18 de abr de 2017

Boechat e a compra do PMDB



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Temer vai acabar excomungado antes de ser deposto

Cartão vermelho
Chega a ser vexaminoso a insignificância moral e representativa de Michel Temer a nível nacional e internacional. Recém conquistado o título de político mais mal avaliado do país, a mais nova repulsa além-fronteira a seu nome veio de dentro dos muros do Vaticano.

Em resposta a um convite da Presidência da República emitido pelo governo brasileiro para as comemorações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o sumo pontífice da Igreja Católica simplesmente declinou do pedido.

A desculpa oficial utilizada pelo papa Francisco foi a de que sua agenda o impediria de visitar o Brasil neste ano. Mas o que até os querubins da Capela Sistina já sabem é que Jorge Bergoglio foge de presidentes dessa estirpe como o diabo foge da cruz.

Não é a primeira vez que o papa Francisco dá claros sinais de sua insatisfação com o cenário político brasileiro montado por Michel Temer e sua quadrilha.

Além de já ter enviado uma carta não oficial em apoio a Dilma Roussef, em setembro do ano passado o líder católico declarou que o Brasil vive um “momento triste”.

A novidade é que desta vez o papa pesou a pena em sua missiva. Aproveitou a sua resposta para lembrar ao decorativo presidente do Brasil algumas lições de fundamento cristão.

Escreveu ele:

“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo. Porém, não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Nesse momento até os fantasmas do Palácio do Jaburu se enrubesceram de tanta vergonha. Mas a lição de Bergoglio continuou, certeira e implacável.

Ciente das cruéis “reformas” que o traidor da República impõe a toda uma nação, arrematou:

“Não se pode confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”.

O papa e o resto do mundo civilizado sabem a que deus serve Michel Temer.

O capital, que financiou o golpe de Estado e o alçou ao mais alto cargo da democracia, é impiedoso com todos aqueles que não fazem parte de seu seleto círculo de convivas.

A preocupação do papa Francisco em relação às classes sociais menos favorecidas não é só real, é urgente.

Desde que Temer assumiu o poder, foram justamente os mais pobres os primeiros a sentirem os resultados mais trágicos de sua política econômica.

Não é por acaso que durante as celebrações da Semana Santa em todo o país houve inúmeras manifestações contra o atual presidente onde invariavelmente foi retratado e malhado como o Judas tupiniquim.

A julgar pela pauta que adota frente a um país dilacerado, o seu abandono e descaso com os mais pobres e partindo do princípio que é indigno de sequer receber a simpatia de um homem bom e afável como Jorge Bergoglio, não me admira que no fim das contas acabe sendo excomungado pela religião que diz seguir.

A pergunta que fica é: se não é o céu a recebê-lo, estaria o inferno preparado para tamanha maldade?

Carlos Fernandes
No DCM
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Governo Temer manipulou dados de crescimento


Tudo o que a imprensa criticava – com razão – na manipulação dos índices estatísticos do governo Cristina Krischer, começa a ser praticado pelo governo Michel Temer.

Esta semana, o governo acenou com três boas notícias: a melhoria no índice PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), medidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central).

O fato foi saudado em manchetes de todos os jornais e ajudou a reforçar a ideia de que o país está à beira da recuperação, e esse movimento poderá ser comprometido pela não votação da reforma da Previdência.

Trata-se de uma manipulação que compromete a imagem do órgão, presidido pelo economista Paulo Rabello de Castro.

A pesquisa se baseou em estudos que alteraram as ponderações dos diversos segmentos de comércio e serviços. O correto seria refazer as duas séries a partir de 2014, com a nova metodologia. Seria a maneira correta de calcular as variações de janeiro e fevereiro.

Em vez disso, o órgão só refez 2017. Trata-se de manipulação ampla, anti-científica. Comparam-se dados de 2017, com a nova metodologia, com dados de 2016, com a metodologia antiga. É o mesmo que comparar maçãs e laranjas. E tudo isso sem avisar ninguém, sem apresentar os dados. Apenas hoje, terça, haveria uma coletiva para anunciar as mudanças.

Como os dois índices entram na composição do IBC-Br, este índice também sofreu os efeitos da manipulação.

Como há técnicos sérios no IBGE, provavelmente começaram a trabalhar na reconstrução das séries a partir de 2014.

Leve-se em conta que é a terceira instituição pública, de produção de dados e analises, a sofrer manipulação por parte de dirigentes colocados pelo esquema Temer. A segunda é o IPEA. A terceira, a IBC.


