29 de out de 2017

Desembargador Lédio Rosa acusa judiciário e imprensa de fascismo


Em discurso emocionado na UFRJ, no dia 27 de outubro de 2017, durante Ato Unificado de movimentos sociais em defesa da soberania nacional, o desembargador Lédio Rosa, acusa o sistema de justiça (judiciário, mp e polícia) e a imprensa de praticarem fascismo contra cidadãos brasileiros.

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A censura a serviço do adestramento social

Não escute o mal, não fale o mal, não veja o mal”
Arte de Keith Haring
A restrição das manifestações culturais, das ideias, opiniões e informações que circulam na sociedade pode se dar de várias formas: pela concentração dos meios de comunicação na mão de grupos que compartilham dos mesmos valores e interesses, pelo ocultamento das divergências, das lutas e expressões culturais, pelo uso da violência para impedir a livre manifestação do pensamento, pela censura jornalística e cultural, pela perseguição ideológica.

Todos estes elementos estão presentes na sociedade moderna, em alguns momentos de forma mais latente, em outros de forma mais explícita, a depender do contexto político de cada período histórico.

A construção de uma sociedade democrática é a busca de um equilíbrio entre as várias estruturas de poder nela existentes: mídia, judiciário, economia, política, cultura, religião.

A convivência racional entre estas esferas da sociedade – na busca de uma harmonia entre as diferenças, que se chocam dentro de um relativo contexto de respeito e tolerância – é o que permite o Estado Democrático de Direito e, consequentemente, a vigência da democracia.

No entanto, quando por motivos econômicos e políticos esse equilíbrio é desfeito, quando uma ou mais destas estruturas de poder passa a se sobrepor ou determinar as regras sociais, a democracia se vê ameaçada. A quebra deste equilíbrio, que antes se dava pela força bruta, agora se dá através de instrumentos aparentemente democráticos para lhe conferir uma legitimação.

E é exatamente esta situação que o Brasil vive hoje. O sistema da Justiça e a mídia passaram a atuar de uma forma mais aberta para deslocar o equilíbrio social, usando um das competências jurídicas, e outro do monopólio do discurso para interromper um processo político e social que vinha sendo construído no país.

Essa construção se dava pela escolha livre e soberana dos governantes, pelos instrumentos de participação social criados para garantir que a sociedade pudesse contribuir com a construção de políticas públicas e com a ampliação, mesmo que precária, do debate público.

Nesse processo, Justiça e Mídia criam um ambiente de supressão de direitos, mesmo que sob a forma de defesa destes, que levam à restrição da democracia.

Isso é fundamental para controlar a reação da sociedade às medidas de retirada de direitos sociais, trabalhistas, de desmantelamento do Estado, com as privatizações e a desnacionalização da economia.

Neste ambiente, a liberdade de expressão é um dos primeiros direitos a serem comprometidos. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) tem alertado, desde o golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência da República, para o preocupante aumento nos casos de violações à liberdade de expressão.

Percebendo que num contexto de ruptura da soberania do voto popular, o governo que assume o país não têm qualquer compromisso com os interesses sociais e há inevitavelmente uma suspensão da democracia, o FNDC lançou em outubro de 2016 a campanha Calar Jamais!, para receber e dar visibilidade às denúncias de violações à liberdade de expressão.

Em um ano de campanha, divulgamos mais de 70 casos de violações. Praticamente uma denúncia a cada três dias úteis entre 18 de outubro de 2016 a 18 de outubro de 2017. Estes casos são alguns dos que foram noticiados, denúncias e dos quais a sociedade pôde, de alguma maneira, tomar conhecimento. Mas não seria demais afirmar que possivelmente mais de uma centena de outros casos devem ter ocorrido e, dos quais, não tomamos conhecimento.

Esse quadro mostra que, sem um Estado garantidor de direitos, a democracia fica asfixiada. E este quadro não poderia ser diferente, uma vez que o aparato público está a serviço da supressão de direitos para impôr uma agenda política e econômica que representa os interesses de uma minoria contra a ampla maioria do povo.

Nestes momentos, ganham mais espaço exatamente as agendas conservadoras, que são em sua essência punitivistas e cerceadoras das liberdades. O que temos visto no campo da Cultura, com os ataques à exposições em museus, o discurso moralista contra o corpo e sua representação, a discussão da “Escola Sem Partido” e o exacerbamento dos preconceitos é fruto deste desarrajo na harmonia entre as estruturas de poder.

Essas posturas não se dão por acaso. Elas são conscientemente construídas para dar um sentido cultural e social para o período de restrição democrática. Não são as “carolas” que precisamos combater para enfrentar esse quadro de cerceamento das liberdades, é o discurso organizado das estruturas de poder que querem impôr um modelo político, econômico e social.

A questão que precisamos enfrentar é que a supressão de direitos fundamentais – entre os quais a liberdade de expressão – se dá a partir de instrumentos aparentemente legais e de proteção.

Afinal, o ataque à Cultura está se dando pelo discurso de que é preciso “proteger a infância”, a repressão aos protestos se dá pelo viés da manutenção da ordem (lema autoritário resgatado pelo presidente imposto), a censura contra comunicadores, jornalistas e veículos de comunicação se dá pelo argumento do combate à injúria, calúnia e difamação, e assim vai se construindo uma simbologia legal e socialmente aceitável para atacar a democracia e os direitos.

Para enfrentar este cenário é preciso muita luta, denúncia e diálogo. Insurgência social para restabelecer o interesse público, para retomar nas mãos do povo os mínimos instrumentos de democracia formal. Denúncia das violações aos direitos fundamentais.

Precisamos usar todos os canais existentes para denunciar as violações à liberdade de expressão, para mostrar para o mundo os retrocessos civilizatórios que estão impondo à sociedade – retorno do trabalho escravo, perseguição a cultura e à educação, impedimento do livre exercício do pensamento, livre circulação de ideias, opiniões e informação na sociedade. E diálogo com o povo. O povo precisa sair da hipnose catártica em que está imerso, precisamos discutir com as pessoas, das mais simples as mais ilustradas, o sentido dos movimentos conservadores e das ações do governo.

O FNDC, além de sua luta histórica pela democratização da comunicação, busca dar a sua contribuição neste momento através da Calar Jamais!. Reunimos em um relatório – divulgado no último dia 17 de outubro, em Salvador, nos marcos das atividades da Semana Nacional pela Democratização da Comunicação – 66 casos de violações à liberdade de expressão recebidas pela campanha no último ano.

Como diz a apresentação do relatório, o objetivo do FNDC foi “transformar estatísticas em pessoas, olhar caso a caso os abusos e as violações que tomaram conta do nosso país no esteio do avanço do conservadorismo e da negação de direitos constitucionais conquistados com muita luta há 30 anos”.

Dar voz aos Eduardos, Matheus, Edvaldos, Caios, Madalenas, Teresas, Alessandras, Reinaldos e, a partir desses casos, tentar impedir que essa escalada de violações continue no nosso país.

