18 de mai. de 2017

A queda de Temer - Luis Nassif entrevista Avritzer


Nassif entrevista o cientista político e coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG, Leonardo Avritzer, sobre possível queda de Temer, e como delação da JBS poderá reconfigurar as cenas de crise política.

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“Não o deixem só”. Ministros rotos defendem Temer esfarrapado. Assista


Quer uma medida do tamanho do desastre que levou Michel Temer para a UTI, em estado desesperador?

Ontem, numa operação que lembra aquele “não me deixem só” de Fernando Collor dias antes do impeachment, o pré-defunto presidencial mandou seu ministros gravarem vídeos de apoio ao “inapoiável”.

E logo quem: os sujíssimos Moreira Franco, o Angorá, e Eliseu Padilha, o Primo.Ah, sim, e o ex, agora senador, Jucá, o Caju, o inominável.

Foi também na enxurrada o tucano Antonio Imbassahy, a simbolizar a cova em que se meteu o PSDB, com sua adesão sabuja ao golpismo de Temer.

O outro devastado, Aécio Neves, despareceu.

Neste momento, um chaveiro arromba a porta de seu apartamento.

Viramos uma república policial.



Fernando Brito
No Tijolaço
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Veja diálogos em que Aécio trama anistia ao caixa 2 e obstrução à Lava Jato com Joesley

Tucano diz, ainda, que as dez medidas propostas pelo Ministério Público são uma "merda" e que é preciso colocar um ministro da Justiça para trocar os delegados.


Dentre as gravações realizadas por Joesley Batista, dono da JBS que fechou acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República, estão conversas com o senador afastado Aécio Neves (PSDB) sobre tentativas de barrar a Operação Lava Jato e anistiar o caixa dois no Congresso.

O diálogo está transcrito na decisão do ministro do STF Edson Fachin, obtida pelo BuzzFeed Brasil, que afastou Aécio do Senado e decretou as prisões preventivas da irmã dele, Andréa Neves, e de seu primo Frederico Pacheco de Medeiros — responsável por receber propina em nome dele.

Leia os diálogos abaixo.

Aécio — Esses vazamentos, essa porra toda, é uma ilegalidade.

Joesley — Não vai parar com essa merda?

Aécio — Cara, nós tamos vendo (...) Primeiro temos dois caras frágeis pra caralho nessa história é o Eunício [Oliveira, presidente do Senado] e o Rodrigo [Maia, presidente da Câmara], o Rodrigo especialmente também, tinha que dar uma apertada nele que nós tamos vendo o texto (...) na terça-feira.

Joesley — Texto do quê?

Aécio — Não... São duas coisas, primeiro cortar o pra trás (...) de quem doa e de quem recebeu.

Joesley — E de quem recebeu.

Aécio — Tudo. Acabar com tudo esses crimes de falsidade ideológica, papapá, que é que na, na, na mão [dupla], texto pronto nãnã. O Eunício afirmando que tá com colhão pra votar, nós tamo (sic). Porque o negócio agora não dá para ser mais na surdina, tem que ser o seguinte: todo mundo assinar, o PSDB vai assinar, o PT vai assinar, o PMDB vai assinar, tá montada. A ideia é votar na... Porque o Rodrigo devolveu aquela tal das Dez Medidas, a gente vai votar naquelas dez... Naquela merda das Dez Medidas toda essa porra. O que eu tô sentindo? Trabalhando nisso igual um louco.

Joesley — Lógico.

Aécio — O Rodrigo enquanto não chega nele essa merda direto, né?

Joesley — Todo mundo fica com essa. Não...

Aécio — E, meio de lado, não, meio de leve, meio de raspão, né, não vou morrer. O cara, cê tinha que mandar um, um, cê tem ajudado esses caras pra caralho, tinha que mandar um recado pro Rodrigo, alguém seu, tem que votar essa merda de qualquer maneira, assustar um pouco, eu tô assustando ele, entendeu? Se falar coisa sua aí... forte. Não que isso? Resolvido isso tem que entrar no abuso de autoridade... O que esse Congresso tem que fazer. Agora tá uma zona por quê? O Eunício não é o Renan.

