5 de jul. de 2017

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O padrão canalha dos beneficiados na farra das emendas de Temer (+ vídeo)

Premiados por Temer
A notícia é um insulto em si.

Após o golpe de Estado que destruiu a economia e produziu o maior contingente de brasileiros desempregados e endividados já registrados no país, Temer manda de vez para as cucuias o tão alardeado ajuste fiscal de sua equipe econômica.

Na mesma toada que se julga no direito de exigir da população sacrifícios obscenos como a completa perda de seus direitos trabalhistas e a extinção de sua aposentadoria, escancarou os cofres públicos no mais flagrante balcão de negócios que se tem notícia na história recente do país.

Vendo o seu governo ruir dia após dia e às vésperas da votação na Câmara dos Deputados da denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República, Temer se agarra ao único “argumento” aceitável entre os páreas que o colocaram na presidência: dinheiro.

Segundo a agência Reuters, no mês de junho a liberação de recursos para parlamentares apresentou um crescimento vertiginoso completamente incompatível com a sequência desastrosa na arrecadação de impostos verificadas pelo governo federal durante todo o ano de 2017.

Enquanto nos primeiros cinco meses do ano os valores somados em emendas não chegaram a R$ 1 bilhão, só no mês passado foram repassados inacreditáveis R$ 4,2 bilhões aos senhores parlamentares numa desesperada e criminosa tentativa de manter, às custas do dinheiro público, a sua base aliada.

O esquema é tão flagrante que, não por acaso, chega a obedecer um curioso padrão entre os beneficiários da farra.

Dada a deficiência moral do Congresso mais reacionário já eleito em todos os tempos, não é tarefa fácil, mas conferindo a lista dos excelentíssimos agraciados com a gastança de Temer, pode-se concluir que os campeões de recebimento são justamente os, digamos, de caráter mais duvidoso.

Dispensando apresentações, em primeiríssimo lugar vem o inominável deputado Jair Bolsonaro. Dono de sete mandatos legislativos e apenas um único Projeto de Lei aprovado na vida, o cidadão que faz da homofobia, da violência, do preconceito e do desrespeito sua plataforma política, recebeu R$ 18,5 milhões só no primeiro semestre do ano.

Em segunda colocação, mas campeão disparado em ações na Lava Jato, vem o recém-retornado ao Senado Federal graças à condescendência fraternal do STF aos tucanos, o menino do Rio, Aécio Neves. O iluminado que prometeu matar seu próprio primo antes de uma possível delação, recebeu no mesmo período a singela quantia de R$ 18,4 milhões.

Na terceira posição, esclarecendo muitas coisas, segue o senador Cristovam Buarque, seguramente a maior decepção moral de toda a esquerda. Traidor convicto de tudo que já defendeu nos seus melhores dias, o golpista que se aliou ao que de pior pode haver na política brasileira amealhou nada menos que R$ 17,7 milhões desse arremedo de governo.

A lista segue com o que você já pode imaginar em se tratando dos aliados do único presidente denunciado formalmente no exercício de seu mandato em toda a nossa história democrática.

Um verdadeiro festival de horrores que se arrasta poço a dentro sob os olhares incrédulos e estupefatos do mundo inteiro.

Cristalino mesmo é que diante do terror, do desgoverno, da desesperança, da humilhação e da vergonha que vivemos diariamente impostos por Michel Temer, uma coisa pode-se dizer particularmente organizada: na quadrilha do golpe, os mais desonestos são os que recolhem mais do butim.

Carlos Fernandes
No DCM


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Perguntas de Cunha encanam Temer

Corre, gatinho, leva o cofre!


O presidente ladrão prestará depoimento à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, em processo que apura irregularidades no FI-FGTS.

A defesa de Eduardo Cunha formulou 22 perguntas que devem ser respondidas pelo MT.

No centro do tiroteio está o gatinho angorá, que deve correr com o cofre nas mãos!

Cunha é investigado por suposto recebimento de propina de empresas que tinham interesse em fazer empréstimos junto ao FI-FGTS.

O Conversa Afiada reproduz abaixo as 22 perguntas:
1 – Vossa Excelência foi presidente do PMDB em que período?

2 – Vossa Excelência foi apontado como o responsável pela nomeação do senhor Moreira Franco para a vice-presidência da Caixa de fundos e loterias. O senhor era o presidente do PMDB à época? Quando foi isso?

3 – Em 2010, Moreira Franco teve de deixar a Caixa, para ocupar a representação do PMDB na coordenação da campanha presidencial. Vossa Excelência indicou o então gerente de Moreira, Joaquim Lima, como seu substituto?

4 – Vossa Excelência conheceu o Sr. André da Souza, representante até 2012 no Conselho FI/FGTS, dos trabalhadores ou do PT?

5 – Vossa Excelência fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com FI-FGTS, junto de Moreira Franco e André de Souza? Se sim, quando? Com quem?

6 – Vossa Excelência conhece Benedicto Junior e Léo Pinheiro?

7 – Vossa Excelência participou de alguma reunião com eles e Moreira Franco para doação de campanha para os pleitos eleitorais de 2010, 2012 ou 2014?

8 – Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI-FGTS?

9 – André de Souza participou de alguma dessas reuniões?

10 – Onde se deram essas reuniões?

11– Joaquim Lima continuou como vice-presidente da Caixa, em outra área, a partir de 2011. Quem foi o responsável pela sua manutenção?

12 –- Vossa Excelência conheceu Fábio Cleto?

13 – Teve alguma participação na sua nomeação?

14 – Houve interferência do então prefeito Eduardo Paes visando à aceleração do projeto Porto Maravilha para as Olimpíadas?

15 – Vossa Excelência teve conhecimento de alguma vantagem indevida, seja à época de Moreira Franco, seja posteriormente, para liberação de financiamento do FI-FGTS?

16 – Vossa Excelência conhece Henrique Constantino? Esteve alguma vez com ele? Qual foi o tema? Tinha a ver com algum assunto ligado ao financiamento do FI-FGTS?

