10 de mar de 2017

Tabapuã Pappers: empresas de Yunes e Mabel não funcionam de fato em prédio de Santana

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2017/03/10/tabapua-pappers-empresas-de-yunes-e-mabel-nao-funcionam-de-fato-em-predio-de-santana/


Depois que as investigações da Polícia Federal revelarem que empresas da família de José Yunes repassaram mais de R$ 1 milhão a companhias de fachada do doleiro Adir Assad, o melhor amigo de Michel Temer se apressou em afirmar que não tinha qualquer relação com Assad ou as empresas dele.

Uma reação bem diferente da que vem tendo em relação às notas relativas ao Tabapuã Pappers, que já ensejaram várias matérias neste blogue.

No entanto, os negócios pouco republicanos de Assad parecem estar bem mais próximos de Yunes do que ele admite.

A empresa Pataccas Participações e Consultoria, por exemplo, é um ponta a ser investigada dessa história. Um relatório da Receita Federal revelou que a Pataccas recebeu R$ 56 milhões de companhias ligadas ao grupo Toyo Setal, suspeito de lavagem de dinheiro de propina em contratos com Petrobrás.

A Pataccas é da família de Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, executivo da Toyo Setal que fez negócios com Assad.

O curioso, porém, é que apenas um lance de escadas de um prédio comercial em Santana de Parnaíba, já citado em algumas matérias deste blogue, separa a Pataccas da Stargate, firma que tem entre os sócios uma offshore controlada por José Yunes.

Enquanto a Pattacas está na sala 710, a Stargate está na sala 605. Bem, ao menos no papel.

Na semana passada, o repórter Ivan Longo foi ao endereço dessas empresas e descobriu que onde deveria funcionar a Stargate só existe uma sala de reuniões.

Na sala 701, no mesmo andar da Pattacas, onde deveria estar a Oxitec, de Sandro Mabel, ex-deputado goiano e assessor especial de Temer, também só há uma sala de reuniões.

Ou seja, nos endereços oficiais de empresas controladas por Yunes e Mabel não existe uma secretaria sequer.

Sobre o prédio em Santana do Parnaíba

Pela internet e pelos registros documentais, a Stargate Brasil Estética Produtos e Serviços, empresa que José Yunes, sócio e amigo de Temer, controla como procurador, fica na Avenida Yojiro Takaoka, 3484, sala 605, no Centro de Apoio I em Alphaville, Santana de Parnaíba, São Paulo. É o mesmo local em que, pelos documentos, fica a Oxitec, empresa de Sandro Mabel, outro sócio de Temer. Esta, no entanto, ficaria na sala ou conjunto 701. A região é conhecida por ser onde ficam concentradas sedes de grandes empresas e pelos seus luxuosos condomínios residenciais. Só na avenida de onde seria a Stargate existem uns cinco desses.

O endereço leva a um grande prédio comercial. Na parte térrea há dois cafés, um restaurante, algumas outras lojas e um pequeno espaço com o logo da Fedex.

Ao chegar no local, o repórter Ivan Longo constatou que para ir a qualquer sala ou andar era preciso se identificar na portaria para que o responsável pudesse autorizar a subida do visitante. Na recepção ninguém sabia informar nada sobre a Stargate e a Oxitec. Segundo a funcionária, “talvez essas companhias pudessem ser encontradas na loja do térreo”. A que tinha o logo da Fedex (foto).

A recepcionista da Fedex procurou o nome das empresas de Yunes e Mabel no cadastro e não encontrou qualquer informação sobre elas.

Neste momento, a funcionária informou que e a loja com logo da Fedex é, na verdade, a Virtual Office, companhia que funciona como “hotel” de empresas. Isto é, que aloja as empresas de maneira virtual e oferece infraestrutura para conferências oline, reuniões, etc.

Por que Yunes e Mabel, que tem grandes empresas e muitas salas comercias, hospedam a Stargate e a Oxitex em um prédio onde elas não funcionam efetivamente? Essa pergunta deveria fazer parte de um questionamento por algum parlamentar ao Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, afinal, eles são dois dos homens mais próximos do atual presidente da República, Michel Temer. Um deles, inclusive, foi seu sócio.

