9 de nov de 2017

Após vexame em entrevista, Bolsonaro imita Lula e lança “carta aos brasileiros”

Ele
Ninguém pode acusar Bolsonaro de ausência de megalomania e noção.

A sua última jogada de gênio é imitar Lula.

Na quarta, 8, ele divulgou sua versão da Carta ao Povo Brasileiro, batizada de Comunicado aos Cidadãos do Brasil.

É uma resposta óbvia ao vexame diante de Mariana Godoy em entrevista à RedeTV. Jair diz, no plural majestático, que “entendemos o interesse da sociedade pela equipe de acadêmicos e profissionais que estão integrando nosso time”.

“Nesse sentido, podemos antecipar que já contamos com um sólido grupo, composto por professores de algumas das melhores universidades do Brasil e da Europa”.

Nomes?

Misteriosamente, talvez com receio de queimar o filme, JB não cita seu guru Olavo de Carvalho.

Apenas uma estrela é revelada: “Nos últimos dias o Dr. Adolfo Sachsida foi apresentado pela imprensa como o ‘conselheiro’ do deputado Jair Bolsonaro. Conforme nota já divulgada, houve sim conversas com o talentoso economista.”

O “talentoso” Sachsida, adepto da Escola Sem Partido, tem alguns vídeos espetaculares na YouTube, entre os quais a mistificação auto indulgente de todo extremista de direita de que o nazismo era de esquerda. “Hitler adorava Marx”, afirma.

O fã declarado do torturador Ustra e da ditadura militar garante  que “nenhum dos membros dessa equipe defende ideias heterodoxas ou apreço por regimes totalitários”.

A nota, cujo impacto foi zero, foi divulgada no site direitista “Antagonista”, que tem entre seus quadros Felipe Moura Brasil, pupilo de Olavo, ex-blogueiro da Veja e defensor de toda e qualquer estupidez que o candidato profere.

Como tudo o que é ruim sempre pode piorar, a coisa teve a colaboração de seus filhos Eduardo, Flávio e Carlos, não exatamente famosos por suas virtudes intelectuais.

Nas redes, Eduardo afirmou que “tem se encarregado pessoalmente com pessoas da área econômica para aproximá-las de Jair Bolsonaro”.

Tudo está sendo feito “nos bastidores, de maneira discreta, sem esperneio ou holofotes”.

JB, como Lula, tenta acalmar o “mercado”. Se, no caso de Lula, havia um medo de que ele desse uma guinada à esquerda, no de Bolsonaro o pânico é, sobretudo, de sua burrice.

E aí não há cartinha de amor que resolva. Talvez uma junta médica.

Kiko Nogueira
No DCM

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