Joesley — Já andaram batendo no Eunício aí, né? Já andaram batendo nas coisas do Eunício, negócio da empresa dele, não sei o quê.

Aécio — Ontem até... Eu voltei com o Michel ontem, só eu e o Michel, pra saber também se o cara vai bancar, entendeu? Diz que banca, porque tem que sancionar essa merda, imagina bota cara.

Joesley — E aí ele chega lá e amarela.

Aécio — Aí o povo vai pra rua e ele amarela. Apesar que a turma no torno dele, o Moreira [Franco], esse povo, o próprio [Eliseu] Padilha não vai deixar escapulir. Então chegando finalmente a porra do texto, tá na mão do Eunício.

(...)

Ministro da Justiça é "um bosta de um caralho", diz Aécio.

Joesley — Esse é bom?

Aécio — Tá na cadeira (...). O ministro é um bosta de um caralho, que não dá um alô, peba, está passando mal de saúde pede pra sair. Michel tá doido. Veio só eu e ele ontem de São Paulo, mandou um cara lá no Osmar Serraglio, porque ele errou de novo de nomear essa porra desse (...). Porque aí mexia na PF. O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João.

Joesley — Pro João.

Aécio — É. O Aécio vai pro Zé (...)

[Vozes intercaladas]

Aécio — Tem que tirar esse cara.

Joesley — É, pô. Esse cara já era. Tá doido.

Aécio — E o motivo igual a esse?

Joesley — Claro. Criou o clima.

Aécio — É ele próprio já estava até preparado para sair.

Joesley — Claro. Criou o clima.

Em nota, Aécio se disse vítima. Diz o senador:

"O senador Aécio Neves lamenta profundamente versões que têm sido divulgadas sobre o caso e, com serenidade e firmeza, vai demonstrar a correção de suas ações e de seus familiares, e a farsa de que foi vítima, montada pelo delator de forma premeditada e criminosa, induzindo as conversas para alcançar seus objetivos de obter os benefícios da delação".

Filipe Coutinho | Alexandre Aragão
No BuzzFeed
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A gravação de Joesley Batista com Temer


Áudio foi entregue por empresário ao Ministério Público no acordo de delação. Antes da divulgação, Temer fez pronunciamento no qual disse que não renuncia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou no fim da tarde desta quinta-feira (18) à Presidência da República uma das gravações que integram a delação premiada da JBS. No início da noite, o conteúdo também foi liberado para a imprensa.



Transcrição (a partir de 11min)

Joesley Batista: Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato.

Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele, eu não tenho nada a ver com a defesa dele. Eu não fiz nada [inaudível].

Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. O único companheiro dele que está aqui, porque o Geddel sempre estava [inaudível] Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel eu perdi o contato, porque ele está investigado e eu não posso encontrar ele. [...] O que que eu mais [...] O negócio dos vazamentos, [inaudível] Eu to lá me defendendo. Como é que eu, o que eu mais ou menos consegui fazer até agora. Eu estou de bem com o Eduardo...

Temer: Tem que manter isso, viu...

Joesley: Todo mês, também, eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado, assim, no processo [inaudível]...

Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...

Temer: Está segurando os dois...

Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui dentro da força tarefa que também tá me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim....
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Alô Michel, Fudeu!!!




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Nassif: O fim do governo Temer


As delações da JBS contra o presidente Michel Temer e o senador do PSDB-MG, Aécio Neves, foi um dado fora das previsões. Os rumores de que a Rede Globo deu a denúncia após uma articulação que decidiu derrugar Temer são fracos. Não houve, absolutamente planejamento.

As razões que levaram os donos da JBS, os irmãos Joesley e Wesley Batista, a fazer a denúncia foi a preservação da empresa, exigindo uma ação rápida junto à procuradoria e à justiça dos Estados Unidos.


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Procurador preso pela PF idealizou 10 Medidas contra... a corrupção

Quá, quá, quá!