Renata Mielli
No Blog do Miro
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Sócios no golpe, Temer e Aécio se consolidam como os mais odiados do País


Michel Temer salvou Aécio Neves no Senado e Aécio Neves salvou Michel Temer na Câmara dos Deputados, mas ambos foram condenados pelo povo brasileiro; é isso o que mostra a nova rodada da pesquisa Ipsos, sobre aprovação e rejeição aos políticos brasileiros; enquanto Temer é rejeitado por 95% dos brasileiros, Aécio tem a rejeição de 93%; os dois são os principais responsáveis, ao lado de Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, pela destruição da democracia brasileira e da imagem do País no mundo; enquanto isso, o ex-presidente Lula já aparece como o político mais admirado do País, com 41% de aprovação

Michel Temer e Aécio Neves conseguiram assaltar o poder por meio de um golpe parlamentar forjado aceito por Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, mas se tornaram os políticos mais odiados do Brasil.

É o que mostra a nova rodada do barômetro político, do Instituto Ipsos, divulgado neste domingo.

Segundo a reportagem de Daniel Bramatti, os campeões da rejeição são "o senador Aécio Neves (MG), cuja desaprovação chegou a impressionantes 93%, em empate técnico com a do presidente Michel Temer (95%)".

Curiosamente, os dois sócios no golpe de 2016 se socorreram mutuamente nos últimos dias. Enquanto Michel Temer articulou para salvar Aécio Neves no Senado, Aécio Neves salvou Michel Temer na Câmara dos Deputados com o relatório de Bonifácio Andrada (PSDB-MG), mas ambos foram condenados pelo povo brasileiro.

Enquanto isso, o ex-presidente Lula já aparece como o político mais admirado do País, com 41% de aprovação, a despeito do massacre midiático e da perseguição judicial.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a nova pesquisa presidencial, em que Lula aparece em primeiro lugar:

SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro iriam para o segundo turno se as eleições presidenciais fossem hoje, segundo pesquisa do Ibope publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo deste domingo.

A primeira pesquisa do instituto sobre as eleições de 2018 trouxe Lula com mínimo de 35 por cento e máximo de 36 por cento nas intenções de voto em todos os cenários, enquanto Bolsonaro teria 15 por cento se disputasse contra Lula.

Marina Silva é a terceira colocada em qualquer cenário com Lula, com entre 8 por cento e 11 por cento.

Mas, sem Lula, Marina lideraria a corrida, empatada com Bolsonaro, que teria 18 por cento se o adversário fosse o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao invés do ex-presidente.

Na pesquisa espontânea, que não apresenta nomes ao entrevistado, Lula apareceu com 26 por cento das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 9 por cento e Marina Silva com 2 por cento.

Segundo o jornal, a pesquisa do Ibope foi feita entre 18 e 22 de outubro, com cerca de 2 mil pessoas em todos os Estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O apresentador de televisão Luciano Huck também teve o nome testado na pesquisa do Ibope, e variou de 5 por cento, em eventual disputa com Lula, a 8 por cento, em caso de Haddad ser o candidato petista.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teve entre zero e 1 por cento, dependendo dos adversários.

No 247
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O papel das Forças Armadas

Estaria reservada aos militares brasileiros a simples função de polícia?

Paraquedistas do Exército: qual o papel das nossas forças?
Complementaria as reflexões que têm sido feitas sobre a nova “questão militar” com uma pergunta nada retórica: na posição subordinada que a direita conservadora e neoliberal propõe (e executa aceleradamente) para o Brasil, qual é o papel das nossas Forças Armadas?

Em livro recentemente publicado no Brasil, intitulado Quem Manda no Mundo?, Noam Chomsky recorda que, em plena vigência do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (o famigerado Tiar, infelizmente também conhecido como Tratado do Rio, pois aqui foi firmado), o presidente John F. Kennedy tomou a decisão de “alterar” a missão dos militares latino-americanos, como se isso fosse de sua exclusiva competência, retirando-os da “defesa hemisférica”, oriunda da Guerra Fria, e passando a atribuir-lhes tarefas ligadas à segurança interna.

Em nota, Chomsky cita os papéis do presidente norte-americano sobre segurança nacional, inclusive um relatório sobre a América do Sul, com a fundamentação para a mudança.

E assim se fez. Passada a ameaça comunista, essa missão foi adaptada às novas circunstâncias, sempre de forma subalterna, passando a constituir-se em combate ao crime organizado, especialmente ao narcotráfico. Foi o que aconteceu no México e que de certa maneira acontece agora no Brasil.

Isso é algo que as Forças Armadas brasileiras sempre viram, corretamente, com desconfiança, como pude constatar quando ministro do Exterior de Itamar Franco, a propósito de uma visita do então secretário de Defesa dos EUA, Bill Perry. Na ocasião, na inexistência de contraparte equivalente, acabei por ser o anfitrião de Perry, dividindo essa função com os ministros militares da época.

Em suma, no novo quadro de destruição dos ativos nacionais, aos militares brasileiros não caberá sequer o papel de força auxiliar na defesa de um Ocidente imaginário, como na Guerra Fria, mas o de gendarmaria pura e simples. Com graves consequências, inclusive para o moral, a cultura e a integridade das Forças Armadas. Isso não é hipótese.

Vários estudos assinalam a deterioração do estamento militar em países nos quais lhe foi atribuída a função de polícia. Em um contexto desse tipo, caças modernos, sistema avançado de defesa de fronteiras (e da Amazônia), blindados de última geração fabricados com tecnologia nacional, satélites de observação, programas de lançadores e submarinos de propulsão nuclear simplesmente não se encaixam.

Para acabar com esses projetos, tão importantes para a defesa de um país que se quer independente, não é preciso uma decisão formal: o estrangulamento orçamentário será suficiente. Aparentemente é o que ocorre.

Assim, ainda que não o queiram, nossas Forças Armadas estarão reduzidas ao papel de meros carabinieri. Será que desejam isso? Ou simplesmente não têm clareza de que tudo está ligado? Os militares que conheci como ministro da Defesa, em sua maioria, não compartilham dessa visão estreita. Por que estão calados? Justamente porque, em se tratando de Força Armada, os limites entre crítica e insubordinação são muito tênues.

Como dialogar com os militares sem incitá-los à desobediência é um desafio para todos os democratas legitimamente empenhados em preservar a nossa soberania. Como notinha de rodapé acrescento: quando necessários, outros métodos, além dos financeiros, podem ser (e efetivamente são) empregados.

É muito esclarecedora a entrevista do almirante Othon Pinheiro a CartaCapital. Ao responder sobre a quem interessava sua condenação a 43 anos de prisão, o almirante respondeu com surpreendente lucidez: “Certamente, interessa ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes do BRICS”.

