9 de nov de 2017

Caso Cabral-Bretas: como a Globo monta um fakenews



Acusação - A matéria diz que Sérgio Cabral teria montado um fundo milionário para financiar dossiês contra o juiz Marcelo Bretas e membros da Lava Jato.

Evidências – segundo a RJTV e o G1

Segundo um relatório da Polícia Civil ao qual o RJTV teve acesso, uma consulta ao sistema foi feita em 11 de abril, na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), e teve como alvo o nome de um parente do magistrado. Antes, em 23 de janeiro, o sistema foi acessado na 105ª DP (Petrópolis), às 23h23, e encontrou o registro de uma briga entre estudantes, na qual o filho de Bretas estaria envolvido.

As buscas foram feitas pelo nome do juiz, de sua mulher, que também é juíza, e de uma outra parente de Bretas. A polícia já tem os nomes dos funcionários que fizeram as consultas.

Ora, consultas dessa natureza podem ser feitas por apenas uma pessoa, dispondo da senha de acesso ao sistema. De onde se tirou a notícia de um fundo milionário visando montar os dossiês.

Ouso afirmar: é mentira! Mentiu a fonte, mentiu o repórter fingindo acreditar na mentira da fonte, mentiu o editor divulgando um fakenews do repórter como se fosse notícia verdadeira.

Cabral é o alvo preferencial. Flagrantemente corrupto, deslumbrado, fútil até a medula.

Mas serviu de álibi para um estupro da notícia, em um momento em que a mídia tradicional teima em se diferenciar dos fakenews.

Primeiro, pela inverossimilhança entre o suposto fundo milionário e os indícios relatados. Não se tratava de viagens internacionais visando levantar contas fantasmas, como fazia a revista Veja. Se trata de meras consultas a bancos de dados, ao alcance de qualquer funcionário público.

Segundo, porque fonte em off em inquérito policial é pior que notícia em off de jornal. Quem tem provas, mostra! Se não tem e divulga, mente.

Terceiro, porque se tornou praxe dos quadros da Lava Jato plantar qualquer bananeira, que a mídia tratará de transformar em salto mortal.

Luís Nassif
No GGN

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