29 de out de 2017

Sócios no golpe, Temer e Aécio se consolidam como os mais odiados do País


Michel Temer salvou Aécio Neves no Senado e Aécio Neves salvou Michel Temer na Câmara dos Deputados, mas ambos foram condenados pelo povo brasileiro; é isso o que mostra a nova rodada da pesquisa Ipsos, sobre aprovação e rejeição aos políticos brasileiros; enquanto Temer é rejeitado por 95% dos brasileiros, Aécio tem a rejeição de 93%; os dois são os principais responsáveis, ao lado de Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, pela destruição da democracia brasileira e da imagem do País no mundo; enquanto isso, o ex-presidente Lula já aparece como o político mais admirado do País, com 41% de aprovação

Michel Temer e Aécio Neves conseguiram assaltar o poder por meio de um golpe parlamentar forjado aceito por Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, mas se tornaram os políticos mais odiados do Brasil.

É o que mostra a nova rodada do barômetro político, do Instituto Ipsos, divulgado neste domingo.

Segundo a reportagem de Daniel Bramatti, os campeões da rejeição são "o senador Aécio Neves (MG), cuja desaprovação chegou a impressionantes 93%, em empate técnico com a do presidente Michel Temer (95%)".

Curiosamente, os dois sócios no golpe de 2016 se socorreram mutuamente nos últimos dias. Enquanto Michel Temer articulou para salvar Aécio Neves no Senado, Aécio Neves salvou Michel Temer na Câmara dos Deputados com o relatório de Bonifácio Andrada (PSDB-MG), mas ambos foram condenados pelo povo brasileiro.

Enquanto isso, o ex-presidente Lula já aparece como o político mais admirado do País, com 41% de aprovação, a despeito do massacre midiático e da perseguição judicial.

Abaixo, reportagem da Reuters sobre a nova pesquisa presidencial, em que Lula aparece em primeiro lugar:

SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Lula e o deputado federal Jair Bolsonaro iriam para o segundo turno se as eleições presidenciais fossem hoje, segundo pesquisa do Ibope publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo deste domingo.

A primeira pesquisa do instituto sobre as eleições de 2018 trouxe Lula com mínimo de 35 por cento e máximo de 36 por cento nas intenções de voto em todos os cenários, enquanto Bolsonaro teria 15 por cento se disputasse contra Lula.

Marina Silva é a terceira colocada em qualquer cenário com Lula, com entre 8 por cento e 11 por cento.

Mas, sem Lula, Marina lideraria a corrida, empatada com Bolsonaro, que teria 18 por cento se o adversário fosse o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao invés do ex-presidente.

Na pesquisa espontânea, que não apresenta nomes ao entrevistado, Lula apareceu com 26 por cento das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 9 por cento e Marina Silva com 2 por cento.

Segundo o jornal, a pesquisa do Ibope foi feita entre 18 e 22 de outubro, com cerca de 2 mil pessoas em todos os Estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O apresentador de televisão Luciano Huck também teve o nome testado na pesquisa do Ibope, e variou de 5 por cento, em eventual disputa com Lula, a 8 por cento, em caso de Haddad ser o candidato petista.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, teve entre zero e 1 por cento, dependendo dos adversários.

No 247

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