da pesquisa CUT/Vox Populi

Admirado por 64% dos brasileiros, Lula é o favorito para 2018. Tucanos são campeões em rejeição: 72% não votariam em Doria e Alckmin.


Se a eleição presidencial de 2018 fosse hoje, o ex-presidente Lula, admirado por 64% dos brasileiros, ganharia no primeiro turno, aponta nova pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 27 e 30 de outubro.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o petista tem 42% das intenções de voto contra 16% do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).


A diferença das intenções de voto entre Lula e os demais candidatos é maior ainda. A ex-senadora Marina Silva (Rede), vem em terceiro lugar, com 7%. Em quarto está o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com 5%, seguido pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE), com 4%. 

Empatados, com apenas 1% cada, estão o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) e a ex-deputada Luciana Genro (PSOL-RS).    

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), o provável candidato do PV Eduardo Jorge (SP) e presidente Michel Temer (PMDB-SP) não pontuaram. Têm zero de intenção de voto.

Nesse cenário, brancos e nulos somam 15%. Não sabem ou não responderam 8% dos entrevistados.

Na simulação que acrescentou o nome do apresentador Luciano Huck, há uma pequena variação dentro da margem de erro da pesquisa estimulada. Lula aparece com 41% das intenções de votos contra 2% de Huck.

Os outros candidatos mantiveram o mesmo percentual. E o índice dos que não sabem ou não responderam é de 7%. 

Na simulada com Alckmin, que não sai dos 5% das intenções de votos, Lula mantém os 42%, Bolsonaro vai para 17% e Marina para 8%. Ninguém, brancos e nulos, 16%; e não sabem ou não responderam 8%

Já na simulação contra o prefeito de São Paulo, João Doria  (PSDB-SP), que foi citado por apenas 3% dos entrevistados, Lula sobe para 43% - Marina continua com 8% e Ciro, com 5%. Ninguém, branco e nulo vai para 17% e, não sabem ou não responderam 7%.

Intenção espontânea de voto

A intenção de votos espontânea em Lula é o dobro da soma dos demais candidatos, levando-se em consideração Bolsonaro - o candidato do mercado, segundo a Folha - e ainda uma disputa que tenha no páreo os dois tucanos que brigam para ser candidato de partido, Alckmin e Doria.

Nesse cenário, Lula está em primeiro lugar, com 35% das intenções de votos; Bolsonaro em segundo, com 10%; Marina, em terceiro, com 2%. Alckmin, Doria e Ciro empatam, com apenas 1% dos votos cada. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), zerou novamente.

6% dos entrevistados disseram que vão votar em outros candidatos, 18% vão de ninguém a branco e nulo; e, 26% não sabem ou não responderam.


2º turno

O levantamento mostra que Lula também ganharia de todos os candidatos nas disputas de segundo turno contra Bolsonaro, Alckmin, Doria, Marina e Huck.


Se o candidato for Doria, Lula atinge 51% das intenções de voto contra 14% do prefeito de São Paulo. O percentual de brancos e nulos é de 26% e os que não sabem ou não responderam 9%.


Nos cenários contra Alckmin ou Huck o governador e o apresentador teriam 14% dos votos cada. Lula teria 50% em ambos os cenários.


Se o candidato for Huck, os brancos e nulos sobem para 28% e não sabem ou não responderam cai para 8%. Se for Alckmin, os brancos e nulos atingem 27% e não sabem ou não responderam 9%.


No cenário com Bolsonaro, Lula teria 49% contra 21% do deputado do PSC. Outros 23% seriam votos brancos e nulos e, 8%, não sabem ou não responderam.


No cenário em que a candidata é Marina, Lula tem 48% e a candidata da Rede 16%. Brancos e nulos sobem para 27% e não sabem ou não responderam 8%.

Tucanos são campeões em rejeição 


Os tucanos Alckmin e Doria empataram no índice de rejeição, com 72% dos entrevistados afirmando que não votariam neles com certeza. Outros 14% dizem que poderiam votar no Alckmin e 16% em Doria. O percentual dos que dizem que votariam com certeza foi de 6% em Alckmin e 3% em Doria.

