3 de ago. de 2017

Recuperação? Estabilidade? Quá, quá, quá!

De qual economia falam os canalhas?


O Conversa Afiada publica breve relatório que derruba os argumentos daqueles deputados canalhas, canalhas, canalhas que votaram a favor do Traíra e seu quadrilhão:



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Pegaram o Mineirinho na Cidade Administrativa!

Empreiteiras registraram em ata propina paga a Aécio Neves, diz delator

Valor refere-se à construção da Cidade Administrativa

Aécio ficou em silêncio em depoimento sobre o caso


O ex-superintendente da Odebrecht em Minas Gerais Sérgio Luiz Neves afirmou em depoimento à Polícia Federal que em reunião do consórcio responsável pela construção da Cidade Administrativa –sede do governo de Minas Gerais– os executivos registraram em ata de forma cifrada o valor que seria destinado ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) a título de propina. A reunião foi realizada em 16 de abril de 2008.

“Explicando a informação, “29” se refere ao valor aproximado total que seria pago como propina a Aécio via Oswaldo, equivalente a 3% sobre o valor total dos três lotes somados do empreendimento. Neste item também é definido que a operacionalização do compromisso de pagamento mensal fosse revezado entre as consorciadas, ficando então um compromisso trimestral de cada consorciada (já tendo a Odebrecht realizado o primeiro pagamento)”, disse Sérgio Luiz Neves.

Aécio nega irregularidades. Afirma que a construção da Cidade Administrativa se deu dentro da mais absoluta legalidade, tendo sido acompanhada pelo Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. Leia nota ao final desta reportagem.

imagem-depoimento-delatores

O senador tucano também compareceu ao edifício sede da Polícia Federal em Brasília para prestar depoimento no inquérito em 22 de junho. Ficou em silêncio por orientação da defesa, que alegou não ter tido acesso aos depoimentos dos colaboradores até aquela data.

A citação a ‘Oswaldo’ é uma referência ao ex-presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) Oswaldo Borges, apontado pelos delatores como intermediário nos pagamentos de propina ao congressista. Ele também prestou depoimento à PF. Negou envolvimento no caso.

O termo do depoimento de Sérgio Luiz Neves foi anexado ao inquérito que investiga o tucano por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação e cartel. O documento tornou-se público na 3ª feira (2.ago.2017). O executivo falou à PF em 27 de junho.

Prestaram ainda novos depoimentos no âmbito das investigações Benedicto Barbosa da Silva Junior e Hilberto Mascarenhas, ex-diretores do setor de Operações Estruturadas da empreiteira, responsável pelos pagamentos não contabilizados a autoridades. Eles reforçaram os relatos sobre irregularidades nas obras.

Aécio é investigado por supostamente organizar esquema para fraudar processos licitatórios, mediante organização de 1 cartel de empreiteiras na construção da Cidade Administrativa. Ele teria recebido propina de 3% sobre o valor total da obra, de acordo com os delatores. O senador nega participação nas irregularidades.

Íntegras

As íntegras foram anexadas ao inquérito que investiga o tucano por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação e cartel. Leia o que disseram os depoentes:
Outro lado

Em nota, a defesa do senador Aécio Neves afirmou que a construção da Cidade Administrativa se deu dentro da mais absoluta legalidade, tendo sido acompanhada pelo Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado.

“Eventual cartelização entre as empresas que participaram das obras, se ocorreu, foi sem a participação e o conhecimento do Governo de Estado. Prova cristalina disso é justamente a citada ata de reunião das empreiteiras, da qual não consta nem menção e nem participação de qualquer membro do Governo. Além das inúmeras contradições nos depoimentos do delator Sérgio Neves, que serão cabalmente demonstrados à Justiça, vale ressaltar também que este depoimento e o de outro delator, o senhor Benedito Júnior, são contraditórios entre si. Por fim, todas as doações feitas por essas e outras empresas para as campanhas do PSDB encontram-se devidamente registradas no TRE e TSE”, afirmou o advogado do congressista, Alberto Zacharias Toron.

Luiz Felipe Barbiéri
No Poder360
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Canalhas mostram a cara


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Millor, a Lava Jato e a fábula do burro ou do canalha


“Entre um burro e um canalha, não passa o fio de uma navalha” - Millor Fernandes

Na abertura do 8º Congresso Nacional do Ministério Público, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi incisivo: o Ministério Público se orienta pela Constituição, e não se fala mais nisso.

Disse mais:

— Afirmo aos senhores e senhoras que uma instituição plural, democrática e altiva como é o Ministério Público brasileiro jamais estaria a reboque dos acontecimentos, de pessoas ou de interesses menores. Ao contrário, fomos moldados pelo constituinte para ser uma instituição de vanguarda, que dita o próprio caminho e que busca como norte apenas as leis e a Constituição.

Consta que, quando soube do teor das conversas de familiares de Lula, divulgadas pela força tarefa da Lava Jato com o seu consentimento, Janot teria reagido com uma gargalhada.

Não sei se procede. Mas sei que foi graças ao seu empenho pessoal, dos procuradores da Lava Jato, da adesão de procuradores por todo o país, que se conseguiu o feito de consolidar no comando do país uma organização criminosa.

O MPF se tornou uma instituição tão vanguardista que conseguiu bater a Operação Mãos Limpas. Na Itália foi necessário aguardar as eleições para chegar um Berlusconi. Por aqui, entregaram o país a seco para Temer, Padilha, Moreira e companhia.

Enquanto ocorria o banquete dos piratas no Congresso, o nobre Janot falava para a história:

— A resposta positiva da sociedade ao nosso trabalho na Lava-Jato, bem como o severo crivo pelo qual sempre passaram nossas investigações no Poder Judiciário, inclusive no Supremo Tribunal Federal, demonstra que aquilo que alguns poucos inconformados chamam, levianamente, de loucura é, de fato, apenas o cumprimento sério e honesto de um mandato constitucional.

