6 de jun de 2017

Verdades e mentiras sobre o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE


Nas próximas horas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai julgar a ação movida pelo PSDB contra a chapa presidencial Dilma Rousseff-Michel Temer, vencedora do pleito de 2014. Veja abaixo o que é verdade e o que é mentira sobre esse processo e seus possíveis desfechos.

“Dilma e Temer vão depor”

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que a Lei Complementar 64/1990, que rege casos como este, não prevê coleta de depoimentos pessoais dos réus. Na jurisprudência do tribunal também não há “previsão legal quanto à obrigatoriedade” de depoimentos de candidatos eleitos para cargos do Executivo. Assim sendo, no caso Dilma-Temer, foram ouvidas as testemunhas e os advogados.No julgamento, que começa na noite de 6 de junho, haverá a apresentação do relatório final e, em seguida, cada parte terá 15 minutos para argumentação. Primeiro falará o advogado do PSDB, de acusação. Depois, a defesa de Dilma. Por último, a de Temer. O Ministério Público terá o mesmo tempo para apresentar suas alegações.



“Ao menos um dos ministros do TSE aparece na delação da JBS”

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O ministro Napoleão Nunes foi citado pelo delator Francisco Assis e Silva, executivo da JBS, em sua delação. À Procuradoria-Geral da República, Assis disse que o ex-advogado do frigorífico, Willer Tomaz, preso na operação Patmos, tinha lhe contado sobre uma solicitação de interferência feita a Napoleão por conta de uma decisão contrária a José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado Celulose, no âmbito da Operação Greenfield. Ainda de acordo com Assis,Willer Tomaz teria dito que o pedido havia sido atendido por Napoleão.

Tomaz, segundo Assis: “Olha, a decisão contra o Zé Carlos estava pronta segunda-feira. Eu consegui reverter. Pedi para o ministro Napoleão interferir. Ele interferiu e vai me dizer alguma coisa nos próximos dias”

Assis: Pera aí, custou quanto?

Tomaz, segundo Assis: ‘Calma, está muito ansioso, depois eu te informo’

O ministro Napoleão Nunes nega.



“O TSE tem dois ministros novos”

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Admar Gonzaga Neto e Tarcisio Vieira de Carvalho Neto substituíram, respectivamente, os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio nas vagas de advocacia do Tribunal Superior Eleitoral. O TSE é composto por três membros do Supremo Tribunal Federal (STF), dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados, que são nomeados pelo presidente da República.

Gonzaga fica no cargo até 27 de abril de 2019 e, Vieira, até 9 de maio do mesmo ano. Ambos são membros do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade) e professores do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), faculdade privada que tem Gilmar Mendes, ministro do Supremo e atual presidente da Corte, como sócio fundador.

O currículo de Gonzaga mostra que ele foi o advogado responsável pela criação do Partido Social Democrático (PSD), delegado nacional e assessor jurídico do antigo Partido Progressista Brasileiro (PPB), atual Partido Progressista (PP), além do antigo Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM).

Vieira é diretor do Instituto de Direito Administrativo do Distrito Federal (IDADF) e membro da Comissão Especial de Direito Eleitoral, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Foi chefe da assessoria jurídica da Presidência da República no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.



“Os advogados de Dilma pediram ampliação de prazo”

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O julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE foi suspenso no dia 4 de abril. A fase de instrução ou de produção de provas estava concluída, e o ministro Herman Benjamin apresentaria o relatório. Mas os defensores de Dilma Rousseff pediram mais prazo para que o TSE ouvisse outra testemunha: o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O Ministério Público Eleitoral então também solicitou que fossem ouvidos os depoimentos dos publicitários Mônica Moura, André e João Santana. A Corte acolheu os pedidos. Confira aqui o histórico do processo.



“Os dois caminhos pra eleição direta: cassação da chapa e a votação da PEC de Miro Teixeira”

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Se o TSE cassar a chapa presidencial eleita em 2014, o artigo 80 da Constituição determina que o cargo seja ocupado por um presidente interino segundo a seguinte linha sucessória: o presidente da Câmara dos Deputados, que hoje é Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do Senado Federal, que agora é Eunício Oliveira (PMDB-CE); e, por último o presidente do Supremo Tribunal Federal, cargo ocupado pela ministra Carmen Lúcia hoje em dia.

Em seguida, o presidente interino deve fazer o que está expresso no artigo 81. Se a vacância do cargo de presidente ocorrer nos dois primeiros anos de mandato, tem-se o prazo de 90 dias para convocação de eleições diretas. Se for nos últimos dois anos, cabe ao Congresso eleger indiretamente, no prazo de 30 dias, o novo governante. Esta seria a opção atual.

Desse modo, o único jeito de um eventual substituto de Temer ser escolhido pela população de forma direta antes do pleito de 2018 seria por meio da aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). E há duas em tramitação.

Juristas como Daniel Sarmento, professor de Direito Constitucional da UERJ, Luiz Flávio Gomes, doutor em Direito Penal, e Marlon Reis, advogado eleitoral e um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, avaliam, no entanto, que, no caso de cassação da chapa Dilma-Temer, todo o pleito do Executivo federal seria anulado. Essa opinião está embasada no artigo 224 do Código Eleitoral. Ele fixa que devem ser convocadas novas eleições diretas em até 40 dias, a menos que a cassação ocorra nos últimos seis meses de mandato. Se esse entendimento prevalecesse, não seria necessário fazer uma PEC para substituir o atual presidente.



“A PEC das Diretas prevê nova votação para todos os cargos federais”

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A PEC 227/2016, de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), diz respeito apenas à disputa presidencial. Pela norma proposta e em trâmite na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara, as eleições indiretas para escolha de um substituto do presidente da República só seriam feitas quando a vacância ocorrer nos últimos seis meses de mandato – não mais em dois anos. Esta PEC ainda garante a ida às urnas mesmo em caso de renúncia, impeachment ou condenação do presidente pelo Supremo Tribunal Federal, cenários que, atualmente, levariam ao pleito indireto, pelo Congresso.

Há uma segunda PEC semelhante tramitando no Congresso. Ela é de autoria do senador Reguffe (sem partido-DF) e foi aprovada por unanimidade na Comissão de Constituição de Justiça do Senado na última quarta-feira. Nesse texto, a proposta é que haja eleições diretas até um ano antes do término do mandato presidencial – e não seis meses. O texto terá que passar por dois turnos no plenário do Senado e, se aprovado, seguirá para a Câmara.

No Lupa
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Frente Ampla Nacional por "Diretas Já" é lançada com apoio de amplos setores sociais


Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já

O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria e os direitos trabalhistas, as políticas publicas além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.

As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.

