22 de mar de 2017

Coercitiva contra blogueiro, e "disenterias": o desobedecer a lei em nome da lei



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Carne Fraca

Único laudo usado na “Carne Fraca” tinha 2 anos e pertencia à outra operação


É inacreditável. Para fazer todo o escarcéu, que resultou na destruição das exportações de carne do país que era, até ontem, o maior exportador de carne do mundo, a PF se baseou em apenas 1 laudo, feito dois anos atrás, de uma outra operação.

Um laudo feito em apenas 1 empresa, menor, dentre 21 empresas investigadas.

E outro aviso aos que criticam os críticos da Carne Fraca. Não são apenas 1 ou 2 grandes que vão quebrar, mas milhares de empresas do setor, com reflexo na renda e no emprego de milhões de brasileiros.

A única explicação para tal insanidade é o golpismo instalado na PF. Ela pretendia usar a operação como mais um escândalo para derrubar o governo Dilma, caso ele ainda existisse.

Então não havia necessidade de provas, e sim de mídia.

De fato, se Dilma fosse presidenta, a narrativa seria outra. A mídia iria usar o caso para culpá-la, e não se preocuparia com provas.

* * *

Do UOL

PF fez só 1 laudo na Carne Fraca e defende operação com base em escutas

Por Aiuri Rebello
Do UOL, em São Paulo22/03/201716h24

A Polícia Federal produziu apenas um laudo técnico em um dos 21 frigoríficos investigados para embasar a Operação Carne Fraca, e usou informações de outro laudo de 2015, que faz parte de um processo administrativo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com o delegado Roberto Biasoli, responsável pelas investigações, “não foram realizados outros laudos pela Polícia Federal com relação às demais empresas envolvidas na investigação (…) pela dificuldade de se identificar quais produtos estavam envolvidos em fraude ou onde pudessem ser encontrados, sem que se quebrasse o sigilo necessário à investigação”. As informações foram fornecidas pelo delegado à Justiça Federal no Paraná na tarde desta quarta-feira (22).

De acordo com a PF, a investigação que culminou na operação Carne Fraca já acontecia havia dois anos. Na terça-feira (21), o juiz Marcos Josegrei, da 14ª Vara Federal de Curitiba, determinou que todas as perícias da investigação fossem apresentadas.

Ainda na terça-feira a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota afirmando que as conclusões da Operação Carne Fraca referentes aos danos à saúde pública não têm embasamento científico. Segundo a entidade, os peritos federais foram acionados pela Polícia Federal apenas uma vez durante as investigações e que o laudo resultante desse trabalho não comprovou tais danos.

Apesar das críticas sobre a falta de laudos técnicos, o delegado defendeu a operação com base em outras provas da investigação, como escutas, depoimentos e quebras de sigilo bancário.

(…)

Miguel do Rosário
No Cafezinho



Carne fraca: os shows da PF rendem milhões para a mídia e têm de continuar

No Jornal Nacional
No Jornal Nacional
A Operação Carne Fraca da Polícia Federal foi recheada de informações pela metade, generalizações, acusações sem fundamento, sensacionalismo — mas foi excelente para a mídia, especialmente a Globo.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, as TVs abertas lucram bastante com o escândalo.

“Somente entre sexta-feira e segunda-feira, JBS e BRF fizeram 48 inserções de anúncios institucionais nas redes de televisão”, diz.

A Globo tem cerca de 40% do share entre essas emissoras. 

O ciclo é conhecido e virou moda com a Lava Jato: a polícia vaza a informação de que estará nas ruas, os repórteres noticiam nos plantões, a notícia explode, a cobertura apressada embarca em bobagens como o papelão, os agentes superstars aparecem numa coletiva ao vivo.

Ninguém esclarece nada. Mas, como a audiência está crescendo, dane-se. Isso não é prioridade.

A  coisa é tão simbiótica que a Superintendência da PF no Paraná mandou recolher e fazer vídeos que pudessem ser “relevantes” — não para a investigação, mas para os “jornalistas”.

O Marcelo Auler publicou em seu blog o comunicado dos policiais enviado por WhatsApp. Estrago feito, entram as empresas com comerciais para dar explicações aos consumidores. 

(Aliás, essa é a hora em que brilham os picaretas dos “gerentes de crise”).


pedido pf carne fraca
Os agentes da PF no WhatsApp combinam o show
A JBS e BRF estão queimando os tubos para garantir que nunca venderam nada estragado e seus produtos são seguros.

