22 de fev de 2017

O incrível processo de acovardamento dos jornalistas brasileiros

A obra de Munch retrata o pavor das redações
Os jornalistas brasileiros estão acovardados. Falo dos profissionais, não dos donos.

Isso ficou dramaticamente claro num texto do (bom) colunista da Folha Bernardo Mello Franco.

Franco tratava de Jucá. Mais especificamente, da infame conversa gravada na qual Jucá dizia que era preciso “estancar a sangria”.

Franco dizia, essencialmente, que era mais que tempo de Jucá explicar o que quis dizer com aquelas palavras.

Certo. Mas ao mesmo tempo errado. Completamente errado.

Franco na verdade deveria olhar para o espelho e reconhecer: já é mais que tempo de a mídia cobrar satisfações.

Ele mesmo. Tem uma alta posição em Brasília, a mesma cidade onde vive Jucá.

Por que nunca Franco questionou Jucá? É claro que ele seria atendido pelo senador caso o procurasse. Poderia ser por telefone mesmo.

Mas não.

Os jornalistas estão com medo de fazer perguntas das quais seus patrões podem não gostar.

É esta a lógica para que repórter nenhum tenha perguntado a Moro, por exemplo, se ele não se constrangia em aparecer fraternalmente ao lado de Aécio numa festa.

Moro teve que enfrentar essa questão nos Estados Unidos, depois de uma palestra que fez na universidade Columbia.

E no entanto era a pergunta mais óbvia que qualquer jornalista deveria fazer a Moro depois que a foto amoral veio a público.

O jornalismo combativo morreu. Em seu lugar está o jornalismo medroso, intimidado, acuado.

Os donos das empresas jornalísticas não precisam nem dar ordens para suas redações. Elas se comportam submissamente sem que ninguém tenha que pedir.

Diante desse panorama desolador, palmas para os jornalistas Raymundo Costa e Daniel Rittner, do Valor. Os dois fizeram jornalismo decente numa entrevista com Moreira Franco, e o resultado é que o entrevistado se descontrolou. Não estava preparado para nada que não fosse amigável.

Perguntas duras para autoridades não estão no roteiro dos jornalistas depois da queda de Dilma.

A senadora Gleisi usou uma imagem boa para comparar o comportamento dos senadores na sabatina de Fachin e na de Moraes. Os leões daquela ocasião agiram agora como gatinhos.

Vale para os jornalistas. Os leões da Era Dilma são os gatinhos da Era Temer.

Como involuntariamente mostrou Bernardo Mello Franco, sequer ocorre a eles a possibilidade de colocar os entrevistados contra a parede.

Paulo Nogueira
No DCM
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GloboNews implora a Trump para ligar para Temer

Ninguém sabe, ninguém viu

Colunista do 'NYT' foge de Trump e descobre Brasil 'à beira do caos'

A GloboNews, para orgulho do "Jornal Nacional", cobrou do porta-voz da Casa Branca que Trump telefone para Michel Temer. Até aqui, diferente dos eleitos Maurício Macri, Juan Manuel Santos e Pedro Pablo Kuczynski, o brasileiro só conseguiu falar com o vice.

Mas talvez o jornalismo da Globo esteja certo em cobrar a Casa Branca. O "Brasil à beira do caos" é uma das histórias que estão passando despercebidas com toda a atenção voltada ao fenômeno Trump, segundo o colunista de tecnologia do "New York Times", Farhad Manjoo.

Ele passou uma semana fugindo dos noticiários, comentários, análises, rumores sobre o presidente americano e contou o que aprendeu com isso. Citou –além do caos brasileiro, que descobriu na "New Yorker"– o Estado Islâmico perdendo terreno e a Antarctica se desfazendo:

— Existe uma razão pela qual você não está vendo essas histórias espalhadas pelo noticiário. Ao contrário da velha escola do jornalismo, a mídia de hoje funciona de acordo com laços de realimentação social. Toda história que mostra qualquer sinal de vida no Facebook ou Twitter é copiada sem parar por todos os veículos, tornando-se incontornável.

