14 de mai. de 2017

A rede Globo vai ser vendida em breve


A Rede Globo de Televisão está em avançado processo de negociação de venda de todo o seu grupo para o mega-empresário mexicano Carlos Slim (dono da NET, da Claro e da Embratel).

Todos os seus movimentos financeiros e contábeis estão caminhando nesse sentido: ela paralisou todos os investimentos, distribuiu dividendos aos seus acionistas, está saneando todo o seu quadro de funcionários e está na espera de uma última medida do governo Temer para fechar esse negócio. Essa medida é uma espécie de anistia do seu passivo tributário, que hoje está na casa dos bilhões de reais.

Após a aprovação da Reforma da Previdência, mais especificamente no mês de julho, o governo Temer estuda aprovar um gigantesco Refis (recuperação fiscal das empresas) onde grandes devedores terão anistia de até 90% de suas dívidas para com o governo e ainda poderão parcelar o restante em 240 vezes, com juros baixos.

Depois desse Refis e ainda nesse ano (provavelmente ao longo do mês de outubro) a Globo terá um novo dono. E esse será Carlos Slim, um homem que sabe fazer duas coisas muito bem: abrir as portas para a mídia norte americana e oferecer serviços de baixa qualidade a preço alto.

De uma forma ou de outra essa situação apressa bastante uma definição política em relação a Lula e as eleições de 2018. Parte da histeria da Globo em querer destruir Lula e o PT a qualquer custo se deve a essa venda. Ela teme que a Reforma da Previdência atrase ou não seja aprovada e, com isso, o Refis se torne inviável, etc, etc, etc...

Sem querer antever o que será dos meios de comunicação brasileiros, caso esse negócio seja fechado, não deixará de ser um alívio ver a família Marinho - de forma definitiva - longe do universo da comunicação e, quem sabe, ela não aproveite e leve consigo seus jornalistas de quinta categoria... os seus fiéis vassalos da manipulação e da mentira.

Por fim, conseguir antever negociações empresariais é sempre a melhor forma de prejudicar o lado que está querendo vender. Nesse caso, quanto mais gente saber dessa venda, pior para a Globo. E essa é minha contribuição pessoal e essa digníssima emissora.

Carlos D'Incão
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Michelzinho e a babá do Temer


Sem qualquer comentário ácido, a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, deu uma curiosa notícia neste domingo (14):

* * *

O Palácio do Planalto emprega uma babá de Michelzinho, Leandra Brito, como assessora do Gabinete de Informação em Apoio à Decisão (Gaia), órgão responsável por municiar o presidente da República com dados para a tomada de decisão.

Leandra diz não ser babá do menino, mas não sabe precisar o que faz no palácio.

- O Michel não tem babá. Ele é uma criança como outra qualquer. Minha função é assessorar dona Marcela e o presidente em toda e qualquer situação - afirma Leandra.

Ela não deu, entretanto, nenhum exemplo do tipo de assessoramento.

Leandra dá expediente no Palácio do Jaburu ou em viagens da família Temer, como na Páscoa, quando os acompanhou para São Paulo, ou no réveillon, quando viajou para uma reserva da Marinha no Rio de Janeiro. Recebe R$ 5.194 mensais, fora as diárias referentes às viagens.

O Palácio do Planalto diz que a funcionária está sendo transferida do Gaia para o staff que serve à família do presidente, o que ainda não teria acontecido por questões burocráticas.

Já Temer afirma que Leandra é alguém por quem o filho “se afeiçoou” e que Michelzinho, de 8 anos, “não precisa de babá”.

* * *

Se a babá fosse do netinho da ex-presidenta Dilma, deposta pelo golpe dos corruptos que alçou ao poder a gangue de Michel Temer, todos os veículos da famiglia Marinho já estariam fazendo o maior escândalo. Mas a babá é do Michelzinho, por quem o menino de oito anos “se afeiçoou”. É certo que o pobrezinho já tem imóveis em seu nome no valor de R$ 2 milhões, mas ele ainda não pode usar a grana para pagar a acompanhante. Já o pai, que promoveu regabofes em Brasília e garfou milhões da Odebrecht, talvez não possa usar a dinheiro do Caixa-2 para estes afazeres domésticos. E a mãe, a Marcela, gasta todas suas energias com o programa “Criança Feliz”, que até agora não deu nenhum resultado, mas deixa o seu filho mais feliz ainda.