Luís Nassif
No GGN
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A conexão entre os dólares de Serra depositados pela Odebrecht no exterior e o caso Miriam Dutra, ex de FHC

O apartamento de Miriam Dutra em Barcelona, “supervisionado” por Serra
A notícia de que a Odebrecht depositou o equivalente em dólares a 4 milhões de reais em uma conta no exterior para satisfazer um compromisso com José Serra traz de volta o nome de Miriam Dutra à corte tucana.

Segundo o executivo Luiz Eduardo Soares, a conta era de Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif, que administra as lojas duty free em aeroportos do Brasil.

Miriam, que tem um filho que dizia ser do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teve contrato de prestação de serviços assinado com a empresa de Jonas Barcellos no final do governo FHC.

Em entrevista gravada, concedida a mim em Barcelona, no ano passado, Miriam contou que esse contrato era de fachada, um artifício para que recebesse mesada de 3 mil dólares de Fernando Henrique Cardoso.

Assim como Jonas, da Brasif, Serra também se movimentou para ajudar Fernando Henrique no caso Miriam Dutra.

O apartamento que ela comprou em Barcelona foi reformado com a supervisão de Serra, que esteve lá pessoalmente e, segundo Miriam, orientava a liberação de dinheiro, juntamente com o primo, Gregorio Preciado.

A delação do executivo da Odebrecht indica que a relação entre Serra e Jonas vai além de Miriam Dutra.

Em 2010, Miriam Dutra continuava funcionária da TV Globo, mas não recebia o complemento da Brasif.

Em reportagem publicada pelo DCM em abril do ano passado, escrevi:

A tragédia da família Dutra se mistura a situações em que é difícil separar o assunto público do privado. Nos anos em que considera seu exílio na Europa, com salário da Globo e o dinheiro de um contrato fictício da Brasif, ela teria questionado Fernando Henrique quando a Brasif, empresa concessionária do governo federal, parou de transferir dinheiro – eram 3 mil dólares por mês.

— O Fernando Henrique disse: é claro, eu coloquei 100 mil dólares lá, e esse dinheiro já acabou.

A família não deixou de receber recursos, mas a Brasif, segundo Miriam, deixou de ser o canal.

A relação de Serra com Jonas da Brasif, no entanto, se mantinha.

A irmã de Miriam Dutra, a socióloga Margrit, trabalhava até o ano passado no gabinete de Serra no Senado.

Margrit foi casada com o jornalista Fernando Lemos, já falecido, de quem era sócio em uma empresa de lobby, a Polimídia, e ambos, assim como Miriam Dutra, eram muito próximos de Jorge Bornhousen, que foi vice-presidente da Brasif.

Eram todos de Santa Catarina.

Miriam contou que o cunhado é quem operacionalizou o contrato com a Brasif, para resolver dois problemas: o dela, Miriam, e o de Fenando Henrique.

“É assim que as coisas funcionam no lobby. Alguém sempre se movimenta para resolver os problemas”, disse-me, à época, Miriam.

Se o inquérito para apurar o propinoduto que liga a Odebrecht a José Serra for adiante, a Polícia Federal tem outras pistas além de Miriam Dutra.

Em 2010, na sua campanha a presidente, Serra foi confrontado com uma história nebulosa.

Naquele ano, teriam desaparecido 4 milhões de reais do caixa de campanha administrado pelo engenheiro Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, diretor de engenharia da Dersa, responsável pelas obras do Rodoanel.

Seriam os mesmos 4 milhões que agora, na delação da Odebrecht, aparecem como devolvidos à empresa, para que, convertidos em dólar, fossem depositados na conta de Jonas Barcellos no exterior?

É uma pista.

Paulo Vieira Souza e a irmã de Miriam, Margrit, muito ligada a Serra, talvez possam esclarecer alguns pontos.

PS: Margrit foi demitida no gabinete de Serra no Senado depois que Miriam Dutra disse que ela tinha um patrimônio incompatível com a renda de funcionária pública e era lobista.



Joaquim de Carvalho
No DCM
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Decisão de Moro de obrigar Lula a participar de oitiva de defesa é criticada por juristas


A decisão do Juiz Federal Sérgio Moro de aceitar o pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para arrolar 87 testemunhas de defesa, mas obrigar a presença do acusado em todas as oitivas movimentou as discussões do meio jurídico. Moro fundamentou a necessidade da presença de Lula a fim de “prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes”.