Janot bradava aos seus a relevância do “nosso trabalho na Lava Jato”, enquanto o coordenador político do governo Temer era flagrado negociando emendas milionários, uma emenda de R$ 8 milhões aqui, outra de R$ 7 milhões acolá. E tudo devidamente legalizado pelo controle imposto pela quadrilha ao Executivo.

Os craques conseguiram. Primeiro, tiraram do poder uma presidenta eleita, pouco importa os erros cometidos na condução da política e da economia. Tiraram por um motivo fútil com a ajuda indispensável do MPF.

O que imaginaram com a quebra da ordem constitucional? Que sir Galahad desceria dos céus ungido pelo espírito anticorrupção emanado do MPF, e traria a paz, a bondade, a caridade e a honestidade para o Brasil? Que, depois de Dilma, tirariam Temer? O que fazer agora com a quadrilha que passou a utilizar até dinheiro das emendas parlamentares para compra de voto? Pergunte ao Janot.

Sem a onda a favor, que perdoava qualquer erro, minimizava qualquer abuso, Janot voltou à sua estatura normal. Sem noção de timing, pediu pela terceira vez a prisão de Aécio, enfraquecendo mais ainda sua posição junto ao Supremo. Agora, seus porta-vozes na mídia acenam com ações em massa contra os deputados quadrilheiros. E daí? Como manobrará os prazos, agora que entregaram ao comando da quadrilha? Como contornará o controle que impuseram ao Congresso, comprado a peso de ouro pelas emendas parlamentares?

No Twitter, uma brava procuradora buscava se consolar

“Alma quieta, espinha ereta, coração tranquilo. O @MPF_PGR fez a sua parte, dentro de suas atribuições constitucionais e legais. #orgulho”

Ao que responde outro procurador, este do staff pessoal de Janot:

“Com certeza (...)! Tenho orgulho da nossa Instituição e da nossa missão de defesa da Ordem Constitucional”.

Que mané orgulho? Objetivamente, o que fizeram foi entregar o país ao comando do mais corrupto grupo da moderna história política do país. E fizeram de maneira calculada, sincronizando os eventos da Lava Jato em momentos fatais para a deflagração do impeachment, saindo as ruas em passeatas pró-impeachment, abrindo representações contra colegas que defendiam a ordem legal. Ou não sabiam que o poder conferido à quadrilha os tornaria quase imbatíveis? O que queriam era colocar no coldre a marca da derrubada de uma presidente da República.

E, agora, qual sua estratégia para avançar contra os bucaneiros que tomaram de assalto o Congresso? Montar uma nova lista de Janot?

Como diria Millor...

Luís Nassif
No GGN
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Canalhas salvaram Michel Temer da denúncia


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Temer fica. Camisas da CBF, panelas e memória escondidas no armário.


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A História do Brasil por Bóris Fausto - 3 — República Velha


Série narrada pelo historiador Bóris Fausto e que, por meio de documentos e imagens de arquivo, traça um panorama político, social e econômico do País, desde os tempos coloniais até os dias atuais. A série é composta, ainda, de entrevistas com algumas personalidades que ajudaram a escrever essa história.

Documentário 3: República Velha



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jornal nacional exibiu os canalhas


Os Golpistas podem ter ganho a votação, mas perderam.

A estratégia da oposição deu certo: eles tiveram que mostrar a cara no jornal nacional e defender o Temer em horário nobre!

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Saiba quem decidiu ser cúmplice de Temer e engavetar a denúncia


A votação não foi o passeio que o governo esperava. Dos deputados presentes, 264 votaram pelo não prosseguimento da denúncia, salvando a pele do ilegítimo, e 227 decidiram não ser cúmplices de Temer.

Votação por estado:

RIO GRANDE DO SUL

Afonso Hamm (PP) - NÃO
Afonso Motta (PDT) - NÃO
Alceu Moreira (PMDB) - SIM
Bohn Gass (PT) - NÃO
Cajar Nardes (PR) - SIM
Carlos Gomes (PRB) - NÃO
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) - NÃO
Darcísio Perondi (PMDB) - SIM
Giovani Cherini (PDT) - Ausente
Heitor Schuch (PSB) - NÃO
Henrique Fontana (PT) - NÃO
Jerônimo Goergen (PP) - NÃO
João Derly (REDE) - NÃO
José Fogaça (PMDB) - SIM
José Otávio Germano (PP) - SIM
Jose Stédile (PSB) - NÃO
Luis Carlos Heinze (PP) - NÃO
Marco Maia (PT) - NÃO
Marcon (PT) - NÃO
Maria do Rosário (PT) - NÃO
Mauro Pereira (PMDB) - SIM
Onyx Lorenzoni (DEM) - NÃO
Osmar Terra (PMDB) - SIM
Paulo Pimenta (PT) - NÃO
Pepe Vargas (PT) - NÃO
Pompeo de Mattos (PT) - NÃO
Renato Molling (PP) - SIM
Ronaldo Nogueira (PTB) - SIM — Ministro do Trabalho
Sérgio Moraes (PTB) - SIM
Yeda Crusius (PSDB) - SIM

RORAIMA

Abel Mesquita Jr. (DEM) - SIM
Carlos Andrade (PHS)- Não
Édio Lopes (PR) - SIM
Hiran Gonçalves (PP) - SIM
Jhonatan de Jesus (PRB) - SIM
Maria Helena (PSB) - SIM
Remídio Monai (PR) - SIM
Shéridan )PSDB) - Ausente

SANTA CATARINA:

