18 de out. de 2017

Chile condena 35 militares por sequestro e tortura de mulher grávida durante ditadura

Um juiz no Chile condenou 35 ex-agentes da policia secreta do general Augusto Pinochet pelo sequestro, tortura e desaparecimento forçado de uma mulher grávida em 1976.


Reinalda Pereira estava grávida de cinco meses quando foi morta. Com 29 anos, ela era analista clínica e integrante do Partido Comunista — organização de oposição à ditadura de Augusto Pinochet.

Em 11 de setembro de 1973, o presidente Salvador Allende foi derrubado por um golpe militar liderado por Pinochet que implantou uma ditadura que durou até 1990.

O juiz Miguel Vazquez condenou Pedro Espinoza, Juan Hernan Morales e Ricardo Victor Lawrence a 10 anos de prisão. Outros agentes masculinos e femininos foram condenados a sete anos por envolvimento no crime, enquanto outros foram sentenciados a quatro anos por serem cúmplices.

O juiz determinou que Reinalda foi sequestrada em 15 de dezembro de 1976 e levada a um quartel militar secreto onde foi espancada, torturada e teve seu corpo desaparecido.

Á época de seu desaparecimento, as autoridades da ditadura afirmaram que ela havia fugido para a Argentina e atravessado a Cordilheira dos Andes à pé.

Leia Mais ►

Os quatro mitos que impulsionam a candidatura de Jair Bolsonaro


Jair Bolsonaro: mitos políticos e populismo

Em abril deste ano, a Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas (GOVCOPP) da Universidade de Aveiro (Portugal), promoveu o Seminário de Doutorado “Sistemas Partidários sob Pressão: Populismo, Realinhamentos Políticos e Eleições”.

Participaram do evento o professor Dr. João Carvalho, do CIES (Instituto Universitário de Lisboa), que falou sobre “A direita francesa perante a ameaça da Front National: das eleições presidenciais de 2007 a 2017”; e o professor Dr. Riccardo Marchi, do CEI (Instituto Universitário de Lisboa) – o pesquisador italiano fez apresentação sobre a ameaça populista à democracia ocidental, traçando um panorama da extrema direita pela Europa.

Diante deste contexto da ameaça aos sistemas partidários que, no fim, representa uma ameaça ao sistema democrático, entendi que seria interessante apresentar aos pesquisadores europeus a figura de Jair Bolsonaro.

Para a minha apresentação, escrevi um ensaio em que analiso o discurso de Jair Bolsonaro a partir da perspectiva do pesquisador Mihnea S. Stoica que, ao estudar os mitos políticos descritos por Raoul Girardet, concluiu que a retórica populista faz uso dos quatro mitos apontados pelo historiador francês.

Algo que pode ser identificado, também, no discurso de Bolsonaro.

Este ensaio deverá sair como um capítulo de livro em uma publicação vindoura do NEDAL – Núcleo de Estudos e Debates da América Latina.

O que vou apresentar no presente texto é uma versão reduzida daquele artigo.

Introdução

No Reino Unido, o governo Conservador, por receio de perder parte de seu eleitorado mais à direita para o discurso do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), convocou o referendo sobre a saída do país da União Europeia. E o Brexit, maior bandeira política do UKIP, triunfou.

Na França, Marine Le Pen levou a sua Frente Nacional (FN) ao segundo turno nas eleições presidenciais de 2017, sendo derrotada pelo liberal Emmanuel Macron.

Na Alemanha, a Alternativa para a Alemanha (AfD) teve 12,6% dos votos nas eleições legislativas federais, sendo o terceiro partido mais votado, conquistando 94 cadeiras no Bundestag (tornando-se o primeiro partido da extrema-direita a conseguir lugar no parlamento alemão desde o fim da II Guerra Mundial).

Na Holanda, o Partido para a Liberdade (PVV) obteve votação que lhe permitiu se tornar a segunda força no parlamento, ao conquistar 20 assentos.

Na Áustria, o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) vem reconquistando apoio nas urnas, aumentando seu espectro eleitoral a cada nova eleição parlamentar desde 2002, tendo ficado com 40 de 183 lugares do Conselho Nacional nas eleições de 2013; nas eleições presidenciais de 2016, viu seu candidato Norbert Hofer ficar à frente no primeiro turno com 35,1% dos votos e, embora derrotado no segundo turno, ter conquistado 46,2% dos votos.

Na Polônia a “Lei e Justiça” e na Hungria a Fidesz (União Cívica Húngara), comandam governos populistas e nacionalistas, que flertam com o autoritarismo.

No caso húngaro, ainda há o Movimento por uma Hungria Melhor (Jobbik), ainda mais radical e que nas eleições parlamentares de 2014 ficou com a terceira maior bancada: 23 assentos.

Saindo do Velho Continente, nos Estados Unidos, o bilionário Donald Trump foi eleito Presidente.

Embora apresentem diferenças em alguns aspectos – como no caso da diferença entre o UKIP e a Frente Nacional, com o partido britânico sendo mais liberal no aspecto econômico, enquanto o francês defende uma maior intervenção estatal, por exemplo –, em comum, além do chauvinismo, os partidos, movimentos ou lideranças políticas seja do nacional-populismo ou da nova direita radical partilham a narrativa populista, com a polarização entre “nós” e “eles”, tanto na dimensão vertical — nós, “pessoas comuns”, contra as elites política e intelectual, que pensam apenas neles próprios e indiferentes aos nossos problemas –, quanto na dimensão horizontal — os que são “como nós”, aqueles que compartilham a mesma forma de vida, e os de fora, “ameaçam o nosso estilo de vida”.

Todos eles clamam falar em nome do “povo”, colocando-se como a voz dos que não são ouvidos.

Deputado Federal em sétimo mandato, Jair Bolsonaro (PSC) é o expoente mais emblemático deste fenômeno no Brasil.

Também com um discurso patriótico, Bolsonaro, militar da reserva e que, há alguns anos, quando já exercia função parlamentar, disse que o então Presidente Fernando Henrique Cardoso deveria ter sido fuzilado, tem conquistado a admiração de parcela da população descontente com a classe política.

Evidencia outra característica da recente ascensão dos movimentos populistas europeus e também da vitória de Donald Trump nos EUA – a da catalisação da descrença no sistema da representatividade democrática.

Populismo

No Brasil e na América Latina, o termo populismo é geralmente associado a governos de esquerda: o Peronismo na Argentina, Getúlio Vargas no Brasil; mais recentemente o Chavismo na Venezuela e os governos da Bolívia e do Equador.

Entretanto, como Ernesto Laclau atesta, “não se pode entender ‘populismo’ como um tipo de movimento — identificado com uma base social específica ou uma orientação ideológica em particular — mas como uma lógica política”.

Mény e Surel afirmam que o conceito de populismo vai muito além da descrição de países de Terceiro Mundo governados por líderes carismáticos, uma vez que também pode ser utilizado para se referir a muitos casos recentes na Europa Ocidental.

Bem como, acrescento, ao triunfo de Donald Trump nos Estados Unidos.

Para Paul Taggart, a falta de valores fundamentais do populismo explica porque este conceito pode ser aplicado a posições ideológicas discrepantes, como esquerda e direita, e acrescenta que populistas já foram “revolucionários, reacionários, esquerdistas, direitistas, autoritários e libertários”.

Então, o que é populismo?

Margaret Canovan pergunta “de que coisa estamos falando, com quais características?”

Sendo o populismo não um movimento identitário de uma ideologia em particular, mas uma “lógica política” (Laclau), a sua manifestação apresenta características que podem ser identificadas e relacionadas.