Celso Amorim, foi chanceler nos governos Lula e ministro da Defesa no primeiro mandato de Dilma Rousseff
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A obra de Aécio: 75% dos brasileiros não acreditam que o PSDB eleja presidente, diz pesquisa do partido

Do muro ao buraco
Deu no Painel da Folha que o PSDB recebeu o resultado de uma pesquisa e a coisa é triste.
O levantamento “mostra que 75% dos brasileiros não acreditam que o próximo presidente será um tucano. No Nordeste, o quadro é ainda pior: 84%. Num recorte só com simpatizantes do partido, o estudo apontou três pilares para a descrença na legenda: a aliança com Michel Temer, a permanência de Aécio Neves (MG) no PSDB e as intermináveis brigas internas”.

Mais:

Análise das interações nas redes sociais mostra que 98% das menções ao PSDB são negativas.

Atualmente, o partido é o que mais perde engajamento em plataformas como o Facebook e o Twitter. Só em outubro, caiu 44%. Os tucanos estão atrás da Rede, do PT, do PC do B e do PMDB.

Os dados chegaram ao PSDB acompanhados da análise de que a sigla não teria outro caminho a não ser deixar o governo de Michel Temer para começar a restaurar sua imagem. O diagnóstico parece estar sendo levado ao pé da letra pelo presidente interino da legenda, Tasso Jereissati (CE).

Para sobreviver, o PSDB teria que se livrar de seu pau de enchente, o senador Aécio Neves.

Aécio conseguiu atirar o Brasil ao caos ao não aceitar o resultado de 2014.

Aliou-se a um golpista vagabundo que hoje tem 3% de popularidade, foi pilhado cometendo crime, queimou a si mesmo e agora come seu partido por dentro como um câncer.

João Doria, a esperança até ontem, empacou de vez em 5%, segundo o último Ibope, junto com o criador Geraldo, ambos bem atrás de Bolsonaro.

Se tivesse um mínimo de senso de dever público não com o Brasil, que é pedir demais, mas com seus colegas, renunciaria à presidência da sigla para abrir espaço para algum tipo de reação.

Como isso não é material corrente na turma, vão todos para o buraco juntos.

Kiko Nogueira
No DCM
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O medo do juiz Marcelo Bretas


“A raiva é filha do medo e mãe da covardia”, Chico Buarque, citado por Luís Roberto Barroso

A cultura popular brasileira consagrou alguns termos para descrever a maldade, entendida como o ato de praticar maldades.

Categoria 1 — Há os fundamentalistas, para quem o castigo é uma forma de purgação dos pecados.

Categoria 2 — Há os justiceiros, que se escondem atrás de um álibi legal para perpetrar as piores maldades.

Serve para o motorista que vê um ciclista atravessando o sinal vermelho e entende que tem o amparo da lei para atropelar o infrator. E serve, hoje em dia, para muitos procuradores e juízes.

Categoria 3 — Há os linchadores, que, amparados pelo grupo ou pela instituição, se comprazem em chutar os adversários caídos. Nas brigas de torcida organizada, ou nas manifestações políticas, esse papel, em geral, é exercitado pelo integrante mais fraco e mais inseguro do grupo.

Categoria 4 — Há um grupo específico que, na linguagem popular, são taxados de "filhos da puta", um termo impróprio para descrever aqueles que se comprazem com a maldade gratuita. Pensei nessa designação quando ouvi o procurador se jactar de ter pedido a condução coercitiva de Marisa Lula, mas o juiz Sérgio Moro ter negado por ter coração mole com mulheres.

Categoria 5 — e há aqueles magistralmente definidos por Chico, cuja raiva é filha do medo e mãe da covardia.

A frase não cabe em Gilmar, para quem foi dirigida. Gilmar é o homem mau que tem objetivo – a defesa dos seus , método – pular de galho em galho da jurisprudência dependendo das circunstâncias – e tem alvo. É vingativo (estão aí as ações que me move), mas não desperdiça maldades, não é a vingança pela vingança. É o método dos coronéis, de impor medo, quando não impõe respeito, para não perder o poder de intimidar.

Já o juiz Bretas é a personificação da definição de Chico, que já nasce clássica.

Sérgio Cabral é o mais deplorável dos homens públicos arrastados pelo turbilhão da Lava Jato. Deslumbrado, sem limites, personificando a cena clássica desses tempos de lambança – a tal dança dos guardanapos, em Paris , no entanto agora é um preso comum, sem regalias, com a imagem destroçada, cumprindo pena. É um farrapo.

Esse farrapo de gente, na frente de Bretas, ousou um minuto de desabafo.

Imediatamente, manifestou-se a raiva, mãe da covardia, mas filha de quem? Bretas ordenou o envio de Cabral para um presídio de alta segurança em Campo Grande, para onde são enviados marginais que significam riscos para a vida humana. Não pensou na família, nos filhos, nos parentes. Com a ajuda de um procurador que tentou criminalizar até visitas de filho ao pai, deu o veredito final, alegando que se sentiu ameaçado.

Mais que isso, e aí levantou dúvidas sobre as razões do medo. Não apenas deu o veredito, como imediatamente tratou de pedir apoio da AJUFE (Associação dos Juízes Federais). O medo se transformou em pânico.

Tudo isso, leva à questão central: qual o medo de Bretas que o levou à covardia. Até agora, o único indício é a menção aos negócios de sua família.

Relembre a cena: Sérgio Cabral entrando na sala e taxando Bretas de parcial, de injusto. Certamente seria admoestado pelo juiz, que até poderia ordenar a interrupção da sessão. Mas jamais tomaria a mais drástica medida que tinha à mão: o envio a um presídio de segurança máxima, em total isolamento. Portanto, não foi a atitude de Cabral que deixou o juiz em pânico: foi o conteúdo.

Em nenhum momento Cabral o ameaçou. Disse ele:

Vossa Excelência já me condenou em duas ocasiões, uma em 45 anos e outra em 13 anos. Percebe-se, a partir dessas condenações, que vossa excelência não acredita em mim. Comprei joias para minha mulher em datas comemorativas.

Depois, explicou ao juiz que ninguém compra joias para lavagem de dinheiro porque basta sair da joalheria para as jóias perderem valor. E lembrou ao juiz que sua família tinha uma loja de bijuterias e, por isso, ele tinha conhecimento do que estava falando.

Bastou isso, para instaurar o pânico.

O medo e a covardia de Bretas empinaram um enorme balão, que ficará pairando no ar, à espera de alguém que vá furá-lo.

Luís Nassif
No GGN

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'Vou transferir a cracolândia pra lá', diz Silvio Santos a Zé Celso sobre Teatro Oficina


A disputa de 37 anos entre Silvio Santos e o dramaturgo Zé Celso, diretor do Teatro Oficina, ganhou novos capítulos. Na semana passada, o apresentador conseguiu reverter no Condephaat, conselho estadual de patrimônio, uma decisão que o proibia de construir um conjunto de torres residenciais no terreno vizinho ao teatro de Zé Celso, no bairro do Bexiga, em SP.

