23 de out de 2017

Eleita senadora, Cristina Kirchner diz que sua frente política emerge como 'principal força de oposição' na Argentina

Partido de Macri venceu na província de Buenos Aires, na capital do país e aumentou participação no Parlamento; ex-presidente diz que lutou contra 'maior e inédita concentração de poder da qual se tem memória desde a restauração democrática'


A ex-presidente da Argentina e agora senadora eleita Cristina Kirchner afirmou na madrugada desta segunda (23/10), ao reconhecer a derrota para o ex-ministro da Educação do país, Esteban Bullrich, candidato do governo, que a Unidade Cidadã (UC), lista eleitoral que formou para disputar estas eleições regionais, se tornou a principal força de oposição à administração de Mauricio Macri.

"Fomos capazes de somar votos, capazes de crescer apesar de termos enfrentado a maior e inédita concentração de poder da qual se tem memória desde a restauração democrática, e devemos estar orgulhosos", disse Cristina aos apoiadores. A UC “é a principal força opositora contra o modelo político e social de ajuste”, afirmou.

Para a ex-mandatária, a UC enfrentou “a maior e mais inédita concentração de poder de que se tenha memória desde a restauração democrática” e, mesmo assim, conseguiu “mais votos que nas PASO [eleições primárias que definiram os candidatos ao pleito de outubro]”.

Cristina fez um discurso pedindo união de outras forças que se opuseram ao macrismo. “Não estamos sós, há também em outras províncias outras claras e firmes lideranças políticas com as quais as oposições firmes e claras avançaram em todo o país”, disse.

Resultado

Com 99,22% das urnas apuradas, Bullrich tinha 41,38% dos votos, contra 37,25% de Cristina. Três vagas estavam em disputa e, pelas regras eleitorais argentinas, a lista eleitoral com mais votos tem direito a duas, com a terceira ficando com o segundo colocado geral. Por este motivo, estão eleitos Bullrich e Gladys González, pelo Cambiemos, e Cristina, pela UC.

O Cambiemos ganhou 9 assentos a mais no Senado (terá o total de 24); os peronistas perderam 3 (23); os kirchneristas perderam 8 (10); o grupo político do ex-candidato à presidência, Sergio Massa, perdeu 1, no total de 72 que formam a Câmara Alta.

Na Câmara dos Deputados, o macrismo levou mais 21 (agora terá 107 assentos); os kirchneristas perderam 10 (67); os peronistas, ganharam 5 (38); os massistas perderam 16 assentos (22). A Câmara Baixa argentina tem 257 cadeiras.

Macri

O presidente da Argentina disse considerar que o resultado, favorável à coligação que apoia seu governo, é um sinal de “forte apoio” a seu projeto político.

"Acreditamos no nosso compromisso sério e profundo com a mudança", disse o presidente a apoiadores no centro de campanha do Cambiemos. Ele foi o responsável por fazer o discurso de encerramento das eleições.

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