13 de mai. de 2017

O recall da Lava Jato na guerra contra Lula


No depoimento do Lula ao juiz-acusador Sérgio Moro em 10 de maio teve de tudo – impedimento de intervenções dos advogados de defesa, perguntas descabidas sobre assuntos estranhos à ação, inquisição torturante por 5 horas e parcialidade nos questionamentos.

Naquela audiência só não apareceu, porém, o essencial: a apresentação de uma única prova, por mais insignificante que fosse, para justificar a mínima razão para a abertura do processo judicial contra o ex-presidente.

O procurador Carlos Fernando Lima lamentou que Lula não tenha produzido provas contra si. Isso deixa claro que a acusação [ao encargo do MP e da PF] não possuía provas e que, na ausência de provas, esperava que o ex-presidente se auto-incriminasse.

A Lava Jato perdeu a batalha de Curitiba. A acusação envolvendo o suposto apartamento triplex expôs as ridículas inconsistências do processo judicial e, em vista disso, fragilizou a hipótese de imputação de crime ao ex-presidente. Apesar disso, contudo, sabe-se de antemão que Moro deverá se pronunciar pela condenação do Lula.

Pouco mais de 24 horas depois do fracasso da força-tarefa, a Lava Jato passou por um rápido recall para consertar a artilharia e aprumar a ofensiva da guerra contra Lula.

O rápido reordenamento tático comprova o padrão sofisticado de inteligência e coordenação estratégica da ditadura Globo-Lava Jato. Imediatamente após a batalha de campo vencida por Lula, reagiram com bombardeio nuclear.

Num passe de mágica, tiraram da cartola do STF os depoimentos do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, prestados nas delações sob chantagem psicológica, em troca da redução dos anos de cadeia a que seriam condenados caso não mentissem para incriminar Lula e Dilma.

A tese da Lava Jato exposta no power point infame do procurador Deltan Dallagnol, de que Lula é o comandante supremo de uma organização criminosa, a mesma que os procuradores covardemente não sustentaram na audiência em Curitiba na presença do próprio Lula, foi ressuscitada.

O recall da Lava Jato é o recall do golpe e do regime de exceção. Por ironia da história, o ajuste de rumos da Operação se dá no exato dia do primeiro aniversário do golpe [Dilma foi afastada provisoriamente pelo Senado em 12/5/2016 e, em definitivo, em 31/8/2016].

A mídia hegemônica, sem nenhuma exceção, assumiu uma linha editorial uníssona de condenação do Lula, em que pese a inexistência de qualquer motivo para este enquadramento.

As manchetes de todos os jornais, com pequenas variações de vocabulário, giraram em torno da infâmia do power point: “Lula era o chefe e dava a palavra final”. As emissoras de rádio e televisão dos oligopólios midiáticos, alinhadas editorialmente, massacram exaustivamente com a mesma propaganda caluniosa.

A mídia hegemônica, liderada pela Rede Globo e inundada com milhões e mais milhões de verbas publicitárias que aumentaram exponencialmente no período do ilegítimo governo Temer, assumiu com a Lava Jato o papel de proa na destruição da democracia e do Estado de Direito no Brasil.

Só se consegue vislumbrar saídas não-democráticas no horizonte. São saídas que criam um período prolongado e de profunda ilegitimidade democrática e, portanto, de enorme instabilidade e conflito social: ou [1] condenam Lula para impedi-lo de disputar a eleição presidencial que deveria ser convocada com a máxima urgência, ou [2] suspendem a eleição de 2018, caso não consigam condenar Lula para implodir sua candidatura presidencial.

A ditadura jurídico-midiática intensificou a guerra contra o ex-presidente Lula. Esta guerra, na verdade, é uma guerra contra a democracia para atacar os direitos do povo brasileiro e seguir desnacionalizando a economia e transferindo a riqueza nacional para o estrangeiro às custas da miséria da maioria da população. Nesta guerra, o destemor fascista da tirania jurídico-midiática é assombroso.

O Brasil está se encaminhando para o embrutecimento do regime de exceção. É imperioso pensar-se novas e mais radicais formas de luta para impedir este desfecho perigoso desenhado pelas classes dominantes com o patrocínio de interesses externos.

O povo em resistência está desafiado a construir novas plataformas de luta, muito mais sofisticadas e vigorosas que todas as conhecidas e já experimentadas.