Assinam:

Frente Brasil Popular – FBP
Frente Povo Sem Medo – FPSM
Centra Única dos Trabalhadores – CUT
Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG
Associação das Mulheres Brasileira - AMB
Associação Nacional de Pós Graduandos - ANPG
Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho – ANAMATRA
Brigadas Populares
Central dos Movimentos Populares - CMP
Central dos Sindicatos Brasileiros - CSB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Central Pública
Centro de Atendimento Multiprofissional - CAMP
Coletivo Quem Luta Educa/MG
Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB - CBJP
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio - CNTC
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE
Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos - CNTM
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG
Conferência dos Religiosos do Brasil - CRB
Conselho Federal de Economia - CONFECON
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC
FASE Nacional
Fora do Eixo / Mídia Ninja
Fórum de Lutas 29 de abril/PR
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Frente de Juristas pela Democracia
Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
Central Intersindical - INTERSINDICAL
Juntos
Koinonia
Levante Popular da Juventude
Marcha Mundial das Mulheres - MMM
Movimento Camponês Popular - MCP
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST
Movimento Humanos Direitos - MHUD
Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia - MNCCD
Movimento pela Soberania Popular na Mineração - MAM
Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS
Partido Comunista do Brasil – PCdoB
Partido dos Trabalhadores – PT
Partido Socialismo e Liberdade – PSOL
Partido Socialista Brasileiro – PSB
Pastoral Popular Luterana
Rede Ecumênica da Juventude - REJU
Rua Juventude Anticapitalista - RUA
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo
União Brasileira de Mulheres - UBM
União da Juventude Socialista – UJS
União Geral dos Trabalhadores – UGT
União Nacional dos Estudantes - UNE
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Se Temer não contar quem é o “Edgar”, basta perguntar a Rocha Loures, que o conhece bem

Cadê o Edgar?
Como todo filme de máfia, a derrocada do governo Temer é cheia de facínoras conhecidos e outros misteriosos.

A Polícia Federal quer saber de Michel quem é um tal “Edgar”.

Está lá na pergunta número 47 das 82 enviadas a Michel:

“Vossa Excelência tem alguém chamado ‘Edgar’ no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade?”

Continua: “Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém”.

O advogado de Temer, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, já avisou que seu cliente não vai responder a todas as questões.

Se não responder, é sinal de culpa. Se responder e mentir, está lascado. Mariz pediu mais tempo para ver se sai da sinuca de bico.

As especulações começaram. Edgar é Marcela, disse alguém no Twitter.

Ele vai aparecer mais cedo ou mais tarde, como outros paus mandados do círculo temerista.

Se Temer não contar, o homem da mala conta.

Nos grampos da operação Patmos, Edgar aparece nas negociações entre o lobista Ricardo Saud, da JBS, e Rodrigo Rocha Loures.

Eles discutem uma entrega de dinheiro no estacionamento da escola Germinare, “projeto social” do grupo J&F.

O dinheiro poderia ir em caixas de isopor, como se Loures estivesse “buscando carne”.

RICARDO: Deixa eu te contar…tô te contando isso por quê? Tem um estacionamento da escola

RODRIGO: Ah, tem um estacionamento da escola?

RICARDO: Da escola, eu passo muito ali entendeu? O estacionamento lá tem quatro mil carros, você me apresenta o Edgar.

RODRIGO: Entendi

RICARDO: Ricardo, tá chegando aí e tal..

RODRIGO: ….além de você, quem?

RICARDO: Não, ninguém. Aí é meio….ou eu o Joesley só. Sabe por quê?

RODRIGO: ininteligível

RICARDO: Se só tiver três, fodeu..Eu acho, aí…

RODRIGO: Você acha melhor?

RICARDO: Eu acho que você não nota nem nada. Aí o cara tem um carro blindado, é um cara experiente, acabou…e lá dentro é muito seguro, não tem nada, entra pela Escola, não entra pela JBS não, dá a volta entra pela Escola, vou lá falar com o Professor Ricardo. Eu sou professor lá mesmo.

(…)

Num outro trecho, ele reaparece, juntamente com um certo Celso — Antônio Celso Grecco, amigão de Temer, sócio da Rodrimar, que foi alvo de busca e apreensão na Patmos.

RODRIGO: Lá tem um amigo… o Celso é muito amigo dele

RICARDO: É? Ele é muito amigo do presidente, do nosso presidente…

RODRIGO: Ele é.

RICARDO: E o Presidente confia nele a esse ponto?

RODRIGO: ininteligível…

RICARDO: Sério? Eu gosto daquele Celso sabia?

RODRIGO: Gente fina

RICARDO: Muito… e a vida inteira ele foi Michel, viu? Hora nenhuma ele bandeou pro lado da Dilma…

RODRIGO: Inclusive….

RICARDO: Por que o cara não vem aqui? Ele é um cara firme, não sei o tamanho da confiança… Pode ué

RODRIGO: Então vamos fazer o seguinte…eu vou…ininteligível…com o Edgar. Se o Edgar ….tem duas opções: o Edgar ou o teu xará.

RICARDO: Pra mim é mais confortável com o Edgar

RODRIGO: Você não conhece e ele também não te conhece

RICARDO: O problema é o seguinte, a gente já fez muito negócio lá com o Ricardo e com o Celso…bom se é da confiança do chefe, não tem problema nenhum…

RODRIGO: não, não, vocês que têm que resolver, porque, na realidade…você não tá confortável, você diz que não tá confortável e ponto.

Edgar, Edgar, é melhor você aparecer agora antes que a turma te encontre. Vai por mim.

Kiko Nogueira
No DCM
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Lula amplia vantagem na disputa presidencial, aponta pesquisa CUT/Vox

Aécio tem 0% de intenção de votos e os tucanos FHC e Alckmin patinam em 1%

Foto Ricardo Stuckert
Pesquisa feita pela CUT/Vox Populi entre os dias 2 e 4 de junho mostra que o ex-presidente Lula continua imbatível e bateria todos os candidatos a presidente em 2018. Já o senador Aécio Neves (PSDB-MG) que, inconformado por ter sido derrotado por Dilma Rousseff (PT-RS) nas eleições de 2014, liderou um golpe contra o Brasil e os brasileiros em parceria com o então vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), ambos denunciados por corrupção, está politicamente liquidado, aparece com 0% de intenção de voto.

O governo do golpista Temer, aprovado por apenas 3% dos brasileiros, é considerado culpado pelo desemprego que atinge mais de 14,5 milhões de trabalhadores e pela recessão que atinge especialmente a classe trabalhadora e os mais pobres.

Para 52% dos entrevistados pela CUT/Vox Populi, a vida piorou com Temer na presidência; 38% dizem que nada mudou e apenas 9%, que melhorou. A renda dos trabalhadores também sofreu um baque com Temer. 56% dizem que a renda diminuiu, 39% que não mudou, 4% que aumentou e 1% não soube ou não quis responder.

Lula tem mais de 50% das intenções de votos

A solução para a maioria dos brasileiros é Lula. Se a eleição fosse hoje, Lula venceria o segundo turno do pleito com 52% das intenções de votos se o candidato tucano fosse Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que ficaria em segundo lugar, com 11% dos votos. Se o PSDB resolver apostar no discurso do novo ou da gestão marqueteira, Lula teria 51% dos votos no segundo turno e o prefeito João Doria, 13%. Lula também ganharia de Marina Silva (Rede) por 50% a 15%. Contra Marina Silva (Rede), Lula teria 50% e ela 15%. Se o candidato for o Aécio, Lula sobe para 53% e Aécio teria 5%.