O segundo mais rejeitado é Ciro Gomes: 71% não votariam de jeito nenhum nele, 14% poderiam votar e 5% votariam com certeza. Luciano Huck vem em seguida, com rejeição de 66% (não votariam nele), 21% poderiam votar e 5% votariam com certeza.

Em rejeição, Marina Silva aparece tecnicamente empatada com Huck. 65% dizem que não votariam na possível candidata da Rede, 19% poderiam votar e 8% votariam com certeza.

Jair Bolsonaro tem 60% de rejeição. Outros 14% poderiam votar nele e 16% votariam com certeza.

Com o menor índice aparece Lula. 39% dos entrevistados afirmam que não votariam no ex-presidente contra 15% que poderiam votar e 41% que votariam com certeza.



A nova rodada da pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada em 118 municípios. Foram entrevistados 2000 brasileiros com mais de 16 anos de idade, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, em todos os segmentos sociais e econômicos.

A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.




No CUT
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Fiat Lux, Iudex Fux, Fiat Lux

http://www.maurosantayana.com/2017/11/fiat-lux-iudex-fux-fiat-lux.html


Destinado a ocupar a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral de fevereiro a agosto do ano que vem, o Ministro Luiz Fux, do STF, se indagou, a respeito da eventual candidatura de Lula, em recente entrevista à jornalista Monica Bergamo:

"Pode um candidato denunciado concorrer, ser eleito, à luz dos valores republicanos, do princípio da moralidade das eleições, previstos na Constituição? Eu não estou concluindo. Mas são perguntas que vão se colocar"...

A resposta seria sim, claro que pode, como já ocorreu com centenas de candidatos no passado.

Caso contrário, a justiça estaria admitindo que bastaria que uma mera denúncia - eventualmente anônima - de um desafeto, viesse a ser acatada, para que se interrompesse, se inviabilizasse, em pleno pleito, ou antes dele, a carreira política de qualquer pessoa.

Mesmo se provocadas pela pergunta, as divagações do Ministro Fux parecem sinalizar que a Justiça brasileira, ou ao menos parte dela, está disposta a correr o risco de atravessar um perigoso, temerário, Rubicão, e interferir não apenas no processo político mas no próprio rumo da História, mesmo que venha, com isso, a entregar o país ao fascismo nas eleições de 2018.

Se condenar Lula em segunda instância, por um crime que não cometeu - e, no limite do entendimento surreal do Juiz Sérgio Moro e do Ministério Público da Operação Lava Jato, ao menos não chegou a concluir - seguindo o mesmo raciocínio frouxo e esdrúxulo - que será visto aos olhos do mundo como um golpe branco, tão injusto e absurdo como o que derrubou Dilma em 2016 - a Justiça teria de, no mínimo, investigar e eventualmente condenar e igualmente impedir a candidatura do pré-candidato que se encontra em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, por ter recebido e depois estornado às contas bancárias do partido, substituindo-o por recursos do fundo partidário, dinheiro da JBS.

Mas não parece ser esse o caminho que está disposta a percorrer, por estas plagas, a velha dama da espada e da balança.

Para não deixar dúvidas sobre que ovelha estava tosquiando, na mesma entrevista, depois de afirmar que o STF não deve fazer pesquisa de opinião pública para tomar suas decisões e que ele mesmo não pode julgar uma pessoa apenas ouvindo a sociedade, contraditoriamente o Ministro Luiz Fux fez questão de frisar - quem avisa amigo é - que o descrédito no Judiciário, derivado de uma eventual mudança de posição da Suprema Corte neste momento, a respeito da possibilidade de prisão a partir de condenação em segunda instância - tema também diretamente ligado ao futuro do próprio Lula - poderia levar o “povo” a “fazer justiça pelas próprias mãos”.