Jeferson Miola
Leia Mais ►

Defesa de Lula vê abusos e inconsistências na decisão sobre Instituto


A defesa do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva protocolou (11/5) habeas corpus perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região contra decisão publicada (9/5) pelo Juízo da 10ª Vara Federal de Brasília nos autos da Ação Penal n. 0042543-76.2016.4.01.3400 que, agindo de ofício – sem pedido do Ministério Público-, determinou a suspensão das atividades do Instituto Lula. Hoje (12/05) o mesmo juiz, a pretexto de reconhecer que a decisão foi proferida sem pedido do Ministério Público Federal – ao contrário do que constava na decisão originária – promoveu um indevido ataque à reputação de Lula, afirmando que “Em princípio esta situação poderia até dar azo a sua prisão preventiva”. A afirmação merece repúdio.

As decisões não contêm fundamentação jurídica minimamente razoável para decretar a suspensão das atividades do Instituto, prejudicando o cotidiano das pessoas que ali trabalham. Confunde-se a instituição com a pessoa de Lula. O juiz tomou prova emprestada de outra ação penal, referindo-se a ela em seu despacho através de um link no YouTube e ao site de uma publicação semanal. Sem averiguar a credibilidade dos documentos, utilizou-os para cassar as atividades de uma instituição com ações relevantes para a promoção de políticas sociais de combate à fome e redução da pobreza no mundo.

A decisão se baseia em elementos sem credibilidade e em interpretação equivocada dos fatos, além de aniquilar a garantia da presunção de inocência:

(1) Reuniões entre Lula e o então senador e líder do governo Delcídio do Amaral. O ex-Presidente é acusado de ter tentado impedir ou modular a delação do ex-Diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A denúncia se baseia em uma delação premiada de Delcidio, que permitiu a sua saída da prisão. Foram ouvidas cerca de 30 testemunhas nessa ação, dentre elas o próprio Cerveró, que negou a versão de Delcidio;

(2) “Posto Ipiranga”. A afirmação do ex-Presidente em seu depoimento aludia à facilidade de acesso garantida a diferentes camadas sociais e vertentes políticas. Foi, no entanto, tomada de forma equivocada sob a ótica incabível da abordagem de assuntos ilícitos;

(3) Destruição de provas. Léo Pinheiro afirmou genericamente em seu interrogatório perante a Justiça Federal de Curitiba (Ação Penal no. 0042543-76.2016.4.01.3400) que Lula teria solicitado a destruição de provas. O juiz de Brasília aponta, de forma equivocada, que Pinheiro seria “testemunha” no processo de Curitiba e que suas palavras consubstanciariam “indícios veementes de delitos que podem ter sido iniciados ou instigados naquele local [o Instituto Lula]”. A verdade é que Léo Pinheiro é réu na ação penal de Curitiba, tendo sido ouvido sob esta condição naqueles autos, com direitos assegurados e, dentre esses, a desobrigação de dizer a verdade. Pinheiro está em tratativas com o MPF para firmar acordo de colaboração premiada e aferir benefícios em troca de informações fornecidas, como foi reconhecido na audiência em que foi ouvido, situação que torna ainda mais sem credibilidade sua versão – já negada de forma peremptória por Lula em depoimento prestado no último dia 10 ao mesmo juízo de Curitiba;

(4) Outras investigações. O juiz de Brasília fundamenta a decisão tomando por base a existência de outras investigações em desfavor de Lula e “vários depoimentos que imputam pelo menos a instigação de desvios de comportamento que violam a lei penal”. Trata-se afirmação genérica e sem qualquer relação com o Instituto Lula.

Não se pode aceitar como válida a ação de um juiz que vai ao Youtube e ao site de uma publicação semanal para buscar elementos para proferir uma decisão com graves repercussões que não foi requerida pela acusação.

No habeas corpus, a defesa de Lula pede a concessão de liminar para suspender a eficácia da decisão tomada pelo juiz de Brasília, permitindo o restabelecimento imediato das atividades do Instituto Lula.

Cristiano Zanin Martins
Leia Mais ►

Dilma: “Globo promove justiçamento e incita à prisão”


O jornalismo de guerra promovido contra mim e o presidente Lula é a prova de que a escalada autoritária contaminou radicalmente os formadores de opinião pública, como Merval Pereira, que hoje sugere, no Globo, a minha prisão.

