16 de ago de 2017

Fundo partidário: máxima de Brizola sobre a Globo é a medida exata da celeuma da mídia


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Adolescentes de SC escancaram ligação com o crime nas redes sociais e preocupam autoridades

Em seus perfis, jovens chegam a usar sigla de organizações criminosas como sobrenome.


A página do Facebook de João (nome fictício) tem como foto de capa a insígnia de um grupo criminoso de Santa Catarina, desenhada a caneta em folha de caderno. Na imagem de perfil, o adolescente tem o rosto coberto por um lenço, os dedos apontados para a lente, como se fossem uma arma. "O crime é por necessidade e não por fama!! Hahaha", diz a legenda.

João tem 379 amigos na rede social, a maioria adolescentes, como ele. Dezoito optaram por se identificar no perfil com o primeiro nome e, no lugar de um sobrenome, a sigla de um grupo atuante no tráfico de drogas no estado. Nenhum deles esconde o rosto.

Assim como João e seus amigos, adolescentes e até crianças que vivem em ambientes permeados pela criminalidade - onde o tráfico de drogas é uma das portas de entrada - têm na internet um território livre onde podem medir poder, reforçar sua identificação com determinado grupo criminoso e até serem recrutados para atuar nas ruas.

Para entender a ligação entre adolescentes, redes sociais, drogas e o crime organizado, o G1 pesquisou perfis, ouviu empresas de internet e consultou especialistas e autoridades em segurança pública e educação. As fotos que ilustram esta reportagem foram todas retiradas de perfis públicos do Facebook, com fácil acesso a qualquer usuário da rede social.

Curtidas para metralhadoras

Entre as imagens de João mais curtidas por seus amigos, estão aquelas em que ele segura revólveres e metralhadoras, fotos com dinheiro que afirma ter roubado, além de mensagens em fotomontagens destinadas a grupos rivais: "Pronto para arrancar a cabeça da oposição".

Dentro do leque de amigos de João, há alguns de outros estados. Um deles, Pedro (nome fictício), de Porto Alegre, tem como foto de perfil uma selfie tirada com outros três amigos, todos eles atrás de grades. João e Pedro travaram um embate nesta foto. Os dois se identificam como integrantes de grupos criminosos rivais.

Depois que João comentou "Brota lixo" na imagem, Pedro replicou com "Demoro' irmão, cola aqui no presídio, p..., nós te esquartejamos 'todo' aqui dentro".

Bloqueio de conteúdo

Conforme o promotor de Justiça Marcelo Wegner, da 15ª Promotoria de Justiça de Infância e Juventude em Florianópolis, mesmo quando autoridades identificam esse conteúdo, há empecilhos tecnológicos e legais para bloqueio.

“Às vezes há dificuldade de buscar esse conteúdo. Pedir bloqueio, muitas vezes, não é um processo fácil, porque os escritórios que avaliam esse tipo de pedido ficam fora do país", disse Wagner.

 (Foto: Montagem/Reprodução/Facebook)

A assessoria de imprensa do Facebook explica que a política da empresa prega que conteúdos sejam banidos a partir de denúncias. Um grupo da empresa é responsável por avaliar as solicitações.

Ainda de acordo com o Facebook, na política interna está claro que a comercialização de armas, remédios e drogas é proibida na plataforma. Com isso, o conteúdo é bloqueado após a denúncia.

Entretanto, a apologia - uma foto de alguém segurando uma arma, por exemplo - não necessariamente será avaliada como conteúdo ofensivo, precisando de uma análise mais aprofunda do contexto, legenda e comentários relacionados à publicação.

Por nota, a empresa diz que "a segurança das pessoas em nossa plataforma é a nossa maior responsabilidade. Nossos Padrões de Comunidade proíbem o uso do Facebook para promover ou facilitar atividades de crime organizado, e removemos conteúdo desse tipo assim que ficamos cientes. Além disso, cooperamos com autoridades locais quando recebemos pedidos relacionados a investigações criminais”.

Dependendo do grau de reincidência, o perfil do usuário pode ser bloqueado por algumas horas ou suspenso, conforme avaliação, informou a assessoria de imprensa do Facebook.

No Youtube e Instagram, os jovens que se identificam com grupo criminosos também chegam a postar hinos, gravar crimes e usam hashtags em alusão à criminalidade. A assessoria de imprensa das duas plataformas confirmou utilizar o mesmo sistema do Facebook, de excluir o conteúdo após denúncia e avaliação de um grupo da empresa.

Status e hierarquia

João faz postagens praticamente diárias. Em todas elas, usa a sigla do grupo criminoso e uma mensagem de apoio aos "irmãos" ou para assustar os inimigos: " (Sigla) pros que honram a batalha", "(Sigla) Mata ele que tá na 'toka'", "(Sigla) 'q' predomina 'n' estado".

Para a professora Ana Maria Borges de Sousa, integrante do Núcleo Vida e Cuidado: Estudos e Pesquisas Sobre Violências (NUVIC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), nas "irmandades criminosas" o jovem é levado a acreditar que, quanto mais destemido, maiores são as chances de ocupar posições superiores de comando.

 (Foto: Montagem/Reprodução/Facebook)

"É esse status que tece as hierarquias num grupo social, que reforça a expressão de poder-dominação, que faz emergir um tipo de ascensão que se manifesta, inclusive, na coragem de compartilhar imagens criminosas publicamente nas redes sociais, sem medo de ser punido", diz Ana.

Ainda segundo a professora, o poder de armas, roupas e gestos é muito replicado entre traficantes. “Esses sujeitos recebem e compartilham os modelos de educação transmitidos por diferentes espaços institucionais, civis, culturais, ou seja, aprendem com adultos”, completa a professora.

De acordo com a delegada Tânia Harada, que atuou por dois anos na Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) de Joinville e atualmente é responsável pelo Delegacia Regional de Joinville, os jovens que confessam participar de crimes veem o status de ser criminoso supervalorizado.

"Alguns menores apreendidos falam que as meninas gostam, tem o quesito sedução também. Nós tentamos mostrar que o problema é bem mais grave, que naquele meio ele será facilmente substituído, morto", diz a delegada Tânia Harada.

Aliciamento

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Wegner, via de regra o adolescente que pratica crimes tem um histórico de envolvimento familiar com a ilegalidade, ou vem de lares desestruturados, algumas vezes sem um dos pais presentes.

“Muitas vezes, não ter bases ajuda o aliciamento por essas facções. Efetivamente sem um vínculo, com o pai desconhecido, é uma forma de ser reconhecido. Colocar o sobrenome da facção é uma forma de empoderamento”, ressalta o promotor.

Vídeos viram provas

Na cidade onde João diz residir, Joinville, no Norte catarinense, um vídeo gravado em fevereiro de 2016 e compartilhado em redes sociais mostrava a decapitação de um jovem de 16 anos. Na época, as imagens, que deveriam servir como mensagem dos adolescentes de um grupo criminoso para outro, também viraram provas para ligar os envolvidos no caso. Sete pessoas foram presas, com cinco já condenados.



De janeiro a abril de 2017, conforme dados da Secretaria de Sergurança Pública (SSP), foram feitas 690 apreensões de adolescentes em Santa Catarina. Dessas, 523 foram flagrantes e 167 por ordem judicial. Somente em Joinville, neste período, foram 159, com 134 flagrantes e 25 mandados.

Ainda conforme a SSP, em todo o ano de 2016, 2.046 apreensões de adolescentes foram feitas no estado, 1.433 em flagrante e 615 por ordem judicial. Já em 2015, o total de adolescentes apreendidos foi de 1.600, com 1.126 flagrantes e 474 por ordem judicial.

Culpa assumida

Segundo o promotor Wegner, o número de adolescentes que atuam no crime pode ser ainda maior, pela fragilidade do sistema de apreensão de menores. “Não são poucos os casos de gravidade com envolvimento de adolescentes que acabam não sendo apreendidos por falta de vaga no sistema. Ou a vaga é cedida para algum que tem mais gravidade”, afirma o promotor.

E nem sempre os que são apreendidos são culpados. “O que também acontece nas facções é um adolescente “assumir a bronca”, como falamos, no lugar de adulto. Mas tem casos, por exemplo, que o assalto é feito e os dois suspeitos estão de capacete. Um deles atirou. Se o adolescente assume, fica difícil a investigação provar o contrário”, diz Wegner.

A delegada Tânia Harada acredita ser importante ressaltar que nem todos os crimes expostos na rede social de fato ocorreram. "Só a postagem não pode caracterizar o crime, é necessário investigação. Sabemos que o adolescente é muito inconsciente, de um modo geral, na forma de se expressar. O suposto faccionado pode ter nenhuma ligação", completa.

Prevenção na infância

Conforme a delegada, na questão psicológica e preventiva, a polícia trabalha principalmente com crianças menores, nas escolas. "Já atendi casos de crianças com 12 anos, autores de crimes graves, reincidentes, por isso é preciso atuar nas escolas com os menores ainda", disse Tânia.