Começando pelo aspecto básico e comum em qualquer narrativa populista: a divisão dicotômica da sociedade.

O estabelecimento de dois campos antagônicos e conflitantes: a polarização “nós” vs. “eles”.

O “nós” representa o povo, o “cidadão comum”, “os homens e as mulheres esquecidas”, em oposição a “eles”, as elites políticas e aos intelectuais politicamente corretos.

Os populistas, naturalmente, clamam defender o lado “certo” deste conflito, colocando-se como a voz do povo.

E esta é uma característica se encaixa na narrativa de Bolsonaro, que se coloca como o defensor do “povo brasileiro”, a quem promete resgatar o país da elite política corrompida.

Além disso, Bolsonaro não esconde sua repulsa aos intelectuais, associando-os, em regra, à esquerda — que, em sua visão, deve ser combatida.

Ainda no tocante à corrupção, lembremos como se deu a ascensão dos populistas na Itália no início dos anos 1990, como a Lega Nord e, especialmente, a Forza Italia, de Silvio Berlusconi, que chegou ao poder.

Foi na esteira da operação “Mãos Limpas” que os populistas italianos capitalizaram para si grande parte do apoio popular, argumentando que os resultados das investigações e dos processos judiciais ratificavam aquilo que diziam há anos: a corrupção era endêmica na classe política e nas instituições do país.

A operação “Mãos Limpas”, como se sabe, serviu de inspiração para as investigações da “Lava Jato” no Brasil.

E não nos parece coincidência que Bolsonaro faça questão de destacar que seu nome não consta entre os “corruptos”.

Outro traço marcante do populismo é a capitalização da desilusão popular com o sistema político, em especial com a representatividade democrática.

As pessoas se sentem traídas pela classe política, não reconhecendo nela a legitimidade de sua representação.

Os partidos são incapazes de atender à demanda do povo, pois seus programas não representam as aspirações populares.

Não por acaso, quando fala da “Lava Jato”, Bolsonaro acusa as cúpulas partidárias e se demarca de seu próprio partido, o Partido Social Cristão (PSC), como se viu em sua palestra na Hebraica do Rio de Janeiro em abril, quando deu a entender que o partido ao qual é filiado não vai escapar ileso às investigações.

Esta crise de representatividade, fator que os movimentos populistas procuram aproveitar ao longo da história, é um aspecto que nos ajuda a compreender o crescimento da popularidade de Jair Bolsonaro.

O deputado explora não apenas o momento de crise econômica e política do Brasil, como também a crise de representatividade política, capitalizando a simpatia de uma parcela da população que não mais se reconhece nos partidos políticos tradicionais.

A sociedade é composta por vários grupos distintos, o que caracteriza o pluralismo.

Saber lidar com este pluralismo, tratar as diferenças sem que estas signifiquem discriminações absurdas ou arbitrárias é marca de uma sociedade democrática.

Não à toa, os populistas de direita rejeitam as “garantias ‘horizontais’ do constitucionalismo”, pois “a segurança oferecida pelos ‘direitos’ (especialmente individuais e direitos das minorias) ou o recurso a regras jurídicas complexas para injustiças são anátema para populistas”, como observa Taggart.

Por isso que populistas como Bolsonaro focam “primeiramente, na construção de tensão entre o desejo popular e a democracia constitucional”, usando expressão de Wolfgang Müller.

Para Bolsonaro, “as minorias têm que se curvar às maiorias” e “a lei deve existir para defender as maiorias”.

Este conflito – “nós” maioria, “eles” minoria – exemplifica a aversão do pensamento Bolsonariano à pluralidade democrática.

Os mitos políticos e a retórica populista de Jair Bolsonaro

Para Stoica, os mitos políticos representam “uma explicação ideológica do fenômeno político que constitui uma fonte de crença para um grupo social específico” e, portanto, considera que os mitos políticos, “como parte integral do discurso político”, servem de instrumento essencial para a legitimação ideológica de práticas políticas, estabelecendo os alicerces para várias ações.

Partindo deste pressuposto, Stoica analisa os mitos políticos descritos por Raoul Girardet e conclui que que a retórica populista adotada por diversos partidos europeus faz uso dos quatro mitos: da conspiração, do salvador, da era dourada e da unidade.

O discurso de Bolsonaro reúne diversas características do populismo apontadas pela literatura. E também recorre aos quatro mitos apontados por Girardet.

Mito da Conspiração

Stoica explica que o mito da conspiração consiste na ideia de um grupo oculto possuir um plano articulado para a dominação mundial e que, uma vez assumido o poder, estes iriam governar contra a vontade geral.

Um grupo tomaria o comando e exerceria o poder autoritário, contrariando as demandas e os desejos do “povo”.

Por se tratar de um mito, evidentemente que a conspiração contra o “povo” ganha contornos de secretismo, com os conspiradores atuando em uma bem estruturada organização, sob a proteção das sombras, sem que as pessoas saibam os seus reais objetivos.

Este é um mito de fácil identificação na narrativa de Bolsonaro.

Crítico do Partido dos Trabalhadores (PT) e completamente averso a qualquer política pública que identifique como sendo de esquerda, Bolsonaro afirma que o grande plano dos governos petistas era implementar o comunismo no Brasil.

Para isso, logicamente, o PT não agiria sozinho.

Seria preciso contar com a colaboração de uma entidade extremamente organizada que, não sendo oculta – uma vez que sua existência é de domínio público –, mascara a sua atuação, fingindo ter uma importância bem menor do que suas verdadeiras pretensões. E este grupo seria o Foro de São Paulo.

Ao contrário do mito propagado por Bolsonaro, o Foro de São Paulo nunca foi secreto, nunca teve como membro o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e jamais pretendeu implementar o comunismo na América Latina.

O Foro existe como um fórum de debates e reflexões de grupos de esquerda a respeito das questões do continente.

O mito da conspiração da suposta ameaça de transformação do Brasil em um país comunista também é visto em campanhas que o deputado e seus filhos (também eles políticos) participam como “Escola sem partido” ou “escolas livres do comunismo”.

Mito do Salvador

Se os conspiradores tramam contra o povo na escuridão, nada mais adequado do que a existência de uma figura mitológica que traga a luz para o povo: o salvador.

Segundo Stoica, Giradert considera que o mito do salvador é caracterizado por uma “forte dimensão coletiva”, seja relacionada ao herói (em tempos de paz ou de guerra), a figura providencial ou mesmo um profeta.

Este mito é construído a partir da capitalização da insatisfação e desilusão popular com a representação política.

Bolsonaro é a voz do povo na divisão dicotômica do “nós” contra “eles” (corruptos), que agem em defesa de seus próprios interesses e não em prol dos desejos do “povo brasileiro”.

O mito do salvador se configura no político que não aparece nas denúncias da “Lava Jato”, o herói que tem sido carregado pelo povo nas cidades que percorre aos gritos de “BolsoMito”.

Mito da Era Dourada

Stoica correlaciona este mito com a representação simbólica da infância.

O sentimento de inocência e felicidade de um lado e a segurança da autoridade patriarcal do outro.

A segurança advém de um grupo social protegido e fechado, com uma estrutura hierárquica bem definida, assegurando a todos os membros da comunidade a ordem, disciplina e o respeito.

Este mito seria como uma fuga da realidade, uma vez que Stoica esclarece que Giradert o aponta como a recusa a aceitar o contexto político contemporâneo, representando, assim, o sentimento de vingança.