A cobertura das Organizações Globo, defendendo o justiçamento de adversários políticos, quer substituir o Judiciário – e todas as demais instâncias operadoras do Direito – pelo escândalo midiático. Julgam e condenam.

Buscam se constituir numa espécie de poder judiciário paralelo sem as garantias da Justiça, base do Estado Democrático de Direito. Fazem, assim, verdadeiros linchamentos, tentando destruir a biografia e a imagem de cidadãos e cidadãs. Nesse processo, julgam sem toga e promulgam sentenças sem direito de defesa.

Ferem de morte a liberdade de imprensa pois não respeitam a diversidade de opinião e a Justiça. Selecionam alvos e minimizam malfeitos. Seu único objetivo é o maior controle oligopólico dos meios de comunicação, para impor um pensamento único: o  seu.

Em outros tempos, em outros países, tais práticas resultaram na perseguição  política e na destruição da democracia levando à escalada da violência e do fascismo.

Não adianta a intimidação. Não vou me curvar diante dessas ameaças e muito menos do jornalismo de guerra praticado pela Globo. Nem a tortura me amedrontou.

Repito o que tenho dito, dentro e fora do país: o Golpe de 2016 não acabou. Está em andamento. Não foi contra o meu governo, apenas. Foi contra o povo brasileiro e o Brasil. Está sendo executado todos os dias pela Globo, pelo governo golpista e todos que tentam desesperadamente consolidar o Estado de Exceção e a destruição de direitos.

Não vão me calar!

DILMA ROUSSEFF
Leia Mais ►

Veja promove atentado contra memória de D. Marisa e será processada


Fruto de jornalismo inconsequente e sensacionalista, buscando ofuscar a inocência de Lula e os atos ilegais da Lava Jato, a revista Veja ofende a memória de D. Marisa Leticia, falecida em 3/2/2017, ao veicular sua fotografia na capa e produzir conteúdo mentiroso.

Lula jamais “chegou a apontar o dedo para a mulher” em depoimento prestado ao juízo de Curitiba no último dia 10, como afirmou de forma leviana a publicação. Lula esclareceu o que está nos documentos que estão à disposição da Lava Jato: D. Marisa comprou uma cota da Bancoop em 2005 e fez a gestão do investimento ao longo do  tempo, até decidir, em 2014, que não iria comprar o triplex. Em 2015 D. Marisa — na condição de titular da cota — promoveu uma ação contra a Bancoop e a OAS pedindo a devolução dos valores que ela havia investido entre 2005 e 2009. Lula sempre sublinhou a legalidade dos atos de D. Marisa em relação a essa cota, jamais tendo atribuído a ela qualquer responsabilidade pelas afirmações que constam na acusação do Ministério Público, que são manifestamente descabidas.

Veja será responsabilizada judicialmente, na forma do artigo 12, parágrafo único, do Código Civil, pelo intolerável atentado à memória de D. Marisa por meio de mentiras e distorções.

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins
Leia Mais ►

Dilma: "‘Veja’ ataca covardemente memória de Marisa"


Uma das mais queridas figuras da história recente de nosso País, Marisa Letícia Lula da Silva faleceu em fevereiro, vítima de um persistente e injusto ataque. Feriram a ela, ao seu companheiro de vida, seus filhos, enfim, a toda a família. Uma mulher que amava seu País e tinha profundo compromisso com o povo brasileiro. Agora, mesmo depois de sua morte, continua sendo alvo da mais cruel perseguição pela mídia.

Não foi suficiente a devassa sofrida em seu lar, vasculhado por policiais, na vida privada invadida, na pressão sobre filhos e netos. Não bastaram os grampos injustificados e as acusações sem provas que corroeram sua saúde.

A revista Veja, desta semana, julga ser necessário ferir sua memória, atingindo tudo o que ela mais amou. Essa campanha perversa e sórdida de destruição da imagem do ex-presidente Lula usa do que há de pior no jornalismo para levantar as mais perversas calúnias e falsidades.

O Brasil não merece esse jornalismo desqualificado e grotesco. Se não a respeitaram em vida que a respeitem depois de morta.

Dilma Rousseff



Jornalismo da PUC-SP repudia revista Veja

"O Departamento de Jornalismo da PUC-SP repudia, nos termos mais veementes e inequívocos, a capa da edição 2.530 (17.mai.2017) da revista semanal Veja.