Em agosto, Silvio Santos apresentou seus argumentos numa reunião com Zé Celso e o prefeito João Doria na sede do SBT. O vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) também estava presente.

A conversa foi registrada em vídeo:

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Sobre o 'sobre'


Meu vizinho das quintas-feiras, Sérgio Rodrigues, já abordou o tema com muito mais propriedade do que eu seria capaz, mas ele tem me irritado tanto (o tema, não o Sérgio) que vou invadir o quintal alheio e bater na mesma tecla. De um ano pra cá, comecei a ouvir frases do tipo "não é sobre opinião, é sobre respeito" ou "não é sobre alimentação, é sobre saúde", "não é sobre direitos, é sobre deveres".

A primeira vez que me deparei com este novo uso do "sobre", pensei que estavam falando "sobre" algum filme, livro ou peça de teatro. A respeito de "Superman I", por exemplo, poderíamos dizer que "não é sobre superpoderes, é sobre amor". Assim como "Casa de Bonecas", do Ibsen, "não é sobre um casamento, é sobre a liberdade". Prestando mais atenção, porém, percebi que o sentido era outro. Era o "sobre" como "ter a ver com". Trata-se de uma tradução troncha de "it's not about", que os anglófonos usam a torto e a direito. Ou melhor, nós usamos torto, eles usam direito.

Palavras são ferramentas, chaves que se encaixam perfeitamente nas delicadas fendas dos significados. Quando a gente usa a ferramenta errada, espana o parafuso. O que aumenta meu desconforto com o "sobre" é que nas frases em que ele é empregado tem sempre alguém nos dando uma lição e dizendo que não entendemos lhufas do assunto. É como se eu estivesse tentando aparafusar uma estante na parede, me afastassem da tarefa e assumissem o meu lugar usando uma faca de cozinha. Ou, para ligar a imagem à origem do problema: usando uma chave inglesa.

Tradução é um ofício dificílimo e muito mal pago, no Brasil. Razão pela qual, imagino, pipoquem entre nós tantos tiros no pé – da letra. Vira e mexe leio livros em que os personagens dizem que "costumavam" morar em tal rua. Isso, em português, significa que as pessoas moravam em tal rua de vez em quando. Segundas, quartas e sextas? E nas terças e quintas, se mudavam pra outro endereço? Esse "costumavam" é a tradução literal de "used to", o que na língua de Camões poderia ser perfeitamente cortado se conjugássemos "morar" no pretérito imperfeito do indicativo: "moravam".

Nos livros em que as pessoas "costumavam" morar em tal lugar (ou namorar tal garota ou estudar em tal escola), também costumam tomar, pela manhã, seu "desjejum" ("breakfast"). Me diga, amigo, você alguma vez se deparou com um "desjejum" que não fosse numa tradução ruim ou na receita de um nutricionista? No Brasil se toma café da manhã. (Em Portugal, "pequeno almoço"). Nestes mesmos livros, quando brigam, os personagens se ofendem com frases do tipo: "Oh, Johnny, que espécie de imbecil é você?!". O amigo já disse ou já ouviu algum patrício dizer "oh"? E por mais que vicejem entre nós várias espécies de imbecis, não é do nosso feitio, num arranca-rabo, inquirir a qual linhagem o imbecil em questão se filia.

Não quero parecer arrogante. "Não é sobre preciosismo", eu diria, aderindo à moda, "é sobre lógica". Há frases que fazem sentido, outras que não. Já está tão difícil nos entendermos em bom português, imagina com todo mundo usando faca em parafuso e desrosqueando porca com alicate: acabaremos por estropiar de vez a fragilíssima máquina da comunicação. E antes que alguém se sinta pessoalmente ofendido, aviso: estou falando do modismo em geral, não de qualquer indivíduo em especial. Juro: "It's not about you".

Antonio Prata
No Esquerda Caviar
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Bolsonaro usa dados falsos sobre nióbio e ignora a realidade econômica

Ele
Segundo colocado na corrida presidencial para 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) tem sido um arauto dos benefícios de mudanças em políticas governamentais para o nióbio no Brasil. Sempre que pode, fala que o elemento químico pode nos dar a independência, em um discurso bastante desenvolvimentista e nacionalista.

As ideias do deputado em relação a commodity podem ser resumidas, em grande parte, no pronunciamento que fez na Câmara dos Deputados em setembro de 2016:

 “90% do nióbio negociado no mundo vem do Brasil e o restante, basicamente do Canadá. O nióbio pesa na balança comercial deles; aqui o peso é praticamente insignificante. […] fica-se fazendo economia em cima do desgraçado do aposentado ou do teto para o servidor, e deixamos vazar bilhões de dólares entregando riquezas minerais para os chineses!”

Classificação: falso

O mito do nióbio, ressuscitado por Bolsonaro, surgiu na década de 1990 com Enéas Carneiro. O Brasil detém as maiores reservas conhecidas do elemento, com 98,43%, e, de fato, trata-se de um metal resistente a corrosão e temperaturas extremas. É útil na siderurgia para produção de ligas de aço, pois as torna mais resistentes. Assim, tem utilidade em indústrias diversas, como automobilística, aeroespacial, eletrônica e militar. Considerando a média atual do preço internacional da commodity, calcula-se que o valor das reservas chega a trilhões de dólares.

Duas empresas exploram a atividade no Brasil, a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, controlada pelo grupo Moreira Salles, contando ainda com diversos investidores minoritários asiáticos, e a Mineração Catalão de Goiás, controlada pela britânica Anglo American. (N.E.: ver nota abaixo). Como as negociações do produto não decorrem de bolsa, especula-se que os valores poderiam ser maiores. Os críticos do modelo atual de exploração do nióbio no Brasil propõem o controle do preço de comercialização do produto e, em alguns casos, a estatização da produção como forma de solucionar os problemas financeiros do Brasil.

Defender uma política protecionista para o nióbio como salvação das contas públicas brasileiras é um enorme exagero. A lei da oferta e da demanda define o preço de quaisquer commodities do mundo, e o nióbio não é insubstituível. Há ao menos três outros elementos que podem ser utilizados como alternativas, o vanádio, o tântalo e o titânio.

Isto é: se o Brasil controlar o preço do nióbio no mercado internacional, com um preço mais elevado, os consumidores podem migrar para outras alternativas. Ademais, tudo leva a crer que as empresas privadas que atuam no setor já estão praticando o maior preço possível da commodity.


Ademais, há fortes evidências empíricas indicando que, a despeito do poder de mercado significativo para o Brasil e de sua elevada participação no mercado de nióbio, os produtores canadenses e os substitutos próximos do nióbio impõem à produção brasileira um limite à prática de poder de mercado. Dessa forma, a eficácia de eventual política protecionista do nióbio seria bastante mitigada.

Não é a primeira vez que se tenta criar no debate público brasileiro a esperança de que nosso desenvolvimento se dará por meio de uma riqueza mineral. Se recentemente houve o endeusamento do pré-sal, na década de 1970 a euforia era com a Bacia de Campos.

