8 de jul. de 2017

Há um ano Eduardo Cunha renunciava a presidência da Câmara dos Deputados


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Lançamento da Frente Suprapartidária Diretas Já



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Greg News com Gregório Duvivier | Renan Calheiros


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O jornalismo de mercado não informa: idiotiza




A deflação mostrada pelo Jornal Nacional de ontem é assim: feirantes bem-humorados usam toda a criatividade para convencer fregueses sem dinheiro a comprar frutas e legumes. Consumidores sem dinheiro riem, demonstram incredulidade diante da queda de preços. E se sentem felizes. Fecha com um Bonner sorridente na bancada.

A deflação real, provocada pela recessão, gera mais desemprego ainda, pois as empresas veem seu faturamento cair e aumentam as demissões.

O jornalismo de mercado não informa: idiotiza.

Gilson Caroni Filho
No Esquerda Caviar
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Laços de família


Acompanhei, desde o início, a trajetória política de Leonel Brizola depois de sua volta do exílio, sobretudo a partir de 1981.

Acho que poucos homens públicos, no Brasil, experimentaram tanto o sabor da traição quanto ele.

Uma geração inteira de políticos, então jovens, no Rio de Janeiro – e até mesmo outros de sua própria faixa etária – “se fizeram” com os cargos e os votos que Brizola lhes proporcionou e, mais cedo ou mais tarde, traíram o velho líder encantados com as possibilidades de poder que a traição lhes abria.

Marcello Alencar, alçado por Brizola à condição de presidente do Banco do Estado e depois de prefeito “biônico” – ainda não havia eleições  diretas – foi com este prestígio que elegeu-se prefeito em 1988. Pouco tempo depois, viraria “tucano” e privatizaria até as pedras da calçada de nosso estado.

César Maia, depois de anos “costeando o alambrado” de um Brizola que o retirara do anonimado de um uma sala de aula da Universidade e de cargos gerenciais das cerâmicas Klabin, seguiu caminho igual por trilhas diferentes: primeiro o PMDB, depois o PFL.

Anthony Garotinho, a quem se deve reconhecer algum sucesso próprio como administrador em Campos, deve a Brizola a primeira candidatura a Governador, na qual deixou de ser apenas um nome provinciano e na qual começou a enveredar por outros caminhos, o da exploração da fé e da fisiologia.

Marcello e Garotinho cevaram Sérgio Cabral, que aos dois traiu. Maia cevou Luiz Paulo Conde, que a ele traiu também.

De fato, Rodrigo Maia aprendeu algo “em casa”, como disse ontem para simular uma lealdade a Michel Temer.

Depois, já adulto, deve ter aprimorado seus conhecimentos quando formou chapa com a filha de Garotinho para concorrer à prefeitura.

Óbvio que não seria justo julgar filhos por pais, mas quando estes querem ser herdeiros políticos é mais que isso, é necessário.

Principalmente quando seus pais políticos são mestres na arte de subir  com os votos de um lado e ficar lá em cima passando para outro.

O velho Brizola dizia sempre que a política ama a traição, mas logo despreza o traidor.

Maia prepara-se para herdar o cargo, mas junto com ele herdará a quadrilha.

E o Brasil, o desastre.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Fundação de SC nega verba a evento de pesquisadores negros por ter "representantes de uma só raça"


"É um momento muito importante, que congrega diferentes áreas de pesquisa, universidades, pesquisadores e pesquisadoras que vão trazer elementos de como a população negra do Sul do Brasil tem participado do desenvolvimento, do patrimônio e da memória da região Sul. Vai ser um prazer receber a todos e a todas que se interessam na temática das relações raciais."

É assim que, em uma mensagem em vídeo, a professora do Centro de Ciências da Educação (CED) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Joana Célia dos Passos convida o público a participar do Congresso de Pesquisadores Negros (Copene Sul), que começa na próxima segunda-feira, 10, em Florianópolis. No entanto, a terceira edição do evento promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores Negros teve financiamento negado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação em Santa Catarina (Fapesc), que alegou que "da forma como está formatado, sobretudo, a programação envolve exclusivamente (ou quase) representantes de uma só raça", conforme e-mail enviado à comissão organizadora (veja abaixo).

Para realizar o III Copene Sul na UFSC, foram solicitados, via chamada pública (Proeventos 2017/2018), R$ 15 mil para cobrir custos com hospedagem (R$ 9 mil) e alimentação (R$ 6 mil) de 15 palestrantes ao longo dos quatro dias de evento. A nota 8,79 dada pela comissão que avalia cada pedido foi insuficiente para garantir a verba ao evento. Foram evidenciados "pontos fortes" e "pontos fracos" como justificativas para a decisão. Pesaram positivamente o fato de esta ser a terceira edição do encontro e, portanto, tratar-se de "equipe experiente", além de haver uma "temática definida". Contudo, a análise negativa preponderou. Mesmo reconhecendo a relevância, a fundação indica que o congresso "deveria ser mais abrangente e integrar outros segmentos acadêmicos que estudam a cultura afro-brasileira e afro-descente". Também foi apontada uma questão relacionada ao orçamento: "fortemente baseado em refeição".