A capa traz a reprodução de uma foto em preto e branco de dona Marisa Letícia, ex-primeira-dama e esposa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, morta em 3 de fevereiro de 2017, com a manchete “A morte dupla” e uma legenda “explicativa”: “Em seu depoimento ao juiz Moro, Lula atribui as decisões sobre o tríplex no Guarujá à ex-primeira-dama, falecida há três meses”.

O que há de errado em atribuir à própria esposa e companheira uma decisão qualquer que afete a vida da família? Nada, absolutamente nada – a menos, é claro, que a revista parta da premissa de que as supostas “decisões” atribuídas a dona Marisa tenham envolvido ações ilegais, e que Lula tenha se aproveitado do fato de que sua mulher está morta para jogar-lhe o peso da responsabilidade por tais supostas ações.

A revista, portanto, já fez o seu julgamento. Já lavrou a sentença condenatória: Lula adquiriu o tríplex como propina, e para se livrar da cadeia manchou a reputação de dona Marisa. Não contente com se antecipar à Justiça, assumindo o lugar do júri e do carrasco, a revista ainda se arroga o direito de interpretar as motivações mais íntimas de Lula, e expor a sua figura à execração pública da forma mais vil, covarde, inaceitável e desumana.

É a revista Veja, não Lula, que pisoteia sobre o cadáver daquela que, durante oito anos, foi a primeira-dama de nosso país. Ao atacar a memória de dona Marisa, a revista fere o sentimento de dignidade do povo brasileiro. A exposição de sua foto, na capa, cumpre a função de punir exemplarmente, a exemplo dos rituais da Sagrada Inquisição, uma mulher simples, do povo, que cometeu a ousadia de ocupar o Palácio do Planalto. A Casa Grande não perdoa.

Quando todos achavam que nenhuma vileza superaria a capa da própria revista Veja de 26 de abril de 1989, dedicada ao cantor Cazuza – “uma vítima da Aids agoniza em praça pública” -, a revista prova, mais uma vez, que não há limites para a patifaria, para a infâmia e a ignomínia.

São Paulo, 12 de maio de 2017"
Leia Mais ►

Isto é o que acontece no seu corpo 10 horas depois de você usar esmalte de unhas


Pesquisa feita pela Universidade de Duke revelou que muitas marcas de esmaltes dos Estados Unidos são perigosas para a saúde.

O estudo foi feito com mulheres que usavam diferentes tipos de esmaltes e as descobertas foram impressionantes.

Todas elas apresentaram sinais de fosfato de trifenila no sangue, 10h depois de pintar as unhas.

E o pior: essa substância foi encontrada no corpo de todas elas numa quantidade sete vezes acima do valor que seria considerado normal!

Se você não sabe, os especialistas acreditam que este composto, que também é conhecido como TPHP, pode afetar o sistema endócrino (hormônios, metabolismo, reprodução e desenvolvimento).

A química presente nos esmaltes é tão forte que muitas empresas preferem nem divulgar os ingredientes nos rótulos.

Agora imagine como deve ser prejudicada a saúde das mulheres que pintam as unhas com frequência!

O TPHP é uma neurotoxina, substância altamente tóxica que pode prejudicar o cérebro,

Ele também pode causar desequlíbrio hormonal e, assim, ser o responsável pelo aumento de peso.


Além do TPHP, os esmaltes comercializados podem conter:

Formaldeído: este é um agente cancerígeno que pode se dissolver na água e no ar. É por isso que o produto tem um cheiro forte.

A exposição a esse produto pode causar problemas na garganta, asma e dificuldades em respirar.

Além disso, provoca intoxicação e doenças crônicas.

Tolueno: este produto químico dificulta o desenvolvimento das crianças e pode até contaminar o leite materno, além de danificar a pele após a exposição.

– Ftalato de dibutilo: algumas marcas substituem TPHP por ftalato, mas isso não resolve o problema, pois os sintomas que causam são parecidos, como perturbação hormonal e problemas no sistema reprodutivo.

Nos Estados Unidos, há algumas marcas de esmaltes naturais, feitos à base de água ou com óleo de argan, sem a presença de formaldeído, tolueno, ftalato de dibutilo, mercúrio e outras substâncias tóxicas.

No Brasil, infelizmente, não temos conhecimento de esmaltes naturais.

Neste caso, a solução pode ser  você fazer seu próprio esmalte com a receita caseira que trouxemos.