Pegando o fio da meada, ou melhor, da bola que o Ministro Fux inocentemente colocou em campo, como se não quisesse antecipar, embora já antecipando, o resultado da jogada, não seria o caso de se lembrar outras perguntas, começando pela mais óbvia, sobre o que ele tem a dizer sobre a diferença entre denunciados e condenados com trânsito em julgado?

Ou de perguntar a que “povo” Sua Excelência se referiu na entrevista?

Afinal, não se pode confundir os ataques obscenos de grupelhos inspirados por um senso aparentemente comum e distorcido, que nada tem a ver com o bom senso, com a opinião dominante em nosso país.

Até porque 70 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet, e a maioria dos cidadãos não dispõe de tempo para ficar destilando ódio na “rede”. Há quem precise levantar-se cedo e trabalhar para cuidar dos filhos e pagar tributos, sim, no mínimo os que estão embutidos na eletricidade, na água, no arroz, no feijão e na farinha do pão que ganha com o suor do rosto.

Como qualquer energúmeno que se assume de certa “classe média” conservadora, entreguista, viralatista, gosta de propalar, em maiúsculas, nas seções de comentários da internet, afirmando que só eles pagam impostos e obedecem à legislação, se auto-intitulando, enquanto isso, ainda por cima, cinicamente, “homens de bem”.

Ou será que o Ministro Fux estaria se referindo ao "povo" - de seletiva indignação - que o ódio a determinado partido político levou às ruas, vestido de verde e amarelo, com patos de borracha e babás de uniforme, para derrubar Dilma, e que, apesar da sucessão de escândalos que se seguiram, nunca mais voltou?

Por outro lado, também se poderia perguntar a Sua Excelência se ele já percebeu que, no Brasil, de juristas à população de baixa renda, passando por empresários, policiais, procuradores, nem todo mundo apóia ou professa o rasteiro punitivismo savanarolista lavajatiano e o denuncismo deletério e destrutivo que se impôs e transformou em regra no país, em detrimento do Estado de Direito, da engenharia, da economia, dos empregos, da estratégia de longo prazo e dos perenes interesses nacionais, ou ao menos um terço da população não estaria disposta, segundo a maioria das pesquisas de opinião, a expressar o seu inconformismo com o que está ocorrendo votando em Lula, apesar do permanente e implacável massacre movido contra o ex-presidente nos tribunais, na mídia e nas redes sociais.

Não se trata, aqui, caro Ministro, de atacar ou defender o PT.

Mas de evitar, pelo bem desta maltratada República que aniversaria hoje, que a justiça, caso impeça a candidatura Lula por um crime difuso, inconcluso, condicional e polêmico, venha a interferir no processo político e eleitoral brasileiro e a apunhalar a Democracia, mudando, na caneta, o rumo da história, entregando o país ao fascismo no final do ano que vem.

Até porque caso desistir da compra de um apartamento fosse crime, devolver dinheiro de doação de campanha oriundo de empresa investigada pela justiça, como já dissemos, depois que ele já estava na conta, também o seria.

Afinal, o que cabe, o que vem ao caso, segundo a absurda e consagrada jurisprudência da República de Curitiba, não é a prova, o cometimento, o crime, mas a suposta - na mente de quem acusa - intenção do investigado.

É claro que, rezam antigas máximas latinas, ne procedat iudex ex officio; nemo debet - mesmo que indiretamente - esse iudex in própria causa.

Tendo, segundo ele mesmo, praticamente implorado apoio ao ex-ministro José Dirceu, ao deputado petista Cândido Vacarezza, e até, por carta, ao Presidente do MST, João Pedro Stédile - entre outros luminares da legenda - para ser indicado para o cargo que ocupa, ninguém esperava que o Ministro Luiz Fux fosse pagar ao PT pelo favor recebido.

Mas que ao menos se declarasse impedido, moralmente e por uma questão de princípios, de julgar - e evitasse, por pudor, opinar, ainda mais antecipadamente, a respeito de - processos que envolvessem tal partido e seu principal líder.

