1 de dez de 2017

Mulher que escrachou Jucá explica seu ato: quis expor um criminoso


O vídeo do escracho ao senador Romero Jucá em um avião comercial em Brasília está bombando nas redes desde esta quinta.

A mulher, no caso, é Rúbia Sagaz, assistente social no Instituto Federal Catarinense, que aproveitou a presença do político para expor para todos(as) os(as) passageiros(as) que ali estava “um criminoso, um corrupto assumidamente criminoso”.

As imagens foram gravadas pela própria Rúbia, que perguntou ao político sobre uma gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, à Polícia Federal e divulgada no ano passado: “E aí, senador, conseguiu estancar a sangria?”. No áudio, Jucá afirma que é preciso “estancar a sangria” atribuída à Operação Lava Jato. Em resposta, no avião, o senador tenta retirar o celular da mão de Rúbia, mas não consegue.

“Meu objetivo era expor para todos que ali conosco viajava um criminoso, um corrupto assumidamente criminoso, e dizer, na verdade resgatar, através das próprias falas dele, as formas como ele costuma negociar os nossos direitos. Ele foi baixo, tentou me desestabilizar me chamando de petista, como se isso fosse o motivo para eu estar atacando-o. Tentou desmoralizar os meus argumentos e, agressivamente, tentou tirar o celular da minha mão. Achei que a reação dele foi digna do crápula que ele é e teria sido muito pior, caso as pessoas não tivessem saído em minha defesa”, relata Rúbia.

Elogiada por pessoas de todo o Brasil pela coragem e garra, ela está muito orgulhosa com a repercussão dos fatos: “estou emocionada com o retorno das pessoas. Eu quero dizer com esse vídeo que a gente não pode e não deve nunca perder a capacidade de se indignar. O nossa país está na lama e nós precisamos nos tornar protagonistas da nossa história. Chega de esperar que eles tenham piedade de nós, eles jamais terão. Essa luta é nossa e é todo dia! Quero aproveitar para fazer um chamado à Greve Geral do dia 05/12: vamos parar este país, não temos mais condições de continuar neste caminho. Avante!”.

A servidora pública, que é filiada ao SINASEFE, diz ainda que, para mudar a realidade tenebrosa a qual o Brasil está mergulhado, somente com a organização da classe trabalhadora. “Não há outra forma senão a de consciência de classe. É necessário também o protagonismo efetivo, chega dessa democracia que nunca nos representou”, finaliza a guerreira.



Considerações sobre Globo e escrachos

Duas observações sobre fatos de destaque do dia de ontem.

1 - O caso Globo e a Torneos y Competencia

A denúncia de que Marcelo Campos Pinto, o ex-executivo da Globo, recebeu US$ 1 milhão da Torneos y Competencia, mostra que, a exemplo de muitos casos do DOE (Departamento de Operações Estruturadas) da Odebrecht, os executivos também atuavam contra a empresa.

A cadeia produtiva da corrupção futebolística era assim:
  • A Confederação vende oficialmente por 100.
  • O Intermediário paga 200. 100 vão para o bolso dos cartolas.
  • O grupo de mídia paga 300. 100 é o lucro dos intermediários.
Os patrocinadores pagam 1.000.

No caso em questão, aparentemente Marcelo operou nas duas pontas: atuando para a Globo (no suborno às confederações através dos laranjas), mas atuando também para os laranjas (aumentando o valor pago pela Globo).

Portanto, tem razão o Jornal Nacional ao dizer que, no episódio em questão, Marcelo jogou contra a Globo. Vamos ver quando surgirem as evidências de que ele jogou para a Globo.

2 - O caso dos escrachos

Não se pode negar o prazer de ver um político como Romero Jucá sendo escrachado em pleno voo. Mas não se pode perder de vista a máxima: quem com escracho fere, com escracho será ferido.

O escracho tem sido a grande arma dos fomentadores de ódio. E fez bem o deputado Paulo Pimenta em mandar a agressora para a delegacia. Mas tratar como heroína escrachadora “do nosso lado”, significa dar salvo conduto para os escrachadores do lado de lá.

Luís Nassif



Jucá vai processar passageira que o hostilizou em voo, diz Veja

Romero Jucá já está tomando as medidas cabíveis para processar a mulher que o hostilizou em um voo de Brasília para São Paulo na última quarta-feira (29).

Com celular na mão, a mulher filmou o senador e citou a conversa do peemedebista com o ex-presidente da Transpetro Sergio Machado em que ele diz que é preciso “estancar a sangria”.

Irritado com a provocação, Jucá chegou a se levantar da cadeira para tomar o aparelho de sua mão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com links NÃO serão aceitos.

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do blog

Comentários anônimos NÃO serão publicados, como também não serão tolerados spams, insultos, discriminação, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.

É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.