Ainda que se considerasse que uma política protecionista do nióbio pudesse ser bem sucedida, o que já mostramos não ser possível, não se pode falar que ela seria a solução para nossa crise fiscal. Diante de um déficit estimado em 160 bilhões de reais para 2017 e da necessidade de um superávit primário de 2% para trazer de volta a sustentabilidade nas contas públicas, nem se o Brasil aumentasse as exportações da commodity em 50 vezes restariam sanados os problemas nas contas públicas brasileiras – eis o legado do lulopetismo.

Dessa forma, além de um discurso populista, não há qualquer sustentação econômica nesse posicionamento de Bolsonaro. Ao criticar o corte nas despesas públicas, a reforma da previdência ou a PEC do Teto, e ao afirmar que a solução seriam mudanças nos arranjos institucionais do nióbio, o político está equivocado.

O que faz o Brasil ser um país de renda média é sua baixa produtividade, estagnada há cinco décadas, o que a revista The Economist denominou de “A soneca dos 50 anos”. Se há algo salutar que deveria ser aprendido pelos eleitores brasileiros em 2018 é que não há soluções simples para problemas complexos. Nós já vimos esse tipo de discurso sendo levado a cabo, e os resultados foram desastrosos.

Luan Sperandio

Este artigo do Instituto Mercado Popular faz parte de uma série com checagens de afirmações dos principais pré-candidatos à Presidência da República em 2018. O Mercado Popular é uma entidade que discute políticas públicas a partir do ponto de vista liberal e da evidência empírica.
No Poder360



N.E.:

Desde setembro de 2016 a operação de nióbio da Mineração Catalão não está mais ligada à Anglo American. No citado mês, a Anglo American concretizou a venda de suas operações de nióbio para a CMOC International, braço internacional da chinesa China Molybdenum.


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Os ataques injustos a Janot


Enquanto foi fonte e o alvo era o PT, todos os pecados eram perdoados para Rodrigo Janot, o ex-Procurador Geral da República, inclusive o de ajudar a colocar no poder uma organização criminosa.

Quando ainda era fonte e os alvos se diversificaram, o Estadão passou a criticá-lo nos editoriais, mas os repórteres a dar espaço para os vazamentos.

Janot, o superpoderoso, permitiu-se até manobras baixas contra sua adversária Raquel Dodge, em uma armação no Conselho Superior do Ministério Público, para apresentá-la como adversária da Lava Jato, da qual foram cúmplices todos os jornalistas receptadores das informações vazadas.

Agora que Janot é ex, todos os ataques são permitidos.

A manchete de hoje do Estadão, acusando Janot de ter concedido superpoderes aos procuradores, pouco antes de sair, é injusta e de má fé, dada a familiaridade dos repórteres com temas do Ministério Público, adquiridas durante o período de vazamentos.

Diz a matéria, de autoria de Fausto Macedo, um dos jornalistas que mais se beneficiou do acordo Lava Jato-imprensa:

“Uma resolução publicada na reta final da gestão de Rodrigo Janot à frente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) permite a promotores e procuradores realizar vistorias, inspeções e diligências, e requisitar informações e documentos de autoridades públicas e privadas sem autorização judicial. As normas são contestadas por entidades de representação de magistrados, advogados e policiais federais por conceder “superpoderes” ao MP na investigação criminal.

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizaram recentemente ações no Supremo Tribunal Federal (STF), nas quais questionam a constitucionalidade da Resolução 181. A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) vai ingressar com pedido de amicus curiae – como parte interessada nos processos. As queixas já estão sob análise da procuradora-geral Raquel Dodge, tanto na PGR como no conselho.

Editadas no dia 7 de agosto – Janot deixou o comando da PGR e do CNMP em 17 de setembro – para regular o procedimento investigatório criminal (PIC), as regras reacendem críticas à forma como o MP conduz seus trabalhos e lançam mais polêmicas sobre como o órgão foi liderado pelo ex-procurador-geral, que se viu envolto em uma série de controvérsias à frente da Operação Lava Jato e na delação premiada do Grupo J&F. Procurado, Janot não respondeu à reportagem”.

Entenda o que tudo isso significa:
  1. O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou que o “Ministério Público dispõe de competência para promover, por autoridade própria, e por prazo razoável, investigações de natureza penal, desde que respeitados os direitos e garantias que assistem a qualquer indiciado ou a qualquer pessoa sob investigação do Estado”. Considero que significará abrir espaço para o aumento do arbítrio. Mas não foi Janot quem definiu, foi o STF através do Ministro Luís Roberto Barroso, na 4ª Sessão extraordinária do dia 7 de agosto passado.
  2. Com base nessa decisão, o Conselho Nacional do Ministério Público decidiu regular o procedimento investigatório, através da Resolução 181, de 7 de agosto de 2017. Janot era o presidente na ocasião. Mas a decisão foi colegiada.
Ao se tornar alvo dos próprios aliados na imprensa, e personificar uma decisão que foi colegiada, Janot comprova que a mídia sempre é namorada de ocasião, quando a fonte a alimenta com seu pão.

Luís Nassif
No GGN
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Ibope “misterioso” repete resultados do Datafolha


Sem identificar o autor da encomenda, Lauro Jardim divulga hoje, em sua coluna em O Globo, os números de uma pesquisa Ibope de intenção de voto presidencial.

Na essência, os números são quase idênticos ao do último Datafolha: “Lula fica com o mínimo de 35% e o máximo de 36% das intenções de voto” , diz ele.

O que dá, descontados brancos, nulos e os que não respondem, 48% entre os que teriam “votos válidos”. Temerária, embora aritmeticamente verdadeira, a afirmação de que “Lula e Jair Bolsonaro iriam para o segundo turno se as eleições presidenciais fossem hoje”.

A fatura, com estes números, poderia ser liquidada no primeiro turno, conforme a margem de erro.

Diferença significativa, talvez por fraternidade na hipocrisia afetada, tem nos votos de Marina:  ela aparece com 8% no Ibope, bem abaixo dos 14% que lhe dá o Datafolha.

A dupla tucana, apresentada separadamente, soma 9%, quase o mesmo que cada um tem (8%) no cenário do Datafolha.

É claro que qualquer candidato do PSDB vai crescer, porque terá mais de São Paulo, sua razão de viver, e não será em cima do naco lulista do eleitorado.

O eleitorado de Lula é sólido – 26% na espontânea – e está claro que sua exclusão do processo eleitoral vai abalar a legitimidade da escolha, desencadeando um fenômeno que estes ensaios de pesquisa “sem Lula” são totalmente incapazes de identificar.

Não há pesquisas sobre o incerto 2° turno, o que - mantida a semelhança com o Datafolha, daria vantagem a Lula sobre qualquer concorrente.