17 – A denúncia trata da suspeita do recebimento de vantagens indevidas do consórcio Porto Maravilha (OAS, Carioca e Odebrecht), da Haztec, da Aquapolo e Odebrecht Ambiental, Saneatins, Eldorado Participações (Grupo JBS), Lamsa (Linha Amarela S.A.), Brado, Moura Debeux, BR Vias. Vossa Excelência tem conhecimento, como presidente do PMDB até 2016, se essas empresas fizeram doações a campanhas do PMDB? Se sim, de que forma?

18 – Alguma delas fez doação para a campanha de Gabriel Chalita em 2012?

19 – Se positiva a resposta, houve a sua participação? Estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI-FGTS?

20 – Como vice-presidente da República desde 2011, Vossa Excelência tem conhecimento da participação de Eduardo Cunha em algum fato vinculado a essa denúncia de cobrança de vantagens indevidas para liberação de financiamentos do FI-FGTS?

21 – Vossa Excelência tem conhecimento de algum pagamento de vantagem indevida pelo Sr. Benedicto Junior a Moreira Franco para liberação de financiamento do FI-FGTS a Odebrecht Transportes para associação no Porto de Santos?

22 – Vossa Excelência tem conhecimento de qualquer vantagem indevida solicitada ou recebida pelo Sr. Moreira Franco para liberação, no âmbito do FI-FGTS, em qualquer projeto, incluindo o Porto Maravilha?

Em tempo: o C Af sugere que o presidente ladrão peça logo o asilo à União Soviética - antes que o Cunha e o Funaro delatem.
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Eduardo Cunha e Lúcio Funaro já entregaram roteiro de delações que envolvem Temer

Próxima denúncia de Rodrigo Janot contra Temer deve ter depoimentos de ex-presidente da Câmara e de operador do PMDB. Eles dizem que estavam em silêncio enquanto recebiam dinheiro da JBS.


Citados na gravação de Joesley Batista com Michel Temer como beneficiários de um suposto esquema de pagamentos para ficarem calados, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o operador Lúcio Funaro estão concluindo simultaneamente acordos de delação premiada e devem começar a prestar depoimentos aos procuradores nos próximos dias.

As duas delações tendem a atingir o Planalto e o PMDB da Câmara, o grupo político de Michel Temer, e deverão ser usadas para embasar a próxima denúncia a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente por acusação de obstrução da Justiça.

Neste momento, o Planalto trabalha para reunir apoio da base para evitar a aceitação, pela Câmara dos Deputados, da denúncia contra Temer por corrupção passiva. O caso envolve a mala de dinheiro recebida pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures.

Os investigadores e as defesas de Cunha e Funaro já estão negociando, separadamente, as cláusulas do acordo de colaboração, conforme o BuzzFeed apurou junto a fontes que participam dos processos.

Os cardápios das delações, uma espécie de roteiro das ilegalidades a serem descritas e os personagens envolvidos, já foram entregues pelas respectivas defesas.

Entre os fatos a serem narrados, os dois vão confirmar que, mesmo presos, continuaram a receber recursos dos esquemas de corrupção que participaram. Funaro já completou um ano na cadeia, Cunha foi preso em outubro do ano passado.

Entre os esquemas está o da JBS que, de acordo com o Ministério Público Federal com base na delação de Joesley, visava calar Cunha e Funaro em troca de dinheiro.

Um dos trechos mais fortes da gravação que Joesley fez da conversa com o presidente é sobre as “pendências zeradas” do dono da JBS com Cunha.

Para os investigadores, a referência era à propina para calar o ex-congressista no que teve um aval presidencial. Temer nega que tenha autorizado a compra do silêncio.

Devido aos repasses da JBS, os dois estavam em silêncio e relutavam em fechar acordos – realidade que, após o estouro da JBS e proximidade do fim do mandato de Janot, foi alterada.

Com o trabalho neste mês, investigadores que atuam no caso esperam deixar todo o material das delações pronto e entregar o acordo para homologação do Supremo Tribunal Federal nos últimos dias de julho.

Desta forma a homologação poderá acontecer no início de agosto e Janot conseguirá enviar a segunda denúncia contra Michel Temer pouco tempo depois da volta do recesso do Judiciário.

Ligação de Cunha e Funaro vem dos anos 1990

Operador muito conhecido no mercado de capitais de São Paulo, Lúcio Funaro é um profundo conhecedor do propinoduto que abasteceu o PMDB. O fato de ele e Cunha fecharem uma delação ao mesmo tempo não é surpreendente dada a ligação estreita entre os dois. Eles se conhecem há 20 anos.

Funaro foi o único delator da ação penal 470, o julgamento do mensalão. Foi por meio de uma empresa que ele controlava, através de laranjas, a Garanhuns Empreendimentos, que Funaro repassou R$ 6 milhões a Valdemar Costa Neto (PR-SP). Em troca de benefícios judiciais, operador admitiu os pagamentos ilegais ao então líder do PL.

Na época do mensalão, Cunha morava em um apartamento de Funaro sem pagar aluguel em Brasília e depois o operador pagou carros de luxo registrados em nomes de empresas do ex-deputado.

Funaro foi preso em junho do ano passado depois da descoberta do esquema de cobranças que ele operava, em nome de Eduardo Cunha, de empresas para ter acesso a empréstimos com juros abaixo dos praticados no mercado do fundo de investimento do FGTS.

No primeiro mandato de Dilma, o então poderoso líder do PMDB na Câmara emplacou a nomeação do executivo Fábio Cleto para uma vice-presidência da Caixa.

Segundo o Ministério Público, era Funaro quem vendia as promessas de facilidade no FI-FGTS a empresários, que depois eram efetivadas com a ação de Fábio Cleto, membro do conselho do fundo. Cleto virou delator.

Frieza e explosão

Diferente do ex-presidente da Câmara, que por seu estilo frio e distante não conversa muito com seus colegas de presídio, Funaro tem um temperamento explosivo.