Carmen Zanotto (PPS) - NÃO
Celso Maldaner (PMDB) - SIM
Cesar Souza (PSD) - SIM
Décio Lima (PT) - NÃO
Esperidião Amin (PP) - NÃO
Geovania de Sá (PSDB) - NÃO
João Paulo Kleinübing (PSD) - SIM
João Rodrigues (PSD) - SIM
Jorge Boeira (PP) - SIM
Jorginho Mello (PR) - NÃO
Marco Tebaldi (PSDB) - SIM
Mauro Mariani (PMDB) - NÃO
Rogério Peninha Mendonça (PMDB) - SIM
Ronaldo Benedet (PMDB) - SIM
Valdir Colatto (PMDB) - SIM

AMAPÁ:

André Abdon (PP) - SIM
Cabuçu Borges (PMDB) - SIM
Janete Capiberibe (PSB) - NÃO
Jozi Araújo (PTN) - SIM
Marcos Reategui (PSD) - AUSENTE
Professora Marcivania (PCdoB) - NÃO
Roberto Góes (PDT) - SIM
Vinicius Gurgel (PR) - SIM

PARÁ:

Arnaldo Jordy (PPS) - NÃO
Beto Faro (PT) - NÃO
Beto Salame (PP) - SIM
Delegado Éder Mauro (PSD) - SIM
Edmilson Rodrigues (PSOL) - NÃO
Elcione Barbalho (PMDB) - SIM
Francisco Chapadinha (PTN) - SIM
Hélio Leite (DEM) - SIM
Joaquim Passarinho (PSD) - NÃO
José Priante (PMDB) - SIM
Josué Bengtson (PTB) - SIM
Júlia Marinho (PSC) - SIM
Lúcio Vale (PR)- SIM
Nilson Pinto (PSDB) - SIM
Simone Morgado (PMDB) - SIM
Wladimir Costa (SD) - SIM
Zé Geraldo (PT) - NÃO

PARANÁ:

Alex Canziani (PTB) - SIM
Alfredo Kaefer (PSL) - SIM
Aliel Machado (REDE) - NÃO
Assis do Couto (PDT) - NÃO
Christiane de Souza Yared (PR) - NÃO
Delegado Francischini (SD) - NÃO
Diego Garcia (PHS) - NÃO
Dilceu Sperafico (PP) - SIM
Edmar Arruda (PSD) - SIM
Enio Verri (PT) - NÃO
Evandro Roman (PSD) - SIM
Giacobo (PR) - SIM
Hermes Parcianello (PMDB) - SIM
João Arruda ( PMDB) - SIM
Leandre (PV) - NÃO
Leopoldo Meyer (PSB) - NÃO
Luciano Ducci (PSB) - AUSENTE
Luiz Carlos Hauly (PSDB) - SIM
Luiz Nishimori (PR)- SIM
Nelson Meurer (PP) - SIM
Nelson Padovani (PSDB) - SIM
Osmar Bertoldi (DEM) - SIM
Osmar Serraglio (PMDB) - AUSENTE
Reinhold Stephanes (PSD) -AUSENTE
Rubens Bueno (PPS) - NÃO
Sandro Alex (PSD) - NÃO
Sergio Souza (PMDB) - SIM
Takayama (PSC) - SIM
Toninho Wandscheer (PROS) - SIM
Zeca Dirceu (PT) - NÃO

MATO GROSSO DO SUL:

Carlos Marun (PMDB) - SIM
Dagoberto Nogueira (PDT) - NÃO
Elizeu Dionizio (PSDB) - SIM
Geraldo Resende (PSDB) - SIM
Mandetta (DEM) - NÃO
Tereza Cristina (PSB) - SIM
Vander Loubet (PT) - NÃO
Zeca do PT (PT) - NÃO

AMAZONAS:

Alfredo Nascimento (PR) - SIM
Arthur Virgílio Bisneto (PSDB) - SIM
Átila Lins (PSD) - SIM
Conceição Sampaio (PP) - NÃO
Hissa Abrahão (PDT) - NÃO
Pauderney Avelino (DEM) - SIM
Sabino Castelo Branco (PTB) - SIM
Silas Câmara (PRB) - SIM

RONDÔNIA:

Expedito Netto (PSD) - NÃO
Lindomar Garçon (PRB) - SIM
Lucio Mosquini (PMDB) - SIM
Luiz Cláudio (PR) - SIM
Marcos Rogério (DEM) - NÃO
Mariana Carvalho (PSDB) - NÃO
Marinha Raupp (PMDB) - SIM
Nilton Capixaba (PTB) - SIM

GOIÁS:

Alexandre Baldy (PTN) - SIM
Célio Silveira (PSDB) - SIM
Daniel Vilela (PMDB) - SIM
Delegado Waldir (PR) - AUSENTE
Fábio Sousa (PSDB) - NÃO
Flávia Morais (PDT) - NÃO
Giuseppe Vecci (PSDB) - SIM
Heuler Cruvinel (PSD) - SIM
João Campos (PRB) - SIM
Jovair Arantes (PTB) - SIM
Lucas Vergilio (SD) - SIM
Magda Mofatto (PR) - SIM
Marcos Abrão (PPS) - NÃO
Pedro Chaves (PMDB) - SIM
Roberto Balestra (PP) - SIM
Rubens Otoni (PT) - NÃO
Thiago Peixoto (PSD) - SIM

DISTRITO FEDERAL:

Alberto Fraga (DEM) - SIM
Augusto Carvalho (SD) - NÃO
Erika Kokay (PT) - NÃO
Izalci Lucas (PSDB) - SIM
Laerte Bessa (PR) - SIM
Rogério Rosso (PSD) - SIM
Ronaldo Fonseca (PROS) - SIM
Rôney Nemer (PP) - AUSENTE

ACRE:

Alan Rick (PRB) - NÃO
Angelim (PT) - NÃO
César Messias (PSB) - NÃO
Flaviano Melo (PMDB) - SIM
Jéssica Sales (PMDB) - SIM
Leo de Brito (PT) - NÃO
Moisés Diniz (PCdoB) - NÃO
Rocha (PSDB) - NÃO