Colaboraram: João Noé e Ivan Longo
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Dilma inicia em Genebra conferências e debates sobre a democracia no Brasil


A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff participa, a partir de sexta-feira, dia 10 de março, de uma série de encontros internacionais para dialogar e debater sobre o contexto social e político no Brasil durante e após o processo de impeachment. Seu roteiro inclui Genebra, que sedia o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, e Lisboa, onde será recebida pela Fundação Saramago.

Nesta sexta-feira ela se encontra com o secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas, Olav Fykse Tveit, e com a ex-presidenta da Suíça, Ruth Dreifuss.

No sábado (11), profere conferência no Fórum Direitos Humanos, evento paralelo ao 15º Festival Internacional de Filmes de Direitos Humanos, em Genebra, do qual é convidada. Neste evento, enfocará o tema da luta contra a fome e a pobreza no Brasil e os riscos que sofre essa estratégia prioritária de seu governo com o projeto em curso no País. Ao seu lado estarão Christophe Golay, da Academia de Genebra de Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos e Collin Gonsalves, advogado da Suprema Corte da Índia e fundador do Human Rights Law Network, abordando a mesma temática no contexto indiano.

Ainda em Genebra, Dilma terá encontros com parlamentares suíços e relatores de direitos humanos. No dia 13 ela se reúne com pesquisadores do The Graduate Institute of Genebra para falar sobre o futuro da luta contra o neoliberalismo.

Em Portugal a partir do dia 13, Dilma Roussef será recebida pela Fundação Saramago, Casa do Brasil em Lisboa e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. No dia 15, às 18 horas, profere a conferência “Neoliberalismo, desigualdade, democracia sob ataque” em evento marcado para o Teatro da Trindade, na capital portuguesa.

Nos dois países a ex-presidenta terá encontros com jornalistas e meios de comunicação nacionais, além de conversas com parlamentares, pesquisadores e brasileiros no exterior.

No Blog do Alvorada
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‘Governo Temer está se desintegrando. País pode mergulhar numa convulsão social’

Lindbergh Farias: “Basta olhar os episódios recentes ocorridos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, para ver o grau de fragilidade no qual estamos entrando”.
Foto: Guilherme Santos/Sul21
O agravamento das crises social, política e econômica está mostrando o governo de Michel Temer cada vez mais enfraquecido e em processo de decomposição. Paradoxalmente, quanto mais fraco o governo fica, mais ele tenta acelerar o seu programa de reformas, especialmente nas áreas trabalhista e previdenciária. Com o agravamento desse quadro, o risco maior que o país corre é de mergulhar num quadro de convulsão social, como se viu recentemente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. A avaliação é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que esteve em Porto Alegre esta semana participando de um debate sobre o processo eleitoral dentro do PT.

Em entrevista ao Sul21, o senador fala sobre o atual momento político nacional e sobre a sua possível candidatura à presidência nacional do PT. Lindbergh identifica um descolamento da base do partido em relação à atual direção e defende uma mudança de programa e de política de alianças para a possível candidatura de Lula em 2018. “Houve uma subestimação da luta de classes no país e o resultado disso ficou evidente no golpe. O programa de 2002 não serve para fazer um governo de transformações”, defende.

Sul21:  O PT vive um momento de debate interno para a renovação de suas direções e o seu nome foi apresentado para disputar a presidência nacional do partido. Como é que está se desenrolando esse processo dentro do PT?

Lindbergh Farias: Estamos vivendo um momento extremamente grave da história do país. Eles diziam que era preciso simplesmente afastar a presidenta Dilma para resolver os problemas da crise política e da crise econômica. Alardearam isso em alto em bom som pelo país. O que estamos vendo é o agravamento da crise política e econômica. Acho que vamos entrar numa situação que não é apenas de crise social, podendo mergulhar numa convulsão social. Basta olhar os episódios recentes ocorridos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, para ver o grau de fragilidade no qual estamos entrando.

Neste cenário, vemos pesquisas que colocam o presidente Lula liderando em todos os cenários. A última pesquisa CNT/MDA mostra Lula liderando em todos os cenários chegando a ter 40% de intenções de voto no segundo turno. Eu diria que a grande tarefa do PT neste momento é como resistir a essa restauração do neoliberalismo no país e como construir uma candidatura do presidente Lula com outro programa e outra política de alianças. Estamos vivendo outro momento.