O procurador da República Ângelo Goulart Vilela, que atua no TSE, foi preso na manhã desta quinta-feira (18) pela Polícia Federal. Em discurso no Congresso Nacional, ao defender as 10 Medidas Contra a Corrupção, ele saudou como “amigo” o também procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato.

Em discurso ocorrido em junho de 2016, Vilela defendeu que as mudanças no sistema eleitoral são fundamentais no combate à corrupção. O procurador disse à época que era preciso aprovar a responsabilização de partidos políticos e criminalização do Caixa 2.

“Tenho certeza que essas medidas simples contribuem não só no aprimoramento do combate à corrupção, mas na nossa democracia representativa”, afirmara um dos idealizados das 10 Medidas Contra a Corrupção.

Villela foi preso pelo envolvimento com a operação Greenfield – que apura fraudes em fundos públicos de pensão e favorecimento a uma empresa de celulose controlada pelo conglomerado J&F, que também abarca o frigorífico JBS.

Prisão do procurador é pedagógica

A prisão do procurador da República Ângelo Goulart Vilela, um dos autores do projeto das 10 Medidas Contra a Corrupção, é pedagógica porque desnuda uma proposta inócua para o país. Deixa claro que a nação carece mais do que falsos profetas, que necessita de um projeto de desenvolvimento para gerar emprego e renda para o povo brasileiro.

10 Medidas foi jogada de marketing

A campanha pelas 10 medidas anticorrupção foi concebida pela agência de propaganda OpusMúltipla, de Curitiba, segundo denúncia do senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Em dezembro de 2016, o ministro do STF Gilmar Mendes também disparou: “Com todo o respeito, precisamos olhar com atenção também os projetos de iniciativa popular. Hoje, frequento muito São Paulo e aprendi que quem contrata o Sindicato dos Camelôs, em uma semana, consegue 300 mil assinaturas. Portanto, não vamos canonizar iniciativas populares”.

Assista ao vídeo com o discurso de Vilela na Câmara:



No CAf
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Temer nega renúncia e mergulha Brasil no caos


Rejeitado por 92% dos brasileiros, antes de ser flagrado cometendo crimes em série, Michel Temer nega a renúncia, pedida até pelos aliados, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Já se sabe que ele avalizou a compra do silêncio de Eduardo Cunha, a venda de cargos públicos em troca de propina e o vazamento da taxa de juros do Banco Central.

Três ministros, Bruno Araújo, Raul Jungmann e Roberto Freire, já pediram demissão.

Investigado pela PGR, Temer não renuncia para tentar manter o foro privilegiado.

Nas próximas horas, deve ser divulgado o áudio em que ele discute com Joesley Batista, da JBS, a compra do silêncio de Cunha.

Sem grandeza para renunciar, Temer prolonga a crise e mergulha o Brasil no abismo.

Pela primeira vez, o Brasil tem um "presidente" que, além de golpista, foi pego cometendo diversos crimes em flagrante.
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Acaboouuu



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Joesley delatou sem estar preso!


A mãe de todas as delações - a delação que acabou com o Golpe - foi espontânea. Joesley Batista não precisou passar por condução coercitiva nem por uma prisão temporária.

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O alvo final é Lula

http://www.maurosantayana.com/2017/05/o-alvo-final-e-lula.html


Aqueles que estão soltando foguetes que nos desculpem, mas não nos colocamos entre os que comemoram, efusivamente, as últimas notícias.

Moralmente e por uma questão de princípios, em defesa da democracia, quem está contra os casuísmos e arbitrariedades jurídico-investigativas da Operação Lava Jato no caso de Lula, tem que se manter contra eles também quando atingem o campo adversário.

Até mesmo porque partem, e fazem parte da estratégia, de quem tem apenas um interesse: o seu próprio lado.

Não vemos como solução para o país um impeachment de Temer, a ser conduzido pela figura nefasta da Janaína Paschoal, que já defende essa hipótese para aparecer nos jornais, nem a convocação de eleições indiretas para a Presidência da República para as quais a mídia já especula, significativamente, citando o nome de Sérgio Moro, se "magistrado poderá ser candidato".