Para o promotor de Justiça Marcelo Wegner, mudar os valores na faixa etária da adolescencia é uma tarefa árdua, principalmente entre os que têm uma situação de vulnerabilidade.

“Muitas vezes, para esses adolescentes, o que importa é o dia, a semana. Não há perspectiva. Eles tatuam ‘vida loka’. Querem apenas poder comprar um tênis legal com o dinheiro do tráfico"

Wegner ainda completa que, em algumas situações, dentro da medida socioeducativa aplicada, é solicitado o atendimento psicológico. "Mas por falta de espaço de agendamento, falta de profissional, às vezes não acontece. Há equipes multidisciplinares nos Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social] para esse atendimento, mas ainda é pouco", diz o promotor.

No Ministério Público, há uma campanha na linha protetiva, para que pais acompanhem o que filhos fazem na internet. “O cuidado é principalmente para a navegação segura. O foco tem que estar na privacidade. Os pais condicionarem o uso do computador, do celular. Que o filho esteja de porta aberta no quarto enquanto usa internet”, afirma.

Já de acordo com a professora do NUVIC da UFSC, entre as soluções para manter os jovens longe dos cenários da criminalidade estão programas ligados à música, à dança, ao teatro, às artes em geral, além da reinserção na escola e de ações que possam gerar conhecimento e renda.

"Eu diria que estes jovens são as vítimas preferenciais de uma sociedade bélica, distorcida em seus valores e imoral no modo de governar o país", completa a professora.

Mariana de Ávila
No G1
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Semelhanças e diferenças entre Hitler e Bolsonaro


Tenho visto que caminhamos diretamente para um momento em que a ignorância tem ficado feliz em ser ignorante. Não ler, não estudar, não saber mais do que o dito num blog virou algo a se vangloriar, enquanto mestrado, doutorado e etc são sinais de "doutrinação".

Assim, penso que o caminho que nós da academia temos que tomar é levantar este véu de ignorância e apresentar de forma mais didática o que estudamos tanto para aprender.

Se você não gosta de textão e não tem interesse em aprender, não siga o post daqui em diante.


O rapaz da foto faz uma indagação que eu mesmo no início da faculdade fazia: Como um país que tinha uma história cultural tão rica (de Goethe a Nietzsche, de Beethoven a Wagner, por exemplo) tinha sido tão rapidamente tomado pela bestialidade do nazismo. Tem muita coisa escrita sobre isto e é preciso dizer que o Nazi-fascismo tomou literalmente todo o mundo, mas gosto bastante das reflexões de Habermas sobre o assunto, especialmente este texto (https://goo.gl/t4zB8h).

A "resposta" dada pelo ser que foi escondido é completamente errada. Nada, absolutamente nada que ele fala de Hitler e de Bolsonaro está correto. Então vamos olhar ponto por ponto dele e não vou usar "livros do MEC", vou usar apenas o livro de Hitler "Mein Kampf" para evitar o "MEC bias" que ele no final pretensamente alega.

1) Ele afirma que Hitler era "socialista" por pertencer a um partido que tinha no nome o "socialista". Na realidade Hitler abomina o socialismo e deixa isto bem claro no livro "Mein Kampf". Hitler dizia que a esquerda tinha "roubado" a palavra "socialismo" para definir um sistema de disputa social "luta de classes", quando ele (Hitler) queria retomar o termo ("o verdadeiro socialismo" Mein Kampf página 290) para indicar uma sociedade onde os trabalhadores trabalhassem para o "bem do Estado, e pela Pátria" (p. 305). Assim a ideia de "socialismo" que Hitler trazia era totalmente oposta ao socialismo conforme descrito por Marx e Engels e outros pensadores depois deles. 

Hitler diz no Mein Kampf, página 236 "Se o programa social do novo movimento consistisse somente em suprimir a personalidade e pôr em seu lugar a autoridade das massas, o Nacional- socialismo, já ao nascer, estaria contaminado pelo veneno do marxismo, como é o caso dos partidos burgueses." em que ele cabalmente mostra a diferença entre o que ele chama de "nacional-socialismo" e o "veneno do marxismo". Na página 255 do mesmo livro, Hitler diz, profético que "A diferença entre marxismo e socialismo até hoje ainda não entrou nessas cabeças."

Assim, tanto Hitler, quanto Bolsonaro, abominam o que eles acham que seja "socialismo", embora nenhum dos dois realmente tenha se interessado por conhecer o que tanto odeiam.

2) O segundo argumento é de que Hitler "odiava judeus" e Bolsonaro apoia Israel. Veja que aqui existe uma falácia. O termo "judeus" é diferente do termo "Israel". Existem milhões de judeus pelo mundo que são contrários às ações do ESTADO de Israel. Bolsonaro apoia a violência que Israel usa para conter os palestinos (e não vou entrar nesta questão aqui), mas é preciso que se diga que entre 1933 e 1944 (quando Hitler esteve no poder na Alemanha) não existia "ESTADO de Israel" e os judeus viviam pelo mundo à fora em situação semelhante ao que vivem hoje os palestinos. Se você quiser ver tem inúmeras associações de "jews against palestinian genocide" dá uma olhada (https://palsolidarity.org/tag/jews-against-genocide/).

3) o terceiro argumento é de que "Hitler queria eliminar raças inferiores". É outro erro comum sobre Hitler. Hitler entendia que existia uma raça superior (os germânicos), raças intermediárias (as nórdicas) e todo o resto. Mas não achava que as "inferiores" deveriam ser eliminadas, pensava que deveriam ser controladas e governadas pelos superiores. É disto que se tratava, controle ao invés de aniquilação. Tanto é que os campos de concentração só foram campos de extermínio genocida após 1943 quando Hitler percebeu que perderia a guerra. Antes disto eram campos de escravidão e trabalhos forçados. As "raças" que não aceitassem a supremacia germânica deveriam ser mortas, aquelas que "reconhecessem o seu lugar" poderiam viver. No fundo é exatamente o mesmo pensamento do Bolsonaro de que existem seres "superiores" e "inferiores". Hitler fez esta distinção baseada na "raça" e estabeleceu ramificações morais. Bolsonaro faz o mesmo. Veja: 
"Se o aglomerado de povos a que se dá o nome de "Áustria" fracassou, isso nada quer dizer contra a capacidade política do germanismo na antiga fronteira oriental, mas é o resultado forçado da impossibilidade em que se encontravam dez milhões de indivíduos de conservarem duradouramente um Estado de diferentes raças com cinqüenta milhões de habitantes, a não ser que ocorressem na ocasião oportuna determinadas circunstâncias
favoráveis." Mein Kampf p. 16
Aqui você pode ver Bolsonaro chamando refugiados de "a éscória do mundo" (https://goo.gl/1qCn6h) e ele já fez semelhantes afirmações sobre gays, mulheres e negros. É o mesmo tipo de pensamento o de Hitler e Bolsonaro.

4) o quarto argumento é que Hitler "achava o cristianismo uma perda de tempo". É outro erro. Hitler se dizia profundamente Cristão e denunciava o Partido Cristão na Alemanha (MK página 147) que segundo ele "tentava confundir a fé católica com um partido". Uma parte do "ódio" de Hitler aos judeus é porque eles teriam negado o "verdadeiro cristianismo" e matado Cristo.
"O produto dessa educação religiosa - o próprio judeu é o seu melhor expoente. Sua vida só se limita a esta terra, e seu espirito conservou-se tão estranho ao verdadeiro Cristianismo quanto a sua mentalidade o foi, há dois mil anos, ao grande fundador da nova doutrina. Verdade é que este não ocultava seus sentimentos relativos ao povo judeu; em certa emergência pegou até no chicote para enxotar do templo de Deus este adversário de todo espírito de humanidade que, outrora, como sempre, na religião, só discernia um veículo para facilitar sua própria existência financeira. Por isso mesmo, aliás, é que Cristo foi crucificado, enquanto nosso atual cristianismo partidário se rebaixa a mendigar votos judeus nas eleições, procurando ajeitar combinações políticas com partidos de judeus ateístas e tudo isso em detrimento do próprio caráter nacional. (MK, p. 168)
De fato, se perguntarmos ao Papa Francisco nenhum dos dois é realmente Cristão. E para entender isto você deveria ler a última encíclica de Francisco, Laudato Si.

5) o quinto argumento é de que "Hitler desarmou a população". Nada mais errado. Não só Hitler rearmou toda a Alemanha (que estava proibida de ter exército pelo tratado de Versalhes) como matou opositores seus dentro do exército utilizando esta população armada (A Noite das longas facas ou Noite dos punhais). Se você verificar o Tratado de Rapallo de 1922 verá que já antes de Hitler a Alemanha procurava se rearmar e que em 1934 se cria a " Wehrmacht Oath" em que o exército alemão (Wehrmacht) jura lealdade a Hitler e este jura dar condições a criação de um exército capaz de atingir o sonho da "Lebensraum" ... o "espaço vital" que Hitler julgava ser de direito da Alemanha e que ele iria conquistar a qualquer preço.