O texto da "New Yorker" é assinado por Jon Lee Anderson e cita as rebeliões nos presídios e as greves de policiais, para concluir:

— Temer e seus aliados se moveram rapidamente para desfazer o legado de 13 anos do PT, de Lula, que supervisionou os anos do país como um dos maiores exportadores de commodities no auge do boom da China. O Brasil se tornou Bric e um player global, enquanto em casa um programa popular, Bolsa Família, ergueu 40 milhões da pobreza. A maioria desses ganhos está agora em risco, com Temer instituindo medidas de austeridade e um congelamento de 20 anos em todos os gastos sociais. Com seu berço social em ruínas, o Brasil tem todos os ingredientes para mais explosões por vir.

Nelson de Sá
No Esquerda Caviar
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Presentadora de MSNBC: El trabajo de los medios es "controlar exactamente lo que la gente piensa"


El comentario de Mika Brzezinski ha causado numerosas reacciones en la Red.



La presentadora de la cadena estadounidense MSNBC Mika Brzezinski ha declarado que el trabajo de los medios consiste en "controlar exactamente lo que la gente piensa", reporta 'The Washington Free Beacon'. El comentario fue pronunciado durante una conversación sobre el presidente Donald Trump, cuando Brzezinski contestó a un comentario de su colega Joe Scarborough en el programa 'Morning Joe'.

La presentadora, que es hija de Zbigniew Brzezinski ―exasesor de Seguridad Nacional del presidente Jimmy Carter y consejero del presidente Lyndon Johnson― expresó su preocupación por el hecho de que el presidente "estaba tratando de socavar los medios de comunicación e inventar sus propios hechos".

"Mientras el desempleo y la economía empeoran, él pudo socavar el mensaje de una forma tal que realmente puede controlar lo que la gente piensa. Y ese, ese es nuestro trabajo", señaló.

El comentario de Mika Brzezinski ha causado numerosas reacciones en la Red: internautas se burlan de ella e incluso un usuario afirmó que la "verdad" por fin está ahí fuera.

No RT
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Programa Pensamento Crítico: Seguridade e Previdência


Programa de análise da conjuntura brasileira e latino-americana, produzido pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos, com a participação de Elaine Tavares, Beatriz Paiva e Jaime Hilleshein. Nesta edição discutindo Seguridade e Previdência.

Imagens e edição: Rubens Lopes


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O chilique do Angorá


A entrevista de Moreira Franco aos repórteres Raymundo Costa e Daniel Rittner, do Valor, é muito mais importante pelo como diz do que pelo o que diz, porque a boca de Moreira e a verdade t~em campos magnéticos opostos.

Assim é dispensável ler que ele não virou Ministro para ter foro privilegiado, que Michel Temer jamais interferiu no Judiciário, que Romero Jucá fala apenas em nome próprio, mesmo tendo sido ministro e sendo líder do Governo ou que  há um “esforço enorme para criar a ideia de que o governo do presidente Michel Temer conspira contra a Lava-Jato, o que é uma transformação odiosa do conflito político que se vive no Brasil”.

Mas é indispensável ver que, apesar de tudo, estão à beira de um ataque de nervos, por duas razões.

A primeira é a consciência de culpa, que na minha infância se traduzia na expressão “estar com a mão amarela” quando se dizia que alguém, digamos, empesteava o ar.

A segunda é que sabem que têm de apostar tudo no impedimento judicial de Lula disputar as eleições de 2018, onde vai se desenhando o naufrágio das gforças agrupadas no golpe.

Leia o trecho do chilique do “Angora” da lista da Odebrecht. Só não é impagável porque o Brasil para caríssimo por ter este personagem no centro do Governo.

Valor: O senhor entende a oposição como algo mais além do PT?

Moreira: Sim, claro.

Valor: O que é esse algo mais?

