9 de mai. de 2017

Stédile em Curitiba quer renúncia do MT, já!

Quem mandou não combinar com o povo?

Acampamento do MST organizado na capital paranaense
O Conversa Afiada reproduz discurso do líder nacional do MST, João Pedro Stédile, em Curitiba (PR):



Veja mais imagens do acampamento montado pelo MST em Curitiba, na véspera do depoimento de Lula a Sergio Moro (crédito a amigo navegante em Curitiba):



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Kennedy Alencar: ação política de Moro dá razão a Lula


Do jornalista Kennedy Alencar, um raro oásis de equilíbrio na grande mídia, em seu comentário no  “Jornal da CBN”:



Previsto para amanhã, em Curitiba, o depoimento do ex-presidente Lula ao juiz federal Sergio Moro tem sido cercado por luta política. O caso ilustra a confusão de papéis vivida por integrantes do Ministério Público e do Judiciário em relação aos políticos.

Não cabe a um juiz divulgar vídeo nas redes sociais, como fez Moro, dizendo quem deve ou não comparecer a manifestações políticas.

Quando age assim, ele dá razão aos que o criticam por incorporar o papel de líder de um lado – no caso, dos apoiadores da Lava Jato. Juiz não deve ter atuação política, mas ser e parecer imparcial. Um magistrado não pode ser político porque ele tem uma caneta na mão que manda prender e manda soltar. Detém um poder tremendo.

Já o ex-presidente Lula é um político e tem direito de agir como tal. Deve dar explicações à Justiça como qualquer cidadão, mas tem o direito de apontar perseguição política se considerar que isso está acontecendo.

O pedido de adiamento do depoimento faz sentido diante de uma quantidade enorme de novos documentos que foram incluídos no processo. A tese do Ministério Público é que dinheiro de propina da Petrobras irrigou as finanças pessoais de Lula, inclusive no caso do apartamento do Guarujá.

Ora, recentemente, o ministro Gilmar Mendes decidiu que a Polícia Federal não poderia interrogar o senador Aécio Neves apresentando documentos ou provas que ele desconhecesse. No caso de Lula, será difícil a defesa ter ciência de tudo o que consta desses documentos da Petrobras.

Não é boa a imagem em que um juiz aparece como boxeador de uma luta, retrato feito por uma revista semanal a respeito de depoimento de Lula. Quando envereda pela política, Moro enfraquece a Lava Jato e fortalece Lula, que ganha argumentos a favor do seu ponto de vista.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Fachin, o Ministro que tinha lado


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Truques da imprensa à portuguesa


Já estava com a Coleguinhas praticamente escrita quando, ontem, Luis Carlos Mansur enviou-me o link para um post do “Truques da imprensa portuguesa”, uma página no Facebook que, conforme diz Mansur, presta relevante serviço público detonando a imprensa do “jardim à beira-mar plantado”. Decidi reproduzir o post aqui por dois motivos:

1. Mostrar que alguns dos males que acometem a imprensa brasileira não são privilégios nossos, embora possam ser mais agudos aqui, e têm origens semelhantes.

2. Como é um “textão”, dificilmente ele seria lido em toda a sua extensão no Facebbok, pois quem acessa esta plataforma parece ter imensa preguiça (ou mesmo incapacidade) de ler qualquer coisa que ultrapasse três parágrafos e seria uma pena desperdiçar um texto tão bem escrito, um prazer para quem ama a língua portuguesa e toda a sua riqueza vocabular, tão esquecida por aqui.

Boa leitura.

“Cofina: um post longo, mas que é só um começo.

A Cofina é uma empresa portuguesa de comunicação social que conta, entre os seus títulos, com o Correio da Manhã – o jornal mais vendido em Portugal –, o Record – o jornal desportivo mais vendido em Portugal – e a CMTV – o canal por cabo mais visto em Portugal -, para além do Jornal de Negócios, do Destak e da Sábado.

Serve este introito para justificar o seguinte: ao contrário do que dizem muitos dos que nos leem, é muito importante perdermos tempo a falar do trabalho que se faz nestes títulos, uma vez que eles chegam a muita gente e abrangem todos os temas. Têm alcance e com o alcance vem poder.