No caso de Bolsonaro, o mito da era dourada é facilmente perceptível em seu saudosismo da ditadura militar, período que o deputado considera glorioso, com “20 anos de ordem e progresso”, tempo “da família, do respeito e da segurança”.

Na visão do parlamentar, a ditadura livrou o Brasil de se tornar uma nova Cuba – o que reforça o mito da conspiração e sua aversão a uma ameaça comunista (que não existia em 1964 e não existe no século 21, frise-se).

Em seu voto no processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, Bolsonaro fez dedicatória à memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, às Forças Armadas Brasil, além do Brasil e de colocar “Deus acima de tudo”.

Durante o regime militar, Ustra foi chefe do DOI-Codi do Exército de São Paulo, órgão de repressão do governo militar.

Sob seu comando, de acordo com a Comissão da Verdade, no mínimo 50 pessoas foram assassinadas ou desapareceram e 500 foram torturadas.

Há alguns anos, quando não passava de um Deputado Federal desconhecido, Bolsonaro chegou a afirmar que se um dia fosse Presidente da República iria fechar o Congresso Nacional.

Como aconteceu precisamente no período da ditadura militar que, após o Ato Institucional Número 5 (AI-5) de 1968, manteve o Congresso fechado por pouco mais de 10 meses.

Agora, levando sua postulação à Presidência da República mais a sério, Bolsonaro muda o tom.

Em entrevista à Folha de São Paulo publicada no dia 13 de março de 2017, disse que “não vai pregar fechar o Congresso” e que apenas havia “expressado uma indignação popular”, atirando para o ente “povo” o desejo de ver o Congresso fechado.

Algo usual na retórica populista, Bolsonaro se apresenta como a voz do povo, afirmando reiteradas vezes que diz aquilo que povo quer ouvir e gostaria de dizer se tivesse oportunidade.

Mito da Unidade

O último dos quatro mitos políticos é o da unidade, que, segundo Stoica, “não pode ser dissociado da ideia de um destino (político) comum ou partilhado”, passando a imagem de um grupo de pessoas que luta pelos mesmos ideais e vivem sob harmonia.

A ideia de comunidade partilhada, entretanto, é limitada na retórica populista. A definição de “povo”, neste modo de ver o mundo, restringe-se apenas aqueles que são considerados “verdadeiros”, podendo ser uma “exclusão mais ou menos simbólica”, como, por exemplo, excluir os “corruptos ricos ou da elite”, como na visão dicotômica do populismo, ou pode se aproximar de uma segregação racial, como se via nos discursos de Jörg Haider da FPÖ e se verifica em Marine Le Pen, da Frente Nacional.

Embora negue ser homofóbico, Bolsonaro já defendeu a agressão física por parte dos pais que desconfiem de que o filho seja homossexual.

Também foi condenado a indenizar, por danos morais, em R$150 mil o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD), do Ministério da Justiça, por dizer que não corria o risco de ter um filho gay pois seus filhos “tiveram boa educação” e também por declarações racistas.

Denominou de “kit gay” um projeto do Ministério da Educação (MEC) contra a homofobia nas escolas e foi contrário à iniciativa do governo, alegando se tratar de um ativismo “gay” nas escolas.

Embora negue ser racista, o parlamentar já declarou que considerava a possibilidade de um de seus quatro filhos se apaixonar por uma mulher negra uma “promiscuidade”.

Recentemente, foi condenado em primeira instância ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil, devido a uma afirmação em palestra na Hebraica-RJ em que comentou sua ida a uma comunidade quilombola: “Fui num quilombo, e o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais”.

Embora negue ser misógino, o deputado já protagonizou diversos episódios de ofensas às mulheres.

Seu episódio mais conhecido se trata da declaração à Deputada Federal Maria do Rosário, em que disse que não a estupraria porque ela não merecia.

Em abril, na Hebraica, Bolsonaro falou que teve quatro filhos homens e, no quinto, “fraquejou” e veio uma menina.

Em sua aversão às minorias, o deputado também possui episódio de xenofobia.

Já declarou que os refugiados “haitianos, senegaleses, bolivianos e tudo que é escória do mundo que, agora, está chegando os sírios também. A escória do mundo está chegando ao Brasil como se nós não tivéssemos problema demais para resolver”.

Assim como os “New Radical Right (NRR)”, como usa Herbert Kitschelt, Bolsonaro tem adotado nos últimos tempos um discurso de liberalismo de mercado, além de possuir uma agenda autoritária e episódio de xenofobia. Mas, também, compartilha com o movimento do NRR a repulsa a políticas redistributivas e ações afirmativas, como as implementadas durante os governos do PT.

É contra as cotas raciais (que considera uma forma de fomentar o “ódio entre os brasileiros”), contra o “Bolsa Família” (“curral eleitoral”) e se declarou contrário à demarcação de reservas indígenas e quilombolas.

Bolsonaro defende a castração química de estupradores, a redução da maioridade penal para 12 anos, a pena de morte, prisão perpétua e trabalhos forçados para presos (estes três últimos, impossíveis de acontecer, uma vez que se tratam de clausula pétrea da Constituição da República de 1988).

É, ainda, contrário aos direitos humanos, que considera proteger apenas os bandidos.

Defende que só se combate violência com “porrada”, que se o “bandido tem pistola, [a gente] tem que ter fuzil” e é favorável à liberação do porte de arma de fogo irrestrito.

Por fim, sendo um adepto de que a vontade da maioria deve prevalecer sobre os direitos das minorias, o deputado já afirmou, em evento na cidade de Campina Grande, na Paraíba, “sem essa de Estado Laico, somos um Estado Cristão” e acrescentou “Vamos fazer um Brasil para as maiorias. A minorias têm que se curvar às maiorias. A lei deve existir para defender as maiorias. As minorias se adequam ou, simplesmente, desapareçam”.

O mito da unidade, portanto, concretiza-se na promessa de constituição de uma sociedade em que as vontades e preferências da maioria (cristã?) prevaleceriam sobre todos os demais cidadãos.

Bolsonaro se coloca, assim, como o garantidor da harmonia (unidade) social da maioria (cristã?).

Conclusão

Embora para Bolsonaro, em sua visão estreita e superficial do mundo, o “populismo é a última fase do comunismo”, e aqui reiterando não apenas o mito da conspiração como também a própria divisão dicotômica da sociedade, uma análise ao seu discurso evidencia como sua retórica se encaixa tanto naquelas características que são comuns aos movimentos populistas, quanto no recurso aos quatro mitos políticos de Raoul Giradert aplicados a uma narrativa populista.

Em sua divisão de “nós” contra “eles”, o “BolsoMito”, o “salvador” do povo brasileiro (mas apenas da “maioria cristã”, pois a minoria deve se curvar perante o desejo da maioria), e nos seus posicionamentos acerca de questões sociais e econômicas, podemos concluir que Jair Messias Bolsonaro tem uma postura que se aproxima ora da New Radical Right, ora do nacional-populismo, fenômenos que se verificam no recente crescimento do populismo de direita um pouco por toda a Europa.

Emanuel Leite Jr., Bacharel em Direito, Jornalista, Doutorando em Políticas Públicas na Universidade de Aveiro (Portugal).
Leia Mais ►

Lula fala para a rádio Super Notícia FM de Belo Horizonte


Leia Mais ►

A mão peluda de Dom Odilo e da Igreja na ração de Doria e na empresa que a fabrica

Dom Odilo e Rosana Perrotti, fabricante da “farinata” de Doria
Uma figura passou um tanto despercebida no fiasco da Operação Ração de João Doria Jr.: Rosana Perrotti.