Quais deveriam ser, na sua opinião, as principais mudanças em relação a programa e política de alianças?

Quando olhamos para trás e consideramos as políticas que os governos do PT implementaram vemos uma quantidade impressionante de avanços como a inclusão social gigantesca que ocorreu no país. Creio, inclusive, que esse crescimento do presidente Lula nas pesquisas tem a ver com isso. Uma parcela do povo começa a perceber o que está acontecendo, com perda de direitos, reforma previdenciária e reforma trabalhista. Quando comparam esse cenário com o que foi a experiência do governo do presidente Lula, percebem que o povo mais pobre teve uma ascensão muito grande.

Mas também tivemos muitas limitações. Quando falamos da necessidade de fazer um balanço sobre o que fizemos é com o espírito de corrigir para o presente e para o futuro. Achamos que é preciso elaborar outro programa para o presidente Lula. Houve uma política de conciliação de classes que mostrou as suas limitações. Há vários exemplos disso. No primeiro ano do governo Lula, com o grande cacife político que havia naquele momento, não era para termos avançado no debate sobre a democratização dos meios de comunicação? Claro que era. Mas se acreditou que era possível governar sem mexer com os interesses do andar de cima. Vimos a limitação dessa escolha, principalmente agora no golpe.

Para fazer um governo de reformas profundas, precisaremos mexer também no sistema tributário que é profundamente desigual. Quem paga imposto neste país são os trabalhadores e a classe média. Um funcionário que recebe 5 mil reais paga 27,5% de Imposto de Renda. Um grande empresário que recebe por mês 300 mil reais a título de distribuição de lucros e dividendos paga zero de imposto. Precisamos mexer com a situação do rentismo no Brasil. Temos um Banco Central completamente descolado da realidade internacional, com a maior taxa de juros do mundo, que acaba consumindo mais de 30% do nosso orçamento para pagar juros para esse sistema da dívida. Houve uma subestimação da luta de classes no país e o resultado disso ficou evidente no golpe. O programa de 2002 não serve para fazer um governo de transformações.

Há quem defenda, dentro do PT, que o próprio Lula assuma a presidência do partido. Existe essa possibilidade, na sua opinião? 

O que está ocorrendo dentro do PT é um descolamento da base do partido em relação à atual direção. A base petista quer uma postura de mais enfrentamento, não quer um PT acomodado, burocratizado. O que aconteceu na eleição para a presidência da Câmara e do Senado é um exemplo desse descolamento da base em relação a uma parte majoritária da direção do partido.  Cogitar o apoio a uma candidatura como a de Rodrigo Maia ou a uma candidatura como a de Eunício Oliveira, logo depois de um golpe, quando a nossa militância foi para as ruas para lutar contra os golpistas é uma loucura.

Eu estou viajando pelo país e coloquei meu nome à disposição para assumir a presidência do PT. A atual direção, até agora, não encontrou um nome para disputar a presidência do partido. Por isso ficam pressionando o presidente Lula para ser candidato. O próprio Lula tem dito que isso é contraditório. Ele tem que ser candidato a presidente da República. Nós temos que organizar o PT, fazer alianças e viajar pelos estados para ajudar a elegê-lo. Pelo que tenho percebido até aqui, creio que Lula não será candidato à presidência do PT. Se Lula for candidato, não vou disputar com ele. Temos um tempo grande até junho, mas cresce entre diversos setores do partido a ideia de que precisamos de uma renovação.

Como é que está o ambiente no Congresso, meses após a consumação do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff? Houve alguma mudança na composição de forças dentro da Câmara e do Senado?

No Congresso, ainda não. Em relação ao tema da Reforma da Previdência, a gente já vê muita gente da base de Temer dizendo que não vai votar nesta proposta. Agora, o governo Temer está se desconstituindo. Veja esse último episódio envolvendo o advogado José Yunes, considerado o melhor amigo de Michel Temer, implicando o Eliseu Padilha que, na minha opinião, não tem condições de voltar a ocupar a chefia da Casa Civil. É um governo que está se desintegrando. Ele não tem nenhum compromisso com a sociedade brasileira. Seu único compromisso é com quem deu o golpe com ele: a aliança com a mídia e com o grande capital.