Moreira: São todos aqueles que se revoltam contra a possibilidade de o governo resolver a maior crise econômica da nossa história, que ficam indignados com isso. Não querem aceitar isso. Não dão o valor necessário para que você retome um padrão de confiança na economia…

Valor: Desculpe, ministro, o senhor não está dizendo que em nome do combate à crise se deve amenizar em relação às investigações

Moreira: Você me respeita [exaltado e de dedo em riste], essa pergunta é desrespeitosa.

Valor: Não, é apenas um pedido de esclarecimento a um raciocínio.

Moreira: É uma pergunta desrespeitosa. Não dá nenhum esclarecimento. É uma suposição.

Valor: Está bem, ministro, fica o registro: o senhor acha que é um desrespeito e uma suposição. Pronto.

Moreira: Pronto.

Valor: Qual sua leitura do processo eleitoral? É impressionante como quase 40% dos eleitores ainda querem votar no Lula.

Moreira: Olha aqui, rapaz, você é muito novo, olhe aqui…

Valor: Em outros termos, se Lula está na frente, é porque o governo não está convencendo, as pessoas querem voltar ao status quo anterior. O que explica isso? Saudade do período de bonança ou o problema da comunicação?

Moreira: Eu convivi com dirigentes de grande experiência política e não existe problema de comunicação, existe problema político. Quando você tem a política correta, você tem uma boa comunicação.

Valor: Então qual é o problema político?

Moreira: O problema político é que nós temos como tarefa um grande desafio, que é tirar o país da mais grave crise econômica da história. Nós vamos fazer isso com voto na Câmara e no Senado. Não vamos conseguir sucesso, ninguém conseguiria sucesso, a não ser que tivesse uma ditadura com AI­-55, ninguém consegue fazer as reformas sem o apoio do Congresso Nacional.

Como ter apoio do Congresso, viu-se ontem.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Vergonha: A desgraça do Brasil num piscar de olhos

Alexandre Morais pisca para Edson Lobão, mega citado na Lava Jato
Foto: Dida Sapaio-Estadão
Não retomarei aqui todos os adjetivos com os quais Alexandre Morais é caracterizado tanto pelas redes sociais, como até mesmo pela mídia venal e golpista. Com quase duas dezenas de Ministros citados e 6 já delatados escancaradamente, Temer e sua trupe agora mandam também e descaradamente no Supremo. Colocaram lá o maior símbolo da decadência daquela Suprema Corte que já nem deveria existir, mas que hoje, na absoluta falta de decoro e corrupção desenfreada na Câmara e no Senado, passou a ser o espaço da lavagem dos crimes da bandidagem e de condenação e perseguição a inimigos políticos. A foto diz tudo. A Treta Suprema esta feita. O crime bem Organizado, tomou o Poder Executivo de Assalto no Golpe parlamentar contra Dilma,  e agora finca suas bandeiras também no Supremo Tribunal Federal. O Brasil agoniza e os brasileiros tem que se preparar para a barbárie e para o recrudescimento do ódio, da violência, da barbárie e do consequente fascismo. Pobre povo brasileiro.

No Luís Müller Blog
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CCJ aprova "Kinder Ovo" para o STF


Por 21 votos a sete, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou na noite desta terça-feira (21) a indicação do fascista Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O covil golpista de Michel Temer festejou a decisão, que deve ajudar a "estancar a sangria" das investigações de corrupção no país. No circo montado da "sabatina", os falsos moralistas cumpriram a contento o seu patético papel. Agora, a indicação do "guarda-costas" dos bandidos será submetida a aprovação do plenário do Senado, onde ele precisa do apoio de 41 dos 81 senadores. A votação secreta, assim como foi na CCJ, será realizada ainda nesta quarta-feira. 

Segundo relato do site UOL, a enfadonha sabatina durou mais de 11 horas. "Senadores da oposição pressionaram Moraes sobre as suas ligações políticas. Ele foi filiado ao PSDB e ocupou cargos no governo Temer e em gestões tucanas na cidade e no estado de São Paulo. Já os governistas minimizaram a questão, afirmando que outros ministros do STF atuaram em governos anteriores... Alexandre de Moraes também foi questionado por fatos de sua vida acadêmica e seu trabalho como advogado, como a suspeita de plágio em um de seus livros e a atuação de seu escritório de advocacia em favor de uma cooperativa suspeita de ligação com o PCC".

