30 de jan de 2017

Contra os vazamentos seletivos, por uma inundação de informações!

Pela publicação integral das delações da Odebrecht, contra o vazamento seletivo da mídia golpista.


A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou hoje (30/01) pela manhã as delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. Isso quer dizer que, a partir de agora, as delações adquirem peso jurídico e poderão ser usadas pela Procuradoria-Geral da República para aprofundar as investigações. Os procuradores poderão, por exemplo, pedir abertura de inquérito ou mandado de busca e apreensão.

Por determinação da ministra Cármen Lúcia, porém, o sigilo das informações será mantido por enquanto pelo STF. Isso, apesar de haver, desde meados de janeiro a expectativa de que os documentos com as delações fossem tornados públicos pelo então ministro relator da Lava Jato, o finado Teori Zavascki.

Teori morreu no dia 19 de janeiro, em um acidente para lá de conveniente, quando ultimava os estudos para homologar as delações dos executivos da Odebrecht.

Reportagem do jornal “Valor Econômico” de 17 de janeiro, dois dias antes da morte de Teori, afirmava que as delações deveriam “ser tornadas públicas já em fevereiro”.

Se vivêssemos em um Estado Democrático de Direito, essas delações seriam tratadas com o máximo cuidado, para que não se acusasse qualquer cidadão sem provas. Mas já se sabe que, neste preciso momento em que você, internauta, lê estas linhas, nas redações, os mesmos repórteres “de confiança do governo golpista”, os mesmos de sempre da mídia corporativa, já receberam os arquivos com as delações. E já preparam suas matérias com “vazamentos”.

Não queremos que essa mídia descomprometida com a Democracia e com a Liberdade, essa mídia misógina e antipovo, essa mídia vergonhosamente facciosa e partidarizada, escolha os “melhores trechos” pra publicar.

Já que essa mídia golpista escolherá os “vazamentos” que publicará, dizemos bem alto: queremos ser inundados de informações. O povo brasileiro não pode e não deve deixar que a turma a serviço dos corruptos selecione o que devemos conhecer ou não.

Sabe-se que Temer foi citado 43 vezes em delações dos Executivos da Lava Jato. Queremos ler tudo! Queremos saber em que tramoias teria se metido Michel Temer, esse político medíocre, que nem conseguiu ser eleito presidente do centro acadêmico! Queremos conhecer todo o entulho de corrupção em que o traidor ancorou a nau sem rumo do golpismo brasileiro, tendo ele como capitão.

A “Folha de S.Paulo” acaba de publicar reportagem dizendo do “alívio” do palácio do Planalto com a manutenção do sigilo sobre as delações.

Segundo o repórter Valdo Cruz, “a equipe presidencial receia que quando o conteúdo das delações se tornar público, haverá turbulências políticas.”

Temer, o PMDB e o PSDB não querem turbulências políticas porque isso pode atrapalhar seu projeto de aniquilação do país com uma política econômica desastrosa; porque pretendem aprovar a toque de caixa seu projeto de destruição da Previdência Social, que condena nossos idosos (mais os doentes e pessoas com deficiências) à terrível miséria exatamente quando mais frágeis. Porque querem aprovar a destruição dos direitos trabalhistas.

Para tudo isso, eles precisam da paz dos cemitérios.

Queremos saber tudo! Não confiamos na imprensa golpista. Que as delações sejam tornadas públicas de forma ampla e irrestrita. Que se faça a vontade de saber do povo brasileiro, que já não tolera mais mentiras, mais sujeiras e mais empulhações!

Jornalistas Livres
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Geddel “boca de jacaré” será preso?


Uma notinha enigmática postada no jornal O Globo neste domingo (29) pode indicar que os dias de sossego de Geddel Vieira, ex-ministro do covil golpista de Michel Temer, estão chegando ao fim: “A avaliação no MPF é que a sua situação se assemelha à de Sérgio Cabral e Eduardo Cunha: está liquidado. A propósito, Geddel se desesperou nas últimas semanas ao saber que Lúcio Funaro vinha se preparando para fazer uma delação premiada. Passou a telefonar insistentemente para a mulher de Funaro para prestar solidariedade e, como quem não quer nada, saber se ele já havia começado a delatar”.