Têm chegado à nossa caixa vários de mensagens alguns testemunhos desconcertantes de trabalhadores e ex-trabalhadores da Cofina (jornalistas e não só) que nós achamos que merecem a vossa maior atenção.

Os lucros da Cofina estão em queda, o que implica mudanças: o mês passado, o Expresso noticiava que o destino de mais de 50 trabalhadores do grupo era o desemprego.

A Cofina, como muitas outras empresas de comunicação social em Portugal, empregam sobretudo jornalistas mal pagos – mesmo quando têm experiência e reconhecimento público – e “estagiários” não remunerados ou “subsidiados”, i.e., dão-lhes uns trocos para os transportes. É desta mistura de jornalistas experientes insatisfeitos e sub-remunerados e de estagiários inexperientes a custo zero que se faz grande parte do jornalismo em Portugal e a Cofina será, porventura, o pináculo desta estratégia.

Os títulos e as equipas da Cofina não são todas iguais e é preciso distinguir, por exemplo, um Jornal de Negócios – que consideramos um bom jornal – de um Correio da Manhã, que se tornou, para muitos, o porta-estandarte do “jornaleirismo” em Portugal: mentiras, falta de rigor, sensacionalismo, desrespeito pelas pessoas, enfim, o Código Deontológico dos Jornalistas violado, à bruta, por trás, ponto por ponto.

Conta-nos uma pessoa que esteve relacionada com o Correio da Manhã que nesta redação existe uma clara divisão entre diretores e jornalistas. Citamos: “Existe um clima de medo, bastante ditatorial, onde não se levantam quaisquer ondas. Poucos falam, poucos reagem e ninguém tem capacidade para falar com os diretores, uma vez que corre o risco, por qualquer motivo, de ser despedido. O medo dos despedimentos paira na redação. A intimidação é evidente e é quase diária. No Correio da Manhã contrata-se barato e despedem-se os jornalistas mais velhos, que ganham pouco mais. Os diretores, esses, ganham e não é pouco. A Cofina tem lucro. Mas o dinheiro vai todo para o topo da cadeia alimentar.”

Ilustrativo. Mas não fica por aqui.

Citamos outra fonte próxima do Correio da Manhã: “No Correio da Manhã os jornalistas são obrigados a trabalhar mais do que as 8 horas. Chegam a fazer 15 e até 20 horas seguidas. Sempre a um ritmo frenético que conduz, logicamente, ao erro. Todos os trabalhadores devem estar a trabalhar sem parar. Todos estão infelizes, quase todos querem sair. Só não o fazem porque há pouca oferta em jornalismo. Colocam os jornalistas a fazer trabalhos perigosos no meio de adeptos ou no meio de incêndios. São obrigados e pressionados a fazer perguntas desconfortáveis em conferências de imprensa. As ameaças de despedimento são constantes.”

Serve esta página para denunciar truques da imprensa portuguesa. Pois bem, aqui vai um grande, um dos maiores truques da imprensa portuguesa: quando os jornalistas são postos a trabalhar nestas condições, o jornalismo que fazem será, com toda a probabilidade, uma grande merda.

É por isso que aqui visamos, quase sempre, a publicação e não o jornalista. Porque sabemos que eles, que deviam ser o coração do jornalismo, são muitas vezes colocados na posição de meros empregados, a correr para aqui e para ali a mando, a fazer perguntas encomendadas ao chefe, que lhas ordena ao ouvido, sem espaço para investigar, para pensar, para corrigir.

Não serve isto para desculpar sempre os jornalistas quando falham, pois achamos que cada um dele assumiu, individualmente, uma responsabilidade para com o leitor quando aceitou a carteira de jornalista – e que essa responsabilidade deve impor que tomem uma atitude perante ordens que os obrigam a violá-la. Mas serve para enquadrar muitas dessas falhas num sistema que não está montado para nos dar rigor, verdade, transparência e seriedade. Está montado para dar dinheiro aos donos dos jornais e para por os jornalistas em situações onde, muitas vezes, têm de escolher entre o rigor e o emprego.