Ao menos pela razão de que a necessidade de provar o tempo todo que não está beneficiando seus benfeitores - tendo quase sempre obrigatoriamente que puni-los - poderia eventualmente afetar-lhe a isenção ou embotar-lhe o julgamento.

A justiça brasileira, com o STF à frente, precisa afastar-se da ambigüidade, das meias verdades, das meias palavras e das pressões circunstanciais, apesar das chantagens, parar de decidir “contra legem” e voltar a adotar a luz da Constituição e a percorrer os estreitos, e muitas vezes penosos, caminhos da Lei, usando-a como bússola e farol para guiá-la na noite tenebrosa de uma nação enlouquecida, nos últimos quatro anos, pela hipocrisia, a ignorância, o preconceito e s ira, sob pena de abrir para o país, Senhor Ministro, os portais do caos, da violência, do obscurantismo, do autoritarismo.

Fiat Lux na justiça brasileira e que Deus ilumine também a mente e o espírito de Vossa Excelência e de seus pares, porque o país está mergulhado em trevas e anseia por um mínimo de decência, de responsabilidade, de equilíbrio e de razão.

Fiat lux, Iudex Fux, Fiat lux.
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"A coalizão oposicionista faleceu": declaram deputados em debandada na Venezuela

Deputado Richard Blanco
Rica em violência mas empobrecendo em votos, a oposição que sofreu duas derrotas este ano com a Constituinte em setembro e para governadores em outubro, aprofunda o processo de fracionamento.

O partido de oposição "Alianza Bravo Pueblo" (ABP) utilizou seu líder, deputado Richard Blanco, para informar que a coalizão acabou: "A MUD ( Mesa de Unidade Democrática) faleceu e digo isto com tristeza, não se reúne há 8 meses". A ABP informou ainda que se aliou ao partido "Vente" da ex-deputada Ana Corina Machado para formar uma nova "facção política" denominada de "16 de Julho", e que não está disposta a dialogar com outros opositores.

O anuncio corrobora com ocorrido semana passada quando dois outros deputado, Jose Gregorio e Romer Gusamana, anunciaram a saída da coalizão devido "intrigas e brigas internas e cobrando uma reengenharia". Logo depois de perder eleição no estado que governava, Henrique Capriles do "Primera Justicia", anunciou a saída da MUD por não aceitar que outro partido(Acción Democratica) de oposição, ao ganhar 4 governadores concordasse dar posse na Assembleia Constituinte, que anteriormente a oposição não reconhecia.

Em retalhos, a oposição voltou neste 16 de novembro a mesa de negociações com o governo em San Domingos sobre coordenação do presidente da Repúlblica Dominicana Danilo Medina e o ex-presidente espanhol Rodriguez Zapatero. Nicolás Maduro ao se beneficiar do enfraquecimento do MUD declarou: "Creio com esforço que em um ano podemos chegar a acordos integrais ou parciais que garantam a paz na Venezuela, estes diálogos com a oposição não são fáceis pois eles estão muito divididos, mas assumo a negociação com paciência".

No próximo ano já é a eleição presidencial, e Maduro estrategicamente levou a oposição que antes garantia derrubar o governo, a um processo de desgaste e vinculação com terrorismo urbano que só lhe beneficia em conseguir um novo mandato.

Túlio Ribeiro
No Cafezinho
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Como a Globo conseguiu renovar a concessão apesar de dever ao Fisco


Esta matéria faz parte da série do DCM sobre a sonegação da Globo, financiada através de crowdfunding. 

Ela saiu em 2014 e está sendo republicada à luz do envolvimento do grupo no escândalo das propinas da FIFA. 

Em 2007, ano em que o processo de sonegação da Globo foi subtraído da Delegacia da Receita Federal em Ipanema, Rio de Janeiro, a emissora teve as cinco principais concessões do grupo vencidas – São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Brasília e Distrito Federal.

