30 de nov de 2017

No primeiro ano de Marchezan, Porto Alegre cai 8 posições em índice de cidades empreendedoras


O Instituto Empreender Endeavor divulgou nesta quarta-feira (29) que Porto Alegre perdeu oito posições no Índice de Cidades Empreendedoras 2017, um levantamento com 32 das maiores cidades do Brasil – responsáveis por 40% do PIB nacional -, passando da 7ª posição, em 2016, para a 15ª. A outra cidade gaúcha no ranking, Caxias do Sul, caiu quatro posições, para o 16º lugar. O tema do empreendedorismo era justamente uma das prioridades do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), durante a campanha e em discursos durante o primeiro ano de seu mandato.

Em seu plano de governo apresentado durante a campanha, Marchezan dizia que Porto Alegre “precisa ser uma cidade em que as pessoas possam realizar seus sonhos, e um ambiente regulatório adequado pode transformar nossa cidade em uma referência em EMPREENDEDORISMO”. Entre outras coisas, ele prometia facilitar a abertura e o fechamento de empresas e tornar acessíveis os órgãos públicos envolvidos na abertura de empresas.

O índice leva em conta fatores como ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora. De acordo com a Endeavor, o pior resultado da capital gaúcha refere-se ao ambiente regulatório, critério no qual Porto Alegre caiu da 21ª para a 31ª posição (a penúltima) de 2016 para 2017. Enquanto o tempo médio de abertura de uma empresa no país é de 62 dias, em Porto Alegre são necessários 163 dias.

Segundo o estudo, entra as razões para a demora estão o prazo de liberação de alvará pelo Corpo de Bombeiros, com média de 120 dias, e a suspensão do Projeto Simplificar, lançado em 2015 para desburocratizar os processos de registo e licenciamento de empresas. “Entendemos as dificuldades pelas quais passa a Prefeitura, mas é importante que este desafio seja retomado, dada a relevância desse projeto para a cidade”, disse a coordenadora da Endeavor no Rio Grande do Sul, Milena Dalacorte.

Em seu perfil no Facebook, o ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati classificou a situação como preocupante e ponderou que, ao final de 2016, a Prefeitura havia conseguido reduzir para até 5 dias o prazo de abertura de uma empresa de pequeno porte. Ele também lamentou o descontinuamento do Projeto Simplificar. “O que se espera, apesar de todas as dificuldades existentes, é que o Projeto Simplificar seja retomado com prioridade para que Porto Alegre continue avançando no processo de desburocratização da área de reconhecimento do empreendedorismo”, disse.



Marchezan se manifestou apenas indiretamente sobre a questão nas redes sociais, em uma postagem em que afirma que o tempo de abertura de empresas reduziu de 230 dias para 37.



No Sul21

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