Intenção de voto espontânea

Lula também é imbatível nas consultas espontâneas sobre intenções de voto, quando o entrevistador não mostra nenhum nome na cartela.

O levantamento CUT/Vox Populi, aponta que 40% dos brasileiros votariam em Lula se a eleição fosse hoje - em abril o percentual era de 36%. Em segundo lugar, bem distante, vem Jair Bolsonaro (PSC) com 8% das intenções de voto – tinha 6% em abril. Já Marina Silva (Rede) e o juiz Sérgio Moro empatam em 2%.

Embolados em 5º lugar, com apenas 1% das intenções de voto aparecem Ciro Gomes (PDT), Joaquim Barbosa (sem partido), João Doria (PSDB), Fernando Henrique (PSDB) e Geraldo Alckmin (PSDB). Aécio Neves (PSDB) tem desidratou e surge com 0% de intenção de voto – em abril, antes da divulgação do grampo da JBS que envolve o senador em crime de pedido de propina, ele ainda tinha 3% das intenções de voto.

Se o candidato do PSDB for Alckmin ou Doria, Lula sobe para 45%. No cenário com Alckmin, o governador de São Paulo empata com Ciro em 4%, Bolsonaro sobe para 13% e Marina cai para 8%. Se a disputa for entre Lula e Doria, Bolsonaro cai para 12%, Marina sobe para 9%, Ciro para 5% e Doria atinge apenas 4% das intenções de voto.

Lula cresce 

A pesquisa consolida a ascensão de Lula como favorito para o próximo pleito. No voto espontâneo, o ex-presidente tinha 31%, em dezembro, 36%, em abril, e agora atinge a marca dos 40%. Já num hipotético segundo turno contra Alckmin, a vantagem foi de 45% da preferência dos votos, em dezembro, para 51%, em abril, e agora 52%.

Lula é igualmente o preferido por idade, escolaridade, renda e gênero

Tem 48% das intenções de votos entre os jovens, 44% entre os adultos e o mesmo percentual (44%) entre os maduros. Quanto a escolaridade, 55% dos eleitores com ensino fundamental votam Lula, 40% ensino médio e 29% ensino superior. Quando separados por renda, o cenário se repete: votam em Lula 58% dos que ganham até 2 salários mínimo, 41% dos que ganham entre 2 e 5 mínimos e 27% dos que ganham mais de 5 salários mínimos.

A pesquisa CUT/Vox foi realizada em 118 municípios do Brasil de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior. Foram entrevistadas 2000 pessoas com mais de 16 anos.

A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.





Marize Muniz
No CUT
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Alckmin esnoba Temer: “quem disse que sou contra o desembarque” ?


O governador Geraldo Alckmin vai mostrando que tucano profissional sabe o poder do muro.

Ontem, mandou o prefeito João Doria de menino de recados acalmar a rebelião das bases do tucanato, que queria abandonar o governo Temer, marcando o prefeito como “temerista”.

Hoje, à imprensa, saiu pelo outro lado:

“Quem disse que eu sou contra o desembarque? Se você pegar as minhas declarações lá atrás eu disse que o partido deveria apoiar o governo, as medidas de interesse para o país, sem necessariamente participar com ministro”.

Portanto, deixa aberta a porta para pedir a saída dos ministros tucanos do governo e, com isso, puxar o tapete de temer e chamar a si o comando do PSDB.

A vingança de Alckmin não é um prato frio, é uma refeição que ele pôs no freezer há anos.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Nem morta, santa!

O presidente impostor Michel Temer mandou seus cambonos – presidente do Senado Eunício de Oliveira e a revista Veja – avisarem o populacho de que só será arrancado do poder morto. Fala isso como se já não fosse um zumbi a vagar pelo terceiro andar do Palácio do Planalto.

O sujeito dado a ênclises e mesóclises também tem fascínio por colocações melodramáticas do tipo: “Não vou sair. Não vou renunciar. Vou recorrer até o fim. Se quiserem que eu saia, têm que me matar”. Bravatas deste quilate já foram proferidas por outros mandatários em apuros. Estão aí o Collor e o Renan Calheiros que não nos deixam mentir.

A grande mídia golpista, assim como o PSDB e os demais partidos da base aliada do atual governo bucaneiro resolveram depositar todas suas fichas no que irá decidir o Tribunal Superior Eleitoral – TSE -, nesta terça-feira (06/06). Acovardados transferiram para o tribunal a responsabilidade de se encontrar uma solução para a mixórdia em que se meteram e empurraram o País.

As ruas e as pesquisas de opinião roncam, a todos os pulmões, por eleições diretas já. A camarilha que ocupa a Câmara e o Senado Federal fazem ouvidos moucos. Continuam dando sustentação para o morto-vivo Temer continuar operando não só no escurinho das garagens do Palácio Jaburu, mas também nos bastidores das principais cortes da justiça brasileira. E, para isso, o seu outro cambono, Gilmar Mendes, não tem poupado esforços.

O principal avalista do peralta Aécio Neves que um dia sonhou em ser presidente da República, o “soba do tucanato” Fernando Henrique Cardoso, anda como era de se esperar, hesitante. Não sabe se pula da “pinguela de Temer” agora, ou se aguarda uma decisão adversa do TSE. Ficar em cima do muro está no DNA do PSDB. Nada, pois, com que se admirar, o PSDB sempre foi um “vacilão”.

Seja qual for a decisão do Tribunal Eleitoral, nesta terça (06/06), o País permanecerá atolado num mundo de incertezas. Se perder, Temer e sua camarilha já avisaram que irão recorrer até onde a procrastinação e as chicanes aguentarem. Se ganhar, sai fortalecido para enfrentar um possível processo de impeachment no Congresso que dificilmente será concluído até 2018.

Há, porém, a possibilidade de ministros do TSE afastarem este “cálice de fel” da frente deles, na sessão da noite desta terça-feira (06/06) ou na de quarta-feira, quando o caso prosseguirá. Um eventual pedido de vistas – individual ou mesmo coletivo – poderá jogar a decisão para o segundo semestre quando, espera-se, Temer já terá sido denunciado junto ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Nas inúmeras reuniões realizadas no eixo Brasília-São Paulo, no último fim de semana, a turminha de Temer chegou a conclusão que mesmo que o “homem da mala”, Rodrigo Rocha Loures, já tenha aberto o bico feito um rouxinol para o pessoal da Polícia Federal, o “estrago é contornável”. Nem mesmo depoimentos tipo “marca de batom na cueca” que Loures venha a fazer serão suficientes para tombar seu chefe. “Procrastinar” nos tribunais e no Congresso virou palavra de ordem.

O curioso – e revoltante – é que em nenhum destes cenários o interesse nacional foi levado em consideração. Todos – inclusive FHC – estão preocupados única e exclusivamente em salvar suas próprias peles. Sabem que a convocação de eleições diretas imediatamente poderá calcinar suas pretensões políticas para sempre.

Embora silencioso, o povo (leia-se eleitores) está enojado com tudo isso. Já deu para perceber que a Nação atolou numa das mais graves crises institucionais-políticas-econômicas de toda a sua história. As urnas poderão apeá-los do poder e mandar boa parte deles para a cadeia.