Desde a prisão de sua irmã recebendo uma mala de dinheiro da JBS na operação Patmos (ela depois foi solta), Funaro não tem escondido dos presos com quem convive na penitenciária da Papuda sobre o que está acontecendo em sua vida.

A um dos detentos disse não só que ele e Cunha estão fechando termos dos acordos como falou que sua delação irá atingir de maneira muito forte o ministro Moreira Franco e o presidente Michel Temer.

O potencial de estrago de Funaro para o presidente vai além da denúncia de obstrução da Justiça. Foi o operador que esteve no escritório de José Yunes, amigo de 40 anos de Michel Temer, para entregar um pacote de dinheiro com propina da Odebrecht na campanha de 2014.

O episódio de Yunes receber dinheiro da Odebrecht foi revelado pelo BuzzFeed no ano passado e provocou a demissão do advogado do cargo que ocupava no Planalto. Depois, Yunes disse que foi uma espécie de "mula involuntária" de Eliseu Padilha, hoje ministro-chefe da Casa Civil.

Mesmo preso, Funaro já enviou recados incômodos ao Planalto. Temer já afirmou jamais ter se encontrado com o operador, que o desmentiu, numa entrevista à revista Veja por escrito, em março.

Prisão de Geddel foi amostra grátis de Funaro

Antes mesmo da homologação da sua delação, Funaro foi o pivô da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, um dos peemedebistas que pertenceram até pouco tempo atrás ao entorno do presidente Michel Temer.

Funaro contou à força-tarefa das operações Sépsis, Cui Bono e Greenfield, conduzidas pela Procuradoria da República no Distrito Federal, que Geddel estava procurando sua mulher, em São Paulo, para saber se o operador estava fechando um acordo de delação premiada.

O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, decretou a prisão preventiva do ex-ministro e mandou apreender seus celulares. Na agenda de contatos da família Funaro, Geddel estava registrado sob o codinome "Carainho".

Procurados, advogados de Eduardo Cunha disseram que a estratégia da defesa não mudou desde que ele foi preso. Eles negam que o seu cliente vá delatar.

Antonio Figueiredo Basto, que defende Funaro, disse que não vai comentar a defesa de seu cliente.

Severino Motta
No BuzzFeed
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Por que os partidos políticos querem mudar de nome?

Expediente usado por empresas para modernizar a imagem, o reposicionamento de marca das legendas comprova a crise de representatividade

Movimentos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foram marcados por uma forte negação
da política como meio viável para atender às demandas do eleitor
Podemos, Avante e Livres são nomes desconhecidos do eleitorado, mas que devem estar na disputa eleitoral em 2018. De novo, só os nomes: ideologias e estruturas permanecem as mesmas dos partidos originais - PTN, PTdoB e PSL, respectivamente. “O nome faz toda a diferença no marketing político. É uma estratégia para ganhar uma sobrevida nas próximas eleições”, afirma o professor de ciência política da PUC-SP Rafael Araújo.

No último sábado 1º o PTN (Partido Trabalhista Nacional), um dos partidos mais antigos do país, com 72 anos, passou a se chamar oficialmente Podemos. O antigo PTN já teve um presidente da República, Jânio Quadros, em 1960, mas em 2014 elegeu apenas quatro deputados federais. Meses depois, ficou com apenas dois.

Com a ideia de mudança de nome, outros deputados apoiaram a presidente do partido, a deputada Renata Abreu (SP), e embarcaram na nova legenda. Agora são 14 deputados federais e dois senadores. Alvaro Dias, nome tradicional do PSDB - mas que pulou para o PV em 2015 - será o candidato à Presidência pelo Podemos, que adotou a expressão “mudar o Brasil” logo após o nome e se define como um movimento, não um partido.

Araújo explica que desde 2013 ganha força no Brasil a negação da política. E a classe política, assim como os partidos, perceberam isso. “Não vem de agora, mas ficou mais evidente desde o ano passado, especialmente com a eleição de João Doria para a prefeitura de São Paulo”, lembra. Nas eleições de 2016, Dória levou com facilidade, já no primeiro turno, a prefeitura da maior cidade do país se autoentitulando um gestor e não um político.

Negar a política não é suficiente para o PTdoB (Partido Trabalhista do Brasil): a legenda quer tirar o PT do nome. Após o desgaste do Partido dos Trabalhadores, o partido quer se desassociar no nome. Ainda sem autorização do Tribunal Superior Eleitoral - o pedido foi protocolado, mas ainda está em tramitação -, o partido quer se chamar Avante. O nome já foi aprovado internamente, em convenção realizada em maio deste ano. O PTdoB também tem certa tradição. Com 28 anos de história, tem apenas quatro deputados federais e quer melhorar sua participação no Congresso Nacional no pleito de 2018.

Outro que quer mudar de nome é o PSL (Partido Social Liberal). Com o nome Livres, pretende se manter fiel às ideias do social-liberalismo, como declara nas redes sociais. Sem grandes nomes, o partido já tem 22 anos, 225 mil filiados, mas apenas dois deputados na Câmara: Alfredo Kaefer (PR) e Dâmina Pereira (MG). A legenda já iniciou uma "campanha publicitária" com o novo nome, especialmente nas redes sociais mas, segundo o TSE, não foi feito ainda um pedido formal.

“O que eles estão fazendo é usar a estratégia que o mercado utiliza. Sempre que uma empresa quer se modernizar ou tem problemas com seus clientes, elas se reposicionam”, lembra Jacqueline Quaresemin de Oliveira, cientista política especialista em pesquisa de opinião, mercado, mídia e política da Fesp-SP.

A mudança, porém, é vista como “uma faca de dois gumes” por ela. “Eles não querem ser identificados como partidos, mas isso é um equívoco. Partidos não são produtos, embora muitas vezes ajam como tal, deixando de lado os projetos de políticas públicas. A mudança de nome de alguns pode ser equivocada, pois sua história, militantes, fatos, memórias, compõem a identidade do partido”, lembra. Para Jacqueline, renegar a própria história para atrair público é um erro. “Negando sua ideologia podem acabar perdendo a identidade”, afirma.