Já Bolsonaro, não quer armar a população, até quer retirar armas de quem coíbe os crimes que ele Bolsonaro gosta de praticar. Como ele gosta de caçar em locais contra a lei ... ele fez isto aqui ó


Ou seja, a ideia é armas para quem pensa igual a ele e para todos os outros a obediência desarmada. Não vi Bolsonaro defendo armas para o MST, a CUT ou o MTST ...

Sobre a questão do Lula, eu realmente falo outra hora. Mas quando se fala de Hitler e Bolsonaro é preciso mostrar a verdade.

Fernando Horta
No Esquerda Caviar
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Jornalista negro detona empresário: “Nenhum branco pode dizer a um negro quando protestar”

A frase foi uma resposta do jornalista esportivo da ESPN, Stephen A. Smith, ao “chefão” da NFL, a liga de futebol americano, Roger Goodell, que havia afirmado que existe “hora e local” para protestos. Assista


O programa “First Take” do canal norte-americano ESPN da noite desta terça-feira (15) foi marcado por uma discussão em que um jornalista negro detona um empresário branco. O jornalista, no caso, é Stephan A. Smith, apresentador do programa. Sua fala se deu como resposta às declarações de Roger Goodell, “chefão” da NFL, a famosa liga de futebol americano.

Dias antes, Goodell, ao ser perguntado sobre protestos que jogadores negros vem protagonizando durante as partidas desde o último final de semana, quando ocorreu o levante neonazista em Charlottesville (Virginia), disse que entende as manifestações, mas que existe “hora e local” para isso. Muitos atletas têm, por exemplo, se recusado a cantar o hino nacional no início das partidas.

A declaração do “cartola” deixou Stephan Smith enfurecido e, em pouco mais de um minuto, deu uma aula sobre protestos. “Nenhum branco tem direito de dizer a um negro quando ele deve protestar (…) Protestos são feitos para incomodar mesmo”, disse, ao vivo.



No Forum
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Nem jornalistas confiam muito na imprensa

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/nem-jornalistas-confiam-muito-na-imprensa/2017/08/15/

Menos de 25% dos participantes declararam concordar totalmente com as afirmações de que o jornalismo fornece narrativas verdadeiras e contextualizadas dos fatos, retrata a diversidade dos grupos sociais e dá voz à totalidade das pessoas.

Esta é a principal conclusão do levantamento feito pelo "Projeto Credibilidade" que entrevistou 314 profissionais sobre o papel do jornalismo na sociedade e sua visão das empresas de mídia.

Ou seja, apenas um em cada quatro profissionais de imprensa acredita que o jornalismo cumpre a sua missão, apesar de 90% concordarem que a atividade é crucial para a democracia e capaz de promover uma sociedade melhor.

Os resultados da pesquisa foram apresentados aos membros do consórcio de mídia do projeto durante o 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, no final de julho, promovido pela Abraji.

"Existe um desafio claro de tornar mais robusta a prática jornalística em relação à sua missão", segundo Angela Pimenta, uma das coordenadoras do "Projeto Credibilidade".

Foram ouvidos jornalistas de 38 diferentes veículos de 15 cidades brasileiras, a maioria de São Paulo e do Rio de Janeiro. Cerca de um terço dos entrevistados trabalha como repórter.

Embora ampla maioria afirme que as redações onde trabalham apoiariam a defesa de princípios éticos (91%) e valores qualitativos no jornalismo (79%), alguns comentários revelaram "certo distanciamento entre o apoio formal e a prática real do cotidiano".

Como dizia Joelmir Beting, do alto dos seus 55 anos de jornalismo, "na prática a teoria é outra".

O "Projeto Credibilidade", capítulo brasileiro do "Trust Project", conta hoje com 14 parceiros depois de constatar que existe "um ambiente generalizado de desconfiança na mídia no Brasil", segundo o último boletim da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

"Queremos criar um padrão de qualidade para o jornalismo no âmbito digital, um selo de qualidade que seja claro, visível e evidente para os leitores", diz o professor Francisco Belda, da Unesp, também coordenador do projeto, que anunciou para setembro a divulgação de um relatório interpretativo dos resultados.

Para o professor, a criação de uma "etiqueta de credibilidade" serviria para diferenciar o jornalismo de qualidade das notícias falsas.

Os principais fatores apontados como indicadores de qualidade de uma notícia foram precisão, apuração e correção (76%) e independência editorial (57%).

Num país onde os próprios veículos abrem pouco espaço para discutir os caminhos da mídia e seu papel numa democracia moderna, esta é uma iniciativa que merece todo o apoio não só dos profissionais do setor, mas de toda a sociedade.

Vida que segue.
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Encontrados corpos de mulheres grávidas assassinadas na ditadura argentina

Ramona Benítez de Amarilla y Susana Elena Ossola de Urra estaban embarazas de tres meses cuando fueron asesinadas
As Avós da Praça de Mayo informaram que foram identificadas duas mulheres grávidas assassinadas durante a última ditadura argentina.

A Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) encontrou as duas mulheres grávidas que foram assassinadas durante a última ditadura no país (1976-1983), assim informaram as Avós da Praça de Mayo.

Mediante um comunicado, as Avós da Praça de Mayo disseram que após o aparecimento de Ramona Benítez de Amarilla e Susana Elena Ossola de Urra, que pelo seus períodos de gestação e a data em que foram assassinadas "já se pode encerrar duas novas histórias".

Ramona Benítez de Amarilla desaparecida em 16 de maio de 1976 e Susana Elena Ossola de Urra foi sequestrada em 22 de maio de 1976, ambas grávidas de três meses, se convertem nos casos 123 e 124 já resolvidos.

A EAAF foi criada com o objetivo de localizar e restituir para as familias todas as crianças desaparecidas durante a ditadura argentina, através da Iniciativa Latinoamericana para a Identificação de Pessoas Desaparecidas.

O documento assinala que com estes casos se remarcam "a virulência dos genocidas que molestaram mulheres ainda com seu filho no ventre".

Ramona militava na organizalão Montoneros, um movimento guerrilheiro da esquerda peronista que desenvolveu a luta armada nos anos 1970. Enquanto que Susana pertencia ao Partido Revolucionário dos Trabajadores - Exército Revolucionário do Povo (PRT-ERP).

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Dá pra confiar em Ciro Gomes?


Ex-governador do Ceará diz que só ele sabe “o tamanho da merda” e jura que não é arrogante. Quem quiser que acredite

Enquanto o governicho Temer se arrasta melancolicamente, o melhor a fazer é olhar para a frente e pensar nas eleições gerais de 2018. Acredito que se Lula for candidato, vai dar um passeio. Ele pode ter perdido prestígio com parte da classe média, mas seu balaio de votos com o povão certamente está em alta. Vão contar a favor os investimentos sociais durante seus dois mandatos e também a geração de renda e emprego no mesmo período. Por mais que a memória do brasileiro seja curta, há um abismo entre as reformas impopulares de Temer e os dias de fartura de Luiz Inácio.

Mas em quem votar se Lula ficar de fora? Essa é a grande questão. De minha parte, prefiro aguardar os fatos, mesmo porque vejo as peças no Judiciário se movimentando a favor de Lula. Porém, há muita gente de esquerda pondo o carro na frente dos bois. Alguns já falam que vão votar no ex-governador Ciro Gomes, que seria o melhor nome da oposição. Na verdade, Ciro não precisa de elogios. O que não lhe falta é amor próprio. “Essa eleição está para mim. Parece jactância, mas não é”, disse ele na “Sala do Zé”. Outra frase ao seu estilo agressivo: “Só eu sei o tamanho da merda que vem por aí. E não é pretensão minha”.

Ciro afirma que não mudou nada perto dos 60 anos. De fato, fala pelos cotovelos, não mede as palavras e comete exageros. Em seu longo perfil na Wikipedia, consta que ele é advogado, professor universitário, escritor e político. Como assim escritor? Tem três livros publicados, sendo um em parceria com Mangabeira Unger, o que lhe parece suficiente para se considerar um escritor. Ciro é vaidoso mesmo. Bacharel em Direito, sim, mas quando mesmo exerceu a advocacia? Na entrevista de quinta-feira, Ciro afirmou que só ele diz que “o Brasil está se desindustrializando”. De onde tirou isso? Será que não sabe que, em 2007, o economista Julio Gomes de Almeida perdeu seu cargo na Fazenda exatamente por denunciar a desindustrialização provocada pelo rigor da política monetária?