Quanto mais fraco ele fica, mais ele tenta acelerar o programa de reformas. Há alguns articulistas, inclusive do campo deles, admitindo abertamente que o governo Temer tem problemas de corrupção, mas que ele está aí para fazer as reformas. Eles estão tentando se segurar com esse argumento. É um governo completamente desmoralizado que teve o seu núcleo diretamente atingido. Eduardo Cunha está preso. Eliseu Padilha não pode voltar a ser ministro. Gedel teve que deixar o ministério de articulação política. Então, é um governo que pode cair a qualquer momento. Não sei se chega ao meio do ano. As perguntas que o Eduardo Cunha têm feito para o termo representam um roteiro para uma delação premiada.

O governo segue tendo muita força no Congresso, mas tem uma fraqueza enorme na sociedade. O carnaval deste ano virou o carnaval do “Fora Temer!”. Acho que teremos um período de muita turbulência pela frente. Por isso, precisamos falar do lançamento imediato da candidatura de Lula para que ele possa apresentar um programa para tirar o país da crise, proteger os empregos, fazer algo que ele já fez neste país, na crise econômica de 2008-2009. Enfrentamos aquela crise, não com ajuste fiscal, mas aumentando os investimentos sociais, colocando os bancos públicos para emprestar dinheiro, fazendo com que a Petrobras investisse no país. Agora, ao invés disso, eles estão acabando com a política de conteúdo local, o que é um absurdo.

Qual o balanço que você faz da situação da esquerda hoje no país? Mudou alguma coisa do impeachment para cá?

Acho que um grande desejo pela renovação interna dos quadros e por uma reconexão com os movimentos sociais e com a juventude. O espaço da luta institucional e parlamentar é importante, mas as lutas de rua são fundamentais. Houve um processo de acomodação neste período de mais de 13 anos de governo. Isso é inegável. O PT não pode virar um partido só de parlamentares, precisa ter democracia interna, voltar a ter núcleos, usar as redes para envolver seus militantes. Nós sabemos que o golpe foi dado fundamentalmente pelos acertos que tivemos, pelas políticas em favor dos trabalhadores e dos mais pobres. Mas precisamos identificar onde foi que erramos. Eu acho que houve uma subestimação da luta de classes. Houve muita ingenuidade neste processo todo.

Marco Weissheimer
No Sul21
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15 frases de Stephen Hawking que farão você ver a vida de outra maneira


Stephen Hawking é tão representativo quando o assunto é Ciência que a sua própria vida é a prova disso.

Diagnosticado aos 21 anos como portador de uma forma degenerativa da esclerose lateral amiotrófica, Hawking recebeu uma triste expectativa médica: teria apenas mais dois anos de vida. Hoje, aos 74 anos de idade, o cientista não apenas driblou a expectativa como é considerado um dos grandes gênios vivos do mundo.

Conheça um pouco dessa genialidade nas citações a seguir:

1 – Q.I. versus inteligência
“Pessoas que se vangloriam de seus Q.I.s são perdedoras.”

2 – Sobre barulho
“Pessoas quietas têm as mentes mais barulhentas.”

3 – Mudança
“Inteligência é a habilidade de se adaptar às mudanças.”

4 – Imperfeição
“Da próxima vez que alguém reclamar que você cometeu um erro, diga a essa pessoa que talvez isso seja uma boa coisa, porque sem imperfeição nem você nem eu existiríamos.”

5 – Sobre a esclerose
“É uma perda de tempo ficar irritado com a minha deficiência. As pessoas não vão ter tempo para você se você está sempre irritado ou reclamando.”

6 – Unanimidade
“Tenho reparado que mesmo aqueles que afirmam que tudo está predestinado e que não podemos mudar nada a respeito disso continuam olhando para os dois lados antes de atravessar a rua.”

7 – Deus e buracos negros
“Considerando o que os buracos negros sugerem, Deus não apenas joga dados, ele às vezes nos confunde jogando-os onde ninguém consegue ver.”

8 – Sobre a humanidade
“Durante milhões de anos, a humanidade viveu exatamente como os animais. Então aconteceu alguma coisa que desencadeou o poder da nossa imaginação. Nós aprendemos a falar e aprendemos a ouvir.”

9 – Suas definições de “simples” foram atualizadas
“Meu objetivo é simples. É a compreensão completa do Universo, por que ele é assim e por que existe de uma maneira geral.”