As duas investiram juntas R$ 1,2 bilhão em publicidade no primeiro semestre de 2016, segundo a Exame. Estão aumentando o investimento agora.

O circo montado pela PF, portanto, é lucrativo demais para ser descartado. O estado policialesco em que nos meteram rende pixulecos e fama instantânea para todos os envolvidos. Enquanto for assim, os palhaços continuarão no picadeiro.

Bad news is good news.

Kiko Nogueira
No DCM



A carne é fraca e a mídia é forte

serraglioestad

A cada dia fica mais evidente que a Operação Carne Fraca, independente de haver falcatruas no setor, foi um movimento político-policial.

Pessoas e fatos surgem ao sabor (podre) das conveniências.

Vaza-se por toda parte e, quando necessário, “vazam”, como na gíria, os personagens inconvenientes.

Os peritos da Polícia Federal dizem, no Estadão,  que não houve perícia nos fatos que motivaram um escândalo de repercussão mundial.

Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou nota afirmando que as conclusões da Operação Carne Fraca referentes aos danos à saúde pública não têm embasamento científico, uma vez que os peritos federais foram acionados pela Polícia Federal (PF) apenas uma vez durante as investigações e que o laudo resultante desse trabalho não comprovou tais danos.

O que acontece? Nada.

E porque não acontece nada? Porque o Governo “vazou” o chefe da Polícia Federal, o Ministro da Justiça Osmar Serraglio, como você vê na edição de hoje do mesmo Estadão.

Estão todos acoelhados de medo diante do que já lhes fizeram chegar aos ouvidos sobre sua base de apoio, e não só no Paraná.

No destaque, outro escândalo: a Superintendência da PF no Paraná mandando recolher e fazer vídeos que possam  ser “relevantes” para a mídia. Mais importante, claro, do que serem relevantes para a investigação. A imagem, publicada pelo repórter Marcelo Auler em seu blog, a propósito da também escandalosa detenção do blogueiro Eduardo Guimarães.

A  mídia se refestela e ainda ganha algum: Lauro Jardim registra que, de sexta a ontem, as TVs abertas tiveram 48 inserções de JBS e BRFoods. E na mídia impressa não é diferente, todo dia anúncios de página inteira.

Da cúpula do Judiciário, que se desmoralizou ao longo dos três anos em que encampou, na cola da mídia, a atuação da “República de Curitiba”, pouco se pode esperar.

O Gilmar Mendes que hoje vocifera contra os vazamentos é o mesmo que utilizou o “vazamento oficial” de Sérgio Moro da gravação  – que ele sabia ilegal – de diálogos entre Lula e Dilma Rousseff para impedir que o ex-presidente pudesse ser o último e salvador dique contra o golpismo.

Agora, que a água do policialismo se levanta contra seus prediletos, reclama. E seus pares não estão em melhor situação, porque entre latinismos e floreios jurídicos, deixaram um bandido livre a presidir a Câmara até que o golpe se consumasse.

A reconstrução da democracia em nosso país depende que as instituições republicanas sejam recolocadas num patamar de equilíbrio, porque do caos só vem o caos.

E, com ele, os demônios do autoritarismo.

Sem enfrentar quem os invoca, a mídia, não se vai esconjurá-los.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Janot declara guerra a Gilmar e o acusa de decrepitude mental


O procurador geral da República, Rodrigo Janot respondeu forte a acusação do ministro do STF, Gilmar Mendes, de vazamento de informações pelo MPF em processos da Lava Jato. Em um discurso, agora pela manhã, na Escola Nacional do Ministério Público da União, disse Janot: "Em projeção mental alguns tentam igualar a todos a sua decrepitude moral."

Na edição desta quarta-feira, a Folha de São Paulo, mostra que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acusou a Procuradoria- Geral da República e a Polícia Federal de terem vazado à imprensa informações das operações Lava Jato e Carne Fraca. Segundo Gilmar, a divulgação de dados sob sigilo é uma “forma de chantagem”. “É uma desmoralização da autoridade pública”, disse. Ele citou coluna da Ombudsman da Folha no último domingo (19), que criticou a forma como jornalistas têm obtido informações sob sigilo na Lava Jato. A assessoria de imprensa da PGR afirmou que o órgão não iria se manifestar. Pelo jeito Janot mudou radicalmente de ideia.