A dona da ONG responsável por produzir o “composto” não tem fábrica em atividade e nem capacidade de produção em escala.

Segundo ela mesma admitiu, a Plataforma Sinergia opera com indústrias licenciadas, cujos nomes ela não declina, e só fez amostras que foram distribuídas em creches.

“Nossa fábrica foi inaugurada em 2013, mas nós não tínhamos volume suficiente pra processar porque são tecnologias que são aplicadas na indústria de alimentos e farmacêutica e que demandam volumes”, declarou à CBN.

A secretária municipal de Direitos Humanos, Eloísa Arruda, contou que a “farinata” seria servida apenas para grupos muito específicos da população paulistana. Mas fala em levar a gororoba para países da África e para a Síria. 

Rosana Perrotti garante que seu preparado contou com um conselho de especialistas em sua elaboração, embora não tenha nomeado nenhum deles. Nutricionistas sérios de todo o país detonam sua criação.

A “farinata” foi defendida veementemente por apenas uma voz barulhenta: a da Igreja Católica.

O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, ressaltou que “não é a pílula da fome”, mas uma “possibilidade alimentar” para ajudar no combate à desnutrição e ao desperdício.

“Seria uma pena uma coisa que nasce para ser boa acabar abortada por manipulação política ou desinformação, prejudicando os mais pobres”, apontou.

Dom Odilo e Rosana são antigos parceiros. Em 2013, ele enviou uma carta ao papa Francisco louvando as benesses do negócio. Meses depois, um estafeta do Vaticano mandou uma resposta protocolar, que Rosana reproduziu em sua conta no Facebook.


Com fama de “gestor” (olha ele aí), Odilo trouxe a firma de Rosana para sua órbita nessa época. Ela foi uma das estrelas de um painel sobre “desperdício de alimentos e combate à fome”, atendendo “uma chamada” do Sumo Pontífice.

O site Zenit, agência de notícias “formada por profissionais e voluntários convictos de que a sabedoria extraordinária do Papa e da Igreja Católica pode alimentar a esperança e ajudar a humanidade a encontrar verdade, justiça e beleza”, definiu assim a Plataforma Sinergia:

Uma solução ambiental e social, economicamente viável às indústrias de alimentos, supermercados e demais entrepostos de alimentos, que atende à PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos e que permite reduzir custos públicos e privados, salvar vidas e proteger o meio ambiente.

Odilo e Rosana apareceram em atrações da Rede Vida. O lançamento do programa Allimento para todos estava coalhado de freiras e padres.

Doria segurava um vasilhame com um rótulo que reproduzia a imagem de Nossa Senhora. Tudo era “abençoado”.

Nas redes, Rosana passou a abraçar algumas causas religiosas — à direita.

Postou vídeos de combate à “ideologia de gênero” feitos por um certo professor Felipe Nery, presidente de um tal Observatório Interamericano de BiopolíticaNery dá palestras sobre “o neototalitarismo e a morte da família” em paróquias.

Num outro, o senador Magno Malta, celebrado intelectual, detona “esquerdopatas” e a exposição do MAM, que ele acusa de “pedofilia”. Há também imagens móveis de outro santo, Sergio Moro.

O que a Igreja ganha nessa? Dom Odilo pode responder.

Deus ajude as crianças pobres e famintas porque, se depender dele, de João Doria e sua turma, elas estão fritas.


Kiko Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

Doria: “Você acha que pobre tem hábito alimentar? Se comer, tem que dizer graças a Deus”

Frase foi dita em 2011, quando Doria apresentava o programa “O Aprendiz”, em um momento em que discutia com os participantes “alimentação saudável” para moradores de rua. Agora como prefeito, seguiu na mesma linha ao anunciar a “ração humana”. Assista


A vereadora Sâmia Bomfim (PSOL-SP) postou em suas redes sociais um vídeo que mostra o prefeito João Doria (PSDB) já em 2011 expondo o que viria a concretizar, este ano, com o lançamento da polêmica “ração humana” – um granulado de restos de alimentos processados que seria distribuídos a moradores de rua em São Paulo.

Na ocasião do vídeo, Doria era apresentador do programa da Record “O Aprendiz”, um reality show de empresários que, nos Estados Unidos, era apresentado por Donald Trump. Neste episódio em questão, o tucano discutia com os participantes uma tarefa que consistia em fornecer “alimentação de qualidade” a moradores de rua quando disparou a frase que já dava uma prévia do “Allimento” que iria lançar como prefeito.

“Você acha gente humilde, pobre, miserável vai ter hábito alimentar? Se ele se alimentar, tem que dizer graças a Deus”, disse.



O programa Alimento para Todos foi lançado em um vídeo nas redes sociais publicado pelo prefeito na semana passada e anunciado na página da Secretaria de Direitos Humanos. De acordo com o texto, o programa faria a distribuição de um composto, feito com base em alimentos que não seriam vendidos, para populações com carências nutricionais. O resultado é uma uma espécie de pedra sem cor, que mais parece uma ração, e teria o nome de “allimento”. A distribuição seria feita a partir de uma parceria com a empresa Plataforma Sinergia.

O Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (que engloba São Paulo) manifestou posição contrária à proposta, entendendo que ela “contraria os princípios do Direito Humano à Alimentação Adequada”.

Depois da péssima repercussão, a prefeitura de São Paulo não aguentou a pressão e voltou atrás sobre sua decisão de lançar o programa. A última informação é que não existe nenhuma parceria firmada e que ainda não sabe se distribuirá o produto.

No Fórum
Leia Mais ►

Pornografia, censura e política

Este “moralismo“ é pregado e praticado por setores da direita política radical, ligados às correntes neoliberais, às igrejas neopentecostais, ao estilo e filosofia de vida da classe média norte-americana e ao viés político fascista.
Foto: Guilherme Santos/Sul21
O ativismo moralizador que grassa em certos setores sociais tem aumentado e preocupado outros setores por estar incluído nesse ativismo exigências ligadas à censura sobre obras artísticas de legítimas e didáticas qualidades estéticas.

Este “moralismo“ é pregado e praticado por setores da direita política radical, ligados às correntes neoliberais, às igrejas neopentecostais, ao estilo e filosofia de vida da classe média norte-americana e ao viés político fascista. J.M. Coetzee assinala, (Contra la Censura- Ensayos sobre la pasión por silenciar) que ao pesquisar o mercado, se percebe uma gama de pornografia visual sádica que é particularmente vista e divulgada nos países ricos do ocidente cristão, onde um de seus Papas, o bilionário Hugh Hefner acaba de falecer. Coetzee observa que este sadismo sexual não é encontrado e executado com e nas mulheres dos países árabes onde esse tipo de divulgação é rigorosamente proibido.

O estranho disso tudo é que os grupos moralizadores citados combatem apenas o que julgam ser imoral em obras de arte de maior ou menor valor artístico. Ao passo que os movimentos de controle dos filmes, vídeos, revistas pornográficas, de ampla divulgação no Ocidente, têm sido encabeçado por mulheres, politicamente situadas fora desse espectro proto-moralista da direita política. Argumentam elas que os consumidores desses materiais – na maioria absoluta, homens – não somente os adquirem por gosto pela violência sexual, como também por neles apreenderem técnicas de sadismo físico e psicológico, praticado em mulheres. É notório o fato de que revistas pornográficas cujos atores são homens, não prosperaram por ter baixo consumo. Assim, na medida que essas publicações submetem mulheres a relações sexuais  degradantes, estas, como coletividade, sentem-se humilhadas e ultrajadas , ao serem tratadas como mercadorias e objetos de uso e de troca no mercado financeiro do capital. Por outro lado, é estimulante se observar que o núcleo das lutas femininas atuais também coloca em questão o imaginário masculino através dos tempos, o qual – como se discutiu num dos medievais Concílios de Macon – não considerava as mulheres como seres humanos.