Seria muito conveniente que os senhores adeptos das “soluções judiciais” procurassem ler sobre o “Ele Disse” de Vargas em dezembro de 1945.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Sistema de Orquestas de Venezuela alcanza los 900.000 músicos

La cuatrista de nueve años de edad Valentina Carrero ingresó al Sistema Nacional de Orquestas y Coros Juveniles e Infantiles de Venezuela, un paso más cerca de la meta del millón de niños. 


El Sistema Nacional de Orquestas y Coros Juveniles e Infantiles de Venezuela alcanzó los 900.000 integrantes con el ingreso de la cuatrista Valentina Carrero de nueve años de edad.

El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, propuso la meta de un millón de niños en el Sistema para el año 2019, y ante la incorporación de Carrero la meta parece acercarse por lo que para celebrar el hecho los mil 500 músicos ofrecieron un concierto en los espacios del Centro Nacional de Acción Social por la Música (Cnspm) el jueves. 

En paralelo, los estados del país ofrecieron 900 conciertos y recitales que mostraron los distintos programas de formación musical, organizados en los 440 núcleos de El Sistema, así lo informó el Ministerio del Despacho de la Presidencia y Seguimiento de la Gestión de Gobierno en un boletín.

Las  actividades que emprende el Sistema Nacional de Orquestas y Coros Juveniles e Infantiles de Venezuela se suman a la semilla artística que desarrolla el Movimiento Nacional de Teatro Infantil y Juvenil "César Rengifo" que convocó para este viernes a un concierto especial para celebrar el hito alcanzado por Carrero.



No teleSUR
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Bomba! Padrinho de Moro se ferrou!

Pimenta e Wadih sabem por que Moro presta inestimável favor a Ricardo Teixeira

Pimenta e Wadih em Madrid arrombam a Lava Jato, o Teixeira e a Globo
Os Deputados Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) estiveram na Espanha nos últimos dias, onde realizaram diligências em busca de documentos e depoimentos relativos à operação Lava Jato e à CPMI do Congresso sobre a JBS, onde ambos representam o Partido dos Trabalhadores.

Os dois retornaram ao Brasil com documentos que serão entregues oficialmente à CPMI, inclusive documentos de Andorra, onde fica a residência fiscal do ladrão do Ricardo Teixeira...

Pimenta e Wadih vão entregar também à CPMI mais de uma hora de gravações com o advogado Rodrigo Tacla Duran.

Tacla Duran apareceu em denúncias sobre a maneira como as delações são obtidas pelo Ministerio dito Público e dito Federal e pelo "Judge Murrow".

Além disso, Pimenta e Wadih conseguiram planilhas e extratos claramente manipulados, em desacordo com os originais dos sistemas da Odebrecht, onde Duran prestou serviços de advocacia entre 2011 e 2016.

Wadih e Pimenta apresentaram requerimento para que Tacla Duran seja ouvido na CPMI da JBS.

Como se sabe, segundo a "Fel-lha":
"Duran acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

A mulher de Moro, Rosangela, já foi sócia do escritório de Zucolotto. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

As conversas de Zucolotto com Tacla Duran envolveriam abrandamento de pena e diminuição da multa que o ex-advogado da Odebrecht deveria pagar em um acordo de delação premiada.

Em troca, segundo Duran, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois. O dinheiro serviria para "cuidar" das pessoas que o ajudariam na negociação, segundo correspondência entre os dois que o ex-advogado da Odebrecht diz ter em seus arquivos."
Pimenta e Wadih foram mais longe e pegaram, também, a "Globo Overseas" e o incomensurável favor que o "Judge Murrow" presta ao ladrão do Ricardo Teixeira.

Eles foram à Espanha atrás também do processo do Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, que está trancafiado no Presidio Soto Real, em Madrid.

Rosell, como se sabe, é cumplice da patranha da transferência do Neymarketing para o Barcelona, e se banhou descaradamente nas patranhas do Ricardo Teixeira e da Globo.

Diz o "detrito sólido de maré baixa":
Ricardo Teixeira está feliz com Sergio Moro. Como o juiz não manda o processo de Rodrigo Tacla Durán para a Espanha, os espanhóis não enviam a ação que existe lá contra o cartola, aquela de Sandro Rosell, para o Brasil.
Ou seja, o "Judge Murrow" pode ser incriminado como cúmplice do Ricardo Teixeira e da Globo!

No tuiter, Wadih também observou:
Eu e o companheiro Pimenta firmamos a nossa convicção após a ida a Espanha: a Lava Jato quebrou as empresas e enriqueceu os ladrões
Em tempo: veja o post sobre "Murrow" e o extermínio de empregos, segundo "colonista" da Globo.

Em tempo2: breve, os ladrões golpistas vão entregar a BrOi aos chineses também... - PHA

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Não existe mais jornalismo político no Brasil


Não se pode falar em "jornalismo político" no Brasil. A palavra "jornalismo" foi esvaziada de sentido. O que seria ou deveria ser "jornalismo", qual seria a lista paradigmática de valores caros a essa prática consagrada pela civilização? Fatos, investigação, liberdade, descoberta, ineditismo, denúncia, interpelação, argumentação, debate, relato, diversidade, consistência narrativa e texto de qualidade.

Quando a gente lê a manchete de hoje da Folha de S. Paulo e, a rigor, elenca o regime de manchetes de todos os grandes jornais dos últimos anos, e gente percebe que não há nenhum valor arrolado na lista acima. Pior do que isso, são antivalores ou seu exato contrário: fantasias, 'declaracionismo' - sic, monofonia, obviedade, repetição, denuncismo vazio, ausência de interlocução, senso comum, narrativas frágeis e texto precário.

O jornalismo já não é jornalismo há muito tempo, o sentido foi corrompido, expropriado, sequestrado. O jornalista não tem condições de fazer o seu trabalho, não tem liberdade, sequer tem direitos (trabalha por tempo, é explorado e amordaçado). O que diz a manchete da Folha de hoje? "Sob Temer, cresce ganho de irmão de marqueteiro". É quase um pedido de desculpa. Mais do que isso, é um enunciado que cai no vazio, porque não há mais segmento de leitores que se importe com esse tipo de obviedade: é óbvio - e cansa a beleza repetir ad nauseam - o quanto este governo é ilegítimo, corrupto e assassino (e péssimo e intelectualmente grotesco). Sem ineditismo, a notícia não acontece. Onde estão os teóricos do jornalismo? Cadê o Alberto Dines? Cadê o Observatório da Imprensa - que, ademais, só vinha falando igualmente obviedades? Cadê os professores da ECA, do Labjor - Unicamp, da UnB?

Quando o jornalismo entra nessa espiral obsessiva de repetição vazia, sem interlocução com a sociedade, sob essa "máscara", essa proteção de uma denúncia supostamente imparcial mas que foi elaborada e pensada para dar em nada, entra-se em um circuito doentio de ausência de debate e de sentido. Essa é a função maior do jornalismo hoje: estancar o debate, neutralizá-lo. O jornalista vocacionado, que fez uma graduação ou que aprendeu a escrever e investigar na vida real, está diante de um impasse. Ele tem o poder de virar esse jogo. Ele tem que ter a coragem de defender sua prática, seu trabalho e seu sentido.