A confusão entre o público e o privado, tão comum entre os patrimonialistas que assaltaram o poder, não se resume à babá do Michelzinho. Já teve o caso dos 500 sorvetes Häagen-Dazs e de outras guloseimas contratadas para os voos da família golpista. Já teve a milionária reforma do Palácio do Alvorada, que depois foi abandonado porque o usurpador disse ter medo de fantasmas. Tem também a sinistra história dos gastos com a “vice-presidência”, que não existe. Só nos primeiros meses deste ano, o usurpador desembolsou R$ 361,8 mil dos cofres públicos para manter um gabinete que não tem ocupante. A despesa no período foi superior à realizada pela Secretaria de Governo, responsável pela negociação com o parlamento e que gastou R$ 17,9 mil, e pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, cujo gasto foi de R$ 33,3 mi

Mas, como alertou Fernando Brito, do imperdível blog Tijolaço, o gasto com a babá do Michelzinho e com outras mutretas não é nada se comparado ao maior assalto já promovido aos cofres públicos nos tempos recentes. “O emprego de Leandra Brito vai chocar porque é um arranjo destes que não se deveria fazer, mas a moça é um nada perto do papel que o governo faz como babá dos banqueiros e dos rentistas, marmanjos mimados de quem faz todas as vontades... Os R$ 5 mil mensais que o patrão de Leandra tira do Erário para pagá-la são, de fato, uma gotícula perto do que dele vaza para nutrir os meninos do dinheiro: no Orçamento deste ano, prevê-se para eles um ‘leitinho’ de R$ 1,356 trilhão – 47% de toda a despesa do poder público brasileiro ou quase 23 milhões de babás, se estas ganhassem o salário daquela moça”.

Altamiro Borges
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Xadrez dos autos de delação de dona Candinha Mexericos


Autos da Delação de Candinha Mexericos na ação promovida no ano de graça de 2027 pela Procuradoria Geral da República contra Persigo Janota, Egrégio Mouro e os ex-procuradores da Lava Rápido por crime de lesa-pátria.

Dona Candinha foi interrogada de acordo com os métodos desenvolvidos pela Lava Rápido em 2017, a partir do relevante depoimento de Crônica Moura, esposa do marqueteiro de Dilma - "´Dilma não confia em ninguém e acha todo mundo burro´, diz delatora”" (https://goo.gl/L0srs1) – que definiu um novo padrão de delação, aprimorando em muito a adaptação dos ritos judiciais às pautas da imprensa da época.

Naquele momento, redefiniu-se toda a jurisprudência e os inquéritos ganharam, finalmente, a área nobre de onde nunca deveriam ter saído: as páginas de celebridades e de fofocas dos jornais.

Delação de Candinha Mexericos

Senhores procuradores,

Posso assegurar que é verdadeira na essência, a possível, suposta e eventual existência dos mexericos que passo a relatar, embora não possa garantir que sejam verdadeiros.

Mas como me ensinou meu advogado René Ariel Trote, os mexericos são importantes para mostrar a alma oculta dos réus. E ele falou de um modo tão peremptório, que soltei o palavrório seguindo a sua lição.

Como não há necessidade de jurar por mexericos, sigo a regra criada pela gloriosa equipe da Lava Rápido e pelo insigne Perseguidor Geral: todo exagero é venial, se é para  nos livrar do mal.

(Estou lendo muito depressa, doutores?)

(Continue e pare de lengalenga, fofoqueira).

Continuando

Segundo os mexericos que ouvi, o dr. Pinhossol queria incluir na delação da dona Crônica a história da sapatada que a presidente deu na empregada. Mas ficaram com receio de aparecer a empregada e dizer que era mentira e devolver-lhes a sapatada.

Então falaram para a dona Crônica mexericar sobre o temperamento da dona Dilma. Os procuradores saíram da sala coçando o saco, gargalhando esmurrando o ar e gritando yesss, isso eu vi, mas como estávamos só eles e eu naquele momento, não tenho como apresentar provas.

Um colega perguntou porque essa alegria? E eles disseram, imaginamos uma nova sacanagem contra a Dilma. E, nos seus grupos de WhatsApp, espalharam a mensagem com um kkkkkkkkk no meio, que eles aprenderam com seus colegas de Harvard. E os colegas comemoravam, dá-lhe machão kkkkkkkk.

(Tem provas?)

Isso eu não sei, doutor. Só sei que foi assim.

Eu ouvi muito mais mexericos naqueles tempos.

Me disseram que o dr. Persigo Janota tinha lautos jantares com o Ministro dr. Zé Resguardo. No jantar, falavam da vida, de vinhos e de raparigas. Persigo se jactava de sua casa no lago e da filha com doutorado nos States. Depois da quarta garrafa falavam muita bateria, mas que recuso a contar.

(É bom mesmo, senão sua delação já era).

As risadas era tão ostensivas – e, cá para nós, tão fesceninas – que uma insigne Ministra da Suprema Corte foi indagar da presidente Dilma mexericos sobre as aventuras de Zé Resguardo. Dona Dilma dizia que nada disse e nada diria nem sob tortura. E resistiu mesmo quando a ameaçaram  4 horas trancada ouvindo as pregações religiosas do Dr. Pinhossol.

