11 de mar de 2017

Renan diz se sentir em paz com vitória sobre Noblat


O jornalista Ricardo Noblat, do Globo, foi condenado a pagar ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) nove prestações de R$ 14 mil fixas, segundo Renan, "pelas inverdades publicadas" contra o parlamentar.

Em um post no Facebook nesta tarde, Renan escreveu: "Passei uma década respondendo a mentiras publicadas em jornais. A Justiça acaba de condenar um deles", com o status "se sentindo em paz".

No site do Globo, Noblat disse ter pago nesta quinta-feira 9 ao senador "a segunda de dez parcelas de um valor total de R$ 142.455,60". "Uma das publicações destacadas pelo senador na ação foi o artigo sob o título "O que fez Renan. E o que ele é", de 5 de outubro de 2007", lembra Noblat (leia aqui).



No 247
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O beija mão de Karnal em Moro abre novos negócios


A esquerda que tinha Leandro Karnal em alta conta está em convulsão por causa da foto que o professor postou em sua conta no Facebook.

Na legenda: “Dia intenso em Curitiba. Encerro com um jantar com dois bons amigos: juiz Furlan e juiz Sergio Moro. Talvez não faça sentido para alguns. O mundo não é linear . A noite e os vinhos foram ótimos. Amo ouvir gente inteligente. Discutimos possibilidades de projetos em comum.”

Anderson Furlan, o anônimo do grupo, é amigo de juventude de Moro e revisor de seus trabalhos acadêmicos.

Karnal vive seu dia de Chico Alencar, o deputado que beijou a mão de Aécio Neves num jantar de Ricardo Noblat e nunca mais foi o mesmo.

Celebridade do YouTube, colunista do Estadão, comentarista do Jornal da Cultura e palestrante, Karnal faz sucesso dando filosofia mastigada e “pílulas de sabedoria”, na linha inaugurada pelo suíço radicado em Londres Alain de Botton.

Explora um filão formado, basicamente, por gente que tem preguiça de ler. Ponto para ele.

Juntamente com Mário Sergio Cortella e Clóvis de Barros, virou referência para um público progressista. Uma espécie de contrapartida a Olavo de Carvalho, arquirrival do trio. Cultiva com carinho a careca lustrosa, marca registrada.

Na morte de Dona Marisa, escreveu alguns parágrafos amplamente compartilhados. “Quando você não tiver uma palavra de conforto para quem perdeu a mãe ou a esposa, simplesmente, cale a boca. Sinto-me envergonhado por coisas que li na internet”, pontuou.

Sobre a “nova direita brasileira”, citou Brecht para lembrar que “a cadela do fascismo está sempre no cio, sugerindo a intervenção militar, dizendo que a mulher apanhou porque merecia, e estuprada porque foi leviana.” Etc.

Karnal não é bobo e sabe que o cidadão com quem dividiu aquela mesa é deus para os fascistas que ele denuncia. Basta entrar na comunidade da mulher de Moro para ver a galera. Estão todos lá, chamando-o de “comunista”. Podem virar seus fãs daqui em diante.

A sabujice no tratamento a Moro e Furlan é abjeta (“amo ouvir gente inteligente”). A justificativa, tentando antecipar as críticas, é falaciosa (“o mundo não é linear”).

A verdade está na última linha: “possibilidades de projetos em comum”. Leia-se: grana. Karnal sabe ganhar dinheiro. Viu em Moro mais uma fonte de renda. Um livro, talvez? Uma série de conferências? Shows? Vai de acordo com o freguês.

Se você ficou decepcionado, pense no lado bom: ele saiu do armário e não engana mais ninguém.

“O Leandro Karnal é um picareta intelectual que mistura ficção e realidade”, disse Olavo de Carvalho. Desta vez, parece que Olavo tem razão.

Kiko Nogueira
No DCM



Leandro Karnal visita o Führer e declara apoio à construção do IV Reich


Eis que Leandro Karnal posta uma foto tomando um vinho com o "amigo juiz Sérgio Moro", a quem classifica de "gente inteligente". Conclui: "Discutimos possibilidades de projetos em comum".

Não há como justificar. Adaptando algo que disse Lolitchen Csrez, é como se, em pleno regime militar, um conhecido intelectual "de esquerda" confraternizasse com o delegado Fleury. Tá bom, são circunstâncias bem diferentes, Moro (até onde sabemos) não está arrancando as unhas de ninguém. Mas, num caso como no outro, são operadores principais e símbolos de escaladas repressivas, com a restrição a direitos e liberdades a quem fica do lado "errado" de uma divisão ideológica e política.