Isso, em um processo a ser conduzido por um congresso majoritariamente golpista, em grande parte também investigado por uma operação cuja autoridade máxima é o próprio "chefe" da República de Curitiba.

A ideia de uma nova campanha pelas Diretas Já é correta, do ponto de vista da lógica democrática.

Mas se formos objetivos e pragmáticos, considerando a atual situação política, retira tempo precioso da oposição, que poderia ser utilizado, caso as eleições se fizessem normalmente em 2018, para que Lula se recuperasse e refizesse - aproveitando a crescente impopularidade do governo Temer e denunciando e esclarecendo as mentiras de que tem sido alvo - sua relação com a opinião pública e seu caminho para a Presidência da República.

Uma eleição agora, mesmo que direta, pode jogar o poder no colo de Jair Bolsonaro, apoiado pela sensação de caos institucional, pela condição de não estar sendo processado pela Lava Jato, e, caso chegue ao segundo turno, como as pesquisas indicam, por uma aliança que abrangeria da extrema-direita a setores mais oportunistas do próprio PMDB e do PSDB, passando pelo "centro" fisiológico dos partidos nanicos conservadores, unida pelo objetivo comum de evitar, a qualquer custo, que o PT e sua "jararaca" voltem à Presidência da República.

Finalmente, a leitura mais correta é de que os principais alvos das mais recentes manobras da "justiça" não sejam nem Temer nem Aécio, por mais implacáveis que sejam, contra ele, os juízes e procuradores.

As acusações contra os dois foram forjadas - já que se tratam claramente de arapucas propositadamente montadas - como forma de abrir caminho, definitivamente, para a condenação de Lula.

A percepção da população de que a Justiça e o Ministério Público estavam sendo totalmente seletivos e parciais no trato dos gregos com relação aos troianos vinha crescendo a olhos vistos nas últimas semanas, e aumentava, na mesma proporção, a popularidade e as intenções de voto do ex-presidente da República, especialmente depois de seu depoimento em Curitiba e da absurda proibição de funcionamento do seu instituto.

Com as acusações contra Temer e Aécio, o anti-petismo entrega duas torres para capturar e eliminar o Rei que odeia e persegue, sem êxito, há tanto tempo.

A partir de agora, ninguém pode mais dizer que a Operação Lava Jato só atinge o PT, enquanto afaga seus adversários.


E Lula poderá então, ser condenado "exemplarmente" por Moro, aproveitando-se o caos político que tomará conta do país nas próximas semanas, sendo definitivamente impedido de voltar por via eleitoral ao Palácio do Planalto, tanto agora, em eventuais "Diretas Já", como em 2018.
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Ato falho


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Em vídeo, senador Zezé Perrella diz que nunca recebeu dinheiro da JBS

Perrella é acusado de ter recebido e depositado em conta própria a propina pedida pelo senador Aécio a JBS


O senador Zezé Perrella (PMDB/MG) disse, por meio de vídeo em sua conta oficial no Twitter, que "nunca recebeu, de forma oficial ou extraoficial, um real sequer" da JBS. "Nunca falei com Joesley Batista, dono da Friboi, não conheço ninguém desse grupo." E completou: "Estou absolutamente tranquilo."



Perrella é acusado na delação de Joesley Batista de ter recebido a propina pedida pelo senador Aécio Neves (PSDB/MG), que teria sido recebida pelo assessor parlamentar de Perrella, Mendherson Souza Lima, e posteriormente o valor teria sido depositado na conta de uma das empresas do senador do PMDB.

Perrella confirma no vídeo que Mendherson é seu assessor: "O assessor citado na matéria do jornal "O Globo" que informou sobre a delação realmente é meu assessor parlamentar e amigo pessoal do Fred Pacheco que é primo do senador Aécio. Eu espero que todas as pessoas citadas tenham oportunidade de esclarecer sua participação."

O senador do PMDB também disse que o sigilo das suas empresas citadas estão à disposição da Justiça, o que, segundo ele, vai comprovar que ele não tem participação na história delatada por Joesley Batista. "Nunca estive na Lava Jato e nunca estarei."

