1 de dez de 2017

Acampamento do MST em Chapecó deve sofrer ação de despejo a qualquer momento


A juíza federal de Chapecó concedeu a execução da liminar para despejar as famílias que vivem no Acampamento Marcelino Chiarello. O aparato militar esta sendo mobilizado para realizar despejo a qualquer momento. Trata-se de uma área pública que está em nome do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que a empresa Sementes Prezzotto havia tomado posse.

Há um ano e meio 180 famílias estão morando na área, que possui mais de 1.000 hectares. As famílias trabalham na área, plantam cerca de 200 ha. São alimentos voltados para subsistência: milho, feijão, hortaliças, além de animais. As crianças estão estudando na escola próxima, é final de ano escolar e correm o risco de perder o ano letivo.

As famílias buscam uma terra para morar e reproduzir suas vidas. O MST realizava pacificamente as negociações. A ordem de despejo vai no contra-fluxo das negociações sobre área, pois uma audiência para tratar do caso está agendada para o dia seis de dezembro em Brasília.

Nesta terça-feira (28/11) completaram-se seis anos da morte de Marcelino Chiarello, que dá nome ao acampamento. Nesse período de acirramento, a luta pela terra segue ainda mais dura e necessária, avaliam os coordenadores do Movimento.

Juliana Adriano
Do MST

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