3 de fev de 2017

Programa Pensamento Crítico: O governo Trump e a América Latina


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Caso Marisa: a ética da Lava Jato e do PCC


Qual a intenção  de Sérgio Moro e dos Procuradores da Lava Jato em denunciar dona Marisa? Do ponto de vista jurídico, nenhuma. Jamais comprovaram que o tríplex era de Lula. Mesmo se fosse, não havia nada que pudesse ser impingido a dona Marisa. Ela não participava de discussões políticas, menos ainda de negócios. Limitava-se a cuidar dos filhos e netos e dar amparo emocional ao marido.

A intenção foi puramente política, de bater, bater, bater em Lula, até que arriasse emocionalmente.

Não existe ética na guerra. E não existe a figura do inimigo no direito. A Lava Jato se tornou uma operação de guerra, caçando o inimigo e o direito se tornou instrumento de vingança.

Não viam a figura da mãe e da avó, mas apenas a mulher do inimigo a ser abatido.

Divulgaram como prova de crime os pedalinhos que dona Marisa comprou para os netos. Invadiram sua casa, entraram em seu quarto, reviraram até o colchão da cama. Levaram seu marido detido, expuseram incontáveis vezes os filhos no tribunal da mídia.

Esse exercício continuado de crueldade, mais do que estilo jurídico, é marca de caráter.

É possível encontrá-lo em diversos personagens e diversas situações, cada qual subordinando-se aos ritos da classe e às prerrogativas da profissão.

No Judiciário, gera alguns juízes vingadores. No Ministério Público, alguns projetos de torquemadas. Cada qual busca a jugular do inimigo valendo-se das armas que lhe foram conferidas institucionalmente. Não lhes exija momentos de civilidade, respingos de respeito, gotículas de humanidade.

No PCC, há chefes sanguinários que não se contentam com assassinatos de imagem e mortes civis: eliminam fisicamente os adversários.  Na Polícia Militar os soldados que, com um revólver na mão, se consideram donos do mundo e das vidas. No crime, o poder das chefias depende apenas da meritocracia: não há concursos, nem carreiras pré-definidas, com planos de cargos e salários. E eles correm risco, pois não contam com a blindagem do Estado. São cruéis e são valentes.

Em comum, todos os vingadores, os da lei e os fora-da-lei, têm a crueldade de caráter, o gozo infindável de chutar o adversário de todas as formas, de tratá-lo como inimigo, os fora-da-lei matando pessoas, os da lei expondo-as ao direito penal do inimigo, desumanizando-as, transformando donas-de-casa em cúmplices, presentes de avó para netos em provas de crime, violando seu quarto, sua penteadeira, suas lembranças.

Hoje, na Lava Jato, o juiz Moro e cada procurador colocarão uma marca a mais no coldre virtual de onde empunham suas armas legais. Que pelo menos tranquem a porta antes de iniciar a comemoração.

Luís Nassif
No GGN
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O Moro, o Mores

http://www.maurosantayana.com/2017/02/o-moro-o-mores.html


Atendendo a "pedidos da imprensa" e "diante do contexto, com humildade", o Juiz Sérgio Moro não perde a oportunidade de exercer o papel com que vem se acostumando, habitualmente, no âmbito da Operação Lava Jato, devido a um STF constantemente pressionado por uma opinião pública manipulada e fascista - o de rabo abanando o cachorro.

Em gesto que ilustra o surrealismo e a total inversão da lógica, posturas e costumes que assola o Judiciário nacional, nosso mais célebre juiz de primeira instância fez questão de emitir "nota" a propósito da indicação do Ministro Edson Fachin como relator, na Suprema Corte, da Operação Lava-Jato, avalizando assim, claramente, a escolha da autoridade a quem ele, como magistrado, terá que se subordinar e reportar daqui para frente.

Cara de pau para ninguém botar defeito, que passaria em brancas nuvens, diante da expressão de paisagem e da abjeta cumplicidade da maior parte da imprensa, se não fosse tão escandalosa que até mesmo certos expoentes da direita midiática mais empedernida e conservadora resolveram tocar no assunto.
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2016 vs. 1964 - Blindagem do angorá faz do Golpe uma farsa!

Golpistas de 64 eram golpistas mas não eram ladrões


A história se repete de duas maneiras. A primeira, como uma tragédia. E a segunda, como farsa...

O Golpe de 2016 tem muito em comum com o Golpe de 1964. Mas também tem muitas diferenças.

A nomeação de Wellington Moreira Franco, "o gatinho angorá" da lista de alcunhas da Odebrecht, como ministro do governo Temer, é uma dessas discrepâncias.

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As bestas de jaleco


Outrora uma profissão abraçada por abnegados ascetas, a ponto de ser comparada por muitos a um sacerdócio, a Medicina parece ter se convertido aqui no Brasil a uma seita satânica seguida como profissão de fé por seres grotescos –sem alma, sem cérebro, sem compreensão do mundo, sem dó ou compaixão.