Ao contrário do que indica a Fapesc, a programação do Copene Sul não está composta exclusivamente de pessoas negras, conforme é possível observar no site do evento, se considerada somente a ideia biológica (de raça vinculada à cor de pele, por exemplo). A situação motivou a comissão organizadora a mover um recurso e solicitar esclarecimentos à fundação em 25 de maio. Quase um mês depois, em 20 de junho, a Fapesc retornou, mas manteve o posicionamento inicial: "A Comissão entende que não há fatos novos que propiciem alteração do parecer emitido anteriormente". Dado o impasse, a organização do evento decidiu solicitar uma reunião presencial para apresentar a ABPN, o Copene Sul e as "contribuições de seus pesquisadores/as para o avanço da ciência em nosso Estado".

"No Sul do Brasil, são em sua maioria pesquisadores negros que se dedicam a investigar as questões raciais, com raras exceções. Por esse motivo, a programação do evento tem em sua maioria intelectuais negros e negras que são referência em suas áreas de pesquisa", justificou a comissão organizadora em carta enviada à presidência da Fapesc.

A indefinição se manteve e, agora, o caso foi protocolado pela organização do evento no Ministério Público Federal (MPF). O evento acontecerá normalmente a partir de apoio da Capes, UFSC (Secarte, PRAE, SAAD e PPGE), Udesc e Sindprev, além das taxas de inscrições dos participantes.

E-mail enviado pela Fapesc à organização do Copene Sul
"Racismo institucionalizado"

Em entrevista ao Diário Catarinense, a professora Joana dos Passos defende que esse é um exemplo claro de como o racismo está institucionalizado na Fapesc, que é a principal fundação de fomento à pesquisa em SC.

— Quando pedimos a reunião, não foi para solicitar alteração do parecer. Era para que a Fapesc compreendesse o que estava fazendo ao assumir para si e tornar público no meu e-mail aquele parecer. Apresentamos o que é a associação e no que consiste o congresso, mas há um despreparo das pessoas nessas funções do poder público em reconhecer que o Estado de SC é formado por uma multiplicidade de identidades e pertencimentos. Eles sugeriram trocar a palavra "raça", por "segmento", mas isso não resolve o racismo institucional que está materializado — argumenta.

A presidente da organização do Copene Sul também questionou o critério de avaliação utilizado que, segundo ela, não se repete em outras proposições feitas à agência de fomento estadual, já que existem eventos cuja programação é composta somente por pessoas brancas.

— Nós fizemos um levantamento dos projetos financiados pela Fapesc e não encontramos esse mesmo critério. Propomos um edital específico para pesquisadores negros, negras e indígenas para fomentar eventos e pesquisas com esse recorte, porque acreditamos que essa é uma forma de trabalhar ativamente para a superação do racismo — disse.

O que diz a Fapesc

A Fapesc defende-se das acusações de racismo feitas nas redes sociais a partir do compartilhamento da nota de repúdio do Centro de Ciências da Educação da UFSC sobre o caso (veja abaixo). Em comunicado enviado ao Diário Catarinense, a fundação diz que, apesar da limitação orçamentária de 2016, apoiou a realização de 162 eventos técnicos científicos. Fez questão de destacar alguns deles, que evidenciam a temática racial: Encontro Estadual de História da Associação Nacional de História (de 7 a 10 de junho de 2016, em Chapecó); Jornada de Estudo em História da África (3 de junho de 2016, em Florianópolis); o Seminário Educação, Relações Raciais e Multiculturalismo (2 a 5 de maio de 2016, em Florianópolis); e Educação e cidadania na perspectiva étnico-racial (10 a 30 de junho de 2016, em Chapecó), além de cartilha e e-book sobre haitianos no Estado.

Especificamente sobre o Copene Sul, a Fapesc diz que "repudia especialmente o racismo e lamenta que a ele tenha sido associada, injustamente, por conta de nota veiculada em redes sociais dia 06/07/2017 [confira abaixo]".

Além disso, a fundação disse que "não reprova nem desmerece quem não teve acesso a seus parcos recursos. A proposta de evento concorreu com 87 outras – o total demandado beirava R$ 1,5 milhão. Como o programa Proeventos contava apenas com R$ 686 mil naquele momento (...), a fundação conduziu rigorosamente o processo seletivo mediante pareceres de consultores ad hoc que avaliaram os mais variados aspectos (...) e conseguiu destinar recursos a 50 eventos. Lamentavelmente, a proposta do III Congresso de Pesquisadoras e Pesquisadores Negros do Sul do Brasil não obteve a nota suficiente para receber o apoio, apesar da importância de sua temática."