Ainda segundo a matéria, o depoimento do doleiro Lúcio Funaro pode ser fatal para outros ilustres golpistas. “Preso há sete meses, Funaro acenou, pela primeira vez, com o desejo de fazer uma delação premiada. A entrada é Eduardo Cunha; a sobremesa, Geddel. O prato principal atende pelo nome de Eliseu Padilha”. Se for confirmado este boato, a tendência é de agravamento da crise política no país. Numa mensagem interceptada pela Polícia Federal, que tratava das negociatas do PMDB na Caixa Econômica Federal, Lúcio Funaro chamou Geddel Vieira de “boca de jacaré”, em função da sua gula por grana.

Em meados de janeiro, agentes da PF fizeram buscas em dois endereços do ex-ministro na Bahia. A operação teve como base a suspeita de que a velha raposa peemedebista traficou informações sigilosas da CEF em troca de propina. Geddel Vieira foi acusado de “integrar uma quadrilha” junto com o correntista suíço Eduardo Cunha. Na ocasião, o usurpador Michel Temer difundiu a história – replicada pela mídia chapa-branca – de que estaria aliviado com a exoneração do seu ministro e de que não teria nada a ver com as suas falcatruas. A conversa fiada, porém, não cola.

Como lembra o jornalista Bernardo Mello Franco, uma das poucas vozes críticas da Folha golpista, “Geddel, Cunha e Padilha são velhos aliados de Michel Temer... Depois da batida na casa de Geddel, o Planalto tentou disseminar a versão de que Temer estaria ‘aliviado’. O presidente não teria motivos para se preocupar, já que o aliado deixou de ser ministro”. O jornalista não acredita nesta baboseira. “Sem foro privilegiado, o falante Geddel Vieira também ficou mais próximo da fila das delações. Quem conhece o jacaré sabe o estrago que sua boca pode causar”.

Em tempo: O oportunista Geddel Vieira, amigo carnal de Michel Temer, tem outros apelidos curiosos. O mesmo Lúcio Funaro já o chamou de “porco folgado” numa mensagem enviada ao ex-vice-presidente da CEF. Já na lista de propina da Odebrecht, ele aparece com a alcunha “Babel” – e teria recebido R$ 1,5 milhão da empreiteira. Talvez ele receba mais algum apelido dos amigos do presídio caso seja punido por suas históricas falcatruas. A conferir!

Altamiro Borges
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Requião: conteúdo das delações deve ser divulgado antes de eleição de Mesas


O senador Roberto Requião (PMDB-PR) defendeu que o conteúdo das delações premiadas homologadas pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, seja divulgado antes da realização das eleições para as Mesas Diretoras do Senado e da Câmara. Segundo ele, as duas Casas vivem uma situação "constrangedora", uma vez que poderá eleger parlamentares que poderão ser alvos de investigações e questionamentos junto ao próprio STF. "Estamos numa situação muito constrangedora neste processo", disse Requião em entrevista ao Broadcast do Estadão.

A ministra Cármen Lúcia homologou, nesta segunda-feira (30) as delações de 77 executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht, mas manteve o sigilo do conteúdo dos depoimentos. A eleição para a Mesa do Senado está prevista para acontecer nesta quarta-feira, dia 1º, enquanto a eleição para a Mesa da Câmara, deverá acontecer no dia seguinte.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), destacou que a divulgação dos acordos de colaboração premiada dos executivos da Odebrecht poderá atingir as cúpulas dos Três Poderes, e não apenas o Legislativo. Os principiais concorrentes às Mesas da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), já foram citados nos depoimentos antes da homologação das delações.
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“Entrega” de Eike, negociada com a Globo, projeta novo “santo”?


Visivelmente “armada” com a reportagem da Globo, a viagem de volta, para entregar-se, de Eike Batista toma o lugar da homologação das delações premiadas da Odebrecht no noticiário.

Com direito a várias entrevistas, inclusive dentro do avião, dizendo que vai “passar a limpo”, “cumprir o seu dever” e outras platitudes do gênero.

Tudo indica que Eike está sendo preparado para “herói”, porque faz o tipo “celebridade”, com muitos ex-amigos que se prestem a isso.

E como, aparentemente, já perdeu tudo, não tem mais o que perder.