Ouvi muito mais, que não posso dizer, doutor . Mas como a condição para a aceitação da delação é revelar mexericos, me vejo na obrigação de, mesmo filtrando, mexericar, pois quem não conta o mexerico nunca mais mexericará, nem no ninho dos mafagatos.

Ouvi também que o dr. Memorial de Ayres ligou para a dra. Mefitângela, e disse doutora, em nome de nossa velha relação jurídica, e do presente que nos deu Mefistófeles,  diga ao dr. Egrégio que consegui ser contratado como advogado de defesa de várias delações. Agradeço ao casal. A comemoração vai ser no sábado em casa. Vinhos de primeira e uma oração póstuma de dom Paulo, que me foi enviado por um pároco de São Paulo por ocasião da Campanha da Fraternidade.

No jantar, antes de celebrar o vinho, Memorial recitou a oração: "Ao PAE, ao Filho e ao Espírito Santo". Ao que o dr. Memorial acrescentou "e ao Egrégio e ao Flávio Arns, que me trouxeram a prosperidade e a pax".

Também diziam na época que venderam para a doutora Mefitângela um aplicativo de espelho mágico, desenvolvido especialmente para os interrogatórios na Justiça de Curitiba.

Toda manhã, o dr.  Egrégio levantava, ligava o aplicativo e perguntava: "Aplicativo meu, tem algum juiz mais durão que eu?".

Um dia o espelho vacilou, porque apareceu em Brasilia um juiz dono de um cursinho – que empregava juizes, procuradores e desembargadores para cursos in Company – e, necessitando de marketing para o curso - e não há melhor marketing do que convencer recalcitrantes que não se deve dizer não a um juiz armado de raios -, resolveu promover-se fechando o Instituto Crustáceo. O aplicativo ousou dizer que talvez o tal juiz fosse mais durão que o Egrégio.

Imediatamente foi despachado para a cela do Eduardo Mumunha que, toda manhã, perguntava: "Aplicativo, aplicativo meu, tem ego maior que o meu?". E o aplicativo, sem poder fugir da verdade: "O dr. Egrégio".

E vocês me perguntam: como o deputado Mumunha conseguiu um celular?
Isso eu não sei, doutor. Só sei que foi assim. A gente aumenta, mas não inventa.

Ouvi mais, doutor.

Diziam que descobriram que o escritório do dr. Faquinha continuava atuando em ações contra o estado. E que o dr. Glamouroso continuou à frente do seu escritório, ou melhor por trás porque na frente estavam parentes seus.

E tem mais. Me contaram que viram o dr. Vilmar Dentes sair no corredor da Alta Corte e bater os sapatos no chão, para tirar o barro da sola. O dr. Faquinha saiu em desabalada carreira, pensando que era com ele e gritando por socorro.

Repito, doutor, era verdade que havia esses mexericos, embora não possa garantir que nenhum mexerico fosse verdadeiro.

O que? Os senhores estão achando que minha delação não trata a Operação Lava Rápido com a solenidade devida? Mas foram vocês que começaram. E está aí a dona Crônica que não me deixa mentir.

Luís Nassif
No GGN
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A falsa narrativa de que Lula culpou dona Marisa

Em 1977, em sua casa em São Bernardo do Campo, Marisa Letícia, Lula , Fábio Luiz, no colo, a mãe da Marisa, Marcos Claudio, filho da Marisa. 
Foto: Hélio Campos Mello/Brasileiros/Fotos Públicas
Eu poderia ter aproveitado meu sábado para ler Irmãos Karamazov de cabo a rabo, assistir O Leopardo e Doutor Jivago na sequência, ou quem sabe ficar vendo vídeos das vitórias e dos gols do Corinthians ao longo dos anos, mas o que fiz foi rever o depoimento de Lula a Sergio Moro.

O que me moveu a executar tarefa tão estúpida não foi apenas a falta do que fazer em um sábado, mas o tsunami de emoções que me invadiu depois que vi a capa da Veja e a propaganda de dia das mães das lojas Marisa, que cruzam fronteiras morais que jamais deveriam ser cruzadas em um mundo minimamente decente e humanizado.

Não conheço Lula, nunca o vi na vida e nunca votei nele, mas se tem uma coisa que me tira de eixo, além das derrotas do Corinthians, são injustiças. E, na mesma escala, o uso indevido da imagem de alguém que não está mais aqui.

Se Lula é culpado de alguma coisa não posso dizer. Não posso dizer nem se minha mãe é culpada de alguma coisa, mas o que posso dizer é que se um dia minha mãe for suspeita de crimes eu gostaria que ela tivesse direito a um julgamento justo, que fosse justamente divulgado pela imprensa, e que, se culpada, fosse condenada a partir de provas e não de desejos e de crenças.

Desde que o depoimento de Lula a Moro terminou o que temos visto é a imprensa repercutir a ideia de que Lula culpou dona Marisa, que morreu em fevereiro desse ano.