A Globo tinha sido autuada por crime contra a ordem tributária, por deixar de recolher o imposto de renda relativo à compra do direito de transmissão da Copa do Mundo de 2002. Seu débito, incluindo juros e multa, era à época de 615 milhões de reais.

Apesar de devedora, a TV Globo teve as cinco concessões renovadas por um período de quinze anos (até 2022), conforme os processos 53000.020701/2007 (São Paulo), 53000.020700/2007 (Rio de Janeiro), 53000.020703 (Recife), 53000.020702/2007 (Brasília) e 53000.020704/2007 (Belo Horizonte).

As informações constam do requerimento de informações apresentado pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP) no dia 11 de novembro do ano passado, quatro meses depois que os primeiros documentos sobre a sonegação da Globo vazaram através do site O Cafezinho.

A deputada fez três perguntas:

– Como foi possível a renovação de concessões à Globo Comunicação e Participação S.A. “se a empresa não cumpria a exigência legal de regularidade perante o fisco federal?

– A empresa apresentou certidão negativa de débito relativa aos tributos federais e à dívida ativa da união?

– O Ministério das Comunicações está acompanhando a situação fiscal da Globopar? (na terceira pergunta, a deputada faz outro questionamento, talvez o mais importante – “existe a possibilidade de cancelamento das outorgas de radiodifusão destinadas à empresa frente ao claro descumprimento, pela entidade, da legislação relativa à renovação de outorgas?”).

No dia 21 de novembro, a Mesa da Câmara aprovou por unanimidade o requerimento de informações.

No dia 12 de dezembro, o requerimento seguiu para o Ministério das Comunicações e no dia 23 a resposta foi encaminhada à Primeira Secretaria da Câmara dos Deputados.

O gabinete da deputada federal estava com esse ofício desde o dia 6 de janeiro de 2014, mas não deu publicidade ao documento nem tomou nenhuma providência para aprofundar as informações ali contidas – a principal delas é que, apesar da dívida com o Fisco, a Globo teria apresentado a certidão negativa de débito perante a Receita Federal.

No dia 20 de novembro, quando soube da existência do requerimento, entrei em contato com o gabinete da deputada Luiza Erundina, em Brasília, e falei com o chefe de gabinete, Marcos Mateus, a quem pedi uma cópia da resposta do Ministério das Comunicações.

Mateus disse que estava com uma cópia do documento sobre sua mesa, mas pediu para falar com a deputada antes de liberar a cópia. Segundo ele, Erundina estava convalescendo e ele pediu quinze dias para me dar a resposta. Enviei um e-mail, para formalizar a solicitação, mas a mensagem nunca foi respondida.

Quinze dias depois, conforme o combinado, eu entrei novamente em contato com o chefe de gabinete Marcos Mateus. E a resposta foi surpreendente para mim.

— Não é procedimento do gabinete dar publicidade a esse tipo de documento. Você deve buscar em outra fonte.

Argumentei que a atitude era estranha, principalmente porque a deputada é presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.

Perguntei: por que um deputado faz um requerimento de informação se a resposta acaba sendo engavetada?

Silêncio foi a resposta do chefe de gabinete da deputada (que, depois de apresentar o requerimento de informações sobre a sonegação da Globo, acabou assumindo a função de coordenadora da campanha a presidente de Marina Silva).


Com base na Lei de Acesso à Informação, entrei em contato com o arquivo da Câmara dos Deputados, onde o ofício original do ministro da Comunicação, Paulo Bernardo, se encontra atualmente. Preenchi um formulário pela internet e, em três dias, veio a resposta.

São cinco páginas, encaminhadas pelo próprio ministro. A parte substantiva é a nota informativa nº 199, assinada pelo analista técnico Anderson Zanati Dultra.

Segundo ele, para a renovação da concessão, a Globo teria que apresentar as certidões negativas de débito, mas ele não tem condições de afirmar se os documentos do processo são verdadeiros.

“O cumprimento de todas as exigências legais para o deferimento da renovação dessas outorgas conta com a presunção de legalidade inerente à administração pública”, escreve o analista técnico.

