3 de out de 2017

A delegada Erika Marena vai ser incriminada?

Terá sido ela quem induziu o Reitor ao suicídio?

A delegada Marena (C) mereceu ser interpretada pela global Flávia Alessandra (à E dela) no fracassado filme para endeusar o Moro
Cercam a renomada delegada Érika Mialik Marena gravíssimas suspeitas.

Mas, são apenas suspeitas.

Ela tem direito à ampla defesa, a contratar advogado e só pode ser incriminada ou presa, depois de vencido o devido processo legal.

Isso aqui não é uma ditadura do Judiciário nem da Polícia!

Ou é?

Vamos supor que não seja (ainda!)

Assim sendo, cabe enumerar alguns pontos que justificariam submeter a delegada Marena a processo administrativo, Penal e Cível - segundo os princípios da Lei e inscritos na Constituição.

Quais seriam essas suspeitas?
‣ a delegada Marena teria mandado prender o Reitor sem ouvi-lo;

‣ a delegada Marena mandou prender o Reitor sem ouvi-lo porque SUSPEITOU que ele "fazia manobras para criar obstáculos às investigações". Como não provou essas suspeitas, a Juíza mandou soltá-lo;

‣ a delegada Marena acusou o Reitor de crime que teria cometido ANTES de ele assumir a Reitoria!

‣ a delegada Marena estaria baseada em "delações";
De onde viria a "metodologia" Marena de policiar?
Delegada de Polícia Federal (desde 2003); formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná – UFPR (1998); pós-graduada em Direito e Processo Penal (2009) pela Academia Brasileira de Direito Constitucional – ABDCONST/Unibrasil; Procuradora do Banco Central do Brasil (2002/2003). Na Polícia Federal atuou nas seguintes áreas: Delegacia de Crimes Financeiros – DELEFIN em São Paulo/SP (2003 – 2004); Força-Tarefa CC5 em Curitiba/PR (2004/2007), sendo coordenadora entre 2005 e 2007; Grupo de Repressão a Crimes Financeiros – GRFIN em Curitiba/PR (2007 – 2011), sendo chefe entre 2010 e 2011; Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários – DELEFAZ em Curitiba/PR (2012); Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros – DELEFIN em Curitiba/PR (2013 – 2014), sendo chefe entre 2013 e 2015; Grupo de Trabalho da OPERAÇÃO LAVAJATO, vinculado à DRCOR/SR/DPF/PR – 2014 até a presente data; Professora da Disciplina de Crime Organizado/Lavagem de Dinheiro na Academia Nacional de Polícia em diversos cursos de formação profissional de delegados, agentes e escrivães da Polícia Federal.
Ou seja, a formação da delegada pode dever muito à Operação Banestado, onde trabalharam o Juiz Moro Imparcial (depois) de Curitiba e o Procurador Santos Lima.

É possivel que a formação profissional dela deva muito, também, à convivência com os dois, Moro e Lima, na Operação Lava Jato.

Aliás, atribui-se à delegada Marena ter dado o apelido "Lava Jato" à redentora Operação.

Diante disso, cabe a suspeita - mera suspeita - de que a prisão do Reitor tenha sido no "estilo" Lava Jato: ao amanhecer, com o fator surpresa, com a afiliada Globo Overseas junto, associada ao vexame e à humilhação a que o Reitor se refere em seu bilhete - ver TV Afiada "Bate Pronto #2 - o primeiro cadáver do lavajatismo".

A delegada deve ter o amplo direito de, na Justiça e na Corregedoria da PF, desmentir essas graves suspeitas.

Pior será se, como outro ilustre membro da Lava Jato, o delegado Moscardi, autor da desgraçada Operação Carne Fraca, ela tenha feito um mal à Justiça e à Democracia e a si própria nada venha a acontecer.

Como diz amigo navegante indignado:
O que está em questão são os métodos da delegada. Nem ao mais picareta dos seres pode ser reservado um tratamento arbitrário e torturante. E afinal, agora que ele morreu, o processo acabou.
Em tempo: a delegada Marena e o delegado Moscardi honram o ansioso blogueiro com natimortos processos judiciais.




O que fizeram com o reitor?

Durante o velório do reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, no final da tarde de hoje, no hall da Reitoria da UFSC, uma dedução predominou: nem durante a ditadura militar a Universidade foi tão chacoteada como agora pela justiça federal e Polícia Federal. A vice-reitora Alacoque Erdmann, resumiu a tragédia: “Luiz Carlos Cancelier deu seu sangue pela UFSC”.