Por outro lado, a cientista política lembra que numa sociedade de consumo é compreensível que os partidos tentem acompanhar determinadas correntes, mas a política é um campo mais conceitual. “Quando uma marca se reposiciona ela mantém sua história, e os partidos têm princípios e projetos que também deveriam ser preservados.”

Rafael Araújo lembra que a crise de representatividade não é exclusividade do Brasil. É mundial, desde 2011, e nasce da percepção de que o estado não entrega o que promete. “No Brasil é pior por causa dos escândalos de corrupção”, afirma.

Há um desgaste na democracia representativa parlamentar, que têm nos partidos e lideranças políticas sua maior expressão, explica Jacqueline. E esse fenômeno mundial ganha força com as tecnologias digitais, à medida que as pessoas acessam as redes não somente atrás de informações, mas para serem editores, geradores de informação, distribuidores, criando uma forma mais ativa de cidadania, de “democracia direta”.

Na reflexão da professora, um partido mudar de nome para se adequar a essa sociedade de consumo conectada pode ser um equívoco justamente porque será esse o público com maior poder de questionamento e fiscalização. "Certamente que ainda estamos distantes de uma democracia direta, mas cada vez mais as pessoas estão eliminando mediadores. Se isso é bom ou ruim a história nos mostrará", pondera.

Hoje, é possível dizer que a confiança nas instituições está em queda. Segundo o Relatório Latinobarômetro 2016, os “partidos políticos” caíram três pontos percentuais no indicador de confiança, de 20% para 17% na América Latina. Eles ficaram atrás das Forças Armadas e Polícia, Igreja, Instituições Eleitorais, Governos, Poder Judiciário e Congresso.

Lei dos Partidos Políticos

Desde a alteração da Lei dos Partidos Políticos, em 1995, não é mais exigido que as agremiações tragam a palavra “partido” em seus nomes. E, muito antes da crise de representação política que dá força ao rebranding dos partidos, em 2007, o PFL (Partido da Frente Liberal) virou Democratas, ou DEM como é mais conhecido.

Formado por membros da antiga Arena, profundamente ligada ao regime militar, de cara a mudança de marca não agradou os grandes nomes do partido, mas acabou sendo aceita.

Hoje, o DEM é o segundo maior aliado do governo Temer, atrás apenas do PSDB. Ainda como PFL, foi importante aliado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP). É do DEM um dos nomes em evidência com o aprofundamento da crise e o avanço das denúncias contra Michel Temer: Rodrigo Maia (RJ), presidente da Câmara dos Deputados.

E a ideia de tirar o "partido" do nome atraiu também novas legendas, como a Rede Sustentabilidade, ou somente Rede. O TSE aprovou o registro da agremiação idealizada pela ex-ministra e ex-senadora Marina Silva em setembro de 2015.

Os fundadores da Rede tentaram obter o registro em 2013 para lançar Marina candidata à Presidência, mas tiveram o pedido negado por falta do apoio mínimo necessário na ocasião. A Rede apresentou 442 mil assinaturas de eleitores validadas pelos cartórios eleitorais, mas a lei exigia 492 mil, 0,5% dos votos dados para os deputados federais nas eleições de 2010.

A ex-senadora acabou disputando a eleição presidencial porque se filiou ao PSB e integrou, como vice, a chapa encabeçada pelo ex-governador Eduardo Campos. Ela se tornou candidata a presidente após a morte de Campos em um acidente aéreo e obteve 22,1 milhões de votos, ficando no terceiro lugar, atrás de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Em seu site, a Rede não se autodenomina um partido político. “A Rede Sustentabilidade é fruto de um movimento aberto, autônomo e suprapartidário que reúne brasileiros decididos a reinventar o futuro do país. É uma associação de cidadãos e cidadãs dispostos a contribuir de forma voluntária e colaborativa para aprofundar a democracia no Brasil e superar o monopólio partidário da representação política institucional.”

O mesmo foi feito pelo Solidariedade, que obteve seu registro em setembro de 2013 e também se autodenomina como um “movimento”, e não um partido. Seu principal nome, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, veio do PDT onde ficou por dez anos.

Em junho deste ano, Paulinho da Força perdeu seus direitos políticos por cinco anos após ser condenado por improbidade administrativa ao contratar uma fundação sem licitação e com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador, quando era presidente da Força Sindical (1999-2000).

Volta do MDB?

Não há pedido no TSE ou sequer uma aprovação interna, mas até o grande atual protagonista da política nacional, o PMDB, quer se rebatizar. O senador Romero Jucá (RR), líder do governo no Senado, apresentou uma proposta para o partido voltar a se chamar MDB, sigla que dava nome ao partido nos tempos em que ele se posicionava contra a ditadura militar.

Dimalice Nunes
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Lula dá entrevista à rádio Arapuan, da Paraíba


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Com Temer, Brasil é humilhado e leva veto na OCDE


O governo americano está criando dificuldades para a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que conta com o respaldo de países europeus e do secretário-geral da entidade, o mexicano Angel Gurría.

Diante da postura refratária dos Estados Unidos, Michel Temer foi aconselhado por auxiliares a abordar esse assunto com o republicano Donald Trump na reunião de cúpula do G-20, que ocorre neste fim de semana em Hamburgo, na Alemanha. Temer recuou da decisão de não viajar.

Autoridades brasileiras esperavam um sinal verde da OCDE para o processo de adesão na próxima quarta-feira, quando haverá a última reunião de conselho da organização antes do verão europeu. No entanto, os sinais dados pela Casa Branca são de que um aval imediato é improvável. Outros cinco países se candidataram a entrar e aguardam, da mesma forma, uma posição da entidade: Argentina, Peru, Croácia, Romênia e Bulgária.

Funcionários do governo brasileiro que estão na linha de frente das negociações admitem a possibilidade de reflexos da crise política.

As informações são de reportagem do Valor.

Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil foi convidado a ingressar na OCDE em diversas ocasiões, mas declinou o convite.