Na verdade, a coisificação das mulheres como estratégia característica do poder masculino não só na pornografia como em geral nos processos sociais, não é tema que sensibiliza ou causa indignação e lutas, aos savonarolas incultos e incautos que atacam museus e exposições de arte as quais retratam as legítimas e autênticas expressões do momento histórico e social que se vive em nosso país.

Franklin Cunha é médico e membro da Academia Rio-Grandense de Letras.
No Sul21
Leia Mais ►

O que os constitucionalistas soviéticos tem a ensinar ao Brasil?


Viralizou na internet o vídeo de um Bispo católico pedindo aos fiéis para não sintonizar a TV na Rede Globo.



O argumento utilizado pelo clérigo para desautorizar a programação da empresa do clã Marinho é aparentemente convincente:

“Nós católicos não deveríamos mais assistir a rede globo, porque a rede globo é um demônio dentro das nossas casas”.

Tenho sido um crítico mordaz da Rede Globo desde a época em que meus textos eram publicados no Observatório da Imprensa. Apesar disso, não me parece adequado comemorar a iniciativa do Bispo. Ele falou aos católicos utilizando argumentos religiosos. Nós vivemos num Estado laico e devemos falar ao conjunto da população utilizando argumentos racionais.

Ao ver o vídeo lembrei-me de uma regra implícita na nossa Constituição que se encontrava explícita na Constituição da União Soviética:

“Art. 52 – É garantida aos cidadãos da URSS a liberdade de consciência, isto é o direito de professar qualquer religião ou de não professar nenhuma, a celebrar cultos religiosos ou a fazer propaganda do ateísmo. É proibido incitar à hostilidade e ao ódio por motivo de crenças religiosas.

Na URSS a Igreja é separada do Estado e a escola separada da Igreja.” (Constituição da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, edições trabalhistas, Rio de Janeiro, 1987, p.19)

A Rede Globo foi um dos principais vetores do anti-petismo. A irracionalidade deste discurso, que está assumindo características quase teológicas e envenenando até a distribuição de Justiça em nosso país, foi elevado à condição de programa político por Aécio Neves quando ele disputou a presidência. O anti-petismo cresceu e se tornou mais e mais virulento após a vitória de Dilma Rousseff. A análise desta modalidade discursiva pode ser uma chave importante para entender o fenômeno social que desaguou no golpe de estado jurídico-parlamentar de 2016.

Se ao discurso de ódio vomitado pela Rede Globo for contraposto um discurso semelhante, a situação do Brasil não vai melhorar. Muito pelo contrário, o mais provável é que a realidade se torne mais tóxica do que já está. Além disto, o clã Marinho não é a única fonte do anti-petismo.

O ódio contra nosso regime constitucional, contra as políticas sociais inclusivas do PT e contras as lideranças de esquerda tem sido diariamente espalhado nas redes sociais e nas rádios por pastores evangélicos como Malafaia. Ao votar em favor do impedimento o pastor Marco Feliciano chamou o PT de “partido das trevas”.



A crítica a Rede Globo deve ser feita, sem dúvida. Mas sempre com a utilização de argumentos racionais. Afinal, se levarmos em consideração a atuação da bancada evangélica durante o golpe de 2016 somos obrigados a concluir que a disputa política está sendo transformada numa guerra religiosa. Nesse contexto, é impossível dizer se a Rede Globo é inimiga dos católicos (como disse o Bispo) ou apenas um instrumento nas mãos dos inimigos e concorrentes do clã Marinho (os pastores evangélicos).

Nem teologia católica, nem teocracia evangélica. O que nós precisamos é defender e aprofundar a natureza laica do Estado brasileiro, sem o qual não haverá espaço político para o debate racional, para a Rede Globo, para uma internet livre de censura e até para a distribuição de uma Justiça que esteja acima das ideologias políticas e isenta de contaminação religiosa.

Foi por esta razão, aliás, que transcrevi a Constituição da antiga URSS. Exceto nos Bálcãs, o colapso do regime soviético não produziu guerras religiosas. Muito embora tenha se reinventado como defensora da cristandade, a Rússia é reconhecida pela tolerância religiosa e por seu pragmatismo internacional. Enquanto os norte-americanos instigam o terrorismo islâmico, os russos fazem o oposto. E neste caso, meus caros, o que foi bom para os soviéticos e russos (a sanção política contra a intolerância religiosa) certamente pode ser bom para os brasileiros. 

Fábio de Oliveira Ribeiro
No GGN
Leia Mais ►

As privatizações de Temer boicotam a economia do País

Depois do setor elétrico e do patrimônio da Petrobras, vem aí a venda da Caixa Econômica Federal

Temer e Meirelles: negócio fechado
Com medidas contra o País, Michel Temer tem entregado, um por um, nossos patrimônios. No leilão de setembro, o governo federal vendeu quatro hidrelétricas pertencentes à Companhia Energética de Minas Gerais para empresas estrangeiras. A privatização das usinas da Cemig rendeu 12,12 bilhões de reais, apenas 65,5% do lucro da empresa nos últimos sete anos e meio (18,5 bilhões). Negócio da China, literalmente, para o State Power Investmente (Spic), grupo chinês que levou uma das quatro usinas, a de São Simão, por 7,18 bilhões de reais.

O desmonte do setor elétrico servirá de modelo para a venda da Eletrobrás. Uma de suas consequências será a elevação do custo da tarifa de energia, e para as empresas um lucro maior que o triplo do preço de venda, rendendo cerca de 40 bilhões de reais. Chineses, italianos e franceses enxergaram a capacidade de investimentos, rentabilidade e viabilidade do setor elétrico no País. O governo, que deveria ser o maior interessado no fornecimento de energia, parece ter ficado cego.

Ao retomar as estratégias fracassadas do PSDB dos anos 1990, Temer e o seu PMDB planejam entregar setores estratégicos. Descobriu-se recentemente que a Caixa Econômica Federal será um dos próximos alvos no balcão de negócios montado por Henrique Meirelles e sua equipe. Temer pretende anunciar a privatização da Caixa no fim do ano, conforme informação divulgada em um site corporativo do Rio de Janeiro.

Não podemos assistir calados à entrega de um banco 100% público, por meio de esquemas e negociatas que só prejudicam a economia do País. A Caixa possui a liderança absoluta na concessão de crédito habitacional no Brasil, e é responsável pelo pagamento de bilhões de reais em benefícios e programas sociais aos brasileiros. Além de ter um papel fundamental no pagamento de direitos dos trabalhadores, do programa Minha Casa, Minha Vida, de benefícios da Previdência, entre outros.

É mais uma ameaça à soberania nacional, à nossa autonomia econômica. Não vamos ficar inertes diante dessas vendas, das privatizações sem sentido. Nós, como oposição a esse governo golpista, sem escrúpulos e sem visão de futuro, devemos resistir e lutar contra essas medidas criminosas, tanto no Congresso Nacional quanto na Justiça.