Apesar dos questionamentos, o jogo de cartas marcadas já estava definido. A base governista nem se constrangeu com as respostas descabidas do plagiador. Num dos momentos risíveis da sabatina, Alexandre de Moraes garantiu que vai atuar com independência com relação ao covil golpista e aos parlamentares amigos acusados de corrupção. "Jamais atuarei entendendo que minha indicação seja ou tenha qualquer ligação de agradecimento, ou qualquer ligação de favor político. Isso posso garantir a vossas excelências. Se aprovado for, atuarei com absoluta independência e absoluta imparcialidade". Nem mesmo o cretinismo parlamentar evitou alguns sorrisos irônicos.

O fascistoide também foi questionado sobre o fato de ter trabalhado como advogado para a campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB-MG) em 2014 - pelos serviços, o seu escritório de advocacia recebeu R$ 360 mil. "Tanto em 2012 quanto em 2014 eu advoguei na questão eleitoral para candidatos de todos os partidos. Partidos ditos de situação ou de oposição. E cobrei de todos, porque é questão profissional. Não tenho nenhum problema em relação a isso", afirmou o futuro ministro do STF na maior caradura. O cretinismo parlamentar também não evitou os sorrisos. Num cena patética, o cambaleante Aécio Neves - desesperado com as delações premiadas da Odebrecht, afirmou que a contratação de Alexandre de Moraes foi "legítima".

Questionado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ) se iria se declarar impedido de atuar na Lava Jato em processos que tenham aliados do governo como investigados, Alexandre de Moraes disse apenas que iria julgar com "absoluta imparcialidade e independência". Diante de tamanho cinismo, nada como o comentário irreverente do jornalista José Simão antes da sabatina na Folha: "Os senadores vão receber o careca com uma marchinha de Carnaval: 'A tua careca não nega, Moraes/ Pois tua careca é um horror/ Mas como a careca não nega, Moraes/ Eu quero um favor'. O favor é 'Me livra da cadeia!'. E os Acadêmicos da USP fizeram outra marchinha pro Moraes: 'Olha a careca do Moraes/ Será que ele fez/ Será que ele fez/ plágio'. E os senadores só têm uma única pergunta pro Moraes: 'O senhor vai livrar a nossa cara? Seremos absolvidos?'. SIM!". José Simão deu um apelido apropriado para o novo ministro do STF: "Kinder Ovo".

Altamiro Borges
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Xadrez do PSDB no 2º tempo do golpe


Peça 1 – o fator Alexandre de Moraes

Analise-se, primeiro, a ficha de Alexandre de Moraes:

1.     Suspeitas de captar clientes entre grupos beneficiados por ele enquanto Secretário de Administração da gestão Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo.

2.     Estimulador da violência inaudita da PM paulista contra estudantes secundaristas, inclusive permitindo o trabalho de grupos de P2 contra adolescentes.

3.     Autor de um plano de segurança condenado unanimemente por todos os especialistas no tema.

4.     Acusação de plágio em suas obras e uma resposta ridícula, na sabatina do Senado: a de que manifestações em sentenças de Tribunais superiores (no caso, da Espanha) não contempla direito autoral. Ora, ele copiou as manifestações sem aspas – isto é, apropriou-se do texto copiado.

5.     Nenhuma dúvida sobre a parcialidade com que irá se conduzir no Supremo Tribunal Federal (STF).

O que explicaria, então, a quantidade de apoios que recebeu de entidades e juristas, quase tão expressivo quanto as manifestações de indignação.

Peça 2 - os apoios a Alexandre de Moraes

O que o Conselho Nacional de Procuradores Gerais do Ministério Público dos Estados, a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), o Ministro Celso de Mello, o diretor da Escola de Direito da FGV-SP Oscar Vilhena, a OAB nacional, a Associação dos Juízes Federais (AJUFE), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Gilmar Mendes, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima e a Procuradoria Geral da República (PGR) tem em comum, a ponto de hipotecar apoio à indicação de Moraes?