Nesse caso Lula teria transferido a culpa, fica implícito, a alguém que não está mais aqui para se defender, o que seria, naturalmente, covarde, baixo, vulgar e pequeno da parte dele.

Acontece que isso não é absolutamente verdadeiro, mas para saber disso é preciso ser alguém sem vida social como eu, e ter paciência para assistir 4 horas e meia de depoimento no Youtube.

E eu fui rever esse depoimento apenas para provar que a narrativa que a grande mídia está construindo a respeito da covardia de Lula é falsa – a despeito de Lula ser ou não culpado de alguma coisa – triplex, sítio, pedalinho etc e tal.

Então vamos lá, num alucinado minuto a minuto do que Lula disse a Moro a respeito da mulher, e deixando de lado toda a bizarrice que foi o depoimento.

10’54”: Moro cita dona Marisa a respeito da compra de apartamento no Guarujá. O advogado de Lula corrige o juiz e diz que o documento não fala em compra de um apartamento, mas em compra de uma cota. Lula então responde citando a mulher, já que a pergunta era sobre ela. Moro quer saber como dona Marisa comprou a cota, e Lula responde.

13’09” Moro cita dona Marisa outra vez e mostra documento com assinatura dela. O juiz explica que o documento foi rasurado, mas não sabe por quem.

14’25” Moro cita dona Marisa outra vez: “A sua esposa nunca mencionou [a intenção de adquirir um Triplex e não uma unidade simples]?”

17’30” Moro volta a citar dona Marisa.

18’25” Moro cita outra vez dona Marisa perguntando por que Lula e ela não celebraram a compra do apartamento como os demais cooperados da Bancop, e por que tampouco solicitaram de volta o dinheiro já dado. Lula responde citando a mulher.

19’08” Moro cita dona Marisa dizendo que o termo de adesão está assinado por ela.

19’54” Moro cita outra vez dona Marisa.

20’35” Moro volta a citar dona Marisa, outra vez sem que Lula tivesse falado nela.

21’43” Pela primeira vez no depoimento Lula cita a mulher sem ser perguntado. Diz que soube durante os depoimentos dos depoentes que em 2012 dona Marisa tinha autorizado que a OAS vendesse o apartamento.

23’12” Moro pergunta se Lula tinha visto o apartamento do Guarujá. Lula diz que foi uma vez em 2014. Moro pergunta com quem, Lula diz que com dona Marisa e com Leo Pinheiro.

24’08” Moro cita dona Marisa: “O senhor ou sua esposa solicitou uma reforma?” Lula diz que não.

24’25” Moro cita dona Marisa querendo saber se ela, ou Lula ou algum familiar tinha ido outras vezes visitar o imóvel. Lula diz que achava que dona Marisa tinha ido mais uma vez. Diz que sabe disso porque Fabio, o filho, contou.

25’02” Moro quer saber o motivo da visita.

25’33” Moro cita dona Marisa, dizendo que essa visita teria sido em Agosto de 2014.

25’50” Moro pergunta se Lula ou dona Marisa orientou reformas no apartamento. Lula diz que não, mas que quando ele esteve no apartamento apontou muitos defeitos.

26’50 Lula diz que dona Marisa não gostava de praia, respondendo a pergunta de Moro a respeito da decisão deles sobre ficar ou não com o apartamento. Lula explica que dona Marisa talvez tivesse interesse no apartamento como investimento.

27’15” Lula diz que não comunicou a OAS que não tinha interesse no imóvel porque dona Marisa estava em dúvida se o queria ou não.

27’33” Moro quer saber se depois da segunda visita dona Marisa resolveu ficar com o apartamento. Lula explica que só soube depois que dona Marisa tinha feito uma segunda visita ao imóvel.

28’10” Moro cita depoimento de Lula no primeiro inquérito (do da condução coercitiva) e fica claro que Lula dava as mesmas explicações a respeito do apartamento, inclusive com as citações a dona Marisa, estando ela viva na época.

30’47” Moro diz que Lula disse que decidiu não ficar com o apartamento depois da visita de dona Marisa. Lula explica que ele está falando as mesmas coisas em ambos os depoimentos (portanto, citando dona Marisa da mesma forma, quando ela era viva e agora)

31’30” Moro cita dona Marisa, querendo falar outra vez da segunda visita que ela fez ao apartamento. O advogado de Lula interrompe dizendo que Lula acabou de explicar exatamente isso. Lula volta a explicar e dessa vez diz: “Lamentavelmente, ela [dona Marisa] não está mais viva para eu perguntar”

32’17” Moro cita dona Marisa falando do primeiro depoimento de Lula, o da condução coercitiva, ocasião em que o delegado quis saber se dona Marisa esteve no apartamento para ver se cozinha e elevador tinha sido instalados. Moro então pergunta se dona Marisa contou a Lula sobre o estado do apartamento. Lula diz que não.

