5 de nov de 2017

Vice-presidente do Parlamento da Venezuela entra na embaixada do Chile em busca de asilo


Uma das figuras mais destacadas da aposição ao presidente Nicolás Maduro, o deputado Freddy Guevara, vice-presidente do Parlamento da venezuelano, buscou refúgio na embaixada do Chile em Caracas neste domingo (5).

Na sexta-feira, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) determinou que Guevara não poderia deixar o país e a suspensão de sua imunidade parlamentar. Ele é acusado de incitar a violência na onda de protestos contra Maduro que deixou mais de 100 mortos.

O ministério das Relações Exteriores do Chile afirmou por meio de nota que aceitou o deputado como convidado, de acordo com sua tradição humanitária. Guevara entrou na residência do embaixador em Caracas com sua namorada. Ele precisou de esconder após sua casa ser cercada pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional.

O seu partido, Vontade Popular, chamou as acusações de "crimes inexistentes inventados pela ditadura". A agremiação é a mesma de outro líder opositor: Leopoldo López, atualmente sob prisão domiciliar.

O Grupo de Lima (formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru) publicou uma nota expressando "sua enérgica condenação" às medidas adotadas pelo TSJ contra Guevara.

No Sputnik


Aloysio 500 mil

Comunicado do Grupo de Lima

Os governos de Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru expressam sua enérgica condenação à decisão do Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela de retirar a imunidade parlamentar do primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, deputado Freddy Guevara, que também foi proibido de deixar o país.

A decisão adotada pelo TSJ constitui um novo ataque contra o Estado de Direito e a divisão de poderes na Venezuela e impede o funcionamento normal da Assembleia Nacional, constituída legitimamente por meio do voto popular.

O Grupo de Lima reitera que não reconhece nenhum dos atos da assembléia nacional constituinte.

Ao ratificarmos o nosso pleno apoio à Assembleia Nacional, reiteramos ao Governo da Venezuela sua obrigação de respeitar a Constituição e a integridade do poder legislativo.

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