Para um aventureiro, mais uma aventura.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Globo e o BBB da prisão do Eike


Eike Batista estava a caminho do Brasil para ser preso. Uma equipe de reportagem da Rede Globo o acompanhou desde o embarque, no aeroporto JFK, nos EUA, que aconteceu por volta das 21h50 (horário de Brasília), onde fez check-in e, minutos depois, passou pelo controle de passaporte.

A partir daí, num verdadeiro BBB, a reportagem acompanhou cada passo do empresário, fez algumas entrevistas e o mostrou fazendo selfies e ouvindo alguns desaforos, que chegaram a ser comentados por Eike.

Sobre o assédio e as selfies, o empresário disse à reportagem que isso deveria significar que ele teria feito “algo de bom no Brasil”.

Assim que subiu na aeronave – pasmem – a reportagem estava lá colada e fez outra entrevista. Num clima muito amistoso, o repórter fazia perguntas óbvias e genéricas sobre como o empresário estaria se sentindo, o que ele fez para ser preso e recebia sempre como resposta que ele, Eike, estava se disponibilizando para a justiça.

Em momento algum, nem repórter nem entrevistado entraram no mérito da questão de maneira direta. Eike chegou a ser perguntado se cometeu erros e respondeu lacônico “eu acho que não”. Dentro do avião o repórter insistiu se ele teria pagado propina, e ele respondeu que só falava com a justiça. Tudo sempre muito genérico e amistoso, com a clara evidência de que havia ali um acordo entre as partes.


No final das contas, o avião do empresário pousou e ele foi pego pela Polícia Federal na cabeceira da pista, sem chegar nem perto da área de desembarque, onde estavam jornalistas de todas as outras emissoras.

Resta ao espectador uma pergunta muito simples. Que tipo de jornalismo é esse que não esclarece o que interessa, não entra no mérito e, de forma despropositada e injustificada, aparece de maneira privilegiada ao lado de um empresário que está indo para a cadeia como se fosse um amigo, como se estivesse acompanhando a seleção brasileira campeã em seu retorno?

Julinho Bittencourt
No Desacato
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Brasileiro lincha ladrão de um tostão e tira selfie com ladrão de um bilhão

Roubou uma CAPA de celular

Roubou mais que o PCC, CV, FDN e todos os deputados e senadores somados

No Esquerda Caviar
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Cármen Lúcia homologa as 77 delações da Odebrecht


A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, acaba de homologar as 77 delações da Odebrecht, que têm potencial para derrubar o governo Temer. 

As delações da Odebrecht servirão para comprovar que o golpe nada mais foi do que uma reação de políticos corruptos contra uma presidente honesta, Dilma Rousseff, que não conteve a Lava Jato.

Será possível confirmar, por exemplo, que Michel Temer pediu e recebeu R$ 10 milhões do departamento de propinas da Odebrecht, que José Serra recebeu R$ 23 milhões desse mesmo departamento numa conta suíça e que o senador Aécio Neves tinha despesas pessoas pagas pela empreiteira, por meio de seu marqueteiro.

Agora, caberá ao procurador-geral, Rodrigo Janot, pedir investigações contra políticos com foro privilegiado. 

Segundo o portal jurídico Jota, delações serão mantidas em sigilo.

Leia reportagem da Agência Brasil sobre o assunto: 

Cármen Lúcia homologa delações da Odebrecht na Lava Jato

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, homologou as delações de 77 executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht, nos quais eles detalham o megaesquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

Com isso, os mais de 800 depoimentos prestados pelos executivos e ex-funcionários da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF) se tornaram válidos juridicamente, isto é podem ser utilizados como prova.

A expectativa agora é saber se Cármen Lúcia irá retirar o sigilo das delações, nas quais os ex-executivos citam dezenas de políticos com mandato em curso como envolvidos no pagamento de propinas. Entre os delatores está o ex-presidente do grupo Marcelo Odebrecht.

A homologação ocorre após a morte do relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, na semana passada, na queda de um avião no mar próximo a Paraty (RJ). Ele trabalhava durante o recesso do Judiciário para conseguir homologar rapidamente as delações.

Após a morte de Teori, restou à ministra Cármen Lúcia a prerrogativa de poder homologar as delações durante o recesso do Judiciário, por ser presidente do Supremo.

Amanhã (31) é o último dia do recesso do Judiciário.
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