10 – Direção
“Lembre-se de olhar para o alto, para as estrelas, e não para baixo, para os seus pés.”

11 – Expectativas
“Minhas expectativas foram reduzidas a zero quando eu tinha 21. Tudo, desde então, tem sido um bônus.”

12 – Liberdade
“Apesar de eu não poder me movimentar e ter que falar através de um computador, em minha mente sou livre.”

13 – Sobre a ordem das coisas
“Toda a história da Ciência tem sido a percepção gradual de que eventos não acontecem de uma maneira arbitrária, mas que refletem uma ordem básica, que pode ou não ser divinamente inspirada.”

14 – Há esperança
“Não importa o quão ruim a vida possa ser, há sempre alguma coisa que você pode fazer e ter sucesso. Enquanto há vida, há esperança.”

15 – A humanidade e o Universo
“Nós somos apenas uma espécie avançada de macacos em um planeta pequeno de uma estrela mediana. Mas nós conseguimos entender o Universo. Isso nos torna muito especiais.”

No Pensar Contemporâneo
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Pimenta: STF tem que ter coragem de anular o impeachment; Brasil não pode ser mais governado por uma quadrilha; veja vídeo




Na semana em que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou que o ex-deputado Eduardo Cunha comanda o governo Michel Temer de dentro da cadeia, o deputado federal Paulo Pimenta defendeu que o STF tenha coragem para anular o impeachment. Em discurso na tarde desta quinta-feira (9), Pimenta enfatizou que não há solução sem democracia e reforçou que o país foi “tomado de assalto por uma quadrilha de criminosos”.

Segundo Pimenta, março é o mês para se ampliarem as mobilizações e pressionar pela queda do governo Temer. “É hora de o STF, acovardado, sim, anular o impeachment, e anteciparmos o calendário eleitoral”, conclamou o parlamentar.

Ao lembrar que todos os “homens de confiança” de Temer já caíram por escândalos de corrupção, Pimenta criticou a seletividade do sistema de justiça no Brasil. “Não sobrou ninguém no entorno de Temer. Se houvesse coerência por parte do juiz Sérgio Moro, dos ministros do STF e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, boa parte dos homens de Temer já estaria presa”, protestou o parlamentar.

Pimenta também criticou a proposta de reforma da previdência, que acaba com o direito à aposentadoria no Brasil. “Nós vamos permitir que uma previdência pública construída há mais de 70 anos seja destruída por uma quadrilha de malfeitores, em que boa parte deles irá para a cadeia?”, questionou.

Por fim, o deputado Pimenta classificou como ridículas as falas de Michel Temer sobre o Dia Internacional da Mulher. “Temer usou termos que se referiam a um pensamento do século XIX”, disparou. Ontem (8), em cerimônia no Palácio do Planalto, Michel Temer afirmou que o papel da mulher é cuidar da casa, criar os filhos e acompanhar os preços nos supermercados.
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Bancos adoram a liberação do FGTS

Por isso a Globo tem orgasmos

Tá difícil segurar... o PSDB.
A Globo dedica seus tele-jornais (sic) à nova Abolição da Escravatura: o saque das contas inativas do FGTS.

Por que as contorções orgasmáticas dos apresentadores e colonistas globais?

Porque a liberação das contas inativas é para salvar os bancos:

- o pobre coitado do trabalhador saca da conta inativa e detona o seu futuro;

- dane-se o futuro do trabalhador;

- o trabalhador pega a grana e paga o que deve aos bancos;

- inclusive o crédito consignado que, com o desemprego maciço, virou uma cordilheira de inadimplência.

Bingo!

PHA
No CAf
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Itália aprova criação de 'Bolsa Família' de até 480 euros mensais

Projeto, que havia sido aprovado pela Câmara, recebeu aval hoje do Senado italiano e vai para sanção do Executivo


O Senado da Itália aprovou nesta quinta-feira (9/03) um projeto de lei que prevê a concessão de um benefício assistencial que varia entre € 400 e 480 (entre R$ 1.340 e R$ 1.600) mensais a famílias de baixa renda, em um modelo parecido com o do programa Bolsa Família no Brasil. Cerca de 400 mil famílias poderão ser beneficiadas.

Para receber o benefício, os italianos terão que cumprir uma série de requisitos, como comprovação de baixa renda e ser uma família com ao menos um filho menor de idade.