34’25” Lula, impaciente, cita dona Marisa, dizendo que vai repetir o que vem dizendo: “O apartamento estava no nome da minha mulher , ela queria fazer negócio”.

34’36” Moro quer saber se Lula sabe se dona Marisa comunicou formalmente a OAS que não queria mais o apartamento. Lula diz não saber.

37’40” Lula reclama da Lava Jato, dos métodos da operação, e Moro pede que Lula tenha paciência. Lula diz: “É que perguntar coisas para mim de uma pessoa que já morreu é muito difícil”. Moro, solidário, diz: “Eu imagino”.

38’00” Moro cita dona Marisa falando das visitas ao apartamento e ligando as reformas do Guarujá e de Atibaia. Lula explica que o sítio é um outro processo, o advogado de Lula pede que Moro se atenha ao processo do triplex.

47’40” Moro cita dona Marisa, supostamente mencionada como “a dama” em conversa entre executivos da OAS. Na conversa, “a dama” teria aprovado o projetos das reformas da cozinha do Guarujá e de Atibaia. Lula diz que não pode responder por mensagens trocadas entre terceiros.

52’00” Moro cita dona Marisa dizendo que os projetos das reformas das cozinhas do sítio e do Guarujá teriam sido submetidas a ela. Lula diz que não tomou conhecimento disso.

1h 06” 30” Moro cita dona Marisa.

1h 10’01” Moro cita dona Marisa

1h 11’ 10” Moro mostra documento com assinatura de dona Marisa feita em 2009 e pede explicação para as circunstâncias dessa assinatura. Lula analisa documento e diz ter a impressão que dona Marisa autorizou a venda do apartamento somente em 2012.

1h 14’ 04” Lula diz: “Senhor Moro, é muito difícil para mim toda a hora que o senhor cita minha mulher sem ela estar aqui para se defender”. Moro diz que não está acusando dona Marisa, Lula diz que sabe, “mas o senhor me pergunta se eu vi, se não vi… sabe? Uma das causas que ela morreu foi as pressões que sofreu então não quero mais discutir isso”

1h15’02” Moro cita dona Marisa sobre pedido de restituição dos valores pagos até ali

1h 17’50” Moro cita nota do Instituto Lula que fala do ressarcimento do montante pago. Nota é de 2014, quando dona Marisa estava viva.

1h 29’ 09” Moro cita dona Marisa. Lula repete o que está dizendo desde o primeiro depoimento em relação a ex-mulher.

3h01’ Lula cita Marisa dizendo que na época em que ela comprou a cota do apartamento o presidente da Bancop era João Vaccari Neto, em resposta feita pelo representante do MP a respeito da relação entre Lula e Vaccari.

3h01’50” Representante do MP cita dona Marisa a respeito de nota divulgada pelo Instituto Lula sobre o apartamento no Guarujá, assunto que já havia sido tratado por Moro minutos antes. Lula responde usando o nome da ex-mulher já que foi essa a pergunta.

3h03’05” Em nova resposta ao representante do MP Lula diz que quem cuidava das coisas do apartamento era dona Marisa, e que por isso não tinha conhecimento de como a cota foi paga, e explica o que tem explicado há algum tempo: que foi dona Marisa que comprou a cota.

3h08’55” Lula explica ao representante do MP, respondendo pergunta sobre visita ao apartamento do Guarujá, que dona Marisa autorizou a cota do apartamento a ser vendida.

3h12’04” O representante do MP cita a visita que dona Marisa fez ao apartamento com o filho Fabio e quer saber de quem foi a iniciativa para essa visita. Lula diz que deve ter sido de dona Marisa, mas que ela não comentou com ele. Lula explica outra vez que a cota era de dona Marisa.

3h22’27” Lula volta a dizer que quem comprou a cota foi dona Marisa, repetindo o que disse no primeiro depoimento, quando ela estava viva.

A partir daí, dona Marisa não é mais citada.

Fica claro, portanto, que quem trouxe dona Marisa ao depoimento foram o juiz e o MP, que Lula usou o nome da ex-mulher em respostas, e que ele não disse nada diferente do que já havia dito no primeiro depoimento, quando dona Marisa ainda estava viva.

A narrativa de que Lula culpou a ex-mulher diante de Moro é cínica e covarde, e usar uma mentira para criar capa de revista e campanha publicitária é moralmente indecente, mas, mais do que isso, é apenas uma desesperada tentativa de alienar a opinião pública, sedenta por sentenças, e, com isso, tentar fazer com que ela não enxergue a completa falta de provas para condenar Lula pelo triplex do Guarujá.