“Já que este julgador terá que ouvir 87 testemunhas da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de outras, embora em menor número arroladas pelos demais acusados, fica consignado que será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas”, decidiu o magistrado.

A decisão foi criticada nas redes sociais. Afrânio Silva Jardim, Professor Associado de Direito Processual Penal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Livre-Docente em Direito Processual e Procurador de Justiça aposentado, afirmou que a presença do acusado só faria sentido se ele mesmo quisesse ou então para um ato cuja presença dele é fundamental – “entendo que a exigência da presença do ex-presidente Lula às audiências só teria sentido se ela se fizesse necessária para a instrução processual. Por exemplo: se fosse determinado um ato de reconhecimento de pessoa ou uma acareação entre este réu e uma testemunha”.
Importante notar que são 87 testemunhas, todas arroladas pela defesa do ex-presidente. Dificilmente se fará necessária a presença do Lula para algum ato processual, algum ato instrutório acima mencionado, que dependa especialmente dele”, ponderou. Afrânio afirmou que a notícia então veiculada por agências que davam conta da decisão fazia “crer que foi uma espécie de “represália” do juiz em razão da grande quantidade de testemunhas arroladas pela defesa… Se isso for verdade, fica claro o “juvenil voluntarismo” do referido juiz.
Isso porque, conforme explicou o Advogado Criminalista e Professor Doutor em Direito da PUC-RS, Aury Lopes Jr., caso o magistrado sentisse que a defesa estava se usando de mecanismos para prolongar a audiência, ele tinha meios para impedir que isso acontecesse, uma vez que a lei especifica que cada pessoa acusada tem o direito de arrolar 8 testemunhas por fato – “É pacifico o entendimento de que são 8 por réu e por fato. Logo, esse número elevado não é nada de anormal, desde que encaixe nesta equação (número réus/fatos imputados). O que o juiz poderia ter feito era determinar que a defesa definisse que testemunhas irão depor sobre que fatos para controlar o limite de 8 por fato. Isso é comum e chancelado pela jurisprudência”.

Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que a decisão de Moro, na prática, obriga Lula a residir em Curitiba, trazendo prejuízos não previstos em lei. Cristiano Zanin, responsável pela defesa, afirmou que “o juiz Sérgio Moro pretende, claramente, desqualificar a defesa e manter Lula em cidade diversa da qual ele reside para atrapalhar suas atividades políticas, deixando ainda mais evidente o “lawfare”.”.

No Justificando
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28 de abril - dia de parar o Brasil


O Brasil se prepara para uma greve geral no dia 28 de abril. E não é por acaso. Passado um ano do processo que retirou do poder a presidenta Dilma Roussef, conduzido por um Congresso corrupto e baseado unicamente num desejo de vingança do então presidente da casa, Eduardo Cunha, o país vive uma vertiginosa ação de desmonte. Sem nenhum prurido, a classe dominante assumiu o controle, impondo uma avassaladora derrota aos trabalhadores no que diz respeito aos direitos conquistados com longas e dolorosas lutas. Não que essa gente não estivesse no controle, durante os governos petistas, mas as coisas caminhavam mais devagar, com possibilidade de organização e luta. Agora, sem freio e com seus gerentes bem afiados, o processo de desmonte de direitos acontece sem máscaras e de maneira muito rápida.

O Congresso Nacional tem sido o protagonista principal nesse teatro de horrores. Com uma maioria expressiva, desde o próprio processo de impedimento, vem aprovando tudo o que o novo presidente quer. E o que Temer quer é o que quer o conglomerado empresarial industrial e agrário. Às claras, aqueles que deveriam representar a maioria da população, simplesmente viram as costas, ficam surdos às vozes das ruas, e legislam para os pequenos grupos de poder que os elegeram. Votam leis que fortalecem unicamente a classe dominante. Sem máscaras.

Com as denúncias realizadas no âmbito da operação Lava-Jato, a população finalmente se informa, com dados e números, sobre a realidade que desde sempre andamos denunciando: o estado nada mais é do que o comitê de negócios do capital. O estado existe para garantir que os ricos e poderosos sigam ricos e poderosos, seja pela expropriação de direitos dos trabalhadores, seja pela entrega das riquezas nacionais, seja pela sucessão de benesses oferecidas aos empresários nacionais e estrangeiros. Não é sem razão que todas as lutas travadas pelos trabalhadores encontram firme repressão. Vez em quando, se há algum crescimento nos lucros, a classe dominante permite uma ou outra proteção social. Mas, basta que caia a taxa de lucros para que tudo seja retirado. E aí, compram-se os deputados, os senadores, os vereadores, os governantes. Tudo é passível de suborno e corrupção. Ou seja, é da natureza do estado capitalista a corrupção.