Não foi um evento público, em que imperam regras de civilidade e eventualmente os conflitos podem ser disfarçados. Foi um convescote íntimo. E Karnal, que não dá ponto sem nó e gerencia sua persona pública de forma milimétrica, fez questão de fazer a tal postagem elogiosa.

Creio que se confirma, da pior forma possível, o que eu pensava de Karnal: "gente inteligente", sem dúvida, mas com muito mais ego do que convicções e um senso de oportunidade alerta demais. As simplificações que ele apresenta podem até ser úteis, em determinadas circunstâncias; seria elitismo recusá-las liminarmente. Mas a postura de guru, essa não tem justificação. Também me incomoda o teatrinho que ele faz com Pondé, "careca de esquerda" versus "careca de direita", sob medida para um programa de exposição midiática. Assim como desgosto da quantidade de platitudes que ele desfia - "só o amor constrói", "devemos sempre ler os clássicos" etc. etc. - como se fossem sacações geniais e não lugares-comuns tingidos de conservadorismo. Em suma, Karnal é uma grande estrela, mas está longe de ser um intelectual.

O que ele quer, com a jogada de ontem à noite? Sim, ele sabia quais reações iria causar e está apostando em alguma saída vantajosa. Uma possibilidade é que ele planeje transitar para uma posição de quem está acima das brigas, acima do fla-flu. Que, sabemos, só é fla-flu para quem quer fingir que está acima dele, pois não é uma disputa de torcidas, mas a disputa entre golpe e democracia. Em suma, Karnal estaria jogando suas fichas em virar a Marina Silva da midio-intelectualidade. Acho que não daria certo, como não deu certo para Marina.

A outra possibilidade é que Karnal sinta que chegou a hora de virar a casaca. De que ele tem o passe valorizado o suficiente para ser recebido com honras nas hostes da direita. Acho que aí ele também vai quebrar a cara. A concorrência pelo posto de farol da direita brasileira é bem maior. O discurso que Karnal tem a oferecer - o de porta-voz adocicado dos valores civilizatórios - não comove esse público. Se ele se dispuser a adaptá-lo ao gosto da audiência, terá que disputá-la com competidores já bem estabelecidos, como Olavão, Constantino, Lobão, Magnoli, Sheherazade, os Alexandres Frota e Garcia, seu amigo Pondé e outros pensadores similares. Enfrentará a desconfiança dirigida aos recém-convertidos, passará um tempo meio que no limbo. Duvido que ele se disponha a isso.

Meu palpite? Karnal voltará para o nosso lado, com seus sorriso cativante, algumas justificativas bem boladas e a confiança na memória curta das pessoas. E nós o receberemos de novo, claro, só que - espero - com muitas pulgas atrás das orelhas.

Luis Felipe Miguel
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Inauguração transposição:Povo vaia Temer e Grita Lula





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Primeiro-ministro sueco desmente acusação contra Lula




O ex-presidente do Brasil Lula da Silva quer que o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven (Social Democrata) seja chamado como testemunha no julgamento da Operação Zelotes sobre o assunto dos aviões caça Gripen NG, um negócio de 36 bilhões de dólares entre Brasil e Suécia.

O Primeiro-ministro concedeu entrevista a um jornal sueco. Afirmou que ainda não foi notificado oficialmente e praticamente antecipou o que irá dizer à justiça brasileira:

– Não tenho nada a ver com isso, diz ele.

– É uma declaração falsa, afirma Stefan Löfven.

– Eu nunca estive reunido em um quarto de hotel com Lula e Dilma, disse o Primeiro-ministro sueco.

A mesma publicação afirma que é exatamente isso que a defesa de Lula pretende ouvir de Löfven no processo.

– Queremos que o primeiro-ministro da Suécia deixe claro que Lula da Silva não fez nada de ilegal, diz o advogado de Lula, Cristiano Zanin ao jornal sueco.

Segundo o procurador da República Frederico Paiva, o caso dos caças suecos foi “tramado” em um quarto de hotel na África do Sul durante o funeral de Nelson Mandela em 2013. Lula da Silva, então, teria encontrado Stefan Löfven e a então presidenta Dilma Rousseff. Lula não era mais o presidente, mas segundo Frederico teria usado a influência política para consolidar o negócio.

Wellington Calasans
No Cafezinho
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Marcos Valério delata e confirma esquemas em Furnas e no Rural


O empresário Marcos Valério entregou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) os anexos de sua delação premiada no processo do mensalão tucano. Cada um dos cerca de 30 anexos de Valério, que é réu no processo, trata de um episódio do esquema de corrupção que teria desviado recursos públicos de empresas estatais mineiras para a reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB). O tucano já foi condenado a 20 anos de prisão em primeira instância, mas recorre em liberdade.