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Wanderléa

Há dias li a notícia de uma investigação envolvendo o Paulo Maluf e fui tomado por uma emoção parecida com a que senti ao descobrir que a Wanderléa está viva, ainda cantando e bonitinha como nos tempos da Jovem Guarda, lembra? Uma sensação de surpresa seguida de nostalgia e, confesso, até um certo enternecimento. O velho Maluf, que o mundo parecia ter esquecido, ainda vivo, ativo — e solto. Deu saudade do tempo em que ele era uma espécie de corrupto oficial do Brasil, o suspeito de sempre, que inocentava toda a classe política nacional pelo contraste. Ninguém era tão corrupto quanto ele. E como sua corrupção mais do que provada nunca deu cadeia e tornou-se até folclórica, ele também representava a tolerância histórica, o deixapralaísmo e o roubamasfazismo do brasileiro com a corrupção, até virem os tempos de Moro. E houve uma reversão: antes Maluf inocentava os outros políticos porque nenhum conseguiria concentrar tanta corrupção quanto ele, hoje é tanta a corrupção revelada e generalizada que Maluf, pelo contraste, parece um amador. Não sei o que está sendo investigado do Maluf, agora. Fiquei tão tocado com a descoberta de que ele, como a Wanderléa, ainda existe que não prestei atenção no resto da notícia. Parece que a investigação atual nada tem a ver com a inquisição de Curitiba. Espantosamente, a operação Lava-Jato não se interessou pelo passado e pelas contas do Maluf, que deve estar se sentindo desprezado. E, decididamente, ultrapassado.

Cabelos

Planejando o assassinato de Júlio César, na peça de Shakespeare, os conspiradores discutem se devem ou não incluir Cícero no grupo. Um deles opina que os cabelos brancos de Cícero “nos trarão uma boa opinião, e comprarão a voz dos homens a nosso favor”. Pensei no Lula, que deve a respeitabilidade que lhe permitiu ser eleito em 2002 em parte à sua barba branca, diferente da barba negra sindicalista que assustava tanta gente. Há quem diga que foi a carta apaziguadora aos brasileiros que elegeu Lula pela primeira vez, outros dizem que foi o fastio com o governo Fernando Henrique. Eu sustento que foi a barba branca. Se deixarem o Lula ser candidato de novo em 2018, ele precisará, acima de qualquer outro requisito, de ainda mais cabelos brancos como os de Cícero.

Luís Fernando Veríssimo
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Ato Falho de São Paulo

Freud poderia construir sua obra sobre o inconsciente apenas lendo as matérias dos jornais brasileiros sobre Lula.


Ato falho – também conhecido como lapso freudiano, é um erro na fala, na memória, na escrita ou numa ação física que seria supostamente causada pelo inconsciente. Freud evidenciou que o ato falho era sintoma da constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido. Através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado.

Lula já está condenado há anos, em quilômetros de folhas de papel-jornal e tonéis de tinta de impressão. As provas é que não têm colaborado.

Assim, não deve estar sendo fácil a vida da ombudsman da Folha. Como conciliar o engajamento do jornal no mais desbragado antipetismo com o apego à verdade factual necessária a um jornalismo que se quer analítico?

Sob pressão, é interessante notar o que atos falhos nos trazem à tona. Vejamos extratos de sua coluna de 14 de maio de 2017 em que comenta o depoimento de Lula ao juiz Moro:

“Os jornais têm evidentemente de cumprir o papel de noticiar logo os fatos mais importantes. Assim o leitor espera”.

“Leitores têm questionado o que há de provas materiais de crimes na Lava Jato, além de declarações acusatórias nascidas de delações premiadas. Incomoda a alguns a reprodução acrítica de depoimentos”.

A ombudsman busca, agora, na memória, um porto seguro onde ancorar suas esperanças na prática pela Folha de um jornalismo analítico e factual.

“Em 7 de maio, a Folha publicou reportagem que indica um caminho a seguir. Nela, revelou que depoimentos de delatores da Odebrecht e materiais entregues como prova ao Ministério Público Federal contêm erros factuais, contradições e inconsistências, em casos que envolvem governadores e parlamentares, entre outros acusados”.

Pois é, e aqui começam os atos falhos.

A Folha apontou contradições nas acusações feitas pelo MPF a governadores e parlamentares majoritariamente… do PSDB.

A ombudsman sabe que: “urge que trabalho semelhante venha a ser feito com os personagens principais da Lava Jato”.

Por que, então, a Folha não segue o mesmo caminho em relação à Lula e ao PT. Não é o que espera a parte dos seus leitores que reclama a apresentação de fatos?

Pronto, o subconsciente trai a ombudsman. E ela interpreta inconscientemente a cobrança dos leitores não como se fosse por isenção, mas como se fosse por mais empenho da Folha em condenar definitivamente a Lula.

“Entendo a cobrança dos leitores sobre a publicação do que existe de provas concretas. A Folha tem de ser cuidadosa em suas afirmações, ao mesmo tempo em que precisa demonstrar que indícios constroem circunstâncias que podem formar a convicção do juiz e daí levarem à condenação de determinado acusado.