Em resposta à segunda pergunta da deputada – a Gobo apresentou ou não certidão negativa de débito? -, Anderson Zanati Dultra não dá uma resposta direta:

— A apresentação da certidão negativa de débitos relativos aos tributos federais e à dívida ativa da União pode ser verificada nos autos. Nesse sentido, informamos que esses processos foram enviados para deliberação ao Congresso Nacional.

Ou seja, o que o Ministério das Comunicações possui são cópias, os originais estão no próprio Congresso (o acesso a esses processos será formalizado na sequência desta série de reportagens).

Na resposta do Ministério das Comunicações, o analista diz ainda que fez uma consulta ao site da Receita Federal e verificou que, na data da consulta (2013), não constava débito da Globo.

A informação não tem relevância para o que foi perguntado, já que, segundo a própria Globo, a dívida teria sido paga em 2010, com base nos benefícios de uma lei que concedeu descontos vultosos a devedores do fisco – caso da Globo à época.

Em 2007, quando a concessão caducou, a Globo era, efetivamente, devedora do fisco.

Como a empresa conseguiu as certidões negativas de débito?

Até o ano passado, quando estourou o escândalo, o sistema da Receita Federal informava que o processo que apurou a sonegação por parte da Globo se encontrava em trânsito.

Hoje se sabe que, em 2 de janeiro de 2007, na véspera do processo seguir ao Ministério Público Federal e para a execução do débito no âmbito da própria Receita, o processo foi subtraído da delegacia do fisco em Ipanema pela agente administrativa que, à época, se chamava Cristina Maris Meinick Ribeiro – mais tarde, depois que foi denunciada, ela mudaria o nome para Cristina Maris Ribeiro da Silva.

Em um dos itens da resposta do Ministério das Comunicações, o analista técnico Anderson faz um registro que merece reflexão:

— Destacamos que este Ministério não pode negar fé às certidões emitidas pelos órgãos públicos na análise da instrução dos seus processos administrativos, o que, no caso em tela, corresponde à competência da Secretaria da Receita Federal em conjunto com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Ou seja, se as certidões que a Globo apresentou não correspondem aos fatos, o problema não é do órgão responsável pela renovação da concessão.

Por fim, Anderson cita o artigo 223 da Constituição Federal, que, em síntese, pode ser traduzido assim: é praticamente impossível não renovar uma concessão de TV no Brasil.

Isto porque não depende de decisão do Poder Executivo. É necessário que dois quintos do Congresso Nacional (Senado e Câmara reunidos) aprovem a não renovação. Em votação nominal. Ou seja, o voto do parlamentar é identificado – há no Congresso brasileiro deputados e senadores em número suficiente para comprar essa briga com a maior emissora do País?

“A Constituição Federal trouxe muitos avanços, mas, neste ponto, ela ficou a desejar”, diz Pedro Rafael Vilela, executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, uma entidade que reúne alguns dos maiores especialistas brasileiros no tema.


Joaquim de Carvalho
No DCM
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Paladinos das causas minoritárias

Grave é que a ojeriza a Lula e ao PT tenha sido assumida por juízes, promotores e delegados, diante da inércia de quem haveria de contê-los

O ano está terminando e as eleições presidenciais ficam cada vez mais próximas. Daqui a apenas 11 meses, teremos um novo presidente da República. Comparado a momentos semelhantes vividos nas últimas décadas, este é o mais incerto. Não pela dúvida a respeito de quem vai ganhar a eleição, pois, a 11 meses do pleito, ninguém apostava, por exemplo, que Fernando Collor venceria em 1989 ou que, em 1994, Fernando Henrique Cardoso nem sequer seria candidato.

O que torna especialmente confuso o panorama não é a dificuldade de antecipar o comportamento dos eleitores em outubro próximo. Isso é próprio da democracia e ocorre em todo o mundo. Nosso problema é mais sério: nunca houve uma eleição brasileira em que, a menos de um ano, ainda estivéssemos sem saber se o principal candidato poderia disputá-la.