Ministro da Fazenda por quatro meses e com breve passagem por Harvard (para assumir ares de acadêmico, deixou crescer a barba), Ciro garante que tem resposta para todos os problemas da economia brasileira. “Vou fazer uma ampla reforma fiscal, tributária e previdenciária.” Pode até ser. Mas fico pensando no encontro que tive com o então governador do Ceará em 1991, quando eu trabalhava na Editoria de Política do “Jornal do Brasil”. O experiente Marcelo Pontes editava o “Informe JB” e conhecia bem Egydio Serpa, assessor de imprensa de Ciro. Convidou-me para um bate-papo com os dois num restaurante do Leblon. Não perdi a chance de conhecer o jovem político. Mas Ciro só falou abobrinhas e a todo momento dizia que estava aguardando o humorista Tom Cavalcante, então estrela da “Escolinha do Professor Raimundo” com o personagem “Canabrava”. Só ficou feliz quando Tom, seu conterrâneo, chegou e passou a contar piadas e a imitar a voz de vários políticos, entre eles Lula e Brizola. Ciro ria de se dobrar e pedia bis.

Que me perdoem os que decidiram votar em Ciro. Fiquei decepcionado. Entrevistei o ex-governador do Ceará outras vezes, assim que assumiu a Fazenda e depois na Câmara, mas não consigo levar ele a sério. Quando penso em Ciro Gomes, penso nas piadas de Tom Cavalcante.

Octávio Costa
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Veja é condenada a pagar 100 mil reais por reportagem que acusou ex-diretor da Petrobras de corrupção

Estrella, cérebro da descoberta de petróleo no pré-sal.
O geólogo Guilherme Estrella, que foi diretor de Exploração e Produção da Petrobras nos governos Lula e Dilma e um dos pioneiros na pesquisa que levou à descoberta de petróleo no pré-sal no mar territorial do Brasil, venceu uma disputa judicial que travava com a revista Veja por causa de duas reportagens publicadas em abril de 2014, quando era intenso o noticiário em torno da Petrobras e a Lava Jato.

Ele foi acusado de receber “propina paga por uma fornecedora holandesa da Petrobras”. A fonte da informação era um suposto depoimento do publicitário Marcos Valério — depoimento que nunca apareceu — e uma sindicância da empresa, que existiu, mas que não tinha nenhuma relação com Estrella.

Na época, ele notificou a Veja com um pedido de direito de resposta, mas não conseguiu publicar sua versão. O escritório do advogado Wadih Damus, que é deputado federal pelo PT, entrou com a ação na Justiça do Rio de Janeiro e a decisão saiu no último dia 9, assinada pela juíza Maria Cristina Barros Gutierrez Slaibi, da 3a. Vara Cível do Rio de Janeiro.

Veja foi condenada a indenizar Estrella em 100 mil reais e terá de lhe conceder o direito de resposta. Sentenciou a juíza:

“Se é certo que o ordenamento constitucional brasileiro ampara a liberdade de expressão, protegendo-a contra indevidas interferências do Estado ou contra injustas agressões emanadas de particulares, não é menos exato que essa modalidade de direito fundamental – que vincula não só o Poder Público como, também, os próprios particulares – encontra, no direito de resposta (e na relevante função instrumental que ele desempenha), um poderoso fator de neutralização de excessos lesivos decorrentes da liberdade de comunicação, além de representar um significativo poder jurídico deferido a qualquer interessado “para se defender de qualquer notícia ou opinião inverídica, ofensiva ou prejudicial”

A vitória de Estrella tem um valor simbólico para os funcionários da Petrobras. A trajetória dele dentro da empresa é considerada exemplar. Entrou na Petrobras por concurso público, há 44 anos, e liderou a equipe de descobriu uma das maiores reservas de petróleo no Iraque, quando a Petrobras atuou naquele país do Orienta Médio, ainda no governo militar.

De volta ao Brasil, sempre defendeu a atuação estratégica da Petrobras, com a indutora de crescimento de outras empresas, a que, na visão dele, se deve dar tratamento especial para contratação, exatamente como é feito nos Estados Unidos.

Na atuação de geólogo propriamente, foi um dos primeiros a apontar a existência de petróleo no pré-sal, o que viria a se confirmar quando ele já ocupava a Diretoria de Exploração e Pesquisa, quando sofreu pressão do PMDB para deixar o cargo, no governo de Dilma Rousseff.

Quando surgiram as primeiras denuncias de corrupção na empresa, em 2014, reagiu. Diante de uma plateia de petroleiros no Rio de Janeiro, atacou o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa.

“É um bandido que exerceu por 30 anos cargo de gerência. Nas famílias ou mesmo nas instituições religiosas, tem gente boa e gente ruim. O Paulo Roberto é um bandido, que foi denunciado por este governo”.

Em tom de desabafo, Estrella afirmou que o esquema de corrupção investigado na Petrobras não teve origem no governo comando pelo PT.

“Vocês estão pensando que roubalheira na Petrobras só aconteceu nesse governo?”, questionou à plateia do seminário “Modelo Energético Brasileiro”.

Veja poderá recorrer da decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

Joaquim de Carvalho
No DCM
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Moro é a má política de toga e a Geórgia de dez anos atrás é a Lava Jato


O que os golpistas e elitistas deste País cucaracha "não entendem", a incluir os coxinhas de classe média, por má-fé, cinismo e hipocrisia é que a Lava Jato teria de ter como objeto e alvo de sua atuação o combate à corrupção e nada mais do que isto. Ponto. Enquanto a força tarefa dos juízes, procuradores e delegados, a maioria baseada no Paraná, estava a servir à Nação com enfoque no combate à corrupção doa a quem doer, evidentemente que o apoio a esses servidores públicos do Judiciário e do MPF era praticamente majoritário.

Porém, percebe-se logo e rapidamente que os "intocáveis" togados e meganhas passaram a ter como motivação principal e primordial o combate político, partidário e ideológico, sendo que tais servidores agem e atuam, sistematicamente, no campo da direita, a movê-los, sem dúvida, ações de conotações persecutórias, que denotam, ipsis litteris, que a Lava Jato é, na verdade, um instrumento político transformado em um aríete, que tem por propósito demolir e ferir o Partido dos Trabalhadores e suas principais lideranças.

Não importa a mim se algumas pessoas que leem meus artigos fiquem injuriadas ou falsamente indignadas, porque, evidentemente, se existe algo que eu detesto é a corrupção, mas também acredito que ela tem de ser combatida de forma republicana, equânime e isonômica, de forma que todos os grupos, segmentos e setores das vidas públicas e privadas da sociedade brasileira respondam por seus crimes, malfeitos e ilegalidades de toda ordem.

E é exatamente isto que não acontece e, com efeito, a blogosfera progressista, os chamados blogs e sites "sujos", combatem, sem trégua, as manipulações, distorções e mentiras o oligopólio da imprensa de negócios privados, que, mancomunada com os atores da Lava Jato, transformaram o Brasil em um republiqueta bananeira, o desmoralizaram, o humilharam e destruíram sua economia, principalmente o comércio interno, que não vende nada, bem como a indústria de base e pesada brasileira, a desempregar 15 milhões de brasileiros, sendo que outros milhões estão à mercê do comércio ilegal e da repressão policial, de forma, inclusive, a fazer o Brasil integrar novamente o mapa da fome, de acordo com a FAO e o IBGE.

O juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, os procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Deltan Dallagnol, Roberson Pezzobon, dentre outros autores do powerpoint mentiroso e leviano, assim como os delegados partidarizados e "aecistas", Igor Romário de Paula, Maurício Grillo e Márcio Anselmo, conforme comprovaram seus facebooks e a matéria do Estadão, que, por sinal, trata-se de um pasquim de direita quase falido, que sempre apoiou a Lava Jato, resolveram, indevidamente, entrar de cabeça na política brasileira.

Os membros da Lava Jato fizeram mais do que isto, pois interditaram o processo político para influenciar no tabuleiro político e, consequentemente, favorecer a direita brasileira, representada, principalmente, pela dupla PSDB/PMDB, que efetivou a deposição da presidente reeleita e legítima, Dilma Rouseeff, e instalou no Planalto o governo mais corrupto, elitista, sectário e entreguista da história republicana brasileira. O governo colonizado e subalterno, que serve a poucos em detrimento de muitos.

E por que eu estou a falar sobre esse assunto? Respondo. Porque o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, comparou o Brasil à Geórgia após o fim da União Soviética. O herói dos coxinhas golpistas, entreguistas e analfabetos políticos afirmou que o Brasil é governado por gângsters. É verdade. O juiz não mentiu, mas, como sempre ele faz para não falar ou explicar, por exemplo, o porquê de ele não prender os tucanos e os líderes do PMDB que tomaram o poder de assalto, o magistrado de primeira instância e com vocação para ditador simplesmente tergiversa e faz cara de paisagem.