INGREDIENTES

1 colher (sopa) de azeite (o azeite serve para fortalecer as unhas e proteger as cutículas)

Meia colher (sopa) de argila banca em pó

Henna natural em pó (a cor que desejar; vende-se em farmácias, lojas de produtos naturais ou de artigos para cabelos)

MODO DE PREPARO

Misture o azeite e a argila em pó até virar uma massa homogênea.

Quando já estiver mexido bem, adicione um pouco de henna natural e mexa até que a pasta fique bem lisa.

Coloque a mistura num recipiente para esmalte e passe normalmente nas unhas.

A tinta deve secar em dez minutos e você pode aplicar brilho, se quiser.

Fonte: Cura pela natureza - um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.
No Desacato
Leia Mais ►

Sem dúvida esse é o vídeo do ano


Leia Mais ►

"Marx Voltou" - Websérie baseada no "O Manifesto Comunista"!

 Imperdível 


"Marx ha vuelto" está ambientada en la Argentina actual (2014), que al igual que otros países sufre los embates de la crisis económica. Los trabajadores de una fábrica gráfica sufren suspensiones y despidos; un grupo de ellos se organiza para luchar mientras son dejados de lado por los dirigentes sindicales. Al mismo tiempo, Martín, protagonista de esta historia, se encuentra leyendo el Manifiesto Comunista, y termina por encontrarse con Karl Marx, sin quedar en claro si es sueño o realidad. A lo largo de cuatro capítulos Marx irrumpe en la historia con sus ideas revolucionarias sobre las clases sociales, las crisis, el estado y el comunismo.

El reconocido actor Carlos Weber, (Marx en el Soho), interpreta a Karl Marx en esta historia junto a un grupo de jóvenes actores de importante trayectoria en el teatro independiente nacional.

La producción estuvo a cargo del IPS (Instituto del Pensamiento Socialista) y la realización por el grupo de cine Contraimagen y el canal de TV online TVPTS. Forma parte de una iniciativa del PTS (Partido de Trabajadores Socialistas) en el Frente de Izquierda, para difundir las ideas marxistas en todo el país.

Série de ficção produzida pela esquerda trotskista da Argentina (com legendas em português):

Capítulo I - burgueses e proletários



Capítulo II - O mercado e as crises


Capítulo III - O estado e a revolução


Capítulo IV - A luta pelo poder dos trabalhadores


Leia Mais ►

Moro e a condenação de Lula


Qualquer pessoa mais atenta e que acessou as gravações do depoimento de Lula dia 10 de maio vai perceber que Sergio Moro já deu sinais de quais argumentos vai usar e como procederá para condenar Lula. Quando o juiz justifica por que as perguntas fora dos autos são importantes e quando o advogado observador da OAB-PR, Rene Ariel Dotti, que representa a Petrobras na acusação, se destempera sobre os protestos da defesa que queria delimitar o interrogatório aos limites dos autos, e parte das elites jurídicas reacionárias dentro do direito se veem representadas pela fala de que a análise do caráter do réu é parte fundamental da análise do juiz, dão pistas do que está por vir.

É o argumento de Rene Dotti que vai justificar a condenação a Lula. Dotti é professor de direito penal na UFPR, não por acaso a mesma instituição em que Sérgio Moro é professor.

Pelo depoimento de ontem, baseado nas perguntas do juiz Moro e no destempero de René Dotti, posso antecipar a sentença a Lula? Esse artigo é uma tentativa de leitura do depoimento a partir das perguntas dirigidas ao ex-presidente por parte do juiz Sérgio Moro e se fundamenta em uma tese muito difundida por críticos aos abusos cometidos pela 5ª Vara de Curitiba: Lula nunca foi réu, nunca teve sua defesa garantida, nunca se supôs sua inocência e, quando indiciado, já estava condenado – as investigações são apenas para justificar sua condenação e não para decidir se há provas para isso. Nesse sentido, frágeis ou não, os argumentos para a condenação são apenas pró-forma, estágio necessário para a teatralidade que toda operação que se realiza em torno do ex-presidente se concretize.

Lula obviamente não estava sendo analisado a partir dos seus atos, ou seus atos não dão argumentos para condenação. Então, será preciso ampliar o escopo para argumentar em favor da sentença. E o argumento da condenação obedecerá a mais retrógrada das doutrinas jurídicas: a análise do caráter.