Sim, claro. Na entrevista que concedeu há cerca de uma semana, Luiz Carlos afirmou a Moacir Pereira: nunca fui tão humilhado.

Gente, vamos refletir. O reitor foi preso e conduzido à penitenciária da Agronômica, igualado a bandidos e corruptos, sob a acusação de ter obstruído a investigação judicial. Nenhum reitor foi sequer admoestado durante a ditadura e hoje estamos assistindo à prepotência do judiciário, que se acha no direito de governar a Nação pela imposição de julgamentos pessoais ou de grupos de circunstâncias sociais e políticas brasileiras.

O que é obstruir a justiça? Ora, há bandidos governando dentro de penitenciárias o tráfico de drogas no Brasil, e a justiça entende que o reitor pode obstruir as ações de investigação dentro da UFSC. Cinematográfico ou circense?

Conheci Luiz Carlos em 1981, quando foi iniciar sua vida jornalística em O Estado.

A sua jornada foi brilhante. Paralelo ao jornalismo, cursou Direito e ingressou na carreira de professor, crescendo como diretor do Departamento Jurídico e diretor do Centro de Ciência Jurídicas da UFSC. Há cerca de dois anos, em um encontro casual, ele me confessou: “vou trabalhar por um candidato a reitor que recupere a dignidade da UFSC”.

O seu movimento culminou com uma decisão consensual de apoio ao seu nome. E ele se elegeu com sinais vitoriosos de mudanças. Aos poucos, ao lado da professora Alacoque Erdmann, Luiz Carlos restaurou o clima de diálogo, reciprocidade de confiança e de relações com a sociedade.

De repente, é preso, como em uma situação de guerra, de ditadura. Levado à Penitenciária da Agronômica, Luiz Carlos perde-se na agressão a um mandato que deveria ser, sobretudo, considerado pela autonomia e respeitabilidade de uma universidade.

Mas, não. Dane-se a instituição! O que vale são os novos princípios da justiça e da Polícia Federal, que poderiam ter exigido de Luiz Carlos o comparecimento a uma audiência, prestação de provas, etc.etc. Mas, não. Preferiram humilhá-lo, ou seja, dizer-lhe que a justiça e a PF estão bem acima das instituições de ensino. Ou seja, uma caça a bruxas como se toda a Nação precisasse provar que não é corrupta. Do geral para o particular, todo o brasileiro é por natureza corrupto. E viva a autoridade judicial e policial que tem os holofotes e aplausos populares. Até que prove o contrário, Luiz Carlos, o Cao, não suportou a humilhação, tanto a ele quanto à UFSC.

Sintam-se como Cao: a imprensa dizendo que ele estava sendo acusado de desvio de recursos. Aliás, os jornais Folha de S. Paulo e O Globo, e seus sites de hoje, repetem isso ao anunciar a sua morte. Não se trata de fraqueza humana, mas, sobretudo, de uma defesa – quem sabe frágil – da sua moral, dignidade e do direito que a PF e a justiça não lhe concederam, de provar a sua inocência antes de ser jogado numa prisão, na mesma vala de Eduardo Cunha, Joesly Batista, etc, etc, etc.

A ditadura de hoje não é militar. É judiciária. O desembargado Lédio Rosa tem razão: “Mataram meu amigo Cao. E não haverá responsável. Isso é fascismo da pior espécie".

Laudelino José Sardá, professor e jornalista

Um comentário:

  1. Continua um abuso sem tamanho desses delegados de meia tigela, que PRENDEM sem ser em flagrante delito ou com mandato judicial por algum tipo de crime PRENDER POR SUSPEITA É CRIME E NINGUM FAZ NADA. Induzir alguem ao suicídio é CRIME PASSÍVEL DE PRISÃO IMEDIATA, no bilhete a vítima DEIXA BEM CLARO a forma como foi exposto e tratado, ATE QUANDO VAMOS ASSISTIR ESSES DALLAGNOLS DA VIDA, ACHANDO, SUPONDO, QUERENDO.......PROVAS ANTES. EXIGIMOS QUE AQUELES QUE S]AO PAGOS COM NOSSO TRABALHO QUE SEJAM leais a constituição.

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