Temos repetido constantemente que Temer e seus aliados ignoram propostas que poderiam mudar a situação de crise em que o Brasil se encontra. Entre as medidas, a taxação das grandes fortunas, uma reforma tributária voltada para quem ganha mais, a cobrança de dívidas de bancos e empresas que possuem débitos volumosos com a União.

Não tenham dúvidas, o saldo dos investimentos feitos pelos grupos estrangeiros, que avançam no setor elétrico e petroleiro, será cobrado do consumidor. E nós, brasileiros, também sairemos perdendo no desenvolvimento socioeconômico, na geração de energia, nos tornando cada vez menores no cenário mundial.

O papel do País é de protagonismo em suas áreas estratégicas e é por isso que precisamos parar com o desmonte patrocinado pelo ilegítimo governo Temer.

Zeca Dirceu, Deputado federal pelo PT-PR
Leia Mais ►

Sonda japonesa descobre túnel na Lua que pode vir a abrigar base lunar


Os cientistas japoneses do Instituto do Espaço e Estudos Astronômicos da Agência Aeroespacial do Japão (JAXA, na sigla em inglês) descobriram na Lua uma espécie de túnel gigantesco que pode ser o lugar apropriado para a construção de uma base lunar, comunicou à Sputnik uma representante do serviço de imprensa da JAXA.

"Os dados foram recebidos pela sonda Kaguya que foi enviada à Lua em 2007 e durante um ano e meio recolheu informação. Contudo, na época não tínhamos a possibilidade de fazer tal análise. Isto se tornou possível a este nível tecnológico. Verificamos que na região das Colinas de Marius fica uma cratera com um raio de 50 metros e com a mesma profundidade, que está ligada a uma cavidade subterrânea com várias dezenas de quilômetros de comprimento", esclareceu a interlocutora à Sputnik.

Ao medir os índices de radiação e temperatura, os cientistas verificaram que o "túnel" permite proteger possíveis futuros habitantes das mudanças drásticas de temperatura e de radiação, bem como da queda de meteoritos. Todos esses fatores são considerados um grande obstáculo à criação de uma base lunar, adicionaram na JAXA.

Além disso, os cientistas consideram que a cavidade, que foi formada como resultado do fluxo de lava vulcânica na Lua, pode esconder provas de que antes no satélite da Terra existiam polos magnéticos, podendo ainda ser encontradas as assim chamadas substâncias voadoras, incluindo água, ou seus vestígios, assinalaram na JAXA.

A cratera (na época se considerava que o seu raio era de 80 metros) foi descoberta em 2009. Existiam hipóteses de que ela pudesse levar a um sistema de "túneis" subterrâneos, mas não havia provas, esclareceram na agência aeroespacial.

Agora, ao comparar os dados recebidos pela sonda, os cientistas conseguiram verificar que tais "túneis", que têm saída para a superfície da Lua, são poucos e que é um fenômeno raro. Ao mesmo tempo, os especialistas conseguiram calcular a profundidade do "túnel": ela varia entre dez e 100 metros. "A descoberta foi feita há pouco, ainda não há planos concretos quanto à sua utilização, mas achamos que tais vantagens como a possibilidade de proteger as pessoas e o equipamento da radiação e queda de meteoritos dão fundamentos para usar o "túnel" no futuro como plataforma para construção da base. Mas, por enquanto, é cedo para falar sobre os prazos: sabemos muito pouco sobre o que se passa dentro do túnel", disse a representante da JAXA.

No Sputnik
Leia Mais ►

Atenção, imbecis: Bill Gates vai “estocar vento”


A dica é do coleguinha Ivson Alves, que entende de geração de energia e há anos, na Eletrobras, tenta explicar a coleguinhas que “estocar  (a energia) do vento não é “engarrafar “pum”.

A Microsoft, conta a repórter Elena Costa, do site StartSe, especializado em startups conta que a empresa de Bill Gates comprou um parque de energia eólica da General Electric na Irlanda para abastecer os centros de dados com energia 100% renovável até 2018.

Na Irlanda, como em qualquer parte do mundo, há épocas com mais e menos ventos e a Licrosoft, além de fazer compensações com a rede convencional, também planeja o uso de baterias, para acumular “vento” na forma de eletricidade.

“a Microsoft planeja não somente usar a energia eólica, mas criar um método de armazenamento o excesso de energia produzida (estocar vento, Dilma Rousseff!) e ligar ela na rede de distribuição para não haver perda, e sim aproveitamento.’

A burrice, de fato, na qual a “inteligência brasileira” parece ser insuperável, achava, 20 anos atrás, que internet, “é uma coisa com que o meu sobrinho mexe”.

Computador servia para jogar paciência e “campo minado”.

Um amigo, já morto, tinha uma produtora de vídeo, nos primórdios do Windows (o 3.11, para quem se lembra” e tirou os joguinhos dos micros dos funcionários e veio me contar que não estava pagando para as pessoas ficarem brincando.

Disse a ele que ele era uma besta. Que o Bill Gates não tinha posto os joguinhos para o pessoal trabalhar menos, mas  para achar que o computador era atraente, agradável, amigo.

As ideias geniais, futurísticas, tem a aparência de idiotas para os idiotas.

Só que os idiotas acabam ficando para trás.

A inovação sempre parece “maluca”. Mas maluco mesmo é quem não se abre a ela.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Os primeiros ensaios para as eleições de 2018


Daqui até o início da campanha eleitoral, muita água irá rolar. Não se descarta a possibilidade de um político outsider. Mas, a cada dia que passa, essa hipótese se estreita pela impossibilidade de construção de imagem a tempo de chegar pronto até as eleições, mesmos nesses tempos de redes sociais. Embora não se possa descartar figuras televisivas, como Luciano Huck.

Hoje em dia, as candidaturas postas estão quase todas sob o fogo de uma polarização intensa.

Aproximando-se as eleições, é possível uma convergência para o chamado centro democrático.

Têm-se, portanto, três campos de polarização:

Campo 1  - O conservadorismo, sendo disputado por Geraldo Alckmin, Bolsonaro e João Dória Jr

Campo 2 - A esquerda, não se descartando candidatos do PSOL.

Campo 3 - O candidato do centro democrático.

As seis candidaturas até agora aventadas – Lula, Ciro Gomes, Fernando Haddad, João Dória Jr, Bolsonaro e Geraldo Alckmin – podem ser divididas de acordo com duas categorias.

Primeira categoria – polarização x consenso.

No grupo da polarização aqueles candidatos cujas campanhas despertariam inevitavelmente o ódio de classe. São os candidatos que disputarão o Campo 1 e 2.

No grupo do centro, os que tentam se sobrepor ao Fla x Flu, definindo novas formas de discurso e prática: modernos x atraso, gestores x velha política, visando ocupar o Campo 3.

No grupo da polarização, por razões diversas entram Lula, Dória e Bolsonaro.

No governo, a grande virtude de Lula foi a da conciliação, juntando todos os setores debaixo do seu guarda-chuva. Ao mesmo tempo, foi sua grande fraqueza, pois impediu de atacar pontos estruturais de estrangulamento, como as políticas de câmbio e juros,  a mídia e o poder das corporações públicas e do Judiciário, mesmo após a campanha do “mensalão”. Essa falta de atuação enfraqueceu o Executivo, deixando-o à mercê do PMDB.

Foi uma construção sem alicerces sólidos, que dependia fundamentalmente da bonança econômica e da capacidade política do presidente. Quando sumiram do horizonte as duas condições, o edifício veio abaixo.

Enquanto vigoraram, permitiram a Lula apresentar, pela primeira vez na história, o desenho de um país moderno, com políticas públicas relevantes, inclusão social e política.