Exagero e tomo a parte pelo todo porque os médicos brasileiros precisam, seja por iniciativas das entidades de classe, seja por eles mesmos atuando individualmente, reagir de forma dura e organizada à ínfima minoria integrada por seres abjetos como a reumatologista Gabriela Munhoz, o cardiologista Ademar Poltronieri Filho, o urologista Michael Hennich e o neurologista Richam Faissal Ellakkis.

Horas depois de Marisa Letícia da Silva dar entrada no Hospital Sírio Libanês, há 10 dias, com um quadro de Acidente Vascular Cerebral grave, Gabriela Munhoz divulgou em grupos de Whatsapp dados do prontuário médico da ex-primeira-dama cuja morte cerebral foi anunciada ontem (2.fev.2017). Não o fez em busca de auxílio. Eram informações sigilosas de uma paciente — fosse quem fosse — e o simples fato de compartilhá-las configura um atentado à ética médica.

O compartilhamento de Munhoz seguiu-se a disseminação dos dados pessoais da mulher do ex-presidente Lula por Poltronieri Filho. A partir dali o urologista Hennich desdenhava da paciente, fazendo piadas com ela. Tudo culminou com a torcida declarada do neurologista Ellakkis para que Dona Marisa, uma mãe carinhosa, avó dedicada, companheira solidária, mulher de rara fibra e militante valorosa de causas sociais e políticas, evoluísse a óbito — para usar o jargão dessas bestas de jaleco.

“Esses fdp vão embolizar ainda por cima”, escreveu, em referência ao procedimento de provocar o fechamento de um vaso sanguíneo para diminuir o fluxo de sangue em determinado local. “Tem que romper no procedimento. Daí já abre pupila. E o capeta abraça ela”, escreveu Ellakkis, que presta serviços no hospital da Unimed São Roque, no interior de São Paulo, e em outras unidades de saúde da capital paulista, segundo relato de apuração jornalística efetuado por O Globo e divulgado no site do jornal.

Os valores dessa verdadeira quadrilha de médicos que rasgaram seus juramentos aos princípios de Hipócrates e espicaçaram qualquer solidariedade humana podem –e devem– ser comparados aos patéticos protestos contra o desembarque de doutores e doutoras cubanos no âmbito do programa Mais Médicos levado a cabo no primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Podem e devem, ainda, ser analisados em paralelo com a atitude criminosa de ortopedistas do Distrito Federal que prescreviam cirurgias de colocação de próteses ósseas desnecessárias e introduziam no corpo dos pacientes peças de segunda mão –matando muitos de infecção, restringindo o movimento de outros e assaltando-os abertamente ao superfaturar os procedimentos clínicos e cirúrgicos.

Somam-se os exemplos e os paralelos. Multiplica-se a solidariedade da infâmia, com a corporação protegendo aos seus e deixando a sociedade à mercê da sorte. Abatido pela onda de ódio conservador e primitivo contra os médicos cubanos, o Mais Médicos se liquefez e devolveu à incerteza e à intermitência o atendimento a milhares de brasileiros, sobretudo nas cidades do interior, porque o exercício da Medicina é encarado por essa corja de “doutoras” e “doutores” como Munhoz, Elliakkis et caterva como uma ação entre amigos da mesma classe, do mesmo credo, do mesmo grupo e com o mesmo objetivo.

O vazamento dos dados pessoais da ex-primeira-dama por uma profissional médica do Sírio-Libanês (o hospital já a demitiu) expôs em definitivo uma faceta sórdida da sociedade brasileira. Estamos, talvez definitivamente, divididos pelas opções e opiniões políticas. Isso é raso. Isso é rasteiro. E isso não é vida real. É ódio e, em alguns casos, é também recalque.

A ação dos vermes de jaleco que abusaram da agonia de Marisa Letícia não pode ficar impune no meio médico. Caso fique, toda a corporação corre o risco de começar a ser tratada com o desprezo que bandidos assim merecem. E sentirão a dor da discriminação que se dedica a quem vende a alma a seitas de fanáticos. Médicos como os que se integraram a essa corrente da infâmia nascida no Sírio-Libanês são passíveis do desprezo e merecedores de todos os castigos divinos.

Luís Costa Pinto
No Esquerda Caviar
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Rogério Correia pede cassação de Aécio e devolução da propina


O deputado Rogerio Correia (PT-MG) defende a cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi delatado por dois executivos da Odebrecht por propinas de 3% nas obras da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, que foi orçada em R$ 500 milhões e custou R$ 2,1 bilhões.

Correia diz que a denúncia é antiga, mas que Aécio foi protegido até hoje por uma "blindagem" que criou junto à mídia, setores do Ministério Público, Tribunal de Contas e da Justiça.

O parlamentar cobra ainda a devolução aos cofres de Minas Gerais o dinheiro das irregularidades dessa obra "desnecessária", além de "rapidez" e "seriedade" por parte da Justiça; "Não dá para o nosso querido juiz Sérgio Moro ficar de namorico com Aécio Neves. Também não é possível que Janot demore a apresentar essas denúncias",

A assista




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Os golpistas mataram dona Marisa. E Lula os recebeu. Por quê?

