17 de dez de 2017

Desespero na Globo

Desespero na Globo: irmãos Marinho “queimam caravelas” com “kamikaze TRF-4”!


(com informações de fontes muito bem situadas no BNDES e no próprio Grupo Globo)

Na data de ontem (14/12/2017) o Grupo Globo finalmente tomou a decisão de substituir do comando executivo das empresas o primogênito da família Marinho, Roberto Irineu Marinho, sob o pretexto de ter completado a idade de 70 anos.

Mais uma vez a empresa fez uso do eufemismo para escamotear a verdade dos fatos, usando o recurso das conjunções e adversativas em suas manchetes para esconder o fato de que o primogênito caiu: “Roberto Irineu Marinho se mantém presidente do Conselho do Grupo Globo, e Jorge Nóbrega assume presidência executiva.”

Mais à frente o comunicado ressalta que o novo CEO, ex vice-presidente Executivo do Grupo Globo, Sr. Jorge Nóbrega, assumiria a presidência executiva da empresa em função da aposentadoria do primogênito da família Marinho e que este teria feito a indicação do Sr. Nóbrega para o cargo.

Apesar da saída de Roberto Irineu Marinho do comando executivo ele ainda continuaria na presidência do Conselho de Administração, cargo que antes acumulava com a presidência executiva do Grupo.

É possível notar um claro interesse em criar um pretexto para a troca no comando, o atingimento da idade de 70 anos, bem como a ideia de que o poder de mando continuaria intacto, não só pela indicação e escolha do novo CEO como a permanência à frente da Presidência do Conselho de Administração.

Emblemática foi a declaração de que “A família Marinho não se afastará da Globo nem um milímetro”, dita por Roberto Irineu em um comunicado aos funcionários do grupo. É justamente o contrário, se não tivesse havido um afastamento da frente dos negócios esta fala sequer teria sido mencionada.

Outra declaração emblemática foi a de que “A gestão das nossas empresas também não mudará e nem nosso modo de ser. (…) Buscamos resultados de longo prazo, sem mirar exclusivamente no lucro do trimestre”. Aqui temos uma confirmação da informação antecipada por nós tempos atrás (aqui e aqui), quando afirmamos que o Grupo Globo entraria no vermelho já no 1º trimestre de 2018.

Na prática, o novo CEO será o responsável por todos os negócios do grupo, os novos projetos e as transformações das empresas (TV Globo, Globosat, Infoglobo, Editora Globo, Valor Econômico, Sistema Globo de Rádio, Som Livre, Globo.com e Globo Filmes), bem como as participações em outros negócios e as novas iniciativas.

Por trás deste repentino anúncio da troca de comando nas empresas do Grupo Globo travou-se uma intensa disputa nos bastidores da cúpula do Grupo, cujos herdeiros relutam em reconhecer que a gestão conduzida por eles foi desastrosa. Sob todos os pontos de vista de gestão empresarial.

A opção tomada de derrubar a presidente Dilma teve de ser acompanhada de uma intensa campanha que terminou derrubando o governo, mas também derrubou o PIB. Afetou, diretamente, o faturamento dos principais anunciantes. E, por conseguinte, seus investimentos em publicidade. Ou seja, um tiro no pé nos negócios da empresa.

A gota d’água que agiu como elemento catalisador para a troca de comando foi a “decisão kamikaze” (nas palavras de interlocutores dos Marinho!) da cúpula do jornalismo da emissora, ao orquestrar a antecipação do julgamento do ex-presidente Lula para o dia 24/01/2018. Passaram para toda sociedade e para todo mundo jurídico nacional – e internacional – a certeza de que o país estaria sob a égide de um verdadeiro Estado de Exceção.

Prevaleceu junto aos membros do Conselho de Administração a ideia de que a jogada de mão maquinada pelos irmãos Marinho e sua diretoria de jornalismo ultrapassou todos os limites de responsabilidade e previsibilidade. A ponto de ameaçar, seriamente, os negócios do grupo, tendo em vista que tal decisão foi como queimar caravelas; tornar quase impossível uma futura composição com os governos a serem eleitos. Isso sem contar a efetiva possibilidade de conflagração no sistema social em função desta medida tão absurda e arbitrária.

A partir da posse de Nóbrega no comando executivo das empresas haverá um processo mais acelerado de reestruturação interna. O foco imediato será o corte nos custos fixos (salários nos departamentos de jornalismo e novelas) e a venda de bens do ativo imobilizado (nesta semana o prédio da Rádio Globo foi desocupado e a operação foi transferida para Jacarepaguá).

Em paralelo a isso, ainda existe um assunto não definitivamente resolvido: o dos futuros pretendentes Murdoch e Daniel Dantas. Os Marinho e Murdoch em passado recente cogitaram da atuação da News Corp no solo brasileiro. O empresário australiano poderia adquirir uma parte da TV Globo em troca de assunção das dívidas de US$ 2,6 bilhões do Grupo Globo. Além do bilionário australiano que mira as empresas da Globo temos também o banqueiro Daniel Dantas do Opportunity.

Daniel Dantas poderia fazer o negócio da aquisição via banco Opportunity. Teria a vantagem de poder captar recursos no BNDES.