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Lula diz que estampará logotipo na testa de candidato da Globo em 2018

Ato cultural do Alto Jequitinhonha, em Diamantina 
Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se apresentou ao microfone prometendo economizar voz. “Vinha dizendo que estou com 72 anos e tesão de 20 para a política. Mas confesso que estou bem cansado.” A caravana esteve em Montes Claros, passou por Bocaiúva e teve duas paradas extras, em Olhos D’Água e Couto de Magalhães, antes de chegar ao destino do final da tarde. Mesmo se poupando, explicou em poucos minutos como a economia cresce injetando-se recursos nas mãos dos pobres, como se conquista respeito caseiro e global sendo sincero e o que deve ser feito para evitar que o país continue sendo governado pelas mesmas cabeças que esquartejaram Tiradentes e perseguiram JK: vou democratizar as comunicações.

E começou lembrando de seus primeiros dias de governo. “Imagine eu, um metalúrgico, dentro do Salão Oval da Casa Branca. Aquele mesmo Salão Oval onde o Clinton namorou a Monica”, brincou ao encerrar, em Diamantina, na noite deste sábado (28), o dia da caravana Lula pelo Brasil no Alto Jequitinhonha, norte de Minas Gerais. Lula contou que no início de seu governo foi chamado pelo então presidente norte-americano George W. Bush. Bush queria conversar sobre a adesão do Brasil à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), bloco comercial que os Estados Unidos queriam compor lidera no continente. E pediu apoio brasileiro na ONU para sua ofensiva contra o Iraque, a pretexto de combater o terrorismo.

Os americanos invadiram o Iraque em março de 2003, sob a desculpa de que o líder Sadam Hussein produzia armas químicas. Sabiam que ali não havia armas químicas, mas que o controle daquele subsolo rico em petróleo podia fazer diferença na geopolítica mundial. Lula contou ter respondido a Bush que não conhecia o Iraque, não conhecia Sadam e que sua guerra era contra a fome no Brasil – observando que um dos motivos de ter conquistado reconhecimento no mundo foi ter vencido essa guerra. “Aí comecei a ganhar respeito.”

O ex-presidente lembrou também que o Brasil rejeitou a Alca e preferiu fortalecer relações comercias e políticas com os países da América do Sul. “Se a gente adere aos americanos e vira as costas ao Paraguai, à Bolívia, como vamos enfrentar a desigualdade em nossa região?”, explicou, repetindo frase que dizia ouvir sempre de sua mãe, que só é respeitado quem se dá o respeito. “Fui a todas as reuniões do G8. Sabia que ali não tinha nenhum presidente que já enfrentou enchente, que já passou fome ou que já comeu marmita azeda. E era respeitado por cada um deles.”

Dispor de credibilidade é um dos requisitos para se conseguir governar, disse Lula: “Ganhei com boa votação e fui atrás de conquistar a confiança dos que ainda não confiavam em mim”. Os outros dois itens que listou são: saber escolher um lado – “para quem se governa”; e saber montar uma equipe – “montei um time melhor do que o Tite”. Disse que o Brasil tinha pouca gente com muito dinheiro e muita gente sem nada. “Se a gente conseguir fazer com que essa gente que não tem nada tenha um pouquinho de dinheiro, ela não vai comprar dólar ou aplicar no banco. Ela vai ali no mercado comprar comida. Ela vai comprar as coisas que precisa e vai fazer a roda gigante da economia andar. Daí vem o sucesso do Bolsa Família, do crédito consignado, da valorização do salário mínimo, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)”, citou, dizendo que por escolher governar para quem precisa – “e rico não precisa de governo” – que fez a economia funcionar, crescer e criar empregos. “Governar é fazer o óbvio.”

Lula visitou empreendimento de agricultura familiar, passou por Bocaiúva e terminou o dia em Diamantina
Foto: Ricardo Stuckert

JK e Tiradentes

Na cidade onde nasceu Juscelino Kubitschek, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, o mencionou com grande estadista e apontou para o fato de que as mesmas forças políticas e econômicas que hoje dão golpe no Brasil não queriam deixá-lo tomar posse, em 1956. “Diziam que era porque não tinha maioria absoluta, mas era porque era um nacionalista”, disse Gleisi. O quase golpe só não obteve êxito porque um movimento militar liderado pelo marechal Henrique Teixeira Lott fez valer as regras do jogo.

O governador mineiro Fernando Pimentel (PT), comparou as perseguições a Juscelino e a Lula: “Quando JK deixou o governo, foram para cima dele dizendo que era corrupto, que tinha apartamento chiquérrimo na Vieira Souto (Copacabana). Teve a vida devassada e só depois de morto ficou comprovado que era tudo mentira”, contou. O mineiro era favorito às eleições de 1965, que acabaram não acontecendo depois do golpe de 1964.

Ao se referir à perseguição midiática e judicial que vem sofrendo desde que deixou o governo, Luiz Inácio lembrou que Tiradentes também foi vítima do fato de incomodar a Coroa. “Ele falava em independência. Enforcaram, esquartejaram, salgaram, exibiram sua cabeça para servir de exemplo do que fazem com quem incomoda. E 30 anos depois veio a independência”, ironizou. “Eles estão cometendo hoje os mesmos erros que a Coroa Portuguesa cometeu com Tiradentes. Porque se um Lulinha incomoda muita gente, milhões de Lulinhas incomodarão muito mais. E pra não deixar um Lulinha ganhar as eleições, vão ter que proibir o povo de votar.”

O ex-presidente reiterou que a caravana não é campanha eleitoral – “parece, mas não é” – e que tem o objetivo de fazer e difundir um reconhecimento da realidade em todo o país. Assinalou que nem sequer candidato é. Ainda. Reconheceu que o “mercado” hoje está mais refratário a sua entrada na disputa do que estava há 15 anos e disse que não tem importância, porque não vai fazer campanha nem programa para o mercado. “Meu compromisso de campanha hoje é encaminhar ao Congresso um projeto de referendo para revogar todas as sacanagens que estão fazendo”, voltou a destacar, como em todas as paradas da caravana em Minas, desde segunda-feira (23).

E mandou um recado às empresas da imprensa comercial. “Eu vou fazer a democratização dos meios de comunicação”. Lula tem dito que está longe de propor uma regulação da China ou de Cuba, e que acha necessário construir uma legislação moderna e civilizada (a atual é de 1962), como a dos Estados Unidos, da Inglaterra, da União Europeia. “O que não dá é para ter uma mídia nas mãos de nove famílias que continuam mandando no noticiário e produzindo mentiras todo santo dia”, afirmou. E encerrou dizendo que está torce para que a Globo tenha um candidato nas eleições do ano que vem. “Porque se tiver, eu vou estampar na testa dele o logotipo da Globo e vou ganhar dele.”