Contrariando o desejo da maioria, que quer que Lula tenha o direito de concorrer, existe um segmento minoritário da sociedade, atavicamente hostil ao petista, obcecado em excluí-lo. Quase todas são pessoas para quem não importam acusações específicas, novas ou antigas, pois já o julgaram e condenaram em seus tribunais privados.

Em si, esse não é o problema, pois também faz parte da democracia que políticos como Lula enfrentem resistências na opinião pública, que podem ser profundas e até irracionais. Ninguém vem de onde veio e faz o que fez sem provocar a reação dos contrários à mudança. Getúlio, Juscelino e Jango foram igualmente atacados e insultados, até com as mesmas palavras.

O grave é que o inconformismo dessa minoria foi assumido por um grupo de juí­zes, promotores e delegados que resolveu extrapolar seu papel, ignorar o que dizem as leis e se tornar protagonistas. Diante da inércia dos que deveriam dirigi-los, puseram-se à caça do ex-presidente com o intuito de excluí-lo da eleição.

Depois do abuso do impeachment de Dilma Rousseff e de sua substituição por um cidadão como Michel Temer, criou-se tal anomia institucional que as movimentações desse grupo passam incólumes. Enquanto continuarem a fazer o que lhes dá na veneta, ninguém saberá dizer como será a próxima eleição.

Do ponto de vista dos sentimentos do eleitorado, 2017 não foi, como era previsível, um bom ano para nenhum dos possíveis candidatos ligados ao condomínio que derrubou Dilma, com seus braços no sistema político, nos oligopólios da mídia, no empresariado e na sociedade. Extraordinário é que só agora, no fim do ano, estejam se dando conta da precariedade da aventura em que se meteram.

A incompetência das elites conservadoras brasileiras é proverbial, mas elas se superaram desta feita. Fantasiaram que, depondo Dilma e inventando a narrativa da “maior corrupção de todos os tempos” contra Lula e o PT, a sociedade correria a apoiar sua “agenda de mudanças”, quase toda constituída por propostas regressivas e antipopulares.

Confiaram essa agenda a um presidente ilegítimo e desqualificado, cercado por um grupo que há muito os eleitores conheciam e a respeito do qual não podiam ter ilusões. Permanecem à espera da “melhora das expectativas econômicas”, adiada para um horizonte cada vez mais longínquo.

A saída de Dilma não melhorou a vida do povo, a tese da “maior corrupção” foi soterrada pelas evidências dos ilícitos praticados pelos arquitetos do golpe, a agenda empacou e as expectativas pioraram. Não é surpresa que todos os nomes nem sequer remotamente ligados a esses fracassos tenham baixa intenção de voto. Nas últimas pesquisas, nenhum dos pré-candidatos do PSDB passa de 1% nas respostas espontâneas ou de 7% no voto estimulado, algo que nunca havia acontecido antes.

O antipetismo, a verdadeira bandeira do PSDB nos últimos anos, foi empunhado por alguém de fora, astuto o bastante para manter-se longe do governo ao qual as lideranças peessedebistas aderiram alegremente. Jair Bolsonaro é o novo rosto dessa animosidade, aquilo que restava aos tucanos depois que a imagem de seriedade e proficiência, que chegaram a possuir para muitas pessoas, foi para o espaço.

Lula é Lula. A maioria dos brasileiros gosta dele e o admira, depois de refletir a seu respeito, sopesar acertos e erros, e chegar a uma conclusão racional. É o grande favorito a vencer a eleição e pode consertar os despropósitos dos últimos anos. Para o futuro da democracia, o problema é haver uma casta de burocratas inconformados, paladinos de causas minoritárias.

Marcos Coimbra
No CartaCapital
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As encrencas da Globo com os escândalos da FIFA


Primeira Encrenca

Das 11 pessoas com pedido de indiciamento à PGR no relatório da CPI da FIFA, Marco Polo Del Nero, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Kleber Leite e J. Hawilla são beneficiários diretos do esquema que envolvia a Globo.