Este é o dilema enfrentado pelo Brasil: ou continua se submetendo aos interesses de um bando de ladravazes ou vai para as ruas e vira uma das mais tristes páginas da história desta República.

Arnaldo César é jornalista e colaborador do Blog.
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Uma tristeza


O impeachment de Dilma foi “justificado” formalmente por irregularidades menores (as pedaladas), e, informalmente, pelos protestos nas ruas, comandados por organizações de direita, contra a corrupção na qual se envolvera não a presidente mas o PT. O impeachment foi pedido por Aécio Neves no dia seguinte à derrota eleitoral, e agora pesam sobre ele acusações muito mais graves. E serviu de alavanca para o golpe patrocinado por políticos oportunistas do PMDB, mas só se consumou graças ao apoio liberalismo financeiro-rentista representado politicamente pelo PSDB. Por que a fúria rentista, se o PT no governo não mudou o regime liberal de política econômica instalado no Brasil a partir de 1990? Apenas porque o partido fazia uma opção preferencial pelos pobres?

A direita brincou de aprendiz de feiticeiro às custas do povo brasileiro. Agora está claro que Temer está profundamente envolvido na corrupção. Seu elogio a Rodrigo Rocha Loures Filho, dizendo que ele é uma pessoa de boa índole e não delatará, é uma confissão. Amanhã começa seu julgamento pelo TSE. A questão formal é saber se a chapa Dilma-Temer se beneficiou de dinheiro sujo. Não há dúvida que isto ocorreu, mas este está longe de ser o maior pecado de Temer. Não resta aos juízes do TSE alternativa senão cassar seu mandato.

Cassar Temer tornou-se uma questão moral. A desmoralização a que foi levado o Brasil por políticos e empresários corruptos é impressionante e exige que alguma coisa se faça. Ao mesmo tempo, desde 2014, o PIB per capita caiu 11%. Cassado ou não Temer, o país continuará em crise econômica, política e moral. A coalizão de classes financeiro-rentista continuará dominante, o regime liberal de política econômica continuará em vigor, e Brasil continuará a ficar para trás. Uma tristeza.

Luiz Carlos Bresser-Pereira
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Temer não terá a ajuda de Moro para anular as perguntas da PF


A corda aperta cada vez mais o pescoço de Michel Temer; o conspirador está cercado por todos os lados. Será difícil a ele, e também ao seu bando, resistir no cargo para se livrar da prisão.

Avançou no STF a investigação de Temer pelos vários crimes revelados: [1] obstrução de justiça, [2] corrupção, [3] prevaricação e organização criminosa.

No STF Edson Fachin aceitou a denúncia de Rodrigo Janot e autorizou a PF a colher depoimento de Temer sobre o conteúdo da conversa noturna e clandestina que manteve com o dono da JBS, Joesley Batista, no Palácio do Jaburu, a residência oficial.

Diga-se de passagem, Temer é a primeira autoridade máxima do Brasil a ser flagrada roubando e, por isso, submetida a tal vexame investigativo. Uma vergonha mundial.

Nunca antes, em toda a história do país – desde os os monarcas no período do Império, passando pelos ditadores e presidentes, em todo o período republicano – um agrupamento político exibiu tais traços de banditismo como o “governo de ladrões” [“cleptocracia”, em grego] de Michel Temer.

A PF preparou 84 perguntas para Temer. Desta vez, contudo, ele não poderá contar com a ajuda do juiz Sérgio Moro que, assim como Gilmar Mendes, é o melhor amigo-juiz que ele poderia ter.

Como o melhor advogado de defesa do Temer, por exemplo, em novembro de 2016 Sérgio Moro livrou Temer de responder 21 perguntas incômodas das 41 que Eduardo Cunha questionava-o sobre João Henriques e José Yunes, dois personagens centrais dos esquemas de propinas da camarilha.

Com exceção da renúncia do Temer, um gesto que teria efeitos instantâneos e benéficos para o país, todos os demais caminhos para o afastamento do usurpador demandarão ritos e tempos enormes, incompatíveis com a urgência requerida para o Brasil sair do caos no qual os golpistas o meteram.

Caso Temer relute em renunciar, é necessário um consenso nacional para pôr fim a esta verdadeira excrescência que empurra cada vez mais o Brasil para o precipício.

O PSDB, que foi agente ativo do golpe, segue sendo a principal fonte de sustentação do Temer, e será cobrado com juros por esta que já é a maior tragédia da história brasileira.

A única saída capaz de estabilizar o país é Fora Temer e Eleições Gerais Já.

Jeferson Miola
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Ministro do TSE citado pela JBS disse que salvará Temer e pedirá vistas se ele estiver perdendo o julgamento


O ministro Napoleão Nunes Maia Filho, 71, é a aposta do governo para abrir caminho à absolvição de Michel Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou adiar o julgamento que será retomado nesta terça (6).

Nos bastidores, o magistrado mostrou disposição tanto para pedir vista, o que daria mais tempo ao peemedebista, quanto para votar contra a cassação chapa Dilma-Temer. Publicamente, ele não se manifesta.

As informações são de reportagem de Bela Megale e Camila Mattoso na Folha de S.Paulo.

"Se seguir esse roteiro, ele vai rivalizar no julgamento com Herman Benjamin, relator do processo e primeiro a votar –provavelmente pela cassação. Maia Filho vota logo em seguida.

Essa não será a primeira vez que Herman Benjamin e Maia Filho estarão em lados opostos. Colegas de STJ (Superior Tribunal de Justiça), os ministros já protagonizaram alguns dos embates mais calorosos da corte.

Em dezembro do ano passado, Maia Filho chegou a chamar Herman de "zumbi" na sessão que discutia a massa falida da Vasp. Herman disse que eles estavam "tratando de esqueletos que drenam o dinheiro do Estado, são verdadeiros zumbis". Maia Filho reagiu: "O zumbi aqui é Vossa Excelência".

Maia Filho participará do julgamento em meio à citação de seu nome na delação premiada da JBS –a mesma que colocou Temer na corda bamba política.

O delator Francisco Silva contou a procuradores ter conversado com Willer Tomaz, advogado preso na operação Patmos, sobre a suposta interferência do ministro do STJ em favor da empresa. Maia Filho nega.

É graças à PEC da Bengala que ele está até hoje na corte. A proposta virou lei em 2015, mudando a idade de aposentadoria compulsória dos ministros de 70 para 75 anos, meses antes de Maia Filho ter que se aposentar. Com 24,4 mil processos, é hoje o dono do maior acervo do STJ."

No Esquerda Valente
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A realidade paralela dos políticos brasileiros


Quando foi perguntado sobre sua experiência na área da segurança pública, o novo ministro da Justiça de Temer disse que ela se limitava ao fato de ter sido assaltado. Para dar aquela incrementada no currículo, afirmou também ser sobrinho de duas senhoras que já foram vítimas da violência urbana. Essa declaração dada sem nenhum constrangimento mostra que Torquato Jardim vive numa realidade paralela e, portanto, está em sintonia com o quadro atual da democracia brasileira.