O texto foi aprovado com 138 votos a favor, 71 contrários e 21 abstenções e já tinha recebido o aval da Câmara dos Deputados em julho do ano passado.

"Foi aprovada a lei da #pobreza. É mais um passo para ajudar as famílias em dificuldades. O compromisso social é uma prioridade para o governo", disse, pelo Twitter, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentilioni.

De acordo com o ministro do Trabalho da Itália, Giuliano Poletti, foram destinados € 2 bilhões (sendo € 1,6 bilhão dos cofres italianos, e o restante de recursos europeus) para o projeto em 2017, e a mesma quantia para 2018.

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Teori votou a favor de indenização milionária da DERSA que favoreceu Filgueiras, dono do Emiliano

Tavolaro à direita com Alckmin
No avião que caiu em Paraty, matando o ministro Teori Zavascki e o amigo dele, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, dono da aeronave e do hotel Emiliano, emergiram histórias que reúnem golpe imobiliário, poder político e lobby no Judiciário.

“Conheci o Filgueiras em 2007 quando eu tentava receber uma indenização e fui levado até o hotel Emiliano para discutir com ele uma estratégia para o caso: se tentaríamos um acordo ou iríamos tentar receber na Justiça”, conta o lobista com a condição de anonimato.

A indenização é referente a um terreno utilizado na construção da rodovia dos Imigrantes, que liga a cidade de São Paulo ao litoral.

Em dinheiro de hoje, a área vale R$ 1,5 milhão. Mas a DERSA, empresa pública responsável pela construção, pagou R$ 190 milhões, e os advogados que representavam o dono do terreno queriam (e querem) mais.

Filgueiras, na lembrança do lobista, parecia o cérebro por trás da operação, embora o terreno fosse registrado em nome de Radi Macruz, cardiologista, hoje com 92 anos, famoso por participar da equipe que fez o primeiro transplante de coração no Brasil.

A Imigrantes começou a ser construída em 1970, mas só em 1985 Radi Macruz entrou na justiça reivindicando a indenização. Dois anos depois, a Justiça em São Bernardo do Campo entendeu que ele tinha razão e mandou a DERSA pagar.

Na decisão da Justiça, não se levou em consideração que Macruz não era dono do terreno quando a estrada foi construída. Ele comprou depois, junto a posseiros de áreas na Serra do Mar.

Uma história enrolada, mas que segue um padrão de negócios de Filgueiras. Áreas adquiridas por ele em Paraty, onde tinha empreendimentos, também tinham sido de posseiros.

O processo vencido pelo cardiologista Macruz ficou parado até 1995, quando começaram os pagamentos, mas aí o valor da ação já tinha se multiplicado, por um cálculo que uma promotora de São Bernardo do Campo entendeu absurdo, mas que havia sido homologado pelo Poder Judiciário.

Quando a ação foi parar no Superior Tribunal de Justiça, o Ministério Público do Estado de São Paulo chamou a atenção para os erros do cálculo, aprovado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, mas o STJ , em 2004, nem considerou a contestação.

Com relatoria da ministra Denise Arruda, o STJ encerrou a discussão com o argumento de que o Ministério Público do Estado de São Paulo não tinha competência para atuar no STJ. Ali, no entendimento da ministra, só o Ministério Público Federal é que poderia demandar.

Além disso, o STJ considerou que se tratava de coisa julgada e não havia mais nada a deliberar. Cumpria à DERSA pagar o valor definido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Na época, Teori Zavascki era ministro do Superior Tribunal de Justiça e ele participou da sessão. O voto de Teori foi a favor da relatora. Ou seja, Teori homologou a indenização milionária paga pela Dersa, alvo de interesse do dono do Hotel Emiliano.

Em outro processo, alguns anos mais tarde, o advogado Carlos Miguel Aidar tentou reverter no STJ uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que havia impedido a penhora do Hotel Emiliano, mas também não conseguiu. O argumento era parecido: coisa julgada, assunto encerrado.

Nesse caso, uma família lutava contra o golpe imobiliário dado por uma das empresas de Filgueiras – a empresa construiu um condomínio no terreno dessa família e não pagou nada por isso, violando contrato.

“É sabido pelos advogados que muitos ministros se hospedam no Hotel Emiliano e o Filgueiras já foi visto almoçando com os ministros nos restaurantes das imediações do hotel”, disse. Teori era um deles.