Mas, todo o midiático escândalo da Lava-Jato é apenas uma agulha no “generoso” palheiro do sistema capitalista de produção. As propinas distribuídas aos legisladores, ministros e outros dirigentes do balcão do estado, são café pequeno diante das grandes quantias garantidas aos conglomerados nacionais e internacionais. Assim, enquanto os jornalistas de boca-alugada gritam histericamente sobre pagamentos de 10 milhões, dois milhões, 100 milhões, o estado brasileiro vai perdoando dívidas de empresas no valor de 26 bilhões – como é o caso do ITAU – ou 100 bilhões, como o caso das teles. Esse sim dinheiro gordo, que deixa de ser investido na saúde, educação, segurança, moradia, para encher as burras dos capitalistas.

Só que enquanto a mídia coloca no poste, para justiçamento, os peixes pequenos, os graúdos seguem nadando de braçada nas verbas do estado. Apenas o pagamento dos juros da dívida pública leva do orçamento brasileiro quase a metade de tudo que se arrecada. E sobre isso não se vê matéria na TV, nem comentários indignados dos jornalistas das grandes redes, acostumados a serem valentes contra os pobres e os trabalhadores. E uma auditoria nos contratos dessa dívida já deixaria claro o tanto de roubo, de corrupção e de entrega de riquezas se perpetrou desde a ditadura militar, momento em que a dívida começou a crescer vertiginosamente.

Os meios de comunicação não se preocupam em informar à população a totalidade do processo de corrupção que é natural no capitalismo. Limitam-se a fazer barulho com pequenos factoides, mostrando uma ou outra punição, como se isso fosse suficiente. Não é. A grande corrupção segue firme e a todo vapor. Ela é inerente ao sistema. E enquanto o estado perdoa dívidas dos empresários em valores estratosféricos, impõe aos trabalhadores o pagamento de toda essa conta, com aprovação de leis que tiram direitos e enxugam os serviços públicos.

Só no ano de Temer os congressistas congelaram, a seu pedido, os gastos públicos em 20 anos, condenando a maioria da população ao sucateamento de toda rede de serviços de saúde, educação, moradia, segurança, ciência, arte. Aprovaram o projeto das terceirizações que precariza ainda mais a vida do trabalhador e destrói tudo o que é público. Insistem na contrarreforma da previdência que tira o direito da aposentadoria, obrigando o trabalhador a contribuir 49 anos para então pleitear o direito de se aposentar. E, para fechar com chave de ouro, querem realizar uma contrarreforma trabalhista, destruindo tudo o que foi conquistado com sangue no último século.

Aos trabalhadores resta a luta e a organização. Antes de tudo é preciso totalizar esse cenários de desmonte e corrupção. Montar o quebra-cabeças inteiro e não apenas uma parte. A operação Lava-Jato - essa peça midiática -  é só a ponta do iceberg da corrupção do estado burguês. Há que mergulhar no mar de lama do capital e conhecer cada centímetro desse corpo que, para ser forte, precisa do trabalho e da vida do trabalhador.

Só os trabalhadores podem cortar a fonte do crime. Por isso, no dia 28, dia da Greve Geral, é preciso parar a produção, cada máquina, cada empresa, cada espaço de produção de valor. Se são os trabalhadores os que geram a riqueza, só os trabalhadores podem estancar a sangria. Parar é fundamental. Parar geral, travar a máquina do capital, mostrar força e organização. Essa é a única arma capaz de vencer a classe dominante. Há que lembrar: os que dominam conformam apenas 1% da população, os trabalhadores são 99%. Geram a riqueza e são a maioria, logo, o poder é deles. É tempo de usar essa força e esse poder. 

Elaine Tavares
No Palavras Insurgentes
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Um ano depois, onde estão os principais defensores do impeachment e onde está Dilma?

Dilma no Central Park, em Nova York. 
Foto: James N. Green
Hoje, 17 de abril, faz um ano da tenebrosa sessão em que uma Câmara corrupta votou pela abertura do processo de impeachment de uma presidenta honesta, Dilma Rousseff. Onde estão hoje os principais personagens desta história? E onde está Dilma?

