18 de nov de 2017

As esperanças com o novo delegado-geral da PF


De fonte confiável da Polícia Federal recebo a informação de que o novo delegado geral, Fernando Segóvia, merece um voto de confiança.

A PF ficou rachada com a ofensiva dos delegados aecistas que se entrincheiraram na Lava Jato e criaram um poder à parte. Aliás, deixaram um rastro de autoritarismo tão ostensivo, com ações contra jornalistas, que o Ministério Público Federal se tornou a face mais civilizada da truculência.

O racha começou ainda no governo Lula, quando Gilmar Mendes e Daniel Dantas conseguiram afastar o delegado Paulo Lacerda da linha de frente. Na ocasião, o ex-Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos procurou a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, com o apelo desesperado: que impedisse Lula de consumar o afastamento de Lacerda, porque implodiria a PF em grupos políticos incontroláveis.

Foi o que ocorreu. Dali em diante, potencializado pela ampla anomia do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, a PF se tornou uma força cega, com figuras como Márcio Anselmo, Maurício Moscardi Grillo, Erika Marena assumindo um protagonismo e um ativismo político que menosprezavam o trabalho a PF, enquanto corporação, assumindo todos os méritos pelos feitos coletivos. Além de imprimir um partidarismo inconcebível para um poder de Estado.

Segóvia não era o candidato do Ministro da Justiça. Assume com apoio de 80% da corporação.

Não recebe cheque em branco, apenas voto de confiança. Se for bem-sucedido, contribuirá para devolver a PF aos tempos de glória, quando se tornou uma instituição republicana, e não a serviço de grupos específicos de delegados, e o combate à corrupção não era seletivo como se tornou.

Luís Nassif
No GGN

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