Em um dos capítulos, Valério também irá confirmar que houve um esquema de corrupção em Furnas que teria beneficiado tucanos. As irregularidades teriam desviado recursos da subsidiária da Eletrobras, estatal federal com sede no Rio, para irrigar o caixa 2 de candidatos do PSDB, além de contas de partidos aliados.


"As denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro em Furnas já estão sob investigação na Justiça. No Rio de Janeiro, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) e outras seis pessoas se tornaram réus por conta do esquema. O ex-diretor da empresa Dimas Toledo e outras duas pessoas não foram incluídos porque têm mais de 70 anos e, para eles, os crimes já prescreveram.

Além disso, na Lava Jato, um inquérito, sob o comando do ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal (STF), traz revelações do ex-senador Delcídio do Amaral. Ele aponta o envolvimento do senador Aécio Neves no esquema. Alvo da investigação, o tucano nega qualquer relação com possíveis irregularidades em Furnas.

Valério também tem interesse em fazer uma delação em âmbito nacional. Conforme O TEMPO já noticiou, o empresário redige denúncias em que cita 50 autoridades e políticos do Legislativo, do Judiciário e do Executivo com atuações em Minas, Rio, São Paulo e Brasília. A reportagem apurou que essas informações não constam do documento entregue ao MP no último mês. Elas deverão ser repassadas posteriormente ao procurador geral da República, Rodrigo Janot.

No nível nacional, segundo apurou a reportagem, Valério teria documentos que poderiam comprovar irregularidades envolvendo tucanos e alguns aliados. O principal deles é um conjunto de arquivos e extratos bancários que mostrariam o real cenário dos empréstimos feitos no Banco Rural e que teriam sido maquiados antes de serem entregues à CPI dos Correios em 2005, como já disse o ex-senador Delcídio do Amaral. A suposta fraude está em investigação no STF."

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“Cuidado com políticos que fazem dos nossos sentimentos um instrumento de poder”, por Zygmunt Bauman


“Os vínculos se despedaçam, o espírito de solidariedade enfraquece, a separação e o isolamento tomam o lugar do diálogo e da cooperação”, afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman.

A reportagem é de Giulio Azzolini, publicada no jornal La Repubblica, 05-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista:

Professor Bauman, passaram-se 10 anos desde que o senhor escreveu “Medo líquido” (Ed. Laterza). O que mudou desde então?

O medo ainda é o sentimento predominante do nosso tempo. Mas, acima de tudo, é preciso que nos entendamos sobre que tipo de medo se trata. Muito semelhante à ansiedade, a uma incessante e generalizada sensação de alerta, é um medo multiforme, exagerado na sua imprecisão. É um medo difícil de se captar e, por isso, difícil de combater, que pode arranhar até os momentos mais insignificantes da vida cotidiana e afeta quase todas as camadas da convivência.

Para o filósofo e psicanalista argentino Miguel Benasayag, a nossa época é a das “paixões tristes.” O que acontece quando o medo abraça a desconfiança?

Acontece que os laços humanos se despedaçam, que o espírito de solidariedade enfraquece, que a separação e o isolamento tomam o lugar do diálogo e da cooperação. Da família à vizinhança, do local de trabalho à cidade, não há ambiente que permaneça hospitaleiro. Instaura-se uma atmosfera sombria, em que cada um alimenta suspeitas sobre quem está ao seu lado e é, por sua vez, vítima das suspeitas alheias. Nesse clima de desconfiança exagerada, basta pouco para que o outro seja percebido como um potencial inimigo: será considerado culpado até que se prove o contrário.

Contudo, a Europa já conheceu e derrotou a hostilidade e o terror: o político das Brigadas Vermelhas na Itália e da RAF na Alemanha, o étnico-nacionalista do ETA na Espanha e do IRA na Irlanda. O nosso passado ainda pode nos ensinar algo, ou o perigo de hoje é incomparável?

Os precedentes certamente existem. No entanto, poucos mas decisivos aspectos tornam as atuais formas de terrorismo muito diferentes dos casos que você lembrava. Estes últimos se aproximavam a uma revolução (visando, como as Brigadas Vermelhas ou a RAF, a uma subversão do regime político) ou a uma guerra civil (apontando, como o ETA ou o IRA, à autonomia étnica ou à libertação nacional), mas sempre se tratava de fenômenos essencialmente domésticos. Pois bem, os atos terroristas atuais não pertencem a nenhuma dessas duas situações: a sua matriz, de fato, é completamente diferente.

Qual é a peculiaridade do terrorismo atual?

