6 de out de 2017

Prova de defesa de Duran pode ameaçar parte da denúncia contra Temer

Para se defender das acusações da PGR, o advogado quer apresentar e-mails que indicam que a sua conta não foi usada para o repasse de propinas da Odebrecht ao hoje presidente da República

Rodrigo Tacla Durán, em seu refúgio na Espanha
O advogado que promete trazer informações de bastidores de acordos de delação que comprometem a Odebrecht e o juiz federal Sérgio Moro, Rodrigo Taclar Duran, informa que tem provas de que a sua conta bancária no exterior supostamente usada pela empreiteira para pagar propina a Michel Temer estava inativa.

Após colocar na mira questionamentos contra o juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, expondo ter recibos direcionados à esposa do magistrado, Rosângela Moro, e ao amigo do juiz, o advogado Carlos Zucolotto Júnior, Duran tenta a própria defesa.

Foi acusado pela força-tarefa da Lava Jato de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Queria revelar as informações que diz ter em acordo de delação premiada, que não foi aceito pelos procuradores da República. Na Espanha, país onde detém cidadania e está foragido, o advogado é alvo de ameaças de prisão. Sérgio Moro já pediu a sua extradição, que é negada pelo país. 

Apesar de integrar uma de suas principais sustentações de defesa das acusações, a suposta prova que possui de que a conta bancária em seu nome não teria sido usada para a Odebrecht repassar propinas a Temer deve impactar diretamente na denúncia contra o mandatário peemedebista.

Isso porque na peça, que agora tramita na Câmara dos Deputados, foi anexa uma perícia do material apreendido no departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, com repasses que somaram quase US$ 20 milhões, entre 2011 e 2012, e seriam direcionados ao grupo político do PMDB na Câmara: além do hoje presidente da República, também o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Henrique Edurado Alves (PMDB-RN).

Os repasses teriam sido feitos por meio de empresas offshores em paraísos fiscais, entre elas a Innovation, Klienfeld, Magna e Trident, a uma conta da GVTEL, empresa de Rodrigo Tacla Duran. Mas o advogado informa que tem e-mails entre ele e o administrador do banco, Vinícius Borin, indicando o encerramento da conta no Meinl Bank em 2010.

No GGN

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários com links NÃO serão aceitos.

Os comentários são de total responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente a opinião do blog

Comentários anônimos NÃO serão publicados, como também não serão tolerados spams, insultos, discriminação, difamação ou ataques pessoais a quem quer que seja.

É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O blog poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.