Saindo candidato, mata a possibilidade da candidatura de centro. Juntará o Campo 2 e o Campo 3.

Já o Campo 1 – do conservadorismo – será disputado por Bolsonaro, Dória e Alckmin.

Dos três, Geraldo Alckmin representa o padrão de conservador apreciado pela classe média: duríssimo na pessoa jurídica (vide sua PM), educado e cordato na física.

Lançando-se candidato, a possibilidade maior é que engula Bolsonaro e Dória – se este não morrer politicamente pelo caminho.

No Campo 3, há as figuras de Ciro Gomes e Fernando Haddad, um ligado aos temas.econômicos, outro às políticas públicas com viés social, ambos representando o primado da racionalidade contra a velha política, mas ambos distantes da militância de esquerda e dos movimentos sociais – Ciro entrando em conflito, Haddad admitindo a contragosto.

Ciro faz a crítica do modelo por dentro.

Tenta retomar a antiga aliança entre a centro-esquerda e setores da economia real. É dele a crítica mais certeira contra o lulismo e contra os vícios do atual modelo cambial, monetário e fiscal, e o modelo do presidencialismo de coalisão. Seria um radical de centro, se me perdoem o paradoxo, um candidato de guerra, sim, mas despido dos aspectos de luta de classe que apavora a classe média e os pequenos empresários.

Haddad representa a gestão com cunho social. Foi o grande formulador das melhores políticas públicas do governo Lula, provavelmente o melhor gestor público do pós-democratização. Na Prefeitura, fez uma gestão baseada nas melhores práticas internacionais, nos estudos acadêmicos aprofundados, esmerando-se por mudar estruturalmente o futuro.

Seria, em tudo, o representante de uma elite supostamente modernizante que existe em São Paulo. Foi derrotado pelo antipetismo e por uma campanha negativa incessante da mídia paulista, superficial a irresponsável.

Segunda categoria – a imagem pública

Nesses tempos de redes sociais, a imagem pública é tão ou mais importante que a explicitação de propostas.

Nos grandes momentos de virada das ideias – como ocorreu nos Estados Unidos de Franklin Delano Roosevelt ou, no seu oposto, o país de Ronald Reagan – levou quem se antecipou aos movimentos de aggionarmento, não tendo receio de encarar a baixa receptividade inicial de suas propostas. Vão se formando ventos, que se avolumam até virar furacão. E aí, o Estadista estará pronto para cavalgar os ventos.

Obviamente há muito mais casos de políticos que cavalgaram as melhores propostas, que anteciparam as novas ideias e perderam o bonde.

Dos candidatos, Lula não conta: é ponto de referência, o astro-sol político em torno do qual se organizam todas as forças, a favor e contra, o amor e o ódio em estado puro.

Dória é o camaleão com dentes de jacaré. Conseguiu em pouquíssimo tempo, com vento totalmente a favor, com a mídia e os partidos conservadores procurando seu campeão branco, queimar na largada.

Abandonou a cidade, traiu seu criador, condenou Aécio e depois apoiou Aécio, ofendeu adversários políticos com palavras de baixo calão, e passou uma imagem de ambição desmedida, sem nenhuma visão estratégica. Um presidenciável que anda a reboque do MBL é demais!

Já Bolsonaro é coerência em estado bruto, um rinoceronte predador desde os tempos de Exército. Pela incoerência é que não se perderá.

Alckmin é o conservador civilizado. Fala pouco, pensa pouco, é discreto – e conservador ao extremo - o que o aproxima bastante do cidadão médio, incomodado com a selvageria de Bolsonaro. Mantém a imagem de médico de família, conseguindo encobrir até a do governador frio até o limite da crueldade, cujo exemplo mais ostensivo é sua Polícia Militar.

Já Ciro e Haddad, cada qual com seu estilo, são exemplos de coerência, Ciro rompante, Haddad sóbrio, mas ambos com solidez nos argumentos e na coerência.

Sem nenhuma adjetivação, não se vislumbra nas entrevistas ou artigos de Haddad, nenhuma concessão ao conservadorismo ou deslealdade a Lula.

Contra Ciro, conspira seu temperamento, ao mesmo tempo seu bem e seu mal. Contra Haddad, a falta de envolvimento político maior. De um influente ideólogo do PT, ouvi logo após as eleições: “ O povo percebe quem não gosta dele. E Haddad não gosta de povo”. Referia-se à falta de vontade de Haddad de emular o político tradicional, não às suas políticas efetivas.

Haverá tempo até o primeiro semestre do ano para que se defina o jogo, com Lula ou sem Lula.

Luís Nassif
No GGN
Leia Mais ►

Informativo Paralelo #58 - 100 anos da revolução russa



Leia Mais ►

Lembrar para não repetir: Ana Paula do Vôlei e a vergonha indigente do velho eleitor de Aécio




Um espectro ronda o Brasil: o espectro do eleitor desaparecido de Aécio Neves.

O tipo que usava até pouco tempo atrás a camiseta “Eu não tenho culpa, eu votei no Aécio” sumiu, depois de ir para as avenidas paulistas gritando que ele era superior em todos os sentidos, inclusive moralmente, à rival vitoriosa nas urnas.

Parte do engodo em que essa turma caiu foi porque a mídia blindou o tucano a vida inteira. Mas eles foram enganados porque queriam ser enganados.

Ninguém representa melhor as viúvas de Aécio do que Ana Paula do Vôlei, a ex-atleta que embarcou na campanha com toda a força da falta de inteligência e do fanatismo.

Ana Paula chegou a escrever o seguinte no Twitter, rede social onde vive: “Conheço Aécio e sua índole. Homem de bem, sério e com muito preparo”.

As imbecilidades foram muitas, mas vou parar por aí.


Uma vez desmascarado Aécio, ela vive agora de repetir o clichê de que não tem “bandido de estimação”, ao contrário de petistas. Não é verdade.

Sua obsessão continua sendo Lula e seja lá quem for que a ameace com um projeto “bolivariano” das esquerdas.

Topa qualquer negócio contra essa ameaça vermelha.

Casada com um cidadão filiado ao Partido Republicano, Ana Paula mora no EUA, é naturalizada americana, votou em Trump e se considera “conservadora moderada”.

Trump pode cometer quaisquer barbaridades, não importa — os olhos e ouvidos de Ana Paula estarão sempre voltados para os brasileiros.

Faz parte de um grupo chamado MoroBloco, de seguidores do juiz de Curitiba, um negócio que ninguém explicou ainda o que é e para que serve.

Numa entrevista à BBC Brasil do ano passado, se declarou admiradora de Ronaldo Caiado e de Antonio Anastasia. Anastasia, de acordo com ela, “trouxe uma serenidade que falta à nossa política no processo do impeachment”.

Está-se vendo a serenidade que o pupilo de Aécio e seus comparsas de PSDB nos trouxeram.

Sobre Jair Bolsonaro, ela é igualmente nonsense. “Penso do Bolsonaro o que penso do Obama: discordo de 90% do que ele fala, mas sei que é um cara do bem, que tem coração bom, uma índole boa.”


É mais ou menos a mesma estupidez que ela proferiu a respeito da “índole” do Mineirinho da Odebrecht, que ela jurava conhecer. 

O que a levou a pagar mico apoiando cegamente um jagunço como Aécio Neves foi o ódio.

A derrocada daquele que ela chamou de “líder” não serviu para uma autocrítica, mas para continuar na mesma cavalgada, apenas trocando o pilantra que ela jura que é santo por outro.

