2 de dez de 2017

Vaia a Temer em SP: a fórmula da politicagem não funciona na rua


Escrevi, logo cedo, que Geraldo Alckmin, para colher o apoio da politicalha reunida por Michel Temer – inclusive a de muitos dos seus tucanos -, tinha um problema.

O apoio de Temer é, para qualquer candidato, uma mina de verbas e cargos, mas um poço escuro em efeito eleitoral.

Poucas horas depois, numa cerimônia de entrega de casas, Alckmin teve a prova do que Temer é capaz de fazer com um palanque.

Segundo o Estadão, ”quando ele disse que ’em 18 meses de governo, o Brasil não parou’, a plateia rompeu em vaias”.

Em Americana, cidade da região de Campinas, onde o prefeito é do PMDB, eleito com 72% dos votos no primeiro turno. Logo, distante de ser algum “reduto petista”. Lá, em 2014, Alckmin (53%) e o “pai do pato”,  Paulo Skaf, tiveram, juntos, 80% dos votos.

A cara de ambos e a de Meirelles – para quem sobraram vaias, também – capturada na foto de Marlene Bergamo, da Folha, que reproduzo acima, dispensa legendas.

Alckmin corre o risco de salgar até mesmo suas terras paulistas com Temer.

E, pode acreditar, a maioria dos deputados tucanos, preocupados com isso, não quer nem saber de votar a reforma da previdência. Nem agora e nem em 2018.

Fernando Brito
No Tijolaço

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