Justifica o juiz: em 2005 o então presidente Lula dizia se sentir traído por membros do governo que cometeram desvios e foram condenados pelo processo do mensalão. Já em 2014, Lula tinha outro discurso, conivente com os condenados e repulsivo à justiça. O eminente juiz dá a entender que há evidente desvio de caráter em Lula, que aquele presidente que era a favor das investigações e das condenações ao longo do seu mandato e fora da presidência tornara-se parte conivente e interessada da corrupção. Nesse argumento, Lula será condenado porque se somam os indícios (não comprováveis) de desvio de função e tráfico de influência com a personalidade destorcida pela mudança do caráter do ex-presidente.

Em claro português: Lula será condenado primordialmente por preconceito de classe, depois por desentendimento do que é política e total incompreensão do que é uma gestão pública e o papel de um presidente da república ou de um político. Para isso, a necessária materialidade do crime se torna desnecessária.

Moro analisou, portanto, o caráter de Lula e tem provas de sua mudança para uma mentalidade criminosa, deduzirá isso do depoimento e das declarações de Lula à imprensa. Condenará sem laudo psicológico ou materialidade, mas a partir da relação entre as evidências: desvio de caráter do réu e indícios de crime apontados pelas testemunhas. Se é possível estabelecer uma relação causal entre as coisas? É como se supor que uma carteira que estava em cima da mesa foi roubada por alguém que estava próximo. Por quê? Você estava perto, é possível e porque seu caráter demonstra que em algum momento da sua vida você proferiu a frase: “achado não é roubado”. Essa é mais ou menos a lógica do criminalista René Dotti ao se contrapor à defesa e dizer que a análise do caráter de Lula orienta o interrogatório de Moro.

O argumento positivista de que o caráter ou a origem inata do criminoso é argumento suficiente para a condenação sumiram do direito contemporâneo por um motivo muito simples: a história mostrou a quantidade de erros e condenação de inocentes, o que desmonta a tese das análises inatas e adquiridas da personalidade. É aquele argumento que leva a supor que judeu tem tendências a desvio de caráter, que negro é propenso à baixa inteligência, que cigano é predisposto à bandidagem. É o argumento que supõe que petista não sabe governar ou que governa desonestamente, mas que governa bem e com mais honestidade que outros? Impossível pelas possibilidades da determinação positivista do direto.

Parece uma ideia estúpida, mas é essa a linha de interrogatório que seguiu Moro. Recortar e colar os discursos de Lula fora de contexto só mostra que o juiz precisava de uma “materialidade” (declarações soltas de Lula à imprensa) de que ele teria mudado de posição quanto à corrupção para dizer que o caráter do ex-presidente é ou tornou-se corrupto e que isso associado à atitude leniente com criminosos do seu partido leva a supor que Lula desviou-se da conduta moral de um réu inocente. O argumento parte do suposto jurídico de que o juiz é capaz de analisar (como um profissional do divã – neste caso, sem laudo técnico) o caráter de um réu.

No melhor estilo positivista lombrosiano, Moro já determinou no seu interrogatório que Lula é uma figura perigosa e de caráter corrupto. Não tem provas, mas suas convicções mostram que um filho de retirante nordestina, que foi engraxate e se tornou torneiro mecânico nas fábricas do ABC não pode ter caráter de presidente, não pode desempenhar essa função corretamente. Por trás disso, existe o preconceito sempre presente nas elites brasileiras de que Lula não pode dar certo e, se deu, é preciso condená-lo e recuperar as rédeas da história.

Luís Fernando Vitagliano
No Blog do Miro
Leia Mais ►

Entrevista Wanderley Guilherme dos Santos - crise política


Considerado um dos maiores cientistas políticos da atualidade, Guilherme dos Santos prenunciou o golpe militar dos anos 1964, dois anos antes, no seu livro "Quem Dará o Golpe no Brasil" (Civilização Brasileira, 1962). Nesta entrevista, concedida para o jornalista Luis Nassif, no dia 3 de maio de 2017, ele aborda as origens recentes da crise política e democrática brasileiras.

Em abril de 2017, o professor lançou o livro "A Democracia Impedida - O Brasil no Século XXI" (FGV, 2017), analisando as raízes da crise institucional e social enfrentadas hoje. Nesta entrevista ao jornalista Luis Nassif, o professor afirma que a crise política atual teve como raiz a “fraude constitucional” que partiu da interpretação de três ministros do Supremo Tribunal Federal: Joaquim Barbosa, Ayres Brito e Rosa Weber, no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como “mensalão”.