No Sul21
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Ibope: Lula vai a 35% e vence todos adversários

Foto: Ricardo Stuckert
Nova pesquisa presidencial feita pelo Ibope confirma: se as eleições fossem hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria novamente eleito presidente da República.

Em qualquer cenário apresentado ao eleitor, Lula fica com o mínimo de 35% e o máximo de 36% das intenções de voto. O o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece em segundo lugar, com 15%, enquanto Marina Silva, da Rede, tem 11%.

Em terceiro lugar; tanto os candidatos tucanos Geraldo Alckmin e João Doria, assim como o apresentador Luciano Huck, nome de laboratório que vem sendo preparado pela Globo, têm percentuais ao redor de 5%. Sem Lula, quem mais se beneficia é Ciro Gomes, que vai a 11%.


No 247
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A China

Férias ideais são as que nos permitem esquecer o mundo e nos concentrarmos no cumprimento da mais pura alienação, às margens da catatonia.

Consegui esquecer o Brasil e tirar férias das suas amarguras, mas esquecer o mundo foi impossível.

Há uma clara tendência para a direita no mundo todo, o fascismo ergue de novo a sua cabeça raspada e basta você passar por um estande de jornal, mesmo fazendo o possível para não ler as manchetes, para se dar conta de um mundo em agonia.

E como se não bastasse a ameaça da direita rediviva, há a ameaça do outro extremo, do estranho comunismo de mercado da China.

Quem não está admirado com o milagre da China está apavorado.

Não dá para pensar na China sem se entusiasmar ou se assustar. É impossível pensar na China e continuar despreocupado, mesmo em férias.

Dentro de muito pouco tempo, vai acontecer o seguinte: a China vai tornar o resto do mundo supérfluo. Não vai ser preciso existir mais ninguém, de tanto que vai existir a China.

O nosso destino é, enquanto a China cresce, irmos ficando cada vez mais desnecessários. Em, o quê? Vinte anos?

A China terá o maior parque industrial, com a mão de obra mais abundante e, portanto, mais barata, da Terra, e produzirá de tudo para o maior mercado consumidor da Terra, que será qual?

O dos chineses, mesmo ganhando pouco.

A China concentrará toda a atividade econômica do planeta entre as suas fronteiras. A China se bastará.

Antes de se tornar definitivamente autocapaz, a China terá que garantir as fontes da sua energia. O seu inevitável choque com aquele outro sorvedouro de combustível fóssil, os Estados Unidos, pelas últimas reservas de petróleo do mundo pode literalmente nos arrasar.

Sugestão para a reflexão antes de dormir esta noite, se você conseguir dormir: o petróleo escasseando, dois monstros sedentos cuja sobrevivência depende do petróleo se enfrentando — e nós no meio. Ganhará o confronto final, nuclear ou não, quem tiver mais gente. A China tem muito mais gente do que os Estados Unidos.

Enquanto isto, a Índia... Mas chega. Reanime-se. A vida ainda é vivível, há borboletas, pudins de laranja, música boa e mulheres bonitas.

Eu, na verdade, não tenho com o que me preocupar mesmo. Estou a caminho da fase pré-fóssil e não estarei aqui quando tudo isto acontecer. Mas só queria avisar.

Luís Fernando Veríssimo
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Há meio ano, pedido de impeachment de Temer aguarda definição

Nem Michel Temer ficou livre do risco de destituição, nem esse risco depende da Procuradoria-Geral da República recém-reformada, e ainda cinzenta sobre acusações criminais que ele e seus controlados na Câmara não desmontaram. Há quase meio ano, um pedido de impeachment de Temer, com a chancela da OAB, aguarda a definição do seu destino, entre a apreciação e o arquivamento.

Por um dos muitos erros de procedimentos institucionais, essa definição está a cargo de uma só pessoa, o presidente da Câmara. Para Eduardo Cunha, no caso de Dilma Rousseff, foi fácil a decisão: bastou a recusa da presidente à chantagem de acionar o PT para defendê-lo da destituição, ou daria andamento ao impeachment presidencial. Para Rodrigo Maia, a decisão é um problema funcional e uma encruzilhada política.

O desempenho de Maia tem surpreendido mesmo entre seus colegas. Até agora, manteve-se com rigor, e sem espalhafato midiático, nos limites da Constituição, do Regimento da Câmara e do uso da autoridade. Cresceu muito como político, um salto da zona sombria para o nível pouco habitado das vozes procuradas – nem todas por boas qualidades.

Os meses em que Maia retém a iniciativa da OAB coincidem com a conveniência de não sobrepor, por seu efeito tumultuoso, duas ações contra Temer, sendo a outra a da Procuradoria-Geral da República. Esta, porém, foi vencida. E Rodrigo Maia deve a decisão pendente.

Quem está em jogo nessa decisão é o político agora honrado com a classificação de governante mais rejeitado do mundo. E olha que a consultoria internacional Eurasia deu a Temer 7% de aprovação, explicados como índice obtido na pesquisa CNI/Ibope. Nesta, porém, a aprovação de Temer está em 3%, e no Datafolha em 5%. Mesmo com o índice caridoso, Temer está longe dos 18% de aprovação do segundo pior, Jacob Zuma, da África do Sul. Nicolás Maduro, com 23%, tem mais de três vezes a aprovação de Temer.

Um governante com 3% ou 5% de aceitação tem, na prática, a unanimidade do país contra sua presença no cargo que não usa. Ou só usa em seu proveito, seja para atividades que o põem sob acusações de crimes de corrupção e formação de quadrilha. Seja para a imoralidade criminosa com que usa cargos e verbas públicas na compra de deputados que protelem os processos criminais. Operação em que foi exposta uma falta de escrúpulos como jamais vista em governos deste tão pouco servidos de escrúpulos.

Por duas vezes, ao custo de dezenas de bilhões do dinheiro público, Temer reteve na Câmara a ação que o retiraria da Presidência. O que fará, na terceira ocasião ameaçadora, para que Rodrigo Maia reproduza o que antes coube ao plenário de metade comprada? E o que fará Rodrigo Maia com um governante nas condições policiais, judiciais, imorais e repelido nacionalmente como Temer?

O pretexto das reformas, em favor de Temer, está eliminado pelo próprio Rodrigo Maia e por Eunício Oliveira: os presidentes da Câmara e do Senado reiteraram com ênfase, ao final da semana, não haver condições para que o Congresso venha a aprovar reformas. Além de mais um desmentido ao que estão dizendo Temer e Henrique Meirelles, que anuncia aprovações dentro de uns 30 dias, os dois presidentes declaram a plena inutilidade de Michel Temer mesmo para os que o amparam por esperança em reformas.

No jogo a ser decidido pelo presidente da Câmara há mais do que Michel Temer. Há também a imagem feita por Rodrigo Maia, com o desempenho na crise, e sua relação com o povo que pede "Fora Temer!".

Janio de Freitas
No fAlha
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