9 de dez de 2017

General Mourão volta a pregar o golpe e defender a ação do Exército “se o caos for instalado no país”

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O general do Exército Antonio Hamilton Mourão, uma espécie de Bolsonaro de farda, voltou a atacar.

Depois de sugerir em setembro uma intervenção militar, ele fez um novo discurso golpista no Clube do Exército, em Brasília, a convite de um tal grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais). O tema era “Uma visão daquilo que me cerca”, conta a Folha.

“Se o caos for ser instalado no país… E o que a gente chama de caos? Não houver mais um ordenamento correto, as forças institucionais não se entenderem, terá que haver um elemento moderador e pacificador nesse momento […]. Mantendo a estabilidade do país e não mergulhando o país na anarquia, agindo dentro da legalidade, ou seja, dentro dos preceitos constitucionais, e usando a legitimidade que nos é dada pela população brasileira”, falou.

“Mas por enquanto nós consideramos que as instituições têm que buscar fazer a sua parte.” O Exército disse ao jornal que “as declarações emitidas estão sendo objeto de análise pelo Comando da Força”.

Lula, no segundo mandato, “sobrevivente ao mensalão, achou que podia tudo. E as comportas foram abertas do lado da incompetência, da má gestão e da corrupção.”

Puxou o saco dos generais: “A nossa infraestrutura logística, a maior parte dela, foi montada durante o período da cruel ditadura militar, aquela insana ditadura, né? De lá para cá praticamente nada foi feito”.

De acordo com a Folha, Mourão foi aplaudido sem parar durante um minuto, após falar por cerca de 45. Depois, ao longo de aproximadamente 50 minutos, ele respondeu a perguntas da plateia.

“Eu apenas digo uma coisa: não há portas fechadas na minha vida”. Sobre Bolsonaro, que o elogiou há dois meses, alegou que “é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido nessas falcatruas e confusões”.

“Ele terá que se cercar de uma equipe competente. […] Obviamente, nós, seus companheiros, dentro das Forças, olhamos com muito bons olhos a candidatura do deputado Bolsonaro.”



General Mourão critica Temer: faz ‘balcão de negócios’ para governar

Militar que em setembro sugeriu intervenção militar no Brasil se o Judiciário não conseguir resolver "o problema político", o general do Exército Antonio Hamilton Mourão voltou a fazer manifestações políticas nesta quinta-feira 7.

Em uma palestra em Brasília, a convite do grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), Mourão voltou a mencionar a possibilidade de atuação das Forças Armadas caso haja uma situação de "caos" no País, criticou os governos Lula e Dilma e também disparou contra Michel Temer.

"Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa 'Sarneyzação'. Nosso atual presidente [Michel Temer] vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato", afirmou o militar, segundo reportagem do jornal Gazeta do Povo.

Segundo ele, o Exército poderia ter o papel de "elemento moderador e pacificador" no Brasil, agindo "dentro da legalidade". As Forças Armadas estão atentas "para cumprir a missão" que cabe a elas, acrescentou. "Mas por enquanto nós consideramos que as instituições têm que buscar fazer a sua parte", disse.

Em nota à Folha de S.Paulo, o Exército disse que "as declarações emitidas estão sendo objeto de análise pelo Comando da Força".

No DCM e 247

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