A sua força deriva da capacidade de corresponder às novas tendências da sociedade contemporânea: a globalização, por um lado, e a individualização, por outro. Por um lado, as estruturas que promovem o terrorismo se globalizam muito além das capacidades de controle dos Estados territoriais. Por outro lado, o comércio de armas e o princípio de emulação alimentado pela mídia global fazem com que quem empreenda ações de natureza terrorista sejam indivíduos isolados, movidos talvez por vinganças pessoais ou desesperados por um destino infeliz. A situação que brota da combinação desses dois fatores torna quase totalmente invencível a guerra contra o terrorismo. E é bastante improvável que ele abdique de dinâmicas já autopropulsivas. Em suma, repropõe-se, sob novas formas, o mítico problema do nó górdio, que ninguém sabe desfazer: e são muitos os chamados herdeiros de Alexandre Magno, que, enganando, juram que as suas espadas conseguiriam cortá-lo.

Para muitos políticos e muitos comentaristas, as raízes do terrorismo devem ser buscadas no aumento descontrolado dos fluxos migratórios. Quais são, na sua opinião, as principais razões da violência contemporânea?

Como é evidente, os ganhos eleitorais que são obtidos estabelecendo um nexo de causa-efeito entre imigração e terrorismo são muito alentadores para que os concorrentes no jogo de poder renunciem a eles. Para quem decide, é fácil e conveniente participar de um leilão sobre o meio mais eficaz para abolir a chaga da precariedade existencial, propondo soluções falsas, como fortificar as fronteiras, parar as ondas migratórias, ser inflexível com os requerentes de asilo… E, para a mídia, é igualmente fácil dar visibilidade à polícia que invade os campos de refugiados ou difundir as imagens fixas e detalhadas de um ou dois homens-bomba em ação. A verdade é que é malditamente complicado tocar com a mão as raízes autênticas de uma violência que cresce em todo o mundo, em volume e em intensidade. E, dia após dia, torna-se ainda mais difícil, senão precisamente impossível, demonstrar que os governos identificaram aquelas raízes e estão trabalhando realmente para erradicá-las.

Isso significa que os políticos ocidentais também utilizam o medo como instrumento política?

Exatamente. Assim como as leis do marketing impõem que os comerciantes proclamem incessantemente que o seu objetivo é a satisfação das necessidades dos consumidores – embora estando eles plenamente conscientes de que, ao contrário, a insatisfação é o verdadeiro motor da economia consumista –, assim também os empresários políticos dos nossos dias declaram, sim, que o seu objetivo é garantir a segurança da população, mas, ao mesmo tempo, fazer todo o possível, e até mais, para fomentar a sensação de perigo iminente. O núcleo da atual estratégia de dominação, portanto, consiste em acender e em manter viva a centelha de insegurança…

E qual seria o propósito dessa estratégia?

Se há algo que muitos líderes políticos não viam a hora de aprender, é o estratagema de transformar as calamidades em vantagens: reacender a chama da guerra é uma receita infalível para desviar a atenção dos problemas sociais, como a desigualdade, a injustiça, a degradação e a exclusão, e fortalecer o paco de comando-obediência entre os governantes e a sua nação. A nova estratégia de dominação, fundamentada no deliberado impulso à ansiedade, permite que as autoridades estabelecidas não cumpram a promessa de garantir coletivamente a segurança existencial. Deveremos nos contentar com uma segurança privada, pessoal, física.

O senhor acredita que, desse modo, as instituições correm o risco de perder o caráter democrático?

Certamente, a constante sensação de alerta afeta a ideia de cidadania, além das tarefas a ela ligadas, que acabam sendo liquidadas ou remodeladas. O medo é um recurso muito convidativo para substituir a demagogia com a argumentação e a política autoritária com a democracia. E os apelos cada vez mais insistentes à necessidade de um Estado de exceção vão nessa direção.

O Papa Francisco parece ser o único líder disposto a desfazer aquilo que o senhor, em outro lugar, chamou de “o demônio do medo”.

O paradoxo é que é precisamente aquele que os católicos reconheçam como o porta-voz de Deus na terra que nos diz que o destino de salvação está nas nossas mãos. A estrada é um diálogo voltado a uma melhor compreensão recíproca, em uma atmosfera de respeito mútuo, em que estejamos dispostos a aprender uns com os outros.

Escutamos Francisco muito pouco, mas a sua estratégia, embora de longo prazo, é a única capaz de resolver uma situação que se assemelha cada vez mais a um campo minado, saturado de explosivos materiais e espirituais, salvaguardados pelos governos para manter a tensão em alta. Enquanto as relações humanas não tomarem o caminho indicado por Francisco, é mínima a esperança de limpar um terreno que produzirá novas explosões, mesmo que não saibamos prever com exatidão as coordenadas.

No Pensar Contemporâneo
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