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O traidor do traidor


Vai ficando claro que, debaixo do manto de fidelidade canina a Michel Temer, Rodrigo Maia liberou os inibidores de apetite mais do que no setor farmacêutico.

Na Folha, diz-se que “a escolha de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) como relator do pedido de denúncia de Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça é um aceno para o grupo que pode se beneficiar com a queda do peemedebista”. Zveiter é, afirma o jornal,  aliado de Rodrigo Maia.

Lauro Jardim, em O Globo, é mais explícito. Fala que Maia já faz as contas para assumir o cargo de presidente:

“Se a Câmara autorizar o STF a analisar a denúncia e a maioria dos ministros torná-lo réu, Michel Temer será afastado por até 180 dias. Maia assumirá. Após esses seis meses, se o STF condenar Temer, Maia governaria por mais 30 dias, podendo se candidatar na eleição indireta para comandar o país até o fim de 2018. Seria, naturalmente, um dos candidatos mais fortes.”

Como sonhar não custa nada e os tucanos estão num mato sem cachorro, Lauro fala até em “reeleição” – trata-se de um caso inédito de reeleição de quem não foi eleito.

Como na velha peça teatral, trair e coçar, é só começar.

E o povo brasileiro vai aprendendo que as ditas instituições são feitas para usurpar seu direito a escolher seus governantes e a, de tempos em tempos, julgá-los. Deputados, senadores, promotores, juízes e ministros – inclusive aqueles que andam a encontrar-se à socapa com seus réus – são quem decide quem sobe e quem cai do poder e quem para lá vai em seu lugar.

A “democracia” sem povo, eis o Brasil que a elite sempre sonhou.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Os mais de R$ 130 milhões de Eduardo Paes para a Globo

Eduardo Paes (centro) e José Roberto Marinho (direita), presidente da Fundação Roberto Marinho, 
no Museu do Amanhã
A despeito de terem sido sócios gêmeos univitelinos (Cabral e Paes), Eduardo, o Paes, curte uma vida tranquila em Nova York, com a “autorização” do Grupo Globo, que decide quem deve ou não ser carbonizado no Jornal Nacional.

Veja só que a franquia dele, ao contrário da do Cabral, ainda está “ativa”. Os números abaixo talvez expliquem. Não que a Globo se satisfaça com qualquer valor, mas, ainda mais com um prefeito evangélico e primo do Bispo Macedo na cadeira, não é razoável bombardear o potencial candidato ao governo do RJ pelo PSDB (não PMDB) em 2018.

A Festa da Uva carioca perdurou de 2009 a 2016, nos dois mandatos de Eduardo Paes. 

Promovida pelo Grupo Globo, através do InfoGlobo e da Fundação Roberto Marinho, especialistas em eventos e convescotes com cotas de patrocínio a valores estratosféricos para o poder público. 

Imagino que seja para dificultar a “patrocinibilidade” da parte de entes públicos, já que a tabela para o setor privado é bem menor — afinal, como sabemos via editoriais e comentaristas-especialistas da casa, o Grupo Globo é contra o estado inchado e perdulário, e a favor da livre economia, sem interferência pública.

Não há os dados gastos com publicidade. Os portais de transparência não mostram quanto foi repassado para cada veículo.  

Enquanto isso, o estado do Rio está pedindo esmola, quebrado, humilhado e sucateado.

A Globo, como em todas as sociedades de que faz parte — do futebol ao Carnaval –, é a única que sempre se dá bem.

Os mais de R$ 130 milhões de Paes para a Globo 


Prefeitura do Rio -> INFOGLOBO COMUNICACAO E PARTICIPACOES S.A.

2016-> R$ 9.317.564,44

2015-> R$ 6.093.958,42

2014-> R$ 6.933.449,30

2013-> R$ 2.447.503,54

2012-> R$ 2.992.340,02

TOTAL-> R$ 27.784.815,70

Prefeitura do Rio -> FUNDACAO ROBERTO MARINHO

2015-> R$ 2.562.762,00

2014-> R$ 3.308.214,19

2013-> R$ 6.089.646,76

2012-> R$ 13.829.774,00

2011-> R$ 28.430.373,02

2010-> R$ 46.886.070,19

2009-> R$ 4.382.872,42

TOTAL-> R$ 105.489.713,00 

Aqui, os links com os respectivos contratos, e “justificativas”. Para acessá-los, clique no número da coluna “Instrumento Contratual”
















No DCM
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Deputados do PT vão à PGR contra Temer por compra de votos


Parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) anunciaram, nesta terça-feira (4), que apresentarão denúncia à Procuradoria-Geral da República contra Michel Temer.

Paulo Pimenta (RS), Wadih Damous (RJ) e Paulo Teixeira (SP) acusam Temer de usar o cargo de Presidente da República para compra de votos contra a denúncia em que é alvo na Câmara dos Deputados.

Os deputados apontam a Michel Temer a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e organização criminosa, além de fatos que atentam contra a moralidade e a administração pública.

A denúncia será formalizada à PGR nesta quarta-feira (5).

Segundo os parlamentares, a prática de Temer pode ser compreendida como uma “continuidade delitiva”, uma vez que ele já foi denunciado por crime de corrupção.

“As notícias demonstram que as deletérias e criminosas práticas a ele atribuídas pelo PGR não só não cessaram como podem estar em plena atividade”, afirmam.

Além disso, os petistas alertam à PGR para o fato de que é preciso uma resposta urgente “sob pena de viciar o processo de análise da denúncia pela Câmara com eventual prática de compra de votos”.

Nesta terça-feira, a imprensa noticiou a ofensiva de Michel Temer sobre o Congresso. Conforme agenda divulgada pelo Palácio do Planalto, Temer recebeu, ao longo do dia, 22 parlamentares de diferentes partidos.



“Justamente na data em que a CCJ da Câmara dá início ao processo contra Temer, ele passa o dia recebendo deputados indecisos. Está evidente que ele está usando a máquina do governo para comprar votos e fazer chantagens e pressão sobre parlamentares”, protestou o deputado Pimenta.