3:33 A afirmação de Joaquim Barbosa de que a Constituição era o que o Supremo dizia que ela é

5:23 Ao julgar Dirceu, Ayres Brito lança tese de que culpado deve provar sua inocência

8:11 Também no julgamento de Dirceu, Rosa Weber aprova condenação admitindo a inexistência de provas

12:02 Celso de Mello e seus longos discursos

14:18 – A visão Luiz Roberto Barroso o papel do judiciário como legislador

18:35 A sinuca das forças golpistas com 2018.

23:39 Necessidade de contragolpe, candidatos progressistas em 2018 e quebra de poder dos oligopólios midiáticos

25:28 Organizações Globo são obstáculo à evolução da democracia

Leia Mais ►

O triplex ruiu

O acusado engoliu o acusador


O Conversa Afiada reproduz da Carta Capital o artigo de abertura da imperdível "Rosa dos Ventos", de Mauricio Dias:​

O triplex ruiu

Foi um fiasco, com cinco horas de duração ou pouco mais, o resultado do interrogatório do ex-presidente Lula conduzido pelo juiz Sergio Moro.

Apoiado em delações sem provas consistentes, o interrogador facilitou as respostas do interro- gado, acusado de ser proprietário do célebre triplex, supostamente doado por uma emprei teira. Moro percebeu que, sem sustentação, a casa cairia.

A voz melosa do magistrado tentou, então, envolver Lula em outras questões, com perguntas tiradas, por exemplo, da delação de Renato Duque sobre contas do ex-diretor da Petrobras no exterior. Ele negou na ocasião. Agora admite.

Havia quase 7 mil manifestantes nas imediações do Tribunal de Justiça. O número deles foi calculado a partir de dezenas de ônibus vindos de várias partes do Brasil para apoiar Lula. Para o que desse e viesse. Faziam barulho. Não vazava para a sala de audiência. Moro sabia que eles estavam por lá quando disse a Lula: “Houve boatos de que poderia ser decretada sua prisão durante este ato. Eu lhe asseguro de pronto que isso não vai acontecer”.

O boato sempre esteve na mídia. Moro nunca desmentiu o que leu, nas várias vezes em que falou publicamente sobre a Lava Jato. Não se sabe se sorria nestes momentos.

O metalúrgico, no limite da serenidade, respondeu a Moro:

“Considero o processo ilegítimo e a denúncia uma farsa”. Lula foi sempre enfático nas observações e irônico em algumas respostas ao juiz.

Alguns exemplos:

Lula: “O Dallagnol não tá aqui. Eu queria o Dallagnol aqui pra me explicar aquele Power-Point”, falou olhando para os procuradores da Lava Jato.

Moro: “Tem um documento aqui que fala do triplex”.
Lula: “Está assinado por quem?”
Moro: “A assinatura tá em branco...”
Lula: “Então, o senhor pode guardar, por gentileza”.

Moro: “Esse documento em que a perícia da PF constatou ter sido feita uma rasura. O senhor sabe quem rasurou?”
Lula: “A PF não descobriu quem foi? Não? Então, quando descobrir, o senhor me fala. Eu também quero saber”.

Moro: “Saíram denúncias na Folha de S.Paulo e no jornal O Globo de que...”
Lula: “Doutor não me julgue por notícias, mas por provas”.

Moro: “Senhor ex-presidente, você não sabia que Renato Duque (ex-diretor da empresa, hoje preso) roubava a Petrobras?”
Lula: “Doutor, o filho, quando tira nota vermelha, ele não chega em casa e fala: ‘Pai, tirei nota vermelha’.
Moro: “Os meus filhos falam”.
Lula: “Doutor Moro, o Renato Duque não é seu filho”.

No dia seguinte ao depoimento, houve diversas avaliações da audiência. Alguns tentaram jogar nas costas de Lula a responsabilidade pela politização da Lava Jato. Mentira. Quem estimulou isso foram os procuradores, os policiais federais e certos juízes que ainda militam descaradamente contra Lula, Dilma e o PT.

Além disso, a partidarização da Lava Jato é claramente simpática ao PSDB. Sem disfarce. Há muitos tucanos citados nas delações, mas não há um só tucano na gaiola.
Leia Mais ►