TOCANTINS:

Carlos Henrique Gaguim (PTN) - SIM
César Halum (PRB) - NÃO
Dulce Miranda (PMDB) - SIM
Irajá Abreu (PSD) - NÃO

TOCANTINS:

Carlos Henrique Gaguim (PTN) - SIM
César Halum (PRB) - NÃO
Dulce Miranda (PMDB) - SIM
Irajá Abreu (PSD) - NÃO
Josi Nunes (PMDB) - SIM
Lázaro Botelho (PP) - SIM
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM) - SIM
Vicentinho Júnior (PR) - AUSENTE

MATO GROSSO:

Adilton Sachetti (PSB) - SIM
Carlos Bezerra (PMDB) - SIM
Ezequiel Fonseca (PP) - SIM
Fabio Garcia (PSB) - SIM
Nilson Leitão (PSDB) - SIM
Professor Victório Galli (PSC) - SIM
Rogério Silva (PMDB) - SIM

SÃO PAULO:

Alex Manente (PPS) - NÃO
Alexandre Leite (DEM) - ABSTENÇÃO
Ana Perugini (PT) - NÃO
Andres Sanchez (PT) - NÃO
Antonio Bulhões (PRB) - SIM
Antonio Carlos Mendes Thame (PV) - NÃO (votou antes)
Arlindo Chinaglia (PT) - NÃO
Arnaldo Faria de Sá (PTB) - NÃO
Baleia Rossi (PMDB) - SIM
Beto Mansur (PRB) - SIM
Bruna Furlan (PSDB) - SIM
Capitão Augusto (PR) - NÃO
Carlos Sampaio (PSDB) - NÃO
Carlos Zarattini (PT) - NÃO
Celso Russomanno (PRB) - SIM
Dr. Sinval Malheiros (PTN) - SIM
Eduardo Bolsonaro (PSC) - NÃO
Eduardo Cury (PSDB) - NÃO
Eli Corrêa Filho (DEM) - SIM
Evandro Gussi (PV) - SIM
Fausto Pinato (PP) - SIM
Flavinho (PSB) - NÃO
Gilberto Nascimento (PSC) - AUSENTE
Goulart (PSD) - SIM
Guilherme Mussi (PP) - SIM
Herculano Passos (PSD) - SIM
Ivan Valente (PSOL) - NÃO
Izaque Silva (PSDB) - NÃO
Jefferson Campos (PSD) - NÃO
João Paulo Papa (PSDB) - NÃO
Jorge Tadeu Mudalen (DEM) - SIM
José Mentor (PT) - NÃO
Keiko Ota (PSB) - NÃO
Lobbe Neto (PSDB) - NÃO
Luiz Lauro Filho (PSB) - NÃO
Luiza Erundina (PSOL) - NÃO
Major Olimpio (SD) - NÃO
Mara Gabrilli (PSDB) - NÃO
Marcelo Aguiar (DEM) - SIM
Marcelo Squassoni (PRB) - SIM
Marcio Alvino (PR) - SIM
Miguel Haddad (PSDB) - NÃO
Miguel Lombardi (PR) - SIM
Milton Monti (PR) - SIM
Missionário José Olimpio (DEM) - SIM
Nelson Marquezelli (PTB) - SIM
Nilto Tatto (PT) - NÃO
Orlando Silva (PCdoB) - NÃO
Paulo Freire (PR) - SIM
Paulo Maluf (PP) - SIM (votou antes)
Paulo Pereira da Silva (SD) - SIM
Paulo Teixeira (PT) - NÃO
Pollyana Gama (PPS) - NÃO
Pr. Marco Feliciano (PSC) - SIM
Renata Abreu (PTN) - NÃO
Ricardo Izar (PP) - SIM
Ricardo Tripoli (PSDB) - NÃO
Roberto Alves (PRB) - SIM
Roberto de Lucena (PV) - SIM
Roberto Freire (PPS) - NÃO
Sérgio Reis (PRB) - NÃO
Silvio Torres (PSDB) - NÃO
Tiririca (PR) - NÃO
Valmir Prascidelli (PT) - NÃO
Vanderlei Macris (PSDB) - NÃO
Vicente Candido (PT) - NÃO
Vicentinho (PT) - NÃO
Vinicius Carvalho (PRB) - SIM
Vitor Lippi (PSDB) - NÃO
Walter Ihoshi (PSD) - SIM

MARANHÃO:

Aluisio Mendes (PTN) - SIM
André Fufuca (PP) - SIM
Cleber Verde (PRB) - SIM
Deoclides Macedo (PDT) - NÃO
Eliziane Gama (PPS) - NÃO
Hildo Rocha (PMDB) - SIM
João Marcelo Souza (PMDB) - SIM
José Reinaldo (PSB) - SIM
Junior Marreca (PEN) - SIM
Juscelino Filho (DEM) - SIM
Aluisio Mendes (PTN) - SIM
André Fufuca (PP) - SIM
Cleber Verde (PRB) - SIM
Deoclides Macedo (PDT) - NÃO
Eliziane Gama (PPS) - NÃO
Hildo Rocha (PMDB) - SIM
João Marcelo Souza (PMDB) - SIM
José Reinaldo (PSB) - SIM
Junior Marreca (PEN) - SIM
Juscelino Filho (DEM) - SIM
Luana Costa (PSB) - NÃO
Pedro Fernandes ( PTB) -
Rubens Pereira Júnior (PCdoB) - NÃO
Sarney Filho (PV) - SIM — Ministro do Meio Ambiente
Victor Mendes (PSD) - SIM
Waldir Maranhão (PP) - NÃO
Weverton Rocha (PDT) - NÃO
Zé Carlos (PT) - NÃO

CEARÁ:

