15 de dez de 2017

Tiroteio na caserna?


Um parlamentar da base do governo do Rio Grande do Sul acaba de nos informar com exclusividade – mas por motivos óbvios sob o véu do anonimato – que o General Antônio Hamilton Mourão será lançado presidente no intuito de sifonar as intenções de voto no Deputado e presidenciável Jair Bolsonaro ainda no primeiro semestre de 2018. Segundo a fonte, observadora privilegiada, “Bolsonaro será desidratado pela Globo”.

Ainda segundo esse parlamentar gaúcho, o “fogo (muy) amigo” conquistaria também “os votos do PSDB e da ‘direita refinada’, que tem ojeriza à falta de bons modos e cultura do Deputado Bolsonaro”.

A expectativa dos mentores desta articulação é a de que “Mourão seja certamente o nome capaz de competir com o ex-presidente Lula no segundo turno, pois o Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não vai crescer”, afirma o parlamentar gaúcho.

Em tom de confiança, a mesma fonte afirmou que “agora a direita pode votar em um militar sem ter que tampar o nariz. Ao que consta, Mourão seria muito querido pelos militares de alta patente, que rejeitam francamente Bolsonaro, tido como um bufão. Além disso, Mourão é culto, com formação sólida. Tem especialidade em diversos temas. É de uma linha bem conservadora, mas parece que a maioria moderada o respeita muito”.

Para o parlamentar, “ao contrário de Bolsonaro, Mourão realmente pode dizer que fala pelas Forças Armadas, sem objeção visível. Ele teria usado a crítica a Temer, com a posterior demissão, como forma de dizer que sempre foi oposição ao atual presidente e que abomina a corrupção”.

A propósito deste episódio, nunca é demais lembrar que o Genaral Mourão também declarou que “se a Justiça não resolve”, ele será candidato a presidente para “drenar o pântano da corrupção”. Segundo a fonte, “já em meados do ano não restará a Bolsonaro mais que um dígito nas pesquisas”.

O parlamentar gaúcho revela ter ligado para um amigo na Presidência da República e para outro no Ministério da Defesa para checagem. Ambos confirmaram a articulação. Ainda segundo o parlamentar, “(Mourão) será certamente o candidato mais forte contra Lula. Ele é honestíssimo, ao contrário de Alckmin e mesmo de Bolsonaro. Encarnaria muito melhor o anseio difuso da sociedade por ‘combate à corrupção’, bem como o desejo latente em amplos setores da sociedade por uma reação autoritária contra ‘a criminalidade’. Mourão, e não Bolsonaro, será o adversário mais forte de Lula. Deve ir com ele para o segundo turno”, profetiza a fonte.

Ladino, Mourão e seus padrinhos na política pretendem explorar o discurso moralista das tropas e da sociedade, fustigando à exaustão todas as contradições do discurso “ético” do deputado Bolsonaro. Para começar, voltarão as baterias para (i) o nepotismo – que chega a ser caricato no caso de Bolsonaro; (ii) o seu histórico de insubordinação, que o levou mesmo à reserva prematuramente, ainda nos anos 80; (iii) o desprezo esnobe com que lhe “brinda” a alta oficializada das três Forças; e todas os “deslizes” do deputado – e filhos! – na sua longa caminhada junto a “generosos” – mas interesseiros – doadores de campanha (nos caixas 1, 2, 3 e 4!).

Tiroteio na caserna?

Wellington Calasans e Romulus Maya

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