14 de nov de 2017

A agonia da Editora Abril


A troca de presidente da Editora Abril é mais um capítulo da agonia da empresa. Sai Walter Longo, homem de marketing, entra Arnaldo Figueiredo Tibyriçá, do jurídico.

A mudança faz parte de uma nova tentativa de reequacionar as dívidas do grupo.

No ano passado houve uma outra reestruturação, acertada com os credores fora do âmbito recuperação judicial. A empresa trocou o prédio da Marginal por um edifício menor, no Morumbi, fechou diversas revistas e lançou uma modalidade de assinatura, dando direito a todas as publicações.

O ajuste foi insuficiente. Este ano precisou recorrer aos bancos para bancar a folha. E não teve recursos para bancar os direitos de um grupo de funcionários demitidos.

Agora, entra em uma segunda rodada de negociações com os bancos. Mas, aparentemente, não conseguiram identificar um modelo de negócios sustentável.

Veja continua alardeando uma tiragem de 1,2 milhão. No mercado, não se acredita que a venda efetiva seja superior a 500 mil.

Luís Nassif
No GGN

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