Michel Temer: citado na Lava-Jato, o presidente ilegítimo já precarizou a vida do trabalhador, congelou gastos com a saúde e a educação pelos próximos vinte anos e agora planeja destruir a aposentadoria.

Ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha: está preso em Curitiba, acusado de receber propina por um contrato de exploração de petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

Deputado Jair Bolsonaro: o parlamentar que homenageou o torturador de Dilma em seu voto está sendo processado por quilombolas do país inteiro por insultá-los em uma palestra no clube Hebraica, no Rio. As ofensas já resultaram em uma ação do MPF no Rio de Janeiro.

Deputada Raquel Muniz (PSD-MG): chamou a atenção ao gritar “sim! sim! sim!” e dedicar o voto ao marido, prefeito de Montes Claros, que foi preso no dia seguinte.



Geddel Vieira Lima: saiu do ministério de Temer após a revelação de que pressionava o ministro da Cultura, Marcelo Calero, para liberar um prédio embargado pelo IPHAN em Salvador onde teria um apartamento. Geddel também é citado como tendo recebido milhões em caixa 2 da Odebrecht.

Deputado Bruno Araújo (PSDB-PE): autor do voto de número 342, que autorizou a abertura do processo, se tornou ministro das Cidades do governo golpista e é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa na Lava-Jato.

Deputado Wladimir Costa (SD-PA): enganou muita gente posando de democrata com a bandeira amarrada no pescoço. Em fevereiro deste ano, o TRE do Pará cassou seu mandato por unanimidade por ter recebido dinheiro “oriundo de fontes não declaradas” (caixa 2) e ter omitido doações à Justiça Eleitoral.



Deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ): votou a favor do impeachment elogiando Eduardo Cunha. “O senhor entra para a história hoje”. Agora, ele e seu pai, César, a quem também homenageou, viraram réus na Lava-Jato, acusados de terem recebido pagamentos irregulares da construtora Odebrecht.



Deputado Jovair Arantes (PTB-GO): o relator do processo de impeachment foi citado em escutas da operação Carne Fraca, em que um fiscal aparece fazendo um pedido de dinheiro a um frigorífico para sua campanha.

Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS): membro da “bancada ética” (sic), Lorenzoni votou pelo impeachment “para dizer um basta à roubalheira”. Mas foi delatado na Lava-Jato como suspeito de falsidade ideológica por não ter declarado ao TSE o recebimento de 175 mil reais da Odebrecht.



Deputado Paulinho da Força (SD-SP): votou na Câmara contra a “boquinha do PT” e o “roubo generalizado”, mas aparece na lista do ministro Facchin em dois inquéritos, acusado de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido doações irregulares da Odebrecht.



Os paneleiros: permanecem em silêncio. As panelas voltaram a soar apenas quando o PT transmitiu seu programa de TV, semana passada. Contra outros partidos, nada.

E Dilma, onde está?

Enquanto o Brasil descobre que Marcelo Odebrecht tentava pressioná-la para barrar a Lava-Jato e que não se encontra nenhuma comprovação de que tenha feito algo ilegal, a presidenta eleita do Brasil faz uma série de palestras em universidades dos Estados Unidos denunciando o golpe e a situação em que nosso país se encontra. Nada como ter a consciência tranquila.

Cynara Menezes
No Socialista Morena
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Para delatores Eliseu Padilha é um dos corruptos mais antigos em atuação no país

O ministro da Casa Civil do governo Michel Temer, Eliseu Padilha, pediu, recebeu e gerenciou propinas e caixa dois durante os últimos três governos federais.


De acordo com delatores da Odebrecht, ele talvez seja o corrupto mais longevo do país. O ministro da Casa Civil do governo Michel Temer, Eliseu Padilha, pediu, recebeu e gerenciou propinas e caixa dois durante os últimos três governos federais.

De Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), passando por Lula (2003-2010), até Dilma Rousseff (2011-2016), o atual chefe da Casa Civil foi, de acordo com as delações, o encarregado de arrecadar ao menos R$ 11,5 milhões junto à empreiteira.

Padilha é mencionado por pelo menos seis executivos, que lhe atribuem importância relevante no trato com o grupo baiano e o colocam em exposição maior em relação aos outros sete ministros de Temer que também são alvos de investigação em razão dos depoimentos.

O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou dois inquéritos para apurar as condutas da Padilha.

Ele é citado como autor de pedidos, cobranças ou recebimentos de propina vinculados a três obras: na Eclusa Lajeado, em Tocantins, na Trensurb, ferrovia do Rio Grande do Sul, e no aeroporto do Galeão, no Rio.