Nota do CED compartilhada nas redes sociais
Gabriele Duarte
No DC
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A Lava Jato ideal e seus exageros


A lógica jurídica e os atropelos - Como a falta de comando no MPF resultou, nos últimos anos, em ações anticorrupção mais onerosas para o país, do que a própria corrupção.


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Os ratos


Comparar frações é uma das coisas mais complicadas de se fazer sem uma metodologia própria. O que é menor 7/8 ou 6/9? 7/12 avos ou 3/5? Fica sempre muito difícil sem um parâmetro, uma metodologia que nos possa servir para tornar as coisas “comparáveis”. Michel Temer é uma fração de presidente, Rodrigo Maia outra fração, como presidente da Câmara. Qual o menor?

Temer, da última vez que concorreu como candidato às proporcionais (em 2006), recebeu 99.046 votos para deputado por São Paulo. Ficou em 54º lugar naquelas eleições. Só conseguiu entrar pelo famoso “quociente eleitoral”. Seu recorde foram 252.229 votos na eleição de 2002, quando ficou em sexto mais votado por São Paulo.

Rodrigo Maia é um dos tantos “herdeiros políticos” que estão no nosso parlamento. O filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, começou sua carreira na Câmara em 1998 recebendo 96.385 votos. Depois, em 2002 teve 117.229, em 2006 198.770, e em 2010 caiu para 86.162 votos apenas. Nas eleições de 2014, afundou mais ainda com apenas 53.167 votos. Ficando apenas em 29º lugar entre os eleitos do RJ. Elegeu-se, também, pelo famoso quociente eleitoral.

Enquanto o PMDB de Temer é oriundo da “oposição ao regime militar”, Maia é do antigo PFL (Partido da Frente Liberal) que teve sua sigla tão desgastada por escândalos de corrupção e pela defesa do neoliberalismo que precisou mudar de nome. O PFL é uma das ramificações da ARENA (Aliança Renovadora Nacional), o partido apoiador da ditadura civil-militar. A verdade é que enquanto a ARENA, na ditadura, era um bloco monolítico de apoio aos governos ditatoriais, o PMDB juntou gente de todos os matizes políticos em seu bojo (desde os partidos comunistas até o antigo Partido Social Democrático que representava as elites latifundiárias que apoiavam Getúlio Vargas). O PMDB sempre foi, portanto, uma “colcha de retalhos”, oferecia apoio por cargos. A História diz que, durante a ditadura, o PMDB era o partido do “Sim” e a ARENA do “Sim, senhor!”.

Michel Temer tem 76 anos. Nenhuma aspiração política que envolva eleições. Da presidência partirá ao esquecimento, se antes não der uma passada na Papuda. Como acaba sua carreira política, nada teme de fato. Não deve obediência a eleitores (que de fato não tem), nem tem qualquer preocupação com as “próximas eleições”. Rodrigo Maia, tem 47 anos, e teria ainda – em tese – uma carreira política. Sob este aspecto, penso que Maia pode ser mais responsivo às ruas, já que tem efetivamente preocupação com as próximas eleições. O problema é que o espectro político que vota nele tem pouco apreço pela democracia. Especialmente uma democracia com povo. O DEM é sempre muito refratário a qualquer ampliação de participação política. Penso que Maia não é exceção.

Temer está envolvido, até o fundo, na corrupção crônica brasileira. Toda sua curruela mais próxima também. Claramente seu governo é uma quitanda para quem lhe puder oferecer apoio político que lhe salve a pele. Temer não tem vergonha de leiloar cargos, leis, medidas e tudo o mais que ele puder fazer de valor no Brasil, para barrar as investigações sobre corrupção. As reformas nunca foram um “programa de governo” seu. Foram a moeda de troca que ele usou para blindar seu grupo. O “Botafogo” (com o perdão dos alvinegros cariocas), como Maia é chamado nas planilhas da Odebrecht, também é investigado pela PF por corrupção em diversos inquéritos. Os valores são muito menores do que Temer ou Cunha, Maia sempre foi “baixo clero”. Nunca teve qualquer projeto de Brasil, e assumiria a presidência como um boneco de ventríloquo. Não sabemos quem lhe manipula as cordas. Uns apostam no financismo, mas eu creio que nem para isto Maia teria capacidade.

De fato, a troca de Temer por Maia significa mais alguns minutos de oxigênio que os perpetradores do golpe tentam para aprovar as reformas e, ao mesmo tempo, saciar o apetite da Globo. Temer se mostra muito ralo e sem condições mínimas de levar o país a qualquer lugar. Suas malfadadas peripécias internacionais, combinadas com seus atos-falhos deixam ainda mais patente a posição de pária político. Nem as manipulações do PIB, nem a senhora “Bela, recatada e do lar” foram capazes de promover qualquer mudança na aceitação de Temer.

