3 de dez de 2017

A pesquisa Datafolha para 2018


Cenário 1 (com Marina, Joaquim Barbosa, Temer e Meirelles):
Lula (PT): 34%

Jair Bolsonaro (PSC): 17%

Marina Silva (Rede): 9%

Geraldo Alckmin (PSDB): 6%

Ciro Gomes (PDT): 6%

Joaquim Barbosa (sem partido): 5%

Alvaro Dias (Podemos): 3%

Manuela D´Ávila (PCdoB): 1%

Michel Temer (PMDB): 1%

Henrique Meirelles (PSD): 1%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 12%

Não sabe: 2%

Cenário 2 (com Joaquim Barbosa):
Lula (PT): 37%

Jair Bolsonaro (PSC): 18%

Geraldo Alckmin (PSDB): 8%

Ciro Gomes (PDT): 7%

Joaquim Barbosa (sem partido): 6%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 1%

Guilherme Boulos (sem partido): 1%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 14%

Não sabe: 3%
Cenário 3 (com Meirelles):
Lula (PT): 37%

Jair Bolsonaro (PSC): 19%

Geraldo Alckmin (PSDB): 9%

Ciro Gomes (PDT): 7%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%

Henrique Meirelles (PSD): 1%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Guilherme Boulos (sem partido): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 14%

Não sabe: 5%
Cenário 4 (com Marina):
Lula (PT): 36%

Jair Bolsonaro (PSC): 18%

Marina Silva (Rede): 10%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Ciro Gomes (PDT): 7%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 1%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Guilherme Boulos (sem partido): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 13%

Não sabe: 2%
Cenário 5 (com Doria e Marina):
Lula (PT): 36%

Jair Bolsonaro (PSC): 18%

Marina Silva (Rede): 11%

Ciro Gomes (PDT): 7%

João Doria (PSDB): 5%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 1%

João Amoêdo (Partido Novo): 1%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Guilherme Boulos (sem partido): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 14%

Não sabe: 2%
Cenário 6 (sem Lula, com Joaquim Barbosa):
Jair Bolsonaro (PSC): 21%

Ciro Gomes (PDT): 12%

Geraldo Alckmin (PSDB): 11%

Joaquim Barbosa (sem partido): 8%

Alvaro Dias (Podemos): 6%

Fernando Haddad (PT): 3%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Guilherme Boulos (sem partido): 1%

João Amoêdo (Partido Novo): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 28%

Não sabe: 4%
Cenário 7 (sem Lula, com Meirelles):
Jair Bolsonaro (PSC): 22%

Ciro Gomes (PDT): 13%

Geraldo Alckmin (PSDB): 12%

Alvaro Dias (Podemos): 6%

Fernando Haddad (PT): 3%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 3%

Henrique Meirelles (PSD): 2%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 2%

Guilherme Boulos (sem partido): 1%

João Amoêdo (Partido Novo): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 30%

Não sabe: 5%
Cenário 8 (sem Lula, com Marina):
Jair Bolsonaro (PSC): 21%

Marina Silva (Rede): 16%

Ciro Gomes (PDT): 12%

Geraldo Alckmin (PSDB): 9%

Alvaro Dias (Podemos): 5%

Fernando Haddad (PT): 3%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Guilherme Boulos (Sem Partido): 1%

João Amoêdo (Partido Novo): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 25%

Não sabe: 3%
Cenário 9 (sem Lula, com Doria e Marina):
Jair Bolsonaro (PSC): 21%

Marina Silva (Rede): 17%

Ciro Gomes (PDT): 13%

João Doria (PSDB): 6%

Alvaro Dias (Podemos): 6%

Fernando Haddad (PT): 3%

Manuela D’Ávila (PCdoB): 2%

Paulo Rabello de Castro (PSC): 1%

Guilherme Boulos (Sem Partido): 1%

João Amoêdo (Partido Novo): 1%

Em branco/nulo/nenhum: 27%

Não sabe: 3%
Simulações de 2º turno:

(29 e 30 de novembro)
Lula 52% x 30% Alckmin

Lula 48% x 35% Marina

Lula 51% x 33% Bolsonaro

Alckmin 35% x 33% Ciro

Marina 46% x 32% Bolsonaro





O Datafolha fez 2.765 entrevistas entre 29 e 30 de novembro, em 192 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.



Datafolha indica que Lula enfrentou e venceu campanha de desmoralização

rejeita2017

As projeções de 2° turno, antecipadas ontem, já indicavam o que é mostrado em plenitude pelos dados completos do Datafolha realizado nos dois últimos dias de novembro: a rejeição a Lula caiu de forma marcante e, tecnicamente, voltou ao patamar anterior à campanha de desmoralização que lhe moveram a Lava Jato e a mídia, que atingiu seu ápice às véspera do impeachment de Dilma Rousseff, com 57%

39% dizerem, agora, que não votariam em Lula “de jeito nenhum” não é muito diferente do preconceito que ele carrega desde sempre, mesmo nos melhores momentos de prosperidade econômica em seus governos.

Movimento inverso teve seu algoz, o juiz Sérgio Moro, que ostenta o mesmo nível de rejeição, ao ponto de que um candidato por ele indicado teria igual nível de recusa (44%) que o mesmo teria se a indicação fosse de Lula (45%). Aliás, neste quesito, Alckmin que se cuide: 62% dizem não votar em um candidato indicado por Fernando Henrique Cardoso e 81%, como se ensaia, recusariam o voto ao candidato indicado por Michel Temer.

Os números revelam duas realidades políticas.

A primeira é que Lula enfrentou e venceu o “Exército Islâmico”, este Isis judicial midiático que praticamente tomou conta do país desde 2015. Progressivamente, recuperou o território e, agora, começa a reunir aliados para uma ofensiva definitiva. É verdade que as forças fundamentalistas de mercado ainda têm a “bomba H” de uma condenação, mas detoná-la destruiria a si próprios, dividindo ao meio o país que querem controlar.

Além disso, levam à conclusão de que o “meu programa é ser o anti-Lula“pode ainda ser suficiente para levar um candidato ao 2° turno, mas não reúne, na hora da decisão, mais de um terço dos eleitores. Proporção que, alás, também progressivamente se reduz.

Há um ano e quatro meses, os resultados de um eventual segundo turno, onde Lula é franco favorito, segundo o Datafolha (veja aqui os atuais, publicados no post anterior) eram algo que hoje parece inacreditável: Aécio teria 38% e Lula 36%; Alckmin obteria o mesmo resultado; Marina atingiria 44% e Lula só 32% e até José Serra iria a 40%, deixando Lula com 35%.

Progressivamente, a vida real vai se impondo à propaganda de massas e o país vai orientando os vetores de seus desejos na direção da própria sobrevivência.

Resta saber se a vontade popular nascerá livremente das urnas ou se sofrerá um aborto violento nas cortes judiciais.

Fernando Brito

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