4 de dez de 2017

Contadora pendura delegado Anselmo no poste da Lava Jato

Anselmo apoiou Aécio e chamou Lula de "anta". Basta?

E o zé da Justiça deixou ele solto em Curitiba...

A contadora Meize Pozza colaborou com os delegados da Lava Jato em troca de perdão. Entregou o bi-delator Alberto Youssef e muita gente. Entregou todo mundo. E os delegados da Lava Jato, especialmente o notório aecista Anselmo não a pouparam de ser indiciada e criminalizada!

Para delatar todo mundo, ela topou cometer crimes, como simular uma operação de busca e apreensão, para "justificar", "lavar" a inserção de documentos no processo - como revelou o repórter Henrique Beirangê, na Carta Capital.

Não precisa do Tacla Duran para botar a Lava Jato na cadeia... basta a contadora.

Agora, o Estadão conta que ela chorou diante do "Judge Murrow":

(...) Ré por lavagem de dinheiro, ela [Meire Poza] entregou supostas mensagens em que Anselmo prometeu acertar sua ‘imunidade’ no âmbito das investigações em torno dos escândalos da Petrobrás.

“Embora não tenha sido assinado, tínhamos um acordo 100% válido. Simples. Eu colaboraria como colaborei em todas e quaisquer ações e eles não me denunciariam. Era um acordo firmado, moral, enfim. E que foi cumprido por parte deles em 2014, 2015, 2016, e só foi quebrado esse acordo agora em 2017”, afirmou.

Segundo Meire, o delegado ainda interferiu em sua defesa. “Ele preferia que eu fosse uma testemunha e não uma ré colaboradora. Ali foi feito nosso acordo. Eu seria testemunha. E tanto que eles cumpriram a parte deles. Que eu não seria denunciada. Não teria problema. Eu estive 3 vezes no MP”.

“Pelo menos até a 15ª fase da operação, a minha colaboração foi 100% efetiva. Quando entram as empreiteiras por exemplo, talvez tenha sido até a 14ª ou 15ª fases da Lava Jato. Fui parabenizada junto com a força-tarefa, trocamos mensagens, fui chamada para o churrasco do sucesso de um ano da Lava Jato. Depois, prestei mais de 100 depoimentos”.

Meire disse ter sofrido risco de vida após uma orientação do delegado Márcio Anselmo.

Segundo a contadora, o então integrante da força-tarefa da Lava Jato a orientou a não aceitar segurança oferecida pelo Ministério Público Federal.

“Márcio disse: ‘recusa que você não vai ter vida mais. Você já saiu na capa da veja que não vai mais acontecer.

“Infelizmente não foi verdade, porque incendiaram meu escritório”, disse, aos prantos.

Ainda emocionada, ela diz que nunca deixou de colaborar e que recebia promessas do delegado.

“‘Fica tranquila, tá sossegado, ninguém vai te sacanear’, ele diz pra mim. Se um dia alguém te denunciar, eu vou pedir seu perdão judicial”.

(...)







Quem também trata dessa sinistra - para ser gentil - relação entre Anselmo e Meire Pozza é Marcelo Auler.

No CAf

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