Os jornais são detidos por empresas que, muito legitimamente, procuram o lucro. Com isso, foram-se tornando, a pouco e pouco, em anti-jornais, em anti-imprensa: são anúncios, são páginas e páginas de publicidade disfarçada de notícias, porque é isso que dá dinheiro. São palha para burros, são sensacionalismo para atrair visitas, são servicinhos aos anunciantes.

Resultou para a Cofina, durante muito tempo, mas os sinais são positivos para o jornalismo: a receita parece estar a esgotar-se. A Cofina entrou no jornalismo e começou a substituí-lo por “tralha”: intrigas, pessoas nuas, histórias de faca e alguidar. Coisas que muita gente gosta e lê com gosto, e quem somos nós para julgar?

Mas há sempre uma altura em que as pessoas pensam: “bom, o que me apetecia agora era mesmo ler um jornal”. Ou em que um anunciante pensa: “bom, eu gostava mesmo era que os meus anúncios não estivessem rodeados de notícias falsas, para terem alguma credibilidade”.

E, quando esse momento chega, quem é se lembra do Correio da Manhã?

Ninguém.

A queda dos lucros no primeiro trimestre deste ano cifrou-se nos 35,4% face ao período homólogo do ano transacto.



Adir Tavares
No GGN
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Operação Conexão Miami é deflagrada em Itajaí e Balneário Camboriú - SC


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta manhã a denominada Operação Conexão Miami, para desarticular uma associação criminosa estabelecida entre empresários do ramo da construção civil de Itajaí/SC e Balneário Camboriu/SC, dois doleiros já denunciados no âmbito da operação EX-CAMBIO (deflagrada em 22 de setembro de 2015), dois empresários americanos e um alemão - representantes de uma marca internacional de veículos de alto luxo - além de dois corretores de imóveis, que teriam estabelecido um vínculo associativo estável e permanente para a prática de evasão de divisas mediante fraude em contratos de câmbio e lavagem de dinheiro – inclusive no exterior.

A PF mobilizou 45 policiais para cumprir 09 (nove) mandados de busca e apreensão e 02 (dois) mandados de prisão temporária - prisão com prazo de 05 dias -, em Balneário Camboriu/SC e Itajaí/SC. Além disso, a Polícia Federal iniciou cooperação jurídica internacional para realizar o interrogatório dos três empresários estrangeiros, com envio de rogatórias para os EUA e a Alemanha.

O esquema começou a ser desvendado durante a operação Ex-Cambio que investigou quatro organizações criminosas compostas por doleiros que realizavam evasão de divisas mediante fraude cambial, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.

Com a identificação de operação de câmbio fraudulenta realizada por empresa fantasma para pagar uma empresa americana de empreendimentos de alto luxo, chegou-se ao real pagador da remessa, isto é, uma construtora de Balneário Camboriu/SC. O pagamento fraudulento deveria ser feito para uma empresa alemã detentora de uma marca de automóveis de alto luxo na Alemanha, a fim de a construtora usar o nome da marca em seu empreendimento no Brasil. Todavia, para evitar custos mais altos, os investigados teriam decidido pagar mediante contrato fraudado de câmbio à licenciadora da marca nos EUA para que essa então pagasse à empresa alemã.

A Cooperação Internacional se realiza por conta do indiciamento dos estrangeiros; eles deverão ser qualificados, identificados e interrogados.

O montante total dos valores movimentados fraudulentamente para os EUA pode chegar a R$13.000.000,00 (treze milhões de reais).

Os envolvidos responderão pelos crimes de fraude em contratos de câmbio (pena de até 4 anos), associação criminosa (pena de até 3 anos) e lavagem de dinheiro (pena de até 10 anos).
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Após ser solto, Dirceu é alvo de acusações infundadas sobre offshores

Sem provas ou conexões, o ex-ministro foi associado a nome ligado a offshore no Panamá: uma antiga barrigada do Jornal Nacional


Imediatamente após ser solto pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), José Dirceu voltou para a mira das acusações na Operação Lava Jato e na imprensa. Neste domingo (07), o ex-ministro foi associado a um dos nomes ligados a offshores no Panamá, no caso das empresas de fachada ligadas ao escritório Morgan & Morgan.