Um levantamento publicado nesta terça por uma agência internacional de notícias revelou que o governo Temer liberou R$ 4,2 bilhões em emendas somente no mês de junho.

Esse montante é quatro vezes maior a todo valor que foi liberado de janeiro a maio de 2017, cerca de R$ 1 bilhão. Para os deputados petistas, essa é mais uma prova de que Temer usa o cargo para comprar votos contra sua denúncia.

No dia 26 de junho, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou Michel Temer, ao Supremo Tribunal Federal, por corrupção passiva.

O STF, por sua vez, remeteu à Câmara dos Deputados, que vai decidir pela admissibilidade da denúncia.
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Gleisi Hoffmann para dar mais uma lição para o Aécio Neves


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Gilmar discute biometria com Temer

O Conversa Afiada acredita piamente!


Temer e Gilmar Mendes voltam a ter encontro fora da agenda oficial do Planalto

O presidente Michel Temer e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, voltaram a se reunir fora da agenda oficial do Palácio do Planalto.

A informação foi divulgada pelo site Antagonista e confirmada pela TV Globo.

Gilmar Mendes disse que eles discutiram a ampliação da biometria para as eleições de 2018​. (...)

Em tempo: esse foi o texto - aparentemente eivado de sutis críticas ao Ministro Gilmar Mendes - que William Bonner leu no jornal nacional, que deu o Golpe e agora quer entubar o ladrão presidente:



"O presidente Michel Temer e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, voltaram a se reunir fora da agenda oficial do Palácio do Planalto. O ministro Gilmar Mendes disse que eles discutiram a ampliação da biometria nas eleições de 2018. Como ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes vai participar do julgamento da denúncia contra o presidente Temer. Na semana passada, os dois já tinham se reunido na casa de Gilmar Mendes sem que o compromisso fosse registrado nas agendas oficiais deles. A TV Globo apurou que eles trataram da indicação de Raquel Dodge para a Procuradoria Geral da República."
O Conversa Afiada acredita piamente: o ministro Gilmar Mendes só teria esse motivo para se encontrar com o presidente ladrão: a biometria.

Assim como o Conversa Afiada acredita piamente nas palavras ​contidas em entrevista do Ministro Gilmar ao Globo Overseas sobre a iminente e urgentíssima "reforma política", único assunto, que, nesse momento de tranquilidade e meditação, deve ocupar a mente do ladrão presidente.

PHA


As contradissões (revisor...) do Ministro Gilmar

Depois do Bonner, até a Fel-lha...

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Conversa Afiada já percebeu sutis críticas do William Bonner ao Ministro Gilmar, ao falar dos sucessivos encontros secretos do presidente ladrão com o Ministro.
Essa prática contestatária parece disseminar-se.
(Conversa Afiada aí não se inclui, porque, de uns tempos a essa parte, passou a acreditar piamente no que o Ministro Gilmar diz e faz.)
Acompanhe a nova dissenção da Fel-lha:

As contradições de Gilmar Mendes na crise política


Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) há duas décadas, tem sido figura central em momentos relevantes da história política brasileira. Recentemente, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu o voto de minerva pela não cassação da chapa presidencial eleita em 2014. Também tem comentado com bastante frequência e destaque as ações da Operação Lava Jato. Veja abaixo oscilações que a Lupa identificou em seu posicionamento público sobre diversos assuntos.

“Não se pode cogitar investigações feitas na calada da noite, arranjos, ações controladas, que têm como alvo, muitas vezes, qualquer autoridade, ou o próprio Presidente da República (…) Investigação, sim; abuso, não!”
Ministro do STF Gilmar Mendes em evento do grupo Lide em 19 de junho de 2017


Se hoje o ministro do Supremo enxerga abusos na Operação Lava Jato, em setembro de 2016, quando a autoridade investigada era o ex-presidente Lula, ele elogiava a operação:

“Essa força-tarefa [da Lava Jato] está fazendo um bom trabalho. Um trabalho importante. Isso precisa ser reconhecido. Já se falou muitas vezes de passar o Brasil a limpo. É uma tarefa muito difícil. Mas isso, de alguma forma, está ocorrendo. Nós estamos conhecendo as entranhas do mundo político e empresarial brasileiro”.

Um mês antes, em agosto de 2016, Gilmar Mendes já havia mostrado seu posicionamento sobre a operação. Saiu em defesa da investigação e disse “Eu não sou contrário à Lava Jato. Pelo contrário. Eu tenho defendido o desenvolvimento dessas investigações e acho que elas contribuíram decisivamente para a mudança do Brasil”.

Procurado, o ministro diz que não há qualquer contrassenso em reconhecer e criticar, pontualmente, eventuais abusos e ilegalidades desta ou de qualquer outra investigação. 



“Agora até fita sem perícia vale”
Ministro do STF Gilmar Mendes na sessão do TSE sobre a cassação da chapa Dilma-Temer, em junho 2017


O ministro Gilmar Mendes tem desqualificado publicamente as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer durante um encontro no Palácio do Jaburu. Gilmar chegou a defender que o áudio poderia ser anulado. Contudo, em novembro de 2015, quando o senador cassado Delcídio do Amaral (PT-MS), então líder do governo no Senado, foi alvo de uma gravação arranjada, Mendes não só votou a favor da prisão dele como também legitimou o artifício usado por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, para incriminá-lo. Naquela ocasião, não houve, de modo geral, menção à necessidade de perícia no áudio gravado com o senador. Mendes afirmou em entrevistas somente o seguinte: “Até aqui, o entendimento é de que uso da gravação por parte de um dos interlocutores é legítimo, porque ele está fazendo isso para sua própria defesa.”

Gilmar Mendes diz que “gravações realizadas por uma das partes, sem autorização judicial, são consideradas legítimas pelo Supremo, desde que realizadas como forma de se defender, o que não retira a necessidade precípua de crivo pericial para verificação de possíveis manipulações e edições. Juntar fita não periciada aos autos é uma grave falha”.