Rodrigo Maia tem também sua vaidade. É preciso considerar que em uma democracia verdadeira ele jamais teria condições de se eleger para qualquer cargo executivo, que dirá Presidente da República. Tanto Temer quanto Maia são exemplos gritantes do fracasso de nossa democracia, de nossos sistemas representativos. Mas se Maia seguir seu normal político e golpear Temer, ambos ficarão com suas fotografias como “Presidentes do Brasil”. Como historiador me sinto chocado em escrever isto. Em que mundo Temer e Maia poderiam se ombrear – sob qualquer aspecto – com Lula, FHC, Getúlio Vargas e Kubistchek, por exemplo? É o “déficit de representação”, de que falam os cientistas políticos, dando um tapa com a “mão invisível” na nossa cara. Duas vezes.

Enquanto a aliança que sustenta Temer está em direção à cadeia, a de Maia dirige-se ao “lixo da história”. Quaisquer políticos que venham a compor este arremedo de “frente nacional” ficarão marcados por terem feito parte de um momento tão baixo e mesquinho da história brasileira. O problema é que o nível do “baixo e mesquinho” é, talvez, bastante alto e aceitável para o tipo de gente que apoiar Maia. E Maia terá a foto na galeria onde figuram os governantes do Brasil. Se pudermos travar as reformas, a troca é seis por meia dúzia com o benefício de deixar Temer na condição de ser preso, e Maia evidenciando o atoleiro em que nos metemos. Se não pudermos barrar as reformas, não faz diferença quem será abandonado pelo capital, logo em seguida, se Temer ou Maia. Penso que Maia tem mais a perder e quase nada – além de sua vaidade – a ganhar. Mas ele me parece estúpido o suficiente para fazer a escolha errada.

Maia e Temer, se somados os votos das últimas vezes em que se elegeram, teriam 152.213 pessoas que lhes hipotecaram apoio. Isto representa 0,28% dos 54.501.118 que Dilma recebeu. Quem quiser entender o recado, que entenda. E mande para o STF, por favor.

Fernando Horta
No GGN
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Edifício em Balneário Camboriú tem o maior bloco de concreto do Brasil


A construtora Pasqualotto & GT divulgou as fotografias do bloco de concreto do edifício Yachthouse Residence Club que está em construção na Barra Sul.

Com 8.803 m3 e 22.020 toneladas é o maior bloco de concreto do Brasil, tendo consumido na sua execução, feita em duas fases, 1.101 caminhões de concreto.

A função do bloco é transferir as cargas da estrutura do prédio (dos pilares) para as estacas fincadas no subsolo.

O Yachthouse é um colosso, está com 45 pavimentos e até o final do ano deverá ultrapassar em altura o Millenium, hoje o edifício residencial mais alto de Balneário Camboriú e do Brasil.

Quando estiver pronto, em 2020, o edifício da Pasqualotto & GT terá 82 pavimentos, sendo um de subsolo. 








No Página3
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Temer e Rodrigo Maia são farinha do mesmo saco ou cimento da mesma empreiteira

César Maia e o filho: propina em nome do pai
No momento em que os tucanos e a plutocracia olham para Rodrigo Maia como o menino de ouro para conduzir seu projeto, convém a todos prestar atenção na biografia do rapaz. Ou já se poderia chamar de folha corrida?

Em abril, o ministro Édson Fachin autorizou a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigá-lo.

Cinco delatores da Odebrecht relataram uma íntima e antiga relação entre o presidente da Câmara dos Deputados e o departamento de propinas da empreiteira, que em sua contabilidade tratava o político pela alcunha de “Botafogo”.

Em 2008, Maia solicitou e recebeu R$ 350 mil a título de contribuição para campanha. Só que, naquele ano, nem Rodrigo Maia nem seu pai, o ex-prefeito César Maia, disputaram eleição.

Em 2010, Maia voltou a carga e pediu mais uma vez dinheiro para campanha eleitoral. A Odebrecht, segundo os delatores, liberou R$ 600 mil. O dinheiro seria para a campanha do pai de Rodrigo, César Maia.

O presidente da Câmara é citado nas delações de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, João Borba Filho, Cláudio Melo Filho, Carlos José Fadigas de Souza Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares.

A referência a Maia não ficou só na palavra.

Os delatores entregaram o registro da contabilidade do departamento, que tem até a identidade de quem recebia o dinheiro em nome de Maia: João Marcos Cavalcanti de Albuquerque, lotado no gabinete de Rodrigo Maia no cargo de assessor.

Os pagamentos eram feitos a pretexto de campanha eleitoral, mas, segundo os delatores, estavam vinculados à contrapartida de Rodrigo Maia no Congresso Nacional, como a aprovação de medidas provisórias de interesse da Odebrecht.

Na época em que a denúncia foi feita, em abril, Rodrigo Maia negou que tenha recebido propina da empreiteira e disse que confiava na justiça.

“Há citações de delatores, que o processo vai comprovar que são falsas e os inquéritos serão arquivados”.

Por enquanto, não há processo.

Ele é investigado pela suspeita de ter praticado o crime de corrupção passiva, o mesmo crime de que é acusado Michel Temer, a quem parte dos tucanos quer que ele suceda.