Com essas credenciais, Torquato passa a ocupar a vaga deixada por Serraglio que, não sabemos se já foi assaltado, mas é integrante de um grupo político com vasta experiência em assaltar os cofres públicos. Diferente de Torquato, Serraglio não teve carreira de destaque na área jurídica – muito menos na política – e a única coisa que o credenciava ao cargo era o fato de ser homem forte de Cunha que, segundo Renan Calheiros, “manda no governo Temer de dentro da prisão”.

Temer resolveu tirar Serraglio do cargo justamente na semana em que foram publicadas conversas de Aécio criticando a fraqueza do ex-ministro, a quem chamou de “um bosta do caralho” por não conseguir domar a Lava Jato. Para evitar que Serraglio voltasse para a Câmara e fizesse com que seu suplente Rocha Loures (PMDB-PR), o Homem da Mala, perdesse o foro privilegiado, Temer tentou empurrá-lo para o Ministério da Transparência. Mas, por algum motivo ainda desconhecido, a manobra não foi bem sucedida. Serraglio negou o convite e reassumiu seu mandato na Câmara. Agora, Loures – o homem que Temer considera ser “da sua mais estrita confiança” – foi preso e pode virar o mais novo delator da praça. E tudo o que Temer não precisava agora é de outro amigo “falastrão”.

Como se nada estivesse acontecendo, o presidente ilegítimo foi a São Paulo para se reunir com empresários, grandes investidores nacionais e estrangeiros. Diferentemente das reuniões clandestinas que costuma ter com empresários na calada da noite, o jantar aconteceu às claras no Hotel Hyatt. Temer sequer lembrou da crise política e, segundo o Valor, ninguém ali estava interessado nela mesmo:

“Convidados ouvidos pelo Valor disseram que, para a maioria, saber das perspectivas de continuidade das reformas foi mais importante do que eventuais informações sobre as denúncias que envolvem Temer”

Não importa que as pesquisas indiquem que a grande maioria da população seja contra as reformas e deseje a convocação de eleições diretas. Temer tomou o poder com apoio maciço da FIESP e do mercado e é para eles que irá prestar contas. Um presidente de uma empresa estrangeira chegou a bater o martelo: “Se o governo conseguir aprovar a reforma trabalhista, ninguém mais tira ele da Presidência. Porque tudo o que se quer é que as reformas sejam aprovadas”.

Quem também estava despreocupado com o lamaçal na qual Temer está mergulhado era o nosso ilustríssimo prefeito João Doria Jr. Ele, que se mostrou revoltado com a corrupção logo após a divulgação dos áudios da delação da JBS que complicam Temer, não parecia nem um pouco preocupado e fez o que faz de melhor: intermediar a relação entre governo e empresários.

“Temer mostrou-se interessado em ouvir os empresários após seu discurso de cerca de 15 minutos. O prefeito de São Paulo, João Doria, decidiu, então, assumir, o papel de “mestre de cerimônias” e provocar os empresários a falar. ‘Puxa a fila e fala sobre isso’, disse Doria a um executivo que tentava elogiar o trabalho da equipe econômica.”

Enquanto trata moradores em situação de rua como lixo a ser varrido e multiplica as cracolândias pela capital paulista, o homem que diz representar o novo na política busca estreitar os laços entre o empresariado/mercado e o governo das velhas raposas da politicagem. Apostando na desgraça da classe política, Doria vai se apresentar nas eleições de 2018 como um cidadão revoltado com a corrupção, apesar de continuar sendo um bajulador de empresários e de políticos corruptos.

No último dia 17, Doria foi a Nova York receber da Câmara do Comércio Brasil-EUA o prêmio de Personalidade do Ano. O Homem da Mala atravessou o oceano para prestigiar a pataquada do seu aliado político, enquanto pipocavam as denúncias contra ele no Brasil. Loures é amigo de Doria e sempre foi habitué dos eventos promovidos pela empresa de lobby do prefeito.

O Homem da Mala abraça João Doria Jr em evento da Lide.
Foto: Reprodução/Facebook Rodrigo Rocha Loures
Também vivendo uma vida louca numa realidade paralela, Michel Temer apareceu no Twitter, como se nada estivesse acontecendo, para fazer um anúncio histórico à nação:

Com o crescimento de 1% do PIB no primeiro trimestre em relação ao último do ano passado, Temer quer passar a ideia de que finalmente colocou a economia nos trilhos. O crescimento foi mascarado pela agropecuária, que teve um crescimento de 13% graças à safra recorde de grãos. Diferentemente do ano passado, em 2017 o clima ajudou e a produção de milho e soja teve a maior alta dos últimos 20 anos – o que não irá se repetir nos próximos trimestres.

O presidente comemora o “fim da recessão” fingindo não saber que o consumo das famílias continua caindo e o desemprego aumentando. Ou seja, o país está perdendo de 7 a 1 e ele está gritando “É TETRAAAA!” Aécio é outro que segue convicto numa realidade paralela. Enquanto diversos áudios de suas conversas nada republicanas são divulgados, o mineiro aparece nas redes trabalhando normalmente.


Nem parece que seus parentes foram presos e ele só não está na cadeia porque ainda desfruta de foro privilegiado.

Mas Aécio tem ido além. Em uma das conversas interceptadas, o senador usou as expressões “motoqueiros malucos” e “passeio de moto”. A conversa é claramente cifrada e nem o tucano mais fanático acreditaria que o assunto principal é moto. Para a PGR e a PF, os “motoqueiros malucos” são os delatores, enquanto “passeio de moto” significa delação. Mas o mineirinho tem apostado firme na realidade paralela e enviou para STF quatro fotos que provariam que aquela foi apenas uma conversa entre amigos motociclistas.


Então ficamos assim: todo brasileiro tem currículo para ser ministro da Justiça. Doria não tem nada a ver com a velha política. O Brasil saiu da recessão. E Aécio não rouba, só faz motocross.

João Filho
No Intercept
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Edgar? Que Edgar, Temer? As pegadinhas da PF com Temer


O questionário enviado por Michel Temer pela Polícia Federal está cheio de misteriosas “pegadinhas”. Perguntas das quais, fica evidente, já se sabe a resposta e são “cascas de banana” para ver se ele escorrega:

“Vossa Excelência tem alguém chamado “Edgar” no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém. “

Joesley Batista afirmou que desde a assunção de Vossa Excelência como Presidente da República, vinha mantendo contatos com o ministro Geddel Vieira Lima. Vossa Excelência tinha conhecimento desses encontros? A que se destinavam?

O empresário referiu também que vinha ‘falando’ com o ministro Eliseu Padilha. Vossa Excelência tinha conhecimento desses contatos?

Vossa Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a Presidência da República.

Além do caso, convenientemente minimizado.do “alinhamento” entre a JBS e o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o resto do questionário é cheio de situações que parecem ser já de conhecimento da Polícia.

Na modesta avaliação do blogueiro aqui, a primeira pergunta que Michel Temer terá de responder é a de se devolverá o questionário em branco, o que pode fazer, diante de estar naquela situação de preso de filme americano, na hora em que é detido: “você tem o direito de ficar calado, mas tudo o que disser poderá e será usado contra você”.

Inclusive o Edgar, que não é o Allan Poe, o dos contos de mistério e horror.