O balé em torno do leito de morte da Geni que o poder linchou


Os golpistas mataram Marisa. Disso, eu não tenho dúvida nenhuma. O grito que se ouviu no Hospital Sírio-Libanês —”Assassinos!”— era a pura expressão da verdade. Eles mataram dona Marisa, a companheira de Lula. Tudo porque quiseram matar o quanto Lula representou e representa para o povo brasileiro.

A van branca que estacionou na frente do Sírio-Libanês às 22h30 de ontem (2/2), contendo Michel Temer, e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Eduardo Braga (PMDB-AM), Edison Lobão (PMDB-MA) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), além do novo presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), contou ainda com os ministros Helder Barbalho (PMDB-PA), da Integração Nacional, José Serra (PSDB-SP), das Relações Exteriores, Henrique Meirelles, da economia, e Moreira Franco, que nesta quinta foi elevado ao cargo de ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, para ficar a salvo das delações da Odebrecht na Lava-Jato.

Todos golpistas! Todos assassinos da Democracia brasileira e de dona Marisa.

Pouco antes, outro golpista havia comparecido ao Sírio-Libanês, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, aquele que nunca escondeu de ninguém a inveja que sente do operário metalúrgico transformado em presidente pela força do amor do povo, e reconhecido internacionalmente pela pujança das políticas públicas que tiraram da miséria absoluta 40 milhões de brasileiros.

Também apareceu a traidora Marta Suplicy, aquela que se elegeu senadora pelo PT de São Paulo, migrou para o PMDB e votou com os golpistas no impeachment de Dilma Rousseff.

A pergunta que não queria calar ontem e que ainda persiste hoje é: por que eles, os assassinos, fizeram questão de comparecer ao hospital? E por que Lula os recebeu?

O medo

A resposta à primeira pergunta é simples. Eles, os predadores de dona Marisa, aqueles que açularam a loucura e o ódio no país, foram por medo. Foram prestar homenagem à mulher simples, de origem operária, companheira de vida do maior líder popular que o Brasil já teve, porque têm medo do julgamento do povo. Têm medo do julgamento da História. Têm medo de que Marisa e a família de Lula se transformem naquilo que ja são: mártires que acreditaram ser possível construir um Brasil melhor do que aquele que essas elites fizeram em 500 anos de poder.

Todo o tempo em que estive no 20º andar do Hospital Sírio-Libanês, na ante-sala da UTI onde dona Marisa recebia seus últimos cuidados, lá estava também o fotógrafo oficial de Lula, Ricardo Stuckert.

Ele registrou a emocionante missa em homenagem à enferma, em que o ex-presidente chorou copiosamente, abraçado a amigos e camaradas de toda a vida.

E registrou também a hora em que os golpistas adentraram o andar, em fila constrangida, para render sua última homenagem a uma das valorosas mulheres que trataram como Geni nos últimos anos.

Temer e companhia esvaziaram assim a narrativa da criminalização que eles mesmos construíram. Marisa, a heroína agonizante, merecia pelo menos esse ato de Justiça.

Por isso, Lula os recebeu.

Laura Capriglione
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"Assassino", "Golpista" - MT e Careca chegam ao Sírio


Moro vai ao velório, como foi ao do Teori?




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Cármen Lúcia e o algoritmo domado do STF


O STF (Supremo Tribunal Federal) tornou-se órgão tão político que não se pode acreditar nem no seu algoritmo.

Em outros episódios, os tribunais já comprovavam como era fácil burlar o tal algorítimo. No “sorteio” para a relatoria das contas de campanha de Dilma e do PT, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atropelou-se o juiz natural (que deveria ser o substituto do que saíra) e os dois inquéritos foram sorteados por Robin, o Ministro Dias Toffoli, para Batman, o Ministro Gilmar Mendes. A probabilidade de dois prêmios para o mesmo Ministro era de 1 x 36, ou de 2,78%.

Agora, o sorteado é o Ministro Luiz Fachin.

A 2ª Turma é composta por cinco Ministros.

Gilmar e Toffoli não poderiam ser sorteados, por excesso de militância.

Ricardo Lewandowski também não, porque seria massacrado pela mídia antes de pegar os processos.

Celso de Mello tem dois defeitos: está doente e é lento; e não cede a pressões.

Restou Fachin.

Segundo uma porta-voz da Globo, Fachin começou mal no Supremo, mas depois se firmou.

Começar mal significa manter independência em relação às pressões da malta. Melhorar, significa ceder às pressões, depois que foi alvo de chantagens, sabe-se lá por que temas.

Se esteve suscetível a tais manobras antes, por que não estaria agora?

Um dia a presidente Carmen Lúcia vai nos contar sobre como passar a perna no algoritmo.

Luís Nassif
No GGN
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