Os delatores afirmam que as solicitações ocorreram como contrapartida por ajuda dada pelo hoje ministro em licitações que consagraram a Odebrecht vencedora.

Em depoimento, Benedicto Junior, ex-presidente de Infraestrutura da empreiteira, disse que Valter Lana, ex-diretor de contratos da empresa, contou do pedido de propina de Padilha relacionado a uma licitação de 2001.

“O executivo (Lana) me disse que foi procurado pelo Eliseu Padilha, que alegou a ele ter ajudado a Odebrecht no processo licitatório [de 2001], portanto fazia jus ao pagamento de 1%”, afirmou.

Lana corroborou a versão: “Ele [Padilha] também dizia que havia combinado com a empresa que se isso virasse, teria direito, ao que me recordo, era também um percentual maior, alguma coisa em torno de 1% do valor do contrato”.

Segundo Lana, a negociação de 2001 rendeu pagamentos nos anos seguintes ao peemedebista. Ele menciona reunião em 2008 com Padilha. “Tem registrados pagamentos em 2010. O codinome dele era Bicuira, nesse caso fui eu quem dei.”

O escritório de Padilha em Porto Alegre, em funcionamento até hoje, aparece nas planilhas dos delatores como local de entrega de de R$ 1 milhão, em março de 2014.

Ex-executivos da empreiteira dizem ainda que o ministro gerenciou os repasses autorizados por Marcelo Odebrecht para campanhas do PMDB em 2014, assunto que foi tratado em jantar no Palácio do Jaburu, com Temer.

A quantia acordada foi de R$ 10 milhões, dos quais R$ 6 milhões foram diretamente para a candidatura de Paulo Skaf (PMDB-SP) ao governo de São Paulo, enquanto R$ 4 milhões ficaram sob a responsabilidade de Padilha, de acordo com a delação.

O delator Cláudio Melo Filho afirmou ainda que no período em que o hoje chefe da Casa Civil ficou sem cargo público, por alguns meses em 2011, fez um pedido de ajuda para que seu escritório de advocacia fosse indicado internamente na empreiteira para prestação de serviços. Segundo o delator, não houve aceitação por parte da diretoria da Odebrecht.

Eliseu Padilha foi questionado sobre as acusações feitas pela Odebrecht e se limitou a dizer que tem confiança nas instituições do país.

“O ministro disse que confia nas instituições brasileiras, razão pela qual registra que tem certeza de que com a abertura das investigações lhe será garantida a oportunidade para exercer amplamente seu direito de defesa”, informou ele, por meio de sua assessoria de imprensa.

No Fórum
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Está faltando uma disciplina na Base Nacional Curricular: A Democracia

http://www.maurosantayana.com/2017/04/esta-faltando-uma-disciplina-na-base.html


Duas vereadoras paulistanas tiveram seus números de telefone celular divulgados e estão sendo alvo de uma campanha fascista de pressão, com insultos e mensagens em massa, por não apoiarem as teses do tal "Escola sem Partido".

Pelo comportamento daqueles que as estão insultando, pela tática de pressão covarde e anônima adotada, pela covardia de quem divulgou seus números de telefones celulares, dá para adivinhar o partido, não oficial, nem declarado, que está por trás dos ataques: o do fascismo.

Enquanto isso, outro vereador paulistano resolveu dar uma de Dória - a quem apoiou nas eleições - ou seria de Jânio Quadros? - e decidiu invadir e fiscalizar pessoalmente escolas públicas, para verificar o conteúdo das aulas e pressionar professores, no contexto do mesmo "movimento", descaradamente partidário e ideológico - o de impedir - fazendo exatamente o que condena - uma suposta "politização" do ensino.

Tudo isso ocorre no mesmo momento em que o MEC encaminha, ao Conselho Nacional de Educação, a proposta da nova Base Nacional Comum Curricular, que contempla 10 diferentes "competências" que devem ser buscadas na formação dos alunos, nenhuma delas explicitamente voltada para sanar o maior déficit do sistema educacional brasileiro: o da formação política e cidadã da nossa gente.