Quem vai ser o cavalo da vez? Eu faço uma aposta. Começa com Jair e termina com Bolsonaro. Afinal, ele é um cara do bem e tem um coração bom.

Os velhos fãs de Aécio Neves são, afinal de contas, como ele: não valem um pão de queijo.


Kiko Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

A Impressionante Ficha Corrida de João Doria (em 22 itens)


João Doria não esconde de ninguém que irá deixar no ano que vem o posto de garoto-propaganda da Prefeitura (já que o cargo de prefeito jamais assumiu) para disputar a presidência da república. Ambição à qual devemos expressar o nosso mais sincero respeito. Afinal, é preciso admitir, João Doria atende com distinção os requisitos para a posição: seu currículo é de causar inveja aos mais gabaritados sanguessugas do Planalto. Um natural sucessor ao presidente Michel Temer, sem nada a dever em matéria de sobreposição do público com o privado, associação com os piores estratos da elite empresarial e arsenal infalível de manobras para abafar as ilegalidades.

Para que não haja dúvidas sobre esta avaliação, confira esta impressionante “ficha corrida” que Doria já acumulou em poucos meses de atenção da Justiça e da imprensa, e que já faz dele um dos mais genuínos representantes da “velha política” da qual finge se diferenciar.
  1. Em 1988, quando deixou a presidência da Embratur em cargo nomeado por José Sarney, foi acusado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de vários desvios de verbas e intimado a devolver os valores aos cofres públicos. (https://goo.gl/r4MkKG , https://goo.gl/bbGP1w)
  2. Comprou uma “empresa de prateleira” do escritório Mossack Fonseca, no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, para adquirir um apartamento em Miami, em revelação dos Panama Papers. (https://goo.gl/dSeSTr)
  3. Para se tornar o candidato à prefeitura pelo PSDB comprou votos e ofereceu benefícios a filiados nas prévias, de acordo com líderes do partido. (https://goo.gl/NAXvEs)
  4. Com Geraldo Alckmin, cometeu abuso de poder e usou da máquina pública do Estado para obter vantagens ilegais nas eleições, conforme acusação do Ministério Público. (https://goo.gl/tBGB4O)
  5. Recebeu cheque de R$ 20 mil de empresa investigada pela Lava-Jato, em suposta venda de quadro. (https://tinyurl.com/ybjq6449)
  6. Em gravação da Polícia Federal, na Operação Boi Barrica, aparece dialogando com filho de José Sarney a respeito de indicação de cargo para diretoria na Eletrobrás. (https://goo.gl/Q9e6eg)
  7. Em 2014 fez uma doação pessoal de R$ 50 mil para Rocha Loures, o famoso homem da mala da JBS. (https://goo.gl/NvofnW)
  8. Omitiu e subvalorizou diversos bens em sua declaração à Receita Federal – que assim chegou a “apenas” R$ 179,6 milhões. (https://goo.gl/depy9c)
  9. Entre 2014 e 2015 recebeu R$ 1,5 milhão em anúncios sobrevalorizados da Gestão Alckmin. (https://goo.gl/307sFi)
  10. Já foi condenado em duas instâncias na Justiça do Trabalho por não pagar horas extras, salários, adicional noturno e verbas rescisórias a seus seguranças, que chegavam a se submeter a jornadas ilegais de 16 horas seguidas. (https://goo.gl/6VTQ8U)
  11. Acumulou por 15 anos uma dívida com a Prefeitura que chegou a R$ 90 mil por recusar-se a pagar o IPTU de sua mansão nos Jardins, e quitou o valor apenas depois que o caso veio a público. (https://goo.gl/qHVCQE , https://goo.gl/ti6NeY)
  12. Obteve em 2012 um favorecimento suspeito da Oi para instalação de antena em condomínio de luxo em Trancoso, onde tem uma casa, em revelação do Ministério Público. (https://goo.gl/4vffVS)
  13. Cercou um terreno de uso público para anexar à sua mansão em Campos do Jordão e se recusou a devolver mesmo depois que a Justiça determinou a reintegração de posse para a Prefeitura. (https://goo.gl/UkYRW5)
  14. Fraudou em sua gestão a concorrência para o patrocínio do carnaval de 2017 na cidade, como demonstram áudios divulgados pelo Ministério Público. (https://goo.gl/14Ycf2)
  15. Promoveu em sua gestão parceria da prefeitura para que empresas ganhassem milhões em isenções fiscais doando remédios perto do vencimento para a população. (https://goo.gl/DOWxvz)
  16. Intercedeu em benefício da esposa junto a chefe de agência no governo Dilma. Posteriormente Bia Doria obteve R$ 702 mil da Lei Rouanet para pagar exposição em Miami e livro sobre a própria obra. (https://goo.gl/pL9yxW e https://goo.gl/GqpfDC)
  17. Para presidir a SP Negócios, órgão público do município responsável por parcerias e investimentos privados na cidade, nomeou o presidente da sua empresa (Lide), Juan Quirós, réu em acões trabalhistas e dono de um dívida de R$ 60 milhões, que tem os seus bens bloqueados pela Justiça por não cumprimento de contrato. (https://goo.gl/ZAmg6h)
  18. Para liderar a principal subprefeitura, a regional da Sé, nomeou Eduardo Odloak, condenado em duas instâncias por improbidade administrativa. (https://goo.gl/aRbWgc)
  19. Escolheu para liderar a Secretaria dos Transportes um réu em duas ações na Justiça por fraudes em licitações e contratos de trens do Metrô. Para a Secretaria da Saúde, nomeou investigado no Ministério Público por improbidade administrativa em transações com o Hospital das Clínicas, a Santa Casa e o Hospital do Servidor. (https://goo.gl/NbgdGv)
  20. Contrariando orientações de sua equipe de transição, assim que assumiu o mandato de prefeito ordenou o rebaixamento do órgão da prefeitura responsável por fiscalizar a corrupção, a Controladoria-Geral do Município (CGM), a um mero departamento. (https://goo.gl/BvsiAy)
  21. Após a descoberta da máfia da Cidade Limpa, envolvendo seis subprefeitos e três secretários nomeados por ele, ao invés de afastar os envolvidos demitiu a responsável pela investigação. (https://goo.gl/vhD894, https://goo.gl/Zkn8kN, https://goo.gl/eN3XjB)
  22. Demitiu Gilberto Natalini, Secretário do Meio Ambiente, depois que ele denunciou à Controladoria-Geral uma máfia para fraudar licenças ambientais na cidade (https://goo.gl/6SphhM)
Bônus:

Sua gestão inflou dados aqui (https://goo.gl/PR15Yj), ali (https://goo.gl/B5iaem) e acolá (https://goo.gl/Yms5GV), maquiou dados oficiais sobre o aumento de mortes nas marginais (https://goo.gl/EHhESw, https://goo.gl/xfCPXp, https://goo.gl/RXDyCE) e escondeu reclamações da população (https://goo.gl/N2EdbP).

Doria já forjou apoio de celebridade (https://goo.gl/vKHTK6) e de especialista (https://goo.gl/PveCnR) a seus programas e adulterou documento para não se responsabilizar por trabalho escravo (https://goo.gl/t4jtBM). Já recebeu em suas empresas mais de R$ 10 milhões de governos tucanos. (https://goo.gl/nEMNbB).

Mas quando recebe críticas, ele põe seus advogados para intimidar com ameaças (https://goo.gl/USGVj7).

Eduardo Hegenberg
No GGN
Leia Mais ►