“É desnecessário qualquer esforço jurídico-hermenêutico para concluir que recursos doados a partido, provenientes, contudo, de corrupção, são derramados também nas disputas eleitorais (…) como a disputa presidencial”
Ministro do STF Gilmar Mendes em voto apresentado no TSE em 2015, ao analisar pedido de cassação da chapa Dilma-Temer


Dois anos depois, na sessão final sobre a cassação da chapa presidencial eleita em 2014, Gilmar Mendes adotou posição contrária. Em seu voto de minerva pela absolvição da chapa Dilma-Temer afirmou: “Os executivos das grandes empresas ouvidos no processo foram uníssonos em afirmar que houve pagamento de propina distribuído aos partidos dos representantes. Enquanto não se possa afirmar que tenha havido entrada direta de recursos oriundos desse esquema na eleição presidencial de 2014”.

Os “fatos constrangedores” de 2015, que, segundo Gilmar Mendes, fariam “corar frade de pedra”, se tornaram um “arcabouço comprobatório (…) não suficientemente contundente para se chegar às severas sanções” dois anos mais tarde.

Para o ministro do Supremo, não há contradição ou incongruência nas declarações acima. Segundo sua assessoria, Gilmar “jamais teve a intenção de cassar o mandato de Dilma ou Temer”. Para ele, o andamento da ação era necessário não para cassar quem quer que fosse, mas para que “o país tomasse conhecimento de como as campanhas eleitorais são financiadas”.



Gilmar Mendes, conselheiro direto de um presidente denunciado, atropela qualquer princípio ético

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Carlos Fernando é um procurador ideológico, seletivo e odeia Lula, mas as provas concretas são contra o PSDB


Carlos Fernando dos Santos Lima é um mau exemplo pronto e acabado de como as futuras gerações de procuradores da República não devem proceder quando estiver a trabalhar. E por quê? Porque tal procurador é político, seletivo, partidarizado, injusto e totalmente voltado a perseguir uma única pessoa: o presidente Lula. Trata-se de um detrator tomado pela obsessão. A psicologia explica.

No decorrer dos últimos três anos, o procurador Carlos Fernando e seu parceiro de ações e atos persecutórios e covardes, Deltan Dallagnol, atingiram o clímax da insensatez, da desfaçatez e da leviandade, quando, midiáticos que são, convocaram a imprensa de mercado mais suja e corrupta do mundo ocidental para apresentar acusações contra o ex-presidente por intermédio de um powerpoint mentiroso e leviano, pois totalmente desprovido de provas.

A verdade é que Carlos Fernando dos Santos Lima não se interessa, por exemplo, pela roubalheira dos tucanos, já que é notório e visível que tal servidor público, que adora uma luz de ribalta midiática, jamais e em hipótese alguma em sua vida de procurador à moda Torquemada atacou ou desrespeitou qualquer liderança tucana, que tenha cometido malfeitos, com provas contundentes como as apresentadas contra o senador Aécio Neves, dentre outros, desde os tempos da Lista de Furnas e do escândalo Banestado.

A verdade é que o procurador é obsessivo, agressivo e desrespeitoso com o Lula, como se o político mais importante da história do Brasil, juntamente com Getúlio Vargas, fosse do seu minúsculo tamanho e tivesse a mesma pequenez que demonstra ter o tal servidor público, pago regiamente todo mês por meio do esforço do contribuinte para ser republicano, justo, diligente e sensato, predicados que, ao que parece, não constam em sua natureza.

Nunca vi tanta ignomínia e covardia, até porque Carlos Fernando não as demonstrou, na segunda metade da década de 1990, a mesma valentia, agressividade e "republicanismo" quanto ao escândalo do Banco do Estado do Paraná (Banestado), onde vicejavam tucanos emplumados, seus cúmplices e doleiros, a exemplo de Alberto Yousseff, quando, por intermédio das CC5 do Banco Central, foram enviados US$ 19 bilhões em remessas de divisas por meio do sistema financeiro público brasileiro para agência de Nova York, de forma fraudulenta, criminosa e ilegal.

Não é incrível a vida? Realmente, a Terra gira... E não é que os mesmos personagens de muitos protagonistas do escândalo do Banestado também são atores principais da operação Lava Jato? Verdade. O juiz do caso era o Sérgio Moro, bem como o procurador destemido com o Lula era o Carlos Fernando. Dos US$ 19 bilhões, risíveis e ridículos US$ 17 milhões foram devolvidos ao Brasil e, hoje, uma grande lápide pesada dormita em cima do escândalo já morto, pois enterrado pelas autoridades que não prenderam e não puniram quase ninguém daqueles que roubaram o País em bilhões de dólares.

Como se vê, se ouve e se observa, o procurador, que faz questão de insultar e desrespeitar o ex-presidente Lula pelas redes sociais, porque, ao que parece, seu ódio de caráter arrivista o transforma em um ser irracional, mesmo após três anos nada ser comprovado contra o político trabalhista, Carlos Fernando continua com sua cruzada, pois seu interesse maior não é prender bandidos, mas, evidentemente, fazer política e impedir que o líder das pesquisas conquiste pela terceira vez a cadeira da Presidência da República. Esta realidade é visível e não deixa margem à dúvida.

Além disso, percebe-se que o doleiro Alberto Youssef, o primeiro gângster a assinar delação premiada, em 2004, é o delator de estimação da galera da Lava Jato — a midiática e a que compõem o consórcio de direita com a grande mídia de histórico golpista e contrária aos interesses do Brasil e de seu povo, no decorrer de décadas a fio. Esses togados não sabem quem é a imprensa de negócios privados e familiar, porque, na verdade, não a conhecem. Então, prestem atenção: a imprensa meramente empresarial dá uma marretada no prego e a outra na ferradura.

Seus aliados são de conveniência, para logo descartá-los, como sempre fez e sempre fará. Para os magnatas bilionários de mídias oligopolizadas, servidores públicos do Judiciário são apenas seus capatazes ou capitães do mato, porque tais bilionários são inquilinos da ponta da pirâmide social — a casa grande —, a dona do establishment e a proprietário do dinheiro. Eles não se misturam com "seus" empregados de circunstâncias políticas e ideológicas, pois somente estão a fim de concretizar seus interesses empresariais. A resumir: mandar na República e a impor sua agenda à Nação, sem ter um único voto. Ponto.

