28 de abr de 2017

Greve e desemprego enterram o Golpe


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Globo, marchas golpistas e a greve geral


Como ensinou o mestre Perseu Abramo, a manipulação informativa não consiste apenas em mentir. A mídia mente, também. Mas ela utiliza técnicas mais refinadas. Ela realça o que lhe interessa e omite o que não lhe interessa. Nas marchas golpistas pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2015 e 2016, a TV Globo garantiu todos os holofotes aos manifestantes "coxinhas" que foram às ruas convocados por organizações fascistas e sinistras. Na prática, o império midiático da famiglia Marinho foi o grande líder e organizador dos protestos, manipulando e seduzindo milhares de "midiotas". Já agora, na greve geral convocada pela centrais sindicais, a TV Globo fez de tudo para ofuscar a preparação do protesto dos trabalhadores por seus direitos. Como não dá para esconder totalmente a realidade, na manhã desta histórica sexta-feira, 28 de abril, a emissora procurou criminalizar os grevistas.

Nas marchas pelo impeachment, que resultaram no "golpe dos corruptos" que agora retira direitos até dos "coxinhas", a TV Globo acionou a sua poderosa estrutura para insuflar os manifestantes. A grade de programação da emissora chegou a ser alterada, com mudança de horário de novelas e até de jogos de futebol, para estimular os protestos. A cobertura "jornalística" foi ao vivo e bastante festiva, com a exibição de milhares de cenas de "alegria" e "paz" das famílias vestidas de verde e amarelo, com as camisetas da ética CBF e o patinhos da incorruptível Fiesp - a federação dos industriais sonegadores de São Paulo. Os jornalistas amestrados da emissora não escondiam a sua excitação, deixando de lado qualquer imparcialidade. As celebridades globais, com seus régios salários, convocaram as marchas.

Já na greve geral dos trabalhadores, o clima é totalmente diferente. A Rede Globo não promoveu o "esquenta" para o protesto, evitou ao máximo falar da paralisação nos últimos dias. Quando falou, porque a realidade se impôs, foi para criminalizar os manifestantes, para alarmar a população, para tentar jogar a sociedade - que é formada por trabalhadores - contra os trabalhadores em luta por seus direitos. A emissora virou uma especialista em trânsito, falando em congestionamentos e no caos nas cidades. Os sorridentes apresentadores dos telejornais, como William Bonner - que tanto vibrou com as marchas golpistas -, viraram pessoas carrancudas contra os trabalhadores em greve.

Esta linha editorial canhestra já era totalmente previsível. Afinal, nas últimas semanas a TV Globo utilizou seu "jornalismo" para defender apaixonadamente as contrarreformas de Michel Temer. Ela aplaudiu a aprovação na terça-feira (25) da "reforma" trabalhista, que rasga os direitos previstos na CLT e faz o país regredir à escravidão. Das matérias já veiculadas sobre a "reforma" da Previdência, 91% foram para defender o fim da aposentadoria. Patrão é patrão! Infelizmente, ainda tem gente que acredita na neutralidade da mídia - inclusive alguns jornalistas que se dizem bem informados.

Altamiro Borges
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Entrevista de Lula à Rádio Guaíba



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IBOPE: Potencial de voto em Lula aumenta; rejeição a tucanos também


O IBOPE Inteligência perguntou aos brasileiros o potencial de voto e a rejeição dos possíveis pré-candidatos à presidência da República nas eleições de 2018. Dentre os nomes pesquisados, o ex-presidente é o que possui o maior potencial de votos.

Lula tem, hoje, um potencial de voto de 47% dos eleitores brasileiros: 30% dizem que votariam com certeza - o maior dentre todos os nomes pesquisados - e 17% declaram que poderiam votar nele para presidente em 2018.

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Na sequência, aparecem Marina Silva com 33% (9% com certeza votariam e 24% poderiam votar).

José Serra com 25% (7%  com certeza votariam  e 18% poderiam votar)

Geraldo Alckmin com 22% (7% com certeza votariam  e  15% poderiam votar)

Aécio Neves também com 22% (6%  com certeza votariam e 16% poderiam votar)

Joaquim Barbosa com 24% (12% com certeza votariam  e 12% poderiam votar)

Ciro Gomes com 18% (5% com certeza votariam e 13% poderiam votar)

Bolsonaro com 17% (8% com certeza votariam e 9% poderiam votar) 

João Doria com 16% (6%  com certeza votariam  e 10% poderiam votar). 

Já no outro lado, o da rejeição, três nomes do PSDB aparecem à frente do ex-presidente.