A verdade é que as ações do político sem mandato, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, cooperou, e muito, para que o Brasil fosse governado por gângsters, que estão a demolir o Brasil e envergonhar seu povo perante a comunidade internacional. Afinal, o magistrado da província de Maringá, cuja família possui laços profundos com o PSDB, a direita em geral e a burguesia paranaense permitiu, deliberadamente, que a crise político-institucional recrudescesse e, com efeito, favorecesse a radicalização da direita de alma lacerdista

A direita de tradição udenista, porque comportalmente falsa moralista, e que, histérica, ocupava as ruas com camisetas de seleção brasileira, bem como o ato insano, mas inquestionavelmente político de Moro a levou a tentar, como fazem os vândalos ou os bárbaros, invadir o Palácio do Planalto, porque o juiz Sérgio Moro, do PSDB do Paraná, liberou criminosamente à imprensa de mercado, sua cúmplice partidária e política, os diálogos entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula.

Quero afirmar, sem medo de errar, que tal juiz causou comoção popular deliberadamente, o que se torna um fato absurdo e altamente irresponsável. Naquele momento, a luta política estava no auge, pois a presidente constitucional e legítima estava prestes a enfrentar um tribunal no Senado que, antecipadamente, já a tinha condenado à perda de seu mandato popular e legítimo. A verdade é que o juiz tucano da terra das araucárias estava a fazer a péssima política, além de apagar incêndio com gasolina.

Moro, do PSDB do Paraná, sabia o que estava a fazer, sem sombra de dúvida, e cometeu um de seus inúmeros crimes com o apoio, a cumplicidade e a aquiescência do CNJ, do TRF-4 e, sobretudo, do STF, poder que é indefectivelmente burguês, a vergonha do Brasil, que, com a participação da imprensa comercial e privada mais corrupta e golpista do mundo ocidental, tornou-se a garantia de que a casa grande retornaria ao poder após quatro derrotas eleitorais consecutivas para os presidentes Dilma e Lula, líderes trabalhistas e de esquerda, que jamais foram cooptados pelo establishment.

O establishment que vem a ser o promotor do status quo, que, por sua vez, é financiado pelas oligarquias brasileiras e pela plutocracia internacional, as quais os golpistas e usurpadores da Banânia servem como cães perdigueiros ou de guarda. O Judiciário brasileiro é o câncer que promove o atraso material e espiritual do Brasil.

O STF permitiu que chefes de quadrilhas assumissem o poder central e aceitassem o pedido de impeachment (golpe) na Câmara dos Deputado para Dilma Rousseff ter seu mandato vilipendiado no Senado Federal pela maioria dos senadores intrinsecamente vinculada ao atraso e ao retrocesso, ou seja, às oligarquias insofismavelmente escravocratas. Esses fatos e realidades são inesquecíveis. A história cuidará disso com a precisão da verdade. A verdade é imbatível e inatacável. O Supremo deste País é o fim da picada!

Torna-se, então, necessário colocar os pingos nos "is". Moro, o magistrado tucano, que tem lado partidário, cor ideológica e participa com afinco da luta política e de classes, que a direita diz não existir, mas "quer de volta sua empregada doméstica", a dormir na pequena senzala, que é retratada no quartinho de empregada, afirmou, na Jovem Pan, que não é candidato, porque não tem perfil para exercer mandato político. Não são contraditórias as palavras de vossa excelência?

Obviamente que o juiz do PSDB do Paraná está a tergiversar, porque não é necessário ter mandato para fazer política, no sentido de participar do embate político e tomar para si o enfrentamento de linha de frente com o apoio, incondicional, pelo menos até agora, da imprensa de negócios privados e controlada por meia dúzia de famílias bilionárias, que combatem os interesses de independência e soberania do Brasil há décadas, bem como o tratam como se o País fosse o quintal de suas casas.

Sérgio Moro quer enganar a quem? Será que tal magistrado pensa que todo mundo é coxinha lobotizado? O que é isso cara pálida? Se eu elencasse todas as ações políticas, partidárias e ideológicas do juiz de província, certamente que eu não conseguiria terminar este artigo. A verdade é que Sérgio Moro cometeu inúmeros crimes e arbitrariedades, como levar Lula a força para depor e, posteriormente, condená-lo a mais de nove anos de cadeia, sem, entretanto, apresentar uma única prova. Há covardia e desfaçatez maior?

O problema do juiz Sérgio Moro, que dizem ser admirado e amado, mas a verdade é que existem dezenas de milhões de brasileiros — e ele sabe disso — que discordam frontalmente das ações levianas e covardes da Lava Jato, que se tornou um partido de direita e instrumento primordial para que os golpistas e usurpadores de toda monta e ordem pudessem, enfim, conspirar e, com efeito, derrubar uma presidente legalmente constituída, assim como dar tratos persecutórios a uma força tarefa que perdeu a razão de ser quando simplesmente resolveu ser uma ferramenta de combate político contra a esquerda, os mandatários trabalhistas e seus aliados.

A verdade é que a corrupção passou a ser, dentro da própria Lava Jato, um assunto de segunda relevância, quando deveria ser sempre de primeira importância, porque o que se vê depois das tentativas de destruir o PT e seus membros e simpatizantes, verifica-se in loco que as pessoas que estão a governar o Brasil são golpistas, usurpadores, corruptos, ladrões e que estão a vender o Brasil e a tirar direitos e garantias dos trabalhadores, do povo brasileiro. Moro e a Lava Jato sabem disso, porque burros e alienados, definitivamente, eles não o são.

Então, vamos à pergunta que não quer calar: "Juiz Moro, por que o senhor não interroga e não prende os tucanos e suas lideranças, bem como os corruptos do PMDB, que estão a governar a Banânia e o Congresso de malfeitores, que agora apostam no distritão e no parlamentarismo, para se manterem no poder e não serem presos por causa do foro especial por prerrogativa de função?" Com a resposta, evidentemente, o juiz Moro ou os "intocáveis" tupiniquins da Lava Jato.

Porém, nunca é demais lembrar que o juiz Moro, do PSDB do Paraná, ao divulgar os grampos ilegais, portanto áudios repercutidos de forma criminosa, favoreceu a tomada do poder pela quadrilha mais perigosa e poderosa do País, de acordo com o Joesley Batista, dono da JBS, que quebrou as pernas da Lava Jato, porque até então os "intocáveis" estavam muito à vontade para cometer, sistematicamente e covardemente, lawfare contra o ex-presidente Lula, sem, no entanto, volto a ressaltar, apresentar quaisquer provas em todos os processos que o melhor presidente da história do Brasil, juntamente com o estadista Getúlio Vargas, responde na Justiça por estar a ser, covardemente, perseguido.

A direita quer o Lula fora da corrida presidencial de 2018, e a Lava Jato e seus "heróis" midiáticos sabem disso. E como sabem... Só sabem! Moro, além disso, é useiro e vezeiro em participar de eventos promovidos, ora vejam, pelos inimigos e adversários do PT e de suas lideranças. Como pode um juiz ser visto com os inimigos de quem ele está a julgar? São fatores completamente fora de propósitos, pois surreais!

Trata-se, indubitavelmente, de um comportamento que se deve questionar duramente e de forma enfática. Não basta à mulher de César ser honesta. Ela tem de também parecer honesta. Moro tem de obrigatoriamente compreender esta questão comportamental para que possa ser um juiz imparcial e justo, realidade que, frontalmente, o magistrado tucano não é. Alô, alô, CNJ e TRF-4, cadê vocês?

Como eu sou ingênuo... Evidentemente que tais instituições estão a participar do golpe de estado contra os interesses do Brasil, pois, afinal, se o Judiciário fosse sério não permitiria que a presidente legítima e constitucional, Dilma Rousseff, fosse deposta para um chefe de quadrilha assumir o poder. Esta é a verdade. Alô, alô, juízes de um STF divorciado e distante do povo e composto por juízes burgueses de punhos de renda: acordem!

Agora o Moro, um político tucano e de direita, voltado para os interesses da grande burguesia, critica o financiamento público de campanha ao tempo que defende o financiamento privado com regras mais duras. Não é uma beleza o pensamento de ocasião e de circunstância de tal "titã" da justiça, da moral e dos bons costumes? Não parece uma intenção oportunista?

Então, vamos ver se dá para entender o juiz de primeira instância. Moro e seus pares da Lava Jato criminalizaram o financiamento privado, que, na verdade, fomentava a corrupção. Depois de criminalizar a política, os partidos e destruir a indústria de base e de construção do País e causar desempregos aos milhões, o juiz vem com essa opinião estapafúrdia e insensata, pois sabedor que o financiamento público põe ordem na casa e trata os candidatos desiguais como iguais, em uma isonomia que não interessa de verdade aos políticos e candidatos ricos ou financiados por milionários ou bilionários.