Não tendo a menor ideia do que está escrito na Constituição, do equilíbrio institucional e democrático que deveria reger o convívio em sociedade, tanto de cidadãos como de segmentos sociais; do funcionamento de nosso sistema político; do papel de cada um dos Três Poderes; dos limites e atribuições dos agentes do Estado; do que é o Estado de Direito; dos direitos e deveres individuais; as crianças brasileiras não podem se situar no contexto da Nação, da sociedade e da República, nem aprender a votar com consciência, porque não sabem sequer para que serve o Congresso, qual o papel dos vereadores, prefeitos, deputados, senadores, e como funciona - como se pode ver pelos mitos que cercam a utilização das urnas eletrônicas - o sistema eleitoral vigente.

Caso já houvesse esse tipo de ensino, há alguns anos, as bestas quadradas que estão por trás da campanha do Escola sem Partido teriam aprendido na escola que a educação é um direito democrático, que deveria possibilitar às escolas e professores - ao contrário do que existe hoje, principalmente nas escolas particulares, com a disseminação apenas do discurso único direitista - estabelecer livremente a abordagem que pretendem dar à formação de seus alunos e estimular o debate como método de desenvolvimento político do cidadão.

Entre os equívocos dos setores populares e nacionalistas, nos últimos 15 anos, está o fato de não terem estabelecido, para a população, uma opção ao padrão político-educacional imperante, aprovando a obrigatoridade do ensino da Constituição Federal no ensino público, ou, no mínimo, estimulando a criação de dezenas, centenas de cooperativas de ensino, em todo o país, que pudessem dar a seus filhos a possibilidade de ter acesso a uma narrativa alternativa à estabelecida pela midiotização imposta majoriariamente no Brasil pelos grandes veículos de comunicação.

A Democracia estabelece-se pela diversidade, e não apenas pela diversidade de gênero, de origem étnica e cultural, de comportamento, mas, sobretudo, pela diversidade de pensamento POLÍTICO.

Pelo direito que as pessoas devem ter de ter acesso a diferentes informações e visões de mundo e de aprender, por meio delas, a pensar, a analisar as diferentes abordagens que estão à sua frente, e estabelecer com total liberdade, incluída a do debate, o seu caminho na vida e a uma prática de cidadania plena.

Hoje, os filhos e netos daqueles que não se alinham com o pensamento único dominante sabem o que estão passando na maioria das escolas, e, principalmente nas particulares, em que o "partido" e a "filosofia", determinante e majoritária, são o consumismo e o preconceito, a busca superficial do dinheiro e do "sucesso" como principal objetivo na vida - que deve incluir numerosas idas à Disney e a Miami como ritual de passagem para a adolescência e a idade adulta - a manipulação midiática, a vira-latice com relação aos estrangeiros, a ignorância política, e a sua filha dileta, a "antipolítica", a desinformação e o fascismo.

Em uma situação como essa, agora piorada com a possibilidade de um professor ou de uma escola serem acusados de comunismo, caso se afastem do que é imposto pelo "estado de direita" em que vivemos cotidianamente, as escolas privadas - e as públicas, patrulhadas por malucos, como está ocorrendo na cidade de São Paulo - não ousam se arriscar a sair, nem por um milímetro, do figurino.

Nesse quadro, para além - salvo poucas e honrosas exceções - do universo muitas vezes engessado e reprimido do ensino público, a saída para preservar o bolso dos pais, um salário mais alto para os professores, uma melhor formação para os alunos, bolsas para crianças carentes e liberdade para todos, pode, para resolver pelo menos em parte o problema, o associativissmo e o cooperativismo de ensino.

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CUT/Vox Populi: Lula já seria eleito em 1º turno

Foto Ricardo Stuckert
Pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi e divulgada nesta terça-feira 18 pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) revela que o ex-presidente Lula venceria já em primeiro turno caso a eleição presidencial fosse hoje. Confira os dados da pesquisa divulgados pela central sindical:

CUT/VOX: Lula vence no primeiro e segundo turnos em todos os cenários pesquisados para 2018

Se as eleições presidenciais fossem hoje, o ex-presidente Lula seria eleito em primeiro turno em todos os cenários pesquisados, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 6 e 10 de abril.

Lula tem de 44% a 45% dos votos válidos contra 32% a 35% da soma dos adversários nos três cenários da pesquisa estimulada. São os votos válidos, excluídos os nulos, em branco e abstenções, que valem para definir o resultado das eleições.