Não é necessário, como parte dos leitores acredita, que existam provas materiais como extratos bancários, papéis assinados irrefutáveis, confissões de culpa gravadas, vídeos de encontros etc. Não se pode provar com probabilidades, como disse um ministro do STF, mas um somatório de indícios pode se tornar prova cabal que permita atribuir um crime a alguém”.

Interpretando o que salta do discurso da ombudsman: não é necessário que existam provas materiais, mas um somatório de indícios pode se tornar prova cabal que permita atribuir um crime a alguém. A Folha precisa demonstrar que indícios constroem circunstâncias que podem formar a convicção do juiz e daí levarem à condenação de determinado acusado.

A confissão inconsciente não pôde ser controlada. Através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado.

A inocência de Lula não é mais uma das duas possibilidades racionais de um julgamento. Condenação ou absolvição conforme as provas apresentadas. A inocência de Lula foi afastada pelo inconsciente da ombudsman.

Lula é imperdoável.

Sergio Saraiva
No Oficina de Concertos Gerais e Poesia
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Caloteiros da Câmara vão meter a mão na tua grana

Dos 50 que propõem o perdão do novo Refis, 22 não pagam o Fisco


André Barrocal publica na revista Carta Capital dessa semana - onde se destaca a "Rosa dos Ventos" do Mauricio Dias, "o triplex ruiu" -, reportagem de título "Democracia de fachada", em que descreve:
"Transformada em bunker, a "Casa do Povo" articula o perdão bilionário das dívidas de parlamentares-empresários e seus doadores, enquanto vota reformas impopulares."
A reportagem descreve como a Câmara ampliou a "generosidade" de uma Medida Provisória do MT que parcela a dívida dos caloteiros do Refis.

O Treme estabeleceu que a dívida deve ser paga 20% à vista e o resto em até dez anos.
"A proposta logo vai a votação no plenário da Câmara e, por obra e graça de uma comissão especial de deputados e senadores, ficou ainda mais generosa, coisa de Madre Teresa de Calcutá: prazo de até VINTE (a ênfase é minha - PHA) anos e perdão de 90% a 99% de juros, multas e encargos".
O relator da Comissão é Newton Cardoso Junior, mineiro do PMDB, que deve R$ 53 milhões em débitos vinculados à sua pessoa física ou a empresas das quais é diretor ou presidente!

Um dos financiadores de sua campanha, o Banco Mercantil do Brasil, deve R$ 38 milhões.

O campeão de propostas para alterar a MP foi Alfredo Kaefer, paranaense do PSL (isso existe?).

Das 376 emendas apresentadas, 44 eram dele.

Kaefer deve R$ 32 milhões!

Como diria o Requião, um ano depois: canalhas, canalhas, canalhas!

Barrocal é um especialista em reportagens sobre canalhices, como se vê aqui e aqui.

E publica um quadrinho notável: os caloteiros e suas canalhices.

Reprodução: Carta Capital

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Requião faz balanço de um ano do impeachment - "Avisei, os canalhas cumpririam as promessas sob aplausos dos cínicos"


Requião faz balanço de um ano do impeachment: destruição da soberania nacional e agressão a direitos dos brasileiros

O senador Roberto Requião fez nesta terça-feira (11), na sessão plenária, um balanço do primeiro ano do golpe parlamentar-empresarial-mediático que derrubou a presidente Dilma Rousseff. Requião cotejou suas previsões sobre o que aconteceria ao país, feitas em discurso no dia do impeachment, com a realidade de um ano depois e concluiu: não esperava que desmontagem do país, as investidas contra a nossa soberania e o ataque aos direitos dos trabalhadores se dessem de forma tão violenta e tão rápida. A seguir, vídeo e texto com o pronunciamento de Requião.

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Cuba é o primeiro país do mundo a erradicar transmissão materna de HIV e sífilis, anuncia a OMS


“Esta é uma grande vitória em nossa longa luta contra o HIV e as doenças sexualmente transmissíveis, e um passo importante no sentido de ter uma geração livre da AIDS”, disse a diretora-geral da OMS.

Cuba se tornou recentemente o primeiro país do mundo a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de eliminação da transmissão vertical – de mãe para filho – do HIV e da sífilis.

O sucesso da ilha caribenha é mais um passo em direção é um passo na direção certa para reduzir a ameaça global do HIV e da AIDS, uma das metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 3. Confira nessa matéria especial em vídeo.



No ONU BR
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Google desmente Mônica Moura, e-mail foi criado em 22 de fevereiro deste ano; prova é forjada


A prisão de Mônica Moura ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2016. Porém a imagem mostra que o rascunho foi elaborado no dia 22 de fevereiro desse ano. O Gmail mostra isso no rascunho. Esse serviço de e-mail não indica o ano quando se trata de mensagens e rascunhos recentes.