Se houver isonomia, evidentemente que a direita terá menos eleitos e a equiparação com os candidatos de outros segmentos da sociedade ficará mais equânime. O juiz Moro, filho da burguesia e politicamente de direita quer, na verdade, defender os interesses eleitorais das velhas oligarquias, das quais ele e seu grupo familiar e político sempre fizeram parte. E assim acontece com vários procuradores da Lava Jato, a começar pelo Carlos Fernando dos Santos Lima.

Quem o juiz Moro, do PSDB do Paraná, pensa que engana? Será que o ciclope do Judiciário pensa que todo mundo é idiota e somente assiste ao Jornal Nacional e seus assemelhados? A roubalheira é advinda, principalmente, das campanhas eleitorais financiadas pelas empresas e corporações privadas. Ponto. Como agora esse senhor vem com essa conversa para boi dormir?

Juiz Sérgio Moro, por favor, seria de bom alvitre, além de ser sensato, vossa excelência se reportar aos autos dos processos, para ser republicano, justo e imparcial. A Geórgia de dez anos atrás é a Lava Jato, porque, nos governos trabalhistas do PT, o Brasil se desenvolveu e o povo viveu muito melhor. A história se encarregará dessa verdade. Menos, juiz... Menos! Ou se candidate para se eleger e dar pitacos sobre tudo. É isso aí.

Davis Sena Filho
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Ministro de Relações Exteriores da Rússia diz que é 'inaceitável' ameaça militar de Trump contra Venezuela

Trump afirmou na última sexta-feira (11/08) que os Estados Unidos têm "muitas opções para a Venezuela, incluída uma possível opção militar se for necessário"


O ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, qualificou nesta quarta-feira (16/08) de "inaceitáveis" as ameaças de uma intervenção militar na Venezuela feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"É necessário superar as diferenças pela via pacífica, através do diálogo nacional e sem ingerências exteriores, e dizer que são inaceitáveis as ameaças de intervenção militar nos assuntos internos desse país", disse após se reunir em Moscou com seu colega boliviano, Fernando Huanacuni.

Trump afirmou na última sexta-feira (11/08) que os Estados Unidos têm "muitas opções para a Venezuela, incluída uma possível opção militar se for necessário".

Os ministros da Rússia e da Bolívia, aliados do presidente Nicolás Maduro, reiteraram a rejeição a qualquer ingerência exterior nos assuntos da Venezuela.

Graõs

As autoridades russas anunciaram o envio da primeira carga de 30,5 mil toneladas de grãos à Venezuela desde o porto de Novorossiysk, no sul da Rússia. É a primeira vez que a Rússia exporta grão ao país latino-americano, que tradicionalmente compra esse cultivo dos EUA e Canadá.

Huanacuni aproveitou a reunião com Lavrov para entregar um convite do presidente da Bolívia, Evo Morales, a seu colega russo, Vladimir Putin, para participar da IV Cúpula do Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG) que a cidade boliviana de Santa Cruz realizará em novembro.

Rússia, Irã, Catar, Argélia, Bolívia, Egito, Guiné Equatorial, Libia, Nigéria, Trinidade e Tobago, Venezuela e Emirados Árabes - países de pleno direito - Holanda, Iraque, Omã, Peru, Noruega, Cazaquistão e Azerbaijão - observadores - são os países que integram a FPEG.

Juntos, eles controlam 42% do fornecimento de gás mundial, 70% de suas reservas provadas, 40% do fornecimento através de gasodutos e 65% do mercado mundial de Gás Natural Liquidificado.

No Opera Mundi
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História Geral da Arte — Escher


Escher

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 – Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de óptica.

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Informativo Paralelo #50 — Venezuela Urgente


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Super Janot, tem herói no universo de Marvel


Paulo Sotero é um ex-jornalista brasileiro que há anos dirige o Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington, um think tank que se tornou um dos principais centros de lobby em relação ao Brasil.

Uma de suas funções é conceder bolsas para alunos interessados em políticas públicas. Outra, preparar estudos sobre diversos aspectos do Brasil atual. Há uma atenção especial a tudo o que se relaciona com o poder judiciário, informações abundantes sobre a Lava Jato, Gilmar Mendes falando de reforma política, Carmen Lúcia, Torquato Jardim e, obviamente, o Procurador Geral da República.

Um dos instrumentos mais eficientes de atuação do Woodrow Wilson é o de conceder atestado de boas maneiras a brasileiros alinhados com seu pensamento. Trata-se de uma versão contemporânea das miçangas com que os descobridores atraíam a simpatia dos indígenas.

Uma das últimas miçangas foi um artigo majestoso de Sotero no Estadão, “Brasil ganha respeito com diplomacia judicial” com um subtítulo consagrador: “Pais vem assumindo papel de liderança no combate ao crime transnacional”.

Cada país tem suas transnacionais cometendo seus próprios crimes. Há um histórico de atuação das petroleiras norte-americanas na África e de empreiteiras em vários países conflagrados. O diferencial brasileiro é o fato de ter sido o primeiro país que, a pretexto de combater a corrupção,. praticamente destruiu sua engenharia, suas maiores empresas, e está expulsando suas campeãs para os Estados Unidos.

Esse fantástico feito de auto-imolação mereceu elogios evidentemente sinceros dos EUA, na voz autorizada de Sotero. Qualquer cidadão norte-americano ficaria grato do mesmo modo.

Os números são tonitruantes. O Ministério Público Federal brasileiro recebeu mais de cem pedidos de cooperação de países, loucos para morder acordos de leniência de empresas nacionais. Empresas construídas com recursos nacionais, com financiamentos do BNDES, com obras públicas brasioleiras, em vez de pagarem ao Brasil, despejam dólares ao redor do mundo, em contrapartida às revelações de sua corrupção pelo bravo MPF brasileiro – cujos salários e benefícios são garantidos por impostos pagos no Brasil.

Mas como o feito é muito recente, segundo Sotero, não entrou nos cálculos da consultoria britânica Poirtland, que com seu Soft Power 30 analisa a capacidade de 30 países de se influenciarem mutuamente e a agenda internacional. Apesar dos recordes da Lava Jato, o Brasil ficou em penúltimo lugar, adequado, aliás, para um país que não aprendeu a preservar suas empresas e cujas autoridades se comovem com miçangas, como ocorreu com o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot que, nos primeiros resultados da Lava Jato, correu para se exibir a autoridades norte-americanas – e voltou de lá com denúncias prontas contra a Eletronuclear.

Sotero enaltece o espírito de colaboração entre os dois países. Mas não aponta um caso sequer de levantamento de corrupção de empresas norte-americanas.

Menciona evento recente, no qual o Brasil é elogiado pelo secretário adjunto interino da Justiça dos Estados Unidos, Kenneth Blanco, e o ex-procurador federal Patrick Stokes, que atuou no caso da Odebrecht-Braskem como chefe da unidade do Foreign Corrupt Practices Act do Departamento de Justiça. “O Brasil não apenas cresceu em sua capacidade de apresentar seus próprios casos, como, de forma dramática, de trabalhar com autoridades de outros países”, afirmou Stokes. 

O trabalho de quebrar empresas brasileiras e as exaurir financeiramente com multas pagas a terceiros países é denominado por Sotero de “diplomacia judicial”. “A internacionalização das operações do Direito levou à cristalização da diplomacia judicial como um campo específico das relações internacionais, distinto da política externa formulada pelos poderes executivos”, escreveu João Baptista Magalhães que chefiou a assessoria internacional do STF (Supremo Tribunal Federal) no início da década.

Por “diplomacia judicial” entenda-se a apropriação pelo MPF de atribuições exclusivas do Ministério da Justiça, para fechar acordos de cooperação.

Como lembrou Luiz Roberto Ungaretti, chefe do Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça, o MPF não é parte legítima para celebrar esse tipo de acordo. A Constituição prevê que acordos de cooperação só podem ser celebrados pelo Ministério da Justiça. Disse ele à Folha: “Quem representa o país não é o Ministério Público. Queremos celebrar os acordos, mas com o cuidado de preservar provas e medidas. Quando algo assim chega para nós, temos que conversar com a autoridade legítima do outro país”.

Uma certa má consciência faz com que Sotero termine seu artigo com um alerta:

“Elogios como esses, vindos de Washington, alimentam teorias conspiratórias espalhadas por atores, arautos e cúmplices da decrépita ordem da corrupção sistêmica exposta pela Lava Jato. Alegam eles que os promotores e juízes, vários dos quais com cursos no exterior, atuam em detrimento do interesse nacional”.

Imagine, Sotero, se alguém iria cometer tal injustiça contra heróis nacionais norte-americanos.

PS – A Coppe desenvolveu um veículo leve sobre trilhos que levita por magnetismo. Trata-se de inovação pioneira, com avanços que sequer os chineses desenvolveram até agora. Seus parceiros naturais seriam empreiteiras brasileiras. O protótipo está no campus da Coppe esperando que alguma empresa estrangeira se habilite, para viabiliza-lo comercialmente. As nacionais estào quebradas.