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Dilma (Gustavo Mendes) fala sobre Temer


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Aécio, presidente nacional do PSDB, e líder do golpe, não é mais senador


O presidente nacional d PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), não é mais senador.

O líder do golpe que destituiu Dilma Rousseff foi afastado do cargo pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin.

O pedido de afastamento foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e acolhido por Fachin.

Aécio foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, pedindo R$ 2 milhões em propina.

Longe do Senado e sem o foro privilegiado do cargo, Aécio pode destino semelhante ao do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e ter seu caso remetido para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Com isso, a decisão por uma eventual prisão do mineiro estaria nas mãos de Moro.

Fachin leva ao plenário do STF prisão de Aécio

O ex-senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado do mandato nesta madrugada, pode ser preso ainda hoje.

Isso porque o procurador-geral Rodrigo Janot pediu a prisão de Aécio ao relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin.

O ministro decidiu afastar Aécio do mandato e levará o pedido de prisão ao plenário da corte, numa sessão que ocorrer ainda nesta quinta-feira.

Aécio liderou o golpe parlamentar que destruiu a economia brasileira, arrasou a imagem internacional do Brasil e deixou milhões de desempregados.

Na ação controlada da Polícia Federal, ele foi flagrado pedindo propina de R$ 2 milhões em propina à JBS, prometendo, em troca, uma diretoria da Vale (saiba mais aqui).

O dinheiro foi entregue à família Perrela, dona do Helicoca, um helicóptero apreendido com 500 quilos de cocaína, caso que agora poderá ser esclarecido.

PF faz busca e apreensão na casa de Aécio Neves

Policiais federais cumprem na manhã desta quinta-feira mandado de busca e apreensão em um apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro, em um desdobramento da operação Lava Jato, segundo a TV Globo.

Imagens da emissora mostraram agentes da PF entrando em um prédio de frente para a praia de Ipanema onde o senador, que também é o presidente do PSDB, tem um apartamento, segundo a Globo.

Carros da Polícia Federal também foram vistos chegando ao Congresso Nacional nesta manhã, acrescentou.

A operação, um desdobramento da Lava Jato, foi deflagrada depois que Aécio foi gravado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS.

Procurada, a Polícia Federal disse que irá se manifestar "assim que for possível".

Apontado como alvo de uma gravação em que teria pedido 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG) disse estar "absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos" e afirmou que sua relação com o empresário era "estritamente pessoal".

Segundo reportagem do O Globo, confirmada pela Reuters com três fontes com conhecimento do assunto, Joesley gravou o pedido de Aécio e a cena foi filmada pela Polícia Federal.

"O senador Aécio Neves está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público", afirma a nota divulgada pelo tucano.

"O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários."

Aécio, que até recentemente era apontado como possível candidato à Presidência nas eleições de 2018, já teve o nome mencionado em delações da Lava Jato e seu nome tem perdido força quando se trata da disputa nacional, o que deve se agravar com a acusação desta quarta.

Presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, o vereador Mario Covas Neto, filho do falecido ex-governador paulista Mario Covas, figura histórica do tucanato, divulgou vídeo em que defende que Aécio deixe o comando nacional do partido.

"Senador Aécio Neves, chegou a hora de o senhor sair da presidência nacional do PSDB", afirma Covas Neto no vídeo.

"O senhor (Aécio) não tem mais condições de presidir o partido. Não dá para alguém que está sendo acusado de uma série de coisas ficar à frente de um partido que foi criado sob a égide da ética, da correção e da boa gestão pública."

DEPUTADO ALIADO A TEMER

A reportagem de O Globo também afirma que Joesley Batista gravou uma conversa com Temer em que o presidente dá aval para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Na conversa, Temer também indica ao empresário o deputado Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F, holding que controla a JBS.

Loures, de acordo com o jornal, foi filmado recebendo 500 mil reais enviados por Joesley.

Em nota, a assessoria do deputado disse que ele está fora do país e que, quando retornar, o que deve acontecer na quinta-feira, "deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados".
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