10 de nov de 2017

PF prende advogado suspeito de vender influência no STJ e STF

Ele teria cobrado R$ 2 mi para mudar curso de processo. Denúncia é do CNJ e não há indício de participação dos servidores públicos nos fatos.


A PF deflagrou nesta sexta-feira, 10, a Operação Mercador de Fumaça. A ação tem como objetivo cumprir um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal contra um advogado que atua em Brasília.

Em nota, a PF informou que o inquérito policial, instaurado a partir de uma notícia-crime encaminhada pelo CNJ, aponta que o investigado solicitava valores para influenciar no curso de processos pendentes de julgamento no STJ e STF.

Foi apurado que o advogado teria cobrado R$ 2 milhões de um prefeito que havia sido afastado do cargo. Parte dos valores seria usado para o pagamento de assessores de ministros de tribunais superiores, para viabilizar uma decisão favorável que proporcionaria um rápido retorno do prefeito ao cargo.

Não há qualquer indício de participação de servidores públicos nos fatos investigados.

O investigado será indiciado pelo crime de exploração de prestígio, previsto no art. 357, parágrafo único, do CP, que prevê pena de reclusão de um a cinco anos, com a causa de aumento de pena de 1/3.

De acordo com a PF, a prisão preventiva foi solicitada à 10ª vara Federal de Brasília porque o causídico já é réu por prática de crimes semelhantes, acusado de "vender" ministros do TSE.

O nome da operação se dá em razão dos crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio serem conhecidos na prática forense como "venda de fumaça".

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