Antônio Osório e Carlos Eugênio Lopes tinham cargos de diretores da CBF (o primeiro financeiro e o segundo jurídico) – portanto também executavam os planos criminosos.

Outros dois são políticos: o deputado federal Marcus Antonio Vicente (PP) da bancada da bola, atuante na defesa da CBF e seus “negócios” no Congresso. O outro é Gustavo Feijó, que no relatório é apontado como recebedor de dinheiro para campanha eleitoral – nada a ver com a Globo ou algo relacionado a contratos.

Como era de se esperar, Feijó foi o único que sofreu uma ação do MP. Foi no início de junho último, conforme artigo do nosso colunista Augusto Diniz (clique aqui)

O Ministério Público Federal investiu contra Feijó poucos depois da prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rossel pelo Ministério Público espanhol. O inquérito espanhol apontou Ricardo Teixeira como chefe e beneficiário da organização criminosa. A prisão de Feijó pareceu, a muitos, uma ação para evitar críticas ao MPF brasileiro de seus colegas espanhóis e do próprio FBI, que não escondia o desconforto com a falta de ação dos procuradores brasileiros.

Após o estouro do caso FIFA, em maio de 2015, só teve mais uma ação contra envolvidos: uma busca e apreensão de documentos de Kleber Leite, no Rio de Janeiro, a pedido da Justiça norte-americana. Acabaram retidos aqui por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

Segunda Encrenca

Assim que estourou o escândalo, em maio de 2015 a Globo tratou de demitir seu principal lobista, Marcelo Campos Pinto, mais três executivos que participaram diretamente dos esquemas de propinas.

Em comunicado oficial, Roberto Irineu Marinho anunciou a aposentadoria de Marcelo. Na época, estudo do BBA Itau indicavam que a Globo obteve um faturamento publicitário de R$ 1,21 bilhão com os patrocínios dos campeonatos.

Todos os executivos receberam uma boa bolada com duas condições: não trabalhar para nenhum concorrente da Globo; e assumir a culpa, caso as investigações sobre a corrupção na CBF chegasse até a Globo.

Três assinaram. Marcelo se recusou.

É ele o elo da corrente que poderá jogar a Globo nas redes de um poder imune às interferências políticas: a Justiça norte-americana.

Luís Nassif
No GGN
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Lula 42 x 34 resto

A guerra intestina dos tucanos não tem a menor relevância


A revista Carta Capital que chega às bancas nesse 17/XI traz uma pesquisa CUT/Vox Populi com 2 mil brasileiros, em 118 municípios, entre 27 e 30 de outubro.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

No “voto estimulado”, Lula tem 42% dos votos contra 16 do Bolsonaro, 7% da Bláblárina, 5% do Santo do Alckmin, 4% do Ciro Gomes, 1% do Álvaro Dias e da Luciana Genro.

Quando a Vox inclui o Luciano Huck entre os candidatos, o Lata Velha não passa de 2 pontos.

A soma dos tucanos de raiz e sem raiz – Geraldo Alckmin, Doria, Luciano Huck e José Serra, o Careca, o maior dos ladrões, que aparentemente está com febre amarela (lamentavelmente, a Vox omitiu o Careca nesse levantamento...) - todos os tucanos somados não dão 8 pontos percentuais.

(Do Aloysio 500 mil, claro, nem se cogita...)

Portanto, amigo navegante, essa guerra nos intestinos tucanos, que tanto espaço ocupa no PiG não tem a mais remota relevância, na vida real.

Num segundo turno, Lula ganha:

• de 50 a 14 contra o Santo;

• de 51 a 14 contra o Prefake;

• de 48 a 21 contra a Bláblá;

• de 49 a 21 contra o Bolsonaro;

• de 50 a 14 contra o Huck.

E a rejeição maior a Lula vem do Sudeste: ou seja, de São Paulo, que tem a pior elite do Brasil, que tem a pior elite do mundo!

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