A imagem poderia, sim, ter sido colhida no ano passado, mas a foto de Mônica foi recortada para esconder a data do computador onde a imagem foi criada: a barra de tarefas do sistema operacional, que é, sem dúvidas, o Windows – devido ao navegador utilizado, Internet Explorer.

Exemplo de barra de ferramentas do Windows

Portanto é evidente que Mônica Moura forjou essa prova no intuito de ser beneficiada pelo acordo de delação, pois basta citar de alguma forma o nome de Dilma Rousseff. Claro que basta, também, citar o nome de Lula, mas quem se encarregou disso foi o marido da empresária, João Santana.

No mais, aqui vai um exemplo de um rascunho antigo num e-mail do gmail


No Verdades Ocultas
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Lula não se valeu da morte de Marisa para lhe fazer imputações

Os procuradores que acusam Lula na Lava Jato não ficaram satisfeitos com o resultado do interrogatório feito pelo juiz Sergio Moro. E o que vem agora não lhes promete melhor apoio à acusação: a defesa pede uma perícia financeira para constatar a que patrimônios o apartamento de Guarujá já pertenceu e pertence.

A frustração dos procuradores sobressai da nota que emitiram sobre o interrogatório. As "diversas contradições" de Lula encontradas pela acusação têm três referências. Uma é a "imputação de atos à sua falecida esposa"; outra é "sua relação com pessoas condenadas pela corrupção na Petrobras"; por fim, é "a ausência de explicação [por Lula] sobre documentos encontrados em sua residência".

Nenhuma das três alegações expõe contradição. Além disso, e a começar da última, documentos apócrifos não servem nem para comprovar que estavam onde a acusação diz tê-los encontrado. A segunda alegação precisou ser ainda mais vaga: "relação com pessoas condenadas".

Que relação? Muita gente tem "relação" com corruptos da Petrobras, sem que isso as implique em ilegalidades. Os autores da nota não se sentiram com elementos para indicar o tipo de relação, o que mais expõe fragilidade do que segurança.

Por uma experiência pessoal, vou na contramão da ideia, difundida pela imprensa/TV e adotada como "contradição" na Lava Jato, de que Lula necessariamente valeu-se da morte de Marisa Letícia para lhe fazer imputações.

Pouco depois da disputa eleitoral de Lula e Collor, André Singer me convidou para escrever a apresentação do seu livro-álbum "Sem Medo de Ser Feliz - Cenas de Campanha". Dei ao pequeno texto o título "A estrela de Lurian", filha da primeira companheira de Lula e atingida pelas acusações pagas de sua mãe a seu pai. Levado à casa de Lula um dos primeiros exemplares, Marisa quis vê-lo. A menção a Lurian enfureceu Marisa, que ali mesmo proibiu a distribuição do livro. Não precisei estar lá para saber que Lula, diante da nova cena, manteve absoluta passividade.

Voluntariosa, autoritária, a partir dali Marisa me fez atentar para muitas confirmações da sua tendência, necessidade talvez, de afirmação. Seriam bem coerentes com esse temperamento tanto a iniciativa de negociações por um apartamento, como a posterior insistência contra a recusa de Lula. Nenhum dos ingredientes domésticos desse enredo nos é alheio, por vê-los ou vivê-los.

A perícia pedida pela defesa de Lula já existe. Feita, no essencial, pela Lava Jato. A Polícia Federal não foi mandada à casa e ao instituto de Lula senão para buscar documentos não encontrados na papelada da OAS, para confirmar o presente de um apartamento em retribuição a contratos na Petrobras.

Com Marisa ainda saudável, os mesmos que apontam a exploração de sua morte publicaram, como vazamentos e entrevistas, esta informação agora relegada: a compra e pagamento por Marisa, em uma cooperativa de bancários, de cotas de um futuro imóvel. Negócio não concluído, pretendendo Marisa a devolução dos dois mil e tal que pagou.

Se a Lava Jato silencia sobre suas verificações, é porque não a favorecem. O que torna provável a recusa, por Sergio Moro, da perícia pedida. Nela está, no entanto, a possibilidade de esclarecer, em definitivo, se houve, compra, presente ou nada disso.

Brasileirinhas

1- Bela manchete: "Inflação é a menor em 10 anos". E o desemprego é o maior.

2- Obra anual de Meirelles-Temer: a inflação acumulada nos 12 meses até abril ficou em 4,08%. No mesmo período, os preços de saúde e gastos pessoais subiram 8,91%. Os preços da educação, 8,12%. Ambos mais do dobro da inflação.

3- Em indireta com má pontaria, o ministro Gilmar Mendes disse haver pessoas que "ao envelhecerem passaram de velhos a velhacos". Sem esquecer, por favor, os que assim abordam a velhice porque assim já eram.

Janio de Freitas
No fAlha
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