Entre Maia e Temer, há muito mais em comum do que Moreira Franco, amigo de Temer e marido da sogra do presidente da Câmara dos Deputados.

Em bom português, eles são farinha do mesmo saco.

Joaquim de Carvalho
No DCM



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Rodrigo Maia, o filho de Cesar


Levado à política pelo pai, eleito presidente da Câmara com ajuda do sogro, Moreira Franco, o deputado agora pode vir a substituir Temer ou conduzir um eventual processo de impeachment

O deputado federal Rodrigo Maia, 46 anos, eleito pelo DEM-RJ, é tido como um dos mais fiéis aliados do presidente Michel Temer. Também é um moço educado, de família influente no Rio de Janeiro. Seu colega Ivan Valente, do PSOL, contou à Pública que, ao contrário do antecessor, Eduardo Cunha, preso em Curitiba, ele costuma ter bons modos quando está fora da cadeira de presidente da Câmara Federal. ‘‘Mas é só sentar naquela cadeira que ele se transforma em um monstro. Age não como um presidente de uma das casas do Legislativo, mas sim como um soldado do presidente ilegítimo Michel Temer’’, se apressa a dizer Valente. ‘‘Ele impede os setores populares de frequentar a Câmara. Exige que a polícia torne o Parlamento algo inóspito’’, acentua.

Na semana passada, quando milhares de manifestantes protestavam contra o governo Temer do lado de fora do Congresso, o presidente da Câmara foi mais longe. Um pedido seu para reforçar a segurança no entorno acabou resultando no desastroso decreto do presidente Temer convocando os militares para a “Garantia da Lei e da Ordem (GLO)” em Brasília. Com a reação desfavorável ao decreto, Maia procurou a imprensa para desmentir o pronunciamento do ministro da Defesa, Raul Jungmann, que havia atribuído a ele o pedido de uso das tropas militares. Não foi ele quem solicitou a entrada das Forças Armadas, disse o deputado, o que ele havia pedido era que viesse a Força Nacional “porque o ambiente lá fora estava um campo de guerra’’, declarou. Em um raro momento de enfrentamento do governo, ainda criticou o decreto de Michel Temer que liberava a ocupação militar da Esplanada dos Ministérios até o dia 31. ‘‘Isso é muito tempo’’, disse. A queixa não inibiu sua atuação no Congresso: com a retirada da oposição do plenário em protesto contra o malfadado decreto, ele aprovou sete medidas provisórias do governo em um piscar de olhos, enquanto o pau comia do lado de fora. O decreto foi anulado no dia seguinte pelo presidente.

Deputados da oposição dizem que Rodrigo Maia acumula duas funções simultâneas: a de presidente da
Câmara e a de líder do governo Michel Temer
Foto: Carolina Antunes/PR
Afeito a seguir à risca as determinações de Temer, o filho do polêmico ex-prefeito Cesar Maia pode vir a ocupar por 30 dias a Presidência da República em caso de renúncia ou impeachment do próprio Temer. O ex-senador Saturnino Braga, contemporâneo do pai de Rodrigo Maia nos tempos do PDT de Leonel Brizola, diz que ao parlamentar falta densidade política para exercer a mais importante função do país, mesmo por apenas um mês. ‘‘Ele deveria estar consciente de que o papel dele é convocar novas eleições.”

O educado Maia, contudo, sabe agir como trator – até o momento em defesa dos interesses do governo. O deputado Henrique Fontana (PT-RS) reclama, por exemplo, que a discussão da PEC das eleições diretas, que estava em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi interrompida abruptamente por Maia. No dia seguinte à discussão (em 23 de maio), Maia abriu o plenário com a ordem do dia, atropelando as tratativas da CCJ sobre o tema.

Para conseguir a aprovação do regime de urgência da proposta de reforma trabalhista, no mês passado, Maia colocou a votação em pauta um dia depois de ela ter sido rejeitada. “Ele é cheio de artimanhas. Deixa, por exemplo, de fazer a reunião do Colégio de Líderes, pela qual se define a pauta, a fim de justamente dar o ritmo das votações. Nos últimos dois meses, atuou dessa forma pelo menos por duas semanas”, diz Glauber Braga, deputado federal do PSOL do Rio de Janeiro. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) também se revoltou quando, sem o quórum necessário, Maia abriu o debate sobre a Medida Provisória 756 (MP 756), pela qual parques nacionais teriam sua área diminuída. Em discurso na Câmara, Molon disse que tal ação foi antirregimental e serviu como um chega pra lá na oposição, que tentava obstruir a MP que, para o parlamentar, visa “facilitar o desmatamento na região em que a Amazônia mais tem sido desmatada”. Nesses momentos, lembra o estilo de Eduardo Cunha, com quem também coincide no gosto por declarações polêmicas. “A Justiça do Trabalho nem deveria existir’’, disse ele em meio ao processo pela aprovação das reformas.