1.     São radicalmente antipetistas e tiveram papel no movimento de deposição de Dilma Rousseff.

2.     Compõem uma frente informal de apoio ao PSDB.

O apoio dado à indicação de Alexandre de Moraes inaugura o segundo ciclo da Lava Jato, de partidarização maior ainda do Judiciário, que será a grande marreta sobre a cabeça do lulismo.

Entra-se, agora, no segundo tempo do golpe, com a tentativa de institucionalização do protagonismo do Judiciário e do ataque final à candidatura de Lula em 2018

Peça 3 – como será o segundo tempo

As características do segundo tempo estão dadas.

Em breve, haverá a explosão das delações da Odebrecht, de alto impacto, mas sem foco definido devido à extensão das denúncias. Durante algumas semanas se ouvirão os ecos da bomba. Depois, volta-se ao dia a dia da Lava Jato.

O fluxo de fatos e factoides surgirá de dois centros: o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4a Região), julgando as sentenças de Sérgio Moro; e o Supremo Tribunal Federal (STF), analisando as denúncias de Rodrigo Janot.

No inferno, os réus sem prerrogativa de foro; no purgatório, alguns caciques do PMDB; no paraíso, o PSDB.

Com a garantia do voto de Alexandre de Moraes pela prisão após a confirmação de sentença em 2a instância, e sabendo-se de antemão do posicionamento político dos desembargadores do TRF4, se terá a cada semana uma prisão nova a ser celebrada.

Já o ritmo das denúncias dos políticos com foro privilegiado dependerá exclusivamente da PGR que já demonstrou à farta seu jogo, cuidando de asfaltar as estradas que o levam ao PSDB ao indicar como vice-procurador José Bonifácio Borges de Andrada, umbilicalmente ligado ao PSDB de Aécio Neves.

Janot é todo-poderoso, porque suas armas são fundamentalmente subjetivas – isto é, dependem exclusivamente de sua vontade.

Bastará acelerar as ações contra o PMDB e segurar as denúncias contra o PSDB para promover a cristianização final do PMDB (de Cristiano Machado, candidato a presidente abandonado por seus correligionários). Ou basta produzir uma denúncia inepta para assegurar a blindagem do réu.

Tem-se, então, todos os pontos críticos sob controle:

1.     Na PGR, Janot e Bonifácio.

2.     No Supremo, Gilmar, Toffoli, Alexandre, Barroso.

3.     No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar, possivelmente Alexandre e novos Ministros nomeados por Temer.

4.     No Ministério da Justiça, alguém da confiança de Temer.

5.     Na PGR e na Polícia Federal, uma frente política cerrada contra o PT.

Peça 4 – a força tarefa da Lava Jato

A força tarefa da Lava Jato – juiz, procuradores e delegados – praticamente dá seu trabalho por encerrado. Agora, é apenas aguardar a confirmação das sentenças de Sérgio Moro e correr para o abraço.

Como profissionais aplicados, em todo caso, deixaram lotadas as estantes das delações, permitindo boa margem de manobra para a PGR. E continuarão trabalhando incessantemente para encontrar algo que inviabilize a candidatura de Lula.

A cada dia que passa fica mais nítida a semelhança da Lava Jato com o DOI-CODI: autonomia política, autonomia financeira, operações combinadas e, juntos, investigação, denúncia e julgamento. E, agora, começam a expandir a atuação em uma espécie de Operação Condor atualizada, tenho como fonte de informação a parceria com o FBI e a DEA visando a desestabilização das experiências progressistas na América Latina.

Peça 5 – a dificuldade do jogo de cena

Aí se entra em um terreno complexo: como administrar a malta, a opinião pública sedenta de sangue?

Na bomba Odebrecht, o sistema Globo e os jornalões certamente focalizarão preferencialmente no PT e no PMDB. Mas não haverá como esconder os malfeitos dos tucanos.