Adail Carneiro (PP) - NÃO
André Figueiredo (PDT) - NÃO
Aníbal Gomes (PMDB) - SIM
Ariosto Holanda (PDT) - NÃO
Cabo Sabino (PR) - NÃO
Chico Lopes (PCdoB) - NÃO
Danilo Forte (PSB) - SIM
Domingos Neto (PSD) - SIM
Genecias Noronha (SD) - SIM
Gorete Pereira (PR) - SIM
José Airton Cirilo (PT) - NÃO
José Guimarães (PT) - NÃO
Leônidas Cristino (PDT) -NÃO
Luizianne Lins (PT) - NÃO
Macedo (PP) - SIM
Moses Rodrigues (PMDB) - SIM
Odorico Monteiro (PSB) - NÃO
Paulo Henrique Lustosa (PP) - SIM
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) - AUSENTE
Ronaldo Martins (PRB) - NÃO
Vaidon Oliveira (DEM) - SIM
Vitor Valim (PMDB) - NÃO

RIO DE JANEIRO:

Alessandro Molon (REDE) - NÃO
Alexandre Serfiotis (PMDB) - AUSENTE
Alexandre Valle (PR) - SIM
Altineu Côrtes (PMDB) - SIM
Arolde de Oliveira (PSC) -NÃO
Aureo (SD) - SIM
Benedita da Silva (PT) - NÃO
Cabo Daciolo (PTdoB) - NÃO
Celso Jacob (PMDB) - SIM
Celso Pansera (PMDB) - NÃO
Chico Alencar (PSOL) - NÃO
Chico D'angelo (PT) - NÃO
Cristiane Brasil (PTB) - SIM
Dejorge Patrício (PRB) - AUSENTE
Deley (PTB) - NÃO
Ezequiel Teixeira (PTN) - SIM
Felipe Bornier (PROS) - NÃO
Francisco Floriano (DEM) - SIM
Glauber Braga (PSOL) - NÃO
Hugo Leal (PSB) - NÃO
Jair Bolsonaro (PSC) - NÃO
Jandira Feghali (PCdoB) - NÃO
Jean Wyllys (PSOL) - NÃO
Julio Lopes (PP) - SIM
Laura Carneiro (PMDB) - NÃO
Leonardo Picciani (PMDB) - SIM — Ministro do Esporte
Luiz Carlos Ramos (PTN) - NÃO
Luiz Sérgio (PT) - NÃO
Marcelo Delaroli (PR) - SIM
Marcelo Matos (PHS) - NÃO
Marco Antônio Cabral (PMDB) - SIM
Marcos Soares (DEM) - SIM
Miro Teixeira (REDE) - NÃO
Otavio Leite (PSDB) - NÃO
Paulo Feijó (PR) - SIM
Pedro Paulo (PMDB) - SIM
Roberto Sales (PRB) - SIM
Rodrigo Maia (DEM) - presidente da Casa
Rosangela Gomes (PRB) - SIM
Sergio Zveiter (PMDB) - NÃO
Simão Sessim (PP) - SIM
Soraya Santos (PMDB) - SIM
Sóstenes Cavalcante (DEM) - NÃO
Wadih Damous (PT) - NÃO
Walney Rocha (PEN) - SIM
Zé Augusto Nalin (PMDB) - SIM

ESPÍRITO SANTO:

Carlos Manato (SD) - NÃO
Dr. Jorge Silva (PHS) - NÃO
Evair Vieira de Melo (PV) - NÃO
Givaldo Vieira (PT) - NÃO
Helder Salomão (PT) - NÃO
Lelo Coimbra (PMDB) - SIM
Marcus Vicente (PP) - SIM
Norma Ayub (DEM) - NÃO
Paulo Foletto (PSB) - NÃO
Sergio Vidigal (PDT) - NÃO

PIAUÍ:

Assis Carvalho (PT) - NÃO
Átila Lira (PSB) - SIM
Heráclito Fortes (PSB) - SIM
Iracema Portella (PP) - SIM
Júlio Cesar (PSD) - SIM
Maia Filho (PP) - SIM
Marcelo Castro (PMDB) - AUSENTE
Paes Landim (PTB) - SIM
Rodrigo Martins (PSB) - NÃO
Silas Freire (PODE) - NÃO

RIO GRANDE DO NORTE:

Antônio Jácome (PTN) - NÃO
Beto Rosado (PP) - SIM
Fábio Faria (PSD) - SIM
Felipe Maia (DEM) - SIM
Rafael Motta (PSB) - NÃO
Rogério Marinho (PSDB) - SIM
Walter Alves (PMDB) - SIM
Zenaide Maia (PR) - NÃO

MINAS GERAIS:

Adelmo Carneiro Leão (PT) - NÃO
Ademir Camilo (PODE) - SIM
Aelton Freitas (PR) - SIM
Bilac Pinto (PR) - SIM
Brunny (PR) - SIM
Caio Narcio (PSDB) - SIM
Carlos Melles (DEM) -SIM
Dâmina Pereira (PSL) - SIM
Delegado Edson Moreira (PR) - SIM
Diego Andrade (PSD) - SIM
Dimas Fabiano (PP) - SIM
Domingos Sávio (PSDB) - SIM
Eduardo Barbosa (PSDB) - AUSENTE
Eros Biondini (PROS) - NÃO
Fábio Ramalho (PMDB) - SIM
Franklin (PP) - SIM
Gabriel Guimarães (PT) - NÃO
George Hilton (PROS) - NÃO
Jaime Martins (PSD) - SIM
Jô Moraes (PCdoB) - NÃO
Júlio Delgado (PSB) - NÃO
Laudivio Carvalho (SD) - NÃO
Leonardo Monteiro (PT) - NÃO
Leonardo Quintão (PMDB) - SIM
Lincoln Portela (PRB) - NÃO
Luis Tibé (PTdoB) - SIM
Luiz Fernando Faria (PP) - SIM
Luzia Ferreira (PPS) - NÃO
Marcelo Álvaro Antônio (PR) - NÃO
Marcelo Aro (PHS) - SIM
Marcelo Aro (PHS) - SIM
Marcos Montes (PSD) - SIM
Marcus Pestana (PSDB) - SIM
Margarida Salomão (PT) - NÃO
Mauro Lopes (PMDB) - SIM
Misael Varella (DEM) - SIM
Padre João (PT) - NÃO
Patrus Ananias (PT) - NÃO
Paulo Abi-Ackel (PSDB) - SIM
Raquel Muniz (PSD) - SIM
Reginaldo Lopes (PT) - NÃO
Renato Andrade (PP) - SIM
Renzo Braz (PP) - SIM
Rodrigo de Castro (PSDB) - SIM
Rodrigo Pacheco (PMDB) - ABSTENÇÃO
Saraiva Felipe (PMDB) - SIM
Stefano Aguiar (PSD) - NÃO
Subtenente Gonzaga (PDT) - NÃO
Tenente Lúcio (PSB) - SIM
Toninho Pinheiro (PP) - SIM
Weliton Prado (PMB) - NÃO
Zé Silva (SD) - SIM

BAHIA:

Afonso Florence (PT) - NÃO
Alice Portugal (PCdoB) - NÃO
Antonio Brito (PSD) - NÃO
Antonio Imbassahy (PSDB) - SIM — Ministro da Secretaria de Governo
Arthur Oliveira Maia (PPS) - SIM
Bacelar (PTN) - NÃO
Bebeto (PSB) - NÃO
Benito Gama (PTB) - SIM
Cacá Leão (PP) - SIM
Caetano (PT) - NÃO
Claudio Cajado (DEM) - SIM
Daniel Almeida (PCdoB) - NÃO
Daniel Almeida (PCdoB) - NÃO
Elmar Nascimento (DEM) - SIM
Erivelton Santana (PEN) - SIM
Félix Mendonça Júnior (PDT) - NÃO
Fernando Torres (PSD) - NÃO
Irmão Lazaro (PSC) - NÃO
João Carlos Bacelar (PR) - SIM
João Gualberto (PSDB) - NÃO
Jorge Solla (PT) - NÃO
José Carlos Aleluia (DEM) - SIM
José Carlos Araújo (PR) - SIM
José Nunes (PSD) - NÃO
José Rocha (PR) - SIM
Josias Gomes (PT) - NÃO
Jutahy Junior (PSDB) - NÃO
Lucio Vieira Lima (PMDB) - SIM
Márcio Marinho (PRB) - SIM
Mário Negromonte Jr. (PP) - SIM
Nelson Pellegrino (PT) - NÃO
Pastor Luciano Braga (PRB) - SIM
Paulo Azi (DEM) - SIM
Paulo Magalhães (PSD) - NÃO
Roberto Britto (PP) - SIM
Ronaldo Carletto (PP) - AUSENTE
Sérgio Brito (PSD) - NÃO
Uldurico Junior (PV) - NÃO
Valmir Assunção (PT) - NÃO
Waldenor Pereira (PT) - NÃO

PARAÍBA:

Aguinaldo Ribeiro (PP) - SIM
André Amaral (PMDB) - SIM
Benjamin Maranhão (SD) - SIM
Damião Feliciano (PDT) - NÃO
Efraim Filho (DEM) - SIM
Hugo Motta (PMDB) - SIM
Luiz Couto (PT) - NÃO
Pedro Cunha Lima (PSDB) - NÃO
Rômulo Gouveia (PSD) - SIM
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) - NÃO
Wellington Roberto (PR) - NÃO
Wilson Filho (PTB) - AUSENTE

PERNAMBUCO:

Adalberto Cavalcanti (PTB) - SIM
André de Paula (PSD) - NÃO
Augusto Coutinho (SD) - SIM
Betinho Gomes (PSDB) - NÃO
Bruno Araújo (PSDB) - SIM — Ministro das Cidades
Daniel Coelho (PSDB) - NÃO
Danilo Cabral (PSB) - NÃO
Eduardo da Fonte (PP) - SIM
Fernando Coelho Filho (PSB) - SIM — Ministro de Minas e Energia
Fernando Monteiro (PP) - SIM
Gonzaga Patriota (PSB) - NÃO
Jarbas Vasconcelos (PMDB) - NÃO
João Fernando Coutinho (PSB) - AUSENTE
Jorge Côrte Real (PTB) - SIM
Luciana Santos (PCdoB) - NÃO
Luciano Bivar (PSL) - SIM
Marinaldo Rosendo (PSB) - SIM
Mendonça Filho (DEM) - SIM — Ministro da Educação
Pastor Eurico (PHS) - NÃO
Ricardo Teobaldo (PTN) - SIM
Sebastião Oliveira (PR) - SIM
Silvio Costa (PTdoB) - NÃO
Tadeu Alencar (PSB) - NÃO
Wolney Queiroz (PDT) - NÃO
Zeca Cavalcanti (PTB) - SIM

SERGIPE:

Adelson Barreto (PR) - NÃO
Andre Moura (PSC) - SIM
Fábio Mitidieri (PSD) - NÃO
Fabio Reis (PMDB) - SIM
João Daniel (PT) - NÃO
Jony Marcos (PRB) - NÃO
Laercio Oliveira (SD) - NÃO
Valadares Filho (PSB) - NÃO

ALAGOAS:

Arthur Lira (PP) - SIM
Givaldo Carimbão (PHS) - NÃO
HC - NÃO
Marcos Beltrão - SIM — Ministro do Turismo
Maurício Quintela - SIM — Ministro dos Transportes
Paulão - NÃO
Pedro Vilela - AUSENTE
Ronaldo Lessa - NÃO




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As Dinastias do Poder e a Luta de Classes


A Ciência não é neutra. Nada, aliás, o é. Mas a Ciência, de todas as formas de aquisição de conhecimento, é a mais objetiva e a que tem tido os melhores resultados práticos. Desde 1620, quando foi publicado o livro Novum Organum de Francis Bacon, a estruturação de uma metodologia científica tem propiciado um intenso desenvolvimento da humanidade. A aquisição de conhecimento e sua validação atingiram também a própria Ciência que se critica e reconstrói a todo o momento.