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Sérgio Moro, o rei do Brasil

http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/2017/03/9681/sergio-moro-o-rei-do-brasil/

O juiz Sérgio Moro saiu do nada para a glória em tempo recorde.

Desenvolto, ele não se constrange em ampliar todos os dias o seu alcance.

Ao que tudo indica, vaza ou faz vazar informações quando acha necessário.

A Lava Jato é uma associação entre ele, a Polícia Federal e o Ministério Público.

Não deveria haver distanciamento entre quem investiga e quem julga?

Moro parece fechado numa parceria com a Rede Globo.

Manda conduzir coercitivamente sem antes intimar ou convocar para depoimento.

Ao que consta vazou o famoso áudio da conversa entre Lula e Dilma que derrubou a presidente.

Incansável e original, Moro acaba de se arrogar uma nova atribuição: definir quem é jornalista.

Mandou prender o blogueiro Eduardo Guimarães, que antecipou há um ano a condução coercitiva de Lula, totalmente arbitrária, para extrair-lhe a fonte dessa informação. Criticado por atentar contra o direito de preservação da fonte, expediu nota dizendo que Guimarães é blogueiro, mas não jornalista.

Moro vai mandar conduzir coercitivamente William Bonner, o leitor de notícias do Jornal Nacional, por difundir informações vazadas todos os dias diretamente das instâncias de investigação?

Vai mandar conduzir coercitivamente o Procurador-Geral da República, o  contraditório Rodrigo Janot, que, segundo a ombudsman da Folha de S. Paulo, organizou um monstrengo chamado “coletiva em off” para vazar seletivamente sua lista de nomes a investigar com autorização do Supremo Tribunal Federal?

No popular, Moro tá se achando.

Tudo nele anda com cara de exceção.

Moro não precisa ser presidente da República.

Já é o rei do Brasil.
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Os procuradores preparando o ataque aos blogs


Leia, primeiro, a nota oficial dos procuradores da Lava Jato sobre o episódio Eduardo Guimarães, blogueiro levado para a Polícia Federal em condução coercitiva, em inquérito que visa levantar os responsáveis pelo vazamento das informações sobre a condução coercitiva de Lula em 2015.

A Nota é muito importante. Sem pretender, os procuradores passaram a receita do que pretendem:

Diz a Nota:

“As providências desta data não tiveram por objetivo identificar quem é a fonte do blogueiro, que já era conhecida, mas sim colher provas adicionais em relação a todos os envolvidos no prévio fornecimento das informações sigilosas aos investigados.

“O Ministério Público Federal reforça seu respeito ao livre exercício da imprensa, essencial à democracia. Reconhece ainda a importância do trabalho de interesse público desenvolvido por blogueiros e pela imprensa independente. Trata-se de atividade extremamente relevante para a população, que inclusive contribui para o controle social e o combate à corrupção”

Quem quiser que compre a versão, em que só faltou beijo na boca.

Mas vamos analisar a nota, ponto por ponto.

Ponto 1 – o objetivo não era identificar a fonte, mas “colher informações provas adicionais em relação a todos os envolvidos no prévio fornecimento das informações sigilosas aos investigados.

Ou seja, não queremos as fontes do Eduardo, mas apenas as pessoas envolvidas no fornecimento de informações ao Eduardo. Em jornalismo, essas pessoas atendem pela alcunha de... fonte.

Ponto 2 – se a Operação já tem todo o trajeto das informações, da moça que vazou ao blogueiro paranaense, do blogueiro ao Eduardo, o que mais precisam? O roteiro das informações depois que chegaram no Eduardo.

A intenção óbvia dos bravos e óbvios procuradores é juntar elementos que permitam caracterizar ação concatenada entre Eduardo e outros blogueiros. De preferência, encontrar algum elo externo que permita enquadrar a ação dos blogueiros em organização criminosa.
Logo após a consumação do golpe, mostramos aqui que a força tarefa da Lava Jato tinha incluído, nas perguntas aos delatores, nomes de blogueiros, visando identificar algum elo.

Aparecendo o nome, obviamente dar-se-ia ampla publicidade, como foi o caso de Breno Altmann, mesmo que as acusações se mostrassem infundadas.

O sequestro dos equipamentos de Eduardo visa estabelecer essas relações entre blogueiros para futura ação da Lava Jato.

No Hangout abaixo comento mais sobre esse tema.



Luís Nassif
No GGN
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Informativo Paralelo — 15M


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