O jogo do PGR e da mídia é fundamentalmente hipócrita. Mas não há hipocrisia que resista à luz do sol. A cada Novo movimento, mais nítida fica a parcialidade da mídia e de Janot. A recuperação de parte da popularidade de Lula é a prova mais significativa.

Com as revelações da Odebrecht, o leão se contentará apenas com a carne de petistas ou irá querer carne nova?

Novos veículos vêm se somar aos trabalhos pioneiros dos blogs, aplicando um dos princípios básicos do jornalismo: revelar o lado oculto da notícia. Há tempos a imprensa internacional rompeu a dependência dos órgãos de imprensa nacionais. É BBC, El Pais, Washington Post, New York Times, Guardian, todos de olho em um jogo de cartas marcadas.

Quanto tempo a hipocrisia nacional resistirá a essa devassa?

Luís Nassif
No GGN
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Vídeo: advogado de Lula despe Moro

Sobram as "convicções"...


Do portal "A Verdade de Lula":

65 pessoas já prestaram depoimento e não há prova contra Lula na ação do triplex



65 testemunhas já foram ouvidas na ação penal que trata do chamado “triplex” do Guarujá e não há confirmação de um único fato que possa vincular o nome do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a desvio de valores relativos aos 3 contratos da Petrobras indicados pela denúncia ou à propriedade desse apartamento. Esse é o cenário que se verifica hoje (21/02) após nova audiência realizada na 13ª Vara Federal de Curitiba para a coleta de novos depoimentos.

Da rodada de hoje, destacamos o depoimento de Valmir Moraes da Silva, Tenente do Exército Brasileiro e chefe da equipe de apoio institucional do ex-Presidente Lula. Ele declarou ser responsável pela organização e acompanhamento de todos os deslocamentos de Lula e, nesta função, esteve uma única vez com o ex-Presidente no Edifício Solaris, no Guarujá, quando ele foi conhecer o imóvel a fim de verificar eventual interesse na compra.

Moraes tratou como absolutamente normal, na rotina do ex-Presidente, o imóvel ter sido mostrado por um diretor da OAS. Lula seria, segundo ele, sempre recebido por pessoas da alta direção nas instituições visitadas. Esclareceu que, no trajeto de volta do Guarujá, o ex-Presidente comentou sobre a impossibilidade de frequentar aquele imóvel e que, por força dessa constatação, iria sugerir a D. Marisa pedir a devolução do valor por ela investido na compra da cota, em 2005, quando o empreendimento era gerido pela Bancoop.

O servidor ainda afirmou que aquela foi a primeira e única vez que Lula esteve no Edifício Solaris, o que pode ser provado pelo fato de não haver qualquer registro de diária relativa a esse local na Presidência da República, como ocorre sempre que é feito deslocamento, especialmente se houver pernoite. Apenas D. Marisa retornou ao local, uma única vez, acompanhada por outro membro da equipe do depoente. Moraes disse jamais ter ouvido qualquer outra referência ao imóvel e tampouco realizou qualquer procedimento de segurança no local, como ocorre em todos os lugares frequentados pelo ex-Presidente.

Silvio Pettengill Neto, que era advogado da Petrobras em 2007, e atualmente é Procurador da República, confirmou que emitiu parecer jurídico à época opinando pela legalidade da contratação direta, sem licitação, relativa a um dos contratos citados na denuncia. Esclareceu que jamais sofreu qualquer interferência para emitir esse posicionamento jurídico e que jamais foi questionado por esse ato por qualquer dos órgãos de controle interno ou externo da Petrobras. Também não tem conhecimento de qualquer apuração de desvio de valores ou pagamento de propina identificado por esses mesmos órgãos de controle, que tinham essa função na companhia.

Mais uma vez os depoimentos colhidos mostraram que a acusação contra Lula é frívola, sem materialidade, baseada apenas em suposições e no intuito de criar embaraços indevidos às atividades políticas do ex-Presidente.

Cristiano Zanin Martins
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