Hoje, o processo do terreno da Imigrantes em nome de Radi Macruz continua no STJ, para onde voltou depois de subir para o Supremo Tribunal Federal. Em 2012, a ministra Carmen Lúcia teve o processo em suas mãos e negou o pagamento de mais R$ 48 milhões (66 milhões em valores atualizados pelo IGP-M) a Radi Macruz.

Mas, em sua decisão, Carmen Lúcia registrou que os peritos haviam reconhecido um crédito remanescente de R$ 28 milhões (R$ 38 milhões, em valores de hoje).

Teori
Teori
O advogado Luiz Gustavo Justini Araújo, que cuida do caso, acredita que receberá pelo menos os 38 milhões. “É uma questão já decidida. A dúvida é o valor”, disse.

O cliente de Justini Araújo, Radi Macruz, está com Mal de Alzheimer, segundo o secretário dele, Rodolfo. Procurado por mim, Rodolfo disse que, para ele, esse assunto já estava encerrado.

Em 2008, Radi Macruz chegou a entrar na Justiça para cobrar de outro advogado, o primeiro a defendê-lo no caso da indenização, prestação de contas. Ele dizia não ter recebido quase nada da indenização.

O advogado relutou em fazer a prestação de contas, mas, cinco anos depois, entregou a planilha de recebimentos: quase 190 milhões de hoje. Se é verdade que Radi não recebeu quase nada, com quem ficou o dinheiro?

“Eu sei que é difícil entender esses valores. Mas o que se discute hoje não é o valor do terreno em 2005, é quando meu cliente deve receber por não ter sido indenizado na época. É apenas uma correção”, disse o advogado que hoje o representa.

Luiz Gustavo Justini Araújo é de São José do Rio Preto e herdou a causa de outro advogado da cidade, Luiz Bottaro Filho, que foi vereador. São José do Rio Preto é a cidade do senador Aloysio Nunes Ferreira, apontado como padrinho político de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Lembra daquele reunião do lobista com o Filgueiras sobre a indenização na DERSA?

Pois é. Antes dessa reunião, ocorrida em 2007, o lobista esteve na DERSA, para tentar receber, amigavelmente, R$ 28 milhões remanescentes da indenização (46 milhões, em valores de hoje).

Segundo ele, a reunião foi marcada por um assessor de Aloysio, que ele conhecia de suas operações de lobby em projetos habitacionais.

O assessor de Aloysio indicou Paulo Preto, na época diretor de engenharia da DERSA.

Paulo Preto teria se interessado pelo caso e, segundo o lobista, chamou para participar do encontro Luiz Antônio Tavolaro, que tinha sido diretor jurídico da DERSA quando foi paga a maior parte da indenização, nos governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin.

Mundo pequeno: depois da DERSA, Tavolaro tentou ser nomeado desembargador em São Paulo, por indicação da OAB, e dizia ser apadrinho por Aloysio.

O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou a indicação e Tavolaro acabou nomeado secretário dos negócios jurídicos em São José do Rio Preto, a cidade de Aloysio.

Tavolaro só caiu em desgraça quando foi denunciado pelo Ministério Público no Rio Grande do Norte por corrupção, como lobista de um grupo que queria implantar a inspeção veicular em Natal, a capital do Estado.

Mesmo depois do escândalo, Tavolaro continua com prestígio. No primeiro dia útil de 2017, ele levou o presidente do Conselho Regional de Engenharia, um dos seus assessorados, para uma audiência no Palácio dos Bandeirantes com o governador Geraldo Alckmin.

Tavolaro, o advogado da DERSA que teria discutido com Filgueiras como agir no caso de uma indenização que prejudicaria a empresa pública de São Paulo, é um homem conhecido pela habilidade de pavimentar relacionamentos.

* * *

PS: Um promotor de São Paulo já ouviu esse relato do lobista entrevistado por mim, mas, até agora, não formalizou o depoimento.

Paulo Preto vazou na imprensa a informação de que estaria disposto a revelar, em delação premiada, o esquema de corrupção na DERSA. O caso do terreno do médico Radi Macruz seria um tema interessante.

Filgueiras
Filgueiras

Joaquim de Carvalho
No DCM
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