Luís Nassif
No GGN
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Um país que se apequenou


A notícia da Folha – com todos os foros de verdade, dados pelo quase imediato anúncio de que a Standard & Poors manteria a nota de crédito do Brasil – de que Henrique Meirelles foi beijar a mão das agências de classificação de risco e ” pediu que esperassem um trimestre antes de rever as notas brasileiras”evoca, para quem já viveu o Brasil da virada do século, episódios hoje muito próximos.

Era o “waiver”, o perdão perseguido como fonte de água no deserto, no Brasil quebrado de Fernando Henrique Cardoso buscava repetidamente no Fundo Monetário Internacional.

Hoje, claro, a fonte de nossos problemas não é o FMI, mas continua a ser o capital estrangeiro, tanto pelo fluxo de investimentos quanto pela sua participação – e aceitação – da nossa dívida pública que passou a crescer de forma vertiginosa desde o final de 2014.

E a percepção geral é a de que, embora seja possível alguma recuperação no nível de uma atividade econômica já deprimida até o rés do chão, o Brasil não tem outro rumo senão permanecer em crise.

As medidas de austeridade (mais!) propostas beiram o ridículo.

Primeiro porque – e logo se verá isso na propositura da Lei de Diretrizes Orçamentárias, porque supõem um investimento virtualmente zero, anulando qualquer possibilidade de que o Estado seja o indutor de crescimento econômico.

Segundo, porque nem de perto tocam na capacidade de arrecadação fiscal. A taxação contínua dos fundos privados de investimento é, apenas, uma antecipação de receita que, claro, adiante será ausente. O aumento de alíquota previdenciária dos servidores de maior renda, conjugado com o adiamento de seus reajustes, só piora o ambiente nas categorias-chave para a administração da máquina.

Como o próprio Henrique Meirelles mostrou ontem, em sua exposição, o setor industrial está com sua capacidade contributiva esgotada, mas não se cogitou taxar quem vai bem: o setor financeiro e o agronegócio,

Some-se a isso o fato de que o Governo acena com aquilo que não pode entregar mais: a maioria no Congresso que lhe permita aprovar mais “reformas” .

A meta de R$ 159 bilhões de déficit não é impossível de cumprir, claro. Mas depende de um elemento dificílimo quando se olha a realidade política, institucional e econômica do país: “tudo correr bem”.

Ao contrário do que fez ano passado, o Governo reviu a meta “no talo".

Nenhum critério que possa ser chamado de sério, apenas o de não mostrar que, desde que o golpismo assumiu, o rombo aumentou, pelo que não se fez para recuperar a ponta da receita pública.

O Brasil virou um pato, que se encolhe, paralisado, à espera da hira de ir pra panela ou de um milagre  pelo qual não consegue nem mesmo rezar. agora que lhe cortaram as asas.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Monopólio de mídia muda de nome em Santa Catarina


Cerimônia em Florianópolis reuniu autoridades e representantes da TV Globo, do Grupo NC e do Grupo RBS. Lançamento marca transferência de controle de televisões, rádios, jornais e sites.

O lançamento da nova marca foi exibido ao vivo, à noite, durante a programação da afiliada da TV Globo em Santa Catarina, que passou a se chamar NSC TV. O nome, que significa Nossa Santa Catarina, foi escolhido em uma consulta popular realizada em maio. O slogan é "Tudo que move a gente".

"Estamos felizes em dividir com vocês um momento tão importante para nós e Santa Catarina", disse o presidente do Grupo NC, Carlos Sanchez, durante a cerimônia.

"Somos um espelho do Brasil, uma importante janela da sociedade. Santa Catarina é líder em audiência e tem tradição em produzir conteúdo de qualidade. Temos uma forte presença local", disse Roberto Irineu Marinho.

Eduardo Sirotsky Melzer, presidente do conselho de administração do Grupo RBS, falou sobre a trajetória da empresa em Santa Catarina. "Entregamos a empresa para a NSC com orgulho do trabalho feito durante 40 anos em Santa Catarina e com a certeza da continuidade disso pela equipe de Carlos Sanchez", disse.

Integrante do conselho de administração do Grupo RBS, Nelson Sirotsky também comentou a mudança. “Representa olhar para trás com muito orgulho e olhar para frente com muita esperança. Orgulho de uma jornada que foi feita. Esperança de que o novo grupo que assume as operações em Santa Catarina continue na mesma direção e a convicção de que vai assim fazê-lo".

Também presente na cerimônia, o diretor geral da TV Globo, Carlos Henrique Schroeder, afirmou que a mudança para NSC TV “representa muito”: “Uma mudança de marca não e uma simples troca de nome. Uma mudança de marca embute uma mudança de atitude, uma mudança transformadora, uma mudança de desejo, de vontade na relação com seu público, com cada habitante de Santa Catarina".

O ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, ressaltou o trabalho da família Sirotsky à frente da RBS em SC. "Grupo NSC faz uma aposta no futuro de Santa Catarina e do Brasil abrindo as portas do grupo para a comunicação, eu os cumprimento por isso", disse.

"Temos um desenvolvimento bem distribuído, a RBS fez com que a sociedade se desenvolvesse, vamos continuar juntos agora. Sei que Sanchez e sua equipe continuarão este trabalho, essas parcerias que constroem nosso estado e país", declarou o governador Raimundo Colombo.

“É muita emoção, primeiro, é uma sensação de calor muito grande no coração, mas ao mesmo tempo, uma sensação de dever cumprido, nós cumprimos com a nossa missão com nossos valores. A gente preservou a integridade de uma história, de uma empresa, de uma família e que agora com a família Sanchez tocando com a mesma responsabilidade, fará o que o Grupo NSC continue fazendo a história em Santa Catarina”, disse Pedro Sirotsky, acionista do Grupo RBS.

O monopólio

A compra foi formalizada em março de 2016, quando foi iniciada uma fase de transição. Passaram a pertencer ao Grupo NC seis emissoras de TV (Florianópolis, Blumenau, Joinville, Centro-oeste, Chapecó e Criciúma), os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, A Notícia e Jornal de Santa Catarina e a rádios CBN Diário, Itapema e Atlântida em Santa Catarina, além dos sites G1 SC, Globoesporte.com/sc e NSC TV.

Com a venda das operações catarinenses, a RBS informou que focará seus esforços de mídia no Rio Grande do Sul, com marcas jornalísticas como Zero Hora, Rádio Gaúcha e RBS TV.


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Povos Indígenas na luta contra o Marco Temporal



O Supremo Tribunal Federal (STF) julgará nesta quarta-feira (16) três Ações Civis Originárias (ACOs) referentes à demarcação de terras indígenas, na qual será discutido o chamado marco temporal. Para os indígenas e quilombolas, caso a tese, que beneficia grileiros, prevaleça, esses povos perderão terras e direitos conquistados.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, nesta terça (15), o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cleber Buzatto, afirma que, se o STF aceitar o marco temporal, legitimará os antigos e futuros conflitos e assassinatos de povos tradicionais. "O STF vai legitimar toda a violência contra os povos tradicionais até 1988 e também colocará combustível em uma nova fase de esbulho territorial para aqueles que demarcaram terra nos últimos anos", afirma.

O marco temporal, defendido por ruralistas, prevê que os indígenas e quilombolas só teriam direito às terras que estavam sob sua posse no dia 5 de outubro de 1988, quando foi aprovada a atual Constituição Federal. "É uma interpretação que beneficia apenas os setores ligados aos grandes proprietários, que roubaram terras e provocaram a expulsão dos povos indígenas com força armada", denuncia Buzatto.

O secretário-executivo do Cimi lembra que o governo de Michel Temer já se apresentou a favor do marco temporal, segundo ele, como forma de pressionar o Supremo. "Desde sua posse, Temer atendeu todos os pedidos da bancada ruralista. Recentemente, publicou um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o marco temporal. É inconstitucional. Além de ser uma tentativa de intimidação contra os ministros do STF", critica.

"Há ministros como Gilmar Mendes, que é um defensor do agronegócio, defendendo o marco temporal, mas esperamos que a maioria tenha bom senso."
Ações

As ações são relacionadas a três locais: o Parque Indígena do Xingu (MT), as terras indígenas dos povos Nambikwara e Pareci e a Terra Indígena Ventarra (RS). Os dois primeiros casos são semelhantes, ações movidas pelo estado de Mato Grosso contra a União, por supostamente envolver demarcação de terras em propriedades privadas. O estado pede uma indenização.

Já no caso do Rio Grande do Sul, trata-se de uma ação movida pela Fundação Nacional do Índio (Funai) pedindo a nulidade dos títulos de propriedade, expedidos pelo estado na década de 1950, a favor de proprietários particulares.