Com o intuito de indicar que o petista estaria ligado às empresas de fachada, o Estadão recuperou a barrigada que o Jornal Nacional cometeu há quatro anos, quando Dirceu havia sido contratado para trabalhar no hotel de Brasília St. Peter.

À época, o telejornal da Rede Globo publicou, em tom de denúncia, uma reportagem contra os proprietários do empreendimento, por terem oferecido emprego ao então condenado na Ação Penal 470, o chamado mensalão, por um salário de R$ 20 mil. 

Com o intuito de tentar desvendar irregularidades, o jornal se deparou com informações inconsistentes, mas ao contrário do esperado, sem nenhuma relação direta com o petista. Ao buscar sobre os proprietários do hotel, no Panamá, descobriram que o empreendimento era controlado por uma offshore no paraíso fiscal, e tinha como registro o nome de um suposto laranja, Jose Eugenio Silva Ritter.

Em tom de denúncia, o Jornal Nacional anunciava que o suposta laranja estaria ligado a Dirceu, ainda que sem nenhum indício a respeito. Novamente cometendo a mesma falta de apurações, o Estadão publicou a notícia neste domingo: "‘Laranja’ no Panamá é elo entre Dirceu e outros alvos da Lava Jato".

A matéria novamente insiste que o tal laranja, José Eugênio da Silva Ritter, era a ponte entre todos os supostos criminosos da Operação Lava Jato: José Dirceu, Pedro Barusco e o ex-gerente da Petrobras, Edison Krummenauer. "[Eles] têm em comum suspeitas sobre a utilização do mesmo esquema para a abertura de empresas em paraísos fiscais".

Com o mesmo erro, o jornal omite o fato de que o tal laranja, o cidadão panamenho José Eugenio Silva Ritter, que foi usado como a ponte para os "criminosos" da Lava Jato, aparece ligado a nada menos do que mais de mil empresas relacionadas ao escritório Morgan & Morgan, conhecido como um grande lavador de dinheiro.

A notícia do Estadão seria que documentos entregues para a equipe de investigadores da Lava Jato "dão conta de que ambos os agentes da estatal utilizaram o mesmo ‘laranja’ indicado pelo escritório Morgan & Morgan".

O uso das empresas laranjas no Panamá foi alvo de indícios uma vez que o próprio ex-executivo da estatal Edison Krumennauer em acordo de colaboração premiada admitiu ser representante de uma das empresas abertas no país para a lavagem de dinheiro e remessa de propinas. Neste caso, ele foi obrigado a pagar mais de R$ 4,5 milhões em multas e a devolução de US$ 3,4 milhões depositados na Suíça.

Da mesma forma, Barusco também foi acusado de recebimento de recursos por empresas offshores no Panamá. Uma das empresas teria recebido US$ 11,2 milhões de propinas e outra US$ 7,2 milhões. Já Dirceu não teria nenhuma conexão com tais empresas, e o Estadão deixou a informação em aberto, conseguindo mencionar apenas que "uma das filiais da JD Assessoria, apontada como empresa utilizada para receber propinas a José Dirceu, chegou a ser registrada no Panamá no mesmo endereço do escritório Morgan & Morgan".

Assim, de forma completamente genérica e sem indícios, o Estadão afirma que o panamenho José Ritter "é a ligação entre os alvos da Lava Jato". Nesse meio inconclusivo, o único dado concreto é a de que offshores teriam sido usadas pelos investigados da Lava Jato, o que não é notícia, uma vez que a informação já era de conhecimento público desde o início das apurações.

Patrícia Faermann
No GGN
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Acompanhe a série:

Aula 1 - As Globalizações

Aula 2 - Revolução Mexicana

Aula 4 - Revolução Sandinista
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