Aécio Neves é, dentre os nomes testados, o que tem a maior rejeição dos entrevistados: 62% não votariam nele de jeito nenhum para presidente da República em 2018.

O segundo mais rejeitado é José Serra, com 58%, seguido de Geraldo Alckmin (54%)

Lula (51%), Marina (50%), Ciro Gomes (49%), Bolsonaro (42%), João Doria (36%) e Joaquim Barbosa (32%).

Em relação a abril do ano passado, quando essa pergunta também foi feita aos brasileiros, a rejeição ao ex-presidente diminuiu 14 pontos percentuais (de 65% para 51%), sendo a única que recuou no período. A rejeição aos demais nomes subiu. 

A rejeição de Aécio aumenta 9 pontos; a de Bolsonaro, oito; a de Marina, quatro. A rejeição de Serra, Ciro Gomes e a de Alckmin oscila 1 ponto para cima. Joaquim Barbosa e João Doria são testados pela primeira vez na pesquisa.

Sobre a pesquisa

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 143 municípios, entre os dias 7 e 11 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No Amigos do Presidente Lula
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A “surpresa” da Globo com a greve


Do Poder360, a ótima análise sobre o início do dia da greve, feita pelo jornalista Luís Costa Pinto. Só acrescento o ar contrito e “chocado” das apresentadoras da Globonews, agora de manhã.

Greve faz 6ª amanhecer tensa; mídia
tradicional é ‘surpreendida’ pelos fatos

Luís Costa Pinto

A 6ª feira (28.abr.2017) amanheceu sob a pressão do compromisso de se transformar numa data histórica. As primeiras informações do dia parecem confirmar o que dela se esperava:

Há intensa movimentação de tropas militares na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Isso: tropas militares, num aparato evidentemente exagerado de reação a uma greve geral.

Exibir a força bruta para coibir a pretensão de atos de protesto –que são democraticamente legítimos desde que se conservem reivindicatórios e não descambem para o depredatório – sempre foi recurso de governos fracos suportados por esquemas militares áulicos.

O raiar do dia trouxe notícia de barricadas em rodovias nas periferias de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e alguns confrontos.

Apostar na tática de jogar a população contra grevistas que param por uma causa justa e motivados por uma pauta reivindicatória clara – e no caso dessa greve geral convocada para hoje há causa justa e pauta clara – é jogo arriscado: sempre poderá haver um momento em que falanges do lado repressor passem para o lado paredista, desmoralizando a repressão. Há chances reais de isso ocorrer, porque se conseguiu explicar o caráter reivindicatório de direitos do movimento paredista.

O bloqueio evidente do noticiário sobre a greve, em suas vésperas, na maior emissora de TV aberta, a Globo, produziu desde as primeiras horas do dia um fato patético: os telejornais do começo da manhã dessa mesma emissora tiveram de cobrir a paralisação como se houvesse uma surpresa no ar. Não era: a greve geral era já então notícia velha e a estratégia de escondê-la, velhacaria.

Tentar conter notícias contrárias à orientação da direção de veículos de comunicação é erro velho na História dos meios de comunicação conservadores do Brasil. Isso sempre se converteu em vitória dos fatos sobre os arautos do conservadorismo. A crise paradigmática do comício das “Diretas Já” no Vale do Anhangabaú em São Paulo, em 1984, escondido pela mesma Globo para servir à ditadura militar que se esvaía então, parecia ter sido lição histórica. Não foi, e o erro se repete no caso dessa greve geral.

Se nos anos 1980 o escritor Ignácio de Loyola Brandão consolidava-se como escritor libertário com a obra libertária O Verde Violentou o Muro, há que se constatar que a notícia se impôs e isso levou a Globo e veículos de mídia tradicional como os jornais O Globo e O Estado de São Paulo, que tentaram esconder a greve de seus telespectadores e leitores, a aprender que os fatos se impõem ante que tenta violenta-los.

É cedo ainda para fazer um balanço do dia que só começa, mas a greve geral desse 28 de abril de 2017 parece já se ter convertido numa data singular no calendário político brasileiro: o dia em que o Brasil parou para pensar. É evidente que se descobrirá uma nação órfã de projeto político, com instituições carentes de legitimidade para encarar os gigantescos desafios necessários à modernização do Estado a fim de prepará-lo para o mundo contemporâneo. Não se executa uma missão dessa sem debate, sem ouvir a sociedade.

Greves são armas dos movimentos sociais para que se façam ouvir pelo sistema quando os canais tradicionais se revelam interrompidos. Até o fim dessa 6ª feira (27.abr) será possível saber se os gritos sem impuseram, ou não. O que há nessa alvorada é muita tensão e muita pretensão.

No Tijolaço
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