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Porque o negacionismo do Olavo é perigoso e deve ser combatido

“Olavo defende há bastante tempo que o nazismo é de esquerda, pelo fato do Partido Nacional Socialista ter “socialista” no nome. Ele sabe que isso foi uma arma hitlerista para enganar os trabalhadores alemães. Mas a ele pouco importa”. Leia mais na coluna de Adriana Dias


Todos sabem que Olavo de Carvalho não é filósofo, nem merece o nome de professor. Mas, [e assim que ele ganha a vida] enganando pessoas com esses títulos, ele desinforma de maneira cínica e irresponsável milhares de pessoas. Não sei se atribuo sua atuação apenas ao cinismo, ou a demência, visto que sua internação psiquiátrica por seus alunos, no passado, se recusarem a aprender dança sufi, é sabida por muitos e revela um pouco de sua fragilidade mental. Daria pena, não fosse alguém que usa do verbo enganar cada vez que escreve um post.

Olavo defende há bastante tempo que o nazismo é de esquerda, pelo fato do Partido Nacional Socialista ter “socialista” no nome. Ele sabe que isso foi uma arma hitlerista para enganar os trabalhadores alemães. Mas a ele pouco importa. Sua batalha contra o marxismo faz com que ele defenda que o nazismo seja um movimento esquerdista.

Portanto, o que aconteceu em Charlottesville (EUA) quando a turba da direita, extremista, nazista, de direita se uniu, coloca todo seu plano, e seu sustento, diga-se de passagem, sob ameaça. Então, o que ele faz? Passa a negar a realidade, negando que os acontecimentos da Virginia sejam reais e chama o ato de Charlottesville de farsa, orquestrada pela esquerda.

Bem, se fosse uma farsa, a comunidade judaica internacional inteira não teria se manifestado gravemente. Quem está certo, Olavo ou os judeus? Olavo tem falado que a inquisição não matou tantos judeus. De novo, quem está certo, Olavo ou os judeus? Olavo fala que o nazismo é de esquerda, todos os historiadores judeus os chamam de direita, de extrema direita. De novo, quem está certo, Olavo ou os judeus? Ontem um seguidor de Olavo até citou os Protocolos do Sábios do Sião…

Qualquer um dos olavetes poderia se dar o trabalho de procurar na Wikipedia informações sobre o World Union of National Socialists, a associação que une todos os partidos nazistas do mundo e veria que ele é… ANTI-MARXISTA. DE EXTREMA DIREITA. Mas, parece que seus seguidores,ou tem cinismo crônico, ou deram a ele poder sobre seu saber.

Isso é perigoso. Primeiro porque negar a união das direitas em Charlottesville é assumir uma atitude de descompromisso diante do Mal. Diante de quem ignora toda noção de direito humano. E se Olavo faz isso, negando isso, ele é tão perigoso quanto eles e deve ser combatido.

Adriana Dias é formada em Ciências Sociais e mestre e doutoranda em Antropologia Social pela Unicamp. Coordena o Comitê “Deficiência e Acessibilidade, da Associação Brasileira de Antropologia. Também é membro da American Anthropological Association
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Nova pesquisa mostra que Lula ainda é o líder disparado

Foto: Ricardo Stuckert
A pesquisa DataPoder360 indica que se a disputa pelo Palácio do Planalto fosse hoje e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 71 anos, não disputasse, o maior beneficiado seria o deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), 62 anos – de saída do PSC para filiar-se ao PEN, que deve mudar o nome para Patriota.

Com Lula no páreo, a corrida presidencial segue estável. O petista está consolidado e até mostrou um avanço, pontuando em agosto 31% e 32%, nos 2 cenários testados. Em julho, antes da sentença do juiz federal Sérgio Moro (responsável pela Lava Jato em 1ª Instância), Lula tinha 23% e 26%. A pena imposta pelo magistrado e a maior exposição pública parecem ter feito bem ao petista.

O fato incontestável deste momento é que Lula é o único pré-candidato que certamente iria para o 2º turno se a disputa fosse agora. A propósito desse fato, há que ser considerada a pendência judicial do petista: ele é réu em 5 processos e já foi condenado por Moro a 9 anos de prisão. O petista recorre em liberdade.

Embora as variações fiquem próximas da margem de erro máxima da pesquisa, é nítido que Lula está com um eleitorado cristalizado na faixa que vai de 25% a 30%, quando se observam os percentuais obtidos pelo petista desde abril – mês em que o DataPoder360 começou a fazer seus levantamentos mensais.

A pesquisa do DataPoder360 foi realizada por telefone (com ligações para aparelhos fixos e celulares) de 12 a 14 de agosto. Foram feitas 2.088 entrevistas em 197 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ou seja, 1 candidato com 25% está na faixa de 22% a 28%, aproximadamente.

Em alguns cenários, o total dos percentuais pode não ser 100% por causa do arredondamento dos resultados. Leia todos os estudos anteriores aqui.

BOLSONARO, DORIA E ALCKMIN

O deputado conservador pelo Rio de Janeiro pontua 18% e 25% quando Lula está entre os pré-candidatos. Se o petista sai da disputa, Jair Bolsonaro fica estável com 25% a 27%, quando os adversários do PSDB são João Doria, 59 anos, e Geraldo Alckmin, 64, respectivamente.

Quando o pré-candidato pelo PSDB é o prefeito de São Paulo, o líder Bolsonaro tem 25%. Na sequência, forma-se uma escada entre os que estão em 2º lugar, todos embolados na margem de erro da pesquisa. Mas o tucano Doria está numericamente à frente, com 12%. Depois, Ciro Gomes (PDT), 59 anos, com 9%. Marina Silva (Rede), 59, marca 6%. O lanterna é Fernando Haddad (PT), 54 anos, com 5%.

No outro cenário, com o governador paulista sendo o pré-candidato tucano, Bolsonaro vai a 27%. Já Alckmin registra 9% (3 pontos percentuais a menos do que Doria, exatamente no limite da margem de erro). Ciro e Marina ficam com 8% cada um. E Haddad marca só 3%.

É importante notar que as pesquisas do DataPoder360 têm demonstrado que há 3 pré-candidatos aparentemente mais competitivos até agora, todos quase sempre pontuando numericamente acima de 10%: Lula (o líder disparado), Bolsonaro (o 2º colocado, em alta na evolução das pesquisas) e Doria (na faixa um pouco acima de 10%).

Todos os demais pré-candidatos ainda lutam para sair de uma espécie de lanterna embolada, na faixa de 5% – levemente acima ou abaixo desse patamar.

Eis os cenários pesquisados:

cenario-1-ago-2017
cenario-2-ago-2017
cenario-3-ago-2017
cenario-4-ago-2017

BRANCOS, NULOS E INDECISOS

Nos cenários em que Lula é o pré-candidato petista, o percentual de votos brancos, nulos e indecisos varia de 33%, na pesquisa com Geraldo Alckmin, a 30%, com João Doria concorrendo pelo PSDB.

Sem Lula na disputa, esse percentual dispara. Nos dois cenários, o resultado é praticamente o mesmo. Com Alckmin, 45% dos entrevistados votam branco/nulo ou estão indecisos. Com Doria, são 44%.

A METODOLOGIA DO DATAPODER360

O DataPoder360 faz suas pesquisas por meio telefônico a partir de uma base de dados com cerca de 80 milhões de números fixos e celulares em todas as regiões do país. A seleção dos números discados é feita de maneira aleatória e automática pelo discador.

O estudo é aplicado por meio de um sistema IVR (Interactive Voice Response) no qual os participantes recebem uma ligação com uma gravação e respondem a perguntas por meio do teclado do telefone fixo ou celular.

Só ligações nas quais o entrevistado completa todas as respostas são consideradas. Entrevistas interrompidas ou incompletas são descartadas para não produzirem distorções na base de dados.

Os levantamentos telefônicos permitem alcançar segmentos da população que dificilmente respondem a pesquisas presenciais. É muito mais fácil atingir pessoas em áreas consideradas de risco ou inseguras – como comunidades carentes em grandes cidades – por meio de uma ligação telefônica do que indo até as residências ou tentando abordar esses cidadãos em pontos de fluxo fora dos seus bairros.

O resultado final é ponderado pelas variáveis de sexo, idade, grau de instrução e região de origem do entrevistado ou entrevistada. A ponderação é um procedimento estatístico que visa compensar eventuais desproporcionalidades entre a amostra e a população pesquisada. O objetivo é que a amostra reflita da maneira mais fiel possível o universo que se pretende retratar no estudo.

O DataPoder360 trabalha com uma margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. A cada pesquisa nacional, são realizadas aproximadamente 2.100 entrevistas completas em cerca de 200 cidades brasileiras.

A rodada deste mês foi realizada dos dias 12 a 14 de agosto de 2017. Foram entrevistadas 2.088 pessoas com 16 anos ou mais em 197 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
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