Na comparação com Aécio (13% em dezembro e 9% em abril), Lula subiu de 37% em dezembro para 44% em abril. Jair Bolsonaro (PSC-RJ) subiu de 7% para 11% das intenções de voto. Marina se manteve com 10% e Ciro Gomes (PDT-CE) os mesmos 4%. A soma dos adversários é de 34% dos votos válidos, os únicos contabilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na comparação com Alckmin (10% em dezembro e 6% em abril), Lula sobe para 45% contra 38% em dezembro. Bolsonaro subiu de 7% para 12%. Marina caiu de 12% para 11% e Ciro de 5% para 4%. A soma dos adversários é de 33% das intenções de votos.

Na comparação com Doria, Lula tem 45% das intenções de voto; Marina e Bolsonaro empatam com 11%; Ciro e Doria empatam com 5%; ninguém/ bancos/nulos têm 16%; não sabem/não responderam têm 7%. A soma dos adversários é de 32%.

Lula também vence no segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula também vence todos os candidatos. Se as eleições fossem hoje, Lula venceria Aécio Neves (PSDB-MG) por 50% a 17% das intenções de voto; Geraldo Alckmin (PSDB-SP) por 51% a 17%; Marina Silva (Rede-AC) por 49% a 19%; e João Doria (PSDB-SP) por 53% a 16%.

Lula é o mais citado espontaneamente

No voto espontâneo, quando os entrevistados não recebem as cartelas com os nomes dos candidatos, Lula também vence todos os possíveis candidatos. Lula tem 36% das intenções de voto – em dezembro eram 31%; Doria surgiu com 6% das intenções. Aécio, Marina e Alckmin registraram queda de intenção de votos em relação à pesquisa realizada em dezembro do ano passado. Aécio caiu de 5% para 3%; Marina, de 4% para 2%; FHC, de 3% para 1%; e, Alckmin, de 2% para 1% - 8% disseram que votariam em outros; ninguém/branco/nulo totalizou 14% e não sabe/não responderam 29%.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, "quanto mais os brasileiros conhecem o presidente ilegítimo e golpista Michel Temer, mais avaliam seu desempenho como ruim e péssimo (65%) e mais sentem saudade do ex-presidente Lula".

Vagner avalia que as medidas de arrocho, como o desmonte da Previdência (reprovado por 93% dos brasileiros) e a terceirização (reprovada por 80%), também contribuem para o crescimento das intenções de voto em Lula.

Para ele, Temer é um presidente sem projeto para o país, que não pensa na geração de emprego e renda; só pensa em ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores e essa é das maiores razões para a avaliação negativa do ilegítimo.

Quanto mais o povo conhece Temer, melhor avaliado é Lula

Algumas perguntas feitas pela pesquisa CUT-VOX confirmam a tese do presidente da CUT. À pergunta quem é o melhor presidente que o Brasil já teve 50% responderam que é Lula (em dezembro eram 43%). O segundo colocado é FHC, que registrou queda na preferência do povo: 11% em abril contra 13% em dezembro/2016.

Apesar do massacre da mídia e da perseguição do Judiciário nos últimos anos, a maioria dos brasileiros diz que ele é trabalhador (66%), um líder e um bom político (64%), bom administrador/competente (58%), é capaz de enfrentar uma crise (58%), entende e se preocupa com os problemas das pessoas (57%), é sincero/tem credibilidade (45%) e é honesto (32%).

Aumentou para 57% o percentual de brasileiros que acham que Lula tem mais qualidades que defeitos (35%). Em dezembro do ano passado, 52% achavam que ele tinha mais qualidade e 39% mais defeitos.

Também aumentou para 66% (em dezembro eram 58%), o percentual dos entrevistados que acham que Lula cometeu erros, mas fez muito mais coisas boas pelo povo e pelo Brasil. Já os que acham que ele errou muito mais do que acertou caiu de 34% em dezembro para 28% em abril.

Já em relação aos que admiram Lula, apesar da perseguição cruel da Lava Jato, aumentou de 33% para 35% o percentual dos que admiram Lula. Em dezembro de 2016, 33% dos entrevistados admiravam/gostavam muito de Lula; em abril o percentual aumentou para 35%. Já o percentual dos que não admiram/nem gostam caiu de 37% no ano passado para 33% este ano.

O mais admirado e também o presidente que melhorou a vida do povo. Para 58% dos brasileiros, a vida melhorou nos 12 anos de governos do PT, com Lula e Dilma. Apenas 13% disseram que piorou e 28% responderam que nem melhorou/nem piorou.

A pesquisa CUT-VOX POPULI entrevistou 2000 pessoas, em 118 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no interior.

Confira aqui a íntegra da pesquisa.

No 247
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