É claro que vivemos um momento de anti-intelectualismo, em que o conhecimento consolidado precisa lutar por legitimidade com vídeos ou notícias apócrifas na rede mundial de computadores. E esta luta é inglória, pois o juiz frequentemente carece de ferramental cognitivo para fazer a função de julgar. Fica tudo na opinião pessoal, como se nada dali em diante pudesse ser verificado.

Pensando nisto, resolvi trazer alguns trabalhos muito bons que tive a oportunidade de acompanhar tanto na última ANPUH (Associação Nacional de Historiadores) como na SBS (Sociedade Brasileira de Sociologia). Ambos os eventos se deram em Brasília na semana que passou. E, junto com a Ciência Política e a Antropologia estão entre as disciplinas que mais tem a dizer no momento atual. E as mais negligenciadas.

As dinastias do Poder e a Luta de Classes

Há muito que se fala na tática de consolidação do poder através de laços familiares. No plano geral, a obra de Perry Anderson, “Linhagens do Estado Absolutista”, demonstra a “política de casamentos” como forma de unificação dos Estados Nacionais europeus. No Brasil, o livro de Raymundo Faoro, “Os donos do poder”, em que pese hoje criticado, estabelece uma ligação entre o exercício do poder e as relações interpessoais para se chegar aos postos deste exercício. Faoro argumenta pelo sentido estrutural, mas existem pesquisas que vão nas micro relações.

Ricardo Costa de Oliveira, José Marciano Monteiro, Mônica Helena Goulart e Ana Christina Vanali (todos professores doutores) apresentaram um estudo das relações familiares dos integrantes da Lava a Jato e do ministério de Temer na SBS. Um pequeno fragmento dos seus trabalhos doutorais de mais fôlego. Todos estudam estas relações espúrias, daquelas famílias de “homens bons”, todos ligados ao poder. Há quem pense que é fruto de uma genética privilegiada, afinal todos da família são meritocraticamente destacados. A realidade é que a teia de poderes familiares no Brasil, vai de norte a sul sem muita diferença.

Os pesquisadores mostram, com desprendimento científico, o que advogados sabem (e sofrem), o que os membros honestos dos poderes estão cansados de saber (e calar) e o que a mídia solenemente ignora (porque frequentemente é favorecida) deixando o povo na mais completa ignorância. O poder no Brasil é uma coisa familiar. E não é por acaso que a maior crise institucional no Brasil se dá quando o congresso é composto pela maior quantidade de “herdeiros” e o judiciário, da mesma forma.

Primeiro, é preciso ressaltar que TODOS os integrantes da “Força Tarefa da Lava a Jato”, que tem na figura do Juiz Moro o principal agente acusador, estão entre o 1% mais rico da população brasileira. Mais da metade está entre o 0,1% mais rico, devido aos seus ganhos estatais. Isto apenas para recolocar a questão “antiquada” da luta de classes em seu devido lugar. Em cem anos dirão – com certeza – através de dados e pesquisas, que a Lava a Jato foi o instrumento das elites políticas e econômicas contra os projetos de diminuição da desigualdade no Brasil. Como um “cala a boca e fica no seu canto” dado pelas elites urbanas, com títulos acadêmicos (embora parco conhecimento), brancas, conservadoras e enriquecidas aos “desagradáveis”, aos “insuportáveis” e aos “desnecessários” na visão delas mesmas.

Depois, o trabalho envereda para mostrar que todo o grupo da Lava a Jato (com exceções nada honrosas) são “advindos de famílias em que pais e familiares atuaram e/ou atuam no sistema de justiça, muitos no período da última ditadura militar” (citado do original). O ministério de Temer é ainda pior.

Um ponto interessante, levantado pelos pesquisadores, é o fato de que não apenas Moro e Yousseff estiveram presentes no processo do Banestado (2003-2004), em que as lideranças do PSDB, PP e do PFL (atual DEM) estavam envolvidos em crimes de corrupção e financeiros. Os procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima, Januário Paludo e Orlando Martello Junior, que fazem parte da Lava a Jato também estavam naquele processo. E, pasmem, os policiais federais Marcio Anselmo e Érika Mialik também. Yousseff talvez tenha como regra para cada dez anos de ilicitude, uma delação premiada. Algo como “férias merecidas” e o apagamento de seus crimes. Mas o número elevado de membros presentes nas duas operações levanta a tese do esquema organizado. Uma espécie de “gatilho político” que as elites teriam caso o “andar de baixo” resolvesse realmente entender o que é democracia. Uma bomba institucional que ficaria ali latente até poder ser usada politicamente contra quem valesse a pena, por quem tivesse força para usar.

O caso do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima é ainda mais constrangedor. Carlos é filho do deputado estadual da ARENA, Osvaldo Santos. Deputado, promotor e presidente da assembleia em 73, apoiador da ditadura militar. Segundo os pesquisadores, Carlos foi casado com Vera Márcia que é “ex-funcionária” do Banco Banestado. E que atuava no banco, nas mesmas agências investigadas pela ação do Banestado, nas mesmas funções investigadas durante todo o período que seu esposo fazia as investigações. Depois, Vera Márcia, ainda casada com o procurador foi transferida para a Agência da Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, apenas a agência com maior suspeita de fraudes e ilicitudes.