E tem mais. Carlos Fernando é contraditório em suas ações, porque avalizador dos dois pesos e duas medidas quando se trata de investigar, denunciar e pedir punições ao juiz de primeira instância da Operação Lava Jato, Sérgio Moro, do PSDB do Paraná. Quando se trata do PT, Carlos Fernando ruge como um tigre, mas quando as acusações e provas comprovam o envolvimento dos inimputáveis do PSDB, o "intocável" procurador mia como um gato. Não sei por que, mas que é estranho não restam dúvidas. Deverasmente.

Carlos Fernando foi acusado de barrar o repasse de dossiê de correntistas que fraudaram o sistema financeiro brasileiro, a partir da filial do banco paranaense em Foz do Iguaçu, onde sua esposa, Vera Lúcia, trabalhava no Departamento de Abertura de Contas do Banestado daquela cidade. O procurador foi acusado também de manter engavetado o dossiê do Banestado desde 1998, um documento bastante detalhado e onde constam 107 pessoas que são acusadas de ilegalmente remeter dólares pela agência de Nova York.

Um escárnio difícil de ser engolido, quando se observa a atuação do procurador Carlos Fernando na Lava Jato, quando se sabe que a rapaziada corrupta do Lava Jato se refestelou com dinheiro criminoso e ainda ganhou de prêmio a impunidade, como ocorre, agora, com o doleiro e delator de estimação de Moro e Carlos Fernando, o inimputável tucano Alberto Youssef. O servidor ainda, de acordo com denúncias, esforçou-se para que o escritório da Procuradoria Distrital de Manhattan não tornasse público a documentação da quebra de sigilo de inúmeras contas correntes de brasileiros, que estavam a cometer crimes contra o sistema financeiro do Brasil.

Além disso, necessário se faz ressaltar que Vera Lúcia, esposa do procurador, trabalhou em dois dos principais locais onde funcionava a "lavanderia" do Banestado, sendo que Carlos Fernando, quando foi chamado a falar na CPI do Banestado, em 2003, negou, peremptoriamente, que tivesse algum parente a trabalhar no banco estatal do Paraná.

Carlos Fernando mentiu em uma CPI. E o que aconteceu? A CPI e o escândalo do Banestado acabaram em pizza. Esses acontecimentos são públicos e notórios, mas o que chama a atenção é que esses togados e meganhas da Lava Jato tem lado, partido, ideologia e são terrivelmente seletivos e injustos. Não sei como eles terão a ousadia de prender o Lula, se o Lula não cometeu crimes. Será histórico e cada qual responderá no presente e no futuro por suas responsabilidades e arbítrios perante a história e a sociedade brasileira no presente.

Agora, o procurador Carlos Fernando está a injuriar, a caluniar e a difamar o ex-presidente Lula de forma sistemática e violenta. Ele não liga mais para nada, a não ser que seus desejos, à margem dos autos do processo, sejam atendidos. Os advogados de Lula recorreram ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), pois o objetivo é fazer que o servidor agressivo e desrespeitoso guarde para si suas preferências políticas, partidárias e ideológicas e não banque os delegados aecistas, que no ano eleitoral de 2014 xingavam violentamente o Lula e a Dilma, sendo que depois tiveram de engolir goela abaixo os malfeitos inúmeros e variados de quem eles apoiavam, o senador tucano e megadelatado Aécio Neves. Nada como um dia após o outro... Quem manda ser meganha reacionário e despolitizado?!

Carlos Fernando tem recorrentemente atacado a honra e a imagem de Lula, como se fosse um direito seu. Como se ele fosse o dono da verdade e da realidade, de tal modo que se torne onipresente, onisciente e onipotente, como se fosse um deus. A resumir: como se a vida de Lula estivesse sob o jugo de seu bel-prazer, de suas vontades e desejos. Durma-se com um barulho desse. E o que ele faz? Desrespeita aquele que já está há três anos a sofrer pressões, opressões e violências contra sua cidadania, ao ponto de perder sua esposa, dona Marisa Letícia. Se este País fosse sério, Carlos Fernando há muito tempo, bem como o juiz Sérgio Mor estariam, no mínimo, afastados de suas funções e cargos para o bem do serviço público.

Além do mais, quando juízes e procuradores se mentem em política e tomam partido, partidos serão seus atos e ações, pois, irremediavelmente, escolheram lado. Se escolhem lado, que aguentem o rojão da luta política, tanto na esfera partidária quanto no âmbito da imprensa, no caso a imprensa combativa, online, de esquerda, a que combate diuturnamente o status quo e não permite que a grande imprensa, porta-voz da casa grande, fale sozinha e imponha sem luta a sua versão dos fatos e das realidades. De forma alguma.

Não há trégua quando o embate político e partidário engloba também setores do Judiciário, a exemplo da Lava Jato e do STF, bem como do MPF. Se o Carlos Fernando, ou seja quem for, quer utilizar seu ofício como arma política, politicamente ele será enfrentado e terá de aceitar, porque resolveu por livre arbítrio abrir mão dos autos para tornar seu pensamento político e partidário públicos.

A luta da esquerda, que mais uma vez neste País de terceiro mundo foi alvo de golpe de estado praticado pela direita, é fazer com que o Lula seja candidato, não por ser seu direito como cidadão, mas, sobretudo, porque o político trabalhista e socialista não cometeu crimes, como comprovam os três anos de canina perseguição por parte de togados. E nada vezes nada! Lula não roubou, e Carlos Fernando e seu grupo político do powerpoint leviano e mentiroso sabem disso. Carlos Fernando é um procurador de direita, ideológico, seletivo e odeia o Lula e o PT, mas as provas concretas são contra as lideranças do PSDB. É isso aí.

Davis Sena Filho
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