(i) ou já deram os recebíveis – de uma concessão pública!(1) – como garantia para a especulação que fazem no mercado financeiro; e/ou

(ii) já empenharam de forma secreta as ações – de uma concessão pública!(2) – para se financiarem; e/ou


(iii) repetindo prática reiterada da empresa (como com o grupo Time Life nos anos 60, na compra da emissora do grupo em SP, com a venda da NET ao mexicano Carlos Slim, etc.) já venderam as ações que têm na Globo – uma concessão pública!(3) – em um contrato de gaveta a um bilionário estrangeiro – algo ilegal e vedado expressamente pela Constituição. Nesse caso, permaneceriam apenas como testas de ferro no negócio, até o lobby pela mudança legislativa que permitisse a “regularização” dessa situação prosperasse. Partindo dessa premissa, seria o afastamento de João Roberto Marinho da presidência do grupo uma ordem direta do “gringo”? Teria perdido a paciência com as lambanças dos Marinho?

O grande desafio do Grupo Globo é gerenciar o endividamento de curto e médio prazo. A prioridade zero é o corte nos custos fixos e a venda de ativos, como participação em empresas (Sky) e a venda de emissoras de tevê. A estratégia do novo CEO Nóbrega será no sentido de seguir este plano e se ater apenas aos ativos geradores de caixa como os jornais e a emissora de TV.

Dentro deste cenário os novos gestores não podem se arriscar a participar de jogadas políticas temerárias ao estilo Kamikaze, que criem futuras retaliações contra os negócios ou interesses do grupo. E foi exatamente isto que ocorreu recentemente com a operação no TRF-4, que incendiou o ambiente político e também induziu a substituição do primogênito dos Marinho no comando do grupo.

* * *

Atualização: 

Fonte (1) – Romulus, adiciona isto aqui na atualização do seu post:

(que caiu como uma bomba onde tinha que cair!!)

– O imbróglio do FIFAGate vai impactar a renovação dos empréstimos bancários e obtenção linha para capital de giro.

– Os bancos irão pôr obstáculos à concessão de crédito para eles.

– O risco de default na Globo é muito alto.

– OUTRA: o banco Goldman Sachs, que no passado recente ajudou na restruturação da dívida da Globo, terá como nova presidente a Maria Silvia, no lugar de Paulo Leme.

– A mesma Maria Silvia que, antes de presidir o BNDES (onde não pode rolar o empréstimo SEM GARANTIA) já havia dado consultoria para reestruturar a dívida da Globo em sua consultoria independente em 2002/2003, agora terá que descascar novamente o abacaxi “Grupo Globo”, que em 2018 entra no vermelho, em especial no tópico CASH FLOW (fluxo de caixa).

– Meu amigo, o que fecha uma empresa não são os números do Profit&Loss (lucros e prejuízos), mas os do cash flow! Sem cash flow a empresa simplesmente colapsa! O cash flow é o oxigênio do coração da empresa. É esta a preocupação do Grupo Globo em 2018.

– Fora o fato de que, se houver decretação judicial internacional da nulidade dos contratos da FIFA de 2026 e 2030, haverá uma debandada de grandes anunciantes. E a empresa JÁ RECEBEU os chamados (jargão contábil) “RECEBIMENTOS ANTECIPADOS”. Estes recebimentos antecipados são classificados como passivo circulante. É uma dívida que a empresa tem com os anunciantes.

– Caso os contratos da Copa caiam, os Marinho terão de devolvê-los aos anunciantes ou descontá-los em futuros anúncios. Ou seja, um dinheiro absurdo que não mais irá entrar no caixa! Viu o tamanho do problema?

– Fora o fato de diversas decisões criminosas – e.g., corrupção no futebol, uso de offshores, sumiço de processo da receita, conspiração para derrubar governos – terem sido deliberações pessoais dos 3 irmãos Marinho. Ao arrepio de tudo aquilo que uma gestão corporativa profissional recomendaria.

– Obs.: a expressão “ataque kamikaze” (TRF4 em 24/01) foi citada – textualmente! – no quebra pau do Conselho de Administração do Grupo Globo! Na cara do – recém-demitido – irmão Marinho!

– A investigação #FIFAGate trará impactos enormes no caixa de empresa. Bancos deixarão de ser uma opção para o grupo se financiar. E aí a Globo será presa fácil para os predadores: Murdoch, Daniel Dantas, Carlos Slim…

– Posso confirmar o que o Paulo Henrique Amorim antecipou, sobre o prejuízo certo no primeiro trimestre de 2018. Só que é pior: já estão falando que no 4º trimestre deste ano – 2017 – já haverá prejuízo! Coisa que será difícil de esconder com “mágica contábil”. Pois quem sabe – agora – a Miriam Leitão não vire uma ardorosa defensora de “contabilidade criativa”??

* * *

Mais sobre a corda no pescoço dos Marinho em:

Bomba: os Marinho colocaram a Globo na roleta do Cassino!

Por “Dom Cesar” & Romulus

No popular:

– Os Marinho estão saindo fora!

E, por isso, querem a grana toda…

– … in cash!

Com a moeda nacional desvalorizada, o país fica “barato” e o poder da “alavanca” de quem tem dólares torna-se muito maior.

Some a isso, ainda:

(i) a depressão econômica, barateando os ativos brasileiros no geral;

e, no particular…

(ii) a implosão de setores inteiros da economia nacional, via Lava a Jato.

Resultado: xepa!

E aí…

Quem tem dinheiro na mão – a tal da “liquidez”… – é rei!

“Aposta na aposta, na aposta, na aposta, na…”

– Os Marinho apostam no seu poder de viciar a “roleta do Cassino”, via Rede Globo para, ao final, ganharem também na sua aposta principal: a especulação financeira.

Haja alavancagem: um verdadeiro castelo de cartas!

“Castelo de cartas”… a espera de um sopro??

Romulus Maya
No Cafezinho

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