PS: A PF comete um ato falho, cheio de realidade. Na pergunta de número 77, chama a CVM, Comissão de Valores Mobiliários (negociados em bolsas) de Comissão de Valores Milionários:

77. Joesley Batista mencionou também que o Presidente da Comissão de Valores Milionários (CVM) estava por ser “trocado” e que se tratava de “lugar fundamental”. Vossa Excelência, então, orientou o empresário para que falasse com “ele. A quem Vossa Excelência se referiu?

Como diria o Ancelmo Góes, de O Globo: “É, pode ser”.

Fernando Brito
No Tijolaço
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As 82 perguntas da PF a Temer

MT não irá dar todas as respostas, diz advogado


O Traíra MT tem até as 16:30 de hoje (terça-feira, 06/06) para responder as 82 perguntas enviadas ao Planalto pela Polícia Federal. A lista compõe o inquérito no qual ele é investigado no Supremo Tribunal Federal.

Temer não tem obrigação de responder a todas as perguntas, de acordo com o ministro Edson Fachin. Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado do MT, já afirmou que o presidente (sic) não irá responder as perguntas referentes à gravação de Joesley Batista no Palácio do Jaburu, ou questões que considere "de caráter puramente pessoal". Temer também não dará respostas sobre fatos anteriores ao atual mandato.

Ontem, o gabinete da presidência havia afirmado ter recebido 84 perguntas, mas a lista da PF tem 82 pontos.

Leia abaixo a lista com os questionamentos:

Bloco 1

1. Qual a relação de Vossa Excelência com Rodrigo da Rocha Loures?

2. Desde quando o conhece? Já o teve como componente de sua equipe de trabalho? Quais os cargos ocupados por ele, diretamente vinculados aos de Vosssa Excelência?

3. Rodrigo da Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?

4. Vossa Excelência confirma ter realizado contribuição financeira à campanha de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, no valor de R$ 200.650,30? Quais os motivos dessa doação?

5. Vossa Excelência realizou contribuições a outros candidatos nessa mesma eleição? Se a resposta for afirmativa, discriminar beneficiários e valores.

6. Vossa Excelência gravou um vídeo de apoio à candidtaura de Rodrigo da Rocha Loures à Câmara dos Deputados em 2014. Fez algo semelhante em prol de outro candidato? Quais?

7. Rodrigo da Rocha Loures, mesmo após ter assumido vaga na Câmara dos Deputados, manteve relação próxima com Vossa Excelência e com o Gabinelte Presidencial?

8. Vossa Excelência confirma ter estado com Joesley Batista, presidente do Grupo J&F Investimentos S/A em 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu, em Brasília, conforme referido por ele em depoimento de fls. 42/51 dos autos do Inquérito nº 4483?

9. Qual o objeto do encontro e quem o solicitou a Vossa Excelência?

10. Rodrigo da Rocha Loures teve prévio conhecimento da realização desse encontro?

11. Por qual motivo a reunião em questão não estava inserida nos compromisso oficiais de Vossa Excelência?

12. Vossa Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a Presidência da República.

13. Vossa Excelência já havia encontrado Joesley Batista fora da agenda oficial? Quando, onde e qual o propósito do(s) encontro(s)?

14. Em pronunciamento público acerca do ocorrido, Vossa Excelência mencionou que considerava Joesley Batista um “conhecido falastrão”. Qual o motivo, então, para tê-lo recebido em sua residência, em horário, prima facie, não usual, em compromisso extraoficial e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às instalações do Palácio do Jaburu (segundo as declarações do próprio Joesley Batista)?

15. Vossa Excelência aventou a possibilidade de realizar viagem a Nova York, no período de 13 a 17 de maio de 2017? Rodrigo da Rocha Loures chegou a comentar com Vossa Excelência sobre o interesse de Joesley Batista de encontra-lo na sede da JBS, naquela cidade?

16. Vossa Excelência sabe se o ex-ministro Geddel Vieira Lima mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

17. Vossa Excelência tem conhecimento se o Ministro Eliseu Padilha mantinha encontros ou contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls. 42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?

18. No mesmo depoimento de fls. 42/51, Joesley Batista disse ter informado Vossa Excelência, no encontro, sobre a cessação de pagamentos de propina a Eduardo Cunha e da manutenção de mensalidades destinadas a Lúcio Bolonha Funaro, ao que Vossa Excelência teria sugerido o prosseguimento dessa prática. Em seguida, o empresário afirmou "que sempre recebeu sinais claros de que era importante manter financeiramente ambos e as famílias, inicialmente por GEDDEL VIEIRA LIMA e depois por MICHEL TEMER para que eles ficassem 'calmos' e não falassem em colaboração premiada". Vossa Excelência confirma ter recebido de Joesley Batista, na conversa havida no Palácio do Jaburu, a informação de que ele estaria prestando suporte financeiro às famílias de Lúcio Funaro e de Eduardo Cunha, como forma de mantê-los em silêncio? Em caso de resposta negativa, esclareceu a Joesley Batista, na ocasião, que não tinha qualquer receio de eventual acordo de colaboração de Lúcio Funaro ou de Eduardo Cunha?

19. Existe algum fato objetivo que envolva a pessoa de Vossa Excelência e seja passível de ser revelado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou Eduardo Cunha, em eventual acordo de colaboração?

20. Vossa Excelência sabe de algum fato objetivo que envolva o ex-ministro GEDDEL VIEIRA LIMA e que possa ser mencionado em acordo de colaboração premiada que eventualmente venha a ser firmado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou por Eduardo Cunha?

21. Vossa Excelência conhece LÚCIO BOLONHA FUNARO? Que tipo de relação mantém ou manteve com ele? Já realizou algum negócio jurídico com LÚCIO BOLONHA FUNARO ou com empresa controladas por ele? Quais?

22. LÚCIO BOLONHA FUNARO já atuou na arrecadação de fundos a campanhas eleitorais promovidas por vossa Excelência ou ao PMDB quanto Vossa Excelência estava à frente da sigla? Se sim, especificar a(s) campanha(s).

23. Joesley Batista também aduziu no depoimento de fls. 42/51 que Vossa Excelência se dispôs a "ajudar" Eduardo Cunha no Supremo Tribunal Federal, através de dois Ministros que lá atuam? Vossa Excelência confirma isso? Se sim, de que forma prestaria tal ajuda? Quais eram esses dois Ministros?

24. Joesley Batista afirma, no depoimento de fls 42/51, que RODRIGO ROCHA LOURES foi indicado por Vossa Excelência, em substituição a GEDDEL VIEIRA LIMA, como interlocutor ao Grupo J&F Investimentos S/A. Vossa Excelência confirma tê-lo indicado para tal função? Se sim, quais temas estavam compreendidos nessa interlocução?

25. Vossa Excelência já indicou RODRIGO DA ROCHA LOURES para atuar como interlocutor do Governo Federal em alguma questão?

26. Vossa Excelência sabe se RODRIGO DA ROCHA LOURES efetivamente reuniu-se com Joesley Batista, aós o encontro mantido entre Vossa Excelência e esse empresário, no Palácio do Jaburu? Se sim, qual a finalidade do encontro?

27. Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência algum assunto tratado com Joesley Batista? Quais?

28. Vossa Excelência esteve com Rodrigo da Rocha Loures após a conversa mantida com Joesley Batista, em 7 de março de 2017? Se sim, aponte, com a máxima precisão possíveol, quando e onde se deram tais encontros.

29. Recorda-se de Joesley Batista, na conversa mantida com Vossa Excelência no Palácio do Jaburu, ter feito comentários acerca do comando do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), assim como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Receita Federal do Brasil? Qual o interesse manifestado pelo empresário acerca desses órgãos?

30. Vossa Excelência teve ciência, através de Rodrigo da Rocha Loures, do interesse do Grupo J&F Investimentos S?A em questão submetida ao CADE, envolvendo o setor de energia? Quais informações foram levadas a Vossa Excelência?

31. Vossa Excelência determinou a Rodrigo da Rocha Loures que interviesse junto ao CADE no sentido de atender a interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

32. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação jornalística) de encontros mantidos entre Rodrigo da Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor do grupo J&F Investimentos S/A? Se sim, soube do encontro antecipadamente? Qual a pauta dessas reuniões?

33. Vossa Excelência compareceu à inauguração da Casa Japão, em São Paulo, em 30 de abril de 2017. Rodrigo da Rocha Loures viajou com Vossa Excelência no avião presidencial? Se sim, Rodrigo da Rocha Loures reportou a Vossa Excelência , durante a viagem, detalhes dos encontros que tivera com Ricardo Saud, executivo do Grupo J&F Investimento S/A, naquela mesma semana? Se sim, em que termos foi o relato?

34. Vossa Excelência soube que Ricardo Saud, em encontros realizados em 24 e 28 de abril de 2017, expôs a Rodrigo da Rocha Loures, em detalhes, um “esquema” envolvendo o pagamento de vantagens indevidas decorrente da suposta intervenção do então parlamentar junto ao Cade, em prol dos interesses do Grupo J&F Investimentos S/A?

35. Em caso de resposta negativa, o que tem a dizer acerca desse episódio, mesmo que dele tenha tomado conhecimento somente por sua veiculação na imprensa?

36. Rodrigo da Rocha Loures chegou a levar ao conhecimento de Vossa Excelência a disponibilidade do grupo J&F Investimentos S/A em fazer pagamentos semanais que girariam entre R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), por conta da resolução da questão que estava em trâmite no Cade?

37. Vossa Excelência soube, também por Rodrigo da Rocha Loures, que tais pagamentos semanais estavam garantidos até dezembro do corrente ano e, a depender da extensão do contrato firmado entre empresa do Grupo J&F Investimentos e a Petrobras, poderiam se prolongar por até vinte e cinco anos?

38. Caso não tenha tomado conhecimento, Vossa Excelência acredita que Rodrigo da Rocha Loures possa ter participado de tais tratativas com o Grupo J&F Investimentos S/A com intuito de obter exclusivamente para si as quantias que, na hipótese da mencionada dilação contratual, chegariam pelo menos à casa dos R$ 600.000.000,00 (seiscentos milhões de reais)?

39. Vossa Excelência tomou conhecimento (antes da divulgação na imprensa) do recebimento, por Rodrigo da Rocha Loures, de R$ 500.000,00 (quinhentos mil erais) do Grupo J&F Investimentos S/A, em São Paulo, em 28 de abril de 2017? O que tem a dizer sobre tal fato (ainda que tenha tomado conhecimento do mesmo pela imprensa)?

40. Após a divulgação desses fatos pela imprensa, que demonstraram a participação inequívoca de Rodrigo da Rocha Loures em conduta aparentemente criminosa, Vossa Excelência manteve algum contato com ele, seja diretamente, seja por interpostas pessoas? Se sim, por qual meio e qual finalidade do contrato?

41. Ricardo Saud, em depoimento prestado na Procuradoria-Geral da República, conforme vídeo já amplamente divulgado, afirmou que tratou com Rodrigo da Rocha Loures sobre os repasses semanais já mencionados, mas ressaltou, categoricamente, que o dinheiro era direcionado a Vossa Excelência. O que Vossa Excelência tem a dizer a respeito?

42. Vossa Excelência considera a hipótese de Rodrigo da Rocha Loures ter usado o nome de Vossa Excelência para obter valores espúrios do grupo J&F Investimentos S/A?

43. Vossa Excelência conhece Ricardo Saud? Qual a relação que mantém com ele?

44. Vossa Excelência já esteve com Ricardo Saud em alguma ocasião? Onde e qual o motivo do encontro?

45. Já solicitou ou recebeu algum valor através de Ricardo Saud, pretexto de contribuição de campanha?

46. Vossa Excelência, em campanhas eleitorais nas quais foi candidato, recebeu alguma contribuição financeira de empresas pertencentes ao Grupo J&F Investimentos S/A? Discriminar as campanhas, os valores, quem os solicitou e como foram encaminhados (se via diretórios ou diretamente)

47. Vossa Excelência tem alguém chamado "Edgar" no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade? Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém.

48. Vossa Excelência conhece Antônio Celso Grecco, proprietário do Grupo Rodrimar, de Santos/SP? Qual relação mantém com ele?

49. Vossa Excelência já recebeu alguma contribuição financeira para fins eleitorais de ANTÔNIO CELSO GRECCO, da empresa RODRIMAR ou de alguma outra empresa a ela vinculada? Quando e qual o valor?

50. Vossa Excelência recebeu alguma reivindicação dessa empresa, ou de outra igualmente atuante no segmento de portos, relacionada à questão do "pré-93"? Se sim, em que termos?

51. Vossa Excelência tem conhecimento se RODRIGO DA ROCHA LOURES recebeu alguma reivindicação da RODRIMAR ou de outra empresa igualmente atuante no segmento de portos, relacionada a esse tema?

52. RODRIGO DA ROCHA LOURES chegou a demonstrar a Vossa Excelência interesse pela questão do "pré-93"?

53. Rodrigo Rocha Loures tem alguma relação com empresas do setor portuário?

54. Vossa Excelência tem relação de proximidade com empresários atuantes no segmento portuário, especialmente de Santos/SP?

55. Vossa Excelência conhece Ricardo Mesquita, vinculado à Rodrimar? Que relação mantém com tal pessoa?

56. Rodrigo da Rocha Loures mencionou a Vossa Excelência o fato de ter encontrado Ricardo Mesquita no mesmo dia (e local) em que esteve reunido Ricardo Saud? Se sim, qual o propósito do encontro com Ricardo Mesquita?

57. Vossa Excelência conhece João Batista Lima Filho, coronel inativo da Polícia Militar de São Paulo? Qual relação mantém com ele?

58. João Batista Lima Filho já teve alguma atuação em campanha eleitoral promovida por Vossa Excelência? Qual a fundação desempenhada por ele?

59. João Batista Lima Filho já atuou na arrecadação de valores a eventual campanha política de Vossa Excelência ou ao PMDB de São Paulo?

Bloco 2

60. Joesley Batista afirmou que desde a assunção de Vossa Excelência como Presidente da República, vinha mantendo contatos com o ministro Geddel Vieira Lima. Vossa Excelência tinha conhecimento desses encontros? A que se destinavam?