Sobre Moro, os pesquisadores levantam a já conhecida e estanha formação acadêmica “à Jato”, mas se detém em sua esposa. Rosângela Wolff de Quadros “fez parte do escritório de advocacia Zucolotto Associados, em Maringá (...) que defende várias empresas petrolíferas estrangeiras” (cito do original). Afora todas as relações da genealogia de Rosângela com a elite estatal paranaense, os pesquisadores levantam que Rosângela Moro é prima do prefeito Rafael Greca de Macedo e – agora vem a pérola de ironia histórica – “ambos descendem do Capitão Manoel Ribeiro de Macedo, preso pelo primeiro Presidente da Província do Paraná por acusações de corrupção e desvio de bens públicos em instalações estatais”. Para os que não lembram, Greca é o prefeito que tem nojo do cheiro de pobre. Tanto Moro quanto Rosângela Wolff tem parentes desembargadores no Paraná afora as relações com Flávio Arns e Marlus Arns que atuaram como advogados de réus da Lava a Jato. Os pesquisadores falam da “lucrativa indústria advocatícia da Lava a Jato” em que Moro prende, e conhecidos dele e de sua esposa são contratados para tentar soltar os réus. A preços módicos, claro.

Só para não ficar sem falar do vice-presidente, dos trinta e um ministros de Temer, dezessete “apresentaram significativos capitais sociais e políticos familiares nas suas trajetórias” mostrando que “a característica familiar do sistema judicial e do governo do Brasil” está presente em todas as regiões.

É de se entender o motivo de Temer atacar a Ciência no Brasil e em especial as humanidades. Em regimes autoritários, os primeiros ataques são aos historiadores, sociólogos e cientistas políticos. Se dirigem àqueles que têm ferramental para demonstrar a violência, criticar e abrir os processos de poder. Felizmente, ainda temos quem faça pesquisa e Ciência no Brasil. Felizmente não poderão dizer, daqui a cem anos, que a sociedade brasileira não foi avisada do caos a que está sendo levada e de como eram as relações de poder de quem a levou. Não nos furtamos, enquanto cientistas, de demonstrar que a “neutralidade” é uma mentira tão grande quanto a “meritocracia”. É a velha luta de classes em seu viés mais abominável. Travestido de institucionalidade técnica.

Fernando Horta
No GGN
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A maior ameaça ao presente e ao futuro do Brasil está em Brasília

Nada mais do que um dia comum. No país todo. O dia, no entanto, em que um portador das condições simultâneas de presidente e de acusado de corrupção deveria saber a resposta da Câmara dos Deputados à população que, tão perto da unanimidade, deseja vê-lo excluído do poder. E, por consequência, entregue às investigações da polícia e ao arbítrio da Justiça. Um dia comum só possível onde o povo, ainda que sabendo o que quer, desiste do país.

A correção do procedimento na Câmara foi contestada pela oposição ao acusado Michel Temer. Mas aí está uma recusa ao empenho da Câmara, pela quase totalidade dos seus partidos, de ampliar a sua coerência interna. Método incorreto para um acusado idem. E por isso mesmo posto no lugar da antecessora correta.

No mesmo sentido, o grupo minoritário dos deputados sem acusações e processos não tem poder decisório. Quem o exerce são os citados ou já sob processo por corrupção. Tropa de assalto cujo nível ético e político recebeu eloquente reforço de última hora.

Do final de junho ao correr de julho, o acusado Michel Temer introduziu no palácio presidencial e na residência oficial 20% dos deputados. Figuras da sua tropa, mas pouco confiáveis pelo chefe ou com novos preços no mercado da ordinarice inflacionada. Com todos, um a um, foram negociados a compra do voto e o pagamento em cargos ou em liberação de verbas, ou em ambos. O Tesouro Nacional paga, com os impostos.

Em tais circunstâncias, pode parecer que o alheamento e a passividade são a saída natural. Nos países que foram ou vão adiante, circunstâncias deprimentes soaram como convocação.

Por falar em passividade, outra visão dela foi exposta no Rio pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional. O general Sérgio Etchegoyen faz dura reprovação ao que considera a passividade da população diante das mortes de policiais. E fazer o quê, com que meios, além do pesar?

A passividade é outra. Afinal posta em ação, a Polícia Rodoviária Federal juntou-se com policiais civis e só, na "comunidade Jardim América", subúrbio do Rio, foram recuperados 16 carros e 10 motos roubados, com 11 presos.

Houvesse ações constantes das polícias pouco usadas, não seria possível o acúmulo de roubos agora apreendidos. O resultado de uma só ação é suficiente para atestar que a passividade é dos comandos da segurança. E, por certo, muito mais roubos e seus autores estão à disposição de resultados policiais nas centenas de lugares isentados das ações.

Considerando-se o que se passa na Presidência, na Câmara e na maioria dos partidos, também não parece bem afinada a conclusão do general de que "o crime organizado é a maior ameaça à sociedade brasileira", referindo-se à criminalidade urbana.

A recessão que corrói o Brasil não provém das favelas, estas concentrações de vítimas do desemprego, da ausência de ensino, da desgraça da saúde, da pobreza e dos preconceitos. E, sobretudo da passividade indiferente dos 10% de alta riqueza e da maioria da classe média, apoiadores do acusado Michel Temer. A maior ameaça ao presente e ao futuro do Brasil está em Brasília, tem palácios, torres, cúpulas - e muito roubo.

Ainda e sempre

Sergio Moro vai tentar, até o fim da vida, explicações para a divulgação ilegal das gravações ilegais com a então presidente e Lula. Volta agora à do começo: "As pessoas tinham o direito de saber a respeito daqueles diálogos". Mesmo que fosse o caso, o juiz Sergio Moro não tinha e não tem o direito de transgredir a lei, como fez em dose dupla. Impunemente - o que deveria incomodar quem vive de punir os outros.

Janio de Freitas
No fAlha
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