E Maia não pode negar que Cunha seja para ele uma inspiração. No dia da votação do impeachment da então presidente Dilma Rousseff na Câmara, ele foi ao microfone, fixou os olhos no então presidente da Câmara e o homenageou. ‘‘Senhor presidente, o senhor entra para a história hoje’’.

Mas Maia tem o próprio clã, e ele é poderoso. Sua mulher, Patrícia Vasconcellos, é enteada do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, um dos assessores mais próximos de Temer. Moreira Franco foi governador do Rio entre 1987 e 1991 pelo PMDB, mas não conseguiu eleger seu sucessor, Nelson Carneiro, derrotado por Leonel Brizola. Já seu pai, Cesar Maia, vereador do DEM, foi prefeito do Rio de Janeiro em três mandatos. Ambos estão longe de ser unanimidade entre os cariocas. No dia em que Maia e Patrícia se casaram, houve protesto fora da igreja no centro do Rio onde ocorreu a cerimônia. ‘‘Não procriem’’, dizia um cartaz ofensivo erguido entre os manifestantes, como registrou a Folha de S.Paulo à época.

Maia – o filho – tem posições conservadoras. Declara-se contra a legalização do aborto, da maconha e do casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas defendeu a audiência concedida pelo ministro da Educação, também filiado ao DEM, ao ator Alexandre Frota, que levou propostas à pasta. ‘‘Não tenho nada contra ator pornô, muito menos contra Alexandre Frota’’, disse no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2016.

Segundo o ex-senador Saturnino Braga, falta a Maia densidade política para ocupar a presidência da República
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Sua carreira política tem um quê de incoerência. Em 2012, por exemplo, deixou que o pai, Cesar Maia, articulasse a candidatura dele à prefeitura do Rio. Maia pai então surpreendeu todo mundo ao procurar o antigo desafeto Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, e acordar com ele a candidatura de Rodrigo, tendo como vice a deputada federal Clarissa Garotinho, filha do ex-governador. A ideia aparentemente esdrúxula se revelou esdrúxula mesmo. A chapa teve 3% dos votos válidos. À época, o então prefeito do Rio, Eduardo Paes, classificou a aliança de “bacanal eleitoral’’. Clarissa, por sua vez, disse que ter sido vice de Rodrigo na candidatura foi o maior arrependimento de sua vida. “Quando o Rodrigo me procurou dizendo que queria disputar a eleição, eu perguntei a ele que razão eu teria para apoiá-lo. Ele me disse: ‘Clarissa, nós precisamos derrotar o PMDB, que está fazendo muito mal ao Rio de Janeiro e, posteriormente, em 2014, apoiaremos o candidato de vocês’”, disse ela em entrevista ao jornal O Globo. Mas em 2014, Cesar Maia apoiou Luiz Fernando Pezão, do PMDB, ex-vice de Sérgio Cabral, na disputa pelo governo do estado.

Entre a política e o mercado financeiro

Foi Cesar Maia quem colocou o filho na carreira política ao indicá-lo para o primeiro cargo público como secretário de Governo do então prefeito Luiz Paulo Conde, em 1997 e 1998. Antes de ser secretário, ele atuava no mercado financeiro, trabalhando nos bancos BMG e Icatu, embora não tenha conseguido completar o curso de economia na Universidade Candido Mendes, no Rio.

Eleito pela primeira vez deputado federal aos 28 anos, em 1998, pelo PFL-RJ (atual DEM), Maia tem ao todo cinco mandatos na Câmara Federal. Em tempos de Lava Jato, vale lembrar que ele foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do Banestado, o Banco do Estado do Paraná, que investigou remessas ilegais para o exterior. Um clichê sintetiza a CPI: deu em pizza.

Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro, iniciou o filho, Rodrigo, na vida política
Foto: Flickr/Cesar Maia
Conhecido como “Botafogo” nas delações da Odebrecht, Maia está na chamada lista do Fachin – como é conhecido o rol de políticos que tiveram abertura de inquérito pedida pela PGR, determinada pelo STF. Em um dos inquéritos, Rodrigo e seu pai, Cesar Maia, estão entre os suspeitos de receber propinas para aprovar leis favoráveis à Odebrecht. Claudio Melo Filho, um dos ex-diretores da empresa, disse que lhe pediu especial atenção à tramitação de uma medida provisória – a 613/2013 – que concede incentivos ao setor petroquímico. E disse que Maia lhe requisitou R$ 100 mil para pagamentos de dívidas de campanha para a prefeitura do Rio em 2012. Já o pai era chamado de “Inca” ou “Déspota” na planilha de propinas da empresa, segundo Melo Filho e mais quatro delatores, que relataram ter pago R$ 400 mil para a campanha de Cesar Maia ao Senado em 2010. No mesmo ano, houve um pedido de R$ 500 mil para a campanha de Rodrigo Maia à Câmara. Ambos negam as acusações de propina, afirmando que se tratou de doações eleitorais. “Ele pode ser alvejado a qualquer momento por essas denúncias’’, diz Ivan Valente, afirmando que a Justiça pode impedi-lo de ser presidente da República mesmo por um mês. Ele também é citado nas conversas grampeadas entre o senador Aécio Neves e o empresário Joesley Batista, presidente da holding J&F, exatamente quando se discute a aprovação da lei de anistia ao caixa 2. “O cara, cê tinha que mandar um, um… Cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu, se falar coisa sua aí… forte”, diz Aécio a Joesley na gravação.

Tido como interlocutor entre o governo e o mercado, os Maia e o sogro de Rodrigo, Moreira Franco, são apontados como protagonistas da saída do comando do BNDES de Maria Sílvia Bastos Marques, que estaria dificultando o acesso ao financiamento do banco. Uma fonte ligada à economista afirmou à Pública que Maia levou ao presidente Michel Temer a reclamação de um grande empresário sobre a dificuldade de se fazer empréstimos com o banco de fomento.

Muito da vida recente do país foi decidido à mesa de Maia, frequentada com assiduidade por Temer. No último dia 22, por exemplo, foi na residência oficial de Maia que o presidente tentou reunir a base do governo após as delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista. O jantar político reforçou a fama de que o anfitrião Maia exerce uma dupla função: a de presidente da Câmara Federal e a de líder do governo. E não são só os políticos que o frequentam. Maia gaba-se de ser próximo dos acionistas do Itaú e do setor bancário como um todo. Em evento recente, discursando em nome da Câmara, deu um recado claro em meio à crise política: “A Câmara vai manter a defesa da agenda do mercado”, afirmou.

O atual presidente da Câmara dos Deputados foi eleito no dia 2 de fevereiro, em primeiro turno com apoio de um bloco parlamentar com 13 partidos, totalizando 358 deputados. Entre os integrantes estavam PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB. Maia já presidia a Câmara desde julho de 2016, em um mandato “tampão”, em substituição ao então deputado Eduardo Cunha, afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e depois cassado pela Câmara. Investido de poder, angariou fãs.

“Ele foi meu adversário na disputa da presidência da Câmara, e, mesmo tendo perdido, posso dizer que ele tem cumprido bem a função. Ele é muito ligado ao mercado, mas nunca escondeu isso de ninguém. Nesse ponto, mostra coerência”, diz o deputado federal Rogério Rosso, do PSB. Para Pedro Cunha Lima, do PSDB, Maia tem sido criticado por dialogar muito com a oposição. “Eu concordo parcialmente com quem reclama que ele conversa muito com a oposição. Fora isso, acho que ele tem feito de tudo para aprovar as reformas necessárias ao país”. Para o deputado Efraim Filho, do DEM, obviamente, a atuação de Maia na presidência da Câmara tem sido irrepreensível. “Ele dialoga com a esquerda. Tanto que na sua eleição obteve votos de parlamentares do PDT e do PCdoB”.

Professor da PUC do Rio, o cientista político Ricardo Ismael crê que ele chegou à presidência da Câmara por influência de Moreira Franco. “Ele foi ajudado pelo sogro, mas pode ter seu primeiro grande teste se a base do Temer rachar. Até agora ele foi blindado pela maioria a favor do governo na Câmara e pelo Colégio de Líderes, que toma as decisões mais importantes. Vamos ver como irá se portar em mais situações-limite que vêm por aí.”

Para o ex-senador Saturnino Braga, Rodrigo Maia precisa ter muita desenvoltura e cuidado com o que diz no atual momento político. O presidente da Câmara tem como certo verniz progressista o fato de ter nascido no Chile, devido ao período de exílio político de seu pai naquele país durante a ditadura militar brasileira. ‘‘Tudo que ele fizer agora vai influenciar demais o futuro político dele’’, prevê Saturnino.

Em julho de 2016, Maia foi eleito presidente da Câmara em substituição a Eduardo Cunha, que havia
renunciado. Em janeiro deste ano, disputou novamente as eleições e foi reconduzido ao cargo
Foto: Flávio Soares/Câmara dos Deputados
As respostas de Maia

A assessoria de imprensa de Rodrigo Maia enviou um texto em resposta à agência Pública. “O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem procurado garantir a mais ampla participação social em todos os debates da Casa. Foi na gestão do deputado que foi autorizada a reabertura das galerias da Casa, por meio da distribuição de senhas às lideranças dos partidos. Medidas de controle no acesso aos espaços da Câmara são adotadas apenas quando os trabalhos parlamentares são comprometidos por eventuais excessos de alguns grupos. No gabinete da presidência, o deputado Rodrigo Maia tem atendido a todas as demandas de audiências solicitadas por diversos grupos da sociedade como a UNE, representantes indígenas, só para citar alguns”, destacou o texto da assessoria.

Sobre ter colocado a votação da reforma trabalhista em pauta no dia seguinte da própria reforma ter sido rejeitada, foi evasivo: “A condução dessas votações também tem seguido estritamente o Regimento Interno e a Constituição”.

Maia não respondeu à crítica de alguns de seus colegas de que atuaria como líder de governo enquanto é presidente da Câmara. Sobre sua ligação com mercado, a assessoria afirmou: “O deputado Rodrigo Maia sempre defendeu a aprovação das medidas econômicas, mesmo antes de ser eleito presidente da Câmara dos Deputados. Foi um dos poucos deputados da oposição a votar a favor de medidas do ajuste fiscal proposto pela então presidente Dilma. A pauta econômica, portanto, já era um tema defendido por ele e a discussão das propostas que buscam o reequilíbrio fiscal do país, como as reformas trabalhista e da Previdência, além da proposta que definiu um teto para os gastos públicos estão sendo amplamente debatidas e votadas pelo Congresso e com apoio da maioria dos parlamentares”.

Por fim, sobre o questionamento da votação da MP 756 sem ter havido debate com um quórum minimamente representativo, afirmou o seguinte: “O debate em relação a qualquer medida provisória pode ser iniciado sem quórum, como permite o regimento. No entanto, a votação só é iniciada quando é atingido o quórum de 257 parlamentares presentes”.

Rogério Daflon
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O poder de um bandido acobertado pela Justiça


Não há quem duvide que Eduardo Cunha, como ele mesmo já disse, é o responsável direto – embora agisse em conluio com Michel Temer – pela derrubada do governo eleito de Dilma Rousseff.

Dado o grau do noticiário, já não dá para duvidar que seu delação será o tiro de misericórdia – ou a estaca no coração, como preferirem – de Michel Temer.

Como, agora, já se anuncia que Cunha tem munição para atingir também Rodrigo Maia, não apenas através de Moreira Franco, estamos na iminência de termos, pela terceira vez, um presidente da República nas mãos de um bandido.

Cunha, que era um deputado de segunda linha na década passada, foi um personagem que, embora menor, um dia será objeto de estudo dos historiadores.

Vai ser o símbolo da era em que o conservadorismo brasileiro aliou-se, cada vez com mais entrega, a alguém que, como um gângster, poderia ser útil para fustigar e, afinal, derrubar, governos progressistas.

Se Cunha. porém, não é o pior que existe nesta nova fase da política brasileira.

Sua trágica importância é ter sido o estopim para algo ainda pior do que a súcia de malfeitores que sua ação levou ao poder, e da qual ele parece ter a contabilidade pregressa.

Cunha, pela sua abjeção, funciona como um legitimador de um processo que, com ele e outras pequenas e grandes ratazanas, vai mergulhando o Brasil um eleitor vale um milhão de vezes menos que um delator.

E, quem sabe, para quem começou derrubando uma presidenta de 54 milhões de votos, acabe sendo um simbólico final de carreira derrubar um presidente de 54 mil votos, todos os que teve Rodrigo Maia para se habilitar a ser o “presidente do mercado”.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Firme no cargo, Temer se destaca como líder da América Latina


Michel Temer, grande líder varonil, presidente inconteste do Brasil, lidera a nação com pulso firme e se destaca no cenário internacional como grande estadista da América Latina, ao comandar as negociações do G20. Finalmente o Brasil reconquista no exterior todo o respeito e prestígio que havia perdido na era Lula, de terríveis lembranças para os homens de bem. É um alento para essa região do mundo que muito sofreu com o bolivarianismo lullista, um verdadeiro vento de esperança trazido por aquele que está fazendo voltar o desemprego no Brasil para o bem dos homens bons, ou seja, o desemprego da gentalha ignara bolchevista sublevada, a qual exigia altos salários, e que agora de volta no lumpemproletariado, não mais atrapalharão a livre negociação trabalhista, derrubando os escorchantes salários exigidos por essa gente aos patrões de bem.

A polícia hamburguesa teve dificuldades em conter a multidão que queria se aproximar de Temer para saudá-lo
Mais firme no cargo que as rochas do Pão de Açúcar, Temer abrilhantou o encontro dos líderes mundiais em Hamburgo, mostrando ao mundo como se governa, provocando inveja em Trump e Putin, pois nenhuma reunião ou evento estava completo sem a sua presença. Nunca estivemos melhor representado no concerto das nações, onde o Brasil reassumiu seu lugar de liderança na luta contra o comunismo internacional e na defesa do mundo livre. E, além do respeito dos outros líderes mundiais, Temer causou verdadeiro frisson na multidão, como verdadeiro popstar, levando milhares às ruas para saudá-lo como representante da nova era que se avizinha e verdadeiro füher dos seguidores do pato amarelo.

Nosso presidente recebeu com bom grado os votos de bem vindo ao inverno europeu dos populares alemães e retribuiu com muita simpatia e sorrisos por onde passava, sentindo-se em casa, onde também é amado pelas multidões. Essa foi mais uma viagem de sucesso do representante brasileiro para orgulho da nação.

Alvíssaras!

Maia é fiel.

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Degradação Premiada - Coisas Que Você Precisa Saber



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