61. O empresário referiu também que vinha ‘falando’ com o ministro Eliseu Padilha. Vossa Excelência tinha conhecimento desses contatos?

62. Quando Joesley Batista perguntou como estava a relação de Vossa Excelência com o ex-deputado Eduardo Cunha, Vossa Excelência menciono “o Eduardo resolveu me fustigar”, aludindo, em seguida, a questionamentos que ele havia proposto ao juiz Sérgio Moro, em seu interrogatório realizado na 13ª Vara Federal, em Curitiba/PR. Imediatamente, Joesley Batista, referiu que havia “zerado as pendências” (presumivelmente em relação a Eduardo Cunha) e que perdera o contato com Geddel, “o único companheiro dele”, não mais podendo encontra-lo, ao que Vossa Excelência fez o comentário “é complicado”. A quais pendências se referiu Josley Batista?

63. Geddel Vieira Lima efetivamente mantinha relação próxima a Eduardo Cunha?

64. Vossa Excelência via algum inconveniente na realização de encontros entre Joesley Batista e Geddel Vieira Lima? Qual o motivo de ter classificado a situação exposta como "complicada"?

65. Em seguida, Joesley Batista, em outros termos, mencionou que investigações envolvendo Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima haviam tangenciado o Grupo J&F Investimentos S/A, afirmando, com conotação de prevenção, que estava “de bem com o Eduardo”, ao que Vossa Excelência interveio com a colocação “tem que manter isso, viu?”, tendo o empresário complementado dizendo “todo mês”.

66. Explique o contexto em que se deram essas colocações, esclarecendo, sobretudo, o sentido da orientação final de Vossa Excelência, nos termos "tem que manter isso".

67. Uma das interpretações possíveis a essa passagem do diálogo é de que Joesley Batista, ao afirmar que "estava de bem", tenha se referido a pagamentos mensais que vinha efetuando a Eduardo Cunha com o propósito de não se ver implicado em eventuais revelações que pudessem partir do ex-parlamentar. Vossa Excelência sequer considerou essa hipótese?

68. Vossa Excelência tem conhecimento de alguma ilegalidade cometida por Eduardo Cunha? Quais?

69. Avançando no diálogo, Joesley Batista ao mencionar a sua condição de investigado, afirmou "aqui, eu dei conta, de um aldo, do juiz, dar uma segurada... do outro lado, um juiz substituto", ao que Vossa Excelência complementou: "que tá segundao, os dois...", o que foi confirmado por Joesley "segurando, os dois". Logo em seguida, o empresário adicionou a informação "consegui um procurador dentro da força-tarefa", "que tá me dando informação"; Adiante, o empresário complementa que estava agindo (sem explica como) para trocar um Procurador da República que estava "atrás dele", fazendo menção, ao que o contexto indica, à atuação de um membro do Ministério Público Federal em alguma investigação. Vossa Excelência, inclusive, se certifica indagando "o que tá em cima de você?", o que é confirmado pelo empresário. Vossa Excelência percebeu alguma ilicitude nas informações que lhe estavam sendo transmitidas por Joesley Batista?

70. Ao fazer o breve comentário "segurando, os dois", Vossa Excelência aparenta compreender a alusão do empresário à suposta intervenção que estaria exercendo na atuação de dois magistrados com atuação em investigações instauradas em seu desfavor (de Joesley Batista). O que tem a dizer sobre isso? Caso tenha feito interpretação diversa, a exponha.

71. Se, no entando, Vossa Excelência confira ter entendido, naquele momento, o imediato sentido que emana das expressões usadas pelo empresárioo, explique o porquê de não ter advertido Joesley Batista quanto à gravidade daquela revelação, e também, por qual razão não levou ao conhecimento de autoridades a ilícita ingerência na prestação jurisdicional e na atuação do Ministério público que lhe fora narrada por Joesley Batista?

72. Mais à frente, em contexto diverso, Joesley Batista aparentemente procurou estabelecer (ou restabelecer) um canal de contato com Vossa Excelência: “queria falar como é que é, para falar contigo, qual melhor maneira? Porque eu vinha através do Geddel, eu não vou lhe incomodar, evidentemente”. Vossa Excelência confirma ter mencionado Rodrigo de Rocha Loures nesse momento?

73. Qual função ele deveria efetivamente exercer?

74. Joesley Batista já conhecia Rodrigo Rocha Loures?

75. No tocante à menções feitas pelo empresário à nomeação de presidente do Conselho Administrativo de Defesa econômica (CADE), Vossa Excelência sugeriu a Joesley Batista que procurasse o novo Presidente do CADE para ter uma “conversa franca” com ele? Qual o exato significado dessa orientação?

76. Vossa Excelência, naquele momento, tinha conhecimento de algum interesse específico de Joesley no âmbito do CADE?

77. Joesley Batista mencionou também que o Presidente da Comissão de Valores Milionários (CVM) estava por ser “trocado” e que se tratava de “lugar fundamental”. Vossa excelência, então, orientou o empresário para que falasse com “ele. A quem Vossa Excelência se referiu?

78. Qual a legitimidade de Joesley Batista para interceder (ou tentar, ao menos) na nomeação do novo presidente da CVM?

79. Em seguida, Joesley Batista referiu a importância de um “alinhamento” com o ministro Henrique Meirelles, ao que Vossa Excelência manifestou concordância. Qual o sentido da expressão “alinhamento”?

80. Vossa Excelência autorizou que Joesley Batista apresentasse pontos de interesse ao Ministro Henrique Meirelles? Quais? Vossa Excelência tem conhecimento se isso realmente ocorreu?

81. Joesley Batista também mencionou determinada operação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que tinha dado certo, sendo que Vossa Excelência manifestou ter conhecimento do tema, mencionando, inclusive, que havia falado com “ela” a respeito. Qual importância referida pelo empresário?

82. A pessoa aludida por Vossa Excelência no contexto é Maria Silvia Bastos Marques, ex-Presidente do BNDES? O que solicitou a ela?

No CAf
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Cana de Henriquinho põe algemas em MT

Quando Henriquinho falar quem vai em cana é o angorá

Da fAlha:

Polícia Federal prende ex-ministro Henrique Eduardo Alves

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (6) o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e é um desdobramento das delações da Odebrecht.

Há também mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no Paraná por decisão do juiz Sergio Moro desde outubro do ano passado.

Henrique Eduardo Alves, que sempre fez parte do núcleo de confiança de Temer, pediu demissão em junho de 2016, após ser citado em delações.

O ex-ministro foi o terceiro a deixar o governo interino de Temer, apenas em 34 dias de gestão. Antes dele, foram demitidos Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), após o vazamento de gravações em que ambos criticaram a operação Lava Jato.

O secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, também foi preso na operação.

(...) A investigação se baseia em provas da Lava Jato que apontam que Alves e Cunha receberam suborno na construção da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa do Mundo.

De acordo com a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público, houve sobrepreço de R$ 77 milhões no valor da obras, com favorecimento de duas